Questões de Concurso
Sobre denotação e conotação em português
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados nas questões.

Analise as seguintes assertivas a respeito da linguagem do texto e assinale C, se as frases contiverem linguagem conotativa, ou D, se apresentarem somente linguagem denotativa.
( ) Nossa personalidade – livre na solidão, senhora de si na ausência do outro – começa a se inquietar com a influência externa ponderosa (l.08-09).
( ) Muitos romances terminam aí, precocemente, quando alguém reage em pânico ___ possibilidade de ser engolido ou controlado pelo outro (l.11-12).
( ) Dá para entender o que eu estou dizendo? (l.31).
( ) Se existe um jeito fácil de superar essa barreira, eu desconheço (l.40).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Viciados em remédios
A máquina de propaganda da indústria farmacêutica, a
irresponsabilidade de muitos médicos e a ignorância dos usuários
criaram um novo tipo de vício, tão perigoso quanto o das drogas
ilegais: a farmacodependência
Rápido e Rasteiro
Chacal
Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.
MORICONI, I (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio Janeiro: Objetiva, 2001, p. 271
Assinale a alternativa que apresenta um verso do poema no
sentido conotativo.
Macramê
Ana Lina
Continuava sentada naquela cadeira completamente muda. Muda a cadeira. Muda ela também, rangendo todo aquele silêncio como o seu sapato amarelo apertado. A cadeira, amiga há anos, fora da avó, depois de sua mãe e agora dela passaria para quem? Há anos ela vivia sozinha. Ali, sob os olhos daquela noite de azul em festa, sentada na calçada daquela rua torta e ladeira preguiçosa, debaixo de um poste de luz que poderia se passar facilmente por uma lua para qualquer coração distraído, ela e a cadeira eram surpreendidas pelo tamanho do mundo. Várias pequenas casas ainda não adormecidas; nuvens correndo lentas; folhas suicidas dançando do alto das copas das árvores e gargalhando nos vidros das janelas, nos contornos côncavos do telhado… Uma matilha de vaga-lumes sonâmbulos abanando luz junto aos braços do vento… Sabia todo o tempo solto dentro dela… Sabia a cadeira solta no mundo.
Texto extraído de:
http://autoressaconcursosliterarios.blogspot.com.br/20
13/05/os-20-minicontos-classificados.html
( ) Conotação é o emprego da palavra com seu significado original. Seu objetivo é informar o receptor da mensagem clara e objetiva. ( ) Denotação é o emprego da palavra com seu significado original. Com objetivo de provocar sentimentos no receptor da mensagem, com diferentes interpretações. ( ) Denotação é o emprego da palavra em seu sentido usual, original e convencional. Seu objetivo é informar o receptor da mensagem de forma clara e objetiva. ( ) Conotação é o emprego da palavra com um significado novo, diferente do original, onde é criada pelo contexto. ( ) Na frase “Camila é um doce de pessoa.”, o termo empregado é Conotativo.
Assinale a alternativa CORRETA:
Os autores empregam linguagem figurada em várias partes do texto. Nos fragmentos a seguir, assinale F nos parênteses quando o sentido da expressão destacada for FIGURADO ou L quando o sentido for LITERAL.
( ) ...plantas, que se viram... (l. 15)
( ) ...animais primitivos – como os vermes de 600 milhões de anos atrás... (l. 18).
( ) ...para que o feitiço ocorra... (l. 32).
( ) ...a barriga realmente pode mandar na cabeça... (l. 46 e 47).
( ) ...qualquer pessoa que já teve dor de barriga... (l. 47).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia o texto 1 para responder à questão.
Texto 1

( ) O uso do vocábulo pneus no texto 1 é um exemplo de polissemia. ( ) O vocábulo pneus, nos dois quadros, pertence a mesma classe gramatical. ( ) No quadro 1, a palavra “pneus” apresenta sentido denotativo e no quadro 2 conotativo. ( ) No quadro 1, a palavra “pneus” apresenta sentido conotativo e no quadro 2 denotativo.
A alternativa que contém a sequênca correta, de cima para baixo, é
A fantástica arte de ignorar os brinquedos
dos filhos espalhados pela casa
Se você é daqueles pais que conseguem fazer com que seus filhos guardem todos os brinquedos depois de usar e que não espalhem bonecas, playmobils, spiners e afins pela casa, pode parar de ler este texto agora. Você, ser evoluído, não precisa presenciar essa discussão mundana. Agora, se você é daqueles que passa mais tempo implorando para que seus filhos sejam organizados do que vendo eles organizarem de fato alguma coisa, dê cá um abraço!
Já pisou em pecinha de lego? Sonhou que estava dando a coleção de Hot Wheels para o carroceiro? Se deparou com uma legião de bonecas no box do banheiro? Tenho um segredo pra dividir com vocês. Se chama a arte de ignorar brinquedos. É preciso um tanto de meditação, bom humor, muita cabeça erguida — pra ver só o que está a mais de um metro do chão — e, às vezes, um drink. Mas superfunciona!
No começo é difícil, a gente perde a cabeça e acaba guardando tudo num ato desesperado. Respire e volte a contar, na mesma filosofia do AA, há quantos dias você está sem tocar em brinquedos. Repare que, depois de um tempo, você só verá as paradas quando não estiver muito bem (aqueles dias em que a comida fica ruim, ninguém responde suas mensagens e nenhuma roupa fica boa, sabe?). O que recomendo nestes momentos é: não coloque as mãos nos brinquedos. Afaste o que dá delicadamente com os pés, junte tudo num canto, mas não organize. E, de preferência, arrume um programa fora de casa para mudar o visual.
Em pouco tempo você não vai mais ter esse problema, porque não enxergará nem o Hulk gigante ou o pogobol trambolhosamente nostálgico. Quando esse dia chegar, estabeleça trilhas por onde você anda e avise as crianças que, como você não enxerga brinquedos, o que estiver no caminho corre sérios riscos de colisão. Eles têm medo disso. E assim, deixam a passagem livre para que a circulação aconteça sem grandes traumas.
Agora, cá entre nós: é no primeiro “creck” que a mágica acontece. Quando, totalmente sem querer, você quebra o espelhinho da penteadeira da Barbie (não por maldade, mas porque você não vê Barbies) que as crianças começam a guardar os brinquedos. Algumas lágrimas vão rolar e você vai ser chamado de pior mãe ou pai do mundo, mas quem nunca teve que lidar com agressão gratuita que atire o primeiro blog. A vida segue. Os brinquedos (e blogs) também.
BOCK, Lia. A fantástica arte de ignorar os brinquedos dos
filhos espalhados pela casa. Blogsfera. UOL.
Disponível em:<https://goo.gl/NMrkan>
Analise a definição de expressão idiomática proposta pela linguista Cláudia Xatara, na revista Alfa (n. 42, 1998, p. 149).
“Expressão idiomática é uma lexia [unidade lexical
constituída por uma palavra ou por palavras associadas
(dicionário Aurélio, versão eletrônica 7.0)] complexa,
indecomponível, conotativa e cristalizada pela tradição
cultural”.
A seguir, assinale o trecho que contém uma expressão
idiomática de acordo com essa definição.
“O Ipê-amarelo, também conhecido no brasil como Aipê ou Ipê-ouro é muito comum no estado do Paraná, sua altura pode chegar a trinta metros e seu diâmetro até 60 centímetros. Sua floração se inicia no fim de agosto e a frutificação acontece nos meses de setembro e fevereiro. “
A informação lida é bastante objetiva e tem um caráter referencial, ou seja, de transmitir uma informação, podemos dizer que é um texto de:
Leia o texto para responder à questão.
O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa.
É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro,
uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa
Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas.
A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode
ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville.
Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto
bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de
reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva
em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela
retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de
disfarçar o medo.
Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise.
É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um
exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa
mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu
certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo!
Slogans são cômodos.
Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e
suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que
seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar
com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões!
Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o
debate com a profundidade de um pires.
Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso.
Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um
herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue?
Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para
povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro
estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na
pesquisa.
Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que
dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo
um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou
escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que
todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de
humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio.
Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar
nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.
* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos
(I) algo pode ser feito ou falado de modo contundente; (II) a reflexão detesta falta de liberdade.
Essas ideias estão contidas, correta e respectivamente, nas frases:
