Questões de Concurso Sobre estrutura das palavras: radical, desinência, prefixo e sufixo em português

Foram encontradas 1.731 questões

Q2055369 Português
Texto 2

A infração que mais incomoda o motorista é a mesma que cresce anualmente em SP

(Texto modificado especificamente para este concurso.
Texto original de Maurício Oliveira, no jornal
O Estado de S. Paulo, 29-09-22-
Economia e Negócios – B7)

   1º § O uso do celular é um problema para o trânsito nacional. A infração gravíssima aumenta o risco de acidentes em até 400%, atrapalha o tráfego e ______ (tem - têm) crescido anualmente. Ao mesmo tempo, é apontada como a atitude que mais incomoda outros condutores.

    2º § Levantamento divulgado pela concessionária CCR na última semana indica que para 31% dos motoristas o que mais irrita no trânsito é ver outra pessoa ao telefone enquanto ______ (dirige - dirije). O estudo foi realizado em 11 praças de pedágio no Estado de São Paulo e ouviu 8.979 pessoas.

   3º § Se incomoda ver o outro ao celular, ______ (porque - por que) grande parte da população não deixa de cometer essa infração gravíssima? O número de multas no Estado de São Paulo pelo uso do telefone ao volante quase dobrou, saltando de 6,9% no primeiro semestre de 2021 para 12,5% no mesmo período de 2022. Nada menos que 77,7% dessas multas foram registradas na capital, na qual 600 motoristas são flagrados por dia cometendo a irregularidade.
   
    4º § Apesar do nível semelhante de risco, o ato de usar celular ao volante ainda não sofre a mesma pressão social que dirigir alcoolizado e a prerrogativa legal é mais branda”, avalia Mauro Voltarelli, gerente de Educação Para o Trânsito do Detran-SP.
   
   5º § Essa infração gera sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 293,47. A autuação pode ser combinada com outro tipo de infração, a condução de veículo sem as duas mãos ao volante, com valor de R$ 130,16 e mais cinco pontos na carteira.
   

    6º § Voltarelli informa que, para quem está dirigindo, é proibido não apenas segurar o celular, mas também mexer no aparelho mesmo quando ele está no suporte instalado no painel. Outro ponto importante é que estar parado no semáforo ou em ritmo lento durante um congestionamento não são situações que liberam o uso do celular.

        Estudo

     7º § Qualquer distração acrescenta ao ato de dirigir uma série de variáveis que fogem do controle do motorista — e o celular se tornou a mais comum e perigosa das distrações. Conduzir um veículo é tarefa que exige atenção plena. “Infelizmente, muita gente ainda resiste a esse entendimento básico”, observa o médico Antônio Meira Jr., presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) (...). 
Na área da Descrição Linguística, especificamente a de morfemas, tem-se as formações por prefixo e por sufixo. Assinale a palavra que possua ambas as formações (prefixo + radical + sufixo).
Alternativas
Q4140245 Português

Leia o texto para responder a questão.



PSYCHO KILLER


Qual é o psicopata mais realista da história do cinema?


Por Revista Super no Instagram



    Não há programa melhor para uma sexta-feira 13 do que assistir a algum filme de terror ou suspense. O que nos leva ao assunto de hoje: psicopatas do cinema. O quão realistas eles são? Essa pergunta foi respondida por psicólogos forenses da Bélgica. Eles garantem que filmes são, sim, úteis para que o público em geral entenda melhor os psicopatas. Mas nem todos.

    Existe um estereótipo tradicional chamado de "psicopata de Hollywood": esse tipo de personagem é muito inteligente, gosta de "estímulos intelectuais" como música clássica e arte, tem uma carreira de prestígio e é calmo e calculista. Ele é tão ardiloso que é capaz de prever o que suas vítimas vão fazer antes mesmo que elas o façam, e é muito habilidoso na arte de matar sem deixar rastros.

    Se seu psicopata cinematográfico favorito se enquadra em alguns desses fatores, lamento: eles não tem nada a ver com o diagnóstico de psicopatia da vida real. Já cai fora, por exemplo, o Patrick Bateman, de "Psicopata Americano".

    Aliás, Bateman e outros renomados personagem como Travis Bickel de "Taxi Driver" e Norman Bates de "Psicose" seriam melhor enquadrados, segundo os pesquisadores, como psicóticos, e não psicopatas, já que tem experiências de desconexão com a realidade e delírios (ou melhor, "ideações delirantes").

    Para o estudo belga, psicólogos e psiquiatras forenses assistiram a 400 filmes. Descontando os personagens exageradamente caricatos ou com poderes mágicos, sobraram 126 potenciais psicopatas para serem classificados.

    Os filmes mais antigos eram, na maioria, os que retratavam os psicopatas menos realistas. A coisa melhora depois dos anos 1950 – mas aí esse tipo de personagem é substituído pelos "slashers", os maníacos responsáveis por massacres de filmes de terror como Freddy Krueger ("A Hora do Pesadelo"), Leatherface ("O Massacre da Serra Elétrica)" e o Jason ("Sexta-feira 13)".

    Só nos anos 1980 que começamos a ter a era dos "psicopatas funcionais", que conseguem se encaixar razoavelmente na sociedade, mas escondem uma dimensão assustadora da própria personalidade. O curioso é que os pesquisadores notaram que esses personagens começam a aparecer no cinema depois que criminosos psicopatas da vida real ganharam projeção (como Ted Bundy e John Wayne).

    Mas isso também reforçou a ideia de que psicopatas são gênios invulneráveis, astuciosos e calculistas impossíveis de parar – o que não se classifica, para os psiquiatras belgas, como um retrato realista. Cai fora do páreo, então, personagens do tipo do Doutor Hannibal Lecter ("O Silêncio dos Inocentes").

    Nos anos 1990 e 2000, o cinema começa a ficar mais pé no chão quanto aos seus psicopatas (e a ciência e a medicina também passam a entender melhor o diagnóstico). Eles se tornaram mais vulneráveis, menos maníacos.

    Os pesquisadores acham Gordon Gekko, de "Wall Street", um personagem verossímil: ele representa o grupo de psicopatas funcionais que conseguem se adaptar e tirar vantagem de seus déficits emocionais para ter sucesso no mercado financeiro.

    Nenhum deles, no entanto, ganha o troféu de psicopata do cinema mais realista, do ponto de vista clínico. Esse título ficou com Anton Chigurh, personagem de Javier Barden em "Onde os Fracos Não Têm Vez". "Ele é o típico psicopata primário e idiopático", diz o estudo – o que quer dizer que a causa para seu comportamento não é óbvia, nem parece estar associada a nenhum trauma ou experiências na infância, por exemplo.

    Além disso, Chigurh se mostra incapaz de demonstrar amor, vergonha ou remorso – e não consegue perceber suas peculiaridades emocionais. Ele não aprende com os erros do passado, é completamente desprovido de empatia, mas cheio de sangue-frio, crueldade e determinação.

    Segundo os autores do estudo, dá para traçar paralelos entre várias dessas características do personagem de Barden com um psicopata da vida real, no caso, Richard Kuklinski, um assassino de aluguel que afirma ter matado mais de 100 pessoas.



Disponível em https://www.instagram.com/p/Cdg_n3LKRNE/

Analise o terceiro parágrafo e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4136407 Português


 (Fonte:Jornal O Estado de S. Paulo, 31 de dezembro de 2020 - 03h00)

 Sobre o processo de formação da palavra “retrospectivista”, marque a alternativa correta (l. 2). 
Alternativas
Q4134996 Português

Leia os textos a seguir para responder à questão.



Texto 1


Aprovada PEC da Economia Solidária; texto vai à Câmara.



Disponível em: www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/05/03. Acesso em: 16 ago. 2022. (Adaptado).



Texto 2


O que é economia solidária?





Disponível em: https://aventuradeconstruir.org.br/o-que-e-economia-solidaria/. Acesso em: 16 ago. 2022. (Adaptado)

No texto 1, as palavras “desemprego” (linha 23) e “individualismo” (linha 25) são formadas, respectivamente, pelos mesmos processos morfológicos que
Alternativas
Q4115592 Português
Mesmo nossa língua oficial sendo o português é comum cada cantinho desse Brasil imenso ter seu dialeto próprio, com infinidades de gírias, como no caso da possessão dos paulistas (né, meu?), ou o “Xuxismo” dos cariocas (é bixcoito, merrrmão!).

E isso não é diferente na região nordeste do país. Na Bahia, por exemplo, o “baianês” ganhou uma página no Facebook, chamada “Baiano Fala Assim“, para explicar como funciona esse dialeto maravilhoso. Então, tire de tempo não, binho, e venha vê como é que baiano fala que esse troço é muito bala!

Aliás, binho é o apelido de todo mundo na Bahia. Quando não se sabe o nome, ou simplesmente quando a gente quer te chamar de um jeito carinhoso, o jeito é chamar de binho ou binha.

Agora, barulho de unha arranhando no quadro negro, faca quando risca o prato, barulho de isopor esfregando, lixa passando na unha dá uma ginge lascada!


Disponível em: < https://catracalivre.com.br/criatividade/pagina-baianofala-assim-explica-significado-de-girias-baianas/>. Adaptado.
O termo “baianês” é um exemplo de 
Alternativas
Q4115336 Português
Por que jovens estão fazendo tanta cirurgia plástica?

Estudo aponta que a procura por procedimentos de nariz e queixo aumentou por conta das distorções de características faciais causadas pelas selfies.

    Com distorções irreais de características faciais, as “selfies” causam um efeito que pode gerar um aumento nos pedidos de cirurgia plástica desnecessárias. É o que mostra um estudo recente publicado na Plastic & Reconstructive Surgery.
    “Os jovens são mais afetados por este fenômeno”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Chefe do Setor de Rinologia da UNIFESP e cirurgião instrutor do DallasRinoplasthy. “O fato de se ter uma câmera nas mãos a todo momento é um convite para o autorretrato de todos os ângulos e em todas as situações. Isso gera frustração, pois sempre existe um ângulo que desagrada, principalmente se compara com fotos de outras pessoas nas redes sociais ignorando o fato de que muitas delas são produzidas e manipuladas digitalmente”, completa.
    O estudo aponta, inclusive, que pacientes utilizam cada vez mais as fotografias tiradas de câmeras de smartphone para discutir com um cirurgião plástico. Há uma relação documentada entre o aumento de selfies e os pedidos de rinoplastia – ou cirurgia para alterar a aparência do nariz – principalmente entre os mais jovens, assim como a mentoplastia, já que esses retratos costumam alterar a aparência do nariz e do queixo. 
    Mas como as câmeras podem distorcer as imagens, especialmente quando são tiradas de perto, as selfies podem não refletir a verdadeira aparência de um indivíduo, segundo a pesquisa. Outro ponto apontado pelo trabalho que influencia o crescimento de procedimentos estéticos é a excessiva quantidade de horas observando imagens milimetricamente editadas para atingir a “perfeição”. “A adolescência é uma fase na qual a autoestima ainda depende muito de uma boa aparência, logo, aparecer bem nas selfies torna-se quase que uma obrigação”, pontua Farinazzo.” Isso leva o jovem a procurar formas de se sentir melhor e a cirurgia é uma delas”, acrescenta. Sem contar que os adolescentes estão cada vez mais informados e seguros daquilo que os incomodam e o que pode ser mudado. “Isso é influência de um mundo conectado e com grande disponibilidade de informação. As selfies apenas realçam o objeto do incômodo”, diz o médico.
    (...) “Quando um paciente percebe, por conta de sua foto, um nariz maior do que realmente é, cabe ao médico, em uma conduta ética e correta, tentar fazê-lo entender que aquilo não corresponde à realidade.” Para o caso em que há uma indicação cirúrgica de fato, o cirurgião plástico argumenta que não existe problema em fazer cirurgia em adolescentes. “A indicação está mais ligada ao problema do que à idade do paciente. Mas é importante uma boa conversa com o médico antes de qualquer procedimento. As pessoas estão cada vez mais críticas, e isso gera uma expectativa maior em relação aos resultados de uma cirurgia. Procure um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e busque também recomendações”, finaliza Farinazzo.


(BLANES. Simone. Por que jovens estão fazendo tanta cirurgia plástica? Veja, 2022. Disponível em: https://veja.abril.com.br/comportamento/ por-que-jovens-estao-fazendo-tanta-cirurgia-plastica/. Acesso em: 13/05/2022. Adaptado.)
Prefixos e sufixos são morfemas que se ligam ao radical das palavras, acrescentando-lhes significados. Com base nessas informações, selecione a alternativa em que o sentido do prefixo ou do sufixo destacado foi INCORRETAMENTE apontado nos colchetes. 
Alternativas
Q4114631 Português
Prefixos e sufixos são morfemas que se ligam ao radical das palavras, acrescentando-lhes significados. Com base nessas informações, selecione a alternativa em que o sentido do prefixo ou do sufixo destacado foi INCORRETAMENTE apontado nos colchetes. 
Alternativas
Q4114431 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Jovens comprometidos com a preservação do planeta


Estudantes secundaristas de diferentes países têm demonstrado uma consciência ecológica capaz de mudar o nosso mundo. 


    A cidadania está diretamente relacionada ao fato de uma pessoa ter mais consciência ecológica, valor social que tem a ver com a própria sobrevivência. Embora ainda falte muita consciência ecológica, a juventude de nosso planeta tem defendido políticas capazes de transformar o mundo para as futuras gerações.

    Tanto a preservação do meio ambiente e das fontes de água como as práticas de uso racional dos recursos naturais, redução da geração de resíduos sólidos, saneamento básico, energia verde, limpeza urbana, lixo reciclável e prevenção de incêndio florestais são temas de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável. Inclusive, a consciência ecológica impulsiona novos negócios, já que muitos são consumidores preocupados com a sustentabilidade.

    O protagonismo da juventude com as questões socioambientais tem levado muitas empresas a fabricar os chamados produtos verdes, assim como vários novos negócios foram abertos por iniciativa de jovens preocupados com as políticas de defesa do meio ambiente.

Adolescente sueca mobiliza jovem do mundo todo

     Greta Thunberg, a adolescente sueca que se tornou ativista pelo clima e recebeu o prêmio Anistia Internacional com o título de Embaixadora da Consciência 2019, inspirou milhões de estudantes secundaristas de mais de 100 países a exigir dos governantes a criação de políticas ambientais de preservação e sustentabilidade. A secundarista sueca faz questão de dar o exemplo, tomando atitudes para reduzir sua própria pegada de carbono. Segundo informações do G1, desde que tinha 16 anos Greta falta às aulas todas as sextas-feiras para protestar contra as mudanças climáticas e o aquecimento global em frente ao Parlamento da Suécia, localizado em Estocolmo. Ela foi indicada ao Nobel da Paz e venceu o Prêmio Liberdade, e doou mais de R$ 100 mil que ganhou a quatro organizações envolvidas em lutas contra as mudanças climáticas: Care, Greenpeace, Adaptation Fund e 350.org.

    A jornalista Elida Oliveira publicou a reportagem "Estudantes vão às ruas em protesto global contra mudança climática" no site G1,demonstrando que a atitude de Greta Thunberg ampliou o movimento chamado "Fridays for Future"(Sextasfeiras pelo futuro) que mobilizou milhões de estudantes secundaristas em março de 2019, em que uma greve estudantil abrangendo mais de dois mil eventos em 123 países, incluindo o Brasil, quando 20 cidades receberam os protestos inspirados pelas palavras de Thunberg: "Vivemos uma crise existencial ignorada durante décadas. Se não agirmos agora, será muito tarde".

Pegada de Carbono

    Apegada de carbono (carbon footprint) é uma metodologia criada para medir as emissões de gases de efeito estufa já que são emitidos na atmosfera durante o ciclo de vida de um produto, processos ou serviços, tais como a queima de combustíveis fósseis, a criação de pastagem para gado, o desmatamento, as queimadas, a produção de cimento. Assim, o método serve para analisar os impactos que causamos na atmosfera e as mudanças climáticas. A utilização de embalagem recicláveis ou recicladas, alimentos orgânicos, sacolas retornáveis, bicicleta e transporte coletivo, por exemplo, contribuem para a redução da pegada de carbono de um determinado indivíduo.


(Almanaque de Atualidades)

Ocorre forma diferenciada na marcação de gênero pela desinência em:
Alternativas
Q4105529 Português

Homeschooling

Por Audry Branco



(Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/homeschooling.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre as palavras abaixo, retiradas do texto, analise as seguintes assertivas:

I. Na palavra “diversas”, “a”, que está em negrito, é vogal temática.
II. As palavras “judicialmente” e “criminalmente” apresentam sufixo adverbial.
III. Em “intelectual”, observa-se o emprego do prefixo in-.
IV. As palavras “educando” e “educador” apresentam o mesmo radical.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4104808 Português
Não há correlação adequada em qual alternativa? 
Alternativas
Q4099519 Português
No que tange à Estrutura e Formação de Palavras da Língua Portuguesa, à luz do que preconiza Cegalla, avalie as afirmações que seguem, assinando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Raiz, radical e tema são elementos básicos e significativos.

( ) Vogal de ligação e consoante de ligação são elementos de ligação ou eufônicos.

( ) Afixos (prefixos, sufixos), desinência, vogal temática são elementos modificadores da significação do radical.

( ) Todos os elementos acima citados denominam-se morfemas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4095212 Português
A LÍNGUA, A FALA E AS PALAVRAS

(1º§) A língua é um instrumento de comunicação, composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas, as quais podem agir sobre ela. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. Por outro lado, não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. Dessa forma, cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária, originando a fala.

(2º§) A língua é uma das realidades mais fantásticas da nossa vida. Ela está presente em todas as nossas atividades. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua, mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da maneira que ele quiser, da sua forma individual.

(3º§) Nós vivemos entrelaçados pelas palavras; elas estabelecem todas as nossas relações e nossos limites, dizendo quem somos, quem são os outros, onde estamos, o que vamos fazer, o que fizemos. Nossos sonhos são povoados de palavras; todas as nossas emoções e sentimentos se revestem de palavras. O mundo inteiro é um magnífico e gigantesco bate-papo.


(FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristóvão. Prática de Texto. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 1992. p.9 -(Adaptado.).
Analise as assertivas com V, para verdadeiro, ou F, para falso:
(__)O texto contém frases que identificam opinião pessoal e também opinião coletiva quando a voz do texto usa pronomes e verbos de primeira pessoa do plural.
(__)A numeração crescente do trecho: "Cada membro da¹ comunidade pode optar por² esta ou aquela forma de³ expressão" - identifica: uma contração prepositiva imposta pela regência nominal, uma preposição imposta pela regência verbal, uma preposição imposta pela regência nominal.
(__)No trecho: "Todas as nossas emoções e sentimentos se revestem de palavras" - temos exemplo de próclise.
(__)Considere o código: C(Consoante) e V(Vogal), para identificar o padrão silábico obedecido pelo termo "palavras": C / V / C / V / C / C / V / C.
(__)No texto, existem informações que comprovam identificação de características de: língua, fala, linguagens e palavras num contexto personalizado.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4084897 Português
O termo POVOADO é formado por: 
Alternativas
Q4084582 Português
Existem algumas estratégias que podemos utilizar que ajudam a encontrar o significado das palavras que não conhecemos ou que são de difícil entendimento.
LAPKOSKI, Graziella Araújo de Oliveira. Do texto ao sentido: teoria e prática de leitura em língua inglesa. Curitiba: Intersaberes, 2012. p. 101.


Considerando-se algumas estratégias para lidar com o vocabulário, usar partes da palavra (morfologia) significa
Alternativas
Q4082305 Português
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente por dois processos morfológicos: 1. Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria) e 2. Composição (justaposição e aglutinação).
Leia este excerto de um poema de Carlos Drummond de Andrade.
“Que pode uma criatura senão Entre criaturas, amar? Amar e esquecer, amar e malamar Amar, desamar, amar?”
Disponível em:https://www.letras.mus.br/carlos-drummond-de-andra-de/1005569/ . Adaptado.


No poema acima, a palavra “desamar” é formada por
Alternativas
Q4080635 Português
Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil


As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.

Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.

Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.

Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.

As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.

Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida."

A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.

Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.

Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.

O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.

Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.

Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.

O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".

"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
Analise o trecho a seguir retirado do texto "Desmonte das bibliotecas públicas evidencia o desinvestimento cultural e educacional no Brasil"

Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática.

A respeito desse trecho em específico, analise as afirmações a seguir:

I - Podemos afirmar que "mercadorização" é um neologismo, que significa processo pelo qual o âmbito educacional é transformado em nicho de mercado.
II - Por associação, a palavra "consumo" nesse trecho ganhou um novo significado, para além daquele mais tradicional com o qual a palavra geralmente é empregada.
III - O trecho elogia a mercadorização, pois este é o processo pelo qual o leitor, transformado em consumidor, prepara-se melhor para a sua construção de conhecimento.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4078718 Português
Sobre o neologismo, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
Alternativas
Q4078717 Português
Sobre processos de formação de palavras, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4077654 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil 

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.

Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.

Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.

Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas, bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.

As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.

Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida."

A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.

Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.

Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.

O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.

Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.

Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.

O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".

"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
Analise o trecho a seguir retirado do texto "Desmonte das bibliotecas públicas evidencia o desinvestimento cultural e educacional no Brasil"
Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática.
A respeito desse trecho em específico, analise as afirmações a seguir:
I - Podemos afirmar que "mercadorização" é um neologismo, que significa processo pelo qual o âmbito educacional é transformado em nicho de mercado.
II - Por associação, a palavra "consumo" nesse trecho ganhou um novo significado, para além daquele mais tradicional com o qual a palavra geralmente é empregada.
III - O trecho elogia a mercadorização, pois este é o processo pelo qual o leitor, transformado em consumidor, prepara-se melhor para a sua construção de conhecimento.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4075574 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.
Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.
Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.
Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.
As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.
Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida." 
A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.
Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.
Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.
O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.
Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.
Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.
O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".
"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
Analise o trecho a seguir retirado do texto "Desmonte das bibliotecas públicas evidencia o desinvestimento cultural e educacional no Brasil"
Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática.
A respeito desse trecho em específico, analise as afirmações a seguir:
I - Podemos afirmar que "mercadorização" é um neologismo, que significa processo pelo qual o âmbito educacional é transformado em nicho de mercado.
II - Por associação, a palavra "consumo" nesse trecho ganhou um novo significado, para além daquele mais tradicional com o qual a palavra geralmente é empregada.
III - O trecho elogia a mercadorização, pois este é o processo pelo qual o leitor, transformado em consumidor, prepara-se melhor para a sua construção de conhecimento.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
501: E
502: C
503: C
504: C
505: B
506: B
507: B
508: C
509: B
510: C
511: A
512: B
513: D
514: D
515: C
516: B
517: B
518: D
519: C
520: E