Questões de Concurso Sobre encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato em português

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Q2401379 Português
Texto 1


Brusque é a quarta melhor cidade de médio porte do Brasil


Brusque é a quarta melhor cidade de médio porte do Brasil e a segunda no território catarinense. É o que aponta o Anuário da Revista ISTOÉ, que baseia a informação em pesquisa feita em todos os 5.565 municípios do país. O levantamento traz uma radiografia nacional, considerando áreas diretamente afetadas por políticas públicas: social, econômica, fiscal e digital.

Na avaliação do nível de desenvolvimento socioeconômico brasileiro, as cidades são divididas em três grupos: grande, médio e pequeno porte. Na categoria das cidades brasileiras de médio porte, Brusque ocupa a quarta colocação.

A liderança coube a outra cidade catarinense, Jaraguá do Sul. Em segundo lugar, aparece São Caetano do Sul e, em terceiro, Valinhos, ambas de São Paulo. E completa o chamado ‘top 5’ do ranking nacional, a cidade paranaense de Toledo. Todas as informações sobre a pesquisa e a íntegra do ranking vão ser conhecidos com a publicação da próxima edição da Revista ISTOÉ.

Para o prefeito Ari Vequi, a cidade de Brusque recebe com grande alegria a informação. “É motivo de muito orgulho, entre mais de cinco mil municípios do Brasil inteiro, estarmos nessa colocação”, comemora. Para ele, este reconhecimento também serve de estímulo para continuar o trabalho que é feito na cidade. “Nos anima muito a continuar fazendo o trabalho do dia a dia, porque o resultado está aí, a prova é que os índices nos elevam também a qualidade de vida da nossa população”.

Para formar o ranking, segundo a publicação, “foram considerados, ao todo, 281 indicadores relacionados às áreas social, econômica, fiscal e digital e permite hierarquizar as cidades com foco na igualdade das oportunidades entre seus habitantes”. E completa que as informações foram extraídas de fontes primárias públicas, como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Datasus, Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), entre outras.


Disponível em: https://www.brusque.sc.gov.br/noticias/brusquee-a-quarta-melhor-cidade-de-medio-porte-do-brasil-e-a-segundaem-santa-catarina-em-levantamento-de-publicacao/. Acesso em: 05 de fev 2024. Adaptado.
Assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IBFC Órgão: IMBEL Prova: IBFC - 2024 - IMBEL - Cargos de Nível Médio |
Q2393035 Português

Texto I



Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier)



Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu desenvolvimento



Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade. Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”, desanimado ou inconveniente.


A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo ou nojo.


Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas chatas.


Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar com essa situação?


Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho: 



1. Saiba o que incomoda


Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e consequente melhoria da relação.


2. Não compartilhe defeitos


Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!


3. Não forneça muita informação sobre você


Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.


4. Preserve seu (bom) humor


Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia. Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”. 


Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.



(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/ sob o título: 4 passos para lidar com colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)  

Analise as afirmativas abaixo sobre a separação silábica e a acentuação gráfica das palavras a seguir.

I. A palavra “você”: “vo- cê” é dissílaba e oxítona terminada em “e”.
II. A palavra “família”: “fa-mí-lia” é trissílaba e paroxítona terminada em ditongo crescente.
III. A palavra “físico”: “fí-si-co” é polissílaba e paroxítona terminada em ‘o’, portanto, recebe acentuação gráfica.

Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q2368463 Português
Considerando os processos fonológicos e de formação de palavras da Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:


I.    As palavras “amanhecido” e “expatriado” são formadas por derivação parassintética.
II.   A palavra “companhia” contém um encontro consonantal e um dígrafo.
III. “Padaria” é uma palavra que contém um ditongo aberto.


Quais estão corretas?
Alternativas
Q2368155 Português

Transtorno de compulsão alimentar






(https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/compulsaoalimentar.htm) 

Em “prejudicial” (L.15), há caso de
Alternativas
Q2357383 Português
UMA ANEDOTA


        O motoqueiro passava com sua moto a 160 km/h por uma estrada deserta, quando, de repente, chocou-se com um passarinho.
        Pelo retrovisor, viu que a pobre ave contorcia-se no asfalto. Com remorso, voltou para socorrer o bichinho quase morto. Angustiado, recolheu a ave e a levou para casa, tendo o cuidado de colocar um pouco de pão e agua na gaiola para o bichinho.
           No dia seguinte, o passarinho recuperou a consciência e, vendo-se cercado pelas grades da gaiola, com o pedaço de pão e a vazilha de agua no canto, exclamou:
             - Meu Deus! Matei o motoqueiro!


(Fonte adaptada: https://sites.google.com/site/sindicatoservidoresjanauba/piadas-1/piadas/as-5)
São palavras em que ocorrem encontros vocálicos:
Alternativas
Q4272894 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.


Assinale a opção que contenha, pelo menos, dois encontros vocálicos. 


Alternativas
Q4265625 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

França recorre a fumacê após aumento de dengue, chikungunya e zika

A proliferação na França do mosquito-tigre-asiático, vetor de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, tem provocado o uso de fumacês em várias cidades, incluindo Paris, que realizou pela primeira vez recentemente uma operação desse tipo.

Autoridades de saúde levam em conta o aumento do risco sanitário no país, sobretudo no próximo ano, em razão do Jogos Olímpicos, que deverão atrair milhões de pessoas do mundo todo.

Os fumacês foram usados no 13° distrito de Paris, em uma área próxima à Praça da Itália, e em Colombes, cidade de 90 mil habitantes a apenas 9 km de Paris, onde duas operações de pulverização de inseticida foram realizadas em menos de duas semanas.

Tanto em Paris como em Colombes, os fumacês ocorreram após a notificação de casos de pessoas que contraíram dengue durante viagens ao exterior e se hospedaram ou residem nas áreas visadas.

A Agência Regional de Saúde da Ile-de-France, que engloba Paris e seus subúrbios, informa já ter registrado cento e trinta e oito casos de dengue neste ano, todos referentes a pessoas que contraíram a doença em viagens ao exterior.

Segundo o Ministério da Saúde da França, desde o início de maio já foram contabilizados em todo o país quinhentos e cinquenta e sete casos de dengue, doze casos de chikungunya e seis casos de zika.

Durante as operações com o fumacê, ruas foram fechadas e a população foi solicitada a permanecer em suas casas e a deixar as janelas fechadas, apesar do forte calor no período.

Em Colombes, onde há muitas casas com jardins, as autoridades também pediram para que as pessoas mantivessem os animais domésticos presos e não consumissem legumes de hortas residenciais durante três dias após a pulverização do inseticida.

As operações foram realizadas para reduzir o risco de transmissão da dengue, afirmou a autoridade de saúde de Paris e sua periferia, a Agência Regional de Saúde da Ile-de-France, em um comunicado.

Segundo o órgão, o fumacê foi acionado em um raio de cento e cinquenta metros ao redor das residências de pessoas que contraíram dengue ao viajar ao exterior, "porque o mosquito-tigre não voa além dessa distância".

Ao picar uma pessoa que contraiu dengue, zika ou chikungunya, o mosquito-tigre transmite a doença ao morder novas pessoas. O vírus utiliza esse inseto como vetor.

Os agentes envolvidos utilizaram equipamentos de proteção e pulverizaram, a pé ou em veículos, espaços verdes e outras áreas de reprodução do mosquito.

A Agência Regional de Saúde da Ile-de-France já realizou, pelo menos, nove fumacês neste ano, sendo apenas um deles, até o momento, na capital francesa.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51kr2lykqko. Adaptado.
Autoridades de saúde levam em conta o aumento do risco sanitário no país, sobretudo no próximo ano, em razão do Jogos Olímpicos, que deverão atrair milhões de pessoas do mundo todo.

Assinale a opção que contenha apenas encontros vocálicos. 
Alternativas
Q4265458 Português

O consumo dos remédios por períodos prolongados sem orientação de um profissional da saúde está relacionado a desequilíbrios no sistema digestivo.


(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c895r3l188do. Adaptado)



Assinale a opção correta quanto à acentuação gráfica.

Alternativas
Q4205684 Português
Ave viaja dos EUA ao Brasil e anilha aponta que animal voou mais de 7 mil quilômetros

        Uma ave marinha viajou 7.451 quilômetros dos Estados Unidos em Massachusetts e foi parar na praia de Regência, em Linhares, no Norte do Espírito Santo.
   
        A ave da espécie Trinta-réis-boreal foi resgatada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras.
     
        Quando a ave foi levada para o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM) em Cariacica, na Grande Vitória, a equipe de biólogos e veterinários percebeu que o animal tinha uma anilha na pata.
    
        Ao fazerem a pesquisa, as equipes descobriram que a ave possuía uma anilha estrangeira dos Estados Unidos de uma instituição científica chamada United States Geological Survey.
    
        No sistema constava que a ave foi anilhada quando ainda era um filhote incapaz de voar. Segundo o médico veterinário do IPRAM, Luis Felipe Mayorga, a ave encontrada tem comportamento migratório e pode ser encontrada com frequência no litoral do estado.
    
        "Essas aves se reproduzem no hemisfério norte, e quando se aproxima o inverno lá, se aproximando o verão aqui no hemisfério sul, elas migram para cá. No Espírito Santo, os bandos migratórios podem se aglomerar em bancos de areia na foz do Rio Doce", explicou o veterinário.
    
        O veterinário contou sobre a importância do anilhamento dos animais para pesquisas científicas. Segundo Mayorga, assim é possível saber informações ecológicas e hábitos de vidas dessas aves.

        Mayorga disse ainda que o pesquisador, que estuda essa ave no lá no hemisfério Norte, quando ela migra e vai embora, não consegue acompanhar os bandos.
    
        "Com os anilhamentos, você consegue ter um relatório mostrando as rotas migratórias. Ao longo do caminho vão ficando aves, que ficam fracas e morrem. O anilhamento permite construir o caminho por onde essas aves passam. Quando o sistema é comunicado a instituição original já é comunicada. Ou seja, lá nos Estados Unidos já sabem que a ave foi encontrada, onde foi", explicou o veterinário.
    
        O veterinário também explicou que qualquer pessoa que encontrar uma ave com anilha pode comunicar e colocar as informações em um programa que acompanha os animais.
    
        Mayorga explicou que no Brasil é usado um programa realizado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) do ICMBio.
    
        "O IPRAM anilha todas as aves marinhas que solta. Qualquer pessoa pode comunicar, se quiser, não precisa ser pesquisador. Aqui mesmo no Brasil, se uma pessoa comum avistou uma ave com anilha e conseguiu o número, ou achou uma carcaça de ave com anilha, ela pode comunicar o CEMAVE. Essas informações são muito valiosas", afirmou o veterinário.

(Fonte: G1 - adaptado.)
Todas as alternativas apresentam fatos quanto à palavra “desintoxicação”, EXCETO:
Alternativas
Q4113917 Português

Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.






(Disponível em: CAMARGO, Diones. A mulher arrastada. 1. ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. – texto adaptado especialmente para esta prova).

Bechara diz que: “Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons com mais relevo do que outros. Este relevo se denomina acento”. Considerando essa definição e o acordo oficial vigente, avalie as assertivas que seguem, considerando a palavra saía (l. 04): 

I. Põe-se acento agudo no ‘i’ e no ‘u’ tônicos que não formam ditongo com a vogal anterior.
II. Aboliram-se os acentos diferenciais em alguns homógrafos, outros ficaram facultativos e alguns permanecem obrigatórios, é o caso da palavra saía, para diferenciar de saia.
III. Acentuam-se, em regra, o ‘i’ e o ‘u’ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior, formando sílaba sozinhos ou com ‘s’.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3597037 Português
Um tempero mais do que natural.

        Quando você vai preparar qualquer prato de comida, pensa logo nos temperos, nos molhos e, dificilmente, vai comer algo sem sal. Mas, espera aí, de onde vem o sal?

        Não poderia ser mais simples: a maior parte do sal consumido no Brasil vem da água do mar. Sabe quando você toma banho de mar e sai com a pele salgada? O sal, mais conhecido como Cloreto de Sódio, é um mineral, extraído da água do mar ou de lago de água salgada por evaporação, um mecanismo de separação de misturas.

        O que acontece é o seguinte: existem regiões chamadas salinas, para onde a água salgada é canalizada. Nestes locais, a água fica parada e evapora. Mas o sal grosso que resta ainda não é o sal que a gente conhece.

        O sal grosso é coletado e passa por um tanque de lavagem para retirar as impurezas. Depois disso, o processo continua: o sal é moído e lavado novamente. Em seguida, uma centrífuga elimina a água e prepara o sal para ir à secadora. Muitas vezes, o sal recebe outros aditivos, antes de ser empacotado para o consumo, ou pode ser preparado para outros usos, como a produção de produtos cosméticos.

        O sal pode ser um tempero e ajudar a tornar sua comida mais gostosa, entre outros benefícios. Por possuir sódio, o sal tem um papel fundamental no equilíbrio e distribuição dos líquidos corporais, contribuindo, também, para contração muscular, ritmo cardíaco, e permitindo o bom funcionamento do cérebro e o controle de funções vitais do organismo. Entretanto, atenção, porque o exagero no consumo do sal pode causar sérios problemas de pressão e nos rins.

        Curiosidade: Se hoje o sal é amplamente conhecido na alimentação, antigamente o sal era usado para conservar os alimentos. O sal possui a característica de retirar água dos alimentos, evita a proliferação de bactérias. Como antigamente não havia geladeira, o sal era uma forma de conservar a comida.

Daniele Souza. Disponível em:<http://www.invivo.fiocruz.br> . (Fragmento).
Ainda no texto, quanto a encontros vocálicos, as palavras (aí, água, cardíaco, geladeira) são respectivamente:
Alternativas
Q3015623 Português

  

(https://www.google.com.br).


As araras-azuis são aves sociais que vivem em família, bandos ou grupos. É difícil encontrá-las sozinhas em vida livre. Elas são aves conspícuas e apresentam certa fidelidade aos locais de alimentação e reprodução. Jovens e casais não reprodutivos se reúnem em dormitórios, que além de proteção, parecem funcionar como verdadeiros “centros de troca de informações”. Estão entre as aves mais inteligentes do grupo das aves.

Podem medir até 1 m (da ponta do bico à ponta da cauda), sendo a maior espécie no mundo da Família Psittacidae. Adultos podem pesar até 1,3 kg, porém, filhotes podem atingir até 1,7 kg no período de pico de peso. Possuem plumagem na cor azul-cobalto, degradê da cabeça para a cauda, sendo preta a parte inferior das penas das asas e cauda. Possui amarelo intenso ao redor dos olhos (anel perioftálmico), pálpebras e na pele nua em torno da base da mandíbula. O bico é grande, maciço, curvo e preto, formando quase um círculo com a cabeça.

A língua espessa e preta chama atenção pela faixa amarela nas laterais.

Na região do Pantanal, são encontradas em áreas abertas, nas matas que possuem palmeiras, enquanto seus ninhos estão localizados na borda, ou interior de cordilheiras e capões, bem como em áreas abertas para o pasto. Na região do Pará, utiliza as florestas úmidas, preferindo locais de várzeas ricas em palmeiras. Nas regiões mais secas (TO, PI, MA e BA), é comum encontrá-las em áreas sazonalmente secas, preferindo os platôs e vales dos paredões rochosos, nesta região faz ninhos em ocos de palmeiras (TO), árvores emergentes (PA), ou em falhas de paredões rochosos (PI).

Na natureza, as araras-azuis podem ser observadas voando, ou com mais facilidade andando pelo chão, penduradas nos cachos de frutos das palmeiras, ou pousadas em galhos secos das árvores, ou ainda nos mourões de cercas e mangueiros.

São encontradas em bandos de 10 a 30 araras, especialmente nas áreas de alimentação e nos locais denominados dormitórios (locais para descansar e dormir), como também em pares reprodutivos. Quando esses bandos são observados podemos verificar a alta socialização (interação) entre os indivíduos. É muito comum observarmos as araras vocalizando (parece que conversam umas com as outras), executando “preening” (um indivíduo coçando, ou fazendo limpeza de penas no outro), ou brincando umas com as outras e com os galhos, flores, folhas das árvores que estão pousadas. Já na época reprodutiva é possível observar os casais alimentando-se e voando juntos, geralmente são fiéis ao parceiro e dividem a tarefa de cuidar dos ovos e filhotes.

(Fonte: http://www.grupoprinter.com.br/projetos/arara/a-arara-azul/ - adaptado).

Em se tratando de encontros vocálicos, as palavras do texto (família, conspícuas, dormitórios, áreas) são respectivamente:
Alternativas
Q3014511 Português

Alce.


O alce é um animal mamífero que pertence à família dos cervídeos, sendo a maior espécie dela. Esse animal é encontrado em regiões frias do Hemisfério Norte.


                                             


O alce (Alces alces) é um animal mamífero que se destaca por ser a maior espécie da família Cervidae. Apresenta pernas longas e finas, corpo maciço, cabeça grande, pescoço grosso, cauda pequena e orelhas longas, assim como seu focinho. Os machos têm grandes chifres, usados para lutar pela fêmea durante o período reprodutivo. A gestação dura, em média, 231 dias, e as fêmeas dão à luz, geralmente, um único filhote. Alces são animais herbívoros que e alimentam de galhos, caules, folhas e brotos. Ocorrem em regiões frias do Hemisfério Norte.


O alce se caracteriza como o maior cervídeo vivente, apresentando cerca de 2,3 m de altura e comprimento de 3 m. Os machos diferenciam-se das fêmeas por serem mais pesados. Enquanto eles podem pesar até 600 kg, elas atingem até 400 kg.


Os alces apresentam pernas longas e finas, um corpo maciço e uma cauda curta. Seu pescoço é curto e grosso, e sua cabeça é grande. Apresentam orelhas longas, assim como seu focinho, o qual é caído. Sob o pescoço deles, há uma aba de pele cheia de pelos, o sino. Essa aba de pele pode ou não estar presente nas fêmeas. Machos têm grandes chifres, que pesam até 35 kg. Eles crescem durante a primavera e caem no inverno. A pelagem do animal é normalmente escura, com pelos pretos a marrons ou marrons acinzentados. As pernas têm coloração mais clara. Os pelos dos alces são essenciais para a manutenção da temperatura, ajudando-os a se protegerem do frio.


Dentre os cervídeos, os alces são os menos sociais, sendo solitários. Comunicam-se por meio de vocalizações, odores e postura corporal. São bons nadadores e, apesar da aparência desajeitada, são capazes de correr até 56 km/h. São mais ativos durante o nascer e o pôr do Sol. Geralmente, os alces não vivem mais que 16 anos. São seus predadores os lobos, ursos e pumas. Coiotes e tigres também podem se alimentar deles.


Alces utilizam seus chifres na luta para se acasalarem.


Dois sistemas de acasalamento ocorrem entre os alces. Nos que vivem na Tundra do Alasca, observa-se a formação de haréns, com um macho dominante reunindo várias fêmeas. Esse macho defende as fêmeas de outros machos que queiram se acasalar com elas. Machos que apresentam tamanho similar ao do macho dominante podem desafiá-lo.


Durante as lutas pelas fêmeas, os machos tentam chifrar um ao outro. Essas feridas, geralmente, não são graves, entretanto, podem ocorrer perfurações e até mesmo lesões nas costelas. Além da formação de haréns, há os indivíduos que fazem ligações de pares transitórias. Nesse caso, os machos defendem apenas uma fêmea.


A gestação do alce dura 231 dias. Apesar de gêmeos serem comuns, em geral, há o nascimento de apenas um filhote. Algumas horas após o nascimento, os filhotes começam a mamar. A ingestão de outros alimentos é observada dias depois. Durante os primeiros cinco meses, os alces ganham muita massa, aumentando cerca de 10 vezes a sua massa de nascimento. Ao nascerem, esses animais pesam cerca de 16 kg. O vínculo entre a mãe e seu filhote permanece até cerca de um ano. (https://brasilescola.uol.com.br/animais/alce.htm).

Em se tratando de encontros vocálicos, as palavras do texto (cervídeos, fêmea, hemisfério, aparência) são respectivamente:
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Q2658541 Português

'Empresas já leem nossas mentes e vão saber ainda mais com neurotecnologia', diz pesquisadora

Alguns anos atrás, a ideia de "ameaça à privacidade de pensamento" estava mais para 1984, de George Orwell, e para o terreno da ficção científica distópica. Para Nita Farahany, professora da Universidade Duke (EUA) que se especializou em pesquisar as consequências das novas tecnologias e suas implicações éticas, essa ameaça já é presente hoje e deve ser levada a sério.

A iraniana-americana lançou neste ano o livro The Battle for your Brain: Defending the Right to Think Freely in the Age of Neurotechnology ("A Batalha pelo seu Cérebro: Defendendo o Direito de Pensar Livremente na Era da Neurotecnologia", em tradução livre, sem edição brasileira). Mas como é possível ler o nosso cérebro? Bem, de fato ainda não existe — como na ficção — uma supermáquina que entra na cabeça de uma pessoa e entrega uma lista completa de ideias e conceitos. Na verdade, explica Farahany, as defesas da nossa privacidade de pensamento começaram a ser derrubadas sem a necessidade de examinar diretamente o cérebro. Isso foi possível com a vasta quantidade de dados pessoais compartilhada em redes sociais e outros apps, que é analisada por algoritmos e depois monetizada.

Hoje as companhias de tecnologia detêm informações importantes sobre nós: quem são nossos amigos, qual conteúdo gera emoção (e, importante, que tipo de emoção), as preferências políticas, em quais produtos clicamos, por onde circulamos ao longo do dia e algumas das transações financeiras. "Tudo isso está sendo usado por empresas para criar perfis muito precisos sobre quem somos e assim entender nossas preferências e nossos desejos", diz Farahany em entrevista à BBC News Brasil. "É importante as pessoas entenderem que elas já estão em um mundo onde mentes são lidas."

Outra fronteira do nosso funcionamento interno começa a ser explorada com a popularização de smartwatches (relógios inteligentes), que reúnem dados sobre batimento cardíaco, níveis de estresse, qualidade do sono e muito mais. Mas o avanço da neurotecnologia, com equipamentos em contato direto com a cabeça, leva tudo isso a um novo patamar, com mais dados e mais precisão. Ela explica que sensores cerebrais são justamente parecidos com sensores de frequência cardíaca encontrados nos smartwatches ou em anéis que medem a temperatura do corpo quando captam a atividade elétrica no cérebro. "E toda vez que você pensa, ou toda vez que sente algo, os neurônios disparam em seu cérebro, emitindo pequenas descargas elétricas. Padrões característicos podem ser usados para tirar conclusões", afirma. "Por exemplo, se você vê uma propaganda e sente alegria ou estresse ou raiva, tédio, envolvimento... todas essas reações podem ser captadas por meio da atividade elétrica em seu cérebro e decodificadas com a inteligência artificial mais avançada." Ou seja, esses sinais cerebrais transmitem o que sentimos, observamos, imaginamos ou pensamos. Farahany afirma que as pessoas precisam compreender e aceitar que o cérebro "não é inteiramente delas".

Essa situação leva a própria filosofia a questionar o conceito de livre arbítrio, ou seja, o poder de um indivíduo de optar por suas ações. "Imagine que você se proponha no começo da semana a não passar mais de uma hora por dia nas redes sociais. Aí você descobre no final que você gastou quatro horas por dia. O que aconteceu?", pondera a professora de Direito e Filosofia na Duke. "Se existem algoritmos projetados para te capturar quando você quer se desconectar, se existem notificações quando você fica muito tempo fora do celular, se você quer assistir a só um episódio da série e o próximo começa automaticamente, você usou seu livre arbítrio? São ferramentas e técnicas projetadas para prejudicar aquilo com que você se comprometeu."

Farahany, ao contrário do que se possa pensar, é uma grande entusiasta dos avanços da neurotecnologia. Ela enumera ao longo de The Battle for Your Brain uma longa lista de contextos em que o monitoramento cerebral poderia melhorar a humanidade e salvar vidas. "O que eu proponho é um equilíbrio. É tanto uma forma de as pessoas enxergarem os aspectos positivos da tecnologia, mas também de estarem protegidas contra os riscos mais significativos", diz. "Para chegar lá, é necessário mudar a forma como pensamos a nossa relação com a tecnologia. A tecnologia raramente é o problema. Quase sempre é o mau uso."

"Não se trata de encampar posições absolutas do tipo 'tudo isso é ruim' ou 'tudo isso é ótimo', mas tentar definir quais são as funcionalidades dessa tecnologia para o bem comum e quais são os riscos de uso indevido." (...)

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88jmpl902lo (Adaptado).

Analise os vocábulos abaixo, retirados do texto, e assinale a alternativa em que NÃO há encontro vocálico classificado como ditongo:

Alternativas
Q2637818 Português

Manuelzão e Miguilim


João Guimarães Rosa


(...)


Campo Geral


Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-doFrango-d'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutúm. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutúm, tinha dito: ― "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..." Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado. E foi descobriu, por si, que, umedecendo as ventas com um tico de cuspe, aquela aflição um pouco aliviava. Daí, pedia ao tio Terêz que molhasse para ele o lenço; e tio Terêz, quando davam com um riacho, um minadouro ou um poço de grota, sem se apear do cavalo abaixava o copo de chifre, na ponta de uma correntinha, e subia um punhado d'água. Mas quase sempre eram secos os caminhos, nas chapadas, então tio Terêz tinha uma cabacinha que vinha cheia, essa dava para quatro sedes; uma cabacinha entrelaçada com cipós, que era tão formosa. — "É para beber, Miguilim..." — tio Terêz dizia, caçoando. Mas Miguilim ria também e preferia não beber a sua parte, deixava-a para empapar o lenço e refrescar o nariz, na hora do arrocho. Gostava do tio Terêz, irmão de seu pai.

(...)


João Guimarães Rosa MANUELZÃO E MIGUILIM (Corpo de baile) Editora Nova Fronteira, 11ª edição, 2001 Capa: Victor Burton Ilustrações: Poty ISBN 978- 85-209-1177-8 Digitalização: SCS


Fonte: https://elivros.love/livro/baixar-livro-manuelzao-e-miguilim-joao-guimaraes-rosa-em-epub-pdf-mobi-ou-ler-online

Levando em conta os aspectos gramaticais e linguísticos presentes no texto Manuelzão e Miguilim (fragmento), assinale a única alternativa incorreta.

Alternativas
Q2633751 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.


O tocante agradecimento de Faustão à família de seu

doador do coração


Quatro dias depois de passar por seu aguardado transplante de coração, o apresentador Faustão deu as caras no perfil do Instagram “Família Fausto Silva” — criado para promover a causa da doação de órgãos — para agradecer publicamente aos parentes de Fábio Cordeiro, jogador de futebol morto aos 35 anos, dono do membro transplantado. Se dirigindo diretamente ao pai do doador, ele afirma que sua “grandiosidade incrível” e “generosidade absurda” são o motivo de estar vivo agora e afirma ser “eternamente grato a José Pereira da Silva, um homem simples. ”

Ainda falando para a família de Fábio, Faustão completou: “Fico emocionado porque ele me deu a chance de viver de novo. Quero agradecer ao Érisson, irmão do Fábio, e à Jaqueline, a viúva. Tenho que agradecer às pessoas das mais humildes, que, na hora que precisei, me deram um coração novo”. Fora dos tubos, o apresentador se diz já “completamente recuperado” e nega qualquer dor, reforçando: “Para que todo mundo tenha a certeza do que é a espera por um transplante, de 200 e poucos, 60 esperaram menos de um mês. Eu dei sorte também nessa fila”. Ele também promete que, logo, ainda agradecerá seus benfeitores pessoalmente, repetindo sua gratidão eterna.

Internado desde 5 de agosto, Faustão enfrentava um quadro de insuficiência cardíaca, passando por diálise e medicamentos voltados ao bombeamento do coração — esses fatores, junto a seus 73 anos de idade, o colocaram em posição prioritária na fila de transplantes do SUS. Sobre a eficácia da operação, ele ainda disse: “Não acreditava que isso fosse acontecer. Para mim foi uma tremenda surpresa. Vou agradecer sempre a José Pereira da Silva — a única coisa que prometo é honrar a memória do seu filho fazendo só coisas boas”.


https://veja.abril.com.br, 31.08. 2023

“Tenho que agradecer às pessoas das mais humildes, que, na hora que precisei, me deram um coração novo”.


Sobre as palavras destacadas, é CORRETO afirmar que em:

Alternativas
Q2633467 Português

Ninguém mais elege o “pra sempre” como meta


Por Martha Medeiros


  1. Nunca imaginei que um dia subiria ao palco do Theatro São Pedro, mas aconteceu – é
  2. a literatura cumprindo a promessa de me levar aonde nunca estive. Mesmo não sendo atriz,
  3. “contracenei” com o psicanalista Christian Dunker durante a gravação comemorativa dos 20 anos
  4. do programa Café Filosófico, onde debatemos, diante de numerosa plateia, um tema que a todos
  5. interessa: o amor.
  6. Durante a nossa troca de reflexões, condenei ___ antiga cultura dos contos de fada, que
  7. apresentava o amor como salvação da vida de son...as princesas. Uma vez despertadas por um
  8. beijo, elas se acomodavam a um enigmático “pra sempre” que antecipava o ponto final de suas
  9. histórias, como se, a partir dali, nada de mais interessante pudesse acontecer. Este romantismo
  10. nunca foi aliado do amor: colocou na cabeça das mulheres que, se elas não cumprissem a missão
  11. de formar um par, de pouco valeriam.
  12. Hoje, personagens guerreiras e ativistas substituíram as princesas como modelos de
  13. heroínas, e ninguém mais elege o “pra sempre” como meta – o que tem que durar é o entusiasmo
  14. em realizar os próprios desejos, que mudam com o tempo. Não é o fim do amor, e sim um
  15. recomeço menos idealizado. O amor sem o dramalhão incluído. O amor como recompensa por
  16. diminuirmos a ansiedade e buscarmos autoconhecimento e autoestima, que é o que faz o amor
  17. se aproximar. Sem rufar de tambores.
  18. A meu ver, a melhor frase da noite não foi minha nem de Dunker, mas a do publicitário e
  19. poeta Marcelo Pires, que durante uma pergunta dirigida a nós sobre a razão deste sentimento
  20. ser tão superlativo, conjecturou: “___ vezes, parece que o amor atrapalha o amar”. Exato. Se
  21. nossa solidão tivesse o mesmo prestígio que namoros e casamentos, não cederíamos ___
  22. cobrança de “ter que” amar alguém, as relações seriam mais espontâneas.
  23. Se o amor romântico descesse do pedestal em que foi colocado e circulasse no meio da
  24. multidão, não seria tão divinizado. O amor ainda é visto como coisa de Deus e o sexo como coisa
  25. do Diabo. Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie, então o amor tornou-
  26. se um álibi providencial para que o processo pareça sublime, em vez de ob...eno. O amor como
  27. elevação dos hábitos mundanos.
  28. Bonito, mas prefiro o amor rés do chão, mais maduro e livre. A simples alegria de estar
  29. junto, a dispensa do grude, a paciência com as diferenças do outro, planos imediatos em vez de
  30. aposta na eternidade, o apoio necessário, a amizade erótica prevalecendo sobre os desatinos.
  31. Algum sofrimento surge, mas os momentos difíceis não precisam ser glorificados como sacrifícios
  32. inerentes ao amor. Zero tolerância para a violência, bom humor, mesa farta e, se for
  33. impre...indível alguma coisa grandiosa que inspire um poema épico, que seja o rótulo do vinho.


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual há uma palavra com um hiato acentuado.

Alternativas
Q2625957 Português

Assinalar a alternativa que apresenta um tritongo:

Alternativas
Respostas
321: E
322: B
323: D
324: A
325: A
326: B
327: A
328: A
329: C
330: D
331: B
332: D
333: B
334: A
335: E
336: B
337: C
338: C
339: B
340: A