Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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A idade da emoção
Walcyr Carrasco
Fui assistir à peça Uma espécie de Alasca, de Harold Pinter, que estreou há pouco em São Paulo. Conta a história de uma mulher que entrou em coma aos 15 e acordou 29 anos depois. Bem interpretada por Yara de Novaes, inspira-se em um caso real do médico americano Oliver Sacks. Para mim, o texto “bateu” de forma profunda. Não aconteceu o mesmo comigo, e com muita gente que conheço? Estou acima dos 60, o tempo passou tão rapidamente! Não, não estive em coma. Mas um dia a gente “acorda” e descobre que a idade chegou. Mais que isso: que chegou, mas não chegou, porque o coração e os sonhos continuam os mesmos. Até antes da peça, na espera, percebi que estava lá uma outra tribo, já no jeito de vestir. Diferente de mim, de meus amigos, das pessoas que me cercam. A personagem do texto acorda com um rosto mais velho, um corpo, mas sente os desejos, medos, de uma garota de 15. Olha para a irmã e não reconhece: quem é afinal essa mulher velha e gorda?
Todos os homens da minha idade já passaram por isso, ao reencontrar a garota mais sexy, mais ambicionada da escola. Muitas vezes, virou uma senhora gorda, com netos. A gente procura nos olhos, em algum traço, aquela menina. E diz para si mesmo:
– Como foi que ela mudou tanto assim?
Mas eu também mudei, fisicamente. Uma antiga namorada, dos 17 anos, comentou com uma amiga em comum – modéstia à parte – que fui o homem mais belo que ela já conheceu. Eu? Pois é. Fui. Certamente, se ela me reencontrar, pensará o mesmo:
– Onde estão aqueles traços? O topete?
Na área em que trabalho, vejo isso acontecer com frequência, de forma até desesperadora. Quantas atrizes jovens, sexy, explodindo, já conheci? Tinham qualquer homem a seus pés. O tempo passou. Vieram outras atrizes. Elas amadurecem, sem perceber. Continuam com os mesmos sorrisos sedutores, olhares intensos. Surpreendem-se quando disputam um papel com uma garota de 20 anos.
– Mas eu faço! Tenho 35, mas passo por 20.
Não passam. A câmera é inexorável, ainda mais com a alta definição. A pele muda. Algo, nem sei dizer o quê, a vida talvez, transforma um semblante que ainda é belo. Mas sem o mesmo frescor. Iniciam-se os procedimentos estéticos. Botox, plásticas. A juventude não volta. O rosto fica mais agradável, não nego. Sem tantas marcas, sem os sulcos na pele causados até pelas histórias da vida. Alguém oferece o papel de tia. Ou de mãe. A atriz se assusta.
– Mas eu não pareço ser mãe dela!
Só uma sucessiva série de dissabores “acordará”, até cruelmente, a pessoa. O tempo passou. A idade chegou. Funciona do mesmo jeito para mim, para meus amigos, para quem tem 40. A juventude, na peça, é simbolizada pelo coma. Um dia a gente acorda. O tempo simplesmente passou, e é preciso rever expectativas, projetos, sonhos. Mas é? A emoção, sim, continua a mesma! Como lidar com isso? Ainda tenho livros para escrever, novelas, quero viver um grande amor. Meu coração bate por coisas novas. E, como eu, o de tanta gente! A sociedade agrária, onde os pais envelheciam junto aos filhos, se desagregou. Eu tenho amigos que ainda tentam ressuscitar esse projeto, brincam com os netinhos e conformam-se em correr atrás dos filhos, sempre ocupados com seus próprios sonhos!
Um número crescente de pessoas sente como eu. Se é um coma, não quero acordar, porque minhas emoções continuam vivas! Posso adaptar projetos, mas desistir dos sonhos nunca! Um antigo ditado dizia que a vida começava aos 40. Depois, aos 50. Estou pronto para considerar os 60 como a idade de ouro. É assim, juro. Eu olho para minhas amigas, parentes: em um olhar, gesto, percebo a garotinha que ela foi. A adolescente. Está lá, viva! Minhas emoções, tantas vezes, são as de um jovem começando a vida. Sempre quero fazer algo de novo. Voltei a pintar. O coração bate acelerado porque uma nova novela está a caminho, ou conheci alguém. E tem mais uma pergunta importante: eu estou em coma, não reconheço a realidade dos meus 60? Bem, se isso é um estado de sonho, de desprendimento da realidade, sou como a personagem da peça. Não quero acordar. Quero bater a cabeça como um adolescente e até, juro, brincar de esconde-esconde dentro de casa. Quero, enfim, sonhar.
A emoção não tem idade. Conformar-se com uma realidade que não nos faz feliz, isso sim é viver em estado de coma. Mas a emoção pode transformá-la. Nós todos enfrentamos essa espécie de Alasca.
Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyrcarrasco/noticia/2015/11/idade-daemocao.html .Acesso em: jul. 2016
Permite-se mais de uma concordância para o verbo destacado em:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
O PODER DA ALEGRIA
1 undefined As tardes de sábado eram ansiosamente esperadas pela pequena Meiry Ito. De vestidinho rosa, ela e as
irmãs, Marilda, Márcia, Miltes, Miriam, Marta e Marly, de mãos dadas com o caçula, Milton, seguiam os
passos rápidos do pai rumo ao galpão onde eram projetados filmes para os plantadores de chá e comerciantes
de Registro, cidadezinha do interior de São Paulo às margens do Rio Ribeira de Iguape. Feliz, acomodava-se na
5 palha macia destinada às crianças enquanto a mãe distribuía para os filhos os motis, bolinhos de arroz, retirados
com cuidado da furoshiki, a trouxa multicolorida de pano usada pelos descendentes de japoneses da região. Era
um instante de sublime contentamento. “Não tínhamos nada, nada, nada, mas a alegria daquele momento é
inesquecível”, lembra ela, que completou 84 anos em fevereiro. Naquele cinema improvisado, a fita de
celuloide do filme rompia-se constantemente e só era possível sentar onde as goteiras do teto não pingavam. Mas
10 Meiry experimentava ali uma plenitude: estarem todos juntos na expectativa do filme, comer as delícias
preparadas pela mãe e ser invadida pelo sabor do que era especial e único durante toda a semana
proporcionavam um prazer indizível para ela. Até hoje, ao lembrar dessa cena, seus olhos brilham e seu rosto se
abre num largo sorriso. Por alguns momentos, ela tem novamente 8 anos de idade.
undefined Quem de nós não tem na memória momentos de infinita alegria na infância? Temos uma predisposição
15 natural para sermos alegres nesse período. Nossas lembranças de momentos felizes são tão abundantes e plenas,
nos primeiros anos de vida, que é fácil identificar numerosas imagens que a traduzem: mergulhar na onda
para pegar jacaré, pular corda, balançar, brincar de pique, viajar... Com a idade, porém, os bons momentos
costumam escassear. E são cada vez mais intercalados por emoções como tristeza, desencanto, amargura. Mas o
que será que temos de tão precioso quando crianças que perdemos durante a vida?
20 undefined A primeira resposta: vitalidade. “O contrário da alegria não é a tristeza. É a falta de energia vital”, afirma
categoricamente o pensador e professor gaúcho Mário Sérgio Cortela em suas palestras. É muito importante
destacar essa diferença. Quando se está pleno de vigor e disposição, é impossível ficar triste e deprimido por
muito tempo. Pode ser até que sejamos atingidos pela melancolia, mas a recuperação é rápida. Porque
a alegria está ligada ao prazer de estar vivo. Vida e alegria podem ser interpretadas como sinônimos. Portanto,
25 o contentamento tem uma base biológica, vital, e está muito ligado ao corpo. Alguns estados de depressão
estão relacionados à má alimentação e à falta de exercícios, que ativam a energia vital. Então, para reviver a
alegria de uma criança, é preciso recobrar o potencial energético que temos na infância, pelo menos em
parte (caminhadas, exercícios físicos [...] são muito bons para começar).
undefined Ainda dentro do campo da biologia, temos de entender que os estados emocionais positivos, como a
30 alegria, a gratidão e a compaixão, criam um padrão neuronal positivo. Em outras palavras, quanto mais
alegre você for, mais fácil será sentir alegria. Isso porque o cérebro, com a repetição dos mesmos estados
emocionais, formará um padrão, uma reação que se repetirá até formar uma característica da personalidade.
“As características emocionais têm um efeito condicionante na forma como as pessoas olham as
experiências cotidianas e reagem a elas. Alguém predisposto ao medo ou à depressão, por exemplo, tem
35 mais chances de encarar situações com um senso de temor, enquanto alguém predisposto à confiança
encarará a mesma situação com mais equilíbrio e segurança”, escreveu o monge tibetano Mingyur Rinpoche
em A Alegria de Viver (Elsevier), um livro precioso que pode ser baixado gratuitamente.
undefined Ele tem razão. Conheci Mingyur de perto (ele jantou em casa...), e sua alegria é realmente contagiante: ri com
uma cascata de hahahas cristalinos, assim como subitamente fica sério e atento se o assunto exige. Enfim, uma
40 pessoa alegre não é necessariamente um bobo alegre, como alguns podem supor, mas alguém capaz de entrar em
contato com suas emoções e expressá-las com gentileza e intensidade. [...]
(ALVES, Liane. O poder da alegria. Revista Vida Simples. p. 44, maio de 2016. Adaptado.)
“Quem de nós não tem na memória momentos de infinita alegria na infância?” (Linha 14) Tendo em vista esse trecho, é CORRETO afirmar que:
AS QUESTÕES DE 01 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
MENTE SADIA
1 _____ Experimente jogar uma pelada depois de meses sem chegar perto da bola. As
2 dores musculares do dia seguinte são o sinal de que seu corpo está atrofiado. O
3 mesmo vale para a mente.
4 _____ Assim como o resto do corpo, o cérebro também envelhece. Ao longo dos anos,
5 essa massa de 1,4Kg não escapa dos ataques dos radicais livres e de outros danos
6 celulares. Como consequência, os neurônios ficam cada vez mais frágeis, até que
7 começam a morrer. Aos poucos, o cérebro vai encolhendo e perdendo parte de seus
8 86 bilhões de neurônios. De acordo com uma pesquisa recente da University of
9 Western Ontário, no Canadá, depois dos 26 anos o órgão perde 20 gramas por década.
10 Ou seja: depois dos 80 anos, o cérebro já perdeu quase 10% de sua massa – e isso está
11 relacionado a sintomas clássicos do envelhecimento, como a perda de memória de
12 curto prazo.
13 _____ [...] Quando o cérebro está ativo, imerso em atividades intelectuais, a corrosão
14 do órgão, aparentemente, é menor. “Quanto mais os neurônios são usados, mais
15 fortes ficam as conexões entre eles”, explica o neurologista Norberto Frota,
16 presidente da Academia Brasileira de Neurologia. Entre as atividades que ele
17 recomenda estão jogos de tabuleiro, palavras cruzadas, estudar uma língua nova e até
18 mesmo discutir política. E é preciso pegar pesado. “Não basta ler um livro. O ideal é
19 fazer um resumo ou contar a história para alguém. É necessário processar a
20 informação”, afirma.
21 _____ Incorporar desafios mentais na rotina pode, além de prevenir, até mesmo
22 reverter o envelhecimento cerebral que já está em andamento.
Adaptado de DOSSIÊ SUPERINTERESSANTE. FOREVER YOUNG – MENTE SADIA, ed. 359-A, abr. 2016, p.38-39.
A respeito da concordância nominal e verbal, coloque (V) ou (F) nos parênteses, conforme a afirmativa seja VERDADEIRA ou FALSA.
( ) Faltam ainda muitos dias para as Olimpíadas.
( ) As coreografias são as mais belas possível.
( ) Às vezes, era solicitado outros tipos de esporte.
( ) É proibida a entrada de estranhos no vestuário dos atletas.
Marque a alternativa com a sequência CORRETA:
Com relação às formas verbais "adicione" e "fico", presentes no último quadrinho, assinale a alternativa totalmente correta.
Assinale a alternativa incorreta segundo a concordância:
Assinale a sentença que apresenta erro quanto à concordância nominal.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Casas mais ricas têm mais tipos de insetos, diz estudo
Por Helô D'Angelo
01 __Se você sonha em morar numa mansão com um jardim gigante, naquele bairro nobre da
02 cidade, pense duas vezes. Segundo um estudo da Academia de Ciências da Califórnia, essas casas
03 chiquérrimas têm duas vezes mais espécies de insetos do que as mais simples.
04__Os cientistas investigaram a presença de insetos em 100 casas na Carolina do Norte – 50
05 mansões e 50 lares mais pobres –, em bairros ricos e pobres. Eles descobriram que, nos casarões,
06 havia 100 espécies diferentes – entre elas, aranhas, mosquitos, centopeias e baratas. Já nas
07 casas mais modestas, os caras encontraram menos da metade dessa diversidade.
08__Veja bem: não é que as casas mais ricas tenham mais insetos – a diversidade de espécies
09 só é maior nesses casos. No começo, os cientistas achavam que isso acontecia porque as mansões
10 tinham jardins, mas só essa explicação não dava conta do mistério, já que as residências pobres
11 muitas vezes tinham jardins e hortas do mesmo tamanho ou até maiores do que os das casas
12 ricas.
13__Então, os pesquisadores acreditam que a concentração maior de espécies nos lares chiques
14 aconteça por causa do "efeito de luxo": em bairros nobres, geralmente há mais vegetação,
15 parques e praças, além dos jardins das casas em si, o que torna mais fácil para os insetos – e
16 outras espécies, como pássaros, lagartos e morcegos – se reproduzirem.
17__Com esse estudo, os caras concluíram que a urbanização tem um impacto ainda maior do
18 que se imaginava na biodiversidade das cidades – mas que manter áreas verdes dentro e fora
19 das casas pode ajudar a preservá-la.
(http://super.abril.com.br/ciencia/casas-mais-ricas-tem-mais-tipos-de-insetos-diz-estudo – texto adaptado para essa
prova.)
Se no período “já que as residências pobres muitas vezes tinham jardins e hortas do mesmo tamanho” (l. 10-11) apalavra ‘residências’ fosse passada para osingular, quantas outras modificações deveriamocorrer para manter a correção da frase?
As regras de concordância estão plenamente respeitadas em:
Texto para a questão 30
“Em dezembro, 42% dos deputados eram a favor do impeachment; 31%, contra”.
(Folha de S.Paulo, 8/4/16 – capa)
Assinale a assertiva correta sobre a justificativa do emprego, no texto, da flexão de número da palavra “eram”.
A concordância nominal está incorreta em:
Texto para a questão 3
“No começo dos anos 1990, na Itália, um grupo de magistrados milaneses (o mais popular foi Antonio di Pietro) tentou(1) acabar com os esquemas de corrupção (antigos e tradicionais) que ligavam(2) empresários, financistas e políticos. [...]”.
(Folha de S.Paulo, 31/3/16 – ilustrada C8)
Sobre a flexão dos verbos destacados, analise as assertivas abaixo.
I. Em (1), o verbo poderia ir para o plural.
II. Em (2), o verbo concorda com “um grupo de magistrados”.
III. Em (1), o verbo concorda com “Antonio di Pietro”.
IV. Em (2), o verbo concorda com “os esquemas de corrupção”.
É correto o que se afirma em:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
A ação humana e as enchentes
- A interferência humana sobre os cursos d'água, provocando enchentes e inundações, ocorre
- das mais diversas formas. Em casos extremos, porém menos comuns, tais situações podem estar
- relacionadas com rompimentos de diques e barragens, o que pode causar sérios danos _____
- sociedade. Quase sempre, entretanto, essa questão está ligada ao ______ uso do espaço urbano.
- Um problema que parece não ter uma solução rápida é o elevado índice de poluição, causado
- tanto pela ausência de consciência por parte da população quanto por sistemas ineficientes de
- coleta de lixo ou de distribuição de lixeiras pela cidade. Além do mais, ______ problemas
- causados pela poluição gerada por empresas e outros órgãos. Com isso, ocorre o entupimento
- dos bueiros que seriam responsáveis por conter parte da água que eleva o nível dos rios. Além
- do mais, o lixo gerado é levado pelas enxurradas e contribui ainda mais para elevar o volume das
- águas.
- Outra questão é a ocupação irregular ou desordenada do espaço geográfico: algumas áreas
- correspondem ao leito maior de um rio que, esporadicamente, inunda. Com a ocupação irregular
- dessas áreas – muitas vezes causada pela ausência de planejamento adequado –, as pessoas
- estão sujeitas à ocorrência de inundações. Além disso, a remoção da vegetação que compõe o
- entorno do rio pode intensificar o processo, pois ela teria a função de reter parte dos sedimentos
- que vão para o leito e aumentam o nível das águas.
- Apesar de todos os problemas mencionados, a causa considerada principal para as enchentes
- é, sem dúvida, a impermeabilização do solo. Com a pavimentação das ruas e a cimentação de
- quintais e calçadas, a maior parte da água, que deveria infiltrar no solo, escorre na superfície,
- provocando o aumento das enxurradas e a elevação dos rios. Além disso, a impermeabilização
- contribui para a elevação da velocidade desse escoamento, provocando erosões e causando
- outros tipos de desastres ambientais urbanos.
- Hoje ............... inúmeras medidas de combate às enchentes. A cidade de Belo Horizonte,
- por exemplo, contratou em outubro de 2013 alguns “olheiros”, que são funcionários encarregados
- de detectar o início de inundações em áreas de risco. Eles teriam a função de minimizar os efeitos
- da “inundação relâmpago”, aquela que ocorre em um curtíssimo período de tempo. Outras ações
- envolvem a construção de barragens e o desassoreamento do leito dos rios, em que todos os
- sedimentos existentes no fundo dos cursos d'água são removidos, aumentando a sua
- profundidade.
- Todas essas medidas, no entanto, são paliativas, ou seja: são apenas para minimizar ou
- combater uma situação já existente. A melhor forma de lidar com esse problema, na verdade, é
- realizar uma devida prevenção, através da construção de sistemas eficientes de drenagem, da
- desocupação de áreas de risco, da criação de reservas florestais nas margens dos rios, da
- diminuição dos índices de poluição e de geração de lixo, além de um planejamento urbano mais
- consistente.
Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/geografia/enchentes.htm – Texto adaptado especialmente para esta prova.
No período a seguir, retirado do texto, se o termo “da vegetação” fosse substituído por das árvores, quantas outras palavras também deveriam ser modificadas para que houvesse concordância?
Além disso, a remoção da vegetação que compõe o entorno do rio pode intensificar o processo, pois ela teria a função de reter parte dos sedimentos que vão para o leito e aumentam o nível das águas. (l.15-17).
Lições da Educação Infantil
De uns 15 anos para cá, passamos a ter boas escolas de educação infantil. Antes disso, já tínhamos algumas que respeitavam a primeira infância, ouviam as crianças, reconheciam sua potência de aprendizagem no ato de brincar.
Esse número passou a se multiplicar devido a experiências em escolas pelo mundo. Por isso, hoje, já é possível encontrar uma escola para crianças com menos de seis anos em que o currículo não seja apenas um elenco de conteúdos, em que o ato de brincar seja a principal atividade para a criança, em que não haja uma profusão de brinquedos prontos e em que haja professores com formação contínua e em serviço. Escolas desse tipo ainda são minoria, mas já é uma boa notícia saber que elas existem.
Nessas escolas, as crianças aprendem a se concentrar porque a brincadeira exige isso e porque elas participam ativamente da escolha da brincadeira, seja em grupo, seja pessoalmente. Aprendem também a fazer perguntas e a pesquisar para buscar respostas, a exercitar sua criatividade, a colocar a mão na massa em tudo. Atenção: na massa e não, necessariamente, na massinha.
Os alunos aprendem, também, a conviver: os professores aproveitam todas as ocasiões para dar oportunidades de a criança aprender a ver e a considerar o seu par, a esperar a sua vez, a simbolizar em palavras o que sente e pensa, a viver em grupo e a ser solidária.
É uma pena que as escolas de ensino fundamental e médio não tenham humildade para olhar com atenção para as de educação infantil e aprender com elas. Há uma hierarquia escolar espantosa, caro leitor: as escolas de graduação pensam que praticam um ensino “superior”; as de ensino médio se consideram mais especializadas no conhecimento sistematizado do que a escola de ensino fundamental; e todas pensam que a de educação infantil não exige conhecimento científico.
As escolas de ensino fundamental e médio precisam se inspirar nas de educação infantil e não deixar o aluno ser totalmente passivo em sua aprendizagem: ele precisa, para se motivar, fazer algumas escolhas.
O aluno que participa não se distrai com tanta facilidade. E é bom lembrar que uma das maiores queixas em relação aos alunos é exatamente a falta de atenção, de foco e de concentração.
Precisam também reconhecer que aprende mais quem pratica o que deve aprender. Como eu já disse: mão na massa! Ninguém merece ficar horas em aulas expositivas ou arremedos de trabalho em grupo.
O que as famílias têm a ver com isso? Tudo! Quando a sociedade questionar verdadeiramente a organização escolar atual, certamente teremos mudanças. Mas, até agora, vemos mais conformismo e adesão do que questionamentos, não é verdade?
(Rosely Sayão, Folha de S.Paulo, 05 de maio de 2015.Adaptado)
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Nas frases reescritas, as concordâncias nominal e/ou verbal e a pontuação estão corretas, de acordo com a norma-padrão, na alternativa:
Assinale V para verdadeiro e F para falso quanto ao emprego das regras de concordância verbal descritas pela norma padrão. Depois, escolha a alternativa que contenha a ordem de respostas correta.
( ) Contratam-se motoristas experientes.
( ) Passaram-se alguns meses desde que foi demitido.
( ) Fazem muitos dias que não a vejo.
( ) Mais de um candidato se atrasaram.
Leia o texto e responda às questões de números 06 a 10.
Carta pro Daniel
Talvez algum dia, nas próximas décadas, você esbarre nesta crônica, pela internet. Talvez uma tia comente: “lembro de um texto que o teu pai te escreveu quando você era bebê, era sobre uma praça, acho, já leu?” Talvez eu mesmo te mostre, na adolescência, vai saber?
Essa crônica é sobre uma praça, sim, sobre uma tarde que a gente passou na praça, no dia 5 de abril de 2016. Não é nenhuma história extraordinária a que vou te contar. É uma história simples, feita de elementos simples como é feita a maior parte da vida da gente, esses 99% de que a gente desdenha, sempre esperando por acontecimentos extraordinários. Mas acontecimentos extraordinários são raros, como a própria palavra “extraordinários” já diz, aí a vida passa e a gente não aproveitou. Pois hoje você me fez aproveitar a vida, Daniel, por isso resolvi te escrever, agradecendo.
Eu estava lá em casa, triste de tudo, você cruzou a sala sorrindo no colo da Jéssica e me deu uma vontade louca de passarmos um tempo juntos. Falei: “Queca, dá esse menino aqui, a gente vai na praça, eu e ele, vamos, Dani? Só os homens?”
As pessoas com quem a gente cruzava abriam sorrisos pra você e depois pra mim. Nós sorríamos de volta, eu por orgulho, você por simpatia.
Chegamos na praça. Eu quis te pôr no balanço, mas você me apontou o túnel de concreto. Te coloquei numa ponta do túnel, fui andando em direção à outra, sumi de vista por uns segundos e você deu uma resmungada, achando que eu ia te abandonar ali, mas então me agachei e apareci do outro lado. Você achou aquilo hilário – “O cara tava aqui, sumiu e apareceu lá!”–, deu uma gargalhada e veio engatinhando até mim.
Fui te pegar no colo, mas você se esquivou e olhou pra outra ponta. Entendi a brincadeira, corri até a outra ponta, me agachei. Você me viu, gargalhou de novo –“Agora o cara tá do outro lado! Que loucura!”–, foi até lá, me mandou voltar e nós ficamos perdidos nisso pelo que me pareceram horas: eu aparecia numa ponta do túnel, você engatinhava até lá, eu corria pra outra, você vinha de novo.
Quando me dei conta – não vou dizer que meus problemas tivessem sumido, que a tristeza houvesse passado, mas… –, eu estava, como diria o poeta, comovido como o diabo.
De noite, deitado na cama, eu me consolaria: esse mundo é uma tragédia, mas eu tenho um filho que põe sorrisos no rosto de quem passa e que, com algumas gargalhadas, reconforta o meu coração. Enquanto isso, no quarto ao lado, você estaria se perguntando: “O cara sumia de um lado, aparecia do outro, como será que ele faz? É truque? É mágica?”. Depois dormiríamos, acreditando que tudo iria ficar bem.
(Antonio Prata. www.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2016/04/1759346-
-carta-pro-daniel.shtml, 10.04.2016. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a concordância está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Ao se singularizar os termos sublinhados em “No entanto, ele observou que, em muitos lugares, os moradores ainda estavam bombeando água dos poços que foram testados, expondo-se a graves problemas de saúde.”, quantas outras palavras sofrerão obrigatoriamente alteração de número para fins de concordância?
Das questões abaixo, todas estão obedecendo às regras da norma-padrão da língua quanto à concordância verbal, EXCETO:
Leia os parágrafos abaixo.
I. Mais um trecho da Avenida Siqueira Campos (Canal 4), em Santos, foi interditada _ nesta segunda-feira (7) para obras de pavimentação. Desta vez, na pista praia/porto, entre as avenidas Bartolomeu de Gusmão e Epitácio Pessoa. De acordo com a Prefeitura, é o último trecho da via, nesse sentido, a receber novo asfalto, como parte da obra de construção da ciclovia do Canal 4.
II. Nesta segunda-feira (7), operários começam a retirar o asfalto antigo e dos paralelepípedos que estão por baixo. Na sequência, será escavado 40 cm para preparação da ase que receberá a pavimentação.
III. Por conta da intervensão o trânsito fica bloqueado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), até as 18 horas do dia 16. Durante as obras, os motoristas podem utilizar como rota alternativa a Avenida Conselheiro Nébias.
Texto extraído do site de "A Tribuna.com.br", disponível em [http://www.atribuna.eom.br/noticias/noticias-detalhe/santos/novo-trecho-do-canal-4-e-interditado-para-pavimentacao/ ?cHash=c0a3c645df13b2632cdb1e9362dcbd25], consultado em 9/3/16.
Em cada um dos parágrafos do texto foi realizada uma alteração, de modo que, em cada um deles passou a constar um desajustamento no que tange ao padrão culto de nossa língua. Tais desvios foram corretamente apontados em qual alternativa?
A leitura do próximo texto, de Paulo Leminski, é a base da questão 10:
O ASSASSINO ERA O ESCRIBA
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
(LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983.)
Após a leitura e análise de todas as referências gramaticais usadas pelo autor para a construção da história, é possível concordar com a seguinte afirmação:
Assinale a alternativa em que a concordância verbal NÃO está corretamente empregada em termos de escrita padrão.