Questões de Concurso Sobre conjunções: relação de causa e consequência em português

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Q2041993 Português

As utilíssimas coisas inúteis

Marina Colasanti, quinta-feira, 16 de janeiro de 2020


Fui a uma liquidação de fim de ano porque precisava trocar uma roupa que havia ganho. E fiquei pasma com a quantidade de peças que cada um levava. Na demora da fila, as pessoas esticavam o braço para colher de arara ou prateleira uma bolsa, um cinto ou uma camiseta não vistos antes e acabavam ficando com ela. Tudo, mais que propriamente despertar desejo, era visto como um bom negócio. Afinal, os preços estavam em conta.

E ali mesmo me perguntei se aquela gente toda tiraria do armário o correspondente ao que estava levando, ou se apenas apertaria os cabides.

Compro muito pouco, mas tenho grande dificuldade para jogar fora. Acumulo. E embora tendo isenção profissional para acumular livros e papéis, não a tenho para o resto.

Calcula-se que um europeu ou americano possua em média 10 mil objetos. Para discutir consumismo e gênero no “The Pink and Blue Project”, a sul-coreana Jeongmee Yoon fotografou durante 10 anos crianças e adolescentes no seu quarto, com todos os seus objetos expostos. As fotos são surpreendentes, cada quarto parecendo um mercado.

Até hoje não consegui jogar fora a cama da minha cachorrinha que há três anos morreu, me parece ingratidão, depois de tanto amor que ela me deu. Nem consegui me desfazer dos tecidos para quimono que comprei no Japão e nunca fiz, ou da camisa de seda que comprei na Índia e já não uso. Se uma calça fica larga, penso que posso voltar a engordar, se uma saia fica larga, aperto. Nunca nada ficou apertado, o que me faz crer que dificilmente engordarei. Às vezes consigo jogar fora suéteres que ficaram com “bolinhas”.

Dizem os neurocientistas que acumular é comando do nosso cérebro, possivelmente vindo de tempos remotíssimos em que a abundância era rara ou inexistente, e qualquer pedaço de carne, qualquer pele de bicho, qualquer lasca de pedra era posse valiosa.

Hoje, os objetos de que nos rodeamos adquiriram outro sentido. Um deles é fazer parte da nossa identidade. Segundo o psicólogo Daniel Kahneman sofremos mais ao perder um objeto querido do que o prazer que tivemos ao adquiri-los – podemos imaginar o que sofreu Eike Batista ao perder a Lamborghini que, como um sofá, ficava estacionada na sala. Outro é dizer às multidões quem somos, qual o nosso patamar social.

É o que fazem alto e bom som as marcas. É a função do luxo.

Não compramos só em atendimento ao nosso desejo. Compramos também olhando pelos olhos dos outros, projetando nos olhos dos outros a imagem que teremos com nossas novas aquisições. Desse ponto de vista, quem compra muitas peças de roupa numa liquidação não está fazendo um bom negócio. Apesar do bom preço, está adquirindo o que já saiu de moda, o que se usou no ano anterior ou até mesmo no mês anterior. E tudo o que não é de hoje, é out.

Objetos podem ser inúteis, mas se dados com afeto temos dificuldade em nos desfazer deles. Xuxa tinha uma casa só para guardar memorabilia, presentes dados pelos fãs. Ninguém joga fora o bordado feito pela afilhada, o primeiro desenho do filho, a folha seca na página do livro dada pelo noivo. Os objetos tornamse então não apenas objetos, mas testemunhos do passado que cantam aos nossos olhos. E por isso os guardamos.

Marie Kondo, a japonesa famosa pelo método MarieKondo de arrumação, não se orienta pela ligação psicológica entre os humanos e seus objetos. O interesse dela é na ordem e na estética. Mas ao limpar nossos armários e gavetas corre o risco de nos deixar despidos.


Disponível em:<https://www.marinacolasanti.com/2020/02/expatriaram-o-gato.htmL>  . Acesso em: 17 fev. 2020.
“Xuxa tinha uma casa só para guardar memorabilia [...]”
Esse período contém uma oração subordinada adverbial introduzida por uma conjunção cujo sentido é de
Alternativas
Q2040524 Português

Texto para o item.





Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


No trecho “sobre um modelo” (linha 5), os vocábulos “sobre”, “um” e “modelo” são empregados, respectivamente, como conjunção, numeral e substantivo.

Alternativas
Q2035261 Português
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Disponível em: <https://www.agricultura.df.gov.br/wp-conteudo/ uploads/ 2021/01/
Projeto-Polo-Agroind-PAD-DF.-jan2021-1.pdf>. Acesso em: 22 dez. 2022.
No trecho “A efetivação do projeto de mudança, no entanto, só se concretizou na presidência de Juscelino Kubitschek, que assumiu o Governo em 1956, com o início das obras ocorrendo em novembro do mesmo ano.” (linhas de 5 a 8), a relação lógica apresentada pela conjunção adversativa é a de 
Alternativas
Q2028580 Português
Texto para a questão. 

A mente humana é um grande teatro

Augusto Cury
A mente humana é um grande teatro. Seu lugar não é na plateia, mas no palco, brilhando na sua inteligência, alegrando-se com suas vitórias, aprendendo com as suas derrotas e treinando para ser, a cada dia, autor da sua história, líder de si mesmo!

Disponível em: https://www.mensagenscomamor.com/mensagem/494448. Acesso em 20/11/2022.
Sobre Classes de Palavras, assinale a alternativa cujo termo destacado está classificado INCORRETAMENTE no parênteses.
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Q2027331 Português
Celular na sala de aula atrapalha muito, até porque não é simplesmente o toque do celular, mas tem gente que atende o celular se escondendo do professor (ou tentando) e fica falando, ou então, quando o dono do celular não fala nada, a turma ou alguns colegas de classe ficam soltando piadas, enchendo o saco, zoando, etc, atrapalhando a galera e a concentração do professor que pode perder o raciocínio ou ainda expulsar os alunos de sala. E concluindo: o celular, em sala de aula, devendo ser banidos e tratados com severidade os que descumprirem as regras.


Disponível em: Ravi. http://www.orkut.com (adaptado)
Observe os itens abaixo:
I. “...MAS tem gente que atende o celular se escondendo do professor....”
II. “...QUANDO o dono do celular não fala nada...”
III. “...a concentração do professor QUE pode perder o raciocínio...”
Assinale a alternativa que apresenta uma justificativa CORRETA.
Alternativas
Q2027326 Português
Havia uma lâmpada que sempre iluminava tudo em redor. Por isso, ela achava que era mais poderosa do que o próprio
    sol. No entanto, um dia veio uma rajada de vento e a sua chama se apagou de imediato.
Quando alguém veio reacendê-la, disse: “Não te gabes, lâmpada, que ninguém é capaz de apagar a luz que vem dos
    astros.”

Moral da história: Não devemos ficar dominados pelo orgulho excessivo que também temos fraquezas.


Disponível em: https://www.bombombooks.com.br/products/as-fabulas-de-esopo-a-lampada-orgulhosa
Ainda sobre Classe de Palavras, está CORRETO o que se afirma em 
Alternativas
Q2027325 Português
Havia uma lâmpada que sempre iluminava tudo em redor. Por isso, ela achava que era mais poderosa do que o próprio
    sol. No entanto, um dia veio uma rajada de vento e a sua chama se apagou de imediato.
Quando alguém veio reacendê-la, disse: “Não te gabes, lâmpada, que ninguém é capaz de apagar a luz que vem dos
    astros.”

Moral da história: Não devemos ficar dominados pelo orgulho excessivo que também temos fraquezas.


Disponível em: https://www.bombombooks.com.br/products/as-fabulas-de-esopo-a-lampada-orgulhosa
Em relação à Classe de Palavras, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4292110 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Espécies escondidas nas profundezas do Atlântico


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(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55470722 – texto especialmente adaptado para esta prova). 

A palavra “porque” (l. 03) é uma conjunção subordinativa:
Alternativas
Q4104815 Português
Classifique as conjunções subordinativas a seguir:

I – Desde que é impossível, não insistirei.
II – Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento.
III – Comprarei o quadro, desde que não seja caro.
Alternativas
Q4099428 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Marque a alternativa com análise incorreta.
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Q4078888 Português
Leia a frase a seguir:

"Todos querem QUE você seja o vencedor do torneio".

A palavra QUE, no contexto em que foi empregada, é classificada gramaticalmente como: 
Alternativas
Q3269654 Português
Para responder a questão, considere o parágrafo a seguir.

Fundada em 1989, a tal Coalização Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares [1] promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos [2] à economia e incertezas científicas [3], retirasse, em 2001, os Estados Unidos da América [4] do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases–estufas por todos os países [5]. 
A conjunção Mas pode ser substituída, sem haver alteração de sentido, por 
Alternativas
Q3269653 Português

Para responder a questão, considere o período a seguir.


A vitória virá quando o cidadão médio estiver certo sobre a ciência do clima.

A conjunção em destaque no período relaciona orações, estabelecendo ideia de
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Q3246880 Português

Como a Lua se formou? Cientistas mapeiam presença de hidrogênio na superfície lunar

Denis Pacheco


    Embora ela esteja bem perto de nós e plenamente visível quase todas as noites, ainda são muitos os mistérios que cercam a Lua. Em especial, mistérios que envolvem o papel da água na origem do satélite natural da Terra.

    Em um estudo publicado no Journal of Geophysical Research, pela primeira vez, pesquisadores do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, nos Estados Unidos, compilaram um mapa completo da presença de hidrogênio na superfície da Lua. O mapa identifica dois tipos de materiais lunares contendo o elemento e confirma ideias anteriores sobre a relação entre hidrogênio e água na Lua. Os achados sugerem que a água provavelmente desempenhou um papel importante na formação e solidificação original do oceano de magma da Lua.

    De acordo com o professor Ricardo Trindade, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, os cientistas do laboratório utilizaram dados de nêutrons orbitais da Missão Lunar Prospector. A sonda, que foi implantada pela Nasa, em 1998, orbitou a Lua por um ano e meio e enviou de volta a primeira evidência direta de hidrogênio nos polos lunares, antes de impactar a superfície lunar. “ 

    “O Lunar Prospector era um satélite com vários instrumentos, incluindo um espectrômetro de nêutrons que detecta a interação deles com o hidrogênio”, explica o especialista ao sintetizar que, por causa do detector, foi possível estimar a quantidade de hidrogênio na Lua.

    “A variação da quantidade de hidrogênio lunar aumenta com relação à latitude, por isso, quanto mais próximo dos polos da Lua, maior a quantidade de hidrogênio. Inclusive, temos evidências de gelo nas calotas polares da Lua. Mas, o que esse mapa novo mostra é que, na porção central da Lua, ou seja, nas porções mais próximas do Equador, distante dos polos, existem duas regiões que têm valores de hidrogênio anomalamente elevados”, esclarece o geofísico.

    O mapa confirmou hidrogênio em dois tipos de materiais lunares. A primeira confirmação surgiu no território lunar conhecido como Planalto de Aristarco, que abriga o maior depósito piroclástico da Lua. Esses depósitos são fragmentos de rochas em erupção de vulcões, corroborando observações anteriores de que o hidrogênio e/ou a água desempenharam um papel nos eventos magmáticos lunares. A segunda confirmação veio na forma de rochas do tipo KREEP, um acrônimo em inglês para rocha de lava lunar, que significa potássio (K), elementos de terras raras (REE) e fósforo (P). Ambos os locais remontam às origens do satélite.

    “O grande interesse desse trabalho é que costumamos associar a quantidade de hidrogênio – ou voláteis em geral – na superfície da Lua como um efeito da vinda desse material a partir do vento solar. Como se esse material tivesse sido depositado sobre a superfície da Lua depois que ela se formou. No entanto, a existência dessa quantidade maior de hidrogênio nesses dois locais mostra que a água pode ter sido parte dos elementos que contribuíram para a formação da Lua, 4 bilhões de anos atrás”, revela o professor.

    De acordo com os cientistas, descobertas como essa são importantes não apenas para entendermos o funcionamento e a origem do sistema solar, mas também para planejar futuras explorações humanas fora da Terra.

    O professor reforça que, atualmente, a hipótese mais aceita é que a Lua tenha nascido da colisão de um corpo muito grande, praticamente do tamanho de Marte, com a Terra primitiva. No processo, uma parte do manto terrestre escapou, mas ficou aprisionada pela gravidade e formou nosso satélite. “Por isso, considerando essa hipótese, a formação da Lua não é exatamente como a formação da Terra ou de outros planetas do nosso sistema solar. Então, entender qual era a composição desse material que se descolou da Terra para formar a Lua é importante, assim como saber se havia água no processo”, finaliza.

 

Adaptado de: https://jornal.usp.br/atualidades/como-a-lua-se-formou-cientistas-mapeiam-presenca-dehidrogenio-na-superficie-lunar/. Acesso em 16/08/2022. 

Assinale a alternativa que indica qual a função desempenhada pela conjunção “embora” na oração “Embora ela esteja bem perto de nós e plenamente visível quase todas as noites, ainda são muitos os mistérios que cercam a Lua.”:
Alternativas
Q3009316 Português
Leia o título e o subtítulo de uma reportagem apresentados a seguir.

Novo Ensino Médio: veja como está a implementação em todas as redes estaduais do país

Ainda que alguns currículos não estejam homologados, as secretarias preveem que parte das mudanças serão executadas em 2022.

(SALAS, Paula. Novo Ensino Médio: veja como está a implementação em todas as redes estaduais do país. Nova Escola, 15 de dezembro de 2021. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/20825/novo-ensinomedio-veja-como-esta-a-implementacao-em-todas-as-redes-estaduaisdo-pais. Acesso em: 18 dez. 2021) 

Para que se mantenha o sentido básico desse enunciado, o conectivo “Ainda que” NÃO pode ser substituído por:


Alternativas
Q2683082 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Recursos marinhos não renováveis: vão durar?


Estanho, titânio, cascalho, calcário, enxofre, carvão e petróleo são exemplos de minerais utilizados amplamente pela sociedade atual. Estão na base das mais avançadas tecnologias que facilitam nossas vidas, mas, cabe lembrar, são recursos não renováveis. Sua exploração segue desenfreada, inclusive no ambiente marinho.


O oceano tem diferentes ecossistemas, cada um deles com variados e abundantes recursos, e os minerais marcam forte presença. Nas águas mais rasas da zona costeira e da plataforma continental, os principais são o cascalho e a areia - esta é muito utilizada para produção de cimento ou vidro e aquele, útil na produção de cosméticos, fertilizantes e cimentos. Em regiões costeiras também há os ditos minerais pesados, como ilmenita, rutilo, zircão, monazita e magnetita, todos importantes para a produção de pigmentos e de ligas metálicas.


Há também os evaporitos, um tipo de rocha sedimentar formada em ambientes marinhos com pouca influência de sedimentos de origem continental. Entre os evaporitos, estão a halita, utilizada como sal de cozinha e fonte de cloro e derivados; a silvita, principal fonte de potássio para a produção de fertilizantes e fogos de artifício; a gipsita, matéria-prima para a fabricação de gesso; além da calcita, da anidrita e da dolomita, presentes na fabricação de cal para argamassa. Outro tipo de rocha sedimentar formada no ambiente marinho em grandes profundidades (maiores que mil metros) é a fosforita, bastante usada na produção de fertilizantes.


Formados ao longo de milhões de anos a partir da matéria orgânica de seres vivos, os depósitos de carvão mineral, gás natural e petróleo são importantes fontes de energia para a sociedade. O petróleo, além de ser a principal matriz energética na atualidade, também é usado na fabricação de tecidos, plásticos, detergentes, entre outros produtos.


Há, ainda, um composto energético marinho, talvez mais abundante do que todo o petróleo e o carvão: os hidratos de gás. São sólidos cristalinos semelhantes ao gelo, presentes em todas as margens oceânicas abaixo dos 500 metros de profundidade. Com uma estrutura que aprisiona gases, principalmente o metano, eles têm alto potencial energético a ser explorado.


Em diferentes profundidades do oceano, encontram-se também outros minerais: os nódulos polimetálicos, as crostas cobaltíferas e os sulfetos metálicos. Os nódulos, que contêm ferro e manganês, estão localizados sobre o sedimento marinho entre 4 mil e 5 mil metros de profundidade. Os sulfetos metálicos, ricos em ferro e cobre, são encontrados em zonas relacionadas ao vulcanismo e à expansão das placas tectônicas, a aproximadamente 3 mil metros de profundidade. As crostas cobaltíferas, ricas em cobalto, são formadas sobre estruturas rochosas em regiões entre 400 metros e 4 mil metros de profundidade.


O olhar sobre esses minerais é estratégico, uma vez que são ricos em elementos usados na construção de painéis solares, celulares, lâmpadas, ligas metálicas, vidro, lentes dos óculos, cabos de transmissão de dados, entre outros.


A obtenção desses e de outros recursos minerais do oceano apresenta desafios ambientais e tecnológicos complexos, mas que certamente não são insuperáveis. Acontece que, se nesse movimento pela exploração, a ganância pelo lucro prescindir do bem maior que é o meio ambiente, pode-se considerar o comprometimento das gerações atuais e futuras.


A diversidade biológica também é enorme nos fundos marinhos - grande parte ainda desconhecida -, e pode ser afetada de forma irreversível se os cuidados necessários não forem tomados. A obtenção desses recursos deve considerar os grandes custos envolvidos e ser feita para gerar e compartilhar prosperidade, sem inviabilizar a natureza.


Há quem se pergunte como contribuir para que a exploração não ocorra desnecessariamente e de modo predatório. Já é de grande valia uma atitude individual que considere o consumo de forma consciente e, melhor ainda, seria se, coletivamente, houvesse mais pressão para que as empresas desenvolvam produtos com maior eficiência e durabilidade, demandando menos recursos e reciclando materiais.


Retirado e adaptado de: TOLEDO, Felipe.; BIAZON, Tássia. Recursos marinhos não renováveis: vão durar? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/recursos-marinhos-nao-renovaveis-vao-durar/ Acesso em 2 ago., 2022.

Sobre as relações de sentido construídas no texto Recursos marinhos não renováveis: vão durar?, analise as afirmações a seguir:


I-No trecho "O olhar sobre esses minerais é estratégico, uma vez que são ricos em elementos usados na construção de painéis solares, celulares, lâmpadas, ligas metálicas, vidro, lentes dos óculos, cabos de transmissão de dados, entre outros", a expressão "uma vez que" dá a ideia de explicação.

II-Na sentença "A obtenção desses e de outros recursos minerais do oceano apresenta desafios ambientais e tecnológicos complexos, mas que certamente não são insuperáveis", a conjunção "mas" apresenta a ideia de adição.

III-No excerto "Já é de grande valia uma atitude individual que considere o consumo de forma consciente e, melhor ainda, seria se, coletivamente, houvesse mais pressão para que as empresas desenvolvam produtos com maior eficiência e durabilidade, demandando menos recursos e reciclando materiais", o "se" dá a ideia de concessão.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q2682333 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


O mito da fênix e a combustão espontânea


A fênix é uma ave mitológica, dotada de diversos poderes e cercada por muitos mistérios e histórias. Bastante presente em nossa cultura atual, a fênix é conhecida por meio das histórias de ficção (livros, filmes, games e séries), mas não pense que esse pássaro é uma criação moderna.


Há cerca de 5 mil anos, a região que hoje é conhecida como Emirados Árabes Unidos abrigava a maior espécie de garça que já passou pela Terra: a garça de Heron (também chamada pelo nome científico de Ardea bennuides). Acredita-se que essa garça serviu de inspiração para o surgimento de Benu, um ser mitológico do Egito Antigo associado à alma do deus do Sol, Rá. Essa ave sagrada também era vista como símbolo do renascimento (o que a ligava ao deus Osíris), pois se acreditava que, a cada 500 anos, ela era capaz de se consumir em chamas e renascer das próprias cinzas.


Posteriormente, já na Grécia Antiga, surgiram histórias de um pássaro com propriedades muito semelhantes a Benu e que, na mitologia grega, recebeu o nome de fênix. Embora haja contestações sobre a real origem desse ser mitológico, foram muitas as civilizações que cultuaram animais análogos a essa ave - ou outros pássaros com habilidades mágicas -, como os chineses, os árabes e os persas.


Por meio das histórias orais e escritas, o mito da fênix foi se propagando ao longo dos séculos. E podemos dizer que, dentre todas as histórias de pássaros mágicos, essa foi o que mais criou raízes no imaginário popular ocidental.


O processo de queima - ou combustão - nada mais é do que uma reação química decorrente do encontro de três elementos: um combustível (qualquer material oxidável, ou seja, capaz de reagir com o oxigênio e pegar fogo); um comburente (geralmente, o oxigênio); e uma fonte de ignição (por exemplo, uma faísca, que fornece a energia necessária para a reação ocorrer). Se algum desses três elementos não está presente, a queima não ocorre.


A combustão é uma reação fundamental para a manutenção da vida humana no planeta e teve seu marco histórico de origem datado por pesquisas arqueológicas em cerca de 7 mil anos antes de Cristo, quando os povos antigos começaram a produzir fogo, possibilitando diversos avanços tecnológicos.


Você já acendeu uma fogueira ou viu alguém fazendo isso? Para esse processo, podemos usar um pedaço de madeira, que funcionará como combustível (ou seja, irá queimar). Para facilitar a queima, podemos jogar sobre a madeira um líquido inflamável (como o álcool). O oxigênio irá participar dessa reação química fazendo o papel de comburente. E você ainda precisa de uma fonte de energia, como a chama de um fósforo ou a faísca de um isqueiro. Se a madeira queimar por completo (ou seja, o combustível se esgotar), a combustão se interrompe. Se você cobrir essa fogueira, impedindo a entrada de mais oxigênio, a fogueira se apaga por falta de comburente.


A partir dessas informações, vamos pensar na combustão da fênix. O combustível dessa reação é a própria fênix (tanto que quando ela se torna somente cinzas, a chama acaba). O comburente dessa reação é o próprio oxigênio. Mas e a fonte de energia externa, a ignição? Como é possível um objeto pegar fogo sem receber nenhuma energia?


Apesar de parecer realmente mágica, a combustão espontânea é um fenômeno real. O fato de não haver uma fonte externa visível de energia não significa que ela não exista. A temperatura de um corpo está diretamente associada à energia que esse corpo tem. Isso significa que um corpo quente (em alta temperatura) é um corpo com mais energia do que um corpo mais frio. Portanto, embora não seja algo muito comum, alguns materiais podem pegar fogo espontaneamente, apenas com o seu próprio calor.


Existe uma propriedade denominada 'ponto de ignição', que é a temperatura mínima para a ocorrência de uma combustão espontânea, sem a presença de uma fonte externa de ignição (como uma faísca). O ponto de ignição do álcool, por exemplo, é 363 ºC. Isso significa que, se por alguma razão, o álcool for aquecido até essa temperatura, ele pegará fogo, mesmo sem uma faísca para acendê-lo.


Materiais como carvão, feno, algodão, filmes antigos, estrume de vaca e até grãos de pistache possuem pontos de ignição baixos o suficiente para sofrerem esse tipo de combustão. Um exemplo de combustão espontânea ocorre em alguns biomas, como o pantanal e o cerrado. Em períodos de seca, incêndios pontuais podem acontecer.


O que podemos concluir é que, se a fênix não for composta por feno ou outro material de baixo ponto de ignição, dificilmente ela seria capaz de entrar em combustão espontânea, mas podemos levantar uma hipótese final. Diferentemente dos répteis, anfíbios e peixes, as aves e os mamíferos são endotérmicos (também chamados de 'animais de sangue quente'), ou seja, são capazes de controlar a própria temperatura corporal e manter o corpo aquecido mesmo em ambientes mais frios. Talvez a fênix seja capaz de aquecer o próprio corpo a uma temperatura tão grande que a leve à combustão. Por se tratar de um pássaro mitológico, porém, não podemos encontrar um desses no mundo real e estudá-lo. Portanto, só nos resta fazer especulações e nos maravilharmos com suas belas aparições nos cinemas.


Retirado e adaptado de: WAGNER, Frans.; OPPE, Ingrid Gerdi.; MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. O mito da fênix e a combustão espontânea. Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/o-mito-da-fenix-e-a-combustao-espontanea/ Acesso em: 07. ago., 2022.

Associe a segunda coluna, de acordo com a primeira, que relaciona valores semânticos a seus exemplos retirados do texto O mito da fênix e a combustão espontânea:

-

Primeira coluna: valores semânticos

-

1-Condicional

2-Explicativo

3-Adversativo

4-Concessivo

-

Segunda coluna: exemplos do texto

-

(_)Essa ave sagrada também era vista como símbolo do renascimento, pois se acreditava que, a cada 500 anos, ela era capaz de se consumir em chamas e renascer das próprias cinzas.

(_)Por se tratar de um pássaro mitológico, porém , não podemos encontrar um desses no mundo real e estudá-lo.

(_)Embora haja contestações sobre a real origem desse ser mitológico, foram muitas as civilizações que cultuaram animais análogos a essa ave.

(_)Se algum desses três elementos não está presente, a queima não ocorre.

-

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q2679590 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Recursos marinhos não renováveis: vão durar?


Estanho, titânio, cascalho, calcário, enxofre, carvão e petróleo são exemplos de minerais utilizados amplamente pela sociedade atual. Estão na base das mais avançadas tecnologias que facilitam nossas vidas, mas, cabe lembrar, são recursos não renováveis. Sua exploração segue desenfreada, inclusive no ambiente marinho.

O oceano tem diferentes ecossistemas, cada um deles com variados e abundantes recursos, e os minerais marcam forte presença. Nas águas mais rasas da zona costeira e da plataforma continental, os principais são o cascalho e a areia - esta é muito utilizada para produção de cimento ou vidro e aquele, útil na produção de cosméticos, fertilizantes e cimentos. Em regiões costeiras também há os ditos minerais pesados, como ilmenita, rutilo, zircão, monazita e magnetita, todos importantes para a produção de pigmentos e de ligas metálicas.

Há também os evaporitos, um tipo de rocha sedimentar formada em ambientes marinhos com pouca influência de sedimentos de origem continental. Entre os evaporitos, estão a halita, utilizada como sal de cozinha e fonte de cloro e derivados; a silvita, principal fonte de potássio para a produção de fertilizantes e fogos de artifício; a gipsita, matéria-prima para a fabricação de gesso; além da calcita, da anidrita e da dolomita, presentes na fabricação de cal para argamassa. Outro tipo de rocha sedimentar formada no ambiente marinho em grandes profundidades (maiores que mil metros) é a fosforita, bastante usada na produção de fertilizantes.

Formados ao longo de milhões de anos a partir da matéria orgânica de seres vivos, os depósitos de carvão mineral, gás natural e petróleo são importantes fontes de energia para a sociedade. O petróleo, além de ser a principal matriz energética na atualidade, também é usado na fabricação de tecidos, plásticos, detergentes, entre outros produtos.

Há, ainda, um composto energético marinho, talvez mais abundante do que todo o petróleo e o carvão: os hidratos de gás. São sólidos cristalinos semelhantes ao gelo, presentes em todas as margens oceânicas abaixo dos 500 metros de profundidade. Com uma estrutura que aprisiona gases, principalmente o metano, eles têm alto potencial energético a ser explorado.

Em diferentes profundidades do oceano, encontram-se também outros minerais: os nódulos polimetálicos, as crostas cobaltíferas e os sulfetos metálicos. Os nódulos, que contêm ferro e manganês, estão localizados sobre o sedimento marinho entre 4 mil e 5 mil metros de profundidade. Os sulfetos metálicos, ricos em ferro e cobre, são encontrados em zonas relacionadas ao vulcanismo e à expansão das placas tectônicas, a aproximadamente 3 mil metros de profundidade. As crostas cobaltíferas, ricas em cobalto, são formadas sobre estruturas rochosas em regiões entre 400 metros e 4 mil metros de profundidade.

O olhar sobre esses minerais é estratégico, uma vez que são ricos em elementos usados na construção de painéis solares, celulares, lâmpadas, ligas metálicas, vidro, lentes dos óculos, cabos de transmissão de dados, entre outros.

A obtenção desses e de outros recursos minerais do oceano apresenta desafios ambientais e tecnológicos complexos, mas que certamente não são insuperáveis. Acontece que, se nesse movimento pela exploração, a ganância pelo lucro prescindir do bem maior que é o meio ambiente, pode-se considerar o comprometimento das gerações atuais e futuras.

A diversidade biológica também é enorme nos fundos marinhos - grande parte ainda desconhecida -, e pode ser afetada de forma irreversível se os cuidados necessários não forem tomados. A obtenção desses recursos deve considerar os grandes custos envolvidos e ser feita para gerar e compartilhar prosperidade, sem inviabilizar a natureza.

Há quem se pergunte como contribuir para que a exploração não ocorra desnecessariamente e de modo predatório. Já é de grande valia uma atitude individual que considere o consumo de forma consciente e, melhor ainda, seria se, coletivamente, houvesse mais pressão para que as empresas desenvolvam produtos com maior eficiência e durabilidade, demandando menos recursos e reciclando materiais.


Retirado e adaptado de: TOLEDO, Felipe.; BIAZON, Tássia. Recursos marinhos não renováveis: vão durar? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/recursos-marinhos-nao-renovaveis-vao-durar/ Acesso em 2 ago., 2022.

Associe a segunda coluna, de acordo com a primeira, que relaciona valores semânticos com seus respectivos exemplos:


Primeira coluna: valor semântico

(1) Condicional

(2) Temporal

(3) Causal

(4) Final


Segunda coluna: exemplo

(_)São necessárias muitas pesquisas, para que novas fontes de energia sejam encontradas.

(_)Os recursos marinhos serão extinguidos se não pensarmos em uma alternativa.

(_)Talvez seja tarde quando as pessoas se darem conta da necessidade de mudar de hábitos de consumo.

(_)Como outras alternativas são mais caras, seguimos usando combustíveis fósseis.


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q2678345 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

-

Guerra diminuiu apetite por risco de investidores de startup

-

Emanuel Pessoa

-

1 -------Desde a crise financeira de 2008, os países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, injetam grandes volumes de

2 dinheiro na economia. Isso aumentou fortemente a quantidade de capital disponível nos mercados, com mais dinheiro em circulação

3 nos últimos 14 anos.

4 -------Um dos efeitos colaterais foi o inchaço do valor de mercado das empresas de tecnologia e o aumento descomunal no número

5 de startups investidas. Com dinheiro ______ preço extremamente baixo se comparado ao período pré-2008, os investidores tinham

6 dinheiro em excesso e aportaram em empresas de mérito duvidoso. Só no Brasil, as startups receberam US$ 9,4 bilhões em 2021,

7 segundo levantamento da plataforma Distrito.

8 _________, essa tendência apresenta desgaste. O ponto de inflexão pode ser a guerra da Ucrânia. Nos últimos meses,

9 muitos investidores já demonstraram a necessidade de verem resultados concretos de suas investidas. No entanto, a maior parte

10 deles ainda os ignorava diante de um discurso megalomaníaco por parte dos fundadores do próximo Uber disso ou do novo

11 Facebook daquilo.

12 -------O conflito provocou um aumento fortíssimo no preço das commodities, já que as sanções contra a Rússia e o receio de uma

13 escalada na disputa armada levaram os investidores ______ anteciparem uma subida futura de preços, comprarem mais para

14 estocar e aportarem capital em várias delas (sendo o ouro um exemplo) para proteger seu dinheiro.

15 -------Assim, o apetite por risco diminuiu de modo que as startups agora precisam comprovar uma relação de probabilidade entre

16 risco e retorno, muito superior ao período precedente ______ guerra, para receberem os mesmos investimentos.

17 -------Embora o capital barato tenha incentivado o crescimento de startups, esse tipo de montante também mascarava ineficiências

18 que levaram ______ destruição imensa de valor, como aconteceu no caso do WeWork.

19 -------Por mais que seja desejável a realização de investimentos em empresas de inovação, ela deve se guiar por regras que

20 prestigiem startups que fazem seu dever de casa, cortando ineficiências e crescendo de forma escalável, sob pena de que o capital

21 abundante oferecido pelo mundo seja desperdiçado em investimentos indevidos.

(Jornal O Estado de S. Paulo, ano 143, n. 47033, p. B2, 26 jul. 2022. Adaptado.)

O termo “No entanto”, destacado na linha 9, estabelece com as informações anteriores uma relação de:

Alternativas
Q2678340 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

-

Guerra diminuiu apetite por risco de investidores de startup

-

Emanuel Pessoa

-

1 -------Desde a crise financeira de 2008, os países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, injetam grandes volumes de

2 dinheiro na economia. Isso aumentou fortemente a quantidade de capital disponível nos mercados, com mais dinheiro em circulação

3 nos últimos 14 anos.

4 -------Um dos efeitos colaterais foi o inchaço do valor de mercado das empresas de tecnologia e o aumento descomunal no número

5 de startups investidas. Com dinheiro ______ preço extremamente baixo se comparado ao período pré-2008, os investidores tinham

6 dinheiro em excesso e aportaram em empresas de mérito duvidoso. Só no Brasil, as startups receberam US$ 9,4 bilhões em 2021,

7 segundo levantamento da plataforma Distrito.

8 _________, essa tendência apresenta desgaste. O ponto de inflexão pode ser a guerra da Ucrânia. Nos últimos meses,

9 muitos investidores já demonstraram a necessidade de verem resultados concretos de suas investidas. No entanto, a maior parte

10 deles ainda os ignorava diante de um discurso megalomaníaco por parte dos fundadores do próximo Uber disso ou do novo

11 Facebook daquilo.

12 -------O conflito provocou um aumento fortíssimo no preço das commodities, já que as sanções contra a Rússia e o receio de uma

13 escalada na disputa armada levaram os investidores ______ anteciparem uma subida futura de preços, comprarem mais para

14 estocar e aportarem capital em várias delas (sendo o ouro um exemplo) para proteger seu dinheiro.

15 -------Assim, o apetite por risco diminuiu de modo que as startups agora precisam comprovar uma relação de probabilidade entre

16 risco e retorno, muito superior ao período precedente ______ guerra, para receberem os mesmos investimentos.

17 -------Embora o capital barato tenha incentivado o crescimento de startups, esse tipo de montante também mascarava ineficiências

18 que levaram ______ destruição imensa de valor, como aconteceu no caso do WeWork.

19 -------Por mais que seja desejável a realização de investimentos em empresas de inovação, ela deve se guiar por regras que

20 prestigiem startups que fazem seu dever de casa, cortando ineficiências e crescendo de forma escalável, sob pena de que o capital

21 abundante oferecido pelo mundo seja desperdiçado em investimentos indevidos.

(Jornal O Estado de S. Paulo, ano 143, n. 47033, p. B2, 26 jul. 2022. Adaptado.)

Assinale a alternativa que preenche corretamente o quadro no início da linha 8.

Alternativas
Respostas
1121: D
1122: E
1123: E
1124: D
1125: B
1126: B
1127: B
1128: A
1129: B
1130: D
1131: A
1132: B
1133: C
1134: A
1135: A
1136: E
1137: B
1138: C
1139: B
1140: E