Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 3.
1 O conceito de sustentabilidade vem sendo difundido
cada vez mais no meio corporativo. Os números podem
provar os investimentos e o empenho crescente das
empresas em questões de ordem ambiental e social.
5 Entretanto, mesmo com uma melhor aceitação do conceito,
atualmente, o desenvolvimento sustentável passa por um
momento crucial. O desafio é trazer para esse contexto
o maior número de empresas que ainda não absorveu
as noções de sustentabilidade em seus processos de
10 produção.
Conduzir os negócios atendendo às exigências
da competitividade local e global, ao mesmo tempo
contemplando conceitos de sustentabilidade, representa,
hoje, um dos grandes desafios do setor empresarial que
15 está comprometido com a responsabilidade social e o
desenvolvimento sustentável. No campo da mineração
no Brasil, por exemplo, não há como pensar o futuro
desse segmento dissociado da noção de sustentabilidade
ambiental e social.
20 As tendências apontam para o fato de que a empresa
que não adequar seus conceitos e visões nesses campos
estará fadada a deixar o mercado em médio e longo
prazos.
Gestão Mineral em Destaque. In: Editorial do Boletim Informativo do Departamento Nacional de Produção Mineral – Ministério de Minas e Energia. Ano 2, n.º 21, dez./2006 (com adaptações)
De acordo com os aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
Aponte a oração que não apresenta erro de concordância nominal.
I - “quem quase passou ainda estuda,” (l. 5) - o verbo destacado concorda com o sujeito “quem”.
II - “...e falta coragem até pra ser feliz.” (l. 16) - o verbo destacado concorda com o sujeito “coragem”.
III - “Pros erros há perdão;” (l. 29-30) - o verbo destacado concorda com o sujeito “perdão”.
Está(ão) correta(s) APENAS a(s) afirmativa(s)
Trânsito também é coisa de mulher!
Para os habitantes dos grandes centros urbanos, hoje, falar sobre trânsito é quase tão comum quanto falar sobre o tempo: todo mundo olha para o céu e arrisca uma previsão. Conviver com congestionamentos, acidentes, desrespeito e mortes no trânsito já parece familiar para boa parte da população. Todavia, um olhar mais atento desperta para alguns detalhes que não podem passar despercebidos neste dia internacional da mulher.
O trânsito é basicamente composto por motoristas e pedestres. Na dinâmica do dia a dia, homens e mulheres compartilham este espaço público, notadamente mais masculino do que feminino. A quantidade de homens habilitados no Rio de Janeiro supera a quantidade de mulheres. Segundo dados do DENATRAN/RJ, 73% dos habilitados no estado são homens, contra 27% de mulheres.
Entretanto, os contrastes entre motoristas homens e mulheres vão muito além dos números. A relação do homem com o automóvel é intensa e construída desde a infância: da decoração do quartinho do bebê com motivos de automóveis aos carros de brinquedo e games de corrida, presentes constantes nas datas festivas. Às meninas, até passado recente, ainda eram reservadas apenas as bonecas e panelinhas. Hoje, com o advento dos brinquedos eletrônicos a situação mudou um pouco, mas mesmo assim, ainda prevalecem temas “de menina”. Ou seja, enquanto os homens são preparados para serem motoristas, as mulheres são induzidas para outras funções – principalmente as domésticas – sem que a elas sejam oferecidas escolhas diferentes no que diz respeito à sua relação com o carro e com seu futuro como provável motorista.
O automóvel hoje tem uma representação fortemente identificada com a figura masculina. Vigor e potência do automóvel, somados à velocidade, passam a ser encarados como a própria expressão do poder na contemporaneidade. A socialização dos homens para o automóvel é antiga e simbolicamente pode ser comparada ao que representavam os cavalos para os senhores feudais na cultura medieval: eram eles o signo da virilidade. Mesmo hoje, apesar de todas as lutas e conquistas obtidas pelas mulheres em diversos campos, esta lógica continua a se reproduzir.
No trânsito é comum nós, mulheres, ouvirmos frases pouco elogiosas a respeito de nossa capacidade de conduzir automóveis: a primeira delas e talvez a mais abrangente seja a exclamação “tinha que ser mulher!”. Outra pérola que ouvimos, mas já um pouco fora de moda, é “lugar de mulher é na cozinha!”. Penso que o conteúdo destas frases ditas no calor da emoção das situações tensas de trânsito – congestionamentos ou acidentes – demonstra o quanto o fator gênero ainda é motivo de todo tipo de preconceito, principalmente quando as mulheres “invadem” nichos de mercado anteriormente reservados aos homens, como as funções que envolvem a condução de veículos.
As companhias seguradoras, baseadas em estatísticas que demonstram que mulheres dirigem de forma mais cuidadosa e envolvem-se menos em acidentes, oferecem, na contratação de seguros, bons descontos se o carro pertencer a uma mulher e ela for a principal motorista. Ou seja, pela visão de negócios das seguradoras, os fatos negam o histórico preconceito quanto à competência da mulher motorista.
Mas nem tudo está perdido. Os avanços da legislação de trânsito, traduzido em sua maior expressão pela Lei de Tolerância Zero de Álcool ao Volante, também veio salvar a mulher das reservas de muitos homens a deixá-las dirigir o seu “querido carrinho”. É que hoje as mulheres representam o maior “Amigo da Vez” quando o assunto é voltar para casa de carro depois da cervejinha. É a solidariedade, o altruísmo feminino e a natural vocação para a paz e a harmonia que falam mais alto e nos deixam bebendo refrigerante e água para que levemos nossos amigos, amigas, companheiros ou filhos em segurança de volta para casa.
O curioso desta estória toda é que mesmo assim o preconceito não acaba: há quem ande dizendo por aí que a culpa disto tudo é do próprio álcool. Só mesmo estando bêbado para deixar a mulher dirigir!!!
Por todos esses motivos, neste mês de março quando se comemora O Dia Internacional da Mulher, vamos celebrar todas as nossas conquistas com alarde e galhardia e celebrar também o sucesso da Lei Seca, que com a nossa ajuda está salvando muitas vidas e provando que, cada vez mais, o trânsito também é coisa de mulher!
Marisa Dreys - Inspetora da Polícia Rodoviária Federal.
Disponível em www.detran.pr.gov.br/revista de trânsito. Edição 40.
Assinale a opção que indica erro gramatical inserido na transcrição do texto abaixo.
O governo está entusiasmado com a recuperação da arrecadação de tributos depois das dificuldades do pós crise global, quando(1) teve que reduzir a meta de superávit. Nada como(2) um vigoroso nível de atividade para consertar todos os problemas.
Os ciclos econômicos, contudo,(3) recomendam prudência. A história mostra que os anos de prosperidade não são eternos e a política fiscal dos governos devem ser(4) cautelosa para atenuar os picos e vales das receitas públicas.
Assim como a sociedade entendeu que em 2009, por toda a ação de estímulo à(5) atividade produtiva para evitar uma recessão mais duradoura, era concebível o governo relaxar na produção do superávit primário, agora considera que o momento é de poupar.
(Valor Econômico, Editorial, 31/5/2010, com adaptações).
Entre as principais conclusões de um estudo divulgado recentemente, estão: os fluxos migratórios não ___(a)___ somente de regiões pobres __(b)____regiões ricas, o percentual de migrantes com pelo menos 12 anos de estudo é maior __(c)___ o de não migrantes nessa situação, e o migrante __(d)___ uma remuneração melhor __(e)__ a do não migrante na região onde se instala. O estudo deixa uma mensagem clara: a existência de um processo de qualificação da inserção no mercado de trabalho.
(Correio Braziliense, 18 de agosto de 2010, com adaptações)
Assinale a opção que, ao completar as lacunas do texto acima, provoca erro gramatical.
Tratar sintomas de problemas sociais é importante, mas nem tanto. Erradicar causas, sim, é decisivo. Se não for feito(a), a sociedade não muda de rota, permanece no atraso. Faz de conta que avance(b), modifica alguma coisa para que tudo fique(c) como está. Retoca a aparência sem mexer na essência. Semeia a boa intenção em terrenos distantes de onde nasce o gesto. Cria(d) a falsa doutrina do progresso baseado no culto fundamentalista dos indicadores econômicos, exaltados(e) pelos clérigos dos templos bancários para converter multidões de novos fiéis por meio da sedutora perspectiva da fé no consumo. A única que, nos tempos modernos, move montanhas.
(Dioclécio Campos Júnior, A palmada que dói mais. Correio Braziliense, 18 de agosto de 2010, com adaptações)
O texto foi transcrito com erro gramatical em
NÃO se pode substituir o segmento sublinhado, sob pena de prejuízo ao seu sentido original, por:

