Questões de Concurso Sobre estrutura das palavras: radical, desinência, prefixo e sufixo em português

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Q1203720 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


O verbo matar

Quem se espanta com o espetáculo de horror diversificado que o mundo de hoje oferece, faria bem se tivesse o dicionário como livro de leitura diurna e noturna. Pois ali está, na letra M, a chave do temperamento homicida, que convive no homem com suas tendências angélicas, e convive em perfeita harmonia de namorados.

O consulente verá que matar é verbo copiosamente conjugado por ele próprio. Não importa que cultive a mansuetude, a filantropia, o sentimentalismo; que redija projetos de paz universal, à maneira de Kant, e considere abominações o assassínio e o genocídio. Vive matando.

A ideia de matar é de tal modo inerente ao homem que, à falta de atentados sanguinolentos a cometer, ele mata calmamente o tempo. Sua linguagem o trai. Por que não diz, nas horas de ócio e recreação ingênua, que está vivendo o tempo? Prefere matá-lo.

Todos os dias, mais de uma vez, matamos a fome, em vez de satisfazê-la. Não é preciso lembrar como um número infinito de pessoas perpetra essa morte: através da morte efetiva de rebanhos inteiros, praticada tecnicamente em lugar de horror industrial, denominado matadouro. Aí, matar já não é expressão metafórica: é matar mesmo.

O estudante que falta à classe confessa que matou a aula, o que implica matança do professor, da matéria e, consequentemente, de parte do seu acervo individual de conhecimento, morta antes de chegar a destino. No jogo mais intelectual que se conhece, pretende-se não apenas vencer o competidor, mas liquidá-lo pela aplicação de xeque-mate. Não admira que, nas discussões, o argumento mais poderoso se torne arma de fogo de grande eficácia letal: mata na cabeça.

Beber um gole no botequim, ato de aparência gratuita, confortador e pacificante, envolve sinistra conotação. É o mata-bicho, indiscriminado. E quantos bichos se matam, em pensamento, a cada instante! Até para definir as coisas naturais adotamos ponto de vista de morte violenta. Essa planta convolvulácea é apresentada

por sua propriedade maléfica: mata-cabras. Nasceu para isso, para dizimar determinada espécie de mamíferos? Não. Assim a batizamos. Outra é mata-cachorro. Uma terceira, mata-cavalo, e o dicionarista acrescenta o requinte: "goza da fama de produzir frutos venenosos". Certo peixe fluvial atende (ou devia atender) por mata-gato, como se pulasse d'água para caçar felinos por aí, ou se estes mergulhassem com intenção de ajustar contas com ele. Em Santa Catarina, o vento de inverno que sopra lá dos Andes é recebido com a exclamação: "Chegou o mata-baiano".

Já não se usa, mas usou-se muito um processo de secar a tinta em cartas e documentos quaisquer: botar por cima um papel grosso, chupão, que se chamava mata-borrão e matava mesmo, sugando o sangue azul da vítima, qual vampiro de escritório.

A carreta necessita de correia de couro, que una seu eixo ao leito. O nome que se arranjou para identificá-lo, com sadismo, é mata-boi. Mata-cachorro não é só planta flacurtiácea, que acumula o título de mata-calado. É também alcunha de soldado de polícia estadual, e do pobre-diabo que, no circo, estende o tapete e prepara o picadeiro para a função.

Matar charadas constitui motivo de orgulho intelectual para o matador. Há um matador profissional, remunerado pelos cofres públicos: o mata-mosquito, que pouca gente conhece como guarda sanitário. Mata-junta? É a fasquia usada para vedar juntas entre tábuas. O sujeito vulgarmente conhecido como chato, ao repetir a mesma cantilena, "mata o bicho do ouvido". Certa espécie de algodoeiro é mata-mineiro, certa árvore é mata-mata, ninguém no interior ignora o que seja mata-burro, mata-cobra tanto é marimbondo como porrete e formiga. Ferida em lombo de animal, chama-se matadura. Nosso admirável dedo polegar, só lhe reconhecem uma prestança: a de mata-piolhos.

Mandioca mata-negro. Peixe matante. Vegetal mata-olho. Mata-pulga, planta de que se fazem vassouras, Mata-rato, cigarro ordinário. Enfeites e atavios, meios especiais para atingir certos fins, são matadores. "Ela veio com todos os matadores" provoca admiração e êxtase. "Eunice com seus olhos matadores", decassílabo de vítima jubilosa.

Se a linguagem espelha o homem, e se o homem adorna a linguagem com tais sub-pensamentos de matar, não admira que atos de banditismo, a explosão intencional de aviões, o fuzilamento de reféns, o bombardeio aéreo de alvos residenciais, os pogroms, napalm, as bombas A e H, a variada tragédia dos dias modernos se revele como afirmação cotidiana do lado perverso do ser humano. Admira é que existam a pesquisa de antibióticos, Cruz Vermelha Internacional, Mozart, o amor.

(ANDRADE, C. Drummond de. De notícias & não notícias faz-se a crônica. In “Poesia e prosa”. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 1415-1417.)



Além de inúmeros vocábulos compostos, o texto também é rico em palavras derivadas, principalmente pelo processo da derivação sufixal.

A opção em que os vocábulos formados por derivação sufixal relacionados abaixo têm sufixos sinônimos é:

Alternativas
Q1158438 Português
Indique a alternativa que apresenta palavras derivadas de um mesmo radical:
Alternativas
Q1156812 Português
“O último baobá”, conheça a lenda africana
sobre o renascimento da esperança



          Ninguém acreditava mais nas antigas lendas. Os narradores que se sentavam embaixo do baobá a desemaranhar longas histórias, protegidos pelas estrelas, já tinham partido quando a areia chegou.
             As palavras estavam caladas.
           Ninguém mais acreditava em um céu protetor. África era um enorme lençol amarelo. A areia, grão a grão, tinha construído um grande deserto. Interminável. Ninguém percebeu, ou ninguém quis se dar conta.
        A desolação chegou em silêncio. Aconteceu quando os glaciais se esvaneceram em uma queixa interminável, quando os ursos e as baleias se converteram em recordação, quando as águias perderam o rumo.
        O céu, cansado da torpeza da humanidade, se refugiou em outro céu, mais distante. Fugiu. Não podia mais proteger a terra.
         O velho tinha visto as pessoas partirem, os mais jovens em direção ao norte, os mais fracos em direção à escuridão.
        Sentiu uma nostalgia distante o invadir lentamente. O velho narrador, embaixo do último baobá, contou uma lenda antiga.
       Nela, falava do nascimento das estrelas, da luz, do mundo… Mas não havia ninguém mais disposto a escutar um velho prosador. Olhou em torno, procurando algum ouvido. África, rio amarelo, estava rodeada de silêncio. Buscou uma estrela perdida, no céu só havia escuridão.
       O velho apoiou as costas cansadas no tronco dolorido do baobá. Casca com casca. Pele rachada, alma dolorida.
        A árvore da vida estremeceu. O vento dava rajadas contra a areia carbonizada. Tinha que partir. Sabia que tudo se acabava. O último baobá e a última voz da África iriam embora juntos. Abriu o punho. Trêmulo, contemplou a semente diminuta que havia guardado tanto tempo. A semente da esperança.
         Olhou a árvore. Era o momento. Não se pode atrasar a retirada.
      Separou a areia até chegar à terra. Virou a mão e, pela linha da vida, girou a semente até encontrar um sulco.
       O baobá havia aberto a casca e do oculto coração brotou a água milagrosa. A árvore era a vida. 
      O velho voltou a fazer crescer baobás grandiosos como gigantes que beijavam as nuvens. Agora, sobre os escritórios, nos telhados, sobre as avenidas e os trens; nos beirais, sobre comércios, bancos e ministérios crescem trepadeiras coloridas. Embaixo delas, está escondida a destruição como uma lembrança dolorosa.


Adaptado de https://www.revistapazes.com/o-ultimo-baobaconheca-a-lenda-africana-sobre-o-renascimento-da-esperanca/
Assinale a alternativa em que a palavra contenha um prefixo e um sufixo.
Alternativas
Q1151370 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado na frase seja formado por prefixação e sufixação, ou seja, pelo acréscimo de um prefixo (antes do radical) e de um sufixo (depois do radical).
Alternativas
Q1150185 Português

(Luiz Guilherme Gerbelli, Luisa Melo e Paula Salati. G1. g1.globo.com, 12/1/2020).

Assinale a alternativa em que a palavra extraída do texto tenha tido seu elemento mórfico corretamente classificado.
Alternativas
Q1145100 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


O último poema


Assim eu quereria o meu

último poema.

Que fosse terno dizendo as

coisas mais simples e menos

intencionais

Que fosse ardente como um

soluço sem lágrimas

Que tivesse a beleza das flores

quase sem perfume

A pureza da chama em que se

consomem os diamantes mais

límpidos

A paixão dos suicidas que se

matam sem explicação.


Manuel Bandeira

Em “A pureza da chama em que se consomem os diamantes”, a palavra em destaque foi formada pelo mesmo processo que:
Alternativas
Q1141950 Português

                                                 TEXTO II

                                    Como se livrar da culpa


Vivemos numa sociedade que cobra perfeição na vida pessoal e profissional, e as pessoas se sentem cada vez mais exigidas.


Destrinchar as fontes de culpa tem sido um desafio dos especialistas em comportamento. Aprender a lidar com elas seria o próximo passo. Todo método que pretende ajudar a encarar as manifestações do sentimento parte de sua origem. De maneira geral, a semente está no desejo da perfeição – física, profissional, pessoal ou espiritual –, que, por ser inatingível, leva à frustração, mas no processo nos força a ultrapassar nossos limites. São muitos os exemplos que mostram quão distantes estamos de abandonar metas impossíveis. O aumento de casos da chamada síndrome burnout, uma espécie de esgotamento intelectual e físico, é um deles. Embora não haja estatísticas consolidadas sobre o tema, sabe-se que entre 1998 e 2008 o número de trabalhos acadêmicos sobre o assunto subiu de 231 para 390, segundo a TransInsight, entidade que cataloga documentos científicos. E nos consultórios também cresceu a procura por tratamento. “Não é só o diagnóstico que ficou mais fácil, o número de casos também vem aumentando”, explica Duílio Camargo, da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt).

[…] As vítimas do burnout geralmente chegam ao médico submersas em responsabilidades e metas impossíveis. Insônia, dores de cabeça crônicas e distúrbios gastrointestinais são alguns dos sintomas. “Embora o diagnóstico surja à luz do esgotamento profissional, é muito comum identificar o stress generalizado em quem sofre do mal”, afirma Camargo. Faz sentido, visto que os sintomas afetam a vida como um todo. “O mundo moderno exige super-homens e supermulheres”, diz ele. E superespécimes humanos. […]


Disponível em:<https://istoe.com.br/69692_COMO+SE+LIVRAR+DA+ CULPA+ PARTE+1/>  . Acesso em: 15 Jan. 2020. 

A palavra “impossível” apresenta um prefixo com significação negativa, assim como ocorre em
Alternativas
Ano: 2020 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Barão de Cocais - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Assistente Social - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Técnico de Cadastro Único | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Terapeuta Ocupacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Pedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Advogado - Procuradoria do Município | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Advogado - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Analista de Políticas Públicas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Coordenador - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Psicólogo - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Enfermeiro ESF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor - MAP I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Dentista - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor de Sala de Recursos Multifuncionais | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor de Educação Física - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Médico Especialista Psiquiatra | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Farmacêutico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Médico - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Psicólogo ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Assistente Social - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor Map II- Edução Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor Map II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Arquiteto |
Q1138539 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir para responder à questão .


A respeito desse texto, analise as seguintes afirmativas.


I. “Superbactéria” está grafada de forma incorreta, uma vez que o prefixo “super” deve estar separado da palavra “bactéria”.

II. A locução “vai ser” pode ser substituída por “será” sem prejuízo de sentido ao texto e sem infringir a norma-padrão.

III. “Rapaz” deve ser isolado por vírgula, uma vez que se trata de vocativo.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q1138313 Português

                 


                                                Texto II

                   Fake News: as mentiras que viram notícias

        Será que todos os que se manifestam sobre qualquer assunto

         estão devidamente preparados para utilizar devidamente os

                          modernos canais de comunicação?

                                                                                                          Danillo Saes


      A realidade do mundo de hoje é ligada à velocidade, à digitalização e, consequentemente, à exposição em redes. Com a inserção da tecnologia no dia a dia das pessoas, é possível presenciar diversas mudanças, como o fato de um indivíduo com um perfil em uma plataforma social ser propagador de informações e não mais apenas receptor.

      Este cenário de disseminação de ideias – boas ou ruins, certas ou erradas, do mesmo ponto de vista que o seu ou não – faz parte de um mundo moderno e democrático. Neste contexto, a tecnologia tem sido utilizada como ferramenta de propagação destes posicionamentos. Ao ter o poder do clique em mãos, as pessoas passam a ser mais ativas diante das informações que recebem. Os meios de comunicação mudaram as formas de divulgar suas notícias diante deste comportamento que os indivíduos passaram a adquirir com o passar do tempo. Há alguns anos, pesquisadores divulgaram artigos sobre a influência da “segunda tela”: o notebook ou o smartphone começavam a se infiltrar como coadjuvantes da tela da televisão. Telespectadores comentavam suas novelas, criticavam o técnico do seu time de futebol e faziam outros tipos de comentários. Hoje, os dispositivos móveis não são mais uma segunda tela, mas uma extensão real – e, muitas vezes, protagonista – para receber, digerir e disseminar as informações recebidas.

      De meros mortais que até então era como éramos tratados pela grande mídia, como depósitos de informações – certas ou erradas, boas ou ruins, favoráveis ou contrárias –, passamos a ser também protagonistas através do “poder” que a tela de um dispositivo móvel nos dá. É incrível e, ao mesmo tempo, muito preocupante. Será que todos os que se manifestam sobre qualquer tipo de assunto estão devidamente preparados para isso? Será que têm bagagem suficiente para criticar? Os ditos “influenciadores” realmente têm o espírito crítico necessário unido à sua responsabilidade de “influenciar” ao publicar seus posicionamentos? São provocações, indagações, não afirmações.

      Quando nos deparamos com as famosas fake news, por sermos ativos através das plataformas sociais, assumimos uma parcela (grande) de responsabilidade ao disseminá-las. Ao receber aquela notícia através do WhatsApp, ou aquele áudio que afirmam ser de uma determinada figura pública e, com nosso “dedinho ansioso”, compartilhamos o conteúdo em grupos com o intuito de dar “furos de reportagem” que até então eram coisa apenas de jornalistas, damos nosso aval àquela informação.

      As pessoas que criam as fake news não estão isentas de responsabilidades – pelo contrário. O que desejo é provocar o leitor a desenvolver seu senso crítico diante da informação que se consome e, com isso, não tomar como verdade tudo aquilo que o impacta. O mesmo “poder” que a tecnologia nos dá para disseminar informações também nos proporciona a possibilidade de investigá-las, contestá-las, analisá-las. No entanto, investigar, contestar e analisar é trabalhoso, exige esforço de pensamento e queima de fosfato.

      A diferença entre as fake news serem desmascaradas ou se transformarem em “verdade” está no pequeno intervalo de tempo entre o momento em que as consumimos e o momento em que clicamos em “encaminhar”.

Danillo Saes é coordenador de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da EAD Unicesumar .


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/. Acesso em: 08 dez. 2019.

Em se tratando de processos de formação de palavras, com frequência, substantivos se formam a partir de verbos, com a introdução de sufixos. Isso acontece, por exemplo, com as palavras do texto: “comunicação”, que vem de comunicar e “comportamento”, que vem de comportar-se. No entanto, em relação ao substantivo “influência”, que vem do verbo “influenciar”, o processo é diferente. Assinale a alternativa que apresenta um substantivo em destaque cuja formação seja semelhante à de “influência”.
Alternativas
Q2861448 Português

Assinale a alternativa que não apresenta a correta análise do processo de formação de palavra.

Alternativas
Q2703850 Português

TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10


Lixo doméstico, problema global

O lixo que produzimos ameaça o meio ambiente e a saúde do planeta. Saiba como se tornar mais sustentável e reduzir a produção de resíduos no dia a dia


Nos últimos 30 anos, a geração de resíduos nas cidades aumentou três vezes mais do que a população urbana. Atualmente, produzimos 1,4 bilhões de toneladas por ano, o que significa que cada um dos sete bilhões de habitantes do planeta é responsável por produzir mais de um quilo de lixo por dia. Isso gera um gasto médio de 25% do orçamento dos municípios com gestão de resíduos sólidos e faz do lixo um dos grandes desafios para a sustentabilidade global.

Segundo dados do Panorama de Resíduos Sólidos 2017 da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), mesmo com todos os esforços de governos e iniciativa privada em 2017, das 214.868 de toneladas/dia de resíduos gerados, 196.050 toneladas não foram coletadas, ou seja, não tiveram o destino correto e provavelmente foram parar na rede pluvial, nos rios e nos mares.

Além de prejudicar inúmeros biomas, o lixo marinho afeta a pesca e o turismo, trazendo prejuízos financeiros, e se estende para além dos territórios dos países produtores, espalhando-se por todos os oceanos. De acordo com a ISWA (International Solid Waste Association), é possível detectar partículas plásticas até em águas praticamente intocadas pelo ser humano. Ilha de Lixo do Pacífico.

Grande parte do lixo nos mares se acumula em forma de ilhas de plástico, depósitos de resíduos que se movimentam em blocos de acordo com as correntes marítimas e acabam “ancorando” em determinadas regiões. O maior desses depósitos de lixo oceânico é conhecido como Ilha de Lixo do Pacífico ou Grande Mancha de Lixo do Pacífico, tem 1,6 milhão de metros quadrados e quase 80 mil toneladas de plástico.

Recentemente, declarou-se guerra ao canudinho plástico, apontado como grande vilão da poluição das águas. De fato, é assustador pensar que 500 milhões de canudos plásticos são utilizados por dia somente nos Estados Unidos considerando que cada um leva até 200 anos para se decompor. No entanto, os canudos representam somente 4% do lixo marinho. O grande volume é de redes e equipamentos de pesca abandonados, que correspondem a 46% dos resíduos plásticos largados no mar. O restante é distribuído em outros itens plásticos, como copos e utensílios descartáveis, brinquedos, sacolas e embalagens.

[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/falando-de-sustentabilidade/noticia/2019/01/07/lixo-domestico-problema-global.ghtml

A palavra sustentabilidade tem em sua formação um:

Alternativas
Q2701579 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Nós atraímos as amizades de forma semelhante aos algoritmos do Facebook

  1. Esses dias estava conversando com um casal de amigos meus e falávamos sobre o quanto é
  2. comum ver pessoas que antes eram muito próximas, eram boas amigas, e de uma hora para
  3. outra, de repente, elas somem da nossa vida e nós não ficamos tristes, ou magoados, ou
  4. ressentidos, etc. Nós simplesmente aceitamos e vamos seguindo nossas vidas. Isso me levou a
  5. refletir com eles sobre a nossa vibração, sobre a energia que a gente emana para as pessoas,
  6. que vai mudando ao longo do tempo e também com o nosso amadurecimento. Hoje em dia
  7. muitos espiritualistas e terapeutas holísticos explicam isso de uma forma elegante e simples.
  8. Tem __ ver com a lei universal do “semelhante atrai semelhante”. Ela se aplica a todos os
  9. campos da vida: amizade, relacionamento amoroso, família, trabalho, espiritualidade, etc. Todos
  10. nós mudamos muito ao longo da vida e seria uma pretensão muito grande querer que amigos de
  11. uma época longínqua fiquem ao nosso lado para sempre. Às vezes acontece, mas, convenhamos,
  12. é muito, muito raro acontecer.
  13. Vale ressaltar que quando vamos mudando nosso comportamento, nossos anseios, nossas
  14. crenças, nossos valores, etc., é também bastante natural que mudemos muito dos ambientes
  15. que frequentamos, os produtos que consumimos ou as páginas de Facebook e Instagram que
  16. seguimos. Isso me levou a refletir sobre a semelhança entre os amigos que atraímos e as
  17. páginas que seguimos no Facebook ou no Instagram. Você provavelmente sabe que as redes
  18. sociais funcionam através de algoritmos que gravam os nossos dados. Por exemplo, eu amo as
  19. páginas que falam sobre Psicologia, Filosofia e Autoconhecimento e sigo muita gente dessas
  20. áreas. O tempo todo aparece para mim novas sugestões de páginas, aparecem livros como
  21. opções de compra e até os amigos em comum que curtem as páginas. É simplesmente
  22. impressionante o poder desses algoritmos. Um dos meus irmãos gosta muito de música, de tocar
  23. instrumentos musicais e já tocou em algumas bandas e festivais. Ele já me contou que aparecem
  24. várias páginas de bandas ou de músicos para ele curtir, exatamente porque são essas as páginas
  25. que ele mais dá curtidas. E também muitos músicos solicitam amizade sem nunca nem terem
  26. trocado uma única palavra.
  27. Da mesma forma se dá com pessoas que, por exemplo, gostam muito de viajar. Aparecem
  28. diversas páginas de turismo e viagens, além de passagens promocionais. Se alguém gosta muito
  29. de maquiagens ou moda, também aparecem diversas páginas e pessoas que curtem para
  30. solicitar amizade. Na nossa vida real acontece de forma semelhante. Você sabia que não existe
  31. algoritmo mais complexo e intrigante do que a nossa mente e as nossas emoções? Elas ______
  32. um poder infinitamente maior do que os computadores mais sofisticados que você vê por aí. Por
  33. isso que algumas pessoas vão embora e nunca mais as vemos de novo. As energias são
  34. diferentes, não há compatibilidade. É como se fossem os polos iguais de um ímã. Você percebe
  35. que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se
  36. juntam.
  37. Nós também somos ímãs para atrair pessoas que vibram de forma semelhante à nossa.
  38. Portanto, concluo esse texto com um convite ao autoconhecimento. Procure ser uma pessoa
  39. melhor a cada dia, porque, sabendo que é assim que a vida funciona, cada vez mais você atrairá
  40. amizades incríveis, pessoas que lhe ajudarão a crescer como ser humano. O seu algoritmo
  41. interno vai entrar em consonância com o algoritmo delas e dessa forma sua vida vai se tornar
  42. mais plena e feliz. Espero que esses insights lhe ajudem a enxergar a vida com um olhar mais
  43. consciente e perceba que esse mundo de mudanças velozes no qual estamos inseridos revela, a
  44. partir da tecnologia, muito do que existe no nosso universo interior…

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:https://www.contioutra.com/nos-atraimos-as-amizades-de-forma-semelhante-aos-algoritmos-do-facebook/

A palavra “ambiente”, utilizada no texto, é formada pelo prefixo de origem latina “ambi”, que, por sua vez, é indicativo de:

Alternativas
Q2701427 Português

A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?

Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT


1 A reforma da previdência é o assunto

2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da

3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a

4 nova Previdência irá remover privilégios e

5 reduzir as desigualdades entre as

6 aposentadorias do setor privado e público. Já

7 a oposição argumenta que as mudanças

8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas

9 quem de fato vai ter de encarar mudanças

10 com a reforma que está no Congresso?

11 Para destrinchar algumas das mudanças

12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL

13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,

14 um dos maiores especialistas em Previdência

15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,

16 vinculado à Universidade de Princeton nos

17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,

18 professora do Instituto de Economia da

19 Universidade Federal do Rio de Janeiro

20 (UFRJ).


21 Contribuição maior para funcionários

22 públicos e da iniciativa privada

23 Dentre as diversas mudanças, há um

24 consenso entre os especialistas de uma

25 medida que ajudará a melhorar a distribuição

26 de renda: a criação de alíquotas de

27 contribuição progressiva para o setor privado

28 e os servidores. Hoje, os empregados da

29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,

30 dependendo do salário. A nova regra prevê

31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,

32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o

33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de

34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para

35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo

36 foi pensado para garantir que quem ganha

37 mais pagará mais que os que ganham menos.

38 "A contribuição progressiva é correta e

39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas

40 deve ser pedida para todas as categorias,

41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.

42 A proposta de reforma para os militares -

43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a

44 contribuição de todos os beneficiários do

45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor

46 integral do rendimento bruto a partir de

47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa

48 contribuição durante o serviço militar

49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem

50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.


51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais

52 para algum grupo?

53 Ainda que individualmente a reforma

54 piore a situação de todos os trabalhadores

55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner

56 defende que quando olhamos o coletivo, a

57 mudança será positiva para a sociedade como

58 um todo. "A partir do momento em que o

59 Governo consiga controlar as contas públicas,

60 o Estado terá maior capacidade de investir

61 recursos em educação e saúde, duas áreas

62 que, quando sofrem cortes, atingem muito

63 mais os mais pobres", afirma.

64 Para o economista, não há dúvida de

65 que na equação das novas regras

66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos

67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um

68 funcionário público, hoje ele se aposenta com

69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao

70 salário integral do benefício, ele terá que

71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a

72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o

73 trabalhador urbano mais pobre será de

74 7,5%", diz.

75 Outro aspecto que pune os mais ricos,

76 segundo o economista, é que, com a reforma,

77 todos os servidores, inclusive deputados,

78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo

79 5.800 reais de aposentadoria.

80 "Proporcionalmente, o custo individual é

81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a

82 reforma é justa. Todo mundo está sendo

83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa

84 que os servidores estão contra", explica

85 Tafner.

86 A visão de Denise Gentil é

87 completamente oposta. Para a economista, a

88 reforma é desalentadora e não combate

89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria

90 a Previdência como estratégia, e sim a

91 reforma tributária. O que o projeto quer é

92 desconstitucionalizar toda a proteção social.

93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão

94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",

95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da

96 UFRJ, as mulheres, professoras, os

97 trabalhadores rurais e os

98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em

100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar

101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na

102 velhice".

103 Na avaliação de Medeiros, dizer que

104 quem pagará mais o ônus das mudanças na

105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.

106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos

107 fazer é uma reforma que alie

108 responsabilidade fiscal com responsabilidade

109 social. Esse projeto foi desenhado de tal

1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,

111 mas o ideal é fazer mudanças para que os

112 pobres percam menos", diz.

113 Para o pesquisador, a distribuição das

114 aposentadorias é hoje extremamente

115 concentrada, e é ainda maior que a

116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso

117 traz uma mensagem importante. Se você

118 economizar no topo, você economiza a maior

119 parte dos recursos. Se você não fizer

120 concessões para as categorias que estão no

121 topo, você consegue economizar muito mais

122 que apertando as pessoas da parte de baixo",

123 explica Medeiros.

124 Apesar de avaliar que a reforma traz

125 uma série de medidas positivas, o

126 pesquisador afirma que o Governo continua

127 lançando medidas que protegem professores,

128 militares, policiais, mas não está interessado

129 em propor medidas para ajudar os mais

130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,

131 mas não se preocupa em melhorar a

132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É

133 compreensível dado o rombo nas contas, mas

134 para os mais pobres é necessário criar

135 mecanismos de proteção um pouco

136 melhores", conclui.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado

A significação do sufixo difere de “ação ou resultado dela” na palavra

Alternativas
Q2701365 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A sabedoria dos patos


  1. Certa vez estava ouvindo um programa de rádio em que achei muito interessante a
  2. abordagem motivacional e metafísica que o professor e terapeuta Marcello Cotrim levantou para
  3. elucidar que os patos têm uma sabedoria maravilhosa a nos transmitir. Ele fez um comparativo
  4. entre os arquétipos da águia e do pato. A águia é um animal lindíssimo, tem força, tem
  5. resistência, tem longevidade, tem uma visão de longo alcance, voa acima das nuvens. Além
  6. disso, existe uma famosíssima lenda da renovação da águia, segundo a qual, quando chega à
  7. metade do seu tempo de vida, ela passa por um processo doloroso de renovação das penas, das
  8. unhas e do bico. Ela vai para as mais altas montanhas e fica lá, solitária, batendo o bico nas
  9. pedras até ele cair, depois espera pacientemente que nasça um novo. Em seguida, ela arranca as
  10. penas e unhas e se prepara para um novo ciclo de vida.
  11. Essa lenda da renovação da águia é vista por nós como o processo de sofrer para crescer,
  12. sofrer para se renovar, viver a solidão para conseguir se superar, etc. Se observarmos bem, o
  13. arquétipo da águia é como o de um mártir, alguém que sofre, mas que se torna maior do que as
  14. outras pessoas, se torna indelével. No mundo em que vivemos, quase todos querem se tornar
  15. inesquescíveis, porque isso soa bonito, dá uma sensação imensa de ser importante, de ser
  16. insubstituível. Porém, o risco está em querer ser águia o tempo inteiro. Isso é muito
  17. desgastante, é você se esforçar para ser sempre o melhor em tudo e alcançar patamares
  18. incomparáveis. A grande verdade é que ninguém consegue ser o melhor em tudo, e o barato da
  19. vida é exatamente esse, porque dessa forma podemos nos unir com outras pessoas, podemos
  20. pedir ajuda e fazer parcerias interessantes.
  21. Essa ideia coletiva que se tem das águias reforça um perfil mais egoísta e autossuficiente,
  22. como se não precisássemos uns dos outros. É nessa hora que entra a figura do pato. Ele é meio
  23. desengonçado na forma de andar, sabe nadar, mas não é exímio nadador, também consegue
  24. voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes, etc. Perceba! Ele consegue
  25. transitar pela terra, pela água e pelo ar. Que animal além dele consegue fazer isso? Em outras
  26. palavras, o pato é multitarefas. Tem talentos diversos, mas está longe de ser um especialista em
  27. suas capacidades. Olhar para esse animal e pegar esse modelo para a nossa vida é incrível,
  28. porque a vida não nos exige que sejamos os melhores em tudo e o tempo todo. Somos nós que
  29. nos autoimpomos esse padrão que, por vezes, chega até a nos adoecer.
  30. No mundo hipermoderno que vivemos hoje, o ideal é que desenvolvamos nossos potenciais
  31. diversos, sem querermos ser os melhores em tudo. Vale ressaltar que existem águias em todas
  32. as áreas da vida e em todas as profissões, mas não adianta ficar se comparando, porque na
  33. comparação nos menosprezamos e deixamos de fazer algo bom, que poderia ajudar a nós
  34. mesmos e aos outros. Por exemplo, eu escrevo bem, mas sei que não sou o melhor na arte da
  35. escrita. Não sou um Machado de Assis, porém, se eu não escrevesse, seria menos feliz e
  36. realizado do que sou e deixaria de levar conhecimentos e consciência para centenas de pessoas.
  37. Gosto de jogar basquete, mas estou longe, absolutamente longe de ser um Michael Jordan ou
  38. Lebron James. Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra,
  39. deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte.
  40. Poderia citar mais exemplos, mas com esses acho que já deu para você entender! O resumo
  41. de tudo é isso. Faça! Não queira se comparar com as águias. Sempre existirão águias em todas
  42. as áreas, mas entre ser uma águia, perita em apenas uma coisa, e ser um pato, que se esforça
  43. para desenvolver diversos talentos, sem autoexigência, é preferível ser como um pato! Sem
  44. contar que os patos vivem em bandos, eles muito facilmente se organizam em equipe e não tem
  45. o pato-alfa, que lidera a todos, não! Imitando o arquétipo do pato podemos até ser amigos
  46. melhores, sem querermos ser o chefe, o comandante.

Texto adaptado especialmente para esta prova.

Disponível em: https://www.contioutra.com/a-sabedoria-dos-patos/.



O termo “hipermoderno” (l. 30) é formado pelo prefixo grego “hiper”, que, por sua vez, é indicativo de:

Alternativas
Q2695376 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto, com atenção, e responda às questões 01 a 10.


FILOSOFIA POLÍTICA


1 Entre as diversas questões que a filosofia visa investigar, pode-se perguntar sobre como é e como deveria ser o

convívio em sociedade. Se for investigada a palavra política, que vem do grego, será compreendido

que politika refere-se aos assuntos da cidade (pólis). É nesse sentido que, em filosofia política, pergunta-se sobre a

natureza das leis, a natureza do governo, a origem da organização social e sobre qual seria a melhor forma de

5 convívio entre os indivíduos. Todos esses temas nos levam a pensar sobre o espaço público, que é o espaço da

política.

O primeiro filósofo a sistematizar uma ideia política foi Platão (428-7 – 348-7 a.C.). Ele escreveu sobre o assunto

principalmente em dois livros, A república e As leis. Nesses livros, apresenta a ideia de que uma sociedade bem

ordenada é aquela onde cada indivíduo desempenha a função na qual é mais habilidoso. Os hábeis com as mãos

10 devem ser artesãos, os fortes devem proteger a cidade e os sábios devem governá-la. Platão pensa também sobre

como deve ser a educação nessa cidade ideal, para conseguir desenvolver em cada criança o seu potencial a fim de

que possa executar melhor a sua função. Cada indivíduo, para ele, será livre enquanto estiver cumprindo as leis,

criadas com o intuito de melhor conduzir a cidade.

Ainda no mundo grego, Aristóteles (384 – 322 a.C.) vai discordar de Platão. Em Política, Aristóteles pensa que a

15 cidade ideal de Platão, onde há prioridade daquilo que é público sobre aquilo que é privado, não funcionaria muito

bem. Para ele, as pessoas dão mais valor ao que pertence a si mesmo, do que ao que pertence a todos. Aristóteles

se preocupou menos com hipóteses de uma sociedade perfeita e mais em compreender a realidade política de seu

tempo, estudando as leis de diferentes cidades e as formas de governo existentes. A melhor forma de organização

política, defendida por ele, é um sistema misto de democracia e aristocracia, chamado politia, para evitar os conflitos

20 de interesses entre os ricos e os pobres. É dele também a ideia de que o homem é um animal político, isto é, que faz

parte da natureza humana se organizar politicamente. A ideia de que é natural se organizar politicamente perdurou

até o séc. XVII. [...]

Pensando na ideia de que a sociedade se organiza a partir de um contrato social, John Locke (1632 – 1704), em

seus dois tratados políticos, escreveu que antes da formação das sociedades os indivíduos não viviam em guerra,

25 pois estavam debaixo de leis naturais. Para ele, é natural a garantia da vida, e os homens racionais respeitariam

essa lei. A formação das sociedades ocorre pela necessidade da garantia da propriedade. O melhor governo, para

Locke, é aquele que garanta os direitos à vida, liberdade, propriedade e de se revoltar contra governos injustos e leis

injustas. [...]

CELETI, Filipe Rangel. Filosofia política. Disponível em: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/filosofia-politica.htm>. Acesso em: 14 set. 2019. Adaptado.

Os termos destacados no trecho “A formação das sociedades ocorre pela necessidade da garantia da propriedade.” (linhas 28-29) foram formados pelo processo de formação de palavras denominado

Alternativas
Q2225872 Português
Utilize o texto abaixo para responder à questão.

AS CARIDADES ODIOSAS

Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

- Um doce, moça, compre um doce para mim.

Acordei finalmente. O que estivera pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.

Sem olhar pra os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você...

Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

- Que outro você quer? Perguntei ao menino escuro. Este, que mexendo as mãos e a boca ainda esperava com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhoume um instante e disse com delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

- Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levantando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertálos. Mesmo os doces estavam tão acima do menino escuro. E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeira olhava tudo:

- Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar.

Fui embora, com rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... e para isso fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora necessário que outros não lhe tivessem dado doces.

E as pessoas que tomavam sorvete? Agora, o que eu queria saber com autocrueldade era o seguinte: temera que os outros me vissem ou que os outros não me vissem? O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria sido piedade já se estrangulara sob outros sentimentos. E, agora, sozinha, meus pensamentos voltavam lentamente a ser os anteriores, só que inúteis. (...)
(LISPECTOR, Clarice. As caridades odiosas. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1984. p.380-3.)
Além de indicar diminutivo, o sufixo (inho/-zinho) é usado, pelos falantes da Língua Portuguesa, com outros significados. Das alternativas abaixo, indique a que apresenta uma explicação adequada para o uso desse sufixo.
Alternativas
Q2052125 Português

Texto 2


    Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.

     Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.

     Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.

     O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.

  Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”

(O Povo, 16/04/32).

(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014. p. 119-121).

O elemento mórfico destacado tem sua classificação mórfica e seu valor gramatical ou semântico corretamente indicado entre parênteses somente no item:
Alternativas
Q2046602 Português
Passagem pela adolescência

    "Filho criado, trabalho redobrado." Esse conhecido ditado popular ganha sentido quando chega a adolescência. Nessa fase, o filho já não precisa dos cuidados que os pais dedicam à criança, tão dependente. Mas, por outro lado, o que ele ganha de liberdade para viver a própria vida resulta em diversas e sérias preocupações aos pais. Temos a tendência a considerar a adolescência mais problemática para os pais do que para os filhos. É que, como eles já gozam de liberdade para sair, festejar e comemorar sempre que possível com colegas e amigos de mesma idade e estão sempre prontos a isso, parece que a vida deles é uma eterna festa. Mas vamos com calma porque não é bem assim.
    Se a vida com os filhos adolescentes, que alguns teimam em considerar um fato aborrecedor, é complexa e delicada, a vida deles também o é. Na verdade, o fenômeno da adolescência, principalmente no mundo contemporâneo, é bem mais complicado de ser vivido pelos próprios jovens do que por seus pais. Vejamos dois motivos importantes.
    Em primeiro lugar, deixar de ser criança é se defrontar com inúmeros problemas da vida que, antes, pareciam não existir: eles permaneciam camuflados ou ignorados porque eram da responsabilidade só dos pais. Hoje, esse quadro é mais agudo ainda, já que muitos pais escolheram tutelar integralmente a vida dos filhos por muito mais tempo.
    Quando o filho, ainda na infância, enfrenta dissabores na convivência com colegas ou pena para construir relações na escola, quando se afasta das dificuldades que surgem na vida escolar - sua primeira e exclusiva responsabilidade -, quando se envolve em conflitos, comete erros, não dá conta do recado etc., os pais logo se colocam em cena. Dessa forma, poupam o filho de enfrentar seus problemas no presente, é claro, mas também passam a ideia de que eles não existem por muito mais tempo.
    É bom lembrar que a escola - no ciclo fundamental - deveria ser a primeira grande batalha da vida que o filho teria de enfrentar sozinho, apenas com seus recursos, como experiência de aprender a se conhecer, a viver em comunidade e a usar seu potencial com disciplina para dar conta de dar os passos com suas próprias pernas.
    Em segundo lugar, o contexto sociocultural globalizado atual, com ideais como consumo, felicidade e juventude eterna, por exemplo, compromete de largada o processo de amadurecimento típico da adolescência, que exige certa dose de solidão para a estruturação de tantas vivências e, principalmente, interlocução. E com quem os adolescentes contam para conversar?
    Eles precisam, nessa época de passagem para a vida adulta, de pessoas dispostas a assumir o lugar da maturidade e da experiência com olhar crítico sobre as questões existenciais e da vida em sociedade para estabelecer com eles um diálogo interrogador. Várias pesquisas já mostraram que os jovens dão grande valor aos pais e aos professores em suas vidas. Entretanto, parece que estamos muito mais comprometidos com a juventude do que eles mesmos.
    Quem leva a sério questões importantes para eles em temas como política, sexualidade, drogas, ética, depressão e suicídio, vida em família, vida escolar, violência, relações amorosas e fidelidade, racismo, trabalho etc.? Quando digo levar a sério me refiro a considerar o que eles dizem e dialogar com propriedade, e não com moralismo ou com excesso de jovialidade. E, desse mal, padecem muitos pais e professores que com eles convivem.
     Os adolescentes não conseguem desfrutar da solidão necessária nessa época da vida, mas parece que se encontram sozinhos na aventura de aprender a se tornarem adultos. Bem que merecem nossa companhia, não?

SAYÃO, Rosely. “As melhores crônicas do Brasil”. In cronicasbrasil.blogspot.com/search/label/Adolescência.
Os vocábulos sublinhados no trecho “e não com moralismo ou com excesso de jovialidade” (8º §) são derivados sufixais, formados, respectivamente, pelos sufixos “-ismo” e “-idade”. Os dois sufixos são formadores de nomes substantivos e significam, respectivamente:
Alternativas
Q2045529 Português
Assinale a alternativa na qual o sufixo não originou substantivo de adjetivo:
Alternativas
Q2040163 Português
Quanto à flexão de gênero das palavras sublinhadas, analisar os itens abaixo:
I. A freguês não ficou contente. II. A diácona é muito sábia. III. Os alunos acompanham a mestra.
Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Respostas
721: D
722: E
723: C
724: C
725: B
726: B
727: D
728: C
729: D
730: C
731: B
732: E
733: C
734: B
735: A
736: B
737: A
738: B
739: A
740: C