Questões de Concurso
Sobre crase em português
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Proibido para menores de 50 anos. Nos últimos meses, em meio ___ debate sobre as reformas da Previdência, um ponto acabou despertando a atenção. Afinal, existem empregos para quem tem mais de 50 anos? Pendurar as chuteiras nem sempre é fácil. ___ vezes, pode significar uma quebra tão grande na rotina que afeta até mesmo o emocional. Foi ___ partir de uma experiência familiar, nesta linha que o paulistano Mórris Litvak criou a startup MaturiJobs. Trata-se de uma agência virtual de empregos, especializada em profissionais com mais de 50 anos.
Revista Isto é Dinheiro. Mercado de Trabalho. Maio/2017. p. 6.
Considerando o emprego da crase no enunciado acima, identifique a alternativa CORRETA.
A crase está corretamente empregada no trecho acima e nas orações a seguir, EXCETO:
Descobertas em uma flanada pela maior festa literária do Brasil
Por Gilberto Porcidonio

(Disponível em: www.piaui.folha.uol.com.br/valter-hugo-mae-inventou-o-paratynder/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. No trecho “Cheguei à cidade histórica ainda se aprumando para o evento”, a crase ocorre porque há a fusão da preposição “a” (exigida pelo verbo “chegar” quando indica destino) com o artigo definido feminino singular “a” que determina o substantivo “cidade”.
II. Em “A maré encheu e, ilhado, precisei molhar o pé à corrente d’água”, o emprego da crase ocorre porque o substantivo “corrente” está determinado pelo artigo definido feminino “a” e o verbo “molhar” é regido por “a”, que, no contexto, indica movimento em direção a um local.
III. Na frase “A poesia resiste a todas as intempéries”, o uso da crase é facultativo, pois o pronome indefinido “todas” admite ou dispensa a presença do artigo definido.
Quais estão corretas?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Progep realiza ações para a melhoria da saúde do servidor
Cada vez mais as instituições têm preocupação com a promoção da saúde do trabalhador, tanto a física quanto a mental. A segunda reportagem do UFPA em série Saúde Mental fala sobre as atividades exercidas pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (Progep), por meio da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), da Universidade Federal do Pará, as quais buscam a melhoria da saúde do servidor.
Coordenadorias - A DSQV desenvolve ações que objetivam promover a saúde integral e a segurança do servidor, sendo subdividida em três coordenadorias. A Assistência Psicossocial ao Servidor (CAPS) trata do atendimento psicológico ao servidor, podendo ser acionada tanto por iniciativa pessoal quanto por indicação de um supervisor. A CAPS realiza o acolhimento e a abordagem inicial. Após esse primeiro contato, caso seja necessário, o servidor passa por um acompanhamento que pode incluir seus familiares. A equipe conta com assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras.
A Coordenadoria de Qualidade de Vida e Responsabilidade Social (CQVRS) promove atividades voltadas para o lúdico, a fim de proporcionar o bem-estar e a integração entre os colegas de trabalho, oportunizando a melhoria das relações no ambiente de trabalho. Entre as principais ações desenvolvidas pela CQVRS estão: Dança de Salão, Música no Trabalho, Coral Flor de Lótus, Feira de Talento dos Servidores Artesãos, Ginástica Laboral Interativa, Inclusão do Saber Digital, Alimentação Saudável e preparação para a aposentadoria.
Já a Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor (CVSS) cuida de questões relativas à qualidade do ambiente de trabalho, como a insalubridade e a ergonomia, e atua diretamente com o Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS), responsável pelo fornecimento de licenças e a realização dos exames periódicos.
Para conseguir acolher os servidores da UFPA, a DSQV conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, odontólogos, engenheiros de segurança do trabalho, enfermeiros do trabalho, nutricionista, fonoaudiologista, assistentes sociais e psicólogos.
Melhorias − Segundo a diretora da DSQV, Bárbara Troeira, a saúde mental e física do servidor é fundamental para o bom desempenho no trabalho. "Passamos boa parte do nosso dia no trabalho, então é importante que este seja um ambiente salutar que nos proporcione satisfação, valorização e reconhecimento, que são fatores que, além de proporcionar motivação, colaboram para o equilíbrio e saúde mental", afirma.
Bárbara conta que essas ações de atenção, prevenção e promoção da saúde são indispensáveis, pois colaboram com a redução do número de adoecimentos dos servidores, afastamentos e rotatividade, o que é muito positivo para a produtividade da Instituição. Por isso, ela reafirma a importância das atividades desenvolvidas pela DSQV, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida e saúde dos servidores públicos da Universidade.
https://progep.ufpa.br/progep/noticias-em-destaque-progep/progep-realiza-acoes-para-a-melhoria-da-saude-do-servidor
"Já a Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor (CVSS) cuida de questões relativas à qualidade do ambiente de trabalho."
Os vocábulos 'Vigilância' e 'relativas', no trecho, exigiram preposição, o que justifica o emprego do sinal indicativo de crase.
Com base nisso, analise a crase empregada nos enunciados a seguir e identifique aquele em que houve falha do seu emprego.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Gestão Pública para Todos: Um olhar sobre a juventude
Ao planejar políticas públicas direcionadas à juventude, é preciso considerar as diferentes realidades da população jovem, principalmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade como classes sociais mais baixas, mulheres, LGBTQIA+, imigrantes, pessoas com deficiência, entre outros. Investir na população jovem tem um retorno socioeconômico alto para a sociedade, contribuindo para redução de desigualdades e podendo resultar nos seguintes efeitos:
- • Descobertas e inovação científica;
- • Aumento da qualidade de vida e poder aquisitivo da população;
- • Aumento da mão de obra qualificada;
- • Diminuição dos índices de violência e de pobreza;
- • Desenvolvimento econômico local.
São diversas as ações que podem ser tomadas pelo poder público com a finalidade de impactar a juventude, abrangendo desde ações no setor de educação até o setor de saúde, lazer e bem-estar.
Educação e capacitação técnica
Quando observamos os dados atuais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), percebemos facilmente que a pandemia agravou a evasão escolar, que passou de 2,3% em 2020 para 5% em 2021. Além disso, menos de 20% dos jovens de 18 a 24 anos estão matriculados no ensino superior − dados divulgados pelo Instituto Semesp. Duas importantes causas desses números são a dificuldade de acesso ao ensino remoto e a necessidade de contribuir para a situação financeira familiar em tempos de crise.
https://redejuntos.org.br/gestao-publica-para-juventude/
A crase empregada no trecho ocorre porque o adjetivo 'direcionadas' exige a preposição 'a', e ela se combina com o artigo definido, formando a crase. Agora, considere as lacunas nas frases a seguir:
I. Ficamos na reunião desde..... 12h.
II. Escreveu..... lápis.
III...... medida que o tempo passa as amizades aumentam.
IV. Vou..... lugar hoje.
A alternativa que preenche corretamente as lacuna:
“Sentei-me ____ janela e pus-me ____ olhar para o jardim, cujas árvores agitavam-se com o vento da manhã. Ao cabo de alguns minutos, ergui-me e fui ____ sala, onde encontrei ____ minha mãe”.
Em relação à regência verbal e nominal e à necessidade do uso de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
I. O uso da crase em “à frente” justifica-se pela fusão da preposição “a” (exigida pelo verbo “ir” e pelo advérbio de lugar “frente”) com o artigo definido feminino “a”.
II. A expressão “à frente” é uma locução adverbial de lugar formada por núcleo feminino, o que torna obrigatório o uso da crase.
III. Se o substantivo “frente” fosse masculino, a forma correta seria “ao”, preservando o uso da crase para marcar a fusão da preposição com o artigo definido masculino.
Quais estão corretas?
I. A substituição de “segundo” (quarto parágrafo) por “conforme” manteria o sentido e a correção gramatical do trecho.
II. A substituição de “habitavam” (terceiro parágrafo) por “ocupavam” levaria à necessidade de emprego do acento indicativo da crase de modo obrigatório no “a” seguinte.
III. A substituição de “após” (sétimo parágrafo) por “passados” manteria o sentido e a correção gramatical do excerto.
Está CORRETO o que se afirma:



A respeito desses recursos, avalie as informações a seguir.
I – O substantivo “frase” é o referente do termo destacado na passagem textual “... eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina.”.
II – O uso do acento indicativo de crase no trecho “que apaziguariam a criança angustiada que fui...” é de rigor, pois o verbo “apaziguar”, no sentido de “acalmar”, é regido pela preposição “a”.
III – A coesão textual na frase “E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus ‘chambinhos’ e ‘danoninhos’ existenciais.” é construída por palavras no diminutivo que indicam progressividade.
Está correto apenas o que se afirma em
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Servidor certo no lugar certo: Perfil Profissiográfico é destaque na estratégia do MGI para valorizar competências
Imagina começar em um novo trabalho e já ser direcionado para uma área que tem tudo a ver com o seu perfil, suas experiências e seus interesses. Parece ideal, certo? Pois essa é justamente a proposta do Perfil Profissiográfico, uma nova ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que busca proporcionar alocações mais eficientes e humanas no serviço público.
A iniciativa começou com o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que vai levar milhares de novos servidores para órgãos públicos federais. Com tanta gente entrando ao mesmo tempo — em alguns casos, centenas de pessoas por órgão — surgiu a necessidade de um jeito mais inteligente e justo de fazer as alocações.
"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos", explica Janice Oliveira Godinho, Coordenadora de Gestão de Informações e Conhecimento em Concursos e Provimentos da SGP/MGI.
O que é, afinal, o Perfil Profissiográfico?
É uma ferramenta digital que cruza os dados do currículo e as respostas a um questionário feito pelo servidor recém-aprovado, com os perfis de vagas informados previamente pelos órgãos. O resultado é um Relatório Individual de Subsídio à Alocação, o chamado RISA, que sugere onde aquele servidor pode ser melhor aproveitado.
Esse relatório mostra quais áreas têm mais a ver com o que o servidor sabe fazer, com suas formações e até com o que ele tem vontade de aprender. Ele também orienta os gestores sobre onde aquele servidor poderia atuar com mais eficácia e até indica quando um treinamento pode ser necessário. "Quando a pessoa atua em uma área com a qual se identifica, seu desempenho tende a ser melhor. Além disso, aumentam as chances de permanência e satisfação no cargo", ressalta Janice.
O desenvolvimento do Perfil Profissiográfico contou com o apoio técnico e científico da Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadores da área de Psicologia Social e do Trabalho participaram voluntariamente da construção da metodologia e da validação dos relatórios gerados. "Essa parceria com a UnB foi essencial para dar rigor acadêmico ao processo, garantindo que a ferramenta tivesse base sólida e pudesse, de fato, refletir o potencial de cada servidor de forma justa e criteriosa", explica Janice.
Como funciona na prática?
O servidor ou servidora responde a um questionário profissiográfico no momento da posse, via SOUGOV. As informações são analisadas por um sistema com base em critérios pré-definidos e com uso de inteligência artificial. Esse sistema cruza os dados com os perfis de cargos previamente coletados junto aos 21 órgãos que vão receber os servidores do CPNU.
O relatório final é entregue ao setor de gestão de pessoas do órgão. Lá, o gestor pode visualizar os dados e tomar decisões com mais embasamento e agilidade. Tudo é feito por meio da plataforma Sigepe Oportunidades, de forma segura e digital.
Janice destaca que o sistema é um apoio à decisão, e não um limitador: "Ele não obriga a alocação do servidor em determinada área. Mas oferece ao gestor uma bússola, um mapa com informações que antes eram difíceis de reunir. É uma forma mais inteligente e respeitosa de começar essa jornada", ressalta.
Embora tenha nascido como uma solução para o Concurso Nacional Unificado, o Perfil Profissiográfico poderá ser adotado por qualquer órgão público que deseje melhorar seus processos de alocação e gestão de pessoas. A ferramenta já despertou interesse em outras instituições e está pronta para ser usada em seleções futuras, inclusive no CPNU 2
"É a primeira vez que o governo federal desenvolve um instrumento tão completo e baseado em dados para apoiar a alocação de novos servidores. Isso tem tudo para se consolidar como uma prática estratégica de gestão de pessoas", afirma Janice.
Nova cultura
Mais do que tecnologia, o Perfil Profissiográfico representa uma mudança de olhar. Deixa de lado a lógica de "preencher buracos" e passa a reconhecer o potencial humano em sua totalidade. "Quem não passou por isso ou conhece alguém que entrou num órgão e teve a sensação de estar sendo alocado aleatoriamente, num lugar em que ninguém queria estar? É frustrante. Com o perfil Profissiográfico, a ideia é minimizar essas situações", compartilha Janice
https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/servidor-ce rto-no-lugar-certo-perfil-profissiografico-e-destaque-na-estrategia-do-m gi-para-valorizar-competencias
"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos."
A crase empregada no enunciado acima é obrigatória, pois o adjetivo 'alinhado' exige preposição. A seguir, analise o emprego da crase nos enunciados:
I.Quando questiono problemas sobre escola, refiro-me à Luísa.
II.Era bonito o entardecer à beira do lago.
III.Vou àquele lugar hoje.
IV.Estávamos observando tudo à distância de cinco metros.
O emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório em: