Questões de Concurso Comentadas sobre figuras de linguagem em português

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Q1166364 Português

TEXTO 1


O que galáxias distantes dizem sobre a evolução do Universo

Observar galáxias distantes nos ajuda a montar o quebra-cabeça do Universo: quanto mais longe enxergamos, mais ao passado voltamos


Seria legal se pudéssemos passar um filminho revelando a história das galáxias e ver também como era a Via Láctea no passado. Mas, como não podemos, temos que observar as galáxias distantes e tentar montar o quebra-cabeça de como esses astros fantásticos evoluem.

O telescópio espacial Hubble é peça-chave para desvendar essa história. Com ele, conseguimos captar a luz com mais nitidez, já que ela não sofre interferência da atmosfera, mas mesmo assim temos que deixá-lo aberto por muito tempo para obter a luz fraquinha das galáxias distantes.

Em 1995, o ex-diretor do Hubble, Bob Williams, fez a primeira imagem das profundezas do Universo exatamente assim. A equipe do Hubble escolheu uma região do céu sem nenhuma estrela brilhante por perto para garantir que não interferisse na imagem das galáxias de fundo. E deixou o Hubble aberto durante dez dias captando a luz da mesma região. Uma região do céu que parecia totalmente vazia mostrou uma imagem incrível cravejada de galáxias.

O Universo é como se fosse uma “máquina do tempo”: quanto mais longe enxergamos, mais ao passado voltamos. Se vemos uma galáxia a 1 bilhão de anos-luz de nós, significa que a sua luz levou 1 bilhão de anos atravessando o espaço para chegar até aqui. Ou seja, estamos vendo a galáxia como ela era há 1 bilhão de anos, no passado, e não como ela é agora.

Desde a imagem histórica feita pelo Hubble, já tivemos muitas outras das profundezas do Universo. E elas revelam que as galáxias mais longínquas parecem bem pequenas por causa da distância, como era de se esperar, mas descobrimos também que elas são realmente menores e não possuem formatos bem definidos. Isso significa que elas crescem e se transformam com o tempo.

A galáxia mais distante já observada é a GN-z11, que está a 13,4 bilhões de anos-luz de nós! Ou seja, estamos vendo como ela era quando o Universo tinha apenas 400 milhões de anos. Ela fica na constelação de Ursa Maior e parece um pontinho vermelho na imagem do Hubble.

Essas galáxias muito distantes estão se afastando aceleradamente de nós, por isso vemos sua luz sempre mais avermelhada do que deveria ser. Porém, nem os olhos humanos nem o Hubble conseguem captar o extremo da luz vermelha que precisamos obter para ver mais além.

Por isso, necessitamos de instrumentos como o telescópio James Webb. Ele captará luz infravermelha e enxergará ainda mais longe que o Hubble. Seu lançamento está previsto para 2021, segundo a Nasa, e estamos muito empolgadas com a enxurrada de novas peças para ajudar a solucionar nosso quebra-cabeça galáctico.

Fonte: Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2020/01/o-que-galaxias-distantes-dizem-sobre-evolucao-do-universo.html. Acesso em: 19 jan. 2020.

No trecho "Uma região do céu que parecia totalmente vazia mostrou uma imagem incrível cravejada de galáxias”, do Texto 1, utiliza-se a figura de linguagem
Alternativas
Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ES Provas: IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista Ambiental | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista de Infraestrutura | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista de Desenvolvimento | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista de Suporte | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista Público de Gestão - Economista | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista Público de Gestão - Contabilidade | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista Público de Gestão - Direito | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista Público de Gestão - Administração | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Arquivista | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Arquiteto | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Bibliotecário | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Analista Público de Gestão - Estatístico | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Assistente Social | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Engenheiro Mecânico | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Especialista em Gestão Pública e Gestão Governamental | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Engenheiro Civil | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Geólogo | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Museólogo | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Engenheiro Eletricista | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Técnico Educacional | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Turismólogo | IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Engenheiro Ambiental |
Q1163821 Português

“A universidade esperava-me com as suas matérias árduas; estudei-as muito mediocremente, e nem por isso perdi o grau de bacharel; deram-mo com a solenidade do estilo, após os anos da lei; uma bela festa que me encheu de orgulho e de saudades - principalmente de saudades. Tinha eu conquistado em Coimbra uma grande nomeada de folião; era um acadêmico estróina¹, superficial, tumultuário e petulante, dado às aventuras, fazendo romantismo prático e liberalismo teórico, vivendo na pura fé dos olhos pretos e das constituições escritas. No dia em que a universidade me atestou, em pergaminho, uma ciência que eu estava longe de trazer arraigada no cérebro, confesso que me achei de algum modo logrado, ainda que orgulhoso. Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, dava-me a responsabilidade. Guardei-o, deixei as margens do Mondego, e vim por ali fora assaz desconsolado, mas sentindo já uns ímpetos, uma curiosidade, um desejo de acotovelar os outros, de influir, de gozar, de viver - de prolongar a universidade pela vida adiante…”

¹Estróina = Irresponsável

(ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Saraiva, 2011)

Observe a seguinte frase expressa no texto:


“Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, dava-me a responsabilidade”.


Tendo em mente que carta de alforria era o documento que libertava um escravo de sua condição durante o período anterior à abolição, é correto afirmar que, neste trecho, o autor se utiliza de:

Alternativas
Q1163022 Português
A figura de linguagem da onomatopeia, presença constante no diálogo ou descrição, está presente em qual alternativa?
Alternativas
Q1162456 Português

Texto

O casamento da Lua


O que me contaram não foi nada disso. A mim, contaramme o seguinte: que um grupo de bons e velhos sábios, de mãos enferrujadas, rostos cheios de rugas e pequenos olhos sorridentes, começaram a reunir-se todas as noites para olhar a Lua, pois andavam dizendo que nos últimos cinco séculos sua palidez tinha aumentado consideravelmente. E de tanto olharem através de seus telescópios, os bons e velhos sábios foram assumindo um ar preocupado e seus olhos já não sorriam mais; puseramse, antes, melancólicos. E contaram-me ainda que não era incomum vê-los, peripatéticos, a conversar em voz baixa enquanto balançavam gravemente a cabeça.

E que os bons e velhos sábios haviam constatado que a Lua estava não só muito pálida, como envolta num permanente halo de tristeza. E que mirava o Mundo com olhos de um tal langor e dava tão fundos suspiros – ela que por milênios mantivera a mais virginal reserva – que não havia como duvidar: a Lua estava pura e simplesmente apaixonada. Sua crescente palidez, aliada a uma minguante serenidade e compostura no seu noturno nicho, induzia uma só conclusão: tratava-se de uma Lua nova, de uma Lua cheia de amor, de uma Lua que precisava dar. E a Lua queria dar-se justamente àquele de quem era a única escrava e que, com desdenhosa gravidade, mantinha-a confinada em seu espaço próprio, usufruindo apenas de sua luz e dando azo a que ela fosse motivo constante de poemas e canções de seus menestréis, e até mesmo de ditos e graças de seus bufões, para distraí-lo em suas periódicas hipocondrias de madurez.

Pois não é que ao descobrirem que era o Mundo a causa do sofrimento da Lua, puseram-se os bons e velhos sábios a dar gritos de júbilo e a esfregar as mãos, piscando-se os olhos e dizendo-se chistes que, com toda franqueza, não ficam nada bem em homens de saber... Mas o que se há de fazer? Frequentemente, a velhice, mesmo sábia, não tem nenhuma noção do ridículo nos momentos de alegria, podendo mesmo chegar a dançar rodas e sarabandas, numa curiosa volta à infância. Por isso perdoemos aos bons e velhos sábios, que se assim faziam é porque tinham descoberto os males da Lua, que eram males de amor. E males de amor curam-se com o próprio amor – eis o axioma científico a que chegaram os eruditos anciãos, e que escreveram no final de um longo pergaminho crivado de números e equações, no qual fora estudado o problema da crescente palidez da Lua.

(MORAES, Vinícius de. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 52-53, excerto.)

O texto narra o esforço de anciãos no sentido de explicar a razão da palidez crescente da Lua. Depois de muito estudar e contemplar a Lua, chegaram à conclusão de que a Lua estava apaixonada pelo Mundo. Trata-se, portanto, de uma narrativa alegórica, pois os fatos, os pensamentos, as conclusões estão representados de forma figurada. Nesse sentido, pode-se afirmar que a figura de linguagem que melhor define essa alegoria é a:
Alternativas
Q1162398 Português

Segurança no trabalho


      A importância da segurança do trabalho é imensurável e, felizmente, a implantação de práticas seguras no trabalho vem crescendo bastante ultimamente.

      Hoje é difícil encontrar um funcionário que “nunca” tenha passado por pelo menos uma palestra sobre prevenção de acidentes de trabalho, uso do EPI, integração, etc. A segurança do trabalho possibilita a realização de um serviço mais organizado. Isso leva não somente a evitar acidentes mas também ao aumento da produção, pois, tornado o ambiente mais agradável, os funcionários produzirão mais e com melhor qualidade.

      A Segurança do Trabalho proporciona também melhoria nas relações entre patrões e funcionários. Quando o funcionário perceber melhorias no ambiente de trabalho, passará a ter mais carinho e respeito com a direção da empresa. O resultado pode aparecer em produtos de mais qualidade.

      O ponto alto da Segurança do Trabalho é evitar acidentes. Através das ações de prevenção desenvolvidas na empresa podemos evitar o aparecimento de acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais.

      A Segurança do Trabalho se aplica a todos os segmentos. Evidentemente cada segmento tem suas características e riscos específicos e, exatamente por isso, cada ambiente precisa ser “cuidado” com um olhar particular.

      É importante que o profissional de Segurança do Trabalho tenha capacidade técnica necessária para avaliar desde os riscos grandes até os pequenos. O risco pequeno de hoje pode se tornar grande amanhã. Acidentes são acidentes, todos são desagradáveis.

(https://segurancadotrabalhonwn.com)

Na frase “Com um sorriso amargo despediu-se do emprego.”, a expressão grifada caracteriza a seguinte figura de linguagem:
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Q1156807 Português
“O último baobá”, conheça a lenda africana
sobre o renascimento da esperança



          Ninguém acreditava mais nas antigas lendas. Os narradores que se sentavam embaixo do baobá a desemaranhar longas histórias, protegidos pelas estrelas, já tinham partido quando a areia chegou.
             As palavras estavam caladas.
           Ninguém mais acreditava em um céu protetor. África era um enorme lençol amarelo. A areia, grão a grão, tinha construído um grande deserto. Interminável. Ninguém percebeu, ou ninguém quis se dar conta.
        A desolação chegou em silêncio. Aconteceu quando os glaciais se esvaneceram em uma queixa interminável, quando os ursos e as baleias se converteram em recordação, quando as águias perderam o rumo.
        O céu, cansado da torpeza da humanidade, se refugiou em outro céu, mais distante. Fugiu. Não podia mais proteger a terra.
         O velho tinha visto as pessoas partirem, os mais jovens em direção ao norte, os mais fracos em direção à escuridão.
        Sentiu uma nostalgia distante o invadir lentamente. O velho narrador, embaixo do último baobá, contou uma lenda antiga.
       Nela, falava do nascimento das estrelas, da luz, do mundo… Mas não havia ninguém mais disposto a escutar um velho prosador. Olhou em torno, procurando algum ouvido. África, rio amarelo, estava rodeada de silêncio. Buscou uma estrela perdida, no céu só havia escuridão.
       O velho apoiou as costas cansadas no tronco dolorido do baobá. Casca com casca. Pele rachada, alma dolorida.
        A árvore da vida estremeceu. O vento dava rajadas contra a areia carbonizada. Tinha que partir. Sabia que tudo se acabava. O último baobá e a última voz da África iriam embora juntos. Abriu o punho. Trêmulo, contemplou a semente diminuta que havia guardado tanto tempo. A semente da esperança.
         Olhou a árvore. Era o momento. Não se pode atrasar a retirada.
      Separou a areia até chegar à terra. Virou a mão e, pela linha da vida, girou a semente até encontrar um sulco.
       O baobá havia aberto a casca e do oculto coração brotou a água milagrosa. A árvore era a vida. 
      O velho voltou a fazer crescer baobás grandiosos como gigantes que beijavam as nuvens. Agora, sobre os escritórios, nos telhados, sobre as avenidas e os trens; nos beirais, sobre comércios, bancos e ministérios crescem trepadeiras coloridas. Embaixo delas, está escondida a destruição como uma lembrança dolorosa.


Adaptado de https://www.revistapazes.com/o-ultimo-baobaconheca-a-lenda-africana-sobre-o-renascimento-da-esperanca/
Em relação à figura de linguagem, em “As palavras estavam caladas.”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1145102 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


O último poema


Assim eu quereria o meu

último poema.

Que fosse terno dizendo as

coisas mais simples e menos

intencionais

Que fosse ardente como um

soluço sem lágrimas

Que tivesse a beleza das flores

quase sem perfume

A pureza da chama em que se

consomem os diamantes mais

límpidos

A paixão dos suicidas que se

matam sem explicação.


Manuel Bandeira

Na frase “Ela tem uma pele de pêssego.”, há uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q1144931 Português
Em “No dia do reencontro, até o sol ficou mais feliz.”, a figura de linguagem expressa na frase é:
Alternativas
Q1142735 Português
As Figuras de Linguagem são recursos da Língua Portuguesa que criam novos significados para as expressões, ao trabalhar com o sentido conotativo em vez do literal. A partir do exposto, assinale a alternativa que exemplifica uma catacrese.
Alternativas
Q1142729 Português

Com base na imagem ao lado, é correto afirmar que a figura de linguagem utilizada pela personagem é:


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q1142722 Português

                                 Trocando os pés pelas mãos


Usamos as mãos para quase tudo. Por isso, cada um dos nossos dedos possui uma região correspondente no cérebro. Esse mapeamento cerebral superespecífico torna o controle de todos os pedacinhos articulados da mão muito mais preciso. Mas o que acontece com quem não tem esses membros? Um estudo mostrou que, em pessoas que precisam usar os pés para tarefas diárias, como escovar os dentes (e até pintar, no caso de artistas), os dedos do pé acabam substituindo os das mãos, ocupando a mesma área cerebral. Mas só com muito treino: é preciso desenvolver a percepção sensorial de cada dedo do pé, individualmente.

                                                     (Revista Superinteressante, ed. 408, outubro 2019.) 

No título desse texto, temos um caso de:
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Q1142420 Português

                                              TEXTO II

                                        O Ano Passado

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

O ano passado não passou,

continua incessantemente.

Em vão marco novos encontros.

Todos são encontros passados.


As ruas, sempre do ano passado,

e as pessoas, também as mesmas,

com iguais gestos e falas.

O céu tem exatamente

sabidos tons de amanhecer,

de sol pleno, de descambar

como no repetidíssimo ano passado.


Embora sepultos, os mortos do ano passado

sepultam-se todos os dias.

Escuto os medos, conto as libélulas,

mastigo o pão do ano passado.


E será sempre assim daqui por diante.

Não consigo evacuar

o ano passado.

Disponível em:<https://www.escritas.org/pt/t/10938/o-ano-passado> . Acesso em 14 jan. 2020.

Considerando as figuras de linguagem utilizadas nos versos apresentados, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.


A. Metáfora.

B. Paradoxo.

C. Sinestesia.


( ) “Escuto os medos [...]”.

( ) “O ano passado não passou”.

( ) “Não consigo evacuar / o ano passado.”

Alternativas
Q1142291 Português
Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:


          Há de tomar o pregador uma só matéria; há de defini-la, para que se conheça; há de dividi-la, para que se distinga; há de prová-la com a Escritura, há de declará-la com a razão, há de confirmá-la com o exemplo, há de amplificá-la com as causas, com os efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências, que se hão de seguir; com os inconvenientes, que se devem evitar; há de responder às dúvidas, há de satisfazer às dificuldades, há de impugnar e refutar com toda a força de eloquência os argumentos contrários, e depois disto há de colher, há de apertar, há de concluir, há de persuadir, há de acabar. Isto é o sermão, isto é pregar; e o que não é isto é falar demais alto. Não nego, nem quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de discursos, mas esses hão de nascer todos da mesma matéria, e continuar, e acabar nela. Quereis ver tudo isto com os olhos? Ora vede. Uma árvore tem raízes, tem troncos, tem ramos, tem folhas, tem varas, tem flores, tem frutos. Assim há de ser o sermão: há de ter raízes fortes e sólidas, porque há de ser fundado no Evangelho; há de ter um tronco, porque há de ter um só assunto e tratar uma só matéria. Deste tronco hão de nascer diversos ramos, que são diversos discursos, mas nascidos da mesma matéria e continuados nela. Estes ramos não hão de ser secos, senão cobertos de folhas, porque os discursos hão de ser vestidos e ornados de palavras.

(VIEIRA, António. Sermão da Sexagésima. In: Sermões I. São Paulo: Edições Loyola, 2009, p. 24) 
No trecho Uma árvore tem raízes, tem troncos, tem ramos, tem folhas, tem varas, tem flores, tem frutos, o verbo “ter” é escolhido porque o significado é o de
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Q1139417 Português

  INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



Milhares de pessoas adotam em Madri o
grito de Greta Thunberg diante da
crise climática


A falta de ação dos Governos contra o aquecimento
global leva manifestantes às ruas. “Os líderes estão nos
traindo”, lamenta a jovem ativista sueca.



Milhares de pessoas saíram às ruas nesta sexta-feira em Madri para exigir que os líderes políticos ajam contra o aquecimento global. Os manifestantes uniram sua voz à dos cientistas que alertam há anos através de seus relatórios que as emissões de gases de efeito estufa decorrentes das atividades humanas levam a um aquecimento global que terá duras consequências.

Para a capital da Espanha, que acolhe até 13 de dezembro a Cúpula do Clima da ONU — conhecida como COP25 — , a manifestação maciça significou uma explosão extraordinária de reivindicações climáticas. Para a jovem ativista Greta Thunberg, promotora de um movimento global de protesto contra o aquecimento e a falta de ação dos Governos, foi mais uma sexta-feira de protesto depois de uma longa travessia desde os EUA. E, novamente, rodeada por milhares de pessoas, como acontece com ela há muitos meses. A ativista, finalmente, não conseguiu completar o percurso caminhando por causa do grande afluxo de gente, embora tenha participado do ato final. “Os líderes estão nos traindo. Já chega”, lamentou Thunberg no fim da manifestação, no palco que foi montado. “A mudança vem, quer vocês gostem ou não”, acrescentou a respeito da pressão sobre os presidentes vinda das ruas.

Neste último ano — esta é a segunda cúpula climática de que Thunberg participa, a primeira foi em Katowice (Polônia) e ela era uma ativista muito pouco conhecida — a jovem se tornou uma estrela midiática e um ícone da luta contra a mudança climática, que, como aconteceu nesta sexta-feira antes da manifestação, não pode caminhar pela COP25 sem uma forte escolta para protegê-la dos jornalistas. A tal ponto se tornou uma estrela que um dos momentos mais importantes da anódina Cúpula do Clima de Madri, que está na metade, é a manifestação desta sexta-feira e a participação de Thunberg, que utilizou meios de transporte mais baixos em emissões para chegar à Espanha.

“É preciso fazer algo já, antes que seja irreversível”, resumiu o espírito do protesto Ainhoa Sánchez, uma jovem de 17 anos, membro do coletivo da Extinction Rebellion, durante a manifestação. A manifestação desta sexta-feira é a terceira grande marcha contra a passividade diante da mudança climática que acontece em Madri. A primeira foi em março e foi protagonizada por adolescentes e jovens que estão na vanguarda desse protesto global. Da segunda, já em setembro e enquadrada naquela que ficou conhecida como greve mundial pelo clima, os adultos também participaram. E na desta sexta-feira já não havia diferença de idade, mas uma grande disparidade entre os números de participação fornecidos pelos organizadores (que falaram de 500 000 pessoas) e os dados divulgados pela Delegação do Governo, 15 000. Uma porta-voz explicou que esses últimos dados são baseados nos cálculos feitos por agentes do Corpo Nacional de Polícia por meio de um helicóptero.

“É preciso fazer algo”, disse sobre a falta de ação contra a mudança climática Ana Malón, de 54 anos, que veio de Pamplona. A manifestação busca instar os cerca de 200 países que se reúnem durante estes dias em Madri — depois da renúncia do Chile a sediar este evento anual devido aos intensos protestos que vive — a serem mais ambiciosos na luta contra a mudança climática. “Temos apenas dez anos para deter as piores consequências da mudança climática”, explicou o ator Javier Bardem, que do palco atacou o prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, e o presidente Donald Trump, chamando-os de estúpidos por suas medidas contra o meio ambiente.

“Não queremos que vocês declarem a emergência climática, mas que ajam”, espetou os responsáveis políticos Vanessa Nakate, ativista ugandense do movimento Fridays for Future, liderado por Thunberg. Embora a cúpula de Madri seja uma reunião de transição, durante a próxima semana, os países terão uma oportunidade de ouro para serem mais ambiciosos e se comprometerem a apresentar planos mais duros de redução de suas emissões de efeito estufa. Manuel, de 56 anos, advertiu durante a marcha sobre a existência de “um monte de relatórios e de centros de pesquisa” que alertam que o caminho agora não é o correto. A ciência, e isso os ativistas esgrimem com força, aponta que os planos que os Estados têm sobre a mesa não serão suficientes para que o aquecimento permaneça dentro de níveis não catastróficos, razão pela qual são necessárias reduções muito mais duras. “Temos de ser capazes de dar uma resposta aos jovens”, reconheceu antes da manifestação Valvanera Ulargui, diretora do Escritório Espanhol de Mudança Climática.


Disponível em: <http://twixar.me/VmvT>.

Acesso em: 8 dez. 2019 (Adaptação).

Releia este trecho.


“[...] não conseguiu completar o percurso caminhando por causa do grande afluxo de gente [...]”


Considere a definição de “afluxo”, a seguir, de acordo com o dicionário eletrônico Caldas Aulete (http://www. aulete.com.br/afluxo):


“Convergência de grandes quantidades (esp., mas não só, de líquidos) (afluxo das águas; afluxo das torcidas)”


Considerando essa definição e o contexto apresentado, pode-se afirmar que no trecho ocorre um(a)

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Q1138373 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. 



Observe o período abaixo.


“A manhã, toldo de um tecido tão aéreo (v 15)

que, tecido, se eleva por si: luz balão.” (v 16)


Quantos aos aspectos gramatical, sintático e semântico, pode-se fazer a seguinte análise:


I – O sujeito do período tem seu núcleo em “manhã”.

II – O termo “que” é uma conjunção integrante.

III – O termo “se” é um pronome reflexivo.

IV – A expressão “por si” é um objeto indireto.

V – No período há duas metáforas.


Está correto apenas o que se afirma em:

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Q1138071 Português

                                  Prazeres da “melhor idade”


      A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.

      Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.

      Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

      Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

                                    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)

*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.

A ironia ocorre quando a palavra empregada deve exprimir ideia oposta àquela expressa pelo sentido original dessa palavra.


Considerando a definição, assinale a alternativa em que a expressão destacada foi empregada em sentido irônico pelo autor.

Alternativas
Q1138023 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira
livre e morava no morro da Babilônia
num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de
Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de
Freitas e morreu afogado.

Manuel Bandeira
Em “João morreu no doce contato das águas plácidas da Lagoa.”, ocorre a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q1137642 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir, retirado da obra Gabriela, cravo e canela para responder à questão .


TEXTO III


— Bié...

— Seu Nacib...

— Por que “seu” Nacib? Sou seu marido, não seu patrão...

Ela sorriu, arrancou os sapatos, começou a arrumar, os pés descalços. Ele tomou-lhe da mão, repreendeu:

— Não pode mais não, Bié...

— O que?

— Andar sem sapatos. Agora você é uma senhora.

Assustou-se:

— Posso não? Andar descalça, de pé no chão?

— Pode não.

— E por que?

— Você é uma senhora, de posses, de representação.

— Sou não, seu Nacib. Sou só Gabriela...

— Vou te educar – tomou-a nos braços, levou-a pra cama.

— Moço bonito...

AMADO, Jorge. Gabriela, cravo e canela. 1958. 

Releia o trecho a seguir.


“— Posso não? Andar descalça, de pé no chão?”


A seguinte figura de linguagem pode ser percebida na expressão em destaque:

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Q1137541 Português

TEXTO I


                                     Para o futuro chegar mais rápido

É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos rankings globais de participação feminina na política. Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado nas últimas eleições. [...]

Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se celebrar.

Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários 108 anos para que o mundo alcance a igualdade de gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É uma projeção que precisa ser lida como um compêndio gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos ainda em formação, de noivas que deveriam estar brincando – de boneca ou de carrinho.

Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra cujo novo significado ainda não foi compreendido pela geração que hoje está no poder: meninas.

Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em transição, menina. Uma busca pelo termo no Google Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas, quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.

Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta meninas para que sejam líderes na mudança em direção a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você está entre aqueles para quem o termo menina denota condescendência, permita-me contar o que elas andam aprontando.

Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela, que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense, queria fazer um evento para algumas dezenas de meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam os adultos que ainda não entenderam do que elas são capazes – quando um par de meninas sentou à sua frente para negociar os detalhes de uma tarde que envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das maiores jornalistas esportivas do país.

Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco continentes em Washington. Contando com uma rede enorme – elas aprendem cedo o poder das redes – Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78 estudantes selecionados para participar do Parlamento Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência da Câmara.

Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que havia agendado uma audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade tem particular interesse por advocacy, e essas meninas cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina, que encampou o plano do Clube.

A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela preencheu com absoluta facilidade os requisitos que me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up, a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000 habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o estudo do inglês.

A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma delas vive em um dos metros quadrados mais caros do país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google: elas não estão sozinhas.

Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão em um grupo de WhatsApp onde trocam informações sobre processos seletivos de universidades no exterior, um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas, muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos às meninas uma vida livre de violências e asseguramos seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso benéfico para todos nós.

É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito, ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes de uma onda poderosa, inteligente, conectada e crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.

Disponível em:<https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/10/opinion/1570715827_ 082487.html > . Acesso em: 14 out. 2019.

Assinale a alternativa em que não foi utilizada expressão metafórica.
Alternativas
Q2704156 Português

Leia os textos l e Il e responda o que se pede no comando das questões.


Texto I


O Emblema da Sirene.


Um dos maiores especialistas em acidentes do mundo, o professor Charles Perow, da Universidade de Yale, diz que existem tragédias virtualmente inevitáveis, que decorrem de falhas de sistema. São o que ele chama de “acidentes normais”. Praticamente impossíveis de antecipar, como um terremoto ao qual se segue um tsunami, são, por isso mesmo, os mais desafiadores. É possível, embora improvável, que o rompimento da barragem de Brumadinho, cuja causa ainda não foi esclarecida, venha a ser incluído na categoria dos “acidentes normais” precisam resultar em catástrofes com tamanhas perdas humanas. Aí, entra o descaso.

Tome-se o exemplo das sirenes de Brumadinho. Depois do desastre de Mariana, que deixou dezenove mortos, a lei passou a exigir que as operadoras de barragens instalassem sirenes para alertar os trabalhadores e moradores das cercanias em caso de rompimento. Cumprindo a lei, a Vale instalou sirenes em Brumadinho e orientou a população sobre rotas de fuga e locais mais seguros para se abrigar. Acontece que, na tarde da sexta-feira 25, a sirene da barragem que se rompeu não tocou. A medida de segurança mais básica, e talvez a mais eficaz para salvar vidas, simplesmente não funcionou. Por quê?

A assessoria de imprensa da Vale explica que a sirene não tocou “devido à velocidade com que ocorreu o evento”. Parece piada macabra, e não deixa de sê-lo, mas sobretudo descaso letal. Ou alguém deveria acreditar que a Vale instalou um sistema de alerta capaz de funcionar apenas no caso de acidentes que se anunciam cerimoniosamente a si mesmos, aguardam que sejam tomadas as providências de segurança e só então liberam sua fúria?

O descaso não é órfão. É filho dileto de uma mentalidade que mistura atraso com impunidade. O atraso foi o que levou as empresas de mineração a ignorar as lições de Mariana. Pior: elas trabalharam discretamente, sempre nos bastidores, para barrar iniciativas que, visando a ampliar a segurança nas barragens ,as levariam a gastar algum tempo e algum dinheiro. A impunidade é velha conhecida dos brasileiros. Três anos depois, dos 350 milhões de reais em multas aplicadas pelo Ibama à Samarco, responsável pelo desastre de Mariana, a mineradora não pagou nem um centavo até hoje.

Acidentes acontecem e voltarão a acontecer. Há os que decorrem de falha humana, os que resultam de erro de engenharia, os produzidos por falhas sistêmicas. Alguns são mais complexos do que outros. Nenhum deles, porém mesmo os inevitáveis “acidentes normais” de Perow, precisa ceifar tantas vidas. Eliminando-se o atraso e a impunidade, pode-se começar com uma sirene que toca.

Fonte: Veja,16 de fevereiro de 2019.


Texto II


I

O Rio? É doce.

A Vale? Amarga

Ai, entes fosse

Mais leve a carga.

II

Entre estatais

E multinacionais

Quantos ais!

III

A divida interna

A dívida externa

A divida eterna

IV

Quantas toneladas exportamos

De ferro

Quantas lágrimas disfarçamos

Sem berro?

Fonte: 1984, Lira Itabirana, Carlos Drummond de Andrade.

A estrofe l e a lll do poema não utilizam na sua composição de:

Alternativas
Respostas
1681: C
1682: A
1683: E
1684: C
1685: B
1686: C
1687: C
1688: E
1689: A
1690: E
1691: C
1692: C
1693: E
1694: D
1695: A
1696: D
1697: B
1698: B
1699: B
1700: D