Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

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Q3589063 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"

Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar.

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022.
Ocorre emprego opcional do acento grave em:
Alternativas
Q3588481 Português
Leia os itens abaixo:

I- Falávamos __ respeito do jogo de ontem;
II- Vivia __ custa de mulheres;
III- Gosto de comida __ mineira.

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas acima, tendo em vista o acento indicador de crase.
Alternativas
Q3588174 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"


Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz.

Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar".

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022. 
Ocorre emprego opcional do acento grave em:
Alternativas
Q3583734 Português

Cresce o número de golpes digitais



    Um estudo da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda on-line do país, e do AllowMe, plataforma de prevenção à fraude e proteção de identidades digitais, mapeou os principais golpes e dados sobre esses crimes no país em 2022. O relatório, divulgado esta semana, aponta que o prejuízo estimado chegou a R$ 551 milhões no ano passado, sendo eletrônicos a categoria mais visada, com os smartphones ocupando o topo da lista dos produtos.

    O levantamento aponta que o golpe da Compra Confirmada — que cresceu 75% em 2022 — lidera a lista das fraudes digitais, com 65% dos casos, seguido pelo do Anúncio Falso, com 30%. Roubo de Dados fecha a lista em terceiro lugar, com 5%. Apesar do baixo percentual, em 2022 ocorreu uma tentativa de roubo de contas por minuto.

    De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros que caíram em fraudes em 2022 é composta por homens (74%). Cerca de 72% das vítimas têm até 31 anos. A região Sudeste é a que teve mais fraudes confirmadas, com São Paulo liderando com 37%, seguido por Rio de Janeiro (14%) e Minas Gerais (8%). “Os fraudadores atuam principalmente na falta de conhecimento dos usuários sobre os processos de compra e venda on-line para aplicar a engenharia social e enganá-los” afirma a diretora de Produto da OLX, Beatriz Soares.

    O estudo mostra ainda que os golpes são praticados por associações criminosas que se articulam em rede, criam contas falsas e tentam atrair o maior número de vítimas, seja com anúncios falsos ou com abordagens para a compra de produtos anunciados por clientes legítimos. Em 2022, mostra a pesquisa, 70% das tentativas de fraude aconteceram em horário comercial, sendo a quinta-feira o dia da semana com maior incidência. A cada hora, foram mapeadas, em média, 17 tentativas de fraude realizadas com dispositivos comprometidos, sejam eles celulares ou computadores. “No estudo assinado em parceria com a OLX, direcionamos o nosso olhar para as transações junto a sites, apps e contas digitais relacionadas ao e-commerce “explica Diana Herrera, head de Growth do AllowMe.

    O estudo analisou dados do mercado digital brasileiro, incluindo sites, aplicativos e contas digitais, de janeiro a dezembro de 2022, em uma base de cerca de 20 milhões de contas abertas em plataformas on-line. Em grande parte dos golpes digitais, os criminosos usam a prática conhecida como “phishing” — um trocadilho com a palavra “fishing”, que, traduzindo, significa “pesca”. Assim como a “pesca”, o golpe de phishing consiste em jogar uma isca (um e-mail fraudulento, por exemplo) esperando que as vítimas “mordam” e caiam no golpe.



Fonte: Jornal Extra, Rio de Janeiro. Edição de 11 de fevereiro de 2023, página 10.  

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego da crase no período: Um estudo da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online do país, e do AllowMe, plataforma de prevenção à fraude e proteção de identidades digitais, mapeou os principais golpes e dados sobre esses crimes no país em 2022. 
Alternativas
Q3583689 Português

Brasileiros na Irlanda: entenda aumento de 400% nos últimos anos e os desafios de morar no exterior



    Os brasileiros que deixaram o país para viver na Irlanda cresceram mais de 430% nos últimos anos. Segundo o Itamaraty, o número de imigrantes brasileiros no país europeu mais que quintuplicou entre 2018 e 2022: saltou dos 15 mil para cerca de 80 mil. Imigrantes ouvidos pela reportagem apontam fatores como bons salários e ofertas de emprego como atrativos para imigração. Apesar disso, eles relatam as dificuldades que encontraram no país.


    Na última semana, o caso do entregador brasileiro João Henrique Thomaz Ferreira, atropelado por um carro da polícia irlandesa colocou a imigração brasileira à Irlanda em evidência. Após o acidente, João precisou amputar a perna direita e está internado.


    Testemunhas e amigos de João afirmam queo atropelamento foi proposital e cobram rigor nas investigações e justiça. O caso desencadeou um protesto em Dublin, capital da Irlanda, com adesão de muitos brasileiros e entregadores de comida, função bastante exercida por estrangeiros e, inclusive, pelo próprio João. A categoria relata que é alvo constante de violência na Irlanda. Agressões, roubos e perseguição por parte de gangues irlandesas são frequentes durante o trabalho.


    Fundador do ‘edublin’, portal dedicado a brasileiros que moram ou querem visitar ou morar a Irlanda, Eduardo Giansante chegou ao país muito antes desse aumento de imigração. De São Paulo (SP), ele foi para a Irlanda em 2008 para estudar inglês e morou no país europeu até setembro deste ano, quando se mudou para a Califórnia, nos Estados Unidos.


    Giansante explica que a facilidade de chegar à Irlanda e trabalhar, além do salário muito melhor em relação ao país, são os principais atrativos para brasileiros. “Conseguir o visto de estudante ou de trabalho para chegar à Irlanda não é difícil como em outros países, que complicam um pouco esse processo. Além disso, o país não é considerado atrativo para os próprios europeus, o que deixa abertas oportunidades no mercado de trabalho, que pode ser preenchido pelos brasileiros e outros imigrantes. Até sem inglês é possível trabalhar, embora os postos sejam menos valorizados”, afirma.


    “Outro atrativo é o salário. O salário mínimo na Irlanda está em € 11,30 por hora. Já é um valor superior ao do Brasil, mas isso fica ainda mais evidente tendo em vista o poder de compra. Você supre as suas necessidades com o que ganha muito mais facilmente do que no Brasil”, completa.



Fonte: Brasileiros na Irlanda: entenda aumento de 400% nos últimos anos e os desafios de morar no exterior | Vale do Paraíba e Região | G1 (globo.com)

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego da crase no período: “Conseguir o visto de estudante ou de trabalho para chegar à Irlanda não é difícil como em outros países, que complicam um pouco esse processo”.
Alternativas
Q3582093 Português
Irlandesa encontra mulher idêntica e elas resolvem fazer teste de DNA; veja o resultado

    A irlandesa Niamh Geaney criou um site para provar sua teoria: todas as pessoas possuem até seis ‘doppelgangers’ – palavra alemã que significa “duplo ambulante”, usado para se referir a pessoas idênticas que existem no mundo. Ela então lançou o projeto, junto com seus amigos, chamado ‘Twin Strangers’, que tem o objetivo de, com sorte, caçar seus sósias espalhados pelo mundo. Mas ela acabou encontrando três ‘cópias’ suas, e duas moravam perto de sua cidade.
    Geaney marcou então um encontrou com Karen Branigan, 36, que morava a apenas uma hora de sua casa em Dublin, na Irlanda. Em um vídeo no YouTube, a criadora do site contou que elas combinaram de se vestirem com roupas combinando para o encontro. Após várias fotos para mostrar suas semelhanças, acabaram viralizando na internet.
    A grande semelhança e a proximidade geográfica fizeram com que as duas realizassem um exame de DNA para saber se compartilhavam algum parentesco. A expectativa estava tão alta que elas abriram os resultados na internet. Apesar da semelhança física, o resultado do exame apontou que havia chance zero das duas serem irmãs e compartilharem o mesmo sangue.
    Cientistas acreditam poder explicar o que torna pessoas tão parecidas e por que cada um de nós pode ter um duplo, ou “duplicata”. De acordo com um estudo do Instituto Josep Carreras de Pesquisa em Leucemia de Barcelona, Espanha, pessoas que se parecem, mas não estão diretamente relacionadas, podem ter semelhanças genéticas. Entre essas pessoas, muitos também têm pesos semelhantes, fatores de estilo de vida e características comportamentais parecidos, como uso de tabaco e níveis de educação. Isso pode significar que a variação genética está relacionada à aparência física e também pode influenciar alguns hábitos e comportamentos.
Os cientistas há muito se perguntam o que cria a duplicata de uma pessoa. É natureza ou criação? Uma equipe de pesquisadores espanhóis tentou descobrir. Seus resultados foram publicados no ano passado na revista acadêmica Cell Reports.
    Manel Esteller, um dos pesquisadores, disse que no passado já havia trabalhado em estudos sobre gêmeos, mas para este projeto ele se interessou por pessoas que se parecem, mas não tem uma conexão familiar real de quase 100 anos. Esteller recorreu à arte para responder a uma pergunta sobre ciência. Ele e seus coautores recrutaram 32 sósias que faziam parte do projeto fotográfico “Não sou dublê!”, feito por um artista canadense, François Brunelle. Os pesquisadores pediram aos casais que fizessem um teste de DNA. Os casais preencheram questionários sobre suas vidas. Os cientistas também colocaram suas imagens em três programas diferentes de reconhecimento facial.
    Das pessoas que recrutaram, 16 casais tiveram pontuações semelhantes a gêmeos idênticos identificados com o mesmo software. Os outros 16 pares podem parecer iguais ao olho humano, mas o algoritmo não considerou dessa forma em um dos programas de reconhecimento facial. Os pesquisadores então examinaram o DNA dos participantes. Os pares que o software de reconhecimento facial disse serem semelhantes tinham muito mais genes em comum do que os outros 16 pares.
“Conseguimos ver que esses humanos parecidos, de fato, compartilham várias variantes genéticas. E estas são muito comuns entre eles”, disse Esteller. “Então, eles compartilham essas variantes genéticas que estão relacionadas à forma como eles têm o formato do nariz, olhos, boca, lábios e até estrutura óssea. E essa foi a principal conclusão de que a genética os une.” É sobre códigos semelhantes, disse ele, mas é apenas por acaso.
    “No mundo de hoje, há tantas pessoas que o sistema está produzindo humanos com sequências de DNA semelhantes”, disse Esteller. Provavelmente sempre foi assim, mas agora com a internet é muito mais fácil encontrá-los.” Quando examinaram mais de perto os casais, eles determinaram que havia outros fatores que os diferenciavam, disse ele. “É por isso que eles não são completamente idênticos”, disse Esteller. Quando os cientistas analisaram mais de perto o que chamam de epigenomas das duplicatas que mais se assemelhavam, houve diferenças maiores. A epigenética é o estudo de como o ambiente e o comportamento podem causar mudanças no funcionamento dos genes de uma pessoa.
    Quando os cientistas analisaram o microbioma de casais que eram mais parecidos, eles também eram diferentes. O microbioma são os microrganismos, vírus, bactérias e fungos pequenos demais para serem vistos pelo olho humano, que vivem no corpo humano. “Esses resultados não apenas fornecem informações sobre a genética que determina nosso rosto, mas também podem ter implicações para o estabelecimento de outras propriedades antropométricas humanas e até características de personalidade”, diz o estudo.
    O estudo tem suas limitações. O tamanho da amostra foi pequeno, por isso é difícil dizer que esses resultados são válidos para um grupo maior de pares. Embora os pesquisadores acreditem que suas conclusões mudariam em um grupo maior. O estudo também se concentrou em casais que eram principalmente de origem europeia, então não está claro se os resultados seriam os mesmos para pessoas que vêm de outras partes do mundo. Karen Gripp, pediatra e geneticista da Nemours Children ‘s Health, cuja pesquisa é referenciada neste artigo, disse que o estudo é realmente interessante e valida muitas pesquisas anteriores.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/irlandesaencontra-mulher-identica-e-elas-resolvem-fazer-teste-dedna-veja-o-resultado/ Acesso em 27 de janeiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego da crase no período: Esteller recorreu à arte para responder a uma pergunta sobre ciência.
Alternativas
Q3581350 Português
Saneamento básico é política de Estado

Os baixos investimentos em saneamento básico em Minas Gerais são regra no país. O poder público fracassa no fornecimento desse serviço básico aos cidadãos, colocando em risco a saúde das pessoas e o meio ambiente.
Matéria publicada pelo portal O Tempo nesta sexta-feira (23) revelou que Minas investe apenas um terço do necessário para que o Estado garanta tratamento de esgoto para 90% da população até o fim deste ano. Essa meta foi estabelecida pelo governo federal em 2020. Segundo dados da Pnad Contínua do IBGE, apenas 69,5% dos lares estão ligados a uma rede de coleta. O número praticamente não evoluiu desde 2019, quando o número de casas com rede de esgoto era de 69,2%.
O modelo de prestação do serviço que predomina no país tem empresas estatais como o principal provedor. Um grande passo para retirar um terço da população desse atoleiro foi dado em 2020, a partir da aprovação do novo marco legal do saneamento. A atualização na lei abre margens para uma maior participação do setor privado.
Em meados de 2020, as concessões privadas estavam presentes em menos de 6% dos municípios. Atualmente, elas já operam em 509 cidades, mais de 9% do total. Vale destacar que 44% desses municípios são considerados de pequeno porte, com até 20 mil habitantes. Os dados são da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon Sindcon).
Apesar de a operação por concessionárias privadas já ter apresentado resultados positivos, existe o risco de retrocesso. Um decreto do governo de Lula (PT) reabriu vantagens para estatais. A medida foi derrubada pela Câmara dos Deputados, mas o Planalto ainda planeja um novo decreto para contornar a situação e atender aos apelos da parte mais estatizante da base do governo.
O saneamento básico está entre as políticas públicas de Estado, não de governo, e são essenciais para o desenvolvimento social sustentável do país.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/saneamento-basico-e-politica-deestado-1.2911470. Acesso em 25 jun. 2023.
A crase é obrigatória nos enunciados abaixo, exceto em: 
Alternativas
Q3579400 Português
Leia com atenção as duas colunas abaixo:
Coluna 01:
(__)O único jeito é ir a lojas no shopping de outra cidade.
(__)Tudo está acontecendo as mil maravilhas.
(__)Eu comecei a me exercitar somente esta semana.
(__)Nunca conte um segredo a outra pessoa.
Coluna 02:
I.Com crase.
II.Sem crase.
Correlacione ambas as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta da coluna 01:
Alternativas
Q3577995 Português
Leia com atenção os períodos abaixo:
I.Esta pizza é à moda da casa.
II.À noite, todos devem obedecer o toque de recolher.
III.Pretendo assistir àquele filme somente no final de semana.
IV.Costumo correr à tarde quando estou de plantão noturno.
V.Hoje eu só chegarei às 20 horas.
Assinale a alternativa que indique em quais afirmativas o uso da crase está correto:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576201 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego da crase no período: A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. 
Alternativas
Q3575687 Português
Jovem tem 4 colapsos no pulmão por conta de ‘vape’

    Um adolescente americano de 19 anos precisou ser levado ao hospital e fazer uma cirurgia no pulmão depois que o órgão sofreu quatro colapsos seguidos. Segundo a equipe médica, o problema foi acarretado pelo vício do jovem em fumar vape, um tipo de cigarro eletrônico. Draven Hatfield, de West Virginia, nos Estados Unidos, começou a fumar quando tinha apenas 13 anos, nos finais de semana. Mais tarde, usar o dispositivo se tornou um hábito de “todos os dias e o tempo todo”. Os médicos do hospital revelaram que os pulmões do rapaz pareciam de um “homem que fumava três maços de cigarros por dia há pelo menos 30 anos”.
    Hatfield começou a fumar vapes maiores, que têm mais potência e sabor, depois mudou para modelos descartáveis. “Pelo menos uma vez por dia eu o reabastecia, às vezes uma vez a cada dois dias. Mudei para os vapes descartáveis e provavelmente usei um desses a cada dois ou três dias. Eu não fumava antes de começar a vaporizar. Durante um período de um mês e meio, fumei e usei vape ao mesmo tempo — contou. Em dezembro de 2021, com apenas 17 anos, Hatfield foi para o hospital pela primeira vez após sentir fortes dores e cãimbras do lado esquerdo do peito. Ele foi diagnosticado com pneumotórax espontâneo, ou seja, quando o pulmão é invadido por bolhas de ar que se rompem e enchem o órgão de ar, dificultando a respiração. Segundo a equipe, esse é o início súbito de um pulmão em colapso. Os sintomas incluem dor aguda no peito, que piora com respiração profunda ou tosse, batimentos cardíacos acelerados e fadiga. Na maioria dos casos, a causa de um pulmão colapsado é desconhecida, mas fumar é um dos fatores de risco, e os especialistas creem que o vaping também pode ser.
    Dois meses depois, em dezembro de 2021, o pulmão direito do jovem também começou a apresentar os mesmos sintomas. Na ocasião, ele estava fumando o cigarro eletrônico. Foi quando pensou que seus problemas poderiam estar relacionados ao hábito e decidiu parar. —Apenas senti um pequeno estalo e, como já havia passado por isso, sabia o que era. Estava respirando de forma diferente e toda vez que eu engolia, sentia um pequeno beliscão — relatou. Mesmo parando de fumar, seu pulmão entrou em colapso uma quarta e última vez em fevereiro de 2022. Os médicos precisaram realizar uma cirurgia para remover as bolsas de ar do órgão. Hoje, Hatfield está bem, ainda se recupera das sequelas, como dores no peito, e faz campanha de conscientização para jovens pararem de usar os dispositivos. “Achei que vaporizar era melhor que fumar. Isso me fez perceber o quão perigoso os vapes podem ser” disse. Para parar de fumar, Hatfield disse que mascou chiclete de nicotina para “enganar a mente” até não sentir mais falta de vaporizar. Dados do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) mostram que quase um em cada dez alunos do ensino médio no país são fumantes de vapes, o dobro da proporção em 2014. Nos Estados Unidos, um em cada dez alunos do ensino fundamental usam os dispositivos.

Fonte: Jornal O Globo, 6 de abril de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a justificativa correta para o emprego da crase no período: Pelo menos uma vez por dia eu o reabastecia, às vezes uma vez a cada dois dias. 
Alternativas
Q3575035 Português

Leia as afirmativas com atenção:


I.Marcos não era de muita cerimônia, falava tudo as claras.

II.Vire à direita imediatamente.

III.A nova novela a qual comecei a assistir é bem interessante!

IV.Os jovens de hoje tem por hábito namorar à distância.

V.Para começar o preparado, deve-se juntar a farinha à manteiga.


Em qual das afirmativas acima pode se verificar um erro de acentuação?

Alternativas
Q3574896 Português
Mãe britânica recolhe 2 toneladas de recicláveis

    Liz Pinfield-Wells estava prestes a alimentar seu filho pequeno, Albert, quando olhou para um saco plástico com comida de bebê em sua mão. “Uau, isso parece um monte de embalagem”, pensou Liz naquele dia, quatro anos atrás. “Comecei a pesquisar se ele pode ser reciclado.” A resposta era não. “É bastante limitado”, disse ela sobre o serviço de reciclagem em sua cidade, Telford, localizada em Shropshire, na Inglaterra. No Reino Unido, os municípios têm as próprias regras de reciclagem. Ela ficou perturbada com a ideia de jogar fora as bolsas, pensando que acabariam em um aterro sanitário ou incinerador. “Uma vez que você tem filhos, isso lhe dá uma perspectiva bem diferente do mundo”, disse Liz, mãe de três.
    Como as sacolas plásticas não foram incluídas no serviço de coleta da cidade – que não aceita sacolas plásticas, brinquedos de plástico duro, plástico bolha, papelão e chips, entre outros resíduos –, Liz começou a pesquisar alternativas. Ela encontrou uma notícia sobre uma família do Reino Unido que montou um local de coleta de lixo fora de sua casa em Nuneaton, cidade a 55 quilômetros de distância. Eles coletaram itens difíceis de reciclar, como cápsulas de café e escovas de dente, e enviaram para empresas de reciclagem, incluindo a americana TerraCycle, que transforma o lixo em matéria-prima. Liz ficou intrigada: “Eu pensei, esse é o tipo de coisa que eu poderia fazer aqui, pois tenho espaço”. Então, ela montou várias lixeiras na entrada de sua garagem e começou a avisar para vizinhos e amigos, informando que poderiam deixar certos itens de lixo, como bolsas de comida para bebê, sacos de salgadinhos, sacos de pão, tubos de Pringles e embalagens de biscoitos.
    Desde o início do esforço, em 2019, ela coletou quase 2 toneladas de resíduos que, de outra forma, provavelmente estariam em um aterro sanitário, flutuando em um rio ou incinerados. Como sugere o programa de reciclagem da TerraCycle, ela coleta e separa os resíduos, e a empresa cuida dos custos de envio e do processo de reciclagem. Não muito depois de Liz montar seu local de coleta improvisado, as pessoas paravam regularmente para deixar sua reciclagem. “É muito gratificante poder reduzir a quantidade de lixo que sua casa está produzindo”, disse Liz, que cuida de adultos com deficiências de desenvolvimento e aprendizado. Uma vez por mês, ela separa e pesa os resíduos para doá-los à TerraCycle ou outras empresas de reciclagem. “Nosso objetivo como organização é ser uma empresa de gerenciamento de resíduos que busca encontrar soluções circulares onde elas não existem hoje”, disse Tom Szaky, diretor e fundador da TerraCycle, que opera há 22 anos em 21 países. “Uma vez que as pessoas percebem que você pode reciclar todas essas coisas, é uma mudança de vida”, disse Liz.

Fonte: Jornal O estado de São Paulo, 20 de abril de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a justificativa correta para o emprego da crase no período: Uma vez por mês, ela separa e pesa os resíduos para doá-los à TerraCycle ou outras empresas de reciclagem. 
Alternativas
Q3573363 Português
Leia com atenção as alternativas e assinale aquela com o emprego adequado da crase:
Alternativas
Q3572655 Português
Leia o texto para responder a questão.


É possível uma moeda só?
Sonho dos viajantes compulsivos, a moeda única pode diminuir cada vez mais as barreiras geográficas, só que questões culturais e econômicas podem jogar a ideia no ralo

Por Augusto Decker e Pedro Borg

    Sim: Com a integração crescente dos sistemas financeiros, é possível imaginar uma moeda única ou regional, como é o euro hoje.
     Por que sim?
    A ideia de uma moeda única vem sendo defendida como uma maneira de transformar a tendência de integração financeira internacional em realidade, uma vez que hoje a economia trabalha quase sem fronteiras. Seria um cenário dos sonhos para viajantes compulsivos, já que as tediosas idas às casas de câmbio seriam extintas.
    Além da questão da praticidade, existe a vantagem de que acabariam os problemas de especulação cambial – como os chamados ataques especulativos que ocorreram ao longo da história. Não faria sentido tentar desvalorizar uma moeda única.
    “Um mundo com uma única moeda evitaria especulação. A diferença seria na oferta de preços. Em países mais ricos, haveria mais dinheiro. Logo, as coisas seriam mais caras. O oposto aconteceria em países mais pobres”, defende a futuróloga brasileira Lala Deheinzelin.
    Não: Como atingir um consenso global de uma política monetária única? Muitos interesses e barreiras teriam de ser amplamente debatidos.
    Por que não? 
    Os futurologistas acreditam na hipótese da moeda única. Mas nenhum dos economistas entrevistados pensa que esse seja o caminho para melhorar a situação financeira mundial. “O controle do dinheiro será de quem controla sua emissão”, alerta o mestre em economia Rubens Sawaya. “Independente se for uma instituição, um país ou a ONU, quem controlar essa moeda controlará a liquidez do dinheiro no mundo.”
    É como se, dessa maneira, todo o dinheiro no mundo tivesse o mesmo valor, o que configura um problema para países da periferia mundial, diz o economista. É a taxa de câmbio, ou a moeda mais barata, que faz os países mais pobres conseguirem manter seu produto competitivo ante os produzidos em países com economias maiores. “A vantagem de não ter uma moeda única é controlar a liquidez dos seus ativos em relação aos ativos de outros países”, explica Sawaya.
    A noção de que seria quase impossível chegar a uma moeda global também é corroborada pelo economista Gerson Caner. Para ele, o caminho passa por moedas regionais, como o euro. “Uma moeda global tem uma série de obstáculos geopolíticos e culturais. Ela mexeria com conceitos macroeconômicos arraigados, além do funcionamento de bancos centrais”, explica. “Imagine as nações mais poderosas tendo de negociar uma paridade única de uma moeda global?” 

Disponível em https://infograficos.estadao.com.br/focas/por-minhaconta/materia/e-possivel-uma-moeda-so/ 
Analise: “A ideia de uma moeda única vem sendo defendida como uma maneira de transformar a tendência de integração financeira internacional em realidade, uma vez que hoje a economia trabalha quase sem fronteiras. Seria um cenário dos sonhos para viajantes compulsivos, já que as tediosas idas às casas de câmbio seriam extintas.” E assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3570797 Português
Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano


As ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes, foram responsáveis pela morte de cerca de 61.600 pessoas entre o final de maio e o início de setembro do ano passado, a maioria idosos e mulheres. Essa foi a principal conclusão de um artigo publicado em julho de 2023 na revista científica Nature Medicine.

A população dos países mediterrâneos foi a mais atingida. Apenas na Itália e na Espanha houve, respectivamente, 18 mil e 11.300 óbitos, segundo o estudo. "O Mediterrâneo é afetado pelo processo de desertificação. As ondas de calor são amplificadas no verão somente por causa dessas condições mais secas", disse à agência de notícias Reuters o climatologista espanhol Joan Ballester, do Instituto de Saúde Global de Barcelona, autor principal do estudo.

Mas na Alemanha, país de clima temperado, o impacto do calor também foi expressivo: 8.100 habitantes sucumbiram a temperaturas que bateram na casa dos 40 graus Celsius (°C).

O número de mortes na Europa, uma das áreas mais ricas do planeta, impressiona por causa de episódios de calor intenso. Não se pode esquecer que a região tem uma população com expressiva proporção de pessoas com mais de 65 anos, mais vulneráveis às variações de temperatura e historicamente preparada e acostumada a lidar com os rigores do frio − não com o ar sufocante e incêndios florestais de verões tórridos. A quantidade de óbitos globais anuais associados a variações extremas de temperatura, tanto para cima como para baixo da zona de maior conforto térmico para o ser humano (de 22 a 26 °C), é da ordem de milhões e coloca os números de vítimas fatais no verão europeu sob outra perspectiva.






Não há consenso sobre o total de óbitos em todo o mundo associados a alterações bruscas ou expressivas de temperatura. Estudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros. Artigo publicado em 2021 na revista Lancet Planet Health calculou que 5 milhões de pessoas morram anualmente devido a variações térmicas bruscas ou expressivas. O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais. Pouco mais de três quartos das vítimas fatais moram na Ásia ou na África. Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.

Outro estudo epidemiológico, coordenado por um grupo do Instituto de Métrica da Saúde e Avaliação, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, calculou em quase 1,7 milhão as vítimas fatais em todo o mundo de extremos de temperatura em 2019. O trabalho saiu no periódico Lancet em agosto de 2021. O artigo estimou em aproximadamente 17.300 as mortes anuais por variações térmicas no Brasil, dois terços delas associadas ao frio e um terço ao calor.

Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health , calculou que, entre 2000 e 2019, pouco mais de 1,7 milhão de pessoas perderam a vida por ano em razão de variações significativas de temperatura. O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash. Independentemente de qual trabalho esteja mais perto da realidade, um ponto central e comum é que calor ou frio em demasia mata aos milhões.

Para o médico patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), coautor dos dois estudos publicados na Lancet Planet Health , a área de saúde pública precisa considerar a previsão climática como uma das variáveis que influenciam sua prática. "Há tempos, a agricultura se planeja em função das variações do clima, se vai chover mais ou menos, se vai estar mais quente ou frio", diz Saldiva. "Precisamos fazer isso também."

Ele cita um exemplo do que ocorre na capital paulista. Nas jornadas mais quentes, aquelas que entram na casa dos 2% dos dias mais tórridos de um ano, há um aumento de 50% no número de mortes em São Paulo. Em vez de 200 óbitos diários, ocorrem 300. As pessoas podem ter um mal-estar súbito devido às altas temperaturas, acompanhadas, às vezes, de baixa umidade e quase sempre de altas doses de poluição atmosférica.

As condições térmicas adversas interferem no metabolismo do corpo humano. Alteram as funções cardiovascular, renal e de controle da pressão arterial, além dos níveis de hormônios como o cortisol e o da tiroide. Os vasos periféricos se dilatam, podem ocorrer tonturas, o coração passa a bater mais forte. "Os idosos e as crianças são os mais expostos a essa situação", diz o patologista. Os óbitos são a perda mais extrema diante de um grande desconforto térmico. Há, ainda, impactos mais sutis, que afetam de forma menos acentuada a qualidade de vida.


Retirado e adaptado de: PIVETTA, Marcos. Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: voocar-55-mmihhoe-de-mmorres-poraano/ iacoes-de-temperaturas-podem-provocar-5-milhoes-de-mortes-por-ano/ Acesso em: 01 set., 2023.
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego do acento grave (crase):
Alternativas
Q3568619 Português
Imagem associada para resolução da questão

OLIVEIRA, André Luiz de. História da saúde no Brasil: dos primórdios ao surgimento do SUS. Disponível em: <https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/ view/198>. Acesso em: 14 nov. 2023, com adaptações.

Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3564581 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC
Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis, conforme informou o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). O local é a maior unidade de conservação do estado.
Segundo o órgão, o pingo-de-ouro-do-tabuleiro (Brachycephalus tabuleiro), como foi chamado, possui entre 1 cm e 1,3 cm e é considerado microendêmico dos topos das montanhas da Serra do Tabuleiro, pois não ocorre em nenhum outro local do planeta.
A descrição da nova espécie, resultado do trabalho de sete cientistas brasileiros, foi publicada em 14 de julho de 2023 na revista científica "Vertebrate Zoology". O trabalho foi liderado pela bióloga Sarah Mângia.
Conforme o IMA, o animal vive somente entre as folhas caídas no meio das florestas úmidas acima de 800 metros de altitude.
"Foi com muita paciência que, após muitas horas vasculhando a serapilheira no meio da Mata Atlântica, encontramos o primeiro indivíduo dono daquele som que nos chamou a atenção. Vibramos de alegria ao perceber que poderíamos estar diante de uma novidade científica", conta Mângia.
A confirmação da nova espécie, segundo ela, veio após análises de DNA, morfologia externa, morfologia óssea e bioacústica, além de "comparações com as outras espécies de Brachycephalus já conhecidas".
O gênero Brachycephalus tem distribuição apenas na Mata Atlântica da Bahia até Santa Catarina, e compreende sapos muito pequenos, que estão entre os menores vertebrados do planeta.
Segundo o biólogo do IMA e coordenador do parque, Marcos Maes, o gênero tem uma "história evolutiva muito característica". Só em Santa Catarina, são oito espécies, segundo ele, contando com a nova descoberta. "Ele existia em toda essa região, conforme o clima começou a esquentar e começou também o processo de formação de montanhas, ele [o gênero] acabou ficando restrito a esses morros", explica.
Como as espécies do Brachycephalus, segundo ele, vivem apenas em temperatura amena e clima úmido, "acabaram se isolando nessas montanhas".
"Quando as espécies ficam isoladas em pequenos grupos, esse é o principal processo que existe para formação de novas espécies. Então, é por isso que há tantas espécies [na região]", explica.
Retirado e adaptado de: MAYER, Sofia. Nova espécie de sapo com 1 cm é descoberta por cientistas em SC. G1. Disponível em: -deesaappoccomm1-cmmeedeescobeeta-poorccenttssaa-emm-s.ghtmm
Assinale a alternativa que apresenta o correto uso do acento grave (crase):
Alternativas
Q3562026 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano


As ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes, foram responsáveis pela morte de cerca de 61.600 pessoas entre o final de maio e o início de setembro do ano passado, a maioria idosos e mulheres. Essa foi a principal conclusão de um artigo publicado em julho de 2023 na revista científica Nature Medicine. 

 A população dos países mediterrâneos foi a mais atingida. Apenas na Itália e na Espanha houve, respectivamente, 18 mil e 11.300 óbitos, segundo o estudo. "O Mediterrâneo é afetado pelo processo de desertificação. As ondas de calor são amplificadas no verão somente por causa dessas condições mais secas", disse à agência de notícias Reuters o climatologista espanhol Joan Ballester, do Instituto de Saúde Global de Barcelona, autor principal do estudo. 


Mas na Alemanha, país de clima temperado, o impacto do calor também foi expressivo: 8.100 habitantes sucumbiram a temperaturas que bateram na casa dos 40 graus Celsius (°C).


 O número de mortes na Europa, uma das áreas mais ricas do planeta, impressiona por causa de episódios de calor intenso. Não se pode esquecer que a região tem uma população com expressiva proporção de pessoas com mais de 65 anos, mais vulneráveis às variações de temperatura e historicamente preparada e acostumada a lidar com os rigores do frio − não com o ar sufocante e incêndios florestais de verões tórridos. A quantidade de óbitos globais anuais associados a variações extremas de temperatura, tanto para cima como para baixo da zona de maior conforto térmico para o ser humano (de 22 a 26 °C), é da ordem de milhões e coloca os números de vítimas fatais no verão europeu sob outra perspectiva.


Não há consenso sobre o total de óbitos em todo o mundo associados a alterações bruscas ou expressivas de temperatura. Estudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros. Artigo publicado em 2021 na revista Lancet Planet Health calculou que 5 milhões de pessoas morram anualmente devido a variações térmicas bruscas ou expressivas. O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais. Pouco mais de três quartos das vítimas fatais moram na Ásia ou na África. Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.


Outro estudo epidemiológico, coordenado por um grupo do Instituto de Métrica da Saúde e Avaliação, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, calculou em quase 1,7 milhão as vítimas fatais em todo o mundo de extremos de temperatura em 2019. O trabalho saiu no periódico Lancet em agosto de 2021. O artigo estimou em aproximadamente 17.300 as mortes anuais por variações térmicas no Brasil, dois terços delas associadas ao frio e um terço ao calor.


Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health , calculou que, entre 2000 e 2019, pouco mais de 1,7 milhão de pessoas perderam a vida por ano em razão de variações significativas de temperatura. O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash. Independentemente de qual trabalho esteja mais perto da realidade, um ponto central e comum é que calor ou frio em demasia mata aos milhões.


Para o médico patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), coautor dos dois estudos publicados na Lancet Planet Health , a área de saúde pública precisa considerar a previsão climática como uma das variáveis que influenciam sua prática. "Há tempos, a agricultura se planeja em função das variações do clima, se vai chover mais ou menos, se vai estar mais quente ou frio", diz Saldiva. "Precisamos fazer isso também."


Ele cita um exemplo do que ocorre na capital paulista. Nas jornadas mais quentes, aquelas que entram na casa dos 2% dos dias mais tórridos de um ano, há um aumento de 50% no número de mortes em São Paulo. Em vez de 200 óbitos diários, ocorrem 300. As pessoas podem ter um mal-estar súbito devido às altas temperaturas, acompanhadas, às vezes, de baixa umidade e quase sempre de altas doses de poluição atmosférica.


As condições térmicas adversas interferem no metabolismo do corpo humano. Alteram as funções cardiovascular, renal e de controle da pressão arterial, além dos níveis de hormônios como o cortisol e o da tiroide. Os vasos periféricos se dilatam, podem ocorrer tonturas, o coração passa a bater mais forte. "Os idosos e as crianças são os mais expostos a essa situação", diz o patologista. Os óbitos são a perda mais extrema diante de um grande desconforto térmico. Há, ainda, impactos mais sutis, que afetam de forma menos acentuada a qualidade de vida.


Retirado e adaptado de: PIVETTA, Marcos. Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: voocar-55-mmihhoe-de-mmorres-poraano/ iacoes-de-temperaturas-podem-provocar-5-milhoes-de-mortes-por-ano/ Acesso em: 01 set., 2023.

Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego do acento grave (crase):
Alternativas
Q3559502 Português
Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC

Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis, conforme informou o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). O local é a maior unidade de conservação do estado.

Segundo o órgão, o pingo-de-ouro-do-tabuleiro ( Brachycephalus tabuleiro), como foi chamado, possui entre 1 cm e 1,3 cm e é considerado microendêmico dos topos das montanhas da Serra do Tabuleiro, pois não ocorre em nenhum outro local do planeta.

A descrição da nova espécie, resultado do trabalho de sete cientistas brasileiros, foi publicada em 14 de julho de 2023 na revista científica "Vertebrate Zoology ". O trabalho foi liderado pela bióloga Sarah Mângia.

Conforme o IMA, o animal vive somente entre as folhas caídas no meio das florestas úmidas acima de 800 metros de altitude.

"Foi com muita paciência que, após muitas horas vasculhando a serapilheira no meio da Mata Atlântica, encontramos o primeiro indivíduo dono daquele som que nos chamou a atenção. Vibramos de alegria ao perceber que poderíamos estar diante de uma novidade científica", conta Mângia.

A confirmação da nova espécie, segundo ela, veio após análises de DNA, morfologia externa, morfologia óssea e bioacústica, além de "comparações com as outras espécies de Brachycephalus já conhecidas".

O gênero Brachycephalus tem distribuição apenas na Mata Atlântica da Bahia até Santa Catarina, e compreende sapos muito pequenos, que estão entre os menores vertebrados do planeta.

Segundo o biólogo do IMA e coordenador do parque, Marcos Maes, o gênero tem uma "história evolutiva muito característica". Só em Santa Catarina, são oito espécies, segundo ele, contando com a nova descoberta. "Ele existia em toda essa região, conforme o clima começou a esquentar e começou também o processo de formação de montanhas, ele [o gênero] acabou ficando restrito a esses morros", explica.

Como as espécies do Brachycephalus , segundo ele, vivem apenas em temperatura amena e clima úmido, "acabaram se isolando nessas montanhas".

"Quando as espécies ficam isoladas em pequenos grupos, esse é o principal processo que existe para formação de novas espécies. Então, é por isso que há tantas espécies [na região]", explica.

Retirado e adaptado de: MAYER, Sofia. Nova espécie de sapo com 1 cm é descoberta por cientistas em SC. G1. Disponível em: -deesaappo ccomm1-cmmeedeescobeeta-poorccenttssaa-emm-s.ghtmmva-especie-de-sapo-com-1-cm-e-descoberta-por-cientistas-em-sc.ghtml Acesso em: 04 ago., 2023.
Assinale a alternativa que apresenta o correto uso do acento grave (crase):
Alternativas
Respostas
2581: A
2582: C
2583: C
2584: D
2585: B
2586: B
2587: C
2588: B
2589: A
2590: E
2591: C
2592: C
2593: C
2594: C
2595: B
2596: E
2597: D
2598: E
2599: C
2600: A