Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

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Q2356756 Português
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, a sequência CORRETA das proposições abaixo é, respectivamente:

(__) A ocorrência de crase na linha 10 se forma a partir da união da preposição ‘a’ com o artigo ‘a’;
(__) ‘oceânicas’ (l.03) somente é proparoxítona quando se encontra no plural;
(__) ‘sísmica’ (l.06) e ‘história’ (l.17) compartilham a mesma classificação quanto à acentuação gráfica;
(__) ‘também’ (l.07) deixa de compartilhar a classificação de acentuação gráfica com ‘é’ (l.06) somente quando flexiona em gênero
Alternativas
Q2355748 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do acento grave indicador de crase está incorreto, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Camaçari - BA Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Coordenador Pedagógico | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Enfermeiro do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Nutricionista | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Ciências | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Língua Portuguesa | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Psicólogo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Técnico Fazendário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Educação Artística | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Língua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Educação Infantil e Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Filosofia | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Camaçari - BA - Professor - Disciplina: História |
Q2352457 Português
Texto CG3A1

        Além de ser fonte de prazer, a ficção permite ao leitor aprender com a experiência ficcional. A simulação é usada, por exemplo, para se aprender a pilotar um avião, pois é útil passar um tempo em um simulador de voo. Apesar de ser essencial a prática em um avião real, na maior parte do tempo, não acontece muita coisa no ar. Já no ambiente seguro de um simulador, é possível enfrentar as mais diversas experiências e ensaiar como responder a situações críticas — e as habilidades aprendidas são transferidas ao pilotar um avião. Da mesma forma, quando nos envolvemos nas tramas da ficção, o que aprendemos é transferido para nossas interações cotidianas.
         Ao compartilhar indiretamente os acontecimentos da história e fazer inferências sobre o desenvolvimento da trama, o leitor expande sua empatia. Ou seja, alinha seus pensamentos e suas emoções com os das personagens. Imagens de ressonância magnética mostraram que, quando as pessoas leem a descrição de ações, como “subindo as escadas”, a leitura leva à simulação do conteúdo motor e emocional no cérebro, acompanhada por mudanças nas regiões cerebrais que provocam as ações, como se o leitor as estivesse realizando.

Internet:<brasil.elpais.com> (com adaptações)
Cada uma das opções a seguir apresenta um trecho do texto CG3A1 seguido de uma proposta de reescrita que sugere o emprego do sinal indicativo de crase. Assinale a opção em que a reescrita apresentada é gramaticalmente correta e preserva a coerência das ideias do texto original.
Alternativas
Q2352421 Português
Texto 2

A história de Palmeira dos Índios

Palmeira dos Índios é um município situado no semiárido alagoano, cuja história de origem é marcada por conflitos territoriais entre os povos indígenas Xukuru e Kariri, primeiros habitantes na região, e não indígenas que colonizaram a região em fins do século XVIII, ocupando as melhores áreas a partir da expulsão dos índios das planícies férteis onde, posteriormente, foi fundado um aldeamento que deu origem à cidade. Como resultado desse povoamento colonizatório, os indígenas foram forçados a fugir para outras áreas, se estabelecendo principalmente nas serras ao entorno do vale que abrigou o núcleo urbano.
Na primeira metade do século XX, o município experimentou um considerável desenvolvimento urbano, se tornando um dos principais centros comerciais do estado, com a produção e comércio de algodão e de outros produtos relacionados à indústria têxtil, esse momento "áureo" de sua história lhe rendeu o título de "Princesa do Sertão", alcunha forjada por memorialistas palmeirenses que buscavam escrever a história local, destacando as virtudes da cidade. Atualmente, o município tem como atividades econômicas principais o comércio, a prestação de serviços, a agricultura familiar e a agropecuária, estando a maior parte de suas terras concentradas por latifundiários, membros de famílias ricas que se destacam na política e detém boa parte do controle econômico local.
Em se tratando da história local, o século XX, notadamente as últimas décadas da primeira metade e meados da segunda, foi um momento de crescente interesse sobre a escrita da história palmeirense. Nesse cenário, destacaramse escritores locais que assumiram a função de memorialistas, escrevendo uma narrativa "historiográfica" para o município. As obras de memorialistas palmeirenses se ocuparam com as mais variadas temáticas relacionadas à história, cultura, política e curiosidades cotidianas, narrativas que visavam contar a história do surgimento do município. 
Portanto, esses escritores procuraram destacar a presença indígena no passado local como um elemento singular da história palmeirense. Destarte, procuraram ir além da simples explicação do nome do município, como uma associação ao Xukuru-Kariri e a abundância de palmeiras na região, buscaram preencher as lacunas existentes na história local, incorporando os indígenas como primeiros habitantes e símbolos do município, uma vez que acreditavam na inevitável incorporação assimilação dos indígenas à sociedade não indígena.


SOARES, Brunemberg Silva. O Museu Xucurus de História, Artes e Costumes como recurso didático para o ensino de história sobre Palmeira dos Índios/AL. Revista de Estudos Indígenas de Alagoas - Campiô Palmeira dos Índios, v. 2, n. 1, p. 4-19. 2023. Disponível em: https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/vi ew/425/373. Acesso em: 29 de nov. 2023 (adaptado) 
Com base no texto “A história de Palmeira dos Índios”, analise as afirmativas a seguir:

I. Em: “ocupando as melhores áreas a partir da expulsão dos índios das planícies férteis onde, posteriormente, foi fundado um aldeamento que deu origem à cidade.”, a crase destacada acontece devido à necessidade do artigo “a” antes de “cidade” e da preposição “a”, regida por “origem”. 
II. Em: “estando a maior parte de suas terras concentradas por latifundiários”, a preposição “por”, que compõe o complemento nominal destacado, está presente devido à regência nominal do adjetivo “concentradas”. 

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q2352104 Português
Em qual das alternativas abaixo todo o texto segue as normas de regência e uso da crase na língua portuguesa? 
Alternativas
Q2351897 Português
Assinale a frase em que se emprega corretamente o acento grave indicativo da crase.
Alternativas
Q2351811 Português
Assinale a alternativa em que o uso da crase é obrigatório:
Alternativas
Q2351551 Português
Complete as frases corretamente:

I. Vou __ Bahia.
II. Estamos dispostos __ colaborar.
III. Ficaram frente __ frente.

Assinale a alternativa que corresponde à sequência correta.
Alternativas
Q2351507 Português
Acerca do uso da crase, julgue as frases abaixo.

I. Você vai à escola hoje?
II. Ela compareceu perante à Justiça.
III. À medida em que cresce o número de carros, aumenta o barulho nas ruas.

Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Alternativas
Q2350658 Português
      Minha empregada, Mme. Thérèse, que já ia se conformando em ser chamada de dona Teresa, caiu doente. Mandou-me um bilhete com a letra meio trêmula, falando em reumatismo. Dias depois apareceu, mas magra, mais pálida e menor; explicou-me que tudo fora consequência de uma corrente de ar. Que meu apartamento tem um courant d’air terrível, de tal modo que,__________ , chegando em casa, nem teve coragem de tirar a roupa, caiu na cama. “Dói-me o corpo inteiro, senhor; o corpo inteiro.”

      O mesmo caso, ajuntou, houve cerca de 15 anos atrás, quando trabalhava em um apartamento que tinha uma corrente de ar exatamente igual _______essa de que hoje sou sublocatário. Fez uma pausa. Fungou. Contou o dinheiro que eu lhe entregava, agradeceu _____dispensa do troco. Foi lá dentro apanhar umas pobres coisas que deixara. Entregou-me a chave, fez qualquer observação sobre o aquecedor ______ gás – e depois, no lugar de sair_____ rua, deixou-se ficar imóvel e calada, de pé, em minha frente.


(Rubem Braga, “Dona Teresa”. 200 crônicas escolhidas. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q2349392 Português
No lugar do outro

   Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas, exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde mental e a qualidade de vida no contexto atual.

   Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las, de tentar colocar-se no lugar do outro para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar, de agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.

  Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos desrespeitosos, desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos. 

  Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: Crianças e adolescentes que desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com “Transtorno Desafiador Opositivo”, porque têm comportamentos típicos da idade. Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.

  Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro – não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que deu sentido ao museu é a expressão inglesa “in your shoes” (em seus sapatos), que em língua portuguesa significa “em seu lugar”. Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados. Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da pessoa que foi dona daquele par.

   Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais novos.

   Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós. Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato: “Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?”. Ele mudou de ideia.

   Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar com as diferenças: é falta de empatia. Do mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é falta de empatia.

   A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema. Vamos desenvolvê-la para ensiná-la? 

(SAYÃO, Rosely. Folha de S. Paulo. Em: 22 de setembro de 2015.) 

Em “Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.” (3º§), o emprego da crase pode ser classificado como:
Alternativas
Q2348770 Português
Será que inteligência artificial irá emburrecer as pessoas?


     Quando iniciei minha trajetória profissional como vendedor, no início dos anos 90, adquiri, por dever do ofício, uma incrível capacidade de memorizar a localização de ruas e caminhos. Meu Guia de Ruas Mapograf sempre estava a postos, mas raramente recorria ao diretório. Recordei dessa experiência recentemente quando fui abordado no trânsito por um jovem, desnorteado, que me pediu ajuda para encontrar uma rua localizada a poucas quadras de onde estávamos, pois a bateria de seu celular tinha acabado e ele não conseguia acessar o Waze.

     Nesse momento me dei conta que há uma geração inteira que aprendeu a se locomover na “Era do Waze”. Essa turma não tem em seu repertório o recurso de se dirigir ao posto de gasolina mais próximo para obter informações de trânsito, já que a tecnologia se transformou em um de seus melhores amigos. Confesso que minha capacidade de me locomover autonomamente pelas ruas de São Paulo também ficou comprometida, pois é muito mais fácil recorrer à tecnologia que está sempre à mão – literalmente.

     As maravilhas das novas tecnologias nos deixam estupefatos e mudam nossa rotina. A bola da vez agora é a inteligência artificial generativa. É ou não está se transformando em meu melhor amigo, pois tem todas as respostas na ponta da língua (ou da tela?).

     Recentemente, o Google informou que o Bard, sua aplicação de inteligência artificial, está testando uma funcionalidade em que interpreta um texto complexo, transforma seus principais pontos em tópicos e extrai as principais perguntas que o conteúdo endereça. É ou não é outra maravilha da modernidade? Não precisarei mais interpretar textos complexos nem refletir sobre as principais lições. Tudo virá “mastigadinho”. Que espetáculo, não é? Só que não. Não estamos nos dando conta que essa é uma das facetas da ambiguidade da contemporaneidade: ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita o acesso ao conhecimento, ela pode atrofiar nossa capacidade cognitiva.

     Contextualizando essa visão, cognição é o processo de construção do conhecimento, que todo ser humano utiliza, e nossa capacidade cognitiva é o veículo para que ela aconteça. De forma bastante simplificada, o cérebro recorre a essa capacidade para memorizar, raciocinar, ler e, sobretudo, aprender. Ou seja, o comprometimento da capacidade cognitiva resulta em um impacto determinante na habilidade de aprendizagem do indivíduo.

     No livro “Liderança Disruptiva”, que escrevi a quatro mãos com José Salibi Neto, definimos, como fruto de nossos estudos, que uma das competências centrais que todo líder deve desenvolver é a sua capacidade de conexão. Para tangibilizar essa tese criamos a alcunha do “Líder Conector”, cujo representante mais emblemático é Steve Jobs.

     O fundador da Apple se autodenominava como o CIO de sua empresa: o Chief Integration Officer, algo como o chefe da integração da companhia. Um dos seus discursos mais célebres foi realizado para formandos da Universidade de Stanford e tem como título a expressão “Connecting the Dots” (algo como “Ligando os Pontos”).

     A dinâmica que justifica essa competência está relacionada a um ambiente cada vez mais multifacetado, complexo e interdependente. Nesse contexto, a capacidade de adotar uma visão sistêmica, que permite conectar os principais agentes, recursos e competências de um ecossistema, é um dos imperativos para que o indivíduo obtenha sucesso. E essa competência está intimamente relacionada à capacidade cognitiva do indivíduo.

     Então, observe a alarmante ameaça com a qual nos defrontamos. O ambiente requer cada vez mais pessoas que tenham a capacidade de lidar com demandas complexas e de gerar respostas originais e criativas. Por outro lado, corremos o risco de termos seres autômatos, que perderam sua capacidade de desenvolvimento cognitivo por não precisarem mais raciocinar em profundidade rotineiramente.

     Ao longo das últimas décadas, inúmeras promessas das tecnologias, como o maior empoderamento do ser humano, o aumento da inteligência coletiva e a democratização da informação, dentre outras, foram caindo por terra, uma a uma, devido à profunda inabilidade de utilizarmos os novos recursos em prol do incremento do potencial de cada indivíduo. Será que estamos diante de mais uma falácia e a inteligência artificial resultará em um maior emburrecimento do ser humano? Só o tempo e o próprio ser humano responderão a essa indagação.


(Sandro Magaldi. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/. Acesso em: 09/11/2023.)

Analise o uso do acento grave nas duas situações: “pois é muito mais fácil recorrer à tecnologia que está sempre à mão” (2º§) A partir do contexto exposto, assinale a afirmativa correta sobre o uso do acento grave nas duas situações.

Alternativas
Q2348690 Português
Assinale a frase em que a utilização do acento grave indicativo da crase é realizada de forma errada.
Alternativas
Q2348148 Português
Julgue o item subsequente. 

Emprega-se o acento grave na contração da preposição “a” com os pronomes demonstrativos “aquela” e “aquelas”, que formam “àquela” e “àquelas”, respectivamente. Porém, nas contrações com as formas masculinas “aquele”, “aqueles” e “aquilo”, a crase não deve ser utilizada. 
Alternativas
Q3989536 Português
Leia as alternativas abaixo e assinale o período em que o uso da crase está conforme a norma padrão da língua:
Alternativas
Q3893706 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, observando a grafia das palavras e o emprego correto de crase, pronomes e acentuação, no seguinte texto humorístico, denominado “A mensagem inesperada”.

Um casal decidiu passar férias numa praia do Caribe, no mesmo hotel onde passou a lua de mel ______  20 anos. Por problemas de trabalho, a mulher não _____ viajar com seu marido, mas iria na semana seguinte.

Quando o marido chegou, foi para o seu quarto de hotel e viu que havia um computador com ______ internet. Imediatamente, decidiu enviar um e-mail à esposa, mas errou uma letra no endereço e não percebeu que a mensagem foi enviada a outra pessoa.

O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do marido. Ao entrar na casa, o filho da pobre viúva ______ encontrou-a desmaiada perto do computador, em cuja tela se podia ler:

“Querida esposa, cheguei bem. Imagino que você esteja surpresa ao receber notícias minhas por e-mail, mas agora aqui tem computador e eu posso usá-lo o quanto quiser. Acabei de chegar e vi que está tudo preparado para a sua chegada na semana que vem. Um beijo do seu marido.”

Alternativas
Q3893171 Português
Analise o excerto a seguir e assinale a alternativa em que os elementos apresentados preenchem corretamente as lacunas. “_ vèsperas da comemoração natalina, Luciana ainda não tinha ideia sobre a sobremesa que levaria _ festa de sua família. Recorreu _ diversos caderninhos antigos com receitas de sua avó, mas não conseguia se decidir, eram muitas opções. Para variar, em mais um ano, optou por que não falha, nem em questão de piadas, nem em questão de paladar: o pavê.” 
Alternativas
Q3892834 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS 


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade. 

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA:
Alternativas
Q3892784 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Analise as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.

I – Na expressão: “juros bancários exorbitantes” – o adjetivo “exorbitantes” tem o mesmo sentido semântico contextual de “vultosos”.
II – A oração: “Lá se vai uma estória” – pode ser reescrita sem o “SE” sem perder o sentido semântico contextual, porque ele é meramente enfático, expletivo.
III – No trecho: “Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos” – temos crase imposta pela regência verbal e vírgulas separando expressões que exercem a mesma função sintática de objeto indireto.
IV – A expressão conotativa: “Lengalengas de barbas espessas” sugere: “Narração ou fala extensa e fastidiosa”.
Alternativas
Q3892574 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O AVANÇO DA TECNOLOGIA E AS TRANSFORMAÇÕES NA SOCIEDADE

 

(1º§) Mudar é preciso, sendo imprescindível estarmos preparados para lidar com a velocidade em que ocorrem as transformações na sociedade. É algo surpreendente e sem precedentes o quanto mudamos na forma de comunicar, relacionar, produzir, consumir e se informar. Podemos perceber isso no mundo do trabalho, no consumo e nos hábitos da população, como exemplo pedir uma refeição, um transporte, fazer uma compra, uma transferência bancária e realizar uma reunião pelo celular.


(2º§) Estamos conectados 24 horas por cada dia e podemos acompanhar em tempo real tudo que ocorre do outro lado do mundo. A tecnologia e a inovação são dois itens que proporcionam evolução e revolução. Quem não acompanhar esse ritmo de transformação ficará desatualizado e fora do contexto social.


(3º§) Há um tempo, falava-se em globalização, que era a quebra de barreiras entre países. Chegamos à era digital, em que suas informações transitam em velocidade instantânea e há comunicação direta entre as pessoas, sem limites de tempo e espaço, estamos falando da quarta revolução industrial e na indústria.


(4º§) Por muito tempo temia-se o avanço tecnológico e não tínhamos a noção de aonde chegaríamos. Falava-se em substituir o homem pela máquina, mas o que podemos perceber é que houve uma integração entre eles.


(5º§) O maior patrimônio das empresas é seu capital intelectual e de seus colaboradores. O ser humano, principalmente dotado de conhecimento, será sempre necessário na concepção de produtos, serviços e na interface com a máquina.


(5º§) Além de lutar pela sobrevivência em mercado acirrado e de elevados custos, as empresas precisam intensificar essa cultura de inovação para se tornarem competitivas. O grande diferencial é criar meios inteligentes de gerar informações, integrar sistemas e oferecer soluções. São necessárias políticas de incentivo à pesquisa e à ciência.


(6º§) Essa é uma realidade em vários países, que, ao longo dos anos, têm investido em avanços tecnológicos e na inovação, como: Alemanha, Estados Unidos, Japão, Coreia. São nações que valorizam e têm orgulho de suas empresas.


(7º§) É importante entender que a tecnologia avança com muita rapidez. Não temos noção de aonde chegaremos com o avanço da tecnologia, mas precisamos estar preparados.

 

(O avanço da tecnologia e as transformações na sociedade - Agência de Notícias da Indústria (portaldaindustria.com.br)) − (Adaptado) - (Disponível 10.11.2023).

Analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):
(__)As palavras: "evolução e revolução" exercem função sintática de complemento nominal de "tecnologia".
(__)Na oração: "Chegamos à era digital, ..." − temos uma contração prepositiva representada pela crase, imposta pela regência verbal.
(__)O trecho: "Por muito tempo temia-se o avanço tecnológico" − está escrito com ênclise e objeto direto, e tem o mesmo sentido contextual de: "Por muito tempo era temido o avanço tecnológico".
(__)O predicado da oração: "Podemos perceber isso no mundo do trabalho" − é formado por um tempo composto seguido de objeto direto e indireto.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Respostas
2101: D
2102: D
2103: B
2104: C
2105: A
2106: D
2107: B
2108: B
2109: D
2110: B
2111: D
2112: D
2113: B
2114: E
2115: B
2116: A
2117: B
2118: C
2119: E
2120: D