Questões de Concurso
Sobre crase em português
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Com referência ao texto acima, julgue os itens subseqüentes.
.16) é exigido pelo significado em que está empregado o verbo levar; pois, se não se usar crase, as regras gramaticais poderão ser respeitadas, mas as relações semânticas serão alteradas. 
Julgue os seguintes itens, a respeito de redações alternativas para
termos e estruturas lingüísticas do texto acima.
.8) altera as relações de sentido entre os termos, mas preserva sua correção gramatical. 
Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias do
texto acima.
.6-7), situação em que esse termo seria empregado como objeto direto preposicionado.
.12), não há sinal indicativo de crase porque antes de forma verbal não se emprega artigo definido feminino. 
Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
lingüísticas e das idéias do texto acima.
.11), que se justifica o emprego da preposição "a" nesse trecho, de tal modo que, se for empregado o substantivo correspondente a "perceber", percepção, a preposição continuará presente e será correto o emprego da crase: à percepção. alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
em que andava:
10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
dentro...
E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
rapaz.
15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
Mata dos Mineiros.
De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
sabia.
30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
- derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.
PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
José Olímpio, 1966. (Adaptado)
Da arte de aceitar
Ele não aceitava a moça. Ela foi, foi, conversou,
conversou, rodou, rodou, artimanhou, manhou, arte e
manha, miou, afinal rendeu. Criança de emoções
superficiais, rápidas, espontâneas e passageiras, ele
cedeu. Aceitou-a.
Fiquei pensando em algo tão definido pelos
psicólogos e literatos, porém inesgotável e eterno como
o tema humano: a necessidade de ser aceito.
Ser aceito não é receber a concordância. É receber
até a discordância, mas dentro de um princípio indefinível
e fluídico de acolhimento prévio e gratuito do que se é
como pessoa.
Ser aceito é realizar a plenitude dos sentidos do
verbo latino Accipio, que deu origem à palavra
portuguesa. Accipio quer dizer: tomar para si; receber,
acolher; perceber; ouvir, ouvir dizer; saber; compreender;
interpretar; sofrer; experimentar; aprovar; aceitar; estar
satisfeito com. Tem vários sentidos, tal e qual essa
aceitação misteriosa e empática que alguns nos
concedem.
Ser aceito é ser percebido antes de ser entendido.
É ser acolhido antes de ser querido. É ser recebido
antes de ser conhecido. É ser experimentado antes da
experiência. É, pois, um estado de compreensão prévia,
que abre caminho para uma posterior concordância ou
discordância, sem perda do afeto natural por nossa
maneira de ser.
Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de
maior alcance do que os que derivam da razão.Implica
intuição; compreensão milagrosa porque antecipatória;
conhecimento efetivo e afetivo do universo interior;
compreensão pela fraqueza; cuidado com as cicatrizes
e nervos expostos, tolerância com delírio, tolices,
medos, desordens, vesícula preguiçosa, medo do
dentista ou disritmia.
Ser aceito é ser feliz. Raro, pois. Quer fazer alguém
feliz? Aceite-a em profundidade. E depois discorde à
vontade. Ela aceitará.
Artur da Távola
Internet: <www.votoseguro.org>.
Assinale a opção que dá continuidade ao texto acima com correção gramatical.
Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas dos seguintes períodos.
I. Daqui ____ poucos instantes, estaremos iniciando o nosso espetáculo circense.
II. Procuramos nosso irmão por toda a cidade, pois ____ três dias não retorna ____ casa.
III. Vindos de locais distantes, todos chegaram ____ tempo ____ reunião.
Dadas as assertivas quanto ao acento indicativo da crase,
I. Em “E reconciliado com o Brito, confessei a mim mesmo que ele tinha bom coração e provavelmente não reincidiria”, o a não deve receber o acento indicador de crase, por estar antes de pronome pessoal.
II. Em “Ao passar pelo colégio, ela lembrou as suas terças-feiras, com a delicada simplicidade dum dever”, é facultativo o uso do acento grave, por estar o a antes de pronome demonstrativo.
III. Em “Guilhermina preferia o dinheiro aquele jogo sem criatividade”, o a não deve receber o acento grave, por ser um pronome demonstrativo masculino.
IV. Em “Mas a fama, a glória, a qual sacrificaste a juventude, não a alcançarás nunca!”, o a deve receber o acento indicativo da crase, porque o pronome relativo a qual refere-se a substantivo feminino.
verifica-se que
Assinale a frase em que há uso INADEQUADO do acento grave, indicativo da crase.




