Questões de Concurso
Sobre denotação e conotação em português
Foram encontradas 2.272 questões
Leia o poema “Cometa poesia”, de Nicolas Behr, para responder à questão.
era noite de julho de 1967
mamãe nos acordou de madrugada
para vermos o cometa ikeia-seki
(ela sabia que nós
nunca o esqueceríamos)
o cometa seguiu seu curso
nós voltamos pra cama
caixeiro-viajante do céu,
o cometa aparece e desaparece
o cometa volta
a infância não
(Vários autores. Boa companhia-Poesia. Cia. das Letras, 2003)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada foi empregada em sentido figurado e está acompanhada de interpretação adequada.
Sempre acreditei que um texto, para ser “bem escrito”, deveria ser conciso, claro e verdadeiro. O problema é quando a concisão compromete a clareza. As siglas, por exemplo. Nada mais conciso do que elas. Mas serão claras? Só se você souber previamente o que significam. Um absurdo de siglas circula hoje alegremente pela língua – nem sempre identificadas entre parênteses –, o que nos obriga a piruetas mentais para saber qual é o quê. Como é impossível saber todas, a sigla é a língua estrangulada.
(Ruy Castro. A língua estrangulada. Folha de S.Paulo, 22.03.2019. Adaptado)
Leia o texto, para responder às questões de números 05 a 13.
Paz na escola: é possível
A violência é o fator de maior preocupação da população brasileira, de acordo com pesquisas de opinião pública. Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil. As inesperadas ações de violência e suas diversas formas de manifestação reforçam na sociedade a ideia de que ela se tornou incontrolável e, por isso, acabamos nos submetendo à imposição do medo e do terror por não ter o que fazer diante da ineficácia dos poderes públicos.
Ainda que tenhamos muita clareza da proporção e das consequências visíveis e sutis do fenômeno violência, podemos facilmente perceber as modificações que ele vem acarretando na maneira de viver e ser das pessoas, no funcionamento das instituições e nos relacionamentos interpessoais: é como se a epidemia de violência infestasse a teia social, colocando em risco a nossa saúde emocional e física.
Por ser tão aguda no cenário atual, a violência atinge, obviamente, a escola, que é a tradução em si mesma dos processos históricos, culturais e econômicos de uma sociedade. Atitudes violentas acontecem de formas variadas no ambiente escolar: nas manifestações de racismo, nas brincadeiras sobre gênero e religião, nas atitudes de intimidação e isolamento, nas pequenas agressões físicas e, na pior de todas, na morte violenta entre os jovens.
A reversão desse quadro é um árduo caminho a ser percorrido. A sociedade, a escola e os governos precisam, juntos, incluir a Cultura de Paz como política de Estado, estendendo a discussão para a sala de aula e além dela. E sem a participação da maior das instituições, a família, essa reversão é muito mais difícil.
A escola sem violência é possível e muito pode fazer ao incentivar nos alunos valores, livres de qualquer pretensão moralista, capazes de evidenciar razões para não se optar pelo uso da violência e viver em uma sociedade mais humana.
(Simone Cristina Succi. Diário da Região, 21.03.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que há emprego de palavras em sentido figurado.
Leia o poema, para responder às questões de números 01 a 03.
Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Cora Coralina, Vintém de cobre: meias confissões de Aninha)
Ao afirmar que – Esta fonte é para uso de todos os sedentos – o eu lírico está se referindo, com palavras empregadas em sentido
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.
Vida de clichê
___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.
___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.
___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...
___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.
(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.
Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)
. Uma frase em que todas as palavras estão empregadas com sentido próprio é:
A humanidade comunica-se pela internet - só no Brasil já são quase 80 milhões de usuários -, mas isso não significa que ela seja, como gostam de dizer, uma "mídia" que promove a convergência de todas as outras "mídias". Ela é capaz de fornecer ferramentas para que um conteúdo atinja grandes audiências de um só golpe, ao vivo, assim como permite que duas pessoas falem entre si, reservadamente. Acima disso, porém, ela abre outras portas, muitas outras. Pensá-la simplesmente pelo paradigma da comunicação é estreitá-la, amofiná-la - e, principalmente, ameaçar a liberdade que ela encerra.
(Eugênio Bucci, jornalista, O Estado de S.Paulo 20 de outubro de 2011 | 03h07)
Assinale a alternativa que contém um trecho do texto que contém uma expressão empregada no sentido figurado:
Leia a entrevista do autor da expressão “imigrantes digitais” para responder às questões 7, 8, 9 e 10.
(Texto Adaptado)
PATRICIA GOMES
Folha - Como o senhor define nativos e imigrantes digitais? Marc Prensky - Nativos digitais são aqueles que cresceram cercados por tecnologias digitais. Para eles, a tecnologia analógica do século 20 – como câmeras de vídeo, telefones com fio, informação não conectada (livros, por exemplo), internet discada – é velha. Os nativos digitais cresceram com a tecnologia digital e usaram isso brincando, por isso não têm medo dela, a veem como uma aliada. Já os imigrantes digitais são os que chegaram à tecnologia digital mais tarde na vida e, por isso, precisaram se adaptar.
Um imigrante digital consegue ensinar um nativo digital?
Depende do que você entende por "ensinar". Se você quer saber se os mais velhos podem orientar os mais novos, fazendo as perguntas certas, a resposta é "sim". Se você quer saber se os jovens vão ouvir os mais velhos falar sobre coisas que não acham importantes, a resposta é "não". A educação precisa ser menos sobre o sentido de contar, e mais sobre partilhar, aprender junto.
A tecnologia mudou as relações na sala de aula?
Em cada lugar há um efeito diferente. Em alguns casos, reforçou as relações, conectou professores e alunos isolados. Em outros, trouxe medo, desconfiança, desrespeito mútuo. Por exemplo, um professor pode pensar que os alunos têm a concentração de um inseto. Os alunos podem pensar que os professores são analfabetos digitais. É quase impossível o aprendizado ocorrer em circunstâncias assim. O que a gente precisa é de respeito mútuo entre professores e estudantes.
O papel dos professores mudou em comparação com o das décadas de 80 e 90?
Sim. O papel do professor está mudando gradualmente. Está deixando de ser apenas o de transmissor de conteúdo, disciplinador e juiz da sala de aula para se tornar o de treinador, guia, parceiro. A maioria dos professores está em algum lugar no meio; poucos são parceiros de verdade.
E continua mudando?
Sim. E precisa continuar mudando se os professores quiserem ajudar os alunos do século 21 a aprender. Alguns acham que a pedagogia vai mudar automaticamente, assim que os "nativos digitais" se tornarem professores. Eu discordo. Há pressões forçando os professores novos a adotar métodos antigos. Nós precisamos fazer um grande esforço de mudança. Primeiro, mudar a forma como nós ensinamos – nossas pedagogias. Depois, mudar a tecnologia que nos dá suporte. Finalmente, mudar o que nós ensinamos – nosso currículo – para estarmos em acordo com o contexto e as necessidades do século 21.
De acordo com a leitura atenta da entrevista,assinale a alternativa correta.
I. No contexto geral, inexistem falhas nos campos fonéticos ortográficos, morfológicos, sintáticos e semânticos.
II. Os vocábulos empregados, no texto, morfologicamente, exercem todos eles funções substantivas.
III. Os elementos relacionais, empregados como conectores apresentam diversos valores semânticos.
IV. Os termos empregados textualmente não apresentam falhas no condizente à ortografia, à fonética, à semântica nem à sintaxe.
V. A predominância de elementos linguísticos com sentido denotativo, faz com que haja objetividade no texto.
Estão corretas apenas as assertivas
I - O texto pertence ao tipo argumentativo. II - Tendo em vista a ortografia oficial, as lacunas do texto serão, correta e respectivamente, preenchidas por: ancioso, mau-humorados e frustração. III - Há presença de linguagem conotativa no trecho: “...as bolsas despencam no mundo todo, os dinheiros derretem, muitas vidas se consumiram por nada...”. IV - Seguem a mesma regra de acentuação gráfica as palavras atribuída e sacrifício. V - Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras dignidade, luminosos e projetos classificam-se como paroxítonas.
Estão CORRETAS, apenas:


A esse respeito, é correto afirmar que as palavras estão empregadas no sentido literal em
I. O destemido coração nasceu aventureiro¨, quer dizer nasceu arrojado, empreendedor. II. A boca chistosa não para de rir¨, quer dizer vive brincando, contando piadas. III. Os olhos são faróis empedernidos, quer dizer são flexíveis, são sensíveis. IV. Aquela menina é uma rocha¨, quer dizer insensível, dura, não chora.
Marcando (V) para verdadeira e (F) para falsa, a resposta correta é:
I- Em “(...) juventude à deriva (...)”, tem-se o empregado da conotação. II- Em “(...) resgatar esses jovens do limbo (...)”, tem-se o emprego da denotação. III- Em “(...) o mercado de trabalho mostra que ainda sofre com a deterioração econômica (...)”, tem-se o emprego da conotação.
Está CORRETO o que se afirma em:
TEXTO 3



