Questões de Concurso
Sobre figuras de linguagem em português
Foram encontradas 4.231 questões
Casamento
(AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa.)
Como exemplo para o exposto anteriormente pode-se apresentar:
Casamento
( ) Leio Chiavenato desde a época da faculdade. ( ) Ana disse à colega que G chefe havia chegado. ( ) A chefe ainda não foi embora, pois a bolsa dela ainda está no braço da cadeira. ( ) Os pesquisadores encontrarão outra alternativa para solucionar este problema. ( ) O financiamento da pesquisa não trará prejuízos ao erário público.
Os ombros suportam o mundo
Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
[...]
Disponível em: <http://www.releituras.com/drummond_osombros.asp>. Ac
esso em: 16 out. 2017.
Dadas as afirmativas sobre o poema e seu título,
I. No título do poema, há uma hipérbole que consiste no exagero proposital de fatos, atribuindo-lhes proporções fora do normal.
II. No título do poema, está presente a figura de linguagem metonímia na palavra “ombros”, os quais substituem “pessoas”, baseando-se numa relação de parte (ombros) pelo todo (pessoas).
III. Na primeira estrofe, a palavra tempo é empregada três vezes, constituindo uma figura de linguagem: repetição ou reduplicação.
verifica-se que está(ão) correta(s)
Leia o fragmento seguinte do poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade, e avalie as afirmativas apresentadas sobre ele.
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
In: GOLDSTEIN, Norma Seltzer. Versos, sons, ritmos. São
Paulo: Ática, 2007, p. 10. [Fragmento].
I. A palavra “se” repete-se sempre na mesma posição caracterizando a figura de linguagem denominada “anáfora”.
II. A palavra “se” é valorizada pelo eco que faz no interior de outras palavras.
III. O jogo sonoro apoia-se na alternância de sílabas fortes e fracas.
IV. A força de contraste presente nos dois versos finais apoia-se na alternância entre as sílabas fortes e fracas do poema.
Estão corretas as afirmativas:



MUSSAK, Eugenio. Revista Vida Simples. jan. 2017.
INSTRUÇÃO: Leia o Texto , com atenção, e responda à questão.
TEXTO



QUINTANILHA, Leandro. Vida a dois. Disponível em: <http://vidasimples.uol.com.br/noticias/capa/vida-a-dois.phtml#.WZbfuj6GMdU>. Acesso
em: 18 ago. 2017. Adaptado.
vindos da vertigem dos vendavais os vaga-lumes vadiam no vaivém de veros vândalos viris vestidos de verde vertem veneno nas ventas varam, de viés, o véu do ventre e (madalenas)
as vacas voejam voláteis vagam a vertente dos ventos e varrem a volúpia dos viventes os vaqueiros
os vadios e viciados em vodca e (ceres entre cereais) é venal o vodu da vida e venial vênus virar vésper
ANDRADE, Wilmar Silva de. Onze mil virgens. Rio de Janeiro: 7Letras, 2014. p. 62.
Esse poema explora a figura de linguagem denominada aliteração porque

Disponível em: <https://tirinhasdogarfield.blogspot.com.br/> . Acesso em: 23 out. 2017.
Na tira, além de uma metáfora, observa-se a figura de linguagem
A menina que fez a América
Eu vou morrer um dia, porque tudo que nasce também morre: bicho, planta, mulher, homem. Mas histórias podem durar depois de nós. Basta que sejam postas em folhas de papel e que suas letras mortas sejam ressuscitadas por olhos que saibam ler. Por isso, aqui está para vocês o papel da minha história: uma vida-menina para as meninas-dos-seus-olhos.
Vou contar...
Eu nasci no ano de 1890, numa pequena aldeia da Calábria, ao sul da Itália. E onde fica a Itália?...É só olhar um mapa da Europa e procurar uma terra em forma de bota, que dá um pontapé no Mar Mediterrâneo e um chute de calcanhar no Mar Adriático.
É lá.
Lá, nessa terra entre mares, foi que eu nasci num dia de inverno, quando as flores silvestres que perfumavam o ar puro dos campos da minha aldeia estavam à espera do florescer da primavera. Saracema: este era o nome do lugar pequenino onde eu nasci. Eu disse “era”, embora o lugar ainda existia e tenha crescido, como eu também cresci. Mas, como nunca mais voltei para lá, acho que não pode ser mais o mesmo que conheci e onde vivi até os dez anos de idade. A Saracena de 1890 era aquela sem a comunicação do telefone, os sons do rádio e as imagens da televisão nas casas; sem o eco dos carros e das motocicletas nas estradas ou o ronco dos aviões sobre telhados. A música que andava no ar, nos tempos da minha infância, vinha do canto dos pássaros, do chiar das rodas das carroças, das batidas dos cascos dos cavalos, do burburinho do risco das crianças e do lamento dos sinais das igrejas. Essa era a voz da terra onde começava a minha vida e terminava o meu mundo.
Nunca cheguei a conhecer meu pai, Domenico Gallo. Só em retrato: um homem alto, bonito, de finos bigodes. Dizem que ele ficou muito feliz quando eu e meu irmãozinho Caetano nascemos. Ah, esqueci de dizer que meu nome é Fortunata e que, quando menina, me chamavam de Fortunatella.
(LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo, FTD)
Leia a tirinha abaixo para responder à questão.

O humor dessa tirinha decorre do seguinte fato:

(In http://tribunadoceara.uol.com.br/opiniao/flavia-castelo/flavia-castelo-a-amiga-sou-eu/.Acesso em 21/09/17).
Mallarmé tinha o sonho de escrever um livro com uma palavra só. Achei-o louco. Depois compreendi. Para escrever um livro assim, de uma palavra só, seria preciso ter-se tornado sábio, infinitamente sábio. Tão sábio que soubesse qual é a última palavra, aquela que permanece solitária depois que todas as outras se calaram. Mas isso é coisa que só a Morte ensina. Mallarmé certamente era seu discípulo.
