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Questões de Concurso Comentadas sobre figuras de linguagem em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.193 questões

Q3158741 Português

Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir:

Dorme tranquila a menina. 

Alternativas
Q3158738 Português
Identifique a alternativa que possui um exemplo de litote:
Alternativas
Q3158605 Português
As figuras de linguagem constituem um recurso especial de construção, valorizando e embelezando o texto. Muitas vezes, essas figuras estão associadas a mudanças de significação das palavras, que podem ocorrer por diversas causas. A metonímia, por exemplo, consiste na mudança de significado pela proximidade de ideia.

Todas as alternativas apresentadas a seguir fazem uso da metonímia. Identifique aquela em que o termo entre parênteses não estabelece a proximidade de ideia de forma correta:
Alternativas
Q3158516 Português

Analise o seguinte enunciado de um texto formal e identifique a figura de linguagem predominantemente empregada:


"O tempo é um rio que nos leva sem retorno."

Alternativas
Q3158242 Português

Observe a tirinha a seguir:



Imagem associada para resolução da questão




Com base na análise da tirinha a seguir, assinale a opção que também possui a mesma figura de linguagem contida no texto do quadrinho: 

Alternativas
Q3158238 Português
A prosopopeia, figura que se observa no verso “A floresta pede socorro”, é também encontrada em: 
Alternativas
Q3158237 Português
Leia as canções a seguir e indique a alternativa que contém um exemplo de hipérbato:
Alternativas
Q3158235 Português
Assinale a alternativa que contém um exemplo de sinestesia:
Alternativas
Q3156610 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença

      Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878 -1934) entrou para a história com uma marca até hoje não superada. Ele foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa. Isso significa que ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.
     Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.
      Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais. Tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Medicina e recebeu o doutorado honoris causa das universidades de Harvard e Paris.
     Nasceu em Oliveira, município de Minas Gerais, em uma família de cafeicultores. Formou-se em 1902 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
     Quando pesquisava para sua tese de conclusão de curso, acabou indo até o Instituto Soroterápico Federal, conhecido como Manguinhos, que era dirigido por Oswaldo Cruz. Foi o primeiro contato de ambos e o início de uma amizade. Chagas não só fez sua pesquisa de graduação, sobre o ciclo evolutivo da malária, como ganhou lá o seu primeiro emprego.
     A partir de 1905, a carreira de Carlos Chagas passou a se voltar para o combate a doenças em campanhas de saneamento. Cruz o convidou para atuar em trabalhos de controle da malária no interior paulista. Seu trabalho foi bem-sucedido e acabou servindo de protocolo para outras iniciativas pelo país.
     Quando trabalhava em Minas, em 1907, identificou um protozoário no sangue de um sagui, batizado por ele de Tripanosoma minasensis. Na mesma época, um engenheiro que trabalhava na construção de uma ferrovia na região da cidade de Lassance, perto do Rio São Francisco, contou a ele que havia ali a infestação de um inseto hematófago chamado de barbeiro. Após análises, o médico concluiu que se tratava de outro protozoário, parecido com o que atacava os macacos. Batizou o parasita de Trypanosoma cruzi. A descoberta do brasileiro foi publicada em uma revista acadêmica alemã, em 1909. A notícia repercutiu em todo o continente europeu.
    Nos anos seguintes, Chagas seguiu examinando pessoas atacadas pelo parasita, até compreender na totalidade o complexo ciclo da doença e suas consequências para os humanos. A enfermidade acabou chamada de doença de Chagas, mas o próprio cientista recusava o rótulo. Seguia denominando-a de tripanossomíase americana.
    Três dias após a morte de Oswaldo Cruz, Chagas foi nomeado seu sucessor na direção do instituto que hoje leva o nome do primeiro.
     Quando o Brasil foi acometido pela gripe espanhola, em 1918, a presidência da República o convidou para que ele dirigisse as ações de contenção da epidemia. Em 1919, foi nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) como diretor geral de Saúde Pública, acumulando este cargo com o do instituto que já dirigia. Ele centralizou os sistemas sanitários e focou esforços em campanhas para controle e erradicação de epidemias como a malária e o mal de Chagas.

VEIGA, E. BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o

Ao dizer que alguém “está com Chagas” para se referir a alguém acometido pela enfermidade mencionada no texto, cujo nome é associado ao pesquisador que a descobriu, manifesta-se a figura de linguagem de: 
Alternativas
Q3156441 Português
Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir:

“vem da sala de linotipos a doce música mecânica.” (Carlos Drummond de Andrade)
Alternativas
Q3156440 Português

Identifique a figura de linguagem presente na expressão a seguir: 


“pé da mesa”

Alternativas
Q3156439 Português

Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir:


“Tive ouro, tive gado, tive fazendas

Hoje sou funcionário público.”

(Carlos Drummond de Andrade)

Alternativas
Q3156365 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Leonardo da Vinci: o maior procrastinador da história

Da Vinci quase nunca terminava seus trabalhos. Mas por trás da procrastinação intensa está o segredo da sua multidisciplinaridade


    Leonardo da Vinci pintou uma das obras mais emblemáticas da história: a Mona Lisa. Oficialmente, a moça do sorriso enigmático e olhar sedutor demorou 3 anos para ser pintada — entre 1503 e 1506 —, mas pesquisadores acreditam que Leonardo ficou finalizando o retrato até 1519, ano de sua morte. Segundo biógrafos, a pintura que hoje é o carro chefe do Louvre está inacabada. E esta é apenas uma das provas que indicam que Da Vinci era um procrastinador notório.

    Claro, ele era um gênio, e talvez apenas tivesse ideias demais para uma cabeça só. Mas meio milênio após sua morte, uma nova pesquisa identificou uma possível explicação por trás da série de projetos incompletos que o artista da Renascença deixou ao longo da carreira: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH.

    Escrevendo no periódico inglês Brain, pesquisadores do King’s College London e da Universidade de Pavia, na Itália, consultaram evidências históricas, incluindo relatos de contemporâneos de Leonardo, e concluíram que seus problemas com administração do tempo, concentração e procrastinação poderiam ser atribuídos ao déficit.

    “Embora seja impossível fazer um diagnóstico post-mortem para alguém que viveu há 500 anos, estou confiante de que o TDAH é a hipótese mais convincente e cientificamente plausível para explicar a dificuldade de Leonardo em terminar suas obras”, disse Marco Catani, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores destacam a tendência de Leonardo de mudar constantemente de projeto, bem como seu hábito de trabalhar continuamente durante a noite, raramente dormindo profundamente — segundo biógrafos, ele alternava ciclos rápidos de cochilos curtos durante toda a noite.

    No estudo, há também outras características do renascentista que batem com o possível diagnóstico tardio. Os cientistas contam que Leonardo era canhoto – e também que sobreviveu a um derrame no hemisfério esquerdo aos 65 anos. Só que todas suas funções cognitivas (e geniais) ficaram intactas. Os pesquisadores acreditam que as duas coisas poderiam estar relacionadas. Da Vinci pode ter “concentrado” muitas de suas funções cerebrais em um hemisfério do cérebro, justamente o que não foi afetado pelo AVC. É uma característica rara, presente em menos de 5% da população.

    Além disso, diversas pesquisas sugerem que Da Vinci tinha dislexia, devido a erros de ortografia e escrita espelhada em seus cadernos. Essa dificuldade de aprendizagem é frequentemente diagnosticada ao lado do TDAH. “Dominância hemisférica atípica, canhoto e dislexia são mais prevalentes em crianças com desordens de aprendizado, incluindo TDAH”, escreveram os autores.

    Os cientistas ainda pontuam que a genialidade de Leonardo pode ter se beneficiado dessa condição. “Nos tempos modernos, um diagnóstico de TDAH prescinde do nível de habilidade intelectual e é cada vez mais reconhecido entre estudantes universitários e adultos com carreiras bem-sucedidas. Indiscutivelmente, se positivamente canalizado, algumas características do TDAH podem trazer uma vantagem: a mente vagando pode alimentar a criatividade e a originalidade; a inquietação pode mover-se para buscar novidades e ação pelas mudanças”, escreveram os autores.


Revista Superinteressante. Leonardo da Vinci: o maior procrastinador da história. Adaptado. Disponível em <https://super.abril.com.br/cultura/leonardo-da-vinci-omaior-procrastinador-da-historia/>.
No trecho “No estudo, há também outras características do renascentista que batem com o possível diagnóstico tardio”, o uso do verbo “bater” revela a figura de linguagem:
Alternativas
Q3155716 Português
   Qualquer processo de mudança gera medos e ansiedades. Isso é previsível, peculiar e está presente com muita frequência nos processos de consultoria interna de RH. Os seres são humanos e agem como tal.

  Identificar essas emoções, compreendê-las e encará-las como elementos participantes de processo normal, como um sinal de que se atingiu um ponto crítico, apoiar o cliente interno para que se expresse e não deixar que sua crítica se torne pessoal ou um ataque à competência do consultor é um dos maiores desafios no processo de implantação de um modelo pautado na competência humana, em que a sensibilidade é considerada como o veículo principal desse processo.

   É bom lembrar que, em qualquer processo de mudança, existirá sempre uma resistência inata somada ao desejo de adentrar um universo ainda não explorado. Logo, é preciso aventurar-se e, consequentemente, implementar novas estratégias de ação, visando vencer a concorrência, trabalhar novos fornecedores e capacitar os gestores.

Fonte: Orlickas, E. Consultoria interna de recursos humanos. São Paulo: Makron, 2020.
Qual a figura de linguagem que aparece no final do segundo parágrafo?
Alternativas
Q3155021 Português
Texto para responder à questão.

Rir é o pior remédio

    Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela, risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
    Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia. Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
    Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes, não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
    Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas. Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
     Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
     Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim. Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço, sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
     – Está triste?
     Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
     – Então compre um videogame. Talvez ele te console.
    Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
    Ele não desistiu.
     – Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
     Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
     O palhaço foi atrás.
   – Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
     – Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
     – Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
     Ele riu… e só ele, claro.
    Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram. Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
    Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
    Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
    Uhhhh….

(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
No trecho “Como a brisa, chega o palhaço, sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.” (6º§), a figura de linguagem utilizada é:
Alternativas
Q3154788 Português
     Não faz muito tempo tínhamos três principais meios de tomar conhecimento das últimas notícias e fatos: jornais impressos, TVs e rádios. O jornalismo, que submetido a um Código de Ética que entende o “acesso à informação pública como um direito inerente à condição de vida em sociedade”, não deveria, nem poderia impedir este direito por nenhum tipo de interesse. Seguir o código é um dever de todo jornalista e isso inclui que a divulgação da informação deve ser precisa e correta.
     No caso das TVs e rádios, como concessões públicas de prazo determinado, estão submetidas a regras para que lhes seja garantida a autorização e possam explorar tais serviços. No entanto, sabemos que a linha editorial desses instrumentos de comunicação nem sempre mostra a verdade, ou são desprendidas de interesses financeiros ou de mercado, muito menos de viés ideológico. E pior, não dão o mesmo espaço para que outras opiniões possam se expressar. Imaginem se não tivéssemos código e regulação!
     De qualquer forma, antes da internet e das redes sociais, portanto, o acesso à informação existia, e com um cumprimento questionável, porém com mecanismos de execução e fiscalização. No entanto, o alcance de uma notícia correspondia a quem tinha acesso a esses meios, sendo que a TV aberta foi se constituindo, com o tempo, apoios institucionais e a facilitação da aquisição de aparelhos de TV, em uma fonte importante de informação nas diversas camadas sociais.
     A realidade mudou profundamente. Hoje, as pessoas continuam se informando pela TV, mas também se informam em grupos de WhatsApp e em redes sociais. Ao compartilharem os conteúdos que têm acesso fazem uma notícia, verdadeira ou não, alcançar milhões de outros usuários em pontos bem distantes do planeta. Produzem, postam e compartilham multiplicando falsas notícias, violências contra a dignidade humana, imagens não autorizadas, cometem crimes contra a democracia, contra as mulheres, contra o povo negro, contra a comunidade LGBT+, contra a saúde pública, provocam suicídios, automutilação principalmente em crianças e adolescentes, além de crimes de pedofilia, entre outros de violência e abuso sexual. Usam pessoas públicas de forma aética. As consequências, como temos observado, são devastadoras.
     Apesar disso, não há qualquer regulação que obrigue plataformas e usuários a terem um mínimo de obrigações para com a sociedade e responsabilidade sobre o que é veiculado. O marco civil foi um avanço para o Brasil, mas é insuficiente para enfrentar a terra sem lei que virou a internet.         
     Recentemente, o jornalista Pedro Bial, com quem me solidarizo, farto de exigir providências pelas vias normais, publicou um vídeo. Nele, acusa as plataformas de não coibir postagens de divulgação de um produto com sua imagem (deepfake) e sem qualquer autorização para tanto. As palavras dele são significativas do quanto é possível enganar, fraudar e lucrar neste espaço das big techs.
    Mas os malefícios não param por aí. Anúncios patrocinados no Instagram e no Facebook divulgam promoções de supostas marcas famosas e muitos compram sem nunca receber seus produtos. Sites duplicados, com preços irresistíveis, fazem dos consumidores alvos fáceis do golpe. A postagem patrocinada permanece circulando sem qualquer verificação de quem recebe por elas e sem responsabilização. Sobram prejuízos e desrespeito.
     O mundo debate este tema e já se discute a regulação da inteligência artificial, uma inovação que pode ser utilizada a favor ou contra as atividades humanas. Legislações avançadas começam a surgir para conter a marcha desenfreada da desinformação e dos crimes, mas o Brasil até agora se recusa a avançar, está muito atrasado e próximo de manter esta situação insustentável. Forças políticas de extrema direita e os fundamentalistas se somam ao lobby das grandes empresas e usam do ambiente desregulado para impedir a regulação, com argumentos que vão de “liberdade de expressão” à “censura das redes”, querem que apenas jornais, TVs e rádios tenham direitos e obrigações. Para a internet, apenas direitos e lucros exorbitantes à custa de reputações, vidas e distanciamento da realidade.
     É urgente garantir que a liberdade de expressão não seja confundida com liberdade para cometer crimes. Não podemos mais admitir que notícias falsas circulem com tanta facilidade e tenham um alcance absurdo. A internet veio para dar a todos a possibilidade de se informarem, obterem conhecimento, entretenimento e facilitação de estudo, pesquisa e trabalho.
   Que a informação precisa e correta esteja ao alcance de todos e todas. Que as fraudes, as mentiras e as violências estejam sujeitos à lei para que seja possível a punição. Eu também acuso e quero fazer parte da solução que fortaleça a democracia, a valorização dos seres humanos na sua diversidade, que fortaleça a cultura de paz e que supere a impunidade!

(FEGHALI, Jandira. ‘Eu acuso!’. Carta Capital, 2024.)
Analise as passagens a seguir:

I. “O mundo debate este tema [...] (8º§)
II. [...] a terra sem lei que virou a internet.” (5º§)
III. [...] a favor ou contra as atividades humanas.” (8º§)

As figuras de linguagem presentes nos enunciados são, respectivamente,
Alternativas
Q3153943 Português
Ao analisar o contexto organizacional, a ênfase sobre as tarefas levou os engenheiros americanos a simplificar cargos para obter o máximo de especialização de cada trabalhador: cada operário fica restrito a uma simples e específica tarefa que deve ser executada cíclica e repetitivamente para aumentar sua eficiência. Os cargos e tarefas são desempenhados para uma execução automatizada por parte do trabalhador: este deve fazer e não pensar ou decidir.

A simplicidade dos cargos permite que o ocupante aprenda rapidamente os métodos prescritos com um mínimo de treinamento. A simplicidade permite um controle e acompanhamento visual por parte do supervisor. Com isso, enfatiza-se o conceito de linha de montagem ou linha de produção: em vez de um operário executar uma tarefa complexa ao redor da matéria-prima, esta passa por uma linha móvel de produção na qual cada operário especializado executa sua tarefa específica na sequência. Assim, o trabalhador é uma máquina de produção.

Fonte: Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
Qual é a figura de linguagem que aparece na última frase do texto?
Alternativas
Q3153636 Português
TEXTO 2

Tecendo a Manhã Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

(Do autor. MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas. Rio de. Janeiro: Alfaguara, 2007. ______. A educação pela pedra e outros poemas.)
Sobre o texto 2 é correto afirmar que:
Alternativas
Q3153391 Português
A Segurança Pública no Brasil


(Disponível em: www.observatoriodeseguranca.org/a-seguranca-publica-no-brasil/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na frase retirada do texto “A corrupção mina a confiança nas instituições”, a palavra “mina” expressa o uso de qual figura de linguagem? 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FACET Concursos Órgão: Prefeitura de Pedro Velho - RN Provas: FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Advogado | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Agente de Controle Interno | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Agente de Fiscalização Ambiental | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Agente de Fiscalização de Obras e Posturas | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Agente de Fiscalização Sanitária - Nutrição | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Arquiteto | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Agente de Fiscalização Sanitária - Medicina Veterinária | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Assistente Social | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Auditor de Tributos Municipal | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Bioquímico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Fisioterapia | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Biomédico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Contador | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Fonoaudiólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Cirurgião Dentista - UBS | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Médico Clínico Geral - PSF | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Médico Veterinário | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Educador Físico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Enfermeiro - PSF | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Nutricionista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Enfermeiro - Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Engenheiro Civil | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Psicólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Farmacêutico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Engenheiro Agrônomo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Psicopedagogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Pedro Velho - RN - Terapeuta Ocupacional |
Q3153229 Português

Leia o texto a seguir:


Das vantagens de ser bobo 


O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.

O bobo é capaz de ficar sentado, quase sem se mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."


Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. 


Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.

O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver.


O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.


Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.

O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.


Aviso: não confundir bobos com burros.


Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!


Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu.

Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.


Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.

Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida.

 

Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.


Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.


É quase impossível evitar excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.


Clarice Lispector, a descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


Com base em sua análise, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta de um conceito linguístico ou retórico presente no texto: 

Com base em sua análise, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta de um conceito linguístico ou retórico presente no texto: 
Alternativas
Respostas
381: C
382: A
383: C
384: A
385: C
386: C
387: A
388: A
389: E
390: E
391: D
392: A
393: C
394: A
395: D
396: B
397: D
398: A
399: B
400: B