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Questões de Concurso Comentadas sobre denotação e conotação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.597 questões

Ano: 2019 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: IF-PE - 2019 - IF-PE - Nível Médio |
Q1325435 Português

Leia o TEXTO 1 para responder a questão.

TEXTO 1

COMO DESENVOLVER UMA CULTURA DE COOPERAÇÃO E AFASTAR O BULLYING

    (1) O desenvolvimento de uma cultura de cooperação está diretamente relacionado ao combate ao bullying. Isso porque entender o processo educacional como uma prática que conduza à cooperação e ao respeito mútuo ataca a raiz dessa violência. Mas quais métodos podem ser adotados para se posicionar contra o bullying? Qual o papel da escola na consolidação dos valores entre seus alunos?

    (2) O desenvolvimento de uma cultura de cooperação, nas instituições de ensino, relaciona-se com o entendimento do espaço escolar não apenas como um local de ensino formal, mas, também, de formação do jovem como cidadão. Em outras palavras, a escola tem papel fundamental no desenvolvimento dos valores dos jovens, estabelecendo conceitos relacionados aos seus direitos e deveres, à cooperação, ao respeito e à solidariedade. Nesse contexto, o bullying vem sendo tratado com cada vez mais seriedade pela comunidade escolar e pelo governo de diversos países. No Brasil, inclusive, já existe uma lei antibullying.

    (3) Apesar de não haver uma fórmula pronta para garantir a não ocorrência dessa prática, algumas medidas para o desenvolvimento de uma cultura de cooperação podem contribuir para evitar esse tipo de violência.

    (4) Nessa perspectiva, é importante que a escola ofereça oportunidades para que os jovens entendam os benefícios do trabalho em equipe e a contribuição de cada um para o sucesso de atividades assim. Os jogos cooperativos são uma excelente ferramenta. Consistem em atividades nas quais é necessário um esforço conjunto para se atingir um objetivo comum, contrariando a estrutura competitiva e incentivando a participação total dos alunos. Desenvolver projetos e trabalhos em conjunto também é uma boa alternativa. Em um projeto anual ou semestral, é possível delegar funções e permitir que os alunos tomem responsabilidades diferentes.

   (5) O mais importante desses processos é o desenvolvimento da comunicação, das trocas de ideias e das bagagens de conhecimento. É nessas trocas do trabalho coletivo que os alunos começam a perceber o impacto de suas diferenças na constituição de um objeto maior.

   (6) Há, ainda, a importância do relacionamento com os alunos, em que professores e gestores podem oferecer oportunidades de diálogo que estimulem a abertura de um relacionamento de confiança e de cooperação. Nesse sentido, é imprescindível que a escola trabalhe temas como bullying e respeito às diferenças em campanhas com apoio da coordenação pedagógica. Aulas expositivas, debates, palestras e outras atividades podem compor a ação.

    (7) Além disso, a comunicação deve ser estendida aos pais, fundamentais para a resolução dos problemas relacionados à educação, cuja participação é imprescindível para o sucesso das práticas adotadas. Os pais devem se envolver ativamente, aproximando-se das ações da escola, entendendo a importância e a necessidade de atuarem junto aos seus filhos no processo educacional.

Disponível em:<https://blog.wpensar.com.br/gestao-escolar/cultura-de-cooperacao-como-acabar-com-o-bullying/> . Acesso em: 27 nov. 2019 (adaptado).

É CORRETO afirmar que o TEXTO 1 está organizado a partir de uma linguagem
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2019 - IF-MA - Nível Médio |
Q1316018 Português
TEXTO 01
Aves de Bom jardim

    No mês de junho (melhor mês do ano), no interior do maranhão, homens e crianças compartilham o mesmo sonho de poder voar pelos céus, cortando os ares como um pássaro. Esse sonho é reduzido em uma brincadeira que deixa o céu de minha cidade colorido como um arco-íris.
    Pássaros de todas as cores e tamanhos sendo controlados pela meninada. Aves que voam sobre as casas acabam acidentadas em fios de energia, que por acidente acabam enfeitando todas as ruas. São tantos! Todos bem enfeitados com fitas, sedas e sacolas, conduzidos pelos seus criadores que entram em uma bela disputa onde o mais afiado corta outro e é capturado pelo oponente. São poucos que conseguem permanecer uma hora no ar, restando os melhores pássaros que desfilam vitoriosos sobre a cidade.
    E quando, de repente, aparece um bando de crianças correndo, sem parar, de cara para cima e suas mães gritando: - Volta aqui, meninoooo! Não fique preocupado! É apenas mais uma ave sem rumo, guiada pelo vento que perdeu uma batalha. 
    Realmente não há brincadeira melhor do que empinar uma pipa com seu melhor amigo e sair correndo por aí, nos céus de Bom Jardim.

(Autor: Rivaldo dos Santos da Silva, aluno do Curso de Logística, IFMA Campus Santa Inês. Texto produzido para Olimpíada de Língua Portuguesa, 2016, em versão integral). 
Na construção global do sentido do TEXTO 01 há o predomínio da linguagem conotativa, conforme identificado nos enunciados abaixo, EXCETO em:
Alternativas
Q1258056 Português

      As gerações têm determinados comportamentos como resultado de vivências na infância e na adolescência. Os Millennials, ou Geração Y, por exemplo, nasceram entre 1981 e 1996, uma época em que a tecnologia dava seus primeiros passos e assistiram ao seu rápido desenvolvimento, tendo que se adaptar à nova realidade.

      Já a Geração Z, os Centennials, nascidos a partir de 1997, são jovens da era da tecnologia e não conseguem imaginar a vida sem ela.

      Como as gerações anteriores, os Centennials têm características próprias, sendo notória a relação deles com a internet e as redes sociais. Estão sempre conectados, muitas vezes com mais de uma atividade simultaneamente e necessitam menos dos pais e professores para obter informações. São imediatistas. E-mail, por exemplo, é tido como coisa do passado. Os jovens dessa geração não querem ter de esperar as respostas, preferindo mensagens como de Whatsapp ou Snapchat. No mercado de trabalho mostram-se ávidos por desafios e rápidos nas soluções de problemas.

      Por terem crescido em meio à crise financeira mundial de 2008, acreditam que ter dinheiro é fundamental, mostrando-se menos idealistas e mais pragmáticos do que a geração anterior. Concentram-se no equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

      A Geração Z é caracterizada pela diversidade e transparência. Nunca se viu tanta diversidade racial e sexual nos integrantes de uma geração e a tolerância é uma das suas grandes características. Não se envergonham de quem são e expõem suas vidas pessoais e posições nas redes sociais abertamente. Diante de tanta informação, os Centennials tendem a despender maior preocupação em relação às causas ambientais e sociais, além de demonstrarem uma busca pela alimentação saudável mais intensa do que a geração anterior.

      A grande preocupação que surge sobre essa geração está relacionada ao excesso de conectividade. Além do sedentarismo, há riscos na saúde mental devido à depressão, que apresenta alta incidência nessa faixa etária, provavelmente relacionada ao isolamento social. Quem não precisa de amigos reais, do tipo “pau para toda obra”, daqueles que se entendem com um olhar, que oferecem um ombro amigo nas horas ruins e uma boa gargalhada nas horas boas?

(Andrea Hercowitz Geração X, Y, Z e Centennials . www.minhavida.com.br. acesso em 20.09.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que consta palavra com sentido figurado.
Alternativas
Q1256823 Português
Leia o texto para responder a questão. 

Saudáveis loucuras

     São 22 contos curtos em que a principal característica é não se prender a nenhum padrão da lógica. Assim, Dona Tinzinha vai a uma loja de armarinhos, onde pede meio litro de botões amarelos para o pijama novo de seu filho – ela descobriu que essa cor ajuda a criança a parar de fazer xixi na cama. Ou então o irmão mais velho, ao ser questionado pelo mais novo sobre o que vai ser quando crescer, conta estar dividido entre preguiçólogo ou dorminhólogo.
    São relatos assim que formam Tantãs, novo livro infantil de Eva Furnari, autora e ilustradora exímia em atiçar a curiosidade das crianças por meio do inusitado e do bom humor. Assim, nenhum leitor deve se surpreender com a carta que uma bruxinha escreve ao Papai Noel pedindo um vestido rosa; ou com o jovem advogado que defende um passarinho. Histórias que não agridem a lógica dos pequenos que, justamente por falta de vivência, ainda não foram contaminados pelas regras de convivência. Olham o mundo com frescor.
    Tantãs apresenta uma linguagem artesanalmente construída, que não se atém a convenções gramaticais ou sociais – encontrar a simplicidade é sua meta. E, com mais de 60 livros publicados, Eva entende perfeitamente a lição passada pelo poeta Manoel de Barros que, certa vez, disse: “A gente precisa se vigiar ao escrever. Não podemos, ao escrever, abandonar o canto, a harmonia ‘letral’. Não podemos desprezar o gorjeio das palavras”.
       Eva mostra às crianças as possibilidades de jogo que separam a literatura da linguagem comum: a liberdade de desmontar lógicas, dar espaço ao inusitado. Nem por isso as personagens de Eva beiram a loucura. Ela garante que há loucuras e loucuras. Há aqueles que são chamados de loucos (mesmo sem ter doença mental) pelo simples fato de não corresponderem ao modelo esperado pela sociedade. São os artistas, os criadores, as pessoas que pensam fora dos padrões e do senso comum. Esses, diz ela, “acho que têm intuições lúcidas e trazem reflexões que as pessoas sãs não costumam trazer. No caso dos tantãs do livro, é uma loucurinha que vem do olhar ingênuo da criança. As pessoas gostam, têm saudade desse olhar puro, inesperado e sem malícia. Talvez, essa seja uma das graças do livro.”
(O Estado de S.Paulo, 02.11.2019. Adaptado)
Observa-se nos termos destacados na frase – “Não podemos desprezar o gorjeio das palavras”. – uso de expressão de sentido figurado, o que ocorre também em:
Alternativas
Q1251009 Português
MEC divulga índice de qualidade do ensino básico.



Nesta segunda-feira (03/09/18), o Ministério da Educação (MEC) vai divulgar como está a qualidade do ensino brasileiro. Trata-se do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado para o país, estados, municípios e escolas. Cada ente federado e unidade escolar tem uma meta para ser alcançada. O índice é divulgado a cada dois anos. A última divulgação foi referente ao ano de 2015. Agora, serão anunciados os dados de 2017.


O Ideb é composto pela taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, a meta é cumprida desde 2005, quando o índice começou a ser calculado. Para 2015, a meta estipulada era de índice 5,2 e a etapa alcançou 5,5. Nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, a meta foi descumprida pela primeira vez em 2013. Em 2015, o índice esperado de 4,7 também não foi alcançado. A etapa registrou 4,5. 


No ensino médio, a meta não é alcançada desde 2013, e está estagnada em 3,7 desde 2011. O indicador estabelecido para 2015 era de 4,3.


Para especialistas, os resultados de 2017 devem seguir a mesma tendência dos anos anteriores. “Se a gente considerar os resultados das avaliações anteriores, acho que infelizmente a gente está em um processo bem semelhante ao que a gente tinha demonstrado em 2013 e 2015. [...] Isso é um pouco reflexo de não termos políticas estruturantes nessas etapas”, diz o diretor de Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), Ernesto Martins Faria.


Português e matemática 


Na última semana, o MEC divulgou os resultados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), um dos componentes do Ideb. Trata-se dos resultados de avaliações de língua portuguesa e matemática aplicadas a estudantes tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio. [...]


O Saeb de 2017 mostrou que ao final do ensino médio, quando deixam a escola, sete a cada dez estudantes não aprendem nem mesmo o considerado básico em português. A mesma porcentagem se repete em matemática. O ensino médio concentra os piores resultados. A etapa mostra estagnação desde 2009. As avaliações revelaram, no entanto, alguns avanços no início do ensino fundamental. 


Diante dos resultados já observados, o MEC defendeu a aplicação do chamado novo ensino médio, aprovado no início de 2017, que estabelece uma formação mais flexível para os estudantes que poderão escolher itinerários formativos com ênfases em matemática, linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e ensino técnico. “O ensino médio está absolutamente falido, no fundo do poço”, citou o ministro da Educação, Rossieli Soares, na divulgação do Saeb.


Na época que foi enviada ao Congresso Nacional, a reforma do ensino médio foi criticada por ter sido instituída por meio de medida provisória e foi um dos motivos de uma série de ocupações de escolas e universidades em 2016.


“Se no modelo [atual de ensino médio], que não é tão flexível, não se consegue garantir uma base de português e matemática, como se consegue garantir isso em um modelo flexível? Acho que tem um desafio”, diz Faria. [...].


Repetências


Outro componente do Ideb é o fluxo escolar, ou seja, quantos alunos são aprovados de um ano para o outro. De acordo com os dados de 2015, no total, no Brasil, tanto no ensino fundamental, como no médio, mais de 80% dos estudantes foram aprovados na série que cursavam. A reprovação, no entanto, ainda é um desafio.


De acordo com a presidente do Inep, Mª Inês Fini, fazer com que os alunos repitam de ano não agrega aprendizagem.


“A reação é dramática. Esse aluno que fica retido, se não for socorrido com proposta de recuperação forte, vai arrastar a aprendizagem. Não estamos dizendo que precisa passar de ano os alunos que não sabem, estamos dizendo que os estudantes podem e devem ter direito de aprender na idade certa”, diz. A presidente defende que as escolas ofereçam reforço escolar e busquem novos métodos para que os estudantes que tiveram alguma dificuldade possam aprender. “Não adianta ver a mesma proposta [de ensino] a qual ele já não reagiu bem”.


“Quando olhamos os estados com melhores resultados, vemos que têm duas características muito comuns: boas políticas de reforço, [...] corrigem as diferenças de aprendizagem no ano corrente; e a ampliação das escolas em tempo integral”, complementa a presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz. 


Publicado em 02/09/2018 por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília - Adaptado http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-09/mec-divulga-nesta-segunda-indice-de-qualidade-do-ensino-basico
A linguagem predominante no texto pode ser considerada:
Alternativas
Q1250624 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Metodologias de ensino fazem a diferença no aprendizado dos alunos

Pais e escolas têm papel fundamental no desenvolvimento da criança

Educa Mais Brasil

O aprendizado dos alunos pode estar ligado diretamente ao método de ensino adotado pelas escolas ou pelos professores, uma vez que o perfil de cada estudante é diferente e pode exigir dinâmicas variadas em sala de aula. Considerados modelos teóricos ligados à criação de currículos escolares e à orientação dos planos de aula, os métodos buscam trazer novas possibilidades para que os estudantes consigam apreender o conteúdo com mais facilidade.

Atualmente, os métodos mais comuns nas escolas brasileiras são o Waldorf, Montessoriano, Construtivista, Freiriano e Tradicional. Todos são considerados procedimentos didáticos, compostos por etapas que visam alcançar determinados objetivos e podem ser orientados por questionamentos básicos a serem feitos pelos docentes ou pela instituição de ensino: o que eu quero ensinar? Este é o melhor caminho para trabalhar este conteúdo com esses alunos?

Para compreender um pouco mais a questão, a psicopedagoga Daniela Santana Silva Ramos destaca que é importante identificar o perfil da criança. Se dois irmãos forem estudar, por exemplo, em uma escola construtivista e apenas um é participativo e tem alto desempenho, é hora de avaliar a metodologia. "Cada escola tem um método de ensino ou até mais de um. E cada criança se comporta de uma forma individual e particular com cada um. O método de ensino pode influenciar positivamente ou negativamente", sinaliza.

A diretora da Escola Waldorf Jardim Vir a Ser, Daiane Dias, esclarece como a Escola inclui a proposta pedagógica no cotidiano dos alunos. "O ensino Waldorf torna as pessoas mais humanizadas e mais conscientes do seu papel social com uma maior consciência coletiva", esclarece. A instituição atua apenas com a educação infantil, não inclui matérias fixas no currículo do aluno, mas visa incentivar os estudantes a vencer os próprios limites.

Com abordagem similar, a escola Montessoriana apresenta materiais, em sala de aula, que estimulam a aprendizagem, mas o ritmo e a escolha do tema a ser aprendido, dependem do estudante. Há, no entanto, módulos obrigatórios para o avanço de uma turma para outra.

O método Freiriano surgiu com o pedagogo Paulo Freire e tem reconhecimento internacional. A linha acredita que a conscientização do aluno é o maior objetivo da educação e, por isso, desenvolve atividades em sala de aula que estimulem o pensamento crítico. Neste caso, os conteúdos ensinados não devem ser considerados verdades absolutas e o docente, embora ensine, também aprende com os próprios alunos.

No caso da linha Construtivista, a elaboração de hipóteses e a resolução de problemas estão na base da metodologia. É dada ênfase na aquisição dos conhecimentos, que não são transmitidos apenas pelos professores, como forma de se tornar o aluno um ser autônomo.

Educação Básica

educação básica composta pela educação infantil, ensino fundamental e o ensino médio pode ser oferecida por meio de cada um dos métodos de ensino citados. Durante o processo de escolha da escola, os pais desempenham um papel importante de conhecer os próprios filhos e também a metodologia de cada instituição de ensino.

"Os pais precisam estar atentos aos comportamentos dos seus filhos e ao desenvolvimento deles. É importante também conhecê-lo. De que forma ele aprende? Ele é extrovertido? A melhor forma de se descobrir o método ideal é experimentando", aconselha Daniela. Inicialmente, não é preciso consultar um profissional, mas caso sejam observadas dificuldades na criança, é válido buscar ajuda. "A psicopedagogia ajuda no processo de aprendizagem. Nós vamos descobrir o porquê não estar aprendendo", sinaliza a psicopedagoga.

Fonte: https://www.em.com.br
A manifestação simultânea das funções da linguagem nos textos é muito comum. No texto lido, há predominância de duas funções (denotativa e conativa), porque:
Alternativas
Q1219132 Português

Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro

O Rappa


Tudo começou quando a gente conversava

Naquela esquina ali

De frente àquela praça

Veio os homens

E nos pararam

Documento por favor

Então a gente apresentou

Mas eles não paravam

Qual é negão? qual é negão?

O que que tá pegando?

Qual é negão? qual é negão?

É mole de ver

Que em qualquer dura

O tempo passa mais lento pro negão

Quem segurava com força a chibata

Agora usa farda

Engatilha a macaca

Escolhe sempre o primeiro

Negro pra passar na revista

Pra passar na revista

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro (...)

Extraído de: https://www.letras.mus.br/o-rappa/Acesso em 16/10/2019.

Em relação à musica, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1218822 Português

Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória.

São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.

Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue.


A palavra “magia” (l.10) está empregada no texto com sentido denotativo.

Alternativas
Q1218778 Português

Considerando as propriedades linguísticas e os sentidos do poema precedente, julgue o próximo item.


Haja vista as situações apresentadas no poema, a expressão “catar feijão” tem tanto sentido denotativo quanto conotativo.

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IDHTEC Órgão: Prefeitura de Macaparana - PE
Q1185134 Português
“Quando se diz, por exemplo, “Só ela esteve aqui.”, como se poderia classificar a palavrinha Só? Seria um advérbio? Uma preposição? Talvez um adjetivo, equivalente a sozinho? Não, não há como classificá-la dentro do rigor das dez classes gramaticais. Por isso, a gramática normativa teve de buscar uma solução fora do seu próprio rigor e apelou à Semântica. Só, no exemplo dado, é meramente uma palavrinha denotativa de exclusão.
Pode ser palavra ou expressão denotativa no contexto apresentado:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Seringueiras - RO Provas: IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Agente Administrativo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Agente Comunitário de Saúde | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Técnico de Enfermagem | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Técnico em Laboratório | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Técnico em Radiologia | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Técnico em Saúde Bucal | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Agente de Endemias | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Técnico em Farmácia | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Auxiliar de Creche | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Cuidador de Crianças | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Eletricista de Veículos | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Eletricista Predial | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Fiscal de Posturas | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Fiscal Tributário | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Fiscal Sanitário | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Motorista de Veículo Leve | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Motorista de Veículo Pesado | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Operador de Máquinas Pesadas - Escavadeira | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Operador de Máquinas Pesadas - Motoniveladora | IBADE - 2019 - Prefeitura de Seringueiras - RO - Técnico Agropecuária |
Q1178865 Português
Quando uma palavra é tomada no seu sentido usual, no sentido próprio, no sentido primeiro que dela nos dão os dicionários, então essa palavra tem sentido denotativo. Se, entretanto, a palavra sugere, por associação, outras ideias de ordem abstrata, seu sentido é conotativo.

Identifique as afirmativas com sentido denotativo.

I – O calor do sol pintava o brilho de seu olhar. II – A cortina da sala balançava fortemente. III – Meu sangue fervia com o peso da discriminação.

Está(ão) correta (s):
Alternativas
Q1176525 Português

Leia a tira para responder à questão. 


(André Dahmer. Malvados número 1555. www.malvados.com.br)

Um vocábulo empregado em sentido figurado no contexto em que se encontra na tira é:
Alternativas
Q1168015 Português

Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula Calçade, para responder à questão a seguir.

Como o conceito tradicional de masculinidade afeta

os meninos? (adaptado)


      Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares. 

      Segundo Marcelo Hailer, pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças, da PUC-SP, “A narrativa social valoriza homens brancos, heterossexuais, fortes, com condições econômicas favoráveis”. Para o pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina. A ausência de discussões sobre o impacto disso para meninos e meninas pode resultar em violência dentro do ambiente escolar. “Enquanto não houver debate nas escolas, esses valores vão continuar resultando em violência física e psicológica, porque não há outras alternativas para essas crianças lidarem com as angústias e dúvidas em outros lugares também”.

      “A maneira como os garotos são criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015.

(Fonte: Nova Escola)

Leia atentamente o texto e assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1167993 Português

Leia o texto, ele contém apenas o ponto final, faltando-lhe as demais pontuações.


Você dançou.


Na gíria dançar tem o sentido de se dar mal


Na fábula A cigarra e a formiga as formigas dão um duro danado enquanto a cigarra passa o dia tocando viola e cantando No inverno ela vai pedir abrigo no formigueiro e uma delas pergunta: Por que você não fez uma casa no verão A cigarra explica que estava cantando Batendo a porta na cara da cigarra a formiga diz Então dance agora.


Revista Recreio, nº 18


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o texto.


( ) No texto, são necessárias quatro vírgulas.

( ) As vírgulas no texto dependem da entonação dada à frase; assim, não há como determinar o número delas. Cada leitor as colocará, conforme lhe convier.

( ) Há duas falas de um personagem que deverão ser marcadas com aspas.

( ) São necessários dois pontos para introduzir as falas do personagem.

( ) Como o texto está escrito em linguagem denotativa, ou seja, repleta de homônimos; é possível entendê-lo mesmo sem pontuação.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q1167277 Português

O cérebro devassado (parte inicial do texto)

Já é possível ver o cérebro em plena

atividade. As descobertas são fascinantes

e estão levando a uma melhor compreensão

do funcionamento da mente humana.

Anna Paula Buchalla, disponível em www.geocities.ws/epolnet/noticias/ cerebrodevassado.htm, acesso em 10/01/2019


      O cérebro é considerado a caixa-preta do corpo humano. De tão insondável, foi objeto de todo tipo de especulação. De filósofos a médicos, muito se arriscava em teorias, mas pouco se sabia na prática sobre o que acontecia nesse órgão que faz a grande diferença da espécie humana. Nos últimos cinco anos, contudo, com a invenção e o aprimoramento da ressonância magnética funcional, do PET/CT, que associa a tomografia por emissão de pósitrons à tomografia computadorizada de última geração, e da espectroscopia, novas imagens vieram à luz e estão revolucionando o conhecimento do cérebro. 

      As descobertas são fantásticas. "É como se tivéssemos substituído a rudimentar luneta de Galileu pelo telescópio Hubble", compara o neurorradiologista Edson Amaro Júnior, do Hospital Albert Einstein e do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Como esses exames podem flagrar o cérebro em plena atividade, os pesquisadores estão conseguindo mapear praticamente tudo o que acontece dentro dele – como se processam as emoções, a cognição, o pensamento e o raciocínio e até mesmo como se originam algumas doenças. Essa visão preciosa está prestes a mudar a forma como hoje se detecta e trata uma série de distúrbios, como Alzheimer, autismo, transtorno do déficit de atenção e perda de memória. Ela também ajuda a identificar os aspectos que contribuem para o aparecimento de problemas como depressão, esquizofrenia, alcoolismo e uso de drogas. O trabalho dos neurocientistas, amparado por esse impressionante aparato tecnológico, vai além de desvendar o funcionamento do cérebro. Está-se descobrindo de que maneira ele responde a estímulos externos – tanto que já se criou uma nova modalidade nos Estados Unidos, o neuromarketing. Em suas pesquisas, os neuromarqueteiros utilizam os aparelhos que fornecem imagens do cérebro, para saber que áreas são ativadas quando a pessoa é exposta a marcas, produtos ou imagens e falas de políticos. Dessa forma, ao detectarem as emoções suscitadas, podem direcionar melhor campanhas publicitárias. Não se exclui, ainda, que esse tipo de iniciativa também seja empreendido em tratamentos psicológicos. 

      Em 1,5 quilo de massa encefálica (valor equivalente ao peso do cérebro de um adulto), 100 bilhões de células nervosas estão em atividade. Cada uma se liga a milhares de outras em mais de 100 trilhões de circuitos. A trama é complexa, precisa e delicada. Graças a ela, o homem pensa, raciocina, lembra. Enxerga, ouve, aprende. Não faz tanto tempo assim, acreditava-se que o ser humano utilizasse apenas 10% de sua capacidade cerebral. Hoje já se sabe que esse é mais um daqueles mitos que se produzem no vaivém da ciência. Os médicos já não têm a menor dúvida de que toda a máquina cerebral é solicitada nas mais diferentes funções. "Qualquer atividade ou pensamento com um mínimo de complexidade, como jogar conversa fora ou ler uma história em quadrinhos, vale-se de inúmeras conexões neuronais em áreas diferentes do cérebro ao mesmo tempo", afirma o neurologista Steven Yantis, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, um dos centros mais avançados do mundo em pesquisas cerebrais. 

      Durante séculos, o conhecimento da estrutura cerebral humana permaneceu rudimentar. O filósofo grego Aristóteles, um dos primeiros a se debruçar sobre o assunto, acreditava que a memória fosse fisicamente armazenada no cérebro. As recordações ficariam uma a uma impressas no tecido cerebral. No século XVIII, o cientista alemão Franz Joseph Gall divulgou a teoria de que as protuberâncias cranianas poderiam determinar a personalidade das pessoas. Uma de suas concepções era a de que crianças com boa memória também tinham "olhos proeminentes" – uma pista clara de que, segundo ele, a memória estava armazenada no cérebro. Quanto maior a memória, mais "inchado" o cérebro. Conhecida como frenologia, essa teoria foi derrubada em 1861, quando o neuroanatomista francês Paul Broca dissecou o cérebro de um paciente com distúrbios na fala que tinha acabado de morrer. O que ele viu não correspondia ao que dizia a frenologia. 

      O fato é que, até meados do século XX, os pesquisadores não faziam uma ideia suficientemente clara do que enxergavam dentro do crânio humano. Somente no início dos anos 70 é que foram obtidas as primeiras imagens anatômicas do cérebro. Isso foi possível com a ajuda de computadores que passaram a processar as imagens dos raios X – técnica batizada de tomografia computadorizada. Os médicos começaram a lançar mão com frequência cada vez maior desse tipo de exame, hoje mais avançado, que mostra a estrutura do cérebro em finas fatias. A partir dele, surgiu uma variedade considerável de técnicas que estão ajudando os pesquisadores a entender melhor a relação entre a estrutura cerebral, as funções neuronais e o comportamento humano. Para saber qual área do cérebro está sendo ativada quando alguém, por exemplo, fala ou ouve música, pode-se recorrer ao PET, sigla em inglês para tomografia por emissão de pósitrons, que mapeia o cérebro com a ajuda de material radioativo.

Na primeira linha do texto, a autora diz “O cérebro é considerado a caixa-preta do corpo humano”. Em relação ao uso da locução substantiva caixa-preta, nesse enunciado, é adequado afirmar:
Alternativas
Q1163871 Português

Leia o poema Adiar, de Fernando Pessoa, para responder à questão.


ADIAR

1. Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...

2. Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,

3. E assim será possível; mas hoje não...

4. Não, hoje nada; hoje não posso.

5. A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,

6. O sono da minha vida real, intercalado,

7. O cansaço antecipado e infinito,

8. Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...

9. Esta espécie de alma...

10. Só depois de amanhã...

11. Hoje quero preparar-me,

12. Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...

13. Ele é que é decisivo.

14. Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...

15. Amanhã é o dia dos planos.

16. Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;

17. Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...

18. Tenho vontade de chorar,

19. Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

20. Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.

21. Só depois de amanhã...

22. Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.

23. Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...

24. Depois de amanhã serei outro,

25. A minha vida triunfar-se-á,

26. Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático

27. Serão convocadas por um edital...

28. Mas por um edital de amanhã...

29. Hoje quero dormir, redigirei amanhã...

30. Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?

31. Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,

32. Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...

33. Antes, não...

34. Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.

35. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.

36. Só depois de amanhã...

37. Tenho sono como o frio de um cão vadio.

38. Tenho muito sono.

39. Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...

40. Sim, talvez só depois de amanhã...

41. O porvir...

42. Sim, o porvir...


PESSOA, F. ABC de Fernando Pessoa. São Paulo: Leya, 2016. p. 8-9.

Dentre as passagens destacadas nas alternativas a seguir, há uma cujo sentido mais se aproxima da linguagem denotativa. Assinale-a.
Alternativas
Q1163734 Português

      Anderson França escreveu nas suas redes sociais uma série de cinco textos levantando reflexões acerca do espetacular filme Coringa, lançado em outubro de 2019. Num desses textos, ele citou uma frase que aprendeu a partir da banda Racionais MC’s, que diz: “Os holofotes embaçam a visão”. Essa frase é muito verdadeira e revela o quanto esse mundo de exposição às redes digitais supervaloriza as pessoas que aparecem mais, que têm mais likes, mais seguidores, mais views etc. Ele comentava em seu texto sobre o vazio que todos nós trazemos conosco, as sombras que, por mais que tentemos trabalhar em terapia, ainda persistem e nos atormentam. Essa busca de aplausos e reconhecimento alimentada pelas redes sociais é como esse holofote: tem uma luz forte, mas embaça a visão. Perceba que metáfora interessante! Ao mesmo tempo em que o holofote ilumina muito, também dificulta a visão de quem está sob o seu foco.

      Vale ressaltar que o Anderson de forma alguma demoniza o uso das redes sociais, até porque é por lá que ele divulga seus textos. O que ele faz é levantar a reflexão sobre a ilusão de se atribuir importância conforme o quanto se aparece nelas. Há alguns meses o próprio Instagram mudou seu algoritmo para que as publicações deixassem de quantificar os likes. Já foi divulgado que o Facebook também tomará essa medida em breve. A atitude se justifica porque, por causa desse vício, milhões de pessoas estavam perdendo o sono, piorando sua produtividade, deteriorando relacionamentos próximos etc.

      Eu escrevo na internet e seria hipocrisia da minha parte dizer que não me importo em ser ou não ser lido, de ter ou não muitos likes etc. É libertador, porém, expressar isso com franqueza, pois não há nada de errado no reconhecimento desse desejo. Na realidade, sofrem bem mais os que negam e dizem que não se importam com o feedback daquilo que postam nas redes.

      No filme Coringa, dirigido por Todd Phillips, a realidade que descrevi é transportada para a TV. Em diversas cenas vemos o protagonista, Arthur Fleck, assistindo hipnotizado aos principais programas de auditório dos Estados Unidos. Um de seus prediletos tem o seu ideal de comediante representado pelo apresentador Murray Franklin, interpretado pelo ator Robert de Niro. Arthur assiste, ao lado da sua mãe, a esse programa todas as noites. Ele se imagina no programa e sendo efetivamente reconhecido pelo apresentador e pelo público. Inclusive, durante os programas, faz encenações em casa e transmuta-se para o seu desejo, sempre alimentando a esperança de se tornar um comediante reconhecido e amado: aquele que faz rir. O filme, no entanto, também retrata o quanto ele foi abandonado e maltratado desde a infância, não poupando exemplos que indicam o porquê da série de transtornos mentais dos quais ele sofre. Ele nunca se sentiu respeitado por ninguém e era visto por quase todos como um sujeito estranho, que merece ser desprezado.

      Após o assassinato de três homens ricos no metrô de Gotham City, a mídia jornalística retrata Arthur como alguém que quer fazer uma revolução, mas, em princípio, isso não era o que ele pensava ou almejava. É aqui que está a questão do holofote, pois Arthur parece ter a sensação de que está começando a ser visto, e isso só foi possível depois que ele assumiu o personagem Coringa, que imprime medo ___ pessoas e que é visto como uma espécie de justiceiro. Também foi após a fama ao receber um convite real para o programa de Murray Franklin que ele alcança de forma doentia ___ que tanto deseja: o reconhecimento. O mais louco é que há um misto entre ele ser visto como um vilão por muitos, enquanto, por outros, é tido como um herói.

      Esse filme traz uma simbologia riquíssima de ensinamentos e, claro, uma série de outros ensinamentos que ressoarão dentro de cada um de forma particular. Que tenhamos a capacidade de olhar para nós mesmos e despertar a luz que vem de dentro, tendo a consciência de que esses holofotes, sejam das redes sociais, sejam da TV, só embaçam a nossa visão. Como vimos em Coringa, o desejo de ser reconhecido pelo outro nada mais é do que um profundo sintoma do não ser reconhecido por si mesmo.

(Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-holofotes-embacam-a-visao/. Acesso em: 24/10/2019.)

Analise as seguintes palavras extraídas do texto.


I. sombras (1º§)

II. mãe (4º§)

III. homens (5º§)

IV. luz (6º§)


Estão empregadas no texto no sentido conotativo apenas

Alternativas
Q1159590 Português

Leia o texto para responder à questão.


Alugam-se amigos


    Imagine sair com um amigo para um lanche ou uma caminhada e no final do encontro perguntar: “Quanto foi a conversa?” ou “Quanto devo pela companhia?”. Se o amigo for um amigo de fato, vai achar que você enlouqueceu. Mas se for um personal friend, que pode ser traduzido como amigo pessoal, ou, mais realisticamente, amigo de aluguel, tudo bem. Ele dá o preço, que varia, em média, de cinquenta a trezentos reais a hora, o cliente faz o cheque e, se o orçamento permitir, poderão se encontrar novamente.

    A mais nova profissão do mercado chegou sem fazer alarde, mas agora já aparece em anúncios, e quem anuncia faz questão de esclarecer que não há qualquer conotação sexual ou amorosa nos relacionamentos com os clientes. O fato é que há pessoas pagando por uma sessão em que se conversa sobre a vida, o pôr do sol, os problemas, a família, a solidão ou um filme. O personal friend pode ser um estudante de direito, um professor de ginástica, um engenheiro, não importa, já que para ser um personal friend basta se apresentar como tal.

    A pergunta que muitos se fazem é: por que alugar um amigo num mundo em que é possível ter setecentos amigos sem pagar nada? Afinal, não é o que permitem os sites de relacionamentos, em que se colecionam amigos às centenas? Ou essa fartura virtual, que faz com que muitos morram de inveja, não tem sido capaz de suprir as carências das pessoas?

    Talvez se esteja perdendo a capacidade de fazer amizades. Estamos desaprendendo os caminhos da convivência. É uma constatação preocupante! Numa cultura que prega o individualismo, a competição e a desconfiança, é pouco provável que ferramentas criadas pela tecnologia transformem seus usuários numa grande e nobre família, unida pela amizade.

(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)

Assinale a alternativa em que há palavra ou expressão empregada com sentido figurado.

Alternativas
Q1158793 Português
A ilusão da felicidade

            Do alto de seus mais de 80 anos e sempre com um sorriso calmo e uma dose de ironia, a tia de Leila, Dona Darcy, costuma dizer aos que gostam de se queixar da vida: “Aqui ainda não é o céu, não, gente. Aqui é a Terra. O céu vem depois”.
          Leila se lembra, às vezes, das palavras da tia quando vê pessoas buscando uma felicidade ideal: elas também estão procurando o céu na Terra. Achar que a vida pode ser um mar de rosas é correr o risco de se frustrar a cada meia hora.
          O problema é que essa corrida pela felicidade é estimulada de todas as formas pela cultura consumista em que estamos mergulhados até a cabeça. No mundo onde tudo se compra, a felicidade também virou produto, e passamos a acreditar na possibilidade absurda de adquiri-la ou de nos apossarmos dela como se fosse uma mercadoria qualquer. Não é: felicidade não se compra, não se encomenda, não se empresta. Somos felizes quando conseguimos, quando a vida permite. E sentir-se infeliz não é nenhum sinal de incompetência ou de baixo poder aquisitivo. Basta existir para estar sujeito à infelicidade. Ou basta não estar anestesiado.
       As pessoas se esquecem da natureza da felicidade e da precariedade da nossa própria natureza. Muitos querem ser felizes a qualquer preço. Esperam que os filhos sejam felizes, que o trabalho os faça muito felizes, que os romances e casamentos sejam eternamente felizes.
      Melhor seria encolher as expectativas. Se os filhos tiverem momentos felizes, pode-se levantar as mãos para o céu. Se os empregos proporcionarem alguma realização e trouxerem eventuais alegrias, já estarão de bom tamanho. E se os romances e casamentos permitirem que as pessoas vivam instantes prazerosos, se as fizerem rir de vez em quando, se permitirem o crescimento do outro sem opressão, as pessoas podem se dar por satisfeitas.
       Considerar que a felicidade é céu sem nuvens e que somos obrigados a encontrar a felicidade plena porque tudo hoje prega o direito, ou o dever, de ser feliz é afastar cada vez mais a felicidade possível. A obrigação de ser feliz é uma bobagem. A de ser muito feliz, uma loucura. Mas na cultura do muito, as pessoas acabam caindo nessa cilada.


(Leila Ferreira. Viver não dói. São Paulo: Globo, 2013. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que todas as palavras ou expressões estão empregadas com sentido próprio.
Alternativas
Q1151667 Português

O ambiente vai ficar pesado


      Finalmente, o mundo ganhou consciência da necessidade de agir rapidamente para evitar a degradação do ambiente e, por isso, tomou a medida mais drástica que se pode tomar – lançou, contra todos os que recusam reconhecer o problema das alterações climáticas, a força mais exasperante e destruidora da natureza, uma adolescente.

      Sou pai de duas adolescentes e sei que não pode haver adversário político mais irritante, impertinente e respondão. Tenho sofrido muito nas mãos destas políticas engenhosas e implacáveis. Donald Trump não sabe onde se meteu.

      A Greta não precisa convencê-lo de que o mundo caminha para a extinção. Cinco minutos de conversa com ela e não só ele passa a acreditar que o mundo vai mesmo acabar como vai desejar que acabe o mais depressa possível. A única vantagem de Donald Trump é que pode usar a estratégia infantil de tapar os ouvidos e gritar até a Greta ir embora. Mas é muito improvável que ela se canse primeiro do que ele.

      Trump há de querer ir brincar e a Greta não deixa. Nem sequer o velho estratagema de a mandar para a escola para descansar um pouco resulta, porque agora a adolescente pode argumentar que gostaria muito de ir para a escola, mas não pode porque o mundo precisa dela. É xeque-mate.

      Talvez este modelo de ativismo extraordinariamente eficaz possa ser usado para atacar todos os outros problemas do mundo. Sempre que for preciso comparecer a mesas de negociação, os sindicatos enviam um adolescente para discutir com o patronato. Os salários passam a se chamar mesada, e ele consegue um aumento de 50% só para se calar e pôr a música mais baixo.

      Nas câmaras dos deputados, os líderes dos blocos parlamentares dos partidos da oposição passam a ser deputados de 14 anos cheios de vigor, irreverência e acne.

      Conseguem fazer passar vários projetos de lei importantes a troco da promessa de irem almoçar na casa dos avós no domingo sem fazer cara feia e de limparem o quarto.

      Creio que, completamente por acaso, talvez tenhamos descoberto a maneira de tornar o mundo melhor.

(Ricardo Araújo Pereira, Folha de S.Paulo, 29.10.2019. Adaptado.)

Para responder à questão, considere a seguinte passagem do texto.

Nem sequer o velho estratagema de a mandar para a escola para descansar um pouco resulta, porque agora a adolescente pode argumentar que gostaria muito de ir para a escola, mas não pode porque o mundo precisa dela.


Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão destacada esteja usada no sentido figurado.

Alternativas
Respostas
921: D
922: B
923: D
924: D
925: B
926: B
927: A
928: E
929: C
930: B
931: B
932: D
933: A
934: C
935: C
936: C
937: A
938: D
939: A
940: D