Questões de Concurso Sobre emprego do hífen em português

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Q2220924 Português
Julgue o item a seguir.

Por mais que “socioemocionais” e “autoestima” sejam grafados sem hífen, porque o fim do prefixo e o início do radical têm vogais diferentes, quando adjetivos pátrios juntam duas ou mais nacionalidades, o hífen se faz obrigatório, como em “luso-africano” e “ibero-americano”. 
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Q2216781 Português

A palavra “ar-condicionado” está hifenizada corretamente, o que NÃO se verifica na escrita da palavra:


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Q2212901 Português

O primeiro beijo

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme. – Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

  Sim, beijei antes uma mulher.

  Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer. O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar- lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente, engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo. A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos. Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava… o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água. E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida… Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado. Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele… Ele se tornara homem.

 

 

 

Clarice Lispector

Assinale a alternativa que apresenta todas as palavras grafadas corretamente quanto ao uso de hífen.


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Q2212123 Português
O papel das tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem


Por José Armando Valente

 




 (Disponível em: www.nied.unicamp.br/wp-content/uploads/2018/11/Livro-NIED-2018-final.pdf – texto adaptado especialmente para esta prova).
O termo “ajudá-lo” é hifenizado. Também constitui uma palavra composta, mas por motivo diferente, a palavra: 
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Q2211804 Português
A construção da cultura pelas dimensões ideológica e comportamental

Por Marcos José da Silveira Mazzotta e Maria Eloísa Famá D’Antino


(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.scielo.br/j/sausoc/a/mKFs9J9rSbZZ5hr65TFSs5H/? format=pdf&lang=pt – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “interagentes” (l. 04) está escrita corretamente, assim como pode ser verificado na grafia de:
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Q2209733 Português
A palavra “bem-sucedido” é grafada com hífen. Assinale a alternativa na qual a palavra tenha sido INCORRETAMENTE grafada com esse sinal. 
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Q2208870 Português
A palavra “motosserra” não é separada por hífen pela mesma regra da seguinte palavra:
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Q2208679 Português
Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto no plural é feita da mesma forma que ocorre com a palavra “flor-de-maio”.
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Q2204464 Português
TEXTO I


       A noite está gostosa para passear e dar uns sorrisos por aí com quem a gente gosta. Falar muitas bobagens e compartilhar sorrisos, olhares, toques sutis que traz aquela vontade de experimentar todo o universo inexplorado do corpo; falar e falar sobre os problemas e as alegrias dos dias; e, faz parte, reclamar do chefe que pede mil coisas para serem entregues em tempo recorde; mas, agradecer o trabalho que, em meio a uma crise que assola o país, ainda temos. A noite está gostosa para amar e ser amado.
        Sair por aí para tomar uma cerveja gelada em um bar não muito agitado, ou comer pipoca amanteigada vendo aquele filme recém lançado no cinema do shopping, para a gente discutir, refletir, ou só sorrir juntinhos nossas próprias teorias. Aproveitar, juntos, para bater pernas nas lojas de móveis planejados para dar uma conferida naqueles possíveis que ornarão nossa futura casa (intimidade assim é só com quem desejamos criar história). Caminhar em um parque e contemplar a luz das estrelas; brilho que na verdade são as estrelas dos olhos de quem a gente ama, óbvio. De repente, até ficar em casa é uma excelente opção para fidelizar o sentimento companheiro de todas as horas. Sentimento necessário para a felicidade a dois.
           Eu e você. Você e eu. São duas frases pequenas – apenas gramaticalmente, grande sentido! – que eu mais amo dizer e, também, escutar. A gente pede atenção, a pessoa dá. A gente pede beijo mansinho, a pessoa dá. A gente pede carinho, a pessoa dá. A gente pede ombro para chorar, a pessoa dá. A gente reclama sem necessidade, a gente fica mal sem motivo aparente, a gente fica ciumento sem motivo [...] porque relacionamento é assim mesmo. E isso é tão bom.
       Cansado de envolvimentos rasos, quero amar profundamente alguém que me ame de volta. Sem mais sentimento. Sem menos sentimento. Na mesma proporção; alguém que queira construir um futuro a partir do nada ao meu lado e, às vezes, me puxar para ter forças quando eu achar que não tenho mais. Que queira meu suporte sentimental para dividir a sobrecarga diária, também.
       Não quero beijo e ponto final. Quero sobrenome; o meu no seu e, o seu, no meu. Quero abraços memoráveis no café da manhã, quero clichês de comerciais de margarina, antes de sairmos para o trabalho. Quero a profundeza do meu corpo no seu [...] e, ter a liberdade de ligar para seus pais para programarmos o almoço de domingo. E levar os meus. Quero família com você; preliminares gostosas de uma velhice que chegará para a gente. Chegará em êxtase.
         ‘E não adianta procurar mais, das coisas mais bonitas da vida, desenhar um sonho ao lado de alguém será sempre a mais encantadora das artes; será o sonho de mais belas cores; será o sonho com aroma capaz de nos despertar os mais profundos prazeres. No final, não importa o quanto acumulamos de riqueza, só aqueles que estarão do nosso lado como o bem mais preciso da gente; quero alguém para sorrir e dizer “valeu a pena”.
Luverlândio Silva. Literatura Independente.
Assinale a alternativa em que a expressão retirada do texto deveria ter sido escrita com hífen. 
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Q2194783 Português
Telejornais, jornais, discursos políticos, tuítes – avessos a oferecer temas e escapes para as ansiedades e para os medos públicos – não falam de outra coisa hoje senão da “crise migratória” que dominará a Europa, prenunciando o colapso e o fim do estilo de vida que conhecemos, temos e amamos.
A crise tornou-se uma espécie de nome em código, politicamente correto, desta fase da eterna luta conduzida pelos formadores de opinião para conquistar e subjugar as mentes e os corações. As notícias provenientes do campo de batalha estão agora prestes a desencadear um verdadeiro ataque de “pânico moral” (na acepção comumente aceita da expressão, definida pela edição inglesa da Wikipédia como “o temor, generalizado entre muitíssimas pessoas, de que qualquer mal ameace o bem-estar da sociedade”).  
(BAUMAN, Zygmunt. Estrangeiros às portas. Tradução de Moisés Sbardelotto. Rio De Janeiro: Zahar, 2017.)
Com base no texto, analise as afirmativas a seguir. 
I. No trecho “[...] não falam de outra coisa hoje senão da ‘crise migratória’ que dominará a Europa, prenunciando o colapso e o fim do estilo de vida que conhecemos, temos e amamos.” (1º§), os termos destacados exercem a mesma função morfossintática. II. A palavra “migratória” é acentuada pelo mesmo motivo que em “comentário”. III. Na grafia da palavra “bem-estar”, o uso do hífen não obedece ao Novo Acordo Ortográfico. IV. Em “[...] na acepção comumente aceita da expressão [...]”, o termo “acepção” pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “significação”. 
Está correto o que se afirma apenas em 
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Q2192947 Português
CAU Brasil lança portal de formação continuada
para o profissional de arquitetura e urbanismo
Internet: <www.caupa.gov.br> (com adaptações).

Com relação à forma e ao conteúdo do texto, julgue o item.


O termo “pós-graduação” (linha 9) foi escrito corretamente, conforme o acordo ortográfico vigente. No entanto, um termo que deve ser escrito sem hífen é paraquedas. 

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Q2185220 Português
Assinale a alternativa cujas palavras estão grafadas corretamente, segundo a atual reforma ortográfica da língua portuguesa. 
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Q2181204 Português

Texto para a questão




Internet: <https://mooc.campusvirtual.fiocruz.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta em relação a aspectos linguísticos do texto.
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Ano: 2023 Banca: Ibest Órgão: CRF-SC Prova: Ibest - 2023 - CRF-SC - Atendente Técnico |
Q2181112 Português

Texto para a questão




Internet: www.artigo.anvisa.gov.br (com adaptações).

Assinale a alternativa correta no que se refere a aspectos linguísticos do texto e à ortografia oficial no Brasil.
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Q2171208 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Mitigar não resolve, mascara e adia

Por Heverton Lacerda





(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao– 19/4/23 - texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 09 (duas ocorrências), 19 e 23, levando em conta a grafia dos vocábulos.
Alternativas
Q2170573 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


              Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia 


                                                                                                                                         Por Pedro Guerra



  1. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa cujos vocábulos preenchem, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 06 (duas ocorrências) e 07.
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Q2167327 Português
A palavra “ar-condicionado” está escrita corretamente, o que NÃO se observa em: 
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Q2166384 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Portugal estuda devolver patrimônio cultural a ex-colônias

A repatriação de patrimônio cultural oriundo de antigas colônias virou tema de discussão em Portugal depois de repercutir em outros países europeus. O país se prepara para fazer um levantamento junto a museus lusitanos, mas ainda não fez qualquer promessa de que, de fato, devolverá peças hoje pertencentes ao acervo português.

O que existe, por enquanto, é apenas a manifestação pública de interesse em investigar a questão, expressa em declarações do ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva. “Este é um debate que ocorre em todos os países, nomeadamente nos países europeus que foram potências coloniais, e Portugal não é exceção. Esta é uma discussão que deve incidir sobre casos concretos, e não só sobre princípios abstratos”, resume, em nota, a pasta da Cultura.

Desde que o ministro começou a falar sobre o tema, no fim de novembro, o tema vem dividindo opiniões no país, assim como quase tudo o que envolve o legado colonial português. O partido Chega apresentou um pedido para que Adão e Silva prestasse esclarecimentos ao Parlamento sobre a possibilidade de devolução das obras, mas a requisição acabou reprovada.

No começo de 2020, o Partido Socialista, que governa o país desde novembro de 2015, ajudou a rejeitar uma proposta semelhante à que se cogita agora. O “Programa para a Descolonização da Cultura” incluía a formação de um grupo de trabalho para realizar um levantamento nacional do patrimônio trazido de ex-colônias portuguesas e em posse de museus e arquivos nacionais. O objetivo era permitir que os itens pudessem ser “facilmente identificados, reivindicados e restituídos a Estados e comunidades de origem”.

Além dos entraves políticos, o esforço necessário para fazer um inventário de dimensão nacional também é um obstáculo. Já existem, no entanto, iniciativas de identificação de procedência em curso. É o caso do projeto “Transmat — Materialidades Transnacionais (1850-1930): Reconstituir Coleções e Conectar Histórias”, que vem estudando a origem das peças das coleções etnográficas do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, e do Museu Municipal Santos Rocha, em Figueira da Foz.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/ portugal-estuda-devolver-patrimonio-cultural-a-ex-colonias. shtml. Acesso em: 5 fev. 2023.
Em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico, o emprego do hífen na palavra “ex-colônias” segue a mesma regra de uso de hífen em
Alternativas
Q2166229 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente.
Alternativas
Respostas
541: C
542: D
543: B
544: D
545: C
546: A
547: B
548: B
549: B
550: B
551: C
552: B
553: C
554: A
555: D
556: A
557: B
558: D
559: E
560: D