Questões de Concurso Comentadas sobre figuras de linguagem em português

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Q1084797 Português

 Um país do balacobaco 

Mentor Neto

       1. Nossa cultura popular é uma enciclopédia aberta, envolvente e rica em termos e frases de profundidade inquestionável. Conhecimento comum, da gente simples, do dia a dia, que resultou em gotículas de sabedoria muitas vezes desprezadas. Ao longo dos anos venho colecionando inúmeras. Utilizo esta enciclopédia aberta como repositório que, acredito, poderia ser de amplo emprego por alguns brasileiros.

     2. É verdade que algumas dessas expressões caíram em desuso, mas nem por isso perderam o brilhantismo. Por exemplo, no escândalo mais recente, o caso Intercept Brasil, o conselho “em boca fechada não entra mosca” teria sido de profunda utilidade. 

     3. Há como descrever melhor o trabalho da Lava Jato do que com um “cada enxadada uma minhoca”? Aos acusados ou suspeitos de corrupção, aos que se enriqueceram por meios ilícitos, um “bobeou, dançou” cai feito uma luva.

      4. “Entornar o caldo” me parece adequado quando nos referimos à cultura de delações premiadas na qual estamos imersos. Por falar nisso, os delatores encontram um sábio conselho no “ajoelhou, tem que rezar” ou, quem sabe, no consagrado “colocar a boca no trombone”! Já aos que preferem manter o silêncio, “boca de siri” é o ideal.

     5. Alguns personagens desse “bafafá” que tomou conta de nossa política são protagonistas tão importantes que merecem frases conhecidas de aplicação exclusiva, já que “entraram numa fria”. Afinal, como descrever mais precisamente o que ocorreu com aquele que “foi pego com a boca na botija”?

      6. Para os destacados empresários do ramo frigorífico, um belo “mamar na vaca você não quer, né?” é incontestável. Tenho certeza de que o estimado leitor há de concordar.

      7. E os deputados e senadores? E os que infringiram acordos? Ou aquilo está “um quiprocó”, “um perereco” do caramba mesmo. Alguns ministros “aparecem mais que umbigo de vedete”, mas a real é que deveriam “sair de fininho”.

    8. A verdade é que o País está “do jeito que o diabo gosta” e cabe a nós acabar logo com esse “lero-lero” e “partir pras cabeças”. Afinal, amigo, nossa situação “está mais feia que bater na mãe”.

IstoÉ, n. 2581, 19 jun. 2019. Adaptado

Avalie as informações sobre aspectos estilísticos e semânticos utilizados pelo autor do texto.

I. No período "Tenho certeza de que o estimado leitor há de concordar...", algumas palavras estão empregadas no sentido conotativo.

II. Identifica-se a metonímia em um dos sintagmas da estrutura frasal "... aos que se enriqueceram por meios ilícitos, um 'bobeou, dançou' cai feito uma luva". (§3)

III. A locução adjetiva "do balacobaco", presente no título, diz respeito a algo inverossímil, descontextualizado e que caiu em desuso.

IV. Em "Nossa cultura popular é uma enciclopédia aberta, envolvente e rica em termos e frases de profundidade inquestionável” (§1), uma das figuras de linguagem empregada é a personificação.

V. A expressão “enciclopédia aberta” (§1) é uma metáfora, pois nela as palavras foram retiradas do seu contexto convencional e um novo campo de significação se instaurou por meio de uma comparação implícita.

Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q1084308 Português

A perfeição (adaptado)

             O susto de reencontrar alguém que não vemos há anos é o impacto do tempo. O desmanche alheio incomoda? Claro que não, apenas o nosso refletido na hipótese de estarmos também daquele jeito. Há momentos nos quais o salto para o abismo do fim parece mais dramático: especialmente entre 35 e 55. (...)

           Agatha Christie deu um lindo argumento para todos nós que envelhecemos. Na sua Autobiografia, narra que a solução de um casamento feliz está em imitar o segundo casamento da autora: contrair núpcias com um arqueólogo (no caso, Max Mallowan), pois, quanto mais velha ela ficava, mais o marido se apaixonava. Talvez o mesmo indicativo para homens e mulheres estivesse na busca de geriatras, restauradores, historiadores, egiptólogos ou, no limite, tanatologistas.

         Envelhecer é complexo, a opção é mais desafiadora. O célebre historiador israelense Yuval Harari prevê que a geração alpha (nascidos no século em curso) chegará, no mínimo, a 120 anos se obtiver cuidados básicos. O Brasil envelhece demograficamente e nós poderíamos ser chamados de vanguarda do novo processo. Dizem que Nelson Rodrigues aconselhava aos jovens que envelhecessem, como o melhor indicador do caminho a seguir. Não precisamos do conselho pois o tempo é ceifador inevitável. (...)

          Como em toda peça teatral, o descer das cortinas pode ser a deixa para um aplauso caloroso ou um silêncio constrangedor, quando não vaia estrondosa. É sabedoria que o tempo ensina, ao retirar nossa certeza com o processo de aprendizado. Hoje começa mais um dia e mais uma etapa possível. Hoje é um dia diferente de todos. Você, tendo 16 ou 76, será mais velho amanhã e terá um dia a menos de vida. Hoje é o dia. Jovens, velhos e adjacentes: é preciso ter esperança. 

Leia os trechos retirados do texto e assinale a alternativa que não possui uma figura de linguagem em sua construção.
Alternativas
Q1082793 Português
A inacreditável esperança do mineiro

“Detesta o que é fácil, desconfia do que surge
de mão beijada. Admira o empenho, o esforço, a
superação, a oração”
 Mesmo quando não acredita mais, mineiro continua
esperançoso. Dentro dele, vem uma inesgotável e
misteriosa crença de êxito após a frustração.
A esperança é apenas a primeira camada da cebola
de muitas esperanças. Ele descasca o choro pelo
brilho dos olhos.
Se alguém diz que não tem chance nenhuma, daí
que ele ficará motivado. Se alguém o adverte de
que é impossível, ele se sente mais confiante. É
alertá-lo que não poderá remediar a situação, ele
junta as suas forças para derrotar os diagnósticos.
Ele realiza muito além do que é pedido. Se Noé
fosse mineiro e Deus solicitasse uma arca, ele faria
uma represa.
Não há como desanimá-lo. Mineiro não desiste. É
o último a apagar a luz e, se precisar, permanece
vivendo no escuro tentando encontrar um jeito de
iluminar as adversidades.
Ele prefere reverter um placar de 4 a 0 a desfrutar
da vantagem de um empate. Traz uma queda pelas
missões inacreditáveis. As conquistas razoáveis
e normais não o interessam. Percebe o sucesso
como fruto de árduo trabalho.
Detesta o que é fácil, desconfia do que surge de
mão beijada. Admira o empenho, o esforço, a
superação, a oração. A vida só tem sentido depois
de feita uma promessa.
Esperança tem outro nome em Minas: é graça
alcançada. Por isso é o Estado dos santos, das
peregrinações, das romarias.
Em suas artérias, correm ave-marias e pai-nossos,
refrões de incentivo, murmúrios de gratidão pelo
porvir.
Já inventei de ser honesto para a minha esposa
mineira e confessar que não contaríamos com
dinheiro para férias, ela pensou que estava
preparando uma surpresa. Não houve jeito de
despregar o riso do alto da fé de seu rosto.
Ela sempre acha que vamos dar um jeito, que vai
acontecer um milagre, que tudo mudará no dia
seguinte.
Mineiro não aceita má notícia. Fica esperando a
boa-nova depois dela.
Não que ele seja santo e não reclame dos
problemas. Sua estratégia é xingar muito a
realidade para amigos e familiares, xingar
até cansar, até não aguentar mais o assunto,
exorcizando a raiva e aliviando a alma. Depois de
desabafar, está disposto a recomeçar. Esgota os
palavrões para ressignificar as atitudes.
Ainda tem que ser preparado um estudo sobre
o seu coração. Entender o que bombeia o seu
entusiasmo de viver, o seu completo ceticismo
contra o ceticismo, a sua vontade de se rebelar
contra as evidências.
A esperança do mineiro é uma louca teimosia, uma
imponderável resiliência. Não se assusta com o
sofrimento, não se imobiliza pela dor.
Ele ensina as montanhas a caminharem e o céu a
se agachar.
Se os obstáculos são imperiosos, é pelo momento,
não será sempre assim, logo diminuirão. Mineiro
tem paciência para esperar. Não se entrega para
os resultados negativos da ansiedade, para as
hipóteses catastróficas do medo.
Não é talvez, nunca é depois, jamais é feito de
exceções.
Não admite que algo é inviável, parte do princípio
de que simplesmente não é a hora certa. Aguarda
o contexto favorável para repetir, dar o bote e
desmerecer as falsas expectativas.
O que o mineiro mais gosta é provar que o destino
estava errado, e assim cumprir o seu próprio
destino.
(Fabrício Carpinejar, Jornal O tempo, 27/10/19. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/a-inacreditavel-esperanca-domineiro-1.2254200)
Assinale a alternativa em que a frase NÃO contém figura de linguagem.
Alternativas
Q1081926 Português

Assinale a alternativa que contém as figuras de linguagem correspondentes aos períodos a seguir:


I- "Está provado, quem ama o feio, bonito lhe parece.”

II- " Era a união do amor e o ódio.”

III- Ele foi discriminado por faltar com a verdade.”

IV- Marta quase morreu de tanto rir no circo.

Alternativas
Q1081885 Português

Na tirinha abaixo, há dois exemplos de figura de linguagem, identifique-os e assinale a alternativa CORRETA:


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q1081881 Português

Em “Tempos Modernos”, fez-se o uso de figuras de linguagem, assinale a alternativa em que os termos destacados têm a classificação corretamente:


”Hoje o tempo voa, amor

escorre pelas mãos

...Vamos viver tudo que há pra viver .

..eu vejo um novo começo de era

de gente fina, elegante, sincera

com habilidade para dizer mais sim do que não

Alternativas
Q1078707 Português
Texto 1
CUIDEM DOS GAROTOS

    O problema de Bruno está resolvido. Rapidamente, mas não poderia se diferente: raras vezes um comportamento criminoso é identificado e provado em pouco tempo com tanta abundância de provas, tanta escassez de atenuantes. O ex-goleiro e ex-ídolo do Flamengo mostrou ser tudo que um atleta popular não pode ser.
    Seus ex-patrões, e não falo só do flamengo, bem que poderiam fazer um exame de consciência e perguntar a si mesmos se, antes de matar a companheira com repugnantes requintes de violência, Bruno já não teria dado sinais ou mesmo provas de que alguma coisa estava errada com ele.
     Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível necessidade de uma política preventiva a respeito dos jogadores.
    Profissionais do futebol não são funcionários comuns de uma empresa. Ao assinarem contrato com o clube, passam a ser parte de sua história e de sua imagem, o que significa tanto compromisso como honra - e implica responsabilidades especiais, dentro das quatro linhas e fora delas.
    A condição de ídolo popular tem tantas responsabilidades quanto prazeres. Sei que estou apenas citando lugares-comuns, o que pode ser cansativo para o leitor, mas peço um pouco de paciência: eles só ficam comuns por serem verdadeiros e resistirem ao tempo.
    O Flamengo agiu com rapidez e eficiência, tanto quanto a polícia, no caso do Bruno, mas o torcedor tem o direito de perguntar: o que o clube e os outros estão dispostos a fazer, não para reagir a episódios semelhantes, mas simplesmente para evitá-los?
    É comum, e absolutamente desejável, que rapazes, muitos ainda adolescentes, mostrem nos gramados um grau de excelência no exercício da profissão prematuro e incomum em outras profissões. As leis da concorrência mandam que sejam regiamente pagos por isso, mas o sucesso antes da maturidade tem riscos óbvios. Talvez deva partir dos clubes, tanto por razões éticas como em defesa de sua própria imagem, a iniciativa de preparar suas jovens estrelas para a administração correta do sucesso. Dá trabalho, com certeza, mas, em prazo não muito longo, trata-se da defesa de seus interesses e de seu patrimônio, sem falar no aspecto ético de uma política nesse sentido.
    O caso de Bruno é, obviamente, uma aberração. Não conheço outro craque assassino, mas não faltam exemplos de bons jogadores que jogaram fora suas carreiras e não foram cidadãos exemplares - ou pelo menos cidadãos comuns - por absoluta incompetência na administração do êxito. Principalmente porque o sucesso no esporte costuma chegar muito antes do que acontece com outras profissões.
     Bruno não foi formado no Flamengo. A ele chegou pronto, para o melhor e para o pior. O que fez de sua vida não é culpa do clube, mas serve como advertência para todos os clubes,
    Cartolas, cuidem de seu patrimônio, cuidem de seus garotos.

Luiz Garcia – Cronista do Jornal O Globo
Falecido em abril de 2018
“Bruno não foi formado no FLAMENGO. A ele chegou pronto, para o melhor e para o pior. O que fez de sua vida não é culpa do CLUBE, mas serve de advertência para todos os clubes.”
As palavras (FLAMENGO - CLUBE) nessa ordem estabelecem uma relação de:
Alternativas
Q1078645 Português

Texto 1

CUIDEM DOS GAROTOS 

  1.    O problema de Bruno está resolvido. Rapidamente, mas não poderia se diferente: raras vezes um comportamento criminoso é identificado e provado em pouco tempo com tanta abundância de provas, tanta escassez de atenuantes. O ex-goleiro e ex-ídolo do Flamengo mostrou ser tudo que um atleta popular não pode ser.
  2.    Seus ex-patrões, e não falo só do flamengo, bem que poderiam fazer um exame de consciência e perguntar a si mesmos se, antes de matar a companheira com repugnantes requintes de violência, Bruno já não teria dado sinais ou mesmo provas de que alguma coisa estava errada com ele.
  3.    Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível necessidade de uma política preventiva a respeito dos jogadores. 
  4.    Profissionais do futebol não são funcionários comuns de uma empresa.Ao assinarem contrato com o clube, passam a ser parte de sua história e de sua imagem, o que significa tanto compromisso como honra – e implica responsabilidades especiais, dentro das quatro linhas e fora delas.
  5.    A condição de ídolo popular tem tantas responsabilidades quanto prazeres. Sei que estou apenas citando lugares-comuns, o que pode ser cansativo para o leitor, mas peço um pouco de paciência: eles só ficam comuns por serem verdadeiros e resistirem ao tempo.
  6.    O Flamengo agiu com rapidez e eficiência, tanto quanto a polícia, no caso do Bruno, mas o torcedor tem o direito de perguntar: o que o clube e os outros estão dispostos a fazer, não para reagir a episódios semelhantes, mas simplesmente para evitá-los?
  7.    É comum, e absolutamente desejável, que rapazes, muitos ainda adolescentes, mostrem nos gramados um grau de excelência no exercício da profissão prematuro e incomum em outras profissões. As leis da concorrência mandam que sejam regiamente pagos por isso, mas o sucesso antes da maturidade tem riscos óbvios. Talvez deva partir dos clubes, tanto por razões éticas como em defesa de sua própria imagem, a iniciativa de preparar suas jovens estrelas para a administração correta do sucesso. Dá trabalho, com certeza, mas, em prazo não muito longo, trata-se da defesa de seus interesses e de seu patrimônio, sem falar no aspecto ético de uma política nesse sentido.
  8.    O caso de Bruno é, obviamente, uma aberração. Não conheço outro craque assassino, mas não faltam exemplos de bons jogadores que jogaram fora suas carreiras e não foram cidadãos exemplares – ou pelo menos cidadãos comuns – por absoluta incompetência na administração do êxito. Principalmente porque o sucesso no esporte costuma chegar muito antes do que acontece com outras profissões.       
  9.    Bruno não foi formado no Flamengo. A ele chegou pronto, para o melhor e para o pior. O que fez de sua vida não é culpa do clube, mas serve como advertência para todos os clubes,
  10.    Cartolas, cuidem de seu patrimônio, cuidem de seus garotos.
  11. Luiz Garcia – Cronista do Jornal O Globo

Falecido em abril de 2018 

“Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível necessidade de uma POLÍTICA preventiva a respeito dos jogadores”.

“O brasileiro espera que a POLÍTICA no Brasil, siga os caminhos da ética”.

Ao observar a palavra destacada nos trechos acima, pode-se dizer que se trata de: 

Alternativas
Q1078505 Português
CUIDEM DOS GAROTOS

    O problema de Bruno está resolvido. Rapidamente, mas não poderia se diferente: raras vezes um comportamento criminoso é identificado e provado em pouco tempo com tanta abundância de provas, tanta escassez de atenuantes. O ex-goleiro e ex-ídolo do Flamengo mostrou ser tudo que um atleta popular não pode ser.
     Seus ex-patrões, e não falo só do flamengo, bem que poderiam fazer um exame de consciência e perguntar a si mesmos se, antes de matar a companheira com repugnantes requintes de violência, Bruno já não teria dado sinais ou mesmo provas de que alguma coisa estava errada com ele.
    Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível necessidade de uma política preventiva a respeito dos jogadores. 
    Profissionais do futebol não são funcionários comuns de uma empresa. Ao assinarem contrato com o clube, passam a ser parte de sua história e de sua imagem, o que significa tanto compromisso como honra - e implica responsabilidades especiais, dentro das quatro linhas e fora delas.
    A condição de ídolo popular tem tantas responsabilidades quanto prazeres. Sei que estou apenas citando lugares-comuns, o que pode ser cansativo para o leitor, mas peço um pouco de paciência: eles só ficam comuns por serem verdadeiros e resistirem ao tempo.
    O Flamengo agiu com rapidez e eficiência, tanto quanto a polícia, no caso do Bruno, mas o torcedor tem o direito de perguntar: o que o clube e os outros estão dispostos a fazer, não para reagir a episódios semelhantes, mas simplesmente para evitá-los?
   É comum, e absolutamente desejável, que rapazes, muitos ainda adolescentes, mostrem nos gramados um grau de excelência no exercício da profissão prematuro e incomum em outras profissões. As leis da concorrência mandam que sejam regiamente pagos por isso, mas o sucesso antes da maturidade tem riscos óbvios. Talvez deva partir dos clubes, tanto por razões éticas como em defesa de sua própria imagem, a iniciativa de preparar suas jovens estrelas para a administração correta do sucesso. Dá trabalho, com certeza, mas, em prazo não muito longo, trata-se da defesa de seus interesses e de seu patrimônio, sem falar no aspecto ético de uma política nesse sentido.
    O caso de Bruno é, obviamente, uma aberração. Não conheço outro craque assassino, mas não faltam exemplos de bons jogadores que jogaram fora suas carreiras e não foram cidadãos exemplares - ou pelo menos cidadãos comuns - por absoluta incompetência na administração do êxito.
    Principalmente porque o sucesso no esporte costuma chegar muito antes do que acontece com outras profissões.
    Bruno não foi formado no Flamengo. A ele chegou pronto, para o melhor e para o pior. O que fez de sua vida não é culpa do clube, mas serve como advertência para todos os clubes.
     Cartolas, cuidem de seu patrimônio, cuidem de seus garotos.
                                                                         Luiz Garcia - Cronista do Jorna! O Globo
                                                                                              Falecido em abril de 2018

“Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível necessidade de uma POLÍTICA preventiva a respeito dos jogadores”.


“O brasileiro espera que a POLÍTICA no Brasil, siga os caminhos da ética”.


Ao observar a palavra destacada nos trechos acima, pode-se dizer que se trata de:

Alternativas
Q1073895 Português

Leia a tirinha a seguir:


Imagem associada para resolução da questão

(Quino. Mafalda)
Das alternativas a seguir a que melhor descreve o balão do terceiro quadrinho é:
Alternativas
Q1073598 Português

Poema de Cruz e Souza (1861-1898):

“Vozes veladas, veludosas vozes.

Volúpias de violões, vozes veladas.

Vagam nos velhos vórtices velozes.

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas”.

A figura de linguagem utilizada no poema é:

Alternativas
Q1068550 Português

Há exemplos de marcas que ficaram tão famosas que substituem o nome do produto que representam. Por exemplo, é comum ouvirmos, em algumas situações comunicacionais, alguém dizer: “Fiz um doce com Leite Ninho.” ou, ainda, “Comi um Miojo.”, quando o objetivo seria referir-se, respectivamente, a leite em pó e a macarrão instantâneo.

Na língua portuguesa, essa substituição de um nome pelo outro, tal como exemplificada, denomina-se

Alternativas
Q1068523 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Livro “A Hora do Lanche” avalia merendas pelo mundo

   _______________ seja recomendada a presença de verduras nas merendas, as escolas indianas dependem muito do custo governamental, que é bastante precário, e logo não dispõem de recursos financeiros para comprá-las. Conhecido como dal, esse prato de lentilha, ervilha ou grão de bico cozido, é uma das refeições mais comuns na Índia, rico em proteína, ferro e fibras, e ideal para os indianos que seguem a religião hinduísta e não comem carnes.
    A sopa colorida chama-se borsch e a cor intensa vem da beterraba, rica em fibras e excelente fonte de nutrientes. A kasha é um mingau feito de trigo ou outros cereais, como farinha e aveia, temperado com sal, manteiga e cebola frita. O pão está sempre presente no prato dos russos, que chegam a comer em média 60 kg de pão por ano.
    Não há programa de merenda escolar no México, por isso as crianças comem o que trazem de casa. Batata chips é um petisco comum entre os alunos, sendo acompanhada – pela maior parte das crianças – por refrigerante. Poucas escolhem algo mais saudável, como frutas, sanduíche natural e suco. Não é à toa que 1/3 das crianças em idade escolar estão com sobrepeso ou obesas.
    As cenouras são o segundo legume predileto dos ingleses, e são cultivadas no próprio país. Rosbife ou carne assada com molho é a receita do prato tradicional inglês. O yorkshire pudding é um bolinho assado e depois frito, que era servido de acompanhamento para reforçar o jantar das famílias mais pobres, e hoje alunos ingleses de baixa renda podem comer de graça nas escolas.

(Adaptado de: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Alimentacao/noticia/2015/08/livro-hora-do-lanche-avalia-merendas-pelo-mundo.html)  
As palavras dal, borsch e kash estão em itálico com a finalidade de: 
Alternativas
Q1067094 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Em uma perspectiva atitudinal, o trabalho do professor em sala de aula deve privilegiar a construção de uma visão crítica do educando sobre a própria realidade. Para isso, o ensino dos conteúdos deve ser visto como a ação recíproca entre a matéria, o ensino e o conhecimento prévio dos alunos. O conteúdo de ensino a ser transmitido pelo professor tolhe as possibilidades de aprendizado por parte dos alunos, limitando e prejudicando o seu desenvolvimento pessoal e profissional.


II. A catacrese é uma figura de linguagem que consiste em dar um novo sentido a uma palavra, fazendo com que ela passe a dar nome a outro ser semelhante. Um exemplo de catacrese pode ser visto no seguinte exemplo: João sentou-se no braço da poltrona para repousar.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067091 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. As figuras de linguagem podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. A comparação, por exemplo, é uma figura de linguagem que faz a ligação do significado de dois ou mais elementos com uso de termos comparativos: “como”, “assim como”, “tal que” , “que nem” etc.


II. A derivação parassintética, consiste na derivação através do uso de um prefixo e um sufixo, em uma mesma raiz. Ou seja, na derivação parassintética ocorre a adjunção simultânea de prefixo e sufixo a um radical, de tal modo que a supressão de um ou de outro resulta necessariamente em uma forma existente na língua portuguesa.


Marque a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q1065383 Português

Analise as frases a seguir e em seguida assinale a alternativa que descreva correta e respectivamente as Figuras de Linguagens empregadas nas orações.

“Eu nasci, há dez mil anos atrás.”

“Hoje teremos uma Live ao vivo.”

“Vou comemorar meu aniversário em um Pub em São Paulo.”

“Quando vou conhecer o gato do seu irmão?

Alternativas
Q1064706 Português

                                 Ela canta, pobre ceifeira,

                                 Julgando-se feliz talvez;

                                 Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia

                                 De alegre e anônima viuvez,


                                 Ondula como um canto de ave

                                 No ar limpo como um limiar,

                                 E há curvas no enredo suave

                                 Do som que ela tem a cantar.


                                 Ouvi-la alegra e entristece,

                                 Na sua voz há o campo e a lida,

                                 E canta como se tivesse

                                 Mais razões p’ra cantar que a vida.


                                 Ah, canta, canta sem razão!

                                 O que em mim sente ’stá pensando.

                                 Derrama no meu coração

                                 A tua incerta voz ondeando!


                                 Ah, poder ser tu, sendo eu!

                                Ter a tua alegre inconsciência,

                                 E a consciência disso! Ó céu!

                                 Ó campo! Ó canção! A ciência


                                  Pesa tanto e a vida é tão breve!

                                  Entrai por mim dentro! Tornai

                                  Minha alma a vossa sombra leve!

                                  Depois, levando-me, passai!

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 144

O pleonasmo é definido como a redundância de termos no âmbito das palavras, mas de emprego legítimo em certos casos, pois confere maior vigor ao que está sendo expresso. Verifica-se a ocorrência de pleonasmo no seguinte verso:
Alternativas
Q1064703 Português

                                 Ela canta, pobre ceifeira,

                                 Julgando-se feliz talvez;

                                 Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia

                                 De alegre e anônima viuvez,


                                 Ondula como um canto de ave

                                 No ar limpo como um limiar,

                                 E há curvas no enredo suave

                                 Do som que ela tem a cantar.


                                 Ouvi-la alegra e entristece,

                                 Na sua voz há o campo e a lida,

                                 E canta como se tivesse

                                 Mais razões p’ra cantar que a vida.


                                 Ah, canta, canta sem razão!

                                 O que em mim sente ’stá pensando.

                                 Derrama no meu coração

                                 A tua incerta voz ondeando!


                                 Ah, poder ser tu, sendo eu!

                                Ter a tua alegre inconsciência,

                                 E a consciência disso! Ó céu!

                                 Ó campo! Ó canção! A ciência


                                  Pesa tanto e a vida é tão breve!

                                  Entrai por mim dentro! Tornai

                                  Minha alma a vossa sombra leve!

                                  Depois, levando-me, passai!

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 144

O poeta recorre a uma formulação paradoxal em:
Alternativas
Q1064697 Português

      Desde aquela história de Jó contada no Antigo Testamento, Deus e o Diabo não apostavam sobre os seres humanos, com o que a eternidade já estava ficando meio monótona. O Maligno resolveu, então, provocar o Senhor: que tal uma nova aposta? Deus, na sua infinita paciência, topou.

      Dessa vez, contudo, o Diabo estava decidido a não perder. Para começar, escolheu cuidadosamente o lugar onde procuraria sua vítima: um país chamado Brasil no qual, segundo seus assessores ministeriais, a diferença entre pobres e ricos chegava ao nível da obscenidade. Os mesmos assessores tinham sugerido que se concentrasse em aposentados, pessoas que sabidamente ganham pouco.

      O Diabo pôs-se em ação. Foi-lhe fácil induzir um erro no sistema de pagamento de aposentadorias, com o qual um aposentado recebeu, de uma só vez, mais de R$ 6 milhões. E aí tanto o céu como o inferno pararam: anjos, santos e demônios, todos queriam ver o que o homem faria com o dinheiro. O Diabo, naturalmente, esperava que ele se entregasse a uma vida de deboches: festas espantosas, passeios em iates luxuosos, rios de champanhe fluindo diariamente.

      Não foi nada disto que aconteceu. Ao constatar a existência do depósito milionário, o aposentado simplesmente devolveu o dinheiro. Eu não conseguiria dormir, disse, à guisa de explicação.

      O Diabo ficou indignado com o que lhe parecia uma extrema burrice. Mas então teve a ideia de verificar o quanto o homem recebia de aposentadoria por mês: menos de R$ 600. Deu-se conta então de seu erro: a desproporção entre a quantia e os R$ 6 milhões da tentação tinha sido grande demais.

      Mas o Diabo aprendeu a lição. Pretende desafiar de novo o Senhor. Desta vez, porém, escolherá um milionário, alguém familiarizado com o excesso de grana. Ou então um pobre. Mas neste acaso fornecerá, além de muito dinheiro, um frasco de pílulas para dormir. A insônia dos justos tira o sono de qualquer diabo.

     (SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2002, p. 71-72) 

A hipérbole consiste no exagero da expressão de uma ideia (por exemplo: morrer de medo, estourar de rir etc.). Ocorre hipérbole no seguinte trecho:
Alternativas
Q1061519 Português
Acerca de seus conhecimentos sobre Figuras de Linguagem, analise as proposições abaixo:
I- “Meus pais me trincam de orgulho” – é um exemplo de eufemismo; II- “Embarcaremos em junho rumo à Bahia” – é um exemplo de catacrese; III- “Caramba! Faz mil anos que não te vejo!” – é um exemplo de hipérbole; IV- “Eu amo brócolis, ele, pizza” – é um exemplo de elipse.
Dos itens acima:
Alternativas
Respostas
1941: B
1942: D
1943: D
1944: A
1945: C
1946: A
1947: A
1948: C
1949: B
1950: B
1951: C
1952: C
1953: E
1954: C
1955: B
1956: C
1957: E
1958: C
1959: C
1960: D