Questões de Concurso Comentadas sobre emprego do hífen em português

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Q4153956 Português
Ministério da Saúde anuncia quase R$ 12 milhões para o enfrentamento da doença de Chagas em municípios


    O Ministério da Saúde anunciou, no Dia Mundial da Doença de Chagas, o investimento de quase R$ 12 milhões para o fortalecimento das ações de vigilância e controle da doença de Chagas em 17 estados do país. Com o repasse, o Governo do Brasil reforça o compromisso de manter o país avançando no controle da doença. O recurso fortalece a capacidade de atuação contínua em 155 municípios prioritários, apoiando ações essenciais como captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos. 

    “Não podemos esquecer que se trata de uma doença relevante, que já ultrapassou fronteiras e hoje também está presente no sul dos Estados Unidos, o que amplia a preocupação em nível global. Felizmente, o Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da doença. Houve um aumento de 130% na testagem para Chagas, fortalecendo a detecção precoce e ampliando as oportunidades de cuidado oportuno para a população”, afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Durante a 18ª edição da Expoepi, em Brasília, um dos principais eventos de vigilância em saúde do país, foram reconhecidos os municípios de Anápolis e Goiânia, em Goiás, com selo bronze de boas práticas para eliminação da transmissão vertical da doença. A programação da mostra inclui apresentação de pesquisas, iniciativas de vigilância e experiências bem-sucedidas nos territórios. O evento também conta com uma exposição dedicada à doença de Chagas, com conteúdos educativos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento voltados a profissionais de saúde e à população.

    “A doença de Chagas ainda representa um desafio importante para a saúde pública, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social e presença de vetores. Estamos direcionando recursos com base em critérios técnicos, o que permite maior efetividade das ações e impacto direto na redução da transmissão. Nosso compromisso é ampliar o diagnóstico, garantir o tratamento oportuno e avançar de forma consistente na eliminação da doença como problema de saúde pública no Brasil”, afirmou a Secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

    A seleção foi baseada em critérios técnicos que consideram a interação dos insetos vetores com o ambiente e vulnerabilidade social, com prioridade para municípios classificados como de risco “muito alto” em índice composto (presença de vetores e condições socioambientais) e localidades com registro recente do vetor Triatoma infestans. Também foram considerados municípios com alta prioridade e de muito alta prioridade, para a forma crônica da doença de Chagas, concentrados principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste. 

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também anunciou a fase 2 do projeto “Selênio como tratamento na cardiopatia crônica da doença de Chagas (STCC-2)”, que busca avaliar a eficácia e a segurança do mineral como estratégia terapêutica complementar para pacientes com cardiopatia chagásica crônica. 

    A expectativa é que a pesquisa gere evidências científicas mais robustas e representativas em diferentes perfis de pacientes. Os resultados poderão subsidiar a avaliação de tecnologias à base de selênio – substância com ação antioxidante e anti-inflamatória – para proteção cardiovascular, além de apoiar sua possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, os avanços científicos são essenciais para ampliar as opções terapêuticas e garantir o cuidado em tempo oportuno no SUS. “A doença de Chagas ainda afeta muitas famílias brasileiras, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. Por isso, investir em pesquisas nessa área é também um compromisso com a equidade e com a promoção de um cuidado mais digno e acessível para todos”, destacou.

    O Brasil tem ampliado o enfrentamento à doença de Chagas com mais diagnóstico, vigilância e assistência. Entre 2023 e 2025, a distribuição de testes e medicamentos cresceu mais de 130%, aumentando a detecção e o tratamento. As ações ganham ainda mais relevância durante a mobilização pelo Dia Mundial da Doença de Chagas, com foco no cuidado integral e na prevenção.

    Entre os avanços estão a retomada do benznidazol pediátrico, a ampliação de especialistas no SUS e o reforço da vigilância com recursos para municípios. O país também prepara a certificação inédita de cidades pela eliminação da transmissão vertical da doença.

    Nesse contexto, o Programa Brasil Saudável busca eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030, com foco na redução das transmissões vetorial, oral e vertical, além do diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS. A iniciativa integra ações de 14 ministérios, prioriza populações vulneráveis e reconhece a doença como socialmente determinada, ainda presente em cerca de 1,2 milhão de brasileiros.

    O cenário epidemiológico reforça a urgência das medidas: em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com maior concentração no Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará. Em 2025, dados preliminares indicam 627 casos agudos (97% no Norte) e 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás, evidenciando a persistência da doença em áreas endêmicas.


(Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/. Acesso em: abril de 2026. Adaptado.)
De acordo com as normas de ortografia, qual das palavras a seguir é grafada com hífen, considerando a mesma regra utilizada em “anti-inflamatória” (7º§)? 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: AMEOSC Órgão: AMEOSC Prova: AMEOSC - 2026 - AMEOSC - Engenheiro Civil |
Q4149462 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão..

A vacina inédita desenvolvida por inteligência artificial

Inteligência artificial foi usada para desenvolver um tipo de vacina "fundamentalmente novo" que poderia proteger contra amplas variedades de vírus e prevenir pandemias, dizem os pesquisadores.
A equipe da Universidade de Cambridge afirma que é a primeira vez que um componente-chave de uma vacina foi totalmente projetado por IA e depois testado em pessoas.
A vacina foi concebida para funcionar contra todos os coronavírus, o que incluiria todas as variantes da Covid e vírus que infectam animais, mas que poderiam dar origem a uma próxima pandemia.
O trabalho ainda está em estágios iniciais, mas a equipe já está desenvolvendo outras vacinas que poderiam combater a gripe e o Ebola.
Vacinas ensinam o nosso corpo a identificar uma infecção para aumentar as nossas chances de combatê-la.
Mas alguns vírus são eficazes em mudar sua aparência — ou sofrer mutações — de modo que as vacinas podem rapidamente se tornar desatualizadas. É por isso que as vacinas contra Covid e gripe sazonal precisam ser atualizadas regularmente.
"Estamos sempre correndo atrás", disse o professor Jonathan Heeney, da Universidade de Cambridge, acrescentando que "o que estamos tentando fazer é nos antecipar" e avançar o suficiente para proteger contra novos surtos ou pandemias.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgpgzpyznno
"A equipe da Universidade de Cambridge afirma que é a primeira vez que um componente-chave de uma vacina foi totalmente projetado por IA e depois testado em pessoas."
As alternativas a seguir apresentam palavras grafadas corretamente com hífen, assim como o vocábulo 'componente-chave', exceto: 
Alternativas
Q4146989 Português

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga"


No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.


Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.


"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.


Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.


Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos − cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos − constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.


Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.


Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.


Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia − animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.


O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado


"Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024."

Com base na ortografia correta da palavra empregada no texto e também em outras palavras fora desse contexto, relacione as colunas a seguir:


Coluna A

1.macacos-de-gibraltar; formiga-branca; cão-de-guarda.

2.heroico; abençoo; feiura.

3.troféus; heróis; anzóis.

4.ultrassom; manda-chuva; circunavegação.


Coluna B

(__)Palavras que sofreram alteração após o Acordo Ortográfico.

(__)Duas palavras grafadas corretamente e uma incorretamente.

(__)Palavras que não sofreram alteração após o Acordo Ortográfico.

(__)Uma palavras grafada corretamente e duas incorretamente.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência numérica corretamente. 

Alternativas
Q4146298 Português
Obesidade: a prevenção evita complicações futuras na saúde da população

        A obesidade é o excesso de gordura corporal em quantidade que prejudica a saúde. Diabetes tipo 2, hipertensão arterial, sobrecarga nas articulações, apneia obstrutiva do sono e infiltração de gordura no fígado que pode evoluir para cirrose são alguns dos problemas que o excesso de gordura pode provocar. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 62,6% dos brasileiros adultos estavam com excesso de peso; e 25,7%, com obesidade.

        O aumento de peso pode contribuir para ampliar o risco de doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer. “Por isso, combater a obesidade é agir também no controle e na prevenção de diversas doenças”, afirma o médico João Regis Carneiro.

         “Observamos um aumento da prevalência de transtornos do comportamento alimentar em mais de 30% das pessoas que buscam ajuda para perder peso. Além disso, houve a ampliação de casos de ansiedade e depressão, condições que podem promover o aumento de peso, mas também são alimentadas pela obesidade”, destaca João Regis. O profissional evidencia que alguns fármacos para o tratamento da depressão e outras doenças relacionadas à saúde mental também podem implicar ganho de peso.

        É importante salientar também que uma criança obesa tem grande probabilidade de se tornar um adulto obeso com risco de desenvolver doenças que impactarão sua qualidade e expectativa de vida. Além da genética, alguns fatores também contribuem, como a má alimentação, a falta de atividade física, o tempo excessivo em frente a telas, a má qualidade do sono, entre outros.

        Além disso, o uso indiscriminado de medicamentos antiobesidade pode levar a várias complicações e efeitos colaterais, como pancreatite e outros distúrbios. Com isso, mudar o estilo de vida é uma condição indispensável no tratamento da obesidade. O paciente é protagonista da sua história. Portanto, é sua responsabilidade assumir o tratamento e seguir uma vida com mais saúde e com acompanhamento multiprofissional.

Internet:<www.gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


Conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as palavras “antiobesidade” e “cardiovasculares”, presentes no texto, estão corretamente grafadas, entretanto “multiprofissional” deveria ser grafada com hífen, por ser formada pelo prefixo “multi‑”, que é seguido de uma palavra iniciada por consoante.

Alternativas
Q4145222 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa sistematizou o uso do hífen em palavras formadas por derivação prefixal, como ocorre em “sul-americana”. Considerando as regras de ortografia oficial vigentes, assinale a alternativa em que as palavras destacadas estão grafadas adequadamente.
Alternativas
Q4144471 Português
Texto para a questão.


8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens


    A educação financeira tem sido apontada por especialistas como uma ferramenta importante para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade entre crianças e adolescentes. Em um cenário marcado pelo aumento do consumo digital e pela facilidade de acesso ao crédito, famílias e escolas passaram a discutir com maior frequência estratégias capazes de estimular hábitos financeiros mais conscientes desde cedo.

    Segundo educadores consultados pela reportagem, o aprendizado relacionado ao dinheiro não deve ocorrer apenas em momentos de dificuldade econômica. A orientação financeira pode ser incorporada ao cotidiano por meio de práticas simples, como planejamento de gastos, diferenciação entre necessidade e desejo, organização de metas e acompanhamento de despesas. Além disso, especialistas destacam que o exemplo dado pelos adultos exerce influência significativa sobre o comportamento financeiro dos jovens.

    Outro aspecto mencionado refere-se ao impacto das redes sociais sobre o consumo impulsivo. A exposição constante a padrões de vida idealizados contribui para o aumento da ansiedade e para a construção de hábitos de compra pouco sustentáveis. Nesse contexto, a educação financeira é apresentada como mecanismo de formação cidadã, pois favorece decisões mais equilibradas e maior compreensão sobre planejamento econômico.

    A reportagem também destaca que a abordagem do tema nas escolas pode contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e da responsabilidade social. Para especialistas, ensinar educação financeira não significa incentivar acúmulo de riqueza, mas ampliar a capacidade de tomada de decisões conscientes relacionadas ao consumo, à poupança e ao uso responsável dos recursos disponíveis.


Adaptado de CNN BRASIL. 8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens. São Paulo, 6 jan. 2026. Disponível em: CNN Brasil Educação. Acesso em: 11 maio 2026.
Considerando as regras de acentuação gráfica e ortografia oficial aplicadas a vocábulos do texto ou a termos correlatos, assinale a alternativa que apresenta a correta justificativa normativa.
Alternativas
Q4137822 Português

Leia o texto para responder às próximas seis questões.


A mulher e a patroa. (Martha Medeiros).


Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.


Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.


Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.


Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras: convivem com eles.


Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.


Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há algo sexy no ar.


Há homens que têm patroa.


Há homens que têm mulher.


E há mulheres que escolhem o que querem ser.

Tratando-se do uso, ou não, do emprego do hífen, marque a alternativa indevida. 
Alternativas
Q4135689 Português
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
A palavra “contra-arrazoado” está hifenizada devidamente, o que não ocorre na escrita do vocábulo:
Alternativas
Q4134622 Português
Desigualdade social é o principal obstáculo à qualidade da educação no país.

A educação básica brasileira registrou avanços significativos nas últimas décadas, mas continua marcada por desigualdades profundas e por um descompasso entre o modelo de ensino e as transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.

 A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP 2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e Oportunidades".

Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à escola desde a Constituição de 1988, mas ainda enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível com os investimentos realizados. "Há muita evidência de que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis de desigualdade, entendemos que ainda precisamos fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.

Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção entre princípios e critérios na definição das políticas públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos objetivos de implementação. O pesquisador analisou especificamente o artigo 205 da Constituição da República Federativa do Brasil, que estabelece: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".

"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma declaração de princípio e não o estabelecimento de um critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que está indo em determinada direção, mesmo sem nunca chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios em critérios, porque critérios são objetivos e permitem cobrança."

Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a governança educacional, especialmente em municípios com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm menos recursos e menos estrutura, justamente na fase mais importante do desenvolvimento humano", disse.

O professor criticou também a formação de professores no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes sejam formados sem experiência prática em escolas. "O Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em áreas como medicina", ponderou. Outro problema apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas diferentes com menos de quatro horas de aula por dia", sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte do país.

Siqueira destacou que as tecnologias digitais introduziram uma mudança estrutural no processo de aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes têm dificuldade crescente de concentração e organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele precisa pensar — e não está exercitando isso".

Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como desinformação, dependência de redes sociais e problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos estudantes de medicina relatam problemas de saúde mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%. Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.

A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos principais vetores de transformação da educação e do mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15 mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1 bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.

Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC [Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar planos de aula adaptados para diferentes perfis de estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do professor", disse. A BNCC é o documento normativo que define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito de aprender ao longo da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

Além disso, a incorporação das novas tecnologias digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a formação de comunidades de aprendizagem e a possibilidade de integrar o currículo às realidades locais, como em comunidades indígenas e quilombolas, ampliando o potencial de uma educação mais contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas contemporâneas.

Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que exames como o do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) estão defasados e não capturam competências essenciais. E defendeu a incorporação de habilidades como pensamento crítico, metacognição e resolução de problemas complexos. "O estudante precisa saber mobilizar conhecimentos em situações reais. Não basta repetir conteúdo", disse.


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
"Nos últimos quatro meses, os quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15 mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1 bilhão de lucro."
O vocábulo 'norte-americano' é grafado com hífen em conformidade com regra específica. Com base nas demais regras de emprego do hífen, preencha as lacunas com palavras corretamente grafadas, com ou sem hífen.
I.O pesquisador descreveu o personagem como um líder___ , marcado por sucessivas derrotas políticas.
II.O movimento___ busca valorizar identidades culturais e históricas do continente em contextos contemporâneos.
III.A___ foi um marco histórico que ampliou o conhecimento geográfico e as rotas comerciais.
IV.O___ participou ativamente do programa, enviando perguntas ao vivo durante a transmissão.

Assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas propostas.
Alternativas
Q4134614 Português
Desigualdade social é o principal obstáculo à qualidade da educação no país.

A educação básica brasileira registrou avanços significativos nas últimas décadas, mas continua marcada por desigualdades profundas e por um descompasso entre o modelo de ensino e as transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.

 A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP 2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e Oportunidades".

Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à escola desde a Constituição de 1988, mas ainda enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível com os investimentos realizados. "Há muita evidência de que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis de desigualdade, entendemos que ainda precisamos fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.

Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção entre princípios e critérios na definição das políticas públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos objetivos de implementação. O pesquisador analisou especificamente o artigo 205 da Constituição da República Federativa do Brasil, que estabelece: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".

"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma declaração de princípio e não o estabelecimento de um critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que está indo em determinada direção, mesmo sem nunca chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios em critérios, porque critérios são objetivos e permitem cobrança."

Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a governança educacional, especialmente em municípios com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm menos recursos e menos estrutura, justamente na fase mais importante do desenvolvimento humano", disse.

O professor criticou também a formação de professores no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes sejam formados sem experiência prática em escolas. "O Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em áreas como medicina", ponderou. Outro problema apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas diferentes com menos de quatro horas de aula por dia", sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte do país.

Siqueira destacou que as tecnologias digitais introduziram uma mudança estrutural no processo de aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes têm dificuldade crescente de concentração e organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele precisa pensar — e não está exercitando isso".

Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como desinformação, dependência de redes sociais e problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos estudantes de medicina relatam problemas de saúde mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%. Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.

A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos principais vetores de transformação da educação e do mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15 mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1 bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.

Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC [Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar planos de aula adaptados para diferentes perfis de estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do professor", disse. A BNCC é o documento normativo que define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito de aprender ao longo da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

Além disso, a incorporação das novas tecnologias digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a formação de comunidades de aprendizagem e a possibilidade de integrar o currículo às realidades locais, como em comunidades indígenas e quilombolas, ampliando o potencial de uma educação mais contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas contemporâneas.

Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que exames como o do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) estão defasados e não capturam competências essenciais. E defendeu a incorporação de habilidades como pensamento crítico, metacognição e resolução de problemas complexos. "O estudante precisa saber mobilizar conhecimentos em situações reais. Não basta repetir conteúdo", disse.


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
"Desigualdade social é o principal obstáculo à qualidade da educação no país."
A separação silábica consiste na divisão das palavras em sílabas, indicada, quando necessário, pelo uso do hífen. Em 'país', por exemplo, a divisão adequada é 'pa-ís'. Com base nas regras de separação silábica e de translineação, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4132879 Português
Com base nas regras do Acordo Ortográfico vigente, analise as afirmativas a seguir e julgueas como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A grafia correta é "multissemiótico", com "ss", pois o prefixo multi- termina em vogal e a base "semiótico" começa com "s", exigindo duplicação da consoante.
( ) A forma correta é "inter-relação", com hífen, pois o prefixo inter- termina em "r" e a base começa com "r", caso em que o Acordo Ortográfico determina o uso do hífen.
( ) A palavra "autorreferente" deve ser escrita sem hífen e com "rr", pois o prefixo auto- termina em vogal e a base começa com "r", resultando em duplicação da consoante sem hífen.
( ) A forma “presuposição” está grafada corretamente segundo a norma-padrão.

Após análise, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q4132012 Português
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 foi um projeto elaborado pelos países lusófonos com o objetivo de unificar a ortografia do português. Até então, Brasil e Portugal (além dos demais países africanos de língua portuguesa) seguiam regras diferentes de escrita, o que dificultava a produção editorial comum, a circulação de textos, o ensino e a padronização internacional da língua. O acordo foi assinado em 1990 pelos países membros da CPLP, mas enfrentou longos anos de debates e revisões até entrar efetivamente em vigor. No Brasil, sua implementação começou em 2009, tornando-se obrigatória a partir de 2016. Entre as mudanças mais conhecidas, compreende-se que passa a ser
Alternativas
Q4130500 Português
Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.


Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.


Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?


A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.


Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.


O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones, do University College de Londres.


"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary, do Serviço Mundial da BBC.


Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.


"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.


A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.


Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland, nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.


"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.


Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes. Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.


O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres. Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.


"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."


Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.


Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.


"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.


Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.


"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.


A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.


"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o

"Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos."


Com base nas regras de emprego do hífen em palavras compostas, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o vocábulo 'ultrassônico'.


Alternativas
Q4129562 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
"Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade."

Com a implementação do Novo Acordo Ortográfico, diversas palavras passaram por alterações, seja no âmbito da acentuação gráfica, seja no da ortografia. Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'para' exemplifica caso de alteração, uma vez que, quando empregado como forma verbal, deixou de receber acento gráfico, anteriormente registrado como 'pára'.
II. As palavras formadas com ditongos abertos 'éi' e 'ói' sofreram alteração em sua acentuação, assim, deixaram de ser acentuados vocábulos como 'joia', 'ideia' e 'bateis'.
III. Diferentemente de 'para', o verbo 'pôr', no infinitivo, manteve o acento gráfico para diferenciar-se da preposição 'por', que não é acentuada.
IV. O vocábulo 'ultrassom', anteriormente grafado como 'ultra-som', perdeu o hífen e passou a ser grafado com acréscimo de consoante, em conformidade com as regras de hifenização.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Alternativas
Q4123584 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Papagaios aprendem a provar novos alimentos copiando outras aves


As crianças humanas costumam copiar as preferências dos amigos por brinquedos ou roupas, enquanto os adultos tendem a aderir a dietas populares ou tendências de estilo de vida. Agora, descobriu-se que esse tipo de imitação não é exclusivo da nossa espécie, já que papagaios selvagens aprendem a experimentar novos alimentos copiando seus semelhantes, sugere um novo estudo.


Animais que vivem em ambientes urbanos frequentemente encontram recursos novos ou incomuns, como lixo, árvores de rua, plantas exóticas ou espécies invasoras.


Para os animais nessas paisagens urbanas em constante mudança, expandir sua dieta para incluir novos itens alimentares pode ser crucial, de acordo com o estudo publicado na revista PLOS Biology.


No entanto, eles costumam ser cautelosos ao experimentar alimentos desconhecidos, pois podem ser venenosos ou conter parasitas, disseram os pesquisadores da Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Suíça.


Uma ferramenta que alguns animais usam para descobrir se vale a pena correr o risco é a aprendizagem social, que eles realizam observando ou interagindo com outros animais ou com seus pertences.


Essa estratégia foi observada em gralhas-pretas e corvos-marinhos selvagens. Estudos de laboratório com ratos na Noruega também mostraram que os ratos podem adquirir preferências alimentares ao cheirar o hálito de indivíduos mais atentos.


No entanto, segundo os pesquisadores, as estratégias de aprendizagem social têm sido pouco estudadas em contextos reais em comparação com os laboratórios.


Para descobrir se os papagaios selvagens usam essa técnica, os pesquisadores estudaram mais de 700 cacatuas-de-crista-amarela selvagens em cinco comunidades de dormitórios no centro de Sydney.


Dois papagaios de uma comunidade em Balmoral Beach e dois de uma comunidade em Clifton Gardens foram treinados − depois de inicialmente se mostrarem muito avessos − a comer amêndoas que foram tingidas artificialmente de azul ou vermelho, respectivamente.


Em seguida, um dispensador de alimentos contendo amêndoas de ambas as cores foi introduzido nas comunidades em sessões diárias durante 10 dias.


Após observarem os papagaios treinados consumindo as amêndoas coloridas, indivíduos curiosos começaram a comê-las na comunidade de Balmoral Beach em sete minutos, e na comunidade de Clifton Gardens em menos de um minuto, de acordo com o estudo. Em ambos os locais de reprodução, os papagaios comeram amêndoas de ambas as cores desde o primeiro dia.


Em uma terceira comunidade, onde não havia cacatuas treinadas, os papagaios demoraram quatro dias a experimentar os novos alimentos. Mas depois de uma ave − que se mudara da comunidade de Balmoral Beach, onde vira outras comerem as amêndoas 130 vezes − se arriscar, outros 15 papagaios também comeram as amêndoas em 10 minutos.


Os pesquisadores ampliaram o experimento para incluir mais dois locais de pouso.


Ao final do experimento de 20 dias, 349 indivíduos em cinco comunidades estavam consumindo amêndoas coloridas, de acordo com o estudo.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/papagaios-aprendem-a-provar-novos-alimentos-copiando-outras-aves/

"Essa estratégia foi observada em gralhas-pretas e corvos-marinhos selvagens."


Com base no uso do hífen nos vocábulos do trecho, bem como em outros casos fora do contexto, relacione as colunas, associando as palavras à sua forma correta de escrita ou à respectiva justificativa ortográfica.



Coluna A


(1) gralhas-pretas e corvos-marinhos.


(2) marcapasso e preestabelecido.


(3) paraquedas e mandachuva.


(4) contra-regra e café-com-leite.



Coluna B


(__)Palavras grafadas corretamente, conforme o Novo Acordo Ortográfico.


(__)Palavras grafadas incorretamente, conforme o Novo Acordo Ortográfico.


(__)Palavras que, quando nomeiam espécies zoológicas, devem ser grafadas com hífen.


(__)Palavra grafada incorretamente e palavra grafada corretamente, na ordem.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência numérica que relaciona as colunas corretamente.

Alternativas
Q4123374 Português
"Para muitos, admitir a falta de conhecimento é como se despir em público. É se sentir desprotegido e pode ser entendido como uma ferida na __________".

(Disponível em: https://vidasimples.co/relacionamentos/a-coragem-de-dizer-eu-nao-sei/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no excerto:
Alternativas
Q4122707 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

“Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.” O vocábulo abaixo está corretamente grafado conforme o Acordo entre os países de Língua Portuguesa. Conforme esse acordo, também está correta a escrita da palavra: 
Alternativas
Q4122507 Português
Leia o excerto a seguir e complete as lacunas:
É nesse ponto que a _________ fragilizada se torna uma porta de entrada poderosa para promessas de transformação rápida. Segundo a psicóloga Carolina Mattos, "Quando uma pessoa acredita que só será amada, valorizada ou aceita depois de 'se _________', ela se torna mais vulnerável a discursos que oferecem mudanças milagrosas."
O risco está em transformar __________ em __________ permanente. [...] Esse tipo de lógica costuma produzir relações frágeis com qualquer tentativa de mudança, porque a urgência emocional raramente sustenta constância. Quando a expectativa é resolver rapidamente dores profundas, a frustração se torna quase inevitável. [...]
(Disponível em:https://l1nq.com/lj8gu2c. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas no excerto:
Alternativas
Q4120444 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

'David da Vinci', o menino gênio mexicano com QI superior ao de Einstein

 

David Camacho provavelmente não irá gostar do título desta reportagem.

Primeiramente, porque não se identifica com a descrição de "menino gênio", embora seu quociente de inteligência (QI) de 162 esteja muito acima dos 130 fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mínimo para considerar uma pessoa com altas habilidades ou intelectualmente superdotado.

"Os gênios já estão no túmulo e, se foram gênios, é porque fizeram coisas geniais", explica ele, modestamente, à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Em segundo lugar, porque ele admite que não lhe agrada muito ser comparado com outras mentes brilhantes, como a dos físicos Stephen Hawking (1942-2018) ou Albert Einstein (1879-1955), que tinham QI estimado de 160.

"Tenho 10 anos e estou apenas começando", prossegue ele. "Talvez eu seja um gênio quando tiver 70 anos, mas quando tiver feito coisas geniais na vida, certo?"

Mas existe, sim, um gênio que serve de inspiração para o menino. Ele chegou a adotar seu sobrenome nas redes sociais, onde é conhecido como "David da Vinci".

"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci [1452-1519] e como ele era polímata: alguém que combina as ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, ciências humanas... de tudo um pouco", recorda ele. "Fiquei impressionado com a sua história, até que disse: 'Quero ser como ele', para fazer grandes coisas."

Eloquente, sempre sorrindo e com um discurso articulado e surpreendente para sua pouca idade, este menino de Querétaro, na região central do México, conta casualmente que oferece conferências em universidades e para organismos internacionais. E está a ponto de publicar um livro.

David Camacho também teve a "grandiosa oportunidade" de ser selecionado para visitar a sede da Nasa em Houston, no Estado americano do Texas. Ele participou de um programa de treinamento espacial, pilotou um voo simulado e vivenciou a gravidade zero. Seu futuro poderá levá-lo em direção à Nasa, mas ele não quer fechar nenhuma porta.

"Gostaria de fazer a primeira cirurgia no espaço", ele conta. "Criar a próxima SpaceX, ser o próximo Elon Musk, algo assim. Combinando tudo com os negócios, com as ciências humanas... tenho toda a vida pela frente!"

Atualmente, David Camacho estuda em uma escola internacional online, que o certificará para poder entrar na universidade. Ele fala espanhol, inglês, francês e alemão e começou a estudar russo, português e italiano.

Ele garante que é "um orgulho" ter um quociente de inteligência tão alto e o que ele mais aprecia em ser uma criança com altas habilidades é poder entender tudo rápido e aprender de forma acelerada.

"Não são muitas as pessoas que nascem assim, de forma que eu gostaria de usar isso em favor das crianças e do bem-estar da humanidade, deixar a minha marca", afirma ele.

Mas ele acredita que nem todos entendem o que é ser um menino gênio. "Muitas pessoas pensam que devemos saber tudo, mas não somos adivinhos, é preciso que nos ensinem. Não significa que temos todas as respostas do universo."

"Muitas vezes, eles me desafiam, dizendo: 'Se você é um menino gênio, diga a raiz quadrada não sei do quê, multiplique por tanto...' Espere, se eu não aprendi, não vou saber!", ele conta, rindo.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8937lee8v5o

"Ele participou de um programa de treinamento espacial, pilotou um voo simulado e vivenciou a gravidade zero."
O vocábulo 'voo' exemplifica palavra que sofreu alteração com o Novo Acordo Ortográfico. As alternativas a seguir também apresentam palavras modificadas por esse acordo. Assinale aquela que contém pelo menos um vocábulo grafado incorretamente.
Alternativas
Q4119773 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada


Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita.


Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados com papiros contendo o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, ??na Espanha, à CNN.


"Este é o grande avanço para nós", disse Adiego, que faz parte de uma equipe que trabalha no local há anos.


"Até agora, não sabíamos que eles teriam usado textos literários como parte desse ritual funerário", acrescentou.


A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.


Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.


"Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor", disse ele. "Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro."


Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.


Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.


A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego.


"A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha", acrescentou.


"Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário", disse Adiego.


Além disso, pouco se sabe sobre a vida daqueles cujas múmias foram encontradas no local, além do fato de que suas famílias deviam ter um certo nível de riqueza para poder pagar pelo processo de embalsamento, acrescentou ele.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mumia-egipcia-desenterrada-com-texto-literario-no-abdomen-e-encontrada/ adaptado

"Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada."
Os vocábulos empregados no trecho estão grafados corretamente. Complete as lacunas a seguir com palavras também grafadas de forma correta.
Enquanto o inspetor arqueológico, com a___ à cintura, parava diante do muro___ por vândalos que haviam invadido o sítio de escavação, Adiego atuava como um verdadeiro___ do patrimônio histórico,___ em sua vigilância, atento simultaneamente à preservação do papiro milenar, à integridade da múmia desenterrada e às ameaças que o descuido humano representa para a memória da civilização.
Alternativas
Respostas
21: A
22: C
23: A
24: E
25: C
26: C
27: D
28: D
29: B
30: C
31: B
32: D
33: A
34: C
35: A
36: E
37: C
38: B
39: D
40: B