Questões de Concurso
Sobre crase em português
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Assinale a alternativa que contém um exemplo de ocorrência facultativa de crase:
Mais de 70% dos novos alunos do ensino superior privado optaram por estudar à distância, diz Inep
Por Luiza Tenente
- Dados do Censo da Educação Superior de 2022 foram divulgados e os números revelam
- que 1 a cada 5 jovens, de 18 a 24 anos, não concluiu o ensino médio nem vai ___ escola no
- Brasil. Além disso, 72% dos alunos que foram aprovados no ensino superior privado optaram
- por estudar à distância, conforme a divulgação feita pelo Instituto Nacional de Estudos e
- Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Nas licenciaturas (cursos de formação de
- professor), o índice foi ainda maior ▲ 93,2%.
- O crescimento da Educação à Distância (EaD), tendência presente nos últimos anos, gera
- preocupação de especialistas por conta da regulação frágil do setor e da dificuldade de mensurar
- a qualidade dessas graduações. Os mecanismos atuais de avaliação de cursos não consideram,
- por exemplo, o tipo de plataforma online usada pelas instituições de ensino e o tempo dedicado
- ___ aulas “síncronas”, em que os alunos podem interagir em tempo real com os professores. A
- tendência é que as faculdades gravem o material didático apenas uma vez e o vendam para um
- número cada vez maior de interessados.
- “O papel do MEC é regular isso. É um sinal vermelho aceso para a gente tomar medidas
- importantes diante desse cenário”, afirmou Camilo Santana, ministro da Educação, durante o
- evento de divulgação dos dados. Segundo ele● por decisão do governo federal, 16 cursos
- superiores não poderão ser feitos à distância: 4 já estão suspensos (Enfermagem, Direito,
- Odontologia e Psicologia) e outros 12 ainda estão em debate, por meio de consulta pública.
- Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras
- de ensino superior no Brasil, explica que a modalidade à distância “tem sido mais atrativa por
- trazer flexibilidade em termos de local e horário [para o aluno estudar], mas, principalmente,
- por ser oferecida com mensalidades muito, muito mais baratas”. Ele complementa dizendo que
- “80% do alunado brasileiro têm renda per capita de até 3 salários-mínimos, ou seja, não têm
- condição de pagar mensalidades [dos cursos presenciais]. ___ cobertura do Prouni e do Fies é
- baixa e o número de vagas no ensino público também”.
- O número de novos alunos que escolheram fazer faculdade à distância cresceu 20% entre
- 2021 e 2022: saltou de 3,9 milhões para 4,7 milhões. Desde 2020, a EaD ultrapassou o ensino
- presencial no quesito “ingressantes”. A quantidade de cursos EaD no ensino superior triplicou
- em 4 anos: foi de 3.177 graduações, em 2018, para 9.186, em 2022. Os índices do Censo,
- referentes a professores ◆ alunos e instituições de ensino, servem para embasar novas políticas
- públicas e desenhar um panorama da educação brasileira.
(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 11 e 24.
A cidade como mundo, ou o mundo como cidade
Por Fabrício Carpinejar
- Minha infância não foi globalizada. Não havia internet, redes sociais, celular. Eu mal saía do
- meu bairro. Minha experiência pode parecer tacanha ___ nova geração que se desloca para longe
- desde o berço, que fala com gente de qualquer parte, que tem o inglês como um segundo idioma
- básico.
- Mas eu ainda prefiro ter a cidade como meu mundo a ter o mundo como cidade,
- diferentemente de quem nasceu depois dos anos 2000.
- Hoje você tem mais facilidades de adaptação, de comunicação, de locomoção. Só que não
- sossega num lugar fixo. Não tem um lugar sagrado, uma residência definitiva. Não conhece sua
- cidade “como quem examinasse a anatomia de um corpo”, para lembrar verso emblemático de
- Mario Quintana.
- Você é de todos os lugares, e um turista do seu berço natal. Não se apegou ___ atmosfera
- de um parque ou de uma praça. Não treinou a falta. Não gritou “cheguei” abrindo a porta de
- casa. Não sofreu picos de nostal...ia com uma mudança. Não chorou por um amor perdido. Não
- suspirou pela primavera das árvores mudando a cor da calçada e dos passos com suas folhas
- alaranjadas. Não namorou no drive-in da orla, com o sol descendo na tela do Guaíba.
- Troca de endereço com desembara...o, aceita empregos distantes sem crise de consciência,
- realiza intercâmbios com ___ adrenalina do desafio. Suas relações são do momento, para o
- momento, absolutamente circunstanciais. O presente tem a dinâmica de Stories, durando 24h.
- Termina romance apartado da fossa e do medo ... jamais ver a pessoa. O passado não pesa. O
- guarda-roupa mora nas malas.
- Não vou cometer o crime da vaidade e da velhice de dizer que no meu tempo era melhor.
- Balbucio na hora de explicar para a linhagem digital a minha época de formação, até meu
- vocabulário é arcaico.
- Posso garantir que ela era sentimental e exclusivamente presencial. Não se faziam contatos
- na distância. O amor platônico acontecia pelo vizinho ou vizinha, ali na janela paralela do mesmo
- prédio, jamais por alguém de outro país.
- Quando sou obrigado a viajar, eu quero sempre voltar. A saudade é maior do que a
- aventura. Talvez a saudade seja a minha mais fremente aventura.
- Não consigo ficar longe da minha churrasqueira, da minha varanda, da minha biblioteca,
- das minhas plantas, do fardamento das manhãs, da minha cama, dos afetos que frequentam o
- meu lar desde criança. Tenho uma posse...ividade provinciana. Minha alma é incuravelmente
- bairrista.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/11/a-cidade-como-mundo-ou-o-mundo-como-cidade – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 11 e 17.
Expectativa de vida do brasileiro sobe para 75,5 anos, mostra Censo
- A expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 75,5 anos, segundo dados do
- Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (29/12/2023) pelo IBGE. Na comparação com o
- último _________, realizado em 2010, os brasileiros ganharam pouco mais de 2 anos de
- expectativa de vida.
- Na comparação com 2021, ano anterior ao da pesquisa atual, o ganho foi ainda maior,
- efeito da pandemia, que levou .... morte de muitos brasileiros. Em 2021, a expectativa de vida
- ao nascer era de 72,8 anos.
- A esperança de vida ao nascer é determinada com base na taxa de mortalidade em todas
- as idades. Ao nascer, a estimativa é que um brasileiro viva, em média, até os 75 anos. No
- entanto, isso não quer dizer que, para quem chegou até os 70 anos, restam apenas cinco anos
- de vida.
- De acordo com o IBGE, aqueles que alcançaram essa idade têm uma expectativa de vida
- adicional de 14,7 anos. Colocando de outro modo, se um adulto conseguiu chegar aos 70 anos,
- suas chances de ultrapassar o patamar esperado ao nascer são maiores.
- Outro destaque é que as mulheres viveram sete anos a mais do que os homens em 2022.
- Entre elas, a esperança de vida ao nascer é de 79 anos. Para eles, é de apenas 72 anos.
- De acordo com especialistas em demografia, isso acontece porque, durante a adolescência
- e a idade jovem adulta, a mortalidade dos homens se acentua, por estarem mais expostos ....
- violência, principalmente homicídios, e .... acidentes de trânsito ou no trabalho.
- Além disso, a mortalidade da pandemia entre idosos pode ter contribuído para uma base
- fraca de comparação nos anos de 2020 e 2021, quando a esperança de vida ao nascer caiu
- depois de décadas avançando.
- Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram computados 1,556 milhão de mortes no Brasil,
- chegando a 1,832 milhão de mortes em 2021. Ano passado, esse patamar caiu para 1,542
- milhão, mas ainda se encontra elevado, considerando a tendência de queda observada antes da
- pandemia.
- Os próximos anos devem ser marcados pela diminuição do _________ de mortes entre os
- idosos, à medida que a pandemia é superada. Ao mesmo tempo, na comparação com os anos
- precedentes ao de 2019, deve haver aumento da mortalidade devido ao envelhecimento
- populacional.
(Disponível em: https://exame.com/brasil/expectativa-de-vida-do-brasileiro-sobe-para-755-anos-mostra-censo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 18 e 19.
A crase ocorre quando a preposição "a" se funde com o artigo definido feminino "a" ou "as". Indique a alternativa com uso incorreto de crase.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a frase:
"A confraternização está prevista para _______ 15h."
Maioria dos homens reconhece que precisa cuidar melhor da saúde
- De cada dez homens, oito (83%) reconhecem que precisam cuidar mais da própria saúde,
- mas parcelas significativas ainda identificam, no dia a dia, empecilhos. De acordo com a pesquisa
- A Saúde do Brasileiro, do Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com o QualiBest, 51%
- deles apontam a rotina estressante como o principal obstáculo e 32%, o acesso .... saúde. Ao
- todo, 63% disseram que se preocupam muito com a própria saúde.
- Para conhecer a percepção do grupo, a entidade entrevistou 815 pessoas, das quais mais
- da metade (52%) é usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), pouco mais de um quarto (27%)
- utiliza o sistema suplementar (planos e seguros de saúde) e cerca de um quinto (21%) usa
- ambos os sistemas de saúde.
- A equipe de sondagem apurou, ainda, que a proporção de homens que dizem ir ao médico
- ao menos uma vez ao ano é significativa, de 88%. Um ponto que se destaca é o fato de que
- 84% dos entrevistados disseram que quem agenda as próprias consultas médicas são eles
- mesmos, restando 10% que ainda dependem das companheiras para realizar essa tarefa em seu
- lugar.
- Embora ____ os que permanecem delegando a responsabilidade, a presidente do Instituto
- Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, avalia que o que se viu, ao longo dos anos, foi progresso
- em relação a isso. “É que a gente fala do Brasil, que tem dimensão continental. Tem regiões em
- que o homem ainda ____ preconceito muito forte e não se cuida. Mas a campanha Novembro
- Azul tem cumprido seu papel, que é de orientação”, explicou.
- Muitas vezes, como ressalta Marlene, os homens acabam agravando quadros de saúde
- que poderiam ter sido diagnosticados precocemente, o que, inclusive, onera as redes de saúde,
- já que os tratamentos acabam custando mais em fases mais avançadas. “Nós temos um dado
- do ano passado (2022), de uma pesquisa que fizemos, que é o de que 62% dos homens só
- procuram o sistema de saúde se estão sentindo algo insuportável”, revelou.
- Dos homens que participaram da pesquisa e demonstraram preocupação com o corpo,
- 42% deles assumiram estar acima do peso indicado. Desse total, 31% têm sobrepeso de 6 a 10
- quilos, enquanto um quarto dos entrevistados (25%) pesa, atualmente, 15 quilos .... mais do
- que o ideal.
- A pesquisa identificou ainda alguns tipos de tratamento que os homens ____ feito. No
- total, 16% dos respondentes informaram tratamento de doenças do coração realizado nos
- últimos 5 anos; 15% trataram .... obesidade, e 14%, as doenças respiratórias. Uma porcentagem
- bastante inferior, de apenas 3%, tratou algum tipo de câncer.
(Disponível em: www.exame.com/brasil/maioria-dos-homens-reconhece-que-precisa-cuidar-melhor-da-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 04, 27 e 31.
“Vamos meter o pé”
Por Leandro Prazeres e João da Mata
- Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
- trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
- tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
- advinda da morte do marido, há 21 anos.
- Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
- mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
- ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
- Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
- da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
- prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
- Odila ia descrevendo a casa.
- O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
- trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
- paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
- de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
- disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
- com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
- do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
- Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
- alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
- Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
- fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
- “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
- Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
- Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
- de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
- levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
- ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
- encobriu todas as casas, ele contou.
(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 05, 13 e 28.
Analise as sentenças a seguir quanto ao emprego do acento indicativo de crase:
I. Escreva as respostas da prova à lápis.
II. Ficou cara à cara com o criminoso.
III. Costuma acender velas aromáticas à noite.
Está(ão) correta(s) apenas:
O emprego do acento indicativo de crase está incorreto em:
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase é facultativo.
Texto 1
A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti (significa “odioso do Egito). Os vírus dengue (DENV) estão classificados cientificamente na família Flaviviridae e no gênero Flavivirus. Até o momento são conhecidos quatro sorotipos – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 –, que apresentam distintos materiais genéticos (genótipos) e linhagens.
As evidências apontam que o mosquito tenha vindo nos navios que partiam da África com escravos. No Brasil, a primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981- 1982, em Boa Vista (RR), causada pelos sorotipos 1 e 4. Após quatro anos, em 1986, ocorreram epidemias atingindo o estado do Rio de Janeiro e algumas capitais da região Nordeste. Desde então, a dengue vem ocorrendo de forma continuada (endêmica), intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas à introdução de novos sorotipos em áreas indenes (sem transmissão) e/ou alteração do sorotipo predominante, acompanhando a expansão do mosquito vetor. Aspectos como a urbanização, o crescimento desordenado da população, o saneamento básico deficitário e os fatores climáticos mantêm as condições favoráveis para a presença do vetor, com reflexos na dinâmica de transmissão desses arbovírus. A dengue possui padrão sazonal, com aumento do número de casos e o risco para epidemias, principalmente entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
(https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dengue Acesso em 20/03/2024)
Analise as assertivas a seguir e marque a alternativa correta.
TEXTO
BRASIL TEM AUMENTO DE DENÚNCIAS DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
Intolerância Religiosa é o tema de uma reportagem especial do Fantástico deste domingo (21/01), Dia Nacional do Combate à Intolerância Religiosa. O livre exercício de cultos religiosos e a liberdade de crença são realidades protegidas pela nossa Constituição. No entanto, casos de desrespeito e ataques no Brasil têm sido cada vez mais frequentes.
É o que afirmam os números do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em um levantamento feito a pedido do Fantástico.
Religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, estão entre as cinco mais seguidas no Brasil, com mais de um milhão de adeptos. De acordo com o IBGE, os católicos praticantes são maioria: cerca de 123 milhões de fiéis. Em seguida estão os evangélicos, com 113 milhões.
O registro de denúncias sobre intolerância religiosa feitas ao Disque 100, um serviço do governo, cresceu - sobretudo após 2021, um ano depois do início da pandemia da Covid-19. Também aumentaram as violações - que são os diversos tipos de violência relatados.
Em 2018, foram registradas 615 denúncias de intolerância religiosa no Brasil. O número saltou para 1.418 em 2023, um aumento de 140,3%. Já o número de violações passou, no mesmo período, de 624 para 2.124, um salto de 240,3%.
Entre 2022 e 2023, o aumento das denúncias foi de 64,5% e, o de violações, de 80,7%.
Em 2023, os registros saltaram. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia são os que mais têm denúncias.
"Esses dados são alarmantes. Cada vez mais a população tem compreendido que cenários, situação onde há violência, agressão em razão da religiosidade da pessoa se trata, sim, de uma violação de direitos humanos", destaca o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira.
Para enfrentar a intolerância religiosa e garantir a laicidade brasileira, o governo criou uma Coordenação de Promoção à Liberdade Religiosa, liderada por uma Ialorixá Mãe Gilda de Oxum.
"Esse é o ponto fundamental da discussão, que é a promoção da tolerância e a garantia da diversidade religiosa no Brasil", completa Teixeira.
Desde janeiro do ano passado, com o endurecimento das leis, quem pratica crimes de intolerância religiosa pode pegar até cinco anos de prisão, além de multa. É o que diz a lei 14.532, que equipara injúria racial ao racismo - e que também protege a liberdade religiosa. Para este crime, não cabe mais fiança e é imprescritível.
Fonte: Consulta em 23/01/2024 ao link https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/0 1/21/brasil-tem-aumento-de-denuncias-deintolerancia-religiosa-veja-avancos-e-desafiosno-combate-ao-crime.ghtml
A respeito do assunto do texto, identifique a alternativa com erro no emprego do acento indicador da crase:
O dono do livro
Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.
Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.
O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto?. Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.
Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”.
O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.
O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.
Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.
Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.
Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.
Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono.
MEDEIROS, Martha. JORNAL ZERO HORA. Revista O
Globo.
Observe as placas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Leia o texto para responder a esta questão.
“O Brasil oferece um longo e positivo caminho para a ampliação da energia solar”
Em uma conversa com PV Magazine, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Augusto Barroso, explica como o novo mecanismo dos leilões foi concebido para garantir uma abordagem mais orientada ao mercado e aumentar a concorrência. (...)
PV Magazine: Sr. Barroso, em 4 de abril, o governo realizará o leilão de energia A-4 que incluirá projetos fotovoltaicos. Você pode estimar a quantidade de capacidade de energia solar que será contratada no leilão?
Barroso: Infelizmente, não posso fornecer dados específicos sobre isso. A demanda é fornecida pelas empresas de distribuição e é confidencial. O que posso dizer é que atribuímos a cada tecnologia uma parcela da demanda total usando uma metodologia de alocação que segue um procedimento técnico. No momento, estamos aprimorando essa metodologia, de modo que ela seja compatível com a matriz elétrica que teremos no futuro de acordo com os estudos de planejamento da EPE.
BARROSO, L. A. “O Brasil oferece um longo e positivo caminho para a ampliação da energia solar”. [Entrevista concedida à PV Magazine.] Emiliano Bellini. PV Magazine, 2 de março de 2018. Adaptado de: <https://www.pv-magazine-latam.com/brasil-noticias/o-brasil-oferece-um-longo-e-positivo-caminho-para-a-ampliacao-da-energia-solar/.> Acesso em: 17 abr. 2024.
Da análise do texto, em relação ao fragmento “O que posso dizer é que atribuímos a cada tecnologia uma parcela da demanda total usando uma metodologia de alocação que segue um procedimento técnico”, no elemento destacado, não ocorre o acento indicador de crase, porque a palavra “cada”, que está, na sequência, é um pronome:
O olhar de mil jardas do gaúcho é de quem não acredita em tudo o que foi obrigado a enfrentar
Por Fabrício Carpinejar
- O olhar do gaúcho mudou depois de maio. Pois ______ um outro olhar antes de maio. Não
- se nota mais aquela nossa confiança do inesperado, aquela nossa esperança curiosa, aquele
- nosso brilho da atenção, aquele nosso humor implicante.
- Talvez seja o que o escritor Salman Rushdie concluiu a respeito de Nova York, com o
- ataque terrorista .... torres gêmeas em 11 de setembro de 2001: todo mundo, na cidade, tentava
- lembrar como era a sua vida em 10 de setembro.
- Ao falar com as pessoas no meu Rio Grande, parecia que elas me escutavam e não me
- registravam. Tampouco eu .... registrava. Fazíamos uma conversa sem memória presente. Como
- se toda a memória já estivesse abarrotada, ocupada de cenas violentas, de enchente e despejo,
- de gritos e resgates, de socorros e sustos. Como se não ______ mais espaço na memória para
- acrescentar novos fatos, novos acontecimentos. Você está ali, mas não consegue estar
- inteiramente ali. Existe uma dispersão estranha, fixa, fantasmagórica.
- Não diria que é um olhar vazio, mas um olhar cheio, nublado, turvo. Um olhar
- traumatizado pelos impactos e consequências do maior desastre ambiental da história do país.
- Procurava definir o olhar. Recordava algo que tinha folheado nos livros de arte.
- E o promotor de Justiça Diego Pessi me deu a senha: disse que experimentamos um ângulo
- de visão de “mil jardas”. Veio-me à mente de imediato o quadro de Thomas Lea, de 1944, That
- 2,000-Yard Stare (O Olhar de Duas Mil Jardas), que retrata um fuzileiro naval atônito, na Batalha
- de Peleliu, durante a Segunda Guerra Mundial.
- O combatente ______ um olhar arregalado, desligado do que vem ocorrendo ao seu lado,
- em meio a caças atirando e canhões respondendo, em meio a explosões e colegas feridos. Ele
- fica temporariamente insensível para se proteger do horror.
- A pintura icônica, que foi capa da revista Life, cunhou a expressão “olhar de mil jardas”.
- A jarda corresponde a noventa e um centímetros. A Inglaterra e os Estados Unidos,
- diferentemente do Brasil, utilizam-na como medida de comprimento. Essa aferição consiste na
- distância entre o nariz e a ponta do polegar, com o braço esticado. Nos jogos de futebol
- americano, a jarda serve para o juiz marcar a distância entre a bola e a barreira, a partir da sua
- contagem por passos.
- O olhar de mil jardas ou de quase mil metros é, portanto, uma mirada distante, com um
- traço de dissociação que costuma atingir vítimas de acidentes, conflitos armados e catástrofes.
- A tragédia no Rio Grande do Sul, que afetou 458 dos 497 municípios, produziu um lastro
- de destruição sem precedentes, com meio milhão de desabrigados, mais de 150 mortes e
- dezenas de desaparecidos. Estamos anestesiados. Sabemos a gravidade da fatalidade, mas ainda
- não podemos calcular os danos.
- O olhar de mil jardas do gaúcho é de quem não acredita em tudo o que foi obrigado ....
- enfrentar nas últimas semanas. O cérebro congelou, não aguenta mais tanta tristeza.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/05/o-olhar-de-mil-jardas-do-gaucho-e-de-quem-nao-acredita-em-tudo-o-que-foi-obrigado-a-enfrentar.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 05, 08 e 35.