Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

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Ano: 2011 Banca: FCC Órgão: TRE-SP
Q1195630 Português
A pesquisa, feita em terras destinadas....... agricultura, teve por objetivo estudar ...... áreas que permitissem condições favoráveis de sobrevivência..... aves.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de São Leopoldo - RS
Q1187065 Português
                                                       Impasses de um ateu

01 Leio num ônibus em Nova York propaganda de um grupo de ateístas: Você não precisa acreditar 02 em Deus para ser uma pessoa ética. Segue a linha daquele outro anúncio estampado em ônibus ingleses: 03 Deus provavelmente não existe. Agora pare de se preocupar com isso e aproveite a sua vida. Estou 04 aproveitando a minha, sentado ___ mesa de um bar numa calçada perto do Union Square, em Manhattan, 05 saboreando uma cerveja mexicana. 06 As palavras no ônibus me fazem refletir sobre meu ateísmo. Minha primeira reação é de alegria e 07 cumplicidade. Júbilo, até. Ateus são por natureza seres que pensam por si, respeitam a diversidade de 08 pensamento e por isso preferem caminhar ___ margem do rebanho – para usar um termo muito ao gosto 09 dos religiosos – e evitar pensamentos pré-fabricados. A ideia da individualidade, e a valorização dessa 10 condição, fazem com que ateus raramente se reúnam em grupos, sociedades, partidos ou facções para 11 defender a causa. 12 De uns tempos para cá, com o recrudescimento das posturas e ações de grupos religiosos, 13 principalmente daqueles ligados ao terrorismo, muitos ateus começaram a se unir numa tentativa de fazer 14 suas vozes ganharem peso político. Ateus, em geral, têm consciência de que o que os diferencia dos 15 crentes é o simples fato de não acreditarem na existência de Deus. De resto, são idênticos aos crentes, 16 acometidos dos mesmos medos, incertezas, dúvidas e inseguranças, bem como capazes dos mesmos 17 sentimentos altruístas (compaixão, misericórdia) ou não (ira, inveja, etc.). 18 Eu, antes discreto, passei a afirmar ultimamente meu ateísmo com mais convicção. Dizeres como 19 Deus seja louvado nas notas de real, campanhas ferrenhas contra a descriminalização do aborto, tentativas 20 histéricas de proibir as pesquisas com células-tronco embrionárias, oposição obstinada aos direitos de 21 homossexuais e ___ crescente infiltração do criacionismo – doutrinação religiosa disfarçada de 22 pseudociência – em nossas escolas são só alguns dos pontos que me incomodam muito na atuação política 23 de grupos ligados às religiões, e motivam minhas tentativas de – ao meu modo – questionar o que entendo 24 como obstáculos ___ liberdade de expressão e direitos individuais, dois dos pilares de qualquer democracia 25 que se preze. 26 Não me incomodo com as crenças religiosas e defendo o direito das pessoas exercerem seus 27 rituais e cultos, contanto que não firam a liberdade alheia e não interfiram na educação, ciência e política, 28 que devem – no meu entender – permanecer acima, ou ao largo, dos credos. 29 Volto à Nova York e ao ônibus com os dizeres ateístas (e à minha cerveja mexicana): unindo-se em 30 grupos e iniciando uma jihad contra as religiões os ateus não estarão caindo numa armadilha? Será mesmo 31 uma boa estratégia agir da mesma forma que os religiosos radicais e assumir idêntica beligerância? Não 32 estaríamos – desajeitadamente – usando as mesmas armas do inimigo? Precisamos mesmo considerar 33 religiosos como inimigos? Não faríamos melhor permanecendo fora do rebanho tentando iluminá-lo (e aqui 34 não dou o sentido religioso ___ palavra iluminação) somente com o exemplo de nossos pensamentos, 35 independência e liberdade? 36 O ateu, num impasse, imerso em dúvidas, frágil, impotente e solitário como qualquer outro ser 37 humano, acaba de beber sua cerveja e sai flanando por Nova York sem encontrar respostas para as suas 38 perguntas. Mas feliz por duvidar e não ter certezas.
QUESTÃO 02 – Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 04, 08, 21, 24 e 34.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: CEC Órgão: Prefeitura de Pinhais - PR
Q1184806 Português
Em 1986, A cidade de Curitiba enfrentava um aumento nas depredações em seus “Próprios“ Municipais, despertando a necessidade de se criar um grupo diferenciado, onde proteção a população seria prioridade. Com este intuito, em 17 de julho daquele ano, o Prefeito Municipal, sancionou após aprovação da Câmara Municipal de Curitiba, o Projeto de Lei n.º 56/84, surgindo assim a Lei n.º 6867/1986, que criou o Serviço Municipal de Vigilância – VIGISERV.
No segmento “...proteção a população seria...” está faltando o acento indicativo da crase que, neste caso, representaria a fusão da preposição “a” com o artigo “a”. 
Assinale a alternativa em que há o mesmo tipo de desvio em relação à norma culta: 
Alternativas
Q948376 Português

Leia o texto para responder à questão.


Pega e lê


    Credita-se a Santo Agostinho, um dos sábios da Igreja Católica, a descoberta de que se podia ler sem enunciar as palavras. Até então, os textos eram murmurados, assim como fazem as crianças recém-alfabetizadas. Autor do que pode ser considerado uma das primeiras autobiografias, Confissões, ele passava por uma das inúmeras crises existenciais que o acometeram durante a juventude quando ouviu uma voz interior que lhe dizia: “Pega e lê”. E ele leu, então, as Cartas de São Paulo que constam do Novo Testamento. Mais de 1600 anos depois que Santo Agostinho “pegou e leu”, milhões de pessoas, apesar dos periódicos atestados de óbito conferidos à literatura e a tudo a ela relacionado, continuam tendo na leitura uma fonte de prazer intelectual e estético, além de um caminho mais seguro para o progresso pessoal e o aperfeiçoamento profissional. Em pleno fulgor da era digital, ler continua essencial e divertido.

(Veja, 18.05.2011)
Para responder à questão, considere o seguinte trecho do texto:
... apesar dos periódicos atestados de óbito conferidos à literatura e a tudo a ela relacionado...
Considerando o uso do acento indicativo da crase, a expressão que substitui corretamente “... e a tudo a ela relacionado...” é:
Alternativas
Q766682 Português
Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao uso do acento indicador da crase:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746080 Português

Leia o texto seguinte para responder à questão.

Direito, muito mais que sucesso em concursos.

    DA REDAÇÃO – Escolher a profissão dos sonhos faz parte do passado para muita gente, que acabou optando por cursar uma faculdade visando principalmente ao mercado de trabalho. É o caso do Direito, onde um número significativo fará o curso não para atuar em tribunais, mas conhecer legislação e poder utilizar aquele conhecimento em um concurso público. 
    Mas existem aqueles – maioria – que fazem sua escolha pela vocação. No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional. 
    “O mercado é muito competitivo. Não há como ter sucesso sem estar preparado para novidades. É preciso se atualizar sempre. Mesmo que a lei em vigor seja antiga” – afirma Felizardo Barroso, 75 anos, professor de Direito Comercial da Universidade Federal do Rio de Janeiro e que comanda o Felizardo Barroso & Associados, fundado por ele em 1970. 
    Segundo salienta a advogada Tânia Pereira da Silva, é fundamental que o bacharel tenha um plano de carreira bem estruturado para crescer dentro de uma empresa ou escritório e descobrir seus principais objetivos não só no imediato, mas também nos próximos 10 anos. “Questionamentos como ‘quero fazer concurso público ou montar meu próprio negócio’ devem passar pela cabeça”, diz. 
    “Após anos da crença de que o advogado era uma commoditie (só interessava o preço do serviço prestado) percebo que o mercado voltou a prestigiar a qualidade do trabalho, além da prova da OAB que limita a atuação de faculdades sem preocupação com o ensino” – avalia Luiz Guilherme Natalizi, advogado da área cível, ambiental e de empresas de fomento mercantil. 

Opções 

    O trabalho do profissional de Direito é amplo. Entre as suas funções está a de representar seus clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal. Advogar é uma das opções do bacharel de Direito, que pode também seguir a carreira jurídica. O advogado pode defender interesses de pessoas, instituições privadas ou públicas. 
(Jornal do Brasil, 1.º de agosto de 2010. Adaptado)

A propósito do fragmento “No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional”, afirma-se:

I. falta o sinal de crase na expressão “segue a carreira de advogado”; II. o emprego do futuro do presente, em “encontrará”, está inadequado; III. falta o sinal de crase na expressão “em relação a qualidade”; IV. a vírgula colocada depois de “advogado” não deveria existir.
Está correto o contido em
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746073 Português
Leia os textos seguintes para responder à questão.
(a) Uma pesquisa com 600 crianças e adolescentes mostra que a publicidade tem função pedagógica – e prova que a garotada vê comerciais com um inteligente ceticismo.
(Veja, 18 de agosto de 2010, p. 117
(b) Morador de Bruxelas, morto em junho, teria contraído bactéria resistente a antibióticos no país asiático após o acidente e a hospitalização.  (Folha de S.Paulo, 16 de agosto de 2010, on line)
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas desta versão do texto (b).
Morador de Bruxelas, morto em junho, teria contraído__________ bactéria resistente__________ vacina aplicada, no país asiático, após o acidente e____________ hospitalização.
Alternativas
Q730778 Português
O livro da solidão
     Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se
tivesse de partir para uma ilha deserta...?”
    Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...
     Não sei se muita gente haverá reparado nisso – mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, se não mesmo o mais
poético dos livros. O dicionário tem dentro de si o universo completo.
    O dicionário é o mais democrático dos livros. Muito recomendável, portanto, na atualidade. Ali, o que governa é a disciplina das letras. Barão vem antes de conde, conde antes de duque, duque antes de rei. Sem falar que antes do rei também está o presidente.
    O dicionário responde todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras, longas, acomodadas na sua semelhança, – e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegantes, nem sempre decentes, – mas obedecendo a lei das letras, cabalística como a dos números...
     O dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações.
     E as surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas...
     E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de
cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos.
   Eu levaria o dicionário para a ilha deserta. O tempo passaria docemente, enquanto eu passeasse por entre nomes conhecidos e desconhecidos, nomes, sementes e pensamentos e sementes das flores de retórica.
    Poderia louvar melhor os amigos, e melhor perdoar os inimigos, porque o mecanismo da minha linguagem estaria mais ajustado nas suas molas complicadíssimas. E sobretudo, sabendo que germes pode conter uma palavra, cultivaria o silêncio, privilégio dos deuses, e ventura suprema dos homens.
(São Paulo, Folha da Manhã, 11 de julho de 1948, Cecília Meireles)
Assinale a afirmativa em que o uso da crase encontra-se INCORRETO:
Alternativas
Q727333 Português

Vários pesquisadores ligados ___ universidades federais brasileiras tentam explicar a crescente adesão dos jovens ____ drogas, ____ partir de teorias sociais e psicológicas.

As lacunas estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por

Alternativas
Q723004 Português
                                   Brasil – Limites do ilimitado: humanizar o trânsito urbano
     Embora exista desde milênios, as cidades exibem as marcas fundamentais da civilização urbana deste início de século. Nas últimas duas décadas, mais de um bilhão de seres humanos migrou para as cidades. Foi o maior movimento populacional da história. Nos mais diversos continentes multiplicaram-se cidades com mais de dois milhões de habitantes. Não por caso, ou apenas por questões culturais.A mudança é fruto de uma organização social e econômica, que mais do que nunca, concentrou a propriedade da terra e fortaleceu um movimento agrícola de exportação que obriga os lavradores a deixarem suas terras procurando refúgio nas periferias das grandes cidades.
    A especulação imobiliária cria um muro imaginário, mas quase intransponível entre as áreas nobres e as periferias entregues ao deus-dará. Como se fosse dividida em duas ou três, a cidade tem áreas que servem de centro do poder político, outros locais liberados para atividades econômicas, culturais ou para lazer e tem também os bairros e ajuntamentos de periferia, nos quais o planejamento urbano é quase ausente. Para os que têm recursos, a cidade é multicultural e se manifesta na pluriformidade de roupas, gestos, cenas e serviços. Para a população empobrecida que, em cada cidade, é mais tratada como massa de refugiados do que como cidadãos de pleno direito, a cidade é apenas o formigueiro humano, discriminado e agredido em sua dignidade.
   Há deterioração das condições de vida em bairros de periferia mesmo em cidades prósperas dos Estados Unidos como Detroit ou Chicago, que apresentam índices de desenvolvimento urbano em tudo piores do que os de muitas favelas do Rio de Janeiro, Guaquil, Salvador ou Bombay. Isso para não falar dos aglomerados humanos nas cidades norte-americanas de fronteira, guetos de refugiados, como quaisquer campos de concentração em tempos de guerra. O mundo inteiro assistiu às revoltas e quebra-quebra de moradores de bairros periféricos de Paris e de algumas cidades francesas.
  Como a corrente sempre quebra no elo mais fraco, toda cidade mostra sua maior ou menor exeqüibilidade na organização do trânsito. São Paulo conta com centros administrativos dignos do primeiro mundo e intensa vida cultural, mas, infelizmente, a sua cara é o trânsito caótico, perigoso e congestionado. Na Europa, o trânsito urbano é o que mais diferencia Roma e Paris, assim como, nos Estados Unidos, se diferenciam a imensa Nova York, na qual o trânsito e intenso e complexíssimo, mas nunca deixa de fluir e a latino-americana Miami que, de vez em quando, pára e atrasa a vida de todo mundo.
    Em cidades como Goiânia, o lado mais terrível da desumanização do trânsito é a violência que continua atingindo tanto a pedestres, como a passageiros. Acidentes mortais se multiplicam e pequenos incidentes entre motoristas têm, uma vez ou outra, gerado balas e mortes gratuitas.
   É possível que, por trás desta violência quase rotineira em nossas grandes cidades, haja também um fenômeno complexo que é o fato de ser quase o único espaço no qual, sob certo ponto de vista, as classes sociais se encontram em condições de pretensa igualdade de direitos. O trânsito é quase o único lugar no qual centro e periferia se encontram ou se cruzam, sob o risco de se chocarem. Em um plano inconsciente das relações estruturais, a sociedade, do modo que é organizada, parece quase permitir que exista certo grau de tensão ou de olhar atravessado entre quem dirige carro particular e os motoristas de táxi, entre quem conduz um ônibus ou um veículo qualquer e um motociclista, em sua maioria, jovem e pobre.
   Por mais que existam, precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida. No trânsito, como na família ou no trabalho, é possível trabalhar para instaurar relações regidas pela cultura de paz e de administração não-violenta dos conflitos que, porventura ocorrerem. Entretanto, a raiz da mudança cultural ocorrerá quando olharmos de forma mais solidária e amorosa a todo ser humano que, em nossa cidade se torna nosso irmão e companheiro. Aí sim, teremos um trânsito e uma convivência urbana de verdadeiros cidadãos.  

“Precisamos de mais campanhas de paz no trânsito e de respeito à vida”

A alternativa em que, diferentemente do exemplo acima, a crase foi usada INCORRETA é:J

Alternativas
Ano: 2011 Banca: MPE-PB Órgão: MPE-PB Prova: MPE-PB - 2011 - MPE-PB - Promotor de Justiça |
Q707146 Português
Considerando os enunciados abaixo, não ocorre a crase em:
Alternativas
Q701362 Português

Considere a oração abaixo e as afirmações que seguem.

São desnecessário as suas observações maldosas.

I. Há um erro de concordância nominal, pois o correto seria “desnecessárias”.

II. Falta o sinal indicativo de crase em “as”.

Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q685417 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.


Com uma economia em rapidíssima expansão e mais de um sexto dos habitantes da Terra, a China tem uma colossal necessidade de energia. As renováveis estão em alta no país, mas os combustíveis tradicionais vão ter lugar garantido por muito tempo. A sede de petróleo, por exemplo, levou o governo de Pequim a fechar, nos últimos anos, acordos com nada menos do que dez países: Casaquistão, Chade, Irã, Mianmar, Nigéria, Omã, Peru, Rússia, Sudão e Venezuela. A Agência Internacional de Energia calcula que as importações chinesas de petróleo vão quadruplicar por volta de 2030, considerando-se o nível de 2006, a fim de sustentar o crescimento econômico do país. Vale lembrar também que o país asiático detém as maiores reservas de carvão do mundo e pretende explorá-las. Mas os chineses reconhecem que é preciso desenvolver métodos para tornar o consumo desses combustíveis fósseis menos poluentes e vêm trabalhando a fundo nisso.


Revista Planeta. nº 459, dezembro/2010.

Só há ERRO no uso da crase em:
Alternativas
Q633371 Português

      John Cage nasceu em Los Angeles em 1912. Seu pai, um inventor brilhante, e de sucesso intermitente, concebeu um dos primeiros submarinos funcionais. Cage se aventurou pela arte e arquitetura antes de se decidir pela música. Na Universidade da Califórnia, teve aulas com ninguém menos que Arnold Schoenberg, o supremo modernista. Embora rejeitasse a maior parte do cânone germânico que Schoenberg valorizava (Mozart e Grieg eram os únicos clássicos que ele admitia amar), Cage cumpriu o princípio de Schoenberg de que a música deve exercer uma função crítica, perturbadora, em vez de confortar o ouvinte. Ele foi para a segunda metade do século o que Schoenberg foi para a primeira: o agente da mudança.

    Schoenberg mandou Cage imergir em harmonia. Cage tratou de ignorar a harmonia nos cinquenta anos seguintes. Ele fez seu nome primeiramente como compositor de percussão. Transformou o piano em instrumento de percussão, inserindo objetos em suas cordas. Sob o ruído da percussão de ferro-velho e o repique do piano preparado estava uma ideia nova e inquietante sobre a relação da música com o tempo. E fez a famosa declaração: “Eu acredito que o uso do ruído para fazer música continuará e aumentará”. Contudo, a maior parte de suas primeiras músicas, de meados dos anos 1930 até o final dos anos 1940, fala com uma voz surpreendentemente atenuada. “Quando a guerra chegou, decidi usar apenas sons tranquilos”, disse Cage mais tarde. “Não parecia haver nenhuma verdade, nada de bom, em nenhuma coisa grande na sociedade. Mas sons tranquilos eram como amor, ou amizade”.

(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo, Cia das Letras, 2011. p .303-304) 

Segundo Alex Ross, a explicação mais simples para a resistência ...... música de vanguarda é que os ouvidos humanos possuem uma vulnerabilidade semelhante ...... dos ouvidos felinos ...... sons estranhos.

                                                                               (Escuta Só, p. 301, com adaptações)


Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 

Alternativas
Q632595 Português

Nascido no Recife em 1886, Manuel Bandeira foi forçado ..... interromper a faculdade de arquitetura na juventude por ter sido acometido pela tuberculose. O poeta, que se refere ..... doença de modo anedótico nos versos de “Pneumotórax”, teve, no entanto, uma vida longa, produtiva e dedicada ..... literatura.


Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 

Alternativas
Q620521 Português
Preencha as lacunas com a/ à/ as/ às, em seguida, assinale a alternativa correspondente.

Fiquei ______ vontade enquanto esperava Jorge. Disseram-me que chegaria ______ 10h. Fora ____ Itália visitar o avô. Coloquei-me ____ disposição, caso precisassem de algo durante sua ausência, mas ninguém me procurou. 
Alternativas
Q618113 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: “Há dez dias o secretário disse____professora que os alunos interessados em ir ____ Roma com recursos da instituição deveriam solicitá-los____divisão de Intercâmbio. 
Alternativas
Ano: 2011 Banca: IBFC Órgão: MPE-SP Prova: IBFC - 2011 - MPE-SP - Oficial de Promotoria |
Q575002 Português
Assinale a alternativa em que o uso do acento indicativo da crase está incorreto.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: IBFC Órgão: MPE-SP Prova: IBFC - 2011 - MPE-SP - Oficial de Promotoria |
Q574995 Português
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.

Enviamos ____ ela o livro que _______ tempos procurava.

Alternativas
Ano: 2011 Banca: IBFC Órgão: MPE-SP Prova: IBFC - 2011 - MPE-SP - Oficial de Promotoria |
Q574990 Português
Colégios autoritários


Ao ameaçar, fazer vista grossa para agressões em seus pátios e expulsar alunos que tentam reparação judicial, três escolas de elite do Rio dão aula de falta de cidadania e de civilidade

Francisco Alves Filho

Conhecidas pelo excelente nível de ensino, três escolas do Rio de Janeiro preferidas pela elite deram nas últimas semanas verdadeiras aulas de desrespeito às regras mais básicas de cidadania. Denúncias feitas por alunos de agressões ou constrangimentos graves foram tratadas por esses estabelecimentos de forma arbitrária e só fez aumentar o sofrimento das vítimas e seus pais. No tradicionalíssimo Colégio São Bento, recordista de aprovação no Enem, um aluno de 6 anos foi agredido por um adolescente de 14, a direção da escola escondeu o fato dos responsáveis e se mostrou mais preocupada com o agressor. Na Escola Alemã Corcovado, depois de levar empurrão de um professor, um aluno de 12 anos, seu irmão e seus pais foram excluídos do estabelecimento. No pH, a adolescente Jannah Nebbeling, 15 anos, acusa coordenadoras de ameaçá-la por conta de uma comunidade virtual na qual discutia conteúdos curriculares. “Iniciei uma ação contra o colégio por coação, constrangimento e ameaça, além de danos morais", diz Andréa Coelho, mãe de Janna. Os outros dois casos também foram parar nos tribunais. Para piorar, diretores criticaram direta ou indiretamente os pais que foram à Justiça, como se nos limites da escola vigorasse uma lei diferente da do restante do País. O imbróglio mais comentado foi a abordagem dada pelo São Bento, escola com 153 anos de existência, a uma sequência de agressões sofrida pelo aluno de 6 anos. Ele apanhou de outro,de 14 anos, no dia 26 de maio. Para justificar aos pais os ferimentos na cabeça e na testa do menino, a diretoria da escola informou que tudo não passara de um “acidente" causado por simples brincadeira. A verdade logo veio à tona, mas a posição do colégio continuou inadequada. O agressor foi punido com apenas um dia de suspensão. “Eu e meu marido reivindicamos a expulsão dele, até para garantir que meu filho tivesse segurança para ir à escola. Isso não aconteceu e resolvemos procurar a polícia para denunciar o colégio", explica a advogada Viviane de Azevedo, mãe da vítima. A reação do estabelecimento de ensino foi equivocada. “Estão querendo transformar um acidente educacional em um fato criminal", reclamou Mário Silveira, supervisor administrativo do São Bento, que tem mensalidades em torno de R$ 2 mil. Silveira ainda se referiu ao agressor como alguém que estaria “sendo mais punido do que o acidentado". “Num contato com a direção, ouvi que aquela era a maneira de agir do São Bento e quem não estivesse satisfeito estaria livre para sair", recorda Viviane. “Entendi o recado e tirei meu filho de lá."

Na Escola Alemã Corcovado – onde, para ingressar, os pais têm que desembolsar R$ 8 mil, além das mensalidades de R$ 2 mil – a agressão teria partido de um mestre. Um estudante de 12 anos reclama que, durante uma aula realizada no ano passado, foi empurrado pelo professor alemão Jens Wiemer, que berrava palavrões. O menino caiu e bateu com a cabeça e as costas no chão. Os pais do garoto só souberam da agressão um mês depois. Foram à polícia e ao Ministério Público. O professor foi suspenso e voltou para a Alemanha. Algum tempo depois, os pais da vítima passaram a notar que o menino era avaliado na escola “com rigor exagerado e diferenciado em relação aos colegas de sala", segundo relata a ação. Depois de novo protesto, veio a decisão mais surpreendente: tanto o aluno denunciante quanto seu irmão e seus pais souberam há três meses que foram excluídos da escola. “Essa decisão decorreu exclusivamente das várias violações aos estatutos cometidas pela família", relata nota da escola à ISTOÉ. “Não decorreu do exercício legal e regular da família de seu direito de denunciar o que achasse devido às autoridades competentes." Sob qualquer aspecto, uma total inversão de valores.

No caso do curso pH, o diretor de ensino Rui Alves argumenta que não houve ameaça à menina e, segundo ele, a comunidade virtual que distribuiria uma “cola" associava o colégio a palavrões. “A mãe tem todo o direito de ir à Justiça, mas isso é um assunto pedagógico", diz Alves. Doutor em pedagogia, o professor Henrique Sobreira critica as escolas: “São atitudes de quem promete uma educação para a cidadania e faz algo bem diferente", diz ele. A lição é a pior possível. “Quando escolas se acham acima da lei, é compreensível que os alunos também passem a pensar da mesma forma", avalia o especialista.



 Considere o trecho abaixo e as afirmações que seguem.

Os pais do garoto só souberam da agressão um mês depois. Foram à polícia e ao Ministério Público.

I. O uso do acento indicativo da crase justifica-se apenas porque o verbo ir exige a preposição “a".

II. O uso do advérbio “só" não interfere na informação e ele poderia ser retirado sem qualquer alteração no sentido.

Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Respostas
6641: C
6642: A
6643: B
6644: A
6645: C
6646: C
6647: D
6648: C
6649: B
6650: D
6651: B
6652: A
6653: A
6654: B
6655: E
6656: A
6657: A
6658: C
6659: C
6660: D