Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

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Q648627 Português

O ASSALTO 


Carlos Drummond de Andrade


            A casa luxuosa no Leblon é guardada por um cachorro de feia catadura, que dorme de olhos abertos, ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de assalto à residência tão bem protegida. 

            Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar até lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isto. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver, e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.

            O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento o cão estava junto da doméstica, e abanou o rabo, afirmativamente. 

Em qual trecho o autor utilizou-se de uma imagem exagerada e irreal para se expressar?
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Q647879 Português

No que se refere à figuras de linguagem, observe as frases e assinale a alternativa que corresponda às suas classificações correspondentes:


I – João almoçou ao meio dia, Joana às treze horas, Maria às treze e trinta.


II – Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela.


III – Seus olhos eram luzes brilhantes.

Alternativas
Q647373 Português

Leia os versos a seguir.

“Se você gritasse,

Se você gemesse,

Se você tocasse...”

Carlos Drummond de Andrade Que figura de linguagem está presente nesses versos?
Alternativas
Q646425 Português

No Texto I, ao descrever o mar, o narrador-personagem o percebe tão vivo, que acaba por atribuir a ele características humanas.

A oração que exemplifica essa afirmativa é

Alternativas
Q646023 Português
A figura de linguagem que se caracteriza pela transferência de percepções da esfera de um sentido para a de outro, do que resulta uma fusão de impressões sensoriais de grande poder sugestivo (exemplos: olhar gelado/ voz doce) denomina-se:
Alternativas
Q644147 Português

Leia o poema abaixo e assinale a alternativa que indica a figura de linguagem presente no texto:

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

(Camões)

Alternativas
Q643815 Português

Nas frases abaixo, coloque 1 para a frase que contém metáfora e 2 para a frase que contém metonímia.


( ) Sua boca é um cadeado.

( ) A vida é um grande jogo.

( ) Trabalhava ao piano, não só Mozart como ainda os estudos de Chopin.

( ) A fé remove montanhas.

( ) As chaminés serão substituídas pelo verde.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q643568 Português

A primeira estrofe da canção que serve de tema para a novela “A Regra do Jogo” diz: “O Sol há de brilhar mais uma vez / A luz há de chegar aos corações / Do mal será queimada a semente / O amor será eterno novamente.”

(Nelson Cavaquinho e Élcio Soares)

Observa-se, neste trecho, a presença da seguinte figura de linguagem:

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Q643116 Português

Texto I

                         Descaso com saneamento

                      deixa rios em estado de alerta

      A crise hídrica transformou a paisagem urbana em muitas cidades paulistas. Casas passaram a contar com cisternas e caixas-d’água azuis se multiplicaram por telhados, lajes e até em garagens. Em regiões mais nobres, jardins e portarias de prédios ganharam placas que alertam sobre a utilização de água de reúso. As pessoas mudaram seu comportamento, economizaram e cobraram soluções.

      As discussões sobre a gestão da água, nos mais diversos aspectos, saíram dos setores tradicionais e técnicos e ganharam espaço no cotidiano. Porém, vieram as chuvas, as enchentes e os rios urbanos voltaram a ficar tomados por lixo, mascarando, de certa forma, o enorme volume de esgoto que muitos desses corpos de água recebem diariamente.

      É como se não precisássemos de cada gota de água desses rios urbanos e como se a água limpa que consumimos em nossas casas, em um passe de mágica, voltasse a existir em tamanha abundância, nos proporcionando o luxo de continuar a poluir centenas de córregos e milhares de riachos nas nossas cidades. Para completar, todo esse descaso decorrente da falta de saneamento se reverte em contaminação e em graves doenças de veiculação hídrica.

      Dados do monitoramento da qualidade da água – que realizamos em rios, córregos e lagos de onze Estados brasileiros e do Distrito Federal – revelaram que 36,3% dos pontos de coleta analisados apresentam qualidade ruim ou péssima. Apenas 13 pontos foram avaliados com qualidade de água boa (4,5%) e os outros 59,2% estão em situação regular, o que significa um estado de alerta. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.

      Divulgamos esse grave retrato no Dia Mundial da Água (22 de março), com base nas análises realizadas entre março de 2015 e fevereiro de 2016, em 289 pontos de coleta distribuídos em 76 municípios.

                (MANTOVANI, Mário; RIBEIRO, Malu. UOL Notícias, abril/2016.)

Em termos de linguagem figurada, o fato de a divulgação do texto ter sido feita no Dia Mundial da Água funciona como
Alternativas
Q642889 Português
Em “A nudez não perdoa, ainda que ela seja despedaçada, domada e vestida” (linha 17), é explícita a antítese entre as palavras:
Alternativas
Q638828 Português

                                        EU, ETIQUETA

                      Em minha calça está grudado um nome

                    que não é meu de batismo ou de cartório,

                                   um nome... estranho.

                          Meu blusão traz lembrete de bebida

                           que jamais pus na boca, nesta vida.

                       Em minha camiseta, a marca de cigarro

                            que não fumo, até hoje não fumei.

                              Minhas meias falam de produto

                                     que nunca experimentei

                            mas são comunicados a meus pés.

                                Meu tênis é proclama colorido

                                de alguma coisa não provada

                              por este provador de longa idade.

                          Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

                         minha gravata e cinto e escova e pente,

                                     meu copo, minha xícara,

                            minha toalha de banho e sabonete,

                                     meu isso, meu aquilo,

                           desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                                          são mensagens,

                                            letras falantes,

                                             gritos visuais,

                             ordens de uso, abuso, reincidência,

                                   costume, hábito, premência,

                                            indispensabilidade,

                      e fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                                escravo da matéria anunciada.

                                        Estou, estou na moda.

                            É duro andar na moda, ainda que a moda

                                    seja negar minha identidade,

                                 trocá-la por mil, açambarcando

                                    todas as marcas registradas,

                                   todos os logotipos do mercado.

                            Com que inocência demito-me de ser

                                    eu que antes era e me sabia

                           tão diverso de outros, tão mim mesmo,

                               ser pensante, sentinte e solidário

                          com outros seres diversos e conscientes

                             de sua humana, invencível condição.

                                        Agora sou anúncio,

                                     ora vulgar ora bizarro,

                        em língua nacional ou em qualquer língua

                                     (qualquer, principalmente).

                                  E nisto me comparo, tiro glória

                                         de minha anulação.

                              Não sou - vê lá - anúncio contratado.

                                   Eu é que mimosamente pago

                                    para anunciar, para vender

                      em bares festas praias pérgulas piscinas,

                            e bem à vista exibo esta etiqueta

                                global no corpo que desiste

                     de ser veste e sandália de uma essência

                                    tão viva, independente,

                    que moda ou suborno algum a compromete.

                                    Onde terei jogado fora

                          meu gosto e capacidade de escolher,

                          minhas idiossincrasias tão pessoais,

                        tão minhas que no rosto se espelhavam

                                   e cada gesto, cada olhar

                                      cada vinco da roupa

                              sou gravado de forma universal,

                             saio da estamparia, não de casa,

                               da vitrine me tiram, recolocam,

                                  objeto pulsante mas objeto

                          que se oferece como signo de outros

                               objetos estáticos, tarifados.

                        Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                         de ser não eu, mas artigo industrial,

                             peço que meu nome retifiquem.

                       Já não me convém o título de homem.

                                   Meu nome novo é coisa.

                                Eu sou a coisa, coisamente. 

Carlos Drummond de Andrade. Obra poética, Volumes 4-6. Lisboa: Publicações Europa-América, 1989.

“Estou, estou na moda.

É duro andar na moda, ainda que a moda

seja negar minha identidade,

trocá-la por mil (...)”

Nos versos “negar minha identidade, / trocá-la por mil”, verifica-se a presença de uma figura de linguagem. Essa figura é:

Alternativas
Q638039 Português
Em relação aos recursos de estilo usado no poema-canção, o trecho transcrito que corresponde à figura indicada a seguir é
Alternativas
Q635998 Português

GARCIA (2003) aponta que o paralelismo sintático e semântico remete à lógica da correlação e associação de ideias, por isso sua ausência pode provocar incoerência. No entanto, autores de várias épocas usaram-na com propósito estilístico.

O enunciado que corresponde a essa asserção é:

Alternativas
Q635962 Português

                           CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 

                                     Cárcere das Almas

                     Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,

                     Soluçando nas trevas, entre as grades

                     Do calabouço olhando imensidades,

                     Mares, estrelas, tardes, natureza.


                     Tudo se veste de igual grandeza

                     Quando a alma entre grilhões as liberdades

                     Sonha e, sonhando, as imortalidades

                     Rasga no etéreo Espaço da Pureza.


                     Ó almas presas, mudas e fechadas

                     Nas prisões colossais e abandonadas,

                     Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!


                     Nesses silêncios solitários, graves,

                     Que chaveiro do Céu possui as chaves

                     Para abrir-nos as portas do Mistério?!


           (CRUZ E SOUZA. Obras Completas. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1961) 

Considere as afirmativas abaixo.

I. No primeiro quarteto, há uma afirmação de ordem geral: “toda a alma” (o que pode ser entendido como qualquer alma, todas as almas de todos).

II. Há no poema várias metáforas como, por exemplo, “alma presa num cárcere”.

III. O uso das iniciais maiúsculas em substantivos comuns (Dor, Céu, Mistério) acentua o aspecto simbólico dos vocábulos.

IV. Há no poema a presença de elementos antitéticos como, por exemplo, “grilhões / liberdades”.

V. O segundo terceto denota a presença do indivíduo na exclamação enfática, num vocativo de preocupação e angústia.

Do ponto de vista da análise sintático-semântica do poema, está correto o que se afirma APENAS em

Alternativas
Q635451 Português

"... é a palavra que procura reproduzir aproximadamente certos sons ou ruídos.”

(SACCONI, L. A. Novíssima Gramática Ilustrada. 23ª edição. São Paulo: Nova Geração, 2010, p. 99)

No fragmento acima é feita a definição de um dos processos de formação de palavras mais conhecidos. Tal processo é chamado de:

Alternativas
Q635448 Português

O OUTRO LADO

só assim o poema se constrói:

quando o desejo tem forma de ilha

e todos os planetas são luas, embriões da magia

então podemos atravessar as chamas

sentir o chão respirar

ver a dança da claridade

ouvir as vozes das cores

fruir a liberdade animal

de estarmos soltos no espaço

ter parte com pedra e vento

seguir os rastros do infinito

entender o que sussurra o vazio

– e tudo isso é tão familiar

para quem conhece

a forma do sonho

(WILLER, Claudio, Estranhas experiências, 2004, p. 46)

No poema acima, do poeta paulista Claudio Willer (1940), no verso “ouvir as vozes das cores”, entre outros versos, é expressa uma figura de linguagem. Esta pode ser assim definida: “Figura que consiste na utilização simultânea de alguns dos cinco sentidos”

(CAMPEDELLI, S. Y. e SOUZA, J. B. Literatura, produção de textos & gramática. São Paulo, Saraiva, 1998, p. 616).

Como é denominada esta figura de linguagem?

Alternativas
Q633833 Português

Imagem associada para resolução da questão

A charge acima apresenta uma estrutura que poderia ser representada pelo seguinte tipo de linguagem figurada:

Alternativas
Q633133 Português

O assassino era o escriba


Paulo Leminsky

                   

                       Meu professor de análise sintática era o tipo do

                                         sujeito inexistente.

                     Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,

                       regular como um paradigma da 1ª conjugação.

                         Entre uma oração subordinada e um adjunto

                                                 adverbial,

                       ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito

                           assindético de nos torturar com um aposto.

                                     Casou com uma regência.

                                                   Foi infeliz.

                                Era possessivo como um pronome.

                                           E ela era bitransitiva.

                                         Tentou ir para os EUA.

                                                   Não deu.

                        Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.

                           A interjeição do bigode declinava partículas

                                                    expletivas,

                        conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.

                       Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

A respeito da identificação do sujeito do texto com um “pleonasmo”, podemos afirmar que se trata de uma figura de linguagem cujas características apontam para:
Alternativas
Q633130 Português

                                  A guerra do Fim do Mundo

      “O homem era alto e tão magro que parecia sempre de perfil. Sua pele era escura, seus ossos proeminentes e seus olhos ardiam como fogo perpétuo. Calçava sandálias de pastor e a túnica azulão que lhe caía sobre o corpo lembrava o hábito desses missionários que, de quando em quando, visitavam os povoados do sertão batizando multidões de crianças e casando os amancebados. Era impossível saber sua idade, sua procedência, sua história, mas algo havia em seu aspecto tranquilo, em seus costumes frugais, em sua imperturbável seriedade que, mesmo antes de dar conselhos, atraía pessoas. ”

(VARGAS LLOSA, Mario. A guerra do fim do mundo. 8 ed. São Paulo: Francisco Alves, 1982.)  

O trecho que traz a caracterização cujo sentido é marcado pela subjetividade é:
Alternativas
Q633121 Português

                                              Lembrança

      Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. Era um velho limpo e eu gostava dele por isso. Eu conhecia outros velhos e eles não eram limpos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Ele quase não falava. Não pedia as coisas a ninguém. Nem uma travessa de comida na mesa ele gostava de pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e quando ele andava não fazia barulho.

      Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele. De tarde costumava sair para dar uma volta. Ia só até a praça da matriz que era perto. Estava com setenta anos e dizia que suas pernas estavam ficando fracas. Levava-me sempre com ele. Conversávamos mas não me lembro sobre o que conversávamos. Não era sobre muita coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas isso não tinha importância. O que gostávamos era de estar juntos.

      Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu e disse: 'olha'. Eu olhei. Era um bando de pombos e nós ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então eu pensei que meu avô era maior que a tempestade.

      Eu era pequeno, mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia que ele tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que durante sua vida uma porção de gente o havia traído e ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um velho muito distinto.

      Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que, uma pessoa se cortando, pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo dele fazer isso tudo, mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem por quê.  

      No dia seguinte eu ainda tornei a ver a sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo. Se bem que sangue não fosse sujeira. Não era. Era diferente.

                                                (VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.) 

As cores branca e vermelha assumem, no texto, uma simbologia na qual o branco simboliza a limpeza e o vermelho a sujeira, sendo que ao descrever o ambiente sujo de sangue, o autor o faz de forma exagerada, caracterizando uma
Alternativas
Respostas
3461: A
3462: A
3463: E
3464: B
3465: B
3466: B
3467: A
3468: B
3469: D
3470: C
3471: E
3472: D
3473: E
3474: C
3475: B
3476: C
3477: A
3478: A
3479: E
3480: B