Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3791046 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Robôs cuidadores e roupas com GPS: as apostas do Japão contra crise de demência entre idosos


Atualmente, cerca de 30% da população japonesa tem sessenta e cinco anos ou mais, o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições à entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.


O governo japonês trata a demência como prioridade e estima que os gastos com saúde e assistência social chegarão a quatorze trilhões de ienes até 2030. Para aliviar a pressão sobre o sistema, a principal aposta é a tecnologia. Sistemas com GPS e dispositivos vestíveis ajudam a localizar idosos perdidos, enquanto redes comunitárias, como funcionários de lojas de conveniência, recebem alertas em tempo real para agilizar os resgates.


A inteligência artificial também é usada para a detecção precoce da doença. O sistema aiGait, da Fujitsu, analisa a postura e a forma de caminhar para identificar sinais iniciais de demência. Já a Universidade Waseda desenvolve o robô humanoide AIREC, projetado para auxiliar em tarefas cotidianas e, futuramente, em cuidados mais complexos.


Robôs semelhantes já são utilizados em casas de repouso para tocar músicas aos residentes ou orientá-los em exercícios simples de alongamento. Eles também monitoram pacientes durante a noite, instalados sob os colchões para acompanhar o sono e as condições de saúde, reduzindo a necessidade de rondas humanas.


Outro exemplo é o Poketomo, pequeno robô que lembra horários de medicamentos, informa sobre o clima e conversa com pessoas que vivem sozinhas, ajudando a reduzir o isolamento social. Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.


O valor das relações humanas aparece em um restaurante, em Tóquio, onde pessoas com demência trabalham atendendo clientes. Criado por Akiko Kanna, o espaço promove o engajamento social e mostra que, embora a tecnologia seja uma aliada, a conexão humana continua sendo essencial para quem vive com a doença.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1dzq7gpkqgo.adaptado.

[...] o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições "à" entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é CORRETO afirmar que, nesta frase,

Alternativas
Q3790402 Português
Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase foi corretamente empregado de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q3790210 Português
Analise o uso do acento indicativo de crase na palavra em destaque nas frases a seguir e assinale a correta, que está de acordo com a gramática da língua portuguesa.
Alternativas
Q3790116 Português
Assinale a alternativa correta a respeito do uso da crase na frase a seguir:
Quando chegamos à cidade, não conhecíamos ninguém nem íamos à nenhum lugar a passeio. Só às vezes passávamos em um restaurante que tem um bife a milanesa delicioso. 
Alternativas
Q3789399 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Com base na norma culta da língua portuguesa, avalie a correção do emprego do acento indicativo de crase no trecho:
"Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá."
Assinale a alternativa correta quanto à análise gramatical da ocorrência (ou não) da crase nas expressões destacadas.
Alternativas
Q3789342 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O menino de 140 mil anos que pode ser híbrido mais antigo entre Homo sapiens e neandertais

 

Uma descoberta revolucionária para a compreensão da evolução da nossa espécie e dos rituais humanos modernos.


É assim que um grupo de cientistas, em um estudo publicado em julho pela revista científica L'Anthropologie, define o crânio de uma criança que viveu 140 mil anos atrás, encontrado há quase um século em uma das cavernas do Monte Carmelo, no noroeste de Israel. O local é considerado o mais antigo cemitério conhecido.


A criança tinha três a cinco anos de idade. Ela teria sido enterrada intencionalmente naquela região do Levante, o corredor biogeográfico onde se misturaram fluxos genéticos de linhagens nativas e outros grupos provenientes da África e da Eurásia, durante o Pleistoceno Médio.


O crânio recebeu o nome de Skhul 1º porque foi o primeiro fóssil encontrado pela arqueóloga britânica Dorothy Garrod (1892-1968) e pelo antropólogo físico americano Theodore McCown (1908-1969), que exploraram a região em 1931.


Segundo esta nova pesquisa, sua morfologia seria a evidência mais antiga conhecida da miscigenação entre o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens.


É bem documentado que as duas espécies se misturaram e que nós, seres humanos modernos, temos uma herança genética neandertal entre 1% e 5%. Mas a época em que viveu Skhull 1º faz toda a diferença.


"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que liderou a pesquisa.


"Nós demonstramos que o primeiro encontro entre os neandertais e o Homo sapiens não ocorreu há cerca de 50 mil anos, como se imaginava, mas sim pelo menos cerca de 100 mil anos antes, há 140 mil anos, o que é extremamente significativo."


Mas nem todos os cientistas estão de acordo com esta conclusão.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy404ezqlg7o fragmento

"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário, explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel."
Identifique a alternativa que apresenta a justificativa correta sobre o uso da crase em 'à BBC News Mundo'. 
Alternativas
Q3789137 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


A Batalha das Pipocas


Aprendi cedo que o cinema podia ser uma verdadeira zona de guerra. Quando eu tinha 5 anos, cada fileira parecia uma trincheira, e as mãos cheias de pipoca funcionavam como munição prestes a estourar. Por isso, eu sempre subia as escadas agarrada a quem estivesse à minha frente, acreditando que qualquer um poderia servir de escudo humano.


Aos 10 anos, eu e minha prima finalmente conseguimos permissão para assistir sozinhas a um lançamento infantil. Ela, porém, cometeu o erro fatal de me deixar sozinha para comprar refrigerante. Caminhei até a penúltima fileira desviando das pipocas pelo chão e tentando ajustar os óculos 4D, lembrando-me de que cada passo era parte da missão de sobrevivência.


Sentei-me na cadeira K47, suando sob o suéter que prometia pouca proteção. A sessão estava quase vazia, e eu segurava meu pequeno saco de pipoca como quem guarda a última defesa possível. Foi então que ouvi pessoas se acomodando atrás de mim.


O filme começou, mas permaneci alerta. O homem que chegara por último desequilibrou-se, e seus dois sacos de pipoca tombaram de uma vez. Vi, em câmera lenta, os milhos − estourados apenas uma vez − despencando rumo ao meu colo. Eu já sabia: naquele instante, a batalha recomeçava.


Texto Adaptado


VENTURA, Eduarda dos Reis. A batalha das pipocas. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025. 

No trecho "agarrada a quem estivesse à minha frente", observa-se o uso do acento indicativo de crase em "à minha frente". Assinale a alternativa que apresenta a análise compatível com a norma culta.
Alternativas
Q3787790 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Positividade Tóxica


Robert e Julia formam um belo casal, segundo os comentários dos amigos nas fotos publicadas em suas redes sociais. Quase todos os dias, após o trabalho, Robert chega em casa estressado e angustiado, por essa razão acabam desabafando com a esposa. Esses dias, o rapaz cabisbaixo disse a Júlia:

— Ai, ai, ai... estou tão cansado que não vejo a hora de tomar um bom banho, comer alguma coisa e dormir.

A esposa, com uma voz animada, respondeu: — Eu também estou exausta, mas não podemos deixar isso nos desaminar. Daqui a um pouquinho, após o jantar, temos de fazer um bolo juntos, conforme prometemos ontem aos nossos seguidores. Então, vá logo... primeiramente, coloque o meu celular para carregar, depois tome banho e arrume-se.

Robert, com um olhar abatido, disse:

— Confesso que não estou mais aguentando essa vida na vitrine digital. Há meses venho sentindo algo estranho dentro de mim que eu não consigo expressar. Conversei com a minha mãe, ela me disse para procurar um psicólogo urgente.

Julia, em ideia contrária à sogra, respondeu em tom alto.

— Que psicólogo nada... pare com essa bobeira! Sua mãe é exagerada. Esqueceu que seu horóscopo é de touro?! Sorria! Olhe à sua volta, assista os videozinhos das redes sociais, leia aqueles livros sobre como ganhar dinheiro; afinal de contas, a vida é como um macarrão instantâneo, daquela marca famosa, em três minutos podemos partir, então vamos aproveitar ao máximo! Aff, que psicólogo nada...


PEREIRA, Gisele Carvalho. Positividade Tóxica. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Analise as afirmativas a seguir, considerando a norma culta da língua portuguesa e os fundamentos gramaticais do uso do acento indicativo da crase no trecho "em ideia contrária à sogra". Assinale a alternativa correta quanto à justificativa normativa do uso da crase nesse contexto.
Alternativas
Q3787289 Português

Como a capacitação digital está transformando o mercado de trabalho 


Por Alexandre Max


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/carreira/opiniao – texto adaptado especialmente para esta prova). 

 Considerando a necessidade de emprego indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 08, 09 e 24. 
Alternativas
Q3787230 Português
Está em conformidade com a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase e de regência verbal e nominal a frase:
Alternativas
Q3787196 Português
Durante a revisão de ofícios internos, o Auxiliar Legislativo deve identificar adequações de linguagem que garantam precisão e formalidade ao texto administrativo. Nas construções analisadas, é necessário verificar a correção do emprego da crase, especialmente em contextos institucionais. Assim, assinale a alternativa que apresenta uso INCORRETO da crase. 
Alternativas
Q3786887 Português
Para responder à questão, leia a tira a seguir, em que Haroldo (o tigre) e Calvin (o garoto) conversam sobre a tarefa escolar do garoto, que é fazer uma coleção de folhas:


Q8_9.png (349×352)

(Bill Watterson, Calvin e Haroldo, O Estado de S.Paulo)
Assinale a alternativa que apresenta reescrita de trecho da tira de acordo com a norma-padrão de concordância e crase.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FRONTE Órgão: Prefeitura de Pouso Redondo - SC Provas: FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Anos Iniciais Ensino Fundamental - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Anos Iniciais Ensino Fundamental - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Arte - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Ciências - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Ciências - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Física - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Física - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Infantil - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Geografia - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de História - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de História - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Língua Inglesa - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Matemática - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Matemática - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Português - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Psicólogo | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Infantil - Não Habilitado |
Q3786557 Português
De acordo com as regras de regência e o emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa em que o uso do acento grave é estritamente proibido:
Alternativas
Q3786309 Português
Assinale a alternativa que está integralmente correta quanto ao emprego do sinal indicativo de crase:
Alternativas
Q3784946 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente trecho cujo uso da crase é justificado pela mesma razão do seu emprego no período: A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. 
Alternativas
Q3784394 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O mote

A moça atende o celular dentro do Metrô, fala com suavidade, diz que entende, que tudo bem, que fica para outro dia — e, ao desligar, resmunga um "cachorro". A cena, tão cotidiana quanto misteriosa, oferece ao cronista um ponto de partida: quem era o interlocutor oculto? O que fez para merecer tal desprezo? O enigma, mais que a resposta, já é matéria literária.

O mote da crônica pode surgir de situações como essa ou de qualquer detalhe da vida: o clima instável, o amor que acaba ou renasce, a cidade que nos cerca, a falta de assunto, a dor ou a alegria — sendo a dor, muitas vezes, mais fértil. Até mesmo o anônimo "cachorro" ao telefone pode servir para inaugurar uma narrativa.

Embora a definição escolar descreva a crônica como relato histórico em ordem temporal, o gênero é muito mais flexível: pode ser leve, circunstancial, irônica ou até leviana, dependendo do tema. Rubem Braga dizia que, se não é aguda, é crônica — e talvez essa seja a melhor orientação para quem tenta definir o indefinível.

Encontrado o mote, basta entregar-se ao imaginário. Na história imaginada pelo autor, a moça desceria na estação seguinte para confrontar o "cachorro", mas hesita: e se ele estiver dizendo a verdade? Melhor deixar a trama inacabada — para não estragar o dia dela, o dele, nem o ganha-pão do cronista.

Texto Adaptado

PIMENTEL, Luiz Cunha. O mote. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Considerando a estrutura sintática do trecho "deixar a trama inacabada" em "Melhor deixar a trama inacabada — para não estragar o dia dela, o dele, nem o ganha-pão do cronista", avalie o uso da crase antes do termo "trama" e com base nos princípios da regência verbal e da estrutura da frase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3783976 Português

Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia

 

A cidade de Turim, no norte da Itália, ganhou no último mês de junho um museu dedicado ao chocolate e à gianduia. O Choco Story Turim ocupa a antiga oficina da loja Pfatisch, uma das mais famosas do país e que ajudou a difundir e a elevar o chocolate pela região.

A loja continua em funcionamento e oferece barras, pastas, bombons e chocolates como o gianduiotto, típico de Turim. Já o museu possui mais de 700 objetos, entre ferramentas de processamento de açúcar, xícaras e embalagens de chocolateiros piemonteses.

O tour foca nas origens do cultivo do cacau e nas primeiras receitas dos maias e dos astecas, assim como explora a importação para a Europa e o nascimento da tradição chocolateira em Turim e na região do Piemonte.

Os visitantes são levados primeiramente a uma sala dedicada à descoberta e ao desenvolvimento do cultivo de cacau. A jornada do ingrediente até a Europa também está documentada, assim como um globo interativo conta a evolução do mercado global de chocolate, as variedades existentes de cacau e seus países de origem.

A ligação do chocolate com Turim também é destaque em uma sala que remete à família Savoy, que o estimulou na região já no século 16. Outra sala é dedicada ao gianduiotto, um dos primeiros chocolates embrulhados que se tem notícia e típico de Turim.

Um antigo maquinário para a produção de chocolate usado desde 1921 também pode ser visto e funciona até hoje. Por fim, visitantes podem acompanhar o trabalho de mestres chocolateiros por trás de janelas de vidro. Instalações, jogos multimídia educativos e filmes que contam a história do chocolate na região completam os atrativos.

A entrada para o museu sai por 12 € (cerca de R$ 70) para adultos. Pessoas com mais de 65 anos pagam 10 € (R$ 60) e crianças entre 3 e 11 anos pagam 7 € (R$ 40). Esta é a primeira unidade da Choco Story na Itália. A rede de museus focados em chocolate tem 12 filiais espalhadas pela Bélgica, França, República Tcheca, Líbano e México.

 

Fonte: Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia | CNN Brasil V&G 01)

Assinale a alternativa que apresente trecho com a mesma justificativa para o emprego do sinal indicativo de crase existente no período: A ligação do chocolate com Turim também é destaque em uma sala que remete à família Savoy, que o estimulou na região já no século 16. 
Alternativas
Q3783806 Português
O emprego do acento grave indicativo da crase depende da fusão da preposição "a" com outro "a" (artigo ou pronome). Avalie a correção gramatical das seguintes sentenças quanto ao uso da crase, segundo a norma-padrão:
I.Ele se dirigiu àquela senhora com muito respeito, pois a admirava.
II.A reunião ocorrerá das 14h às 18h, conforme o cronograma.
III.O autor fez referência a uma obra clássica, mas não a citou diretamente.

Estão corretas quanto ao uso da crase as sentenças:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Fênix Órgão: Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC Provas: Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Assistente Social | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Psicólogo | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Enfermeiro | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Engenheiro Civil | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Médico Clínico Geral | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Nutricionista | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Odontólogo | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Educação Especial - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Educação Especial - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Anos Iniciais -1º ao 5º ano - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Anos Iniciais -1º ao 5º ano - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Ciências - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Ciências - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Educação Física - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Artes - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Educação Física - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de História - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Educação Infantil - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Matemática - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Matemática - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Língua Portuguesa - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Língua Inglesa - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Língua Portuguesa - Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Língua Inglesa - Não Habilitado | Portal Fênix - 2025 - Prefeitura de Faxinal dos Guedes - SC - Professor de Educação Infantil - Habilitado |
Q3783153 Português
Uso de IA entre alunos e professores exige políticas de segurança


   Estudo qualitativo “Inteligência Artificial na Educação: usos, oportunidades e riscos no cenário brasileiro”, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com alunos e professores do ensino médio de escolas públicas e privadas das capitais de São Paulo e Pernambuco, encontrou um universo de uso indiscriminado dessa nova tecnologia. Pesquisa anterior (TIC Educação), divulgada em setembro pelo Cetic.br, já havia apontado ampla adoção da IA no ambiente escolar brasileiro, com 70% dos alunos do ensino médio, cerca de 5,2 milhões de estudantes, e 58% dos professores utilizando ferramentas de IA generativa em atividades escolares.

   Também os professores já fazem uso bastante intenso da IA generativa para preparar aula, para ter como apoio a atividades pedagógicas. Segundo Graziela, o que há de convergente entre os dois grupos é que ambos estão fazendo esse uso sem nenhuma mediação, sem orientação, sem supervisão ou regramento dado pelas escolas ou por outras instituições.

   De acordo com o estudo, a solução passa pela necessidade de acelerar o processo em termos de regimento, protocolos e políticas que estabeleçam, minimamente, uma baliza para uma visão mais segura, acompanhada de ações com escala que capacitem professores e alunos. Daí a necessidade de investir em formação, mas também em regulação, como uma maneira de dar normas e orientações para que as pessoas, nesse primeiro momento, saibam como fazer e o que não fazer e ter um pouco mais clareza para começar a navegar nesse universo, indicou a coordenadora.

   O estudo revela que apesar de utilizarem muito a IA, os alunos têm medo de desaprender, de “emburrecer” com o uso dessas tecnologias. Têm medo de ficarem dependentes, de não conseguirem criar ou de exercer a criatividade, de perderem a identidade.

  Do mesmo modo, os professores também já fazem uso da IA generativa, principalmente como suporte para atividades cotidianas.

   A pesquisa apurou diferenças também entre alunos de escolas públicas e privadas no uso da IA. O que existe de diferença mais fundamental são as desigualdades de acesso ___ infraestrutura, que já são anteriores ____ vinda da IA. Alunos de escolas privadas ____ acesso a outros equipamentos, como computador em casa, o que torna o uso da IA mais proveitoso. Já se o aluno está restrito ao celular, tem muito mais dificuldade de operar essas ferramentas. Com o conteúdo sendo pago ou gratuito, isso já representa mais uma camada adicional de desigualdade, disse a coordenadora da pesquisa. Com o serviço pago, há possibilidade de se fazer usos mais oportunos.

   Outra preocupação importante é saber se esses dados, as ferramentas de IA, são adaptáveis ao contexto brasileiro. Algumas perguntas são: Será que ao trabalhar com os estudantes não estamos dando dados do contexto de outros países? Será que a gente tem tecnologia própria que garanta que estamos sendo fidedignos aos problemas internos do Brasil?


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-11/uso-de-iaentre-alunos-e-professores-exige-politicas-de-seguranca (adaptado).
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do penúltimo parágrafo do texto? 
Alternativas
Q3782815 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões abaixo.


Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?


    O Prêmio Nobel de Economia de 2025 voltou a iluminar um velho tema da fé moderna: a crença de que a inovação é o motor do progresso. Ao reconhecer os economistas que explicaram, com refinamento teórico e dados sofisticados, como o avanço tecnológico impulsiona a produtividade e o crescimento, o prêmio parece reafirmar uma convicção que sobreviveu a todas as crises: se há problemas, a inovação os resolverá.

    Vale indagar se essa confiança ainda se sustenta, tal como a concebemos, no mundo de hoje. Não porque a inovação tenha perdido relevância; ao contrário, nunca foi tão necessária. Mas porque o contexto mudou. A economia global de 2025 vive sob a sombra dos limites ecológicos, das mudanças climáticas e de uma sensação difusa de que o planeta não aguenta mais o tipo de crescimento que associamos ao bem-estar.

    Diante disso, quem sou eu para rejeitar as ideias dos laureados? Elas são sólidas, fecundas e belas na sua lógica interna. A questão é outra: será que elas respondem às perguntas do nosso tempo? Ou continuamos aplicando um modelo de raciocínio forjado em um contexto de expansão, num planeta que parecia infinito, a um mundo que agora descobre seus contornos finitos?

    A inovação, sozinha, não garante sustentabilidade. Porque toda inovação é ambígua — cria soluções, mas também novas pressões. Os carros elétricos reduzem emissões, mas ampliam a demanda por lítio e cobalto. A inteligência artificial otimiza sistemas, mas consome energia em escala crescente. As biotecnologias prometem reduzir impactos agrícolas, mas podem concentrar ainda mais o poder sobre as sementes e os recursos genéticos.

    Isso não significa que devamos abandonar a inovação ou o crescimento, mas talvez reposicioná-los: em vez de fins em si mesmos, transformá-los em instrumentos de uma prosperidade dentro dos limites do planeta. E, para isso, é preciso revisar o que entendemos por sucesso econômico — e o que esperamos da própria inovação.

    Não penso que precisemos desacelerar o motor da inovação, mas que é preciso trocar o combustível, substituir a lógica da extração pela da regeneração, o incentivo da escassez pelo da cooperação, e a promessa de crescimento ilimitado por uma prosperidade compartilhada e sustentável.


(Antônio Márcio Buainain, “Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?”, Jornal da Unicamp. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase do texto foi reescrita em conformidade com a norma-padrão de regência e de emprego do acento indicativo de crase.
Alternativas
Respostas
1061: A
1062: A
1063: D
1064: C
1065: B
1066: B
1067: C
1068: A
1069: B
1070: C
1071: D
1072: D
1073: C
1074: B
1075: D
1076: D
1077: E
1078: A
1079: D
1080: C