Questões de Concurso
Comentadas sobre crase em português
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I. A crase em “Maria foi à escola cedo” está correta. II. Em “Vou à pé para o trabalho”, o uso da crase é inadequado. III. A crase em “Ele entregou o presente à seu amigo” está incorreta.
Quais estão corretas?
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase:


Internet: <www.institutodoceara.org.br>
Com relação aos aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
No segundo parágrafo, haveria prejuízo à correção gramatical se fosse inserido um acento grave indicativo de crase em “Graças a tais estudos”, da seguinte forma: Graças à tais estudos.

(Disponível em: www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2982/1840 – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Prefiro minha blusa a de Camila;
II. Fomos à Portugal ano passado;
III. Estaremos aqui às cinco da tarde amanhã;
IV. Iremos a casa de João e Márcia hoje;
V. Estou a distância de cinco metros de minha casa.
Assinale a opção que completa, respectivamente, as lacunas das orações abaixo:
“Dribla _____ Pelé.
Ela comeu ____ maçã.
Vou _____ padaria.”
Leia o texto I para responder à questão.
Texto I - INFÂNCIA
Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.
Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.
Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.
Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.
Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas. À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.
Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso.
E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo. Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.
Fonte: RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 2003.
O reservatório de água líquida encontrado nas profundezas de rochas de Marte
Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é correto afirmar que:
Observe o post abaixo e assinale a alternativa que contém a justificativa CORRETA para o emprego da crase no enunciado: “Cidades do Brasil têm pior ar do mundo: os prejuízos ao corpo e à mente e como se proteger”.

Disponível em: https://www.instagram.com/p/C_vQT3ItS-B/. Acesso em: 10 mar. 2025.