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Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.701 questões

Q4198915 Português
Leia o texto para responder à questão:

    O virologista chinês George Fu Gao conhece os vírus como poucos. Ele acompanhou várias epidemias nas últimas décadas e, durante a pandemia de Covid-19, esteve à frente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China, que coordenou parte das ações do país para lidar com o novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Seu grupo identificou a proteína à qual o vírus adere para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao menos uma vacina.
    Mais recentemente, Gao começou a se preocupar com um tipo de vírus não biológico: o vírus da informação, ou, como apelidou em um artigo publicado de 2022, o “inforus”, agente causador da infodemia, a propagação rápida e incontrolável das informações, quase sempre imprecisas ou falsas. “Por causa da internet e da inteligência artificial, as notícias se espalham muito rapidamente, mais rápido do que um vírus biológico”, afirma.
    Formado em medicina veterinária na Universidade Agrícola de Shanxi, na China, Gao migrou para a microbiologia e depois para a virologia. Fez doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde foi professor de 2001 a 2004, e, no retorno à China, foi para o Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências (CAS), onde atua. De 2017 a 2022, dirigiu o CDC chinês. Gao é autor de mais de 600 artigos científicos. Um deles, publicado em 2020 no The New England Journal of Medicine, descreve o isolamento do Sars-CoV-2 em pacientes de Wuhan e já foi citado mais de 35 mil vezes.


(Ricardo Zorzetto. https://revistapesquisa.fapesp.br/, edição 358, dezembro de 2025. Adaptado)
Devido ________ internet, as notícias chegam ________ pessoas muito rapidamente, porém, é um processo em que ________ veracidade das informações pode não atender ________ realidade, o que representa prejuízos ________ uma parcela expressiva da população.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q4198293 Português
O emprego da crase está INDEVIDO em: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Assistente Social |
Q4197879 Português

Texto 1:


Mapa do ensino superior no Brasil


[...] a educação superior pública e privada do país já atende a quase 10 milhões de estudantes. São 9,98 milhões de alunos matriculados em faculdades, centros universitários e universidades, em busca do sonho do diploma e de uma renda melhor no cada vez mais disputado mercado de trabalho.

Nunca tivemos tantos alunos matriculados no ensino superior, mas os desafios de acesso e permanência seguem os mesmos, em especial no que diz respeito às altas taxas de evasão que fazem com que milhares de alunos abandonem seus cursos EAD e presenciais, tanto em Instituições de Ensino Superior (IES) privadas e públicas. Em alguns cursos, a taxa de desistência chega a ser superior a 60%, apontando a carência de políticas públicas robustas que favoreçam a permanência dos estudantes na educação superior.


Fonte: INSTITUTO SEMESP. Mapa do ensino superior no Brasil 2025. 15. ed. São Paulo: Instituto Semesp, 2025.


Texto 2:


Democratização da educação superior no Brasil 


[...] Podemos dizer que há um desafio para as instituições de ensino superior públicas, especialmente as de maior prestígio, para considerar efetivamente como parte de suas tarefas e responsabilidades a necessidade de lidar com a emergência deste novo perfil de estudante universitário, que chega com diferentes necessidades e requer atenção especial por parte das instituições. É importante destacar que muitos destes estudantes pertencem à primeira geração das suas famílias a ingressar no ensino superior. Vários estudantes que conseguiram ingressar numa universidade pública nos anos recentes experimentam dificuldades em termos econômicos e também em termos do acesso a diferentes oportunidades de inclusão em atividades oferecidas pelas universidades.


Fonte: HERINGER, Rosana. Democratização da educação superior no Brasil: das metas de inclusão ao sucesso acadêmico. Rev. bras. orientac. prof, Florianópolis, v. 19, n. 1, p. 7-17, jun. 2018.

No trecho do Texto 1: "[...] em busca do sonho do diploma e de uma renda melhor no cada vez mais disputado mercado de trabalho.", o substantivo "busca" rege a preposição "de". Caso substituíssemos o substantivo "busca" pelo verbo aspirar, com o sentido de "desejar/pretender", e mantivéssemos o sentido original, a redação gramaticalmente correta seguindo a norma-padrão estaria escrita em qual alternativa?
Alternativas
Q4197647 Português
Analise a frase a seguir e assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O chefe de seção referiu-se ____ demandas represadas e comunicou ____ equipes que procederia ____ revisão dos processos. 
Alternativas
Q4197401 Português
______ a sabedoria é infinita? ______ uma dimensão que avalie corretamente os saberes? Nós, seres humanos, mesmo ______ de nossa condição finita, queremos viver para sempre. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Alternativas
Q4196834 Português
Analise a ocorrência de crase nas palavras destacadas abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta o número de ocorrências em que a crase é facultativa.

- Ele saiu da festa à francesa.
- Entreguei um belo ramalhete à Mariana.
- Estarei lá exatamente à meia-noite.
- Foi dado um tiro à queima-roupa.
- Dirigi-me à sua secretária para o recado.
Alternativas
Q4196719 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
O texto afirma que os profissionais da comunicação precisam "buscar a transformação da sociedade". Tomando esse tema e considerando as relações de regência exigidas pela norma-padrão, assinale a alternativa em que o complemento está corretamente regido.
Alternativas
Q4196717 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
Acerca do emprego (ou da vedação) do acento indicativo de crase, julgue os itens a seguir em verdadeiro (V) ou falso (F).

(__)Em "o fácil acesso às informações", a crase justifica-se pela fusão da preposição "a", exigida pelo nome "acesso", com o artigo "as".
(__)Em "manter contato com pessoas que estão distantes", caso "pessoas" fosse substituído por "a comunidade", seria obrigatória a crase: "contato à comunidade".
(__)Diante de palavra masculina, como em "acesso a equipamentos digitais", não ocorre crase, por ausência de artigo feminino.
(__)Em "as pessoas passaram [...] a participar de forma ativa", o "a" que antecede o infinitivo "participar" não recebe crase, por preceder verbo.

Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas
Q4196276 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais

Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.


É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.
Acerca do emprego (ou da vedação) do acento indicativo de crase, julgue os itens a seguir em verdadeiro (V) ou falso (F).

(__)Em "o fácil acesso às informações", a crase justifica-se pela fusão da preposição "a", exigida pelo nome "acesso", com o artigo "as".
(__)Em "manter contato com pessoas que estão distantes", caso "pessoas" fosse substituído por "a comunidade", seria obrigatória a crase: "contato à comunidade".
(__)Diante de palavra masculina, como em "acesso a equipamentos digitais", não ocorre crase, por ausência de artigo feminino.
(__)Em "as pessoas passaram [...] a participar de forma ativa", o "a" que antecede o infinitivo "participar" não recebe crase, por preceder verbo.

Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas
Q4188787 Português
Assinale a alternativa em que o uso do acento indicativo de crase está empregado de forma INCORRETA
Alternativas
Q4186956 Português
TEXTO I

Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas

Pesquisa da CNI indica defasagem em habilidades ligadas à tecnologia e diferença entre faixas etárias

Victória Batalha

    O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas. Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população” divulgou os dados nesta sexta-feira, 17.
    Diferença entre idades expõe lacuna
    A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia, como a indústria 4.0, a robotização e a inteligência artificial.
    Os dados revelam uma diferença relevante entre faixas etárias. Jovens de 16 a 24 anos concentram os maiores índices de domínio, com 65,7%. Na sequência aparecem pessoas de 25 a 34 anos, com 63,2%. A partir daí, o percentual recua de forma progressiva. Entre 35 e 44 anos, fica em 53,4%. Na faixa de 45 a 59 anos, cai para 36%. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.
  A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias, especialmente em áreas ligadas à automação e à inteligência artificial.
   O estudo também menciona análise do Observatório Nacional da Indústria sobre novas ocupações ligadas à IA. A entidade identifica seis funções emergentes, com potencial de gerar ao menos 4.950 vagas.
    A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus, com 2 mil entrevistados de 16 anos ou mais, distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal. As entrevistas ocorreram entre 10 e 15 de outubro de 2025. 

Fonte: BATALHA, Victória. Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas. https://revistaoeste.com/tecnologia/menos-da-metade-dos-brasileiros-temdominio-de-tarefas-digitais-avancadas
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede:

( ) Em “O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas.” (1º par.), observa-se que a oração em destaque se classifica como subordinada adjetiva restritiva, o que justifica o uso da vírgula que a inicia.
( ) Em “Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%.” (1º par.), por possuir natureza adverbial de tempo, pode-se dizer que a oração em destaque se encontra deslocada da ordem direta do período composto, o que justifica o emprego obrigatório da vírgula após o vocábulo “básicas”.
( ) Em “A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia” (2º par.), o termo em destaque se encontra isolado por vírgulas por se tratar de um Aposto explicativo.
( ) Em “Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.” (3º par.), a expressão em destaque poderia receber corretamente o sinal de Crase, se a elaboração fosse reescrita da seguinte forma: “Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega à ser 9,9% graças à Regência do verbo “chega”.
( ) Em “A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus” (6º par.), nota-se a presença de uma elaboração frasal em Voz Passiva cujo Sujeito “A pesquisa” exerce valor paciente no contexto.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência:
Alternativas
Q4186834 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Educação 2025: pesquisas revelam desafios, tendências e a realidade das salas de aula

Montar um raio-X da educação em 2025 não é tarefa simples, mas ajuda quem não quer navegar no escuro. Uma curadoria baseada em estudos selecionados pelo Porvir busca compreender o que acontece, hoje, dentro das salas de aula brasileiras, oferecendo uma leitura ancorada na realidade cotidiana da escola. O foco não está nos números tradicionais do Censo Escolar nem nas notas do Ideb — Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, indicador da qualidade do ensino no país. A proposta é olhar para dimensões que esses dados nem sempre capturam, como o clima escolar, as angústias, os desafios tecnológicos e a saúde mental de quem vive o dia a dia da educação.

Para quem planeja aulas, organiza o calendário escolar ou pensa políticas públicas, esse conjunto de informações funciona como ponto de partida. Ele traz o chamado chão da escola e evidencia onde estão as maiores tensões, convidando a uma leitura sem julgamentos ou busca por culpados. Encarar a realidade, com todas as suas contradições, é condição para qualquer transformação efetiva da educação.

O panorama apresentado serve para orientar decisões que façam sentido para os estudantes e para a comunidade escolar neste início de 2026.

No cotidiano das escolas, questões ligadas à segurança física e emocional, à convivência e à diversidade aparecem de forma recorrente. Pesquisas indicam que a violência de gênero permanece presente e pouco discutida, revelando a dificuldade das instituições em identificar e enfrentar esse problema. Falta formação adequada e protocolos claros, o que reforça a necessidade de políticas integradas que promovam acolhimento, segurança e uma cultura de equidade. Ao mesmo tempo, cresce um cenário de violência, exclusão, desesperança e solidão, marcado pelo isolamento de estudantes e pelo esgotamento dos educadores. A ausência de mecanismos eficazes de acolhimento fragiliza os vínculos e compromete a escola como espaço de convivência afetiva.

Situação semelhante aparece no avanço das matrículas de estudantes autistas. Embora o número tenha crescido significativamente, a estrutura escolar não acompanhou esse movimento. Faltam profissionais de apoio, formação específica para professores e adaptações curriculares, mostrando que garantir a vaga por lei não é suficiente para assegurar uma inclusão efetiva.

Outros estudos reforçam a importância de enfrentar o racismo desde a infância. A ideia de que o silêncio protegeria crianças brancas é questionada por pesquisas que apontam como essa omissão contribui para a reprodução de preconceitos. A educação antirracista, nesse sentido, deve envolver toda a comunidade, com conversas abertas e referências positivas que ajudem as crianças a compreender a diversidade e seus próprios privilégios desde cedo.

No campo da tecnologia, as pesquisas destacam impactos crescentes das telas, o uso da inteligência artificial e novos desafios da alfabetização em um mundo digital. Relatórios recentes defendem que a IA seja adotada como ferramenta complementar e ética, nunca como substituta pedagógica, com atenção à proteção do desenvolvimento cognitivo e à redução de desigualdades. Isso implica formação docente, revisão curricular e políticas de governança inclusivas.

O uso excessivo de telas continua sendo motivo de preocupação. Pesquisas indicam dificuldade de crianças e adolescentes em se desconectar, cenário associado ao aumento de irritabilidade, distração e conflitos em sala de aula. Soma-se a isso a constatação de que saber ler e escrever não garante autonomia no ambiente digital. Mesmo alfabetizados, muitos brasileiros enfrentam dificuldades para identificar notícias falsas, proteger dados pessoais ou utilizar aplicativos de serviços, o que amplia a noção de alfabetização necessária no século XXI.

A saúde mental e a valorização docente aparecem como temas centrais. A falta de segurança para o exercício da liberdade de cátedra impacta diretamente o bem-estar desses profissionais. Em escala global, o alerta é ainda mais amplo: faltam milhões de professores para cumprir metas educacionais, especialmente nos países mais pobres, onde salas lotadas e carreiras desvalorizadas dificultam a aprendizagem.

Pesquisas recentes também ressaltam que a promoção da saúde mental de crianças e adolescentes precisa ser prioridade. A escola é apontada como espaço estratégico para esse cuidado, mas não pode assumir essa tarefa sozinha. O fortalecimento de vínculos entre educação, saúde e assistência social é essencial para criar ambientes seguros, nos quais os estudantes se sintam ouvidos e amparados.

Por fim, estudos que conectam a escola a desafios sociais mais amplos mostram que temas como mudanças climáticas ainda estão distantes do cotidiano escolar, apesar de seus impactos diretos na vida de crianças e jovens. Quando aparecem, costumam ser tratados de forma pontual e pouco integrada à realidade local. Da mesma forma, pesquisas sobre a transição para o mercado de trabalho revelam um desencontro entre expectativas de jovens e empregadores. Enquanto jovens enfrentam sobrecargas invisíveis ligadas à renda e às condições de vida, empresas esperam uma maturidade pronta, sem oferecer o suporte necessário. O desafio comum a todos esses cenários é transformar a escola — e também o trabalho — em espaços de aprendizado contínuo, acolhimento e construção coletiva.

https://porvir.org/educacao-2025-pesquisas-tendencias/.adaptado.

Quando aparecem, costumam ser tratados de forma pontual e pouco integrada à realidade local. Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase,
Alternativas
Q4186271 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Assinale a alternativa correta quanto à regência e ao emprego da crase: 
Alternativas
Q4184729 Português

Para responder à questão, leia o texto.


Após anos de retração, investimento público em ciência e tecnologia avança 30% no País


        O investimento público em ciência e tecnologia (C&T) cresceu 30% no País, de 2021 a 2024. No mesmo período, os recursos destinados à pesquisa e ao desenvolvimento (P&D) aumentaram 35%. Os dados fazem parte do levantamento Dispêndio Nacional em C&T e P&D - Setores Governamental e Empresarial 2014- 2024, apresentado nesta terça-feira (16) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no Rio de Janeiro (RJ). 


        A recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) aparece como um dos principais fatores por trás desse crescimento. No intervalo analisado, os recursos do principal instrumento de apoio à ciência e à inovação do PaÍs aumenlaram 216%, ampliando as condições para investimentos.


        A recuperação interrompe uma trajetoria de retração observada de 2015 a 2021 e sinaliza a recomposição da capacidade do Estado de financiar atividades científicas, apoiar o desenvolvimento tecnológico e sustentar políticas públicas de longo prazo. Em 2024, os investimentos governamentais alcançaram R$ BB,7 bilhôes em ciência e tecnologia e R$ 72,9 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. 


        "O Brasil voltou a investir em ciência, tecnologia e inovação. Essa e uma prova do papel estratégico do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da importância da retomada de políticas voltadas à tecnologia, que trazem efeitos concretos no desenvolvimento do País", afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.


        O levantamento indica que a continuidade do financiamento é um dos fatores que permitem a manutenção de laboratorios, a formação de recursos humanos altamente qualificados e a execução de projetos científicos de longo prazo. 


        Os aportes feitos pelo setor empresarial também cresceram. De 2021 a 2024, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento passaram de R$ 67 bilhões para R$ 72 bilhões. Segundo Luciana Santos, a existência de instrumentos de financiamento, programas estratégicos e políticas de longo prazo ajuda a criar um ambiente mais favorável para decisões empresariais relacionadas à inovação.


        "A recomposição do FNDCT, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e os instrumentos da Finep [Financiamento de Estudos e Projetos] criam um ambiente mais previsível para investimentos de longo ptazo. E, para o setor privado, a previsibilidade é um ativo tão importante quanto o volume de recursos", destacou a ministra.


        Outro aspecto apontado pelos indicadores é a expansão dos investimentos em estados das regiões Norte e Nordeste. Acre (AC), Ceará (CE), Pará (PA), Rondônia (RO), Roraima (RR), Tocantins (TO) registraram algumas das maiores taxas de crescimento em ciência, tecnologia e inovação no período analisado. 


        Embora a concentração de recursos ainda seja elevada nos estados com sistemas de pesquisa mais consolidados, os dados mostram sinais de maior dinamismo em diferentes regiões do País, ampliando a presença das atividades científicas e tecnológicas em novos territórios.


        Os indicadores apresentados mostram que a ciência voltou a ocupar espaço relevante na agenda de investimentos públicos. A recuperação dos recursos destinados _ área fortalece _ capacidade nacional de produzir conhecimento, desenvolver tecnologias e criar condições para que _ inovação contribua para o desenvolvimento econômico e social do País.


Fonte: https://www.gov.brlinpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/aposa nos-de- retracao-investimento-publico-em-ciencia-e-tecnologia-avanca-30-no-pais (adaptado).

Com base na ortografia da Língua Portuguesa, qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do último parágraío do texto?
Alternativas
Q4184675 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Censo Escolar: Brasil reduz índices de reprovação, abandono e atraso

        Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os novos dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (lnep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país. 

        De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além da a criação do programa Pé-de-Meia, em 2024, e de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

        Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Enlre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro. 

        O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. "Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando."

        Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o programa Pé-de-Meia, diz o MEC. A chamada Poupança do ensino medio já beneficiou 7,2 milhôes de estudantes, desde sua criação em 2024. A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brleduc acao /noticia/2026- 06/censo-escolar-brasil-reduz-reprovacao abandono-e-atrasoestudantil (adaptado)

No trecho a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação..., o emprego do acento grave indicador de crase é obrigatorio. Diante disso, assinale a alternativa que justiÍica CORRETAMENTE essa ocorrência de acordo com a norma-padrão. 
Alternativas
Q4179943 Português

Brasil ultrapassa 100 mil escolas públicas com internet gratuita e de qualidade 


Mais de 100 mil escolas públicas brasileiras já contam com internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. O marco histórico representa um avanço na transformação digital da educação pública e faz parte do programa Escolas Conectadas, coordenado pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), com execução da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).


Com as atualizações mais recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), feitas no fim de abril, o Brasil conta, até o momento, com 100.720 escolas públicas com internet de qualidade. O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país operando dentro dos parâmetros adequados de conectividade.


O ministro das Comunicações destacou que o avanço é resultado de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023. Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada.


Os números mostram crescimento acelerado do programa. Em dezembro de 2024, o índice de conectividade adequada nas escolas chegou a 57,3%. No fim de 2025, avançou para 69,7%. Em abril de 2026, o país alcança quase 73% das escolas públicas conectadas dentro dos parâmetros ideais de qualidade.


Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável, veloz e distribuída dentro das escolas por meio de redes Wi-Fi adequadas ao uso pedagógico. O foco é permitir o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, capacitação de professores e ferramentas de inovação no ambiente escolar.


O maior salto proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos e geográficos historicamente dificultam o acesso à conectividade. Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice subiu para 36,7% em 2024, alcançou 60,5% em 2025 e chegou a 64,3% em abril de 2026. O avanço reduziu desigualdades regionais e levou internet de qualidade a escolas antes isoladas digitalmente. 


A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma iniciativa do governo federal, em parceria com estados e municípios, para universalizar a conectividade com fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país. O programa também prevê apoio à aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos tecnológicos, fortalecendo a inclusão digital e ampliando o acesso de milhões de estudantes à educação conectada.


https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/brasil-ultrapassa-100-mil -escolas-publicas-com-internet-gratuita-e-de-qualidade-adaptado 

"Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada."


Com base no emprego da crase no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras ou cm F as falsas.


(__)O acento grave em 'à' é obrigatório, pois resulta da fusão da preposição exigida pelo substantivo 'acesso' com o artigo definido feminino que antecede conectividade.

(__)O acento grave em 'à' seria facultativo se ao substantivo 'conectividade' fosse acrescentado um pronome possessivo feminino, como em 'a sua conectividade'.

(__)O acento grave seria gramaticalmente incorreto se o substantivo 'conectividade' fosse substituído por 'recurso tecnológico'.

(__)O emprego do acento grave em 'à conectividade' justifica-se pela ocorrência de dupla regência: do verbo 'ter', utilizado como verbo bitransitivo, e do substantivo 'acesso', ambos responsáveis pela exigência da preposição 'a'.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.

Alternativas
Q4179940 Português

Brasil ultrapassa 100 mil escolas públicas com internet gratuita e de qualidade 


Mais de 100 mil escolas públicas brasileiras já contam com internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. O marco histórico representa um avanço na transformação digital da educação pública e faz parte do programa Escolas Conectadas, coordenado pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), com execução da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).


Com as atualizações mais recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), feitas no fim de abril, o Brasil conta, até o momento, com 100.720 escolas públicas com internet de qualidade. O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país operando dentro dos parâmetros adequados de conectividade.


O ministro das Comunicações destacou que o avanço é resultado de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023. Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada.


Os números mostram crescimento acelerado do programa. Em dezembro de 2024, o índice de conectividade adequada nas escolas chegou a 57,3%. No fim de 2025, avançou para 69,7%. Em abril de 2026, o país alcança quase 73% das escolas públicas conectadas dentro dos parâmetros ideais de qualidade.


Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável, veloz e distribuída dentro das escolas por meio de redes Wi-Fi adequadas ao uso pedagógico. O foco é permitir o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, capacitação de professores e ferramentas de inovação no ambiente escolar.


O maior salto proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos e geográficos historicamente dificultam o acesso à conectividade. Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice subiu para 36,7% em 2024, alcançou 60,5% em 2025 e chegou a 64,3% em abril de 2026. O avanço reduziu desigualdades regionais e levou internet de qualidade a escolas antes isoladas digitalmente. 


A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma iniciativa do governo federal, em parceria com estados e municípios, para universalizar a conectividade com fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país. O programa também prevê apoio à aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos tecnológicos, fortalecendo a inclusão digital e ampliando o acesso de milhões de estudantes à educação conectada.


https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/brasil-ultrapassa-100-mil -escolas-publicas-com-internet-gratuita-e-de-qualidade-adaptado 

"O avanço reduziu desigualdades regionais e levou internet de qualidade a escolas antes isoladas digitalmente."


Considerando a regência dos verbos utilizados no trecho, analise as afirmativas a seguir:

I.O verbo levar, no trecho, apresenta dupla transitividade, sendo o complemento sem preposição seu objeto direto e o complemento introduzido por preposição seu objeto indireto, ambos exigidos pela predicação verbal.

II.O verbo 'reduzir' é transitivo direto, tendo como objeto direto 'desigualdades regionais', dispensando complemento preposicionado.

III.O verbo 'levar' atua como transitivo direto, pois exige complemento sem preposição, e a expressão subsequente desempenha a função de adjunto adverbial de lugar, expressando o espaço físico em que se desenvolve a ação verbal.

IV.Se a expressão 'escolas' estivesse no singular, haveria ocorrência obrigatória de crase, resultante da contração entre a preposição exigida pelo contexto e o artigo definido feminino 'a'.


Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.

Alternativas
Q4177885 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Estava aqui pensando


    Às vezes tenho a impressão de que o que nos falta é a capacidade de realizarmos uma espécie de autoanálise. Pensarse. Somos uma sociedade paradoxal, afinal, ao mesmo tempo que não paramos de pensar, não nos pensamos. Pensar-se é ir a um encontro às cegas consigo mesmo. A gente sempre acha que se conhece e logo descobre que isso não é tão simples assim. Fazemos coisas estranhas. Estranhamos atitudes que temos. Ficamos impressionados como respondemos a determinadas situações, completamente ao contrário do que pensamos que faríamos. Pensar-se é um ótimo exercício de humildade, pois descobrimos que não somos donos dos nossos pensamentos, atitudes, afetos ou alma.


     Ter um pouco de sinceridade interior, uma certa coragem moral e habituar-se a questionar-se nos ajuda a chegar perto deste sujeito esquisito que somos. É claro que fazer isso nos coloca diante do fato que, tomara, possamos sentir vergonha de algumas das nossas atitudes. Acho tão lindo quando descobrimos que não somos estas pessoas iluminadas que imaginamos ser. Temos uma tendência a repudiar nossas partes feias, desbocadas e julgadoras, tão essenciais de todos nós. Envergonhar-se de si é uma forma de buscarmos mudança. Sem reconhecer nossas falhas, não nos esforçaremos para fazer diferente. E mesmo assim, é preciso aprender que apesar de nossos esforços, muitas e muitas vezes, iremos fracassar e ter de começar tudo de novo outra vez. Porque não somos assim tão incríveis quanto achamos que somos.


    Escrevo isso e me lembro de alguns versos do poeta Mario Quintana, “esse estranho que mora no espelho (e é tão mais velho do que eu) olha-me de um jeito, de quem procura adivinhar quem sou”. Tão difícil de responder isso. A autoanálise é uma conversa consigo mesmo, com o compromisso de que não seja um simples bate-papo, mas com o intuito de descobrir em si o desconhecido. E sim, em nossos diálogos internos, por vezes, somos mais sinceros do que nas conversas com os outros. Digo isso, porque volta e meia me pego falando sozinha, assim como você que me lê. Apesar de parecer uma conversa unilateral é entre eu e mim. E, antes que alguém ache estranho, aposto que você tem um grupo no WhatsApp de você com você mesmo.


    Conversar consigo, pensar-se e refletir sobre quem se é e o que se tem feito é nos responsabilizarmos pelas nossas atitudes. Quando nós pensamos, nos deparamos com partes nossas que são impulsivas, horrendas, _________, infantis, maldosas, ciumentas e insuportáveis. É verdade que mergulhar no mais profundo de nós traz _____ tona monstros, mas também revela uma capacidade humana de tentar ser melhor da próxima vez.

 

Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do último parágrafo do texto? 
Alternativas
Q4177697 Português
Com base nas normas que viabilizam a ocorrência da crase, assinalar a alternativa cujos elementos preenchem as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
___ proporção que foi vista _________ dia destruiu todas as nossas esperanças de um futuro melhor. ___ vista disso, ___ pessoa confiante compete o registro das suas escolhas futuras.  
Alternativas
Q4177481 Português
Leia o texto para responder a questão.


Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais

Nota emitida pela Sociedade Brasileira de Pediatria


    Contexto atual e relevância para a pediatria

  Os produtos comercialmente conhecidos como whey protein e creatina são enquadrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na categoria de suplementos alimentares, sendo compostos, respectivamente, por proteína do soro do leite e creatina. O whey protein apresenta-se em diferentes formas (concentrada, isolada ou hidrolisada) e é divulgado com alegações relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico. A creatina, por sua vez, é um composto nitrogenado derivado de aminoácidos (arginina, glicina e metionina), produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação, especialmente por meio de carnes e peixes, e desempenha papel no metabolismo energético celular, especialmente em tecidos de alta demanda, como o músculo esquelético. Esses suplementos estão amplamente difundidos no contexto da prática de atividade física e esportiva entre adultos e caracterizam-se, em sua maioria, como produtos ultraprocessados, por incorporarem ingredientes como aromatizantes, edulcorantes e emulsificantes. Diferentemente dos alimentos, que fornecem proteínas associadas a vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, esses produtos promovem uma oferta concentrada e descontextualizada de nutrientes, em desacordo com as recomendações de uma alimentação adequada e saudável. O whey protein e a creatina têm sido introduzidos, de forma inadvertida, na alimentação de crianças e adolescentes, impulsionados por estratégias de marketing e pela influência das mídias digitais, frequentemente sem indicação clínica e sem orientação profissional. Esse cenário é agravado pela crescente oferta desses suplementos com apelo direcionado ao público infantil, por meio de rotulagem atrativa, sabores adocicados e formatos lúdicos, como balas, gomas e bebidas saborizadas. Tais características favorecem a percepção equivocada de que se trata de produtos habituais para a faixa etária pediátrica. 

   Necessidades proteicas na infância e adolescência: o papel dos alimentos 

  A proteína é essencial para o crescimento e o desenvolvimento, mas sua necessidade é frequentemente superestimada. Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos que, em média, variam entre 0,85 e 0,95 g/kg/dia, facilmente atingidos por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Na prática, observa-se que muitas crianças já apresentam ingestão proteica superior às necessidades fisiológicas, de modo que a adição de suplementos — mesmo em pequenas quantidades — não traz benefício comprovado e não é isenta de riscos. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados — como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças — assegura não apenas a adequada oferta proteica (quantidade e qualidade), mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. O uso de suplementos proteicos na pediatria é restrito a condições clínicas específicas, como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Esse contexto não é extrapolável ao uso de suplementos de whey protein ou de creatina em crianças e adolescentes com ou sem doenças associadas. Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. No rim, pode-se observar aumento da produção de ureia e hiperfiltração glomerular, com potencial de lesão intraglomerular em indivíduos suscetíveis. No fígado, intensificam-se a desaminação e o ciclo da ureia, elevando a produção de amônia, especialmente em contextos de imaturidade. Do ponto de vista metabólico, o excesso proteico pode estimular a secreção de insulina e de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1), interferir no balanço energético e favorecer a lipogênese. Diante das evidências científicas atuais, não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase, deve-se priorizar a construção do comportamento alimentar e a oferta de uma alimentação diversificada, capaz de atender às necessidades nutricionais de cada etapa do desenvolvimento. O uso indiscriminado desses suplementos, além de favorecer a ingestão excessiva de nutrientes com potencial de sobrecarga de órgãos e sistemas, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares (corantes, conservantes, emulsificantes) e pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, cenário frequentemente agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social e marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos. 

   Considerações finais

   O uso de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina não é indicado para crianças saudáveis e não deve ser adotado de forma rotineira na adolescência. Uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, em preparações culinárias, é suficiente para atender às necessidades nutricionais e promover a formação de hábitos alimentares adequados. A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados. A abordagem deve contemplar a educação nutricional, a valorização de práticas alimentares saudáveis e a discussão crítica sobre influências externas, como o marketing e as mídias sociais. Além disso, é essencial reconhecer precocemente o uso inadequado desses produtos e intervir de forma oportuna. O cuidado com a alimentação na infância e na adolescência constitui uma estratégia fundamental para a promoção da saúde ao longo da vida.


Disponível em https://www.sbp.com.br/pediatras-alertam-sobre-perigos-douso-de-suplementos-proteicos-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-eadolescentes/  


Em “...relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico”, sobre o uso do acento indicativo de crase, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
41: A
42: A
43: B
44: B
45: D
46: D
47: C
48: B
49: D
50: C
51: B
52: B
53: B
54: C
55: B
56: D
57: D
58: D
59: D
60: A