Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q2082442 Português

— A tecnologia não vai substituir o médico e, sim, empoderá-lo. Assim como o paciente, que passa a ser médico dele mesmo. A tecnologia vai resolver as limitações da medicina, que hoje cresce de maneira linear. (ℓ.33-38)

Considere que o fragmento seja reescrito colocando-se as palavras sublinhadas no plural. Com essa alteração, além desses dois substantivos, quantas palavras deverão ser pluralizadas também?
Alternativas
Q2082437 Português

Futuro: pacientes serão 'médicos deles mesmos', aponta neurologista

Entenda como a medicina está evoluindo em tecnologia e tratamentos


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Com avanços das tecnologias voltadas à medicina,

expectativa de vida pode chegar a mais de 150 anos

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Fonte: Jornal Zero Hora, Informe Comercial,

edição de 07/04/18, p.7. (Adaptado)

De acordo com o texto, ainda que cada indivíduo _________ aos tratamentos de modo diferente, a medicina _________ não trata os pacientes de maneira personalizada.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Alternativas
Q2081847 Português

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Fonte: PERSICHETTI, Simonetta. Documento do imaginário social. Jornal O Estado de S. Paulo. Edição de 15/11/08. (Adaptado)

Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes-documento-do-imaginario-social,278319. Acesso em 04/07/2018.

Para responder à questão, considere a frase em destaque.


E, aqui, surge o embate entre documentação e estética, como se uma fosse excludente da outra, ideia com que Martins não concorda. (ℓ. 52- 55)


Se o segmento o embate fosse reescrito como as polêmicas, haveria necessidade de


→ colocar o verbo surgir no plural.

II → colocar o substantivo ideia no plural.

III  substituir o pronome que por as quais


Está(ão) correta(s) 

Alternativas
Q2069261 Português
Em “...ouvem-se raros passos apressados de transeuntes invisíveis na sombra” (linhas 3-4), o verbo ouvir está no plural para:
Alternativas
Q2062696 Português

Infolatria tecnofágica: a era do smartphone


A cibercultura e as realidades virtuais estão transformando radicalmente a nossa experiência psicossocial coletiva: a forma como vivemos, nos comportamos, nos sentimos, nos compreendemos e a própria realidade ao nosso redor.


Toda essa cultura cibernético-informacional é, de fato, incrivelmente cômoda, útil, funcional, sedutora, mas, ainda assim, afirmamos que mais informação circulando nas redes e mídias não significa de modo algum mais conhecimento assimilado, educação, cidadania; e que muito menos a tecnologia, por si, seja sinal seguro de mais esclarecimento, humanidade, erudição e desenvolvimento cultural. O que vale dizer que mais disponibilidade – de dados, conteúdos, twitters, posts, zaps e congêneres – não determina, por si só, qualquer tipo de evolução cognitiva e intelectual.


Outro mito muito propalado aos quatro ventos é o de que a tecnologia seria essencial e necessariamente benéfica às coletividades humanas. O que é – diga-se – uma balela. Pois nós – que pesquisamos a referida matéria há quase uma década – chegamos à dura conclusão de que as tecnologias sempre acabam servindo primeiro aos poderes hegemônicos já dominantes e, tardiamente, à sociedade de uma maneira mais ampla. Sim, pois os investidores que apostam nesses projetos só o fazem com vistas – é óbvio – ao retorno financeiro que eles possam proporcionar, e não num altruísmo improvável que não tem lugar no mundo materialista e venal que aí está. Mesmo porque vivemos numa realidade mercantilista, cuja lógica comercial rege grande parte das relações sociais humanas e assim molda a realidade factual, consuma o presente e vai plasmando também o próprio futuro. 


Ipso facto, podemos afirmar que a cibercultura e o ciberespaço seguem as mesmas leis, operam no mesmo meio societal, sob o mesmo regime econômico, e, por isso mesmo, estão sujeitos às mesmas dinâmicas. E essa fixação – que hoje se observa em relação, por exemplo, aos smartphones, seu culto e massiva utilização – reflete exatamente essa exploração das massas por meio das tecnologias e da própria cultura que se cria em torno delas. Em pouquíssimas palavras, a pessoa paga uma verdadeira fortuna para comprar o aparelho, e ainda adquire um custo fixo considerável para o fornecimento de um serviço – frise-se – que é executado, em sua maioria, por máquinas e sequências algorítmicas. Sim, pois mais uma linha telefônica conectada à rede de qualquer operadora significa, na prática, apenas um comando de computador.


QUARESMA, Alexandre.


<http://sociologiacienciaevida.com.br/infolatria-tecnofagica-era-do-smartphone/> Acesso em 27/março/2018. [Adaptado]

Assinale a alternativa correta, com base no texto.
Alternativas
Q2060992 Português
Assinale a alternativa em que a concordância entre as palavras está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q2057643 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 07, 16, 17 e 26.
Alternativas
Q2055473 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q2053926 Português
A corrupção como violência e ausência de comportamento moral

Por Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams e Paula Inez Cunha em 24/01/2018 na edição 972

[P1] Somos professoras universitárias há pelo menos três décadas investigando a origem dos comportamentos violentos, como o do adolescente infrator e do agressor da parceira íntima. Pesquisadoras e cidadãs, observamos que o descalabro revelado pelas investigações dos últimos três anos sobre a corrupção no alto escalão nacional tem deixado o Brasil estarrecido. De fato, a corrupção também pode ser considerada uma modalidade de violência, na qual há um acordo entre pelo menos dois ofensores – o corruptor e o corrompido – para lesar uma terceira parte – no caso, a sociedade brasileira. Como toda violência, a corrupção, se não freada, tende a aumentar significativamente em frequência e intensidade.

[P2] Curiosamente a imprensa brasileira não tem feito uma análise diversificada sobre a origem da corrupção, restringindo-se a explicações da ciência política ou sociológica, logo o nosso interesse em mostrar como a psicologia pode contribuir para a compreensão do problema. As consequências nefastas de outras modalidades de violência por nós estudadas sequer podem ser comparadas à extensão dos danos causados pelos atos de corrupção praticados por presidentes, senadores, deputados, governadores, políticos, funcionários públicos, empresários, juristas e tantos outros. Isso porque os efeitos nocivos da corrupção atingem toda a coletividade: na área econômica, com o desemprego; na da saúde, com o adoecimento e mortes, no caso dos hospitais sucateados; na educacional, com universidades sem verba, escolas públicas abandonadas e evasão de alunos, os quais, sem outra opção, adotam trajetórias delituosas. Enfim, restam uma população sem esperanças e o aumento da desigualdade econômica, da qual há tempos somos campeões mundiais. Os corruptos estão tão distantes dos efeitos de suas ações que tampouco são afetados por elas. Apenas percebem algo errado quando são presos, investigados, processados e condenados; assim mesmo, sentem-se indignados e vítimas.

[P3] Frente a cenas reais filmadas, nas quais empresários de firmas consideradas modernas descrevem com candura atos gravíssimos de corrupção ou que revelam a obscenidade de malas robustas com milhões – em moeda nacional ou estrangeira – obtidos criminosamente, como psicólogas nossas perguntas surgiram inevitáveis. Como tais pessoas chegaram a tal ponto? Não aprenderam a diferença entre o certo e o errado? Seus pais não lhes ensinaram valores universais, por exemplo, de “não fazer ao outro o que não gostaria que fizessem a você”? Não lhes ensinaram virtudes, como a honestidade? Não lhes deram modelos de comportamento moral ou ético, como “não se apropriar do que é do outro”? Esses ensinamentos passaram ao largo de sua formação enquanto crianças e adolescentes? As emoções morais da vergonha e da culpa não foram por eles vivenciadas? Seus pais não sabiam que as emoções morais são os mais poderosos inibidores do comportamento violento? Sim, pois pessoas que sentem culpa ou vergonha se arrependem dos seus atos e têm baixa probabilidade de voltar a cometê-los. No entanto, é preciso vivenciar essas emoções, e normalmente são os pais que favorecem tais experiências na infância e adolescência.

[P4] Conhecer a diferença entre o certo e o errado não significa necessariamente ser um indivíduo que adote comportamento moral. Qualquer investigação científica com condenados criminosos mostra que os mesmos a discriminam. Somente aqueles que cometem crimes sem conhecê-la e recebem diagnóstico de problemas de saúde mental podem, se presentes os requisitos legais, ser considerados inimputáveis e cumprem medidas de segurança em Hospital de Custódia recebendo tratamento Psiquiátrico. Não basta, portanto, conhecer o certo e o errado; é preciso que os valores sejam incorporados, vivenciados, e praticados regularmente, até fazerem parte da essência do ser humano.

[P5] A empatia – ato de se colocar no lugar do outro – não parece ser identificável no comportamento desses “cidadãos corruptos”. As pesquisas revelam o aspecto intergeracional da violência, assim pais corruptos têm maior probabilidade de ter filhos também corruptos. Mas aqui é preciso cuidado. Sabemos que apesar da enorme influência dos pais na formação e desenvolvimento saudável do indivíduo, os mesmos jamais podem ser “culpados” por todos os erros dos filhos. Portanto, ainda que não tenha havido negligência no exercício da paternidade quanto ao ensino de valores éticos, há contribuições biológicas nas condutas criminais, como no caso de indivíduos que por condições cerebrais adversas têm dificuldades genuínas de serem empáticos. E mais, há fatores individuais e socioculturais a considerar: algumas pessoas são mais suscetíveis ao poder de persuasão alheio. A cultura brasileira, altamente leniente com a corrupção, favorece racionalizações, normatizando a corrupção, como alguns mantras: “O brasileiro sempre foi corrupto”, “Sempre existiu Caixa Dois”, “Não dá para fazer política de outro jeito”, “Os fins justificam os meios”, “Rouba, mas faz”, e assim por diante.

[P6] Lembramo-nos do filosofo chinês Confúcio, que elaborou, há mais de dois mil anos, um código de conduta em que somente homens com qualidades morais e éticas, alcançadas por rígida formação, poderiam exercer o poder. Para Confúcio, o cerne da degradação humana estava na ausência do comportamento moral. Certamente, se pudéssemos avaliar o comportamento moral de políticos e funcionários públicos envolvidos em corrupção, a grande maioria seria reprovada para o exercício de sua função.

[P7] O Congresso Nacional aprova leis em seu próprio benefício. Sem dúvida. Por que seria diferente? Por que os legisladores abririam mão de seus privilégios e negociatas? Os adolescentes e adultos infratores com os quais trabalhamos também não recusariam o lucro ilícito espontaneamente. O agressor de mulheres não deixa de fazê-lo porque percebe que a companheira sofre.

[P8] Dessa maneira, o adolescente infrator e o agressor da parceira íntima precisam de tratamento para mudar. Haveria tratamento para corruptos? Na ausência de evidências científicas preferimos não especular.

[P9] Melhor mesmo é refundar o Brasil com outro perfil de políticos, funcionários públicos, empresários e demais agentes envolvidos de alguma forma na execução da função pública, e, paralelamente, alterar nossa cultura, a fim de combater e prevenir a corrupção em todas as suas modalidades – a sistêmica, sindrômica e a privada (aqueles atos banais praticados no dia a dia).

[P10] Para que o Brasil se modernize e seja mais igualitário em oportunidades e resultados, concordamos que a luta contra a corrupção deve ser realizada em todos os espaços, a começar pelos lares brasileiros, seguido por nossas escolas e a sociedade em geral. Tal tarefa hercúlea, talvez inédita, não será fácil, requerendo criatividade e esforços sistêmicos. Como se muda um aspecto generalizado e doentio de nossa cultura? Nossa sugestão seria convocar pais brasileiros a refletir sobre seu papel em criar filhos éticos que se comportem moralmente; nossas escolas estimuladas a questionar os impactos de comportamentos que destoem da conduta ética, agindo para preveni-los – algo frontalmente distante daquilo que a ditadura chamou de Educação Moral e Cívica. Para isso teríamos que convocar o apoio das ciências humanas, entre as quais a Psicologia faz uma contribuição marcante na pesquisa de prevenção à violência. Por fim, toda a sociedade precisaria se engajar nesse movimento de refundar o Brasil para nos transformarmos em uma nação menos corrupta e violenta.

Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/interesse-publico/corrupcao-como-violencia-e-ausencia-de-comportamento-moral/>. Acesso: 01 fev. 2018. (Adaptado).
De acordo com as regras de concordância verbal prescritas pela norma padrão escrita, o uso do singular ou do plural para os verbos destacados seria facultativo em: 
Alternativas
Q2050240 Português
O ato de estudar

   
 Tinha chovido muito toda noite. Havia enormes poças de água molhada nas partes baixas do terreno. Em certos lugares, a terra, de tão molhada, tinha virado lama. Às vezes, os pés apenas escorregavam nela. Às vezes, mais do que escorregar, os pés se atolavam na lama até acima dos tornozelos. Era difícil andar. Pedro e Antônio estavam transportando numa caminhoneta cestos cheios de cacau para o sitio onde deveriam secar. Em certa altura, perceberam que a caminhoneta não atravessaria o atoleiro que tinha pela frente. Passaram. Desceram da caminhoneta. Olharam o atoleiro, que era um problema para eles. Atravessaram os dois metros de lama, defendidos por suas botas de cano longo. Sentiram a espessura do lamaçal. Pensaram. Discutiram como resolver o problema. Depois, com a ajuda de algumas pedras e de galhos secos de árvores deram ao terreno a consistência mínima para que as rodas da caminhoneta passassem sem atolar. Pedro e Antônio estudaram. Procuraram resolver e, em seguida, encontraram uma resposta precisa.
    Não se estuda apenas na escola.
    Pedro e Antônio estudaram enquanto trabalhavam. Estudar é assumir uma atitude séria e curiosa diante de um problema.
    Esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos caracteriza o ato de estudar. Não importa que o estudo seja feito no momento e no lugar do nosso trabalho, como no caso de Pedro e Antônio, que acabamos de ver. Não importa que o estudo seja feito noutro local e noutro momento, como o estudo que fazemos no Círculo de Cultura. Em qualquer caso, o estudo exige sempre esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos que observamos. Um texto para ser lido é um texto para ser estudado. Um texto para ser estudado é um texto para ser interpretado. Não podemos interpretar um texto se o lemos sem atenção, sem curiosidade; se desistimos da leitura quando encontramos a primeira dificuldade. Que seria da produção de cacau naquela roça se Pedro e Antônio tivessem desistido de prosseguir o trabalho por causa do lamaçal?
    Se um texto às vezes é difícil, insiste em compreendê-lo. Trabalha sobre ele como Antônio e Pedro trabalharam em relação ao problema do lamaçal. Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil porque estudar é criar e recriar e não repetir o que os outros dizem. Estudar é um dever revolucionário!

Paulo Freire. A importância do ato de ler
Havia enormes poças de água molhada nas partes baixas do terreno. Sobre o verbo haver, marque a opção CORRETA
Alternativas
Q2048874 Português

Considere a charge e responda à questão. 

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(Jean Galvão. Folha de S. Paulo, 22.04.2018.)

Leia o texto.
Segundo pesquisa brasileira a respeito dos meios de comunicação, a maioria da população ________ consumindo o jornal da maneira tradicional: 79% dos leitores o ________ no formato impresso, e apenas 10% ________ para o formato digital. Entre os cadernos mais lidos pelos entrevistados  ________ o de cidades,  ________ dos cadernos de esportes e de notícias policiais.
(http://www.brasil.gov.br/governo/. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q2048872 Português
No princípio era a fome

   Nosso falar mole e descansado vem conservando, perante a comida, um respeitoso vínculo, profundo e quase umbilical.
   Vítima da miséria secular, a gente brasileira encontrou nas metáforas ligadas à alimentação uma forma genuína de expressar-se, de representar e recriar o mundo.
    Em um país de tanta abundância e tão pouca oportunidade para tantos, sabe-se que apenas alguns estão destinados a ficar por cima da carne seca e tirar a barriga da miséria. Nem nos causa estranheza que nossos ministros sejam fritados ou a liberação de recursos para a saúde e a educação seja eternamente cozinhada em fogo brando e mantida em banho-maria. Aliás, quem é que não sabe que tudo acaba em pizza?
     No Brasil, fast-food e alopatia convivem na boa com a mamadeira, a canjica, os chás de erva-cidreira e erva-doce. Geleia global. Tudo bem que os americanos tenham o seu “piece of cake”, designativo das coisas fáceis de obter. Houve tempo em que eles só souberam da fartura e não sentiram na carne o que é ter de descascar um abacaxi, resolver um pepino, encarar uma batata quente e enfrentar o angu de caroço que é o nosso dia a dia. Afinal, mesmo em crise, eles ainda ganham em dólar. E comem como poucos...
     Essas e outras tantas expressões, todo brasileiro sabe. Conhecê-las faz parte de nossa educação; desconhecê-las é menosprezar as motivações que têm alimentado nossa alma.

(José Paulo Oliveira. https://groups.google.com/forum/#!topic/mensagens-especiais/0TtDv7GSxKA. Acesso em 22.05.2018. Adaptado.)
A expressão destacada no trecho do texto pode ser substituída pela expressão indicada entre parênteses, sem alteração do sentido do texto, na alternativa:
Alternativas
Q2048870 Português
No princípio era a fome

   Nosso falar mole e descansado vem conservando, perante a comida, um respeitoso vínculo, profundo e quase umbilical.
   Vítima da miséria secular, a gente brasileira encontrou nas metáforas ligadas à alimentação uma forma genuína de expressar-se, de representar e recriar o mundo.
    Em um país de tanta abundância e tão pouca oportunidade para tantos, sabe-se que apenas alguns estão destinados a ficar por cima da carne seca e tirar a barriga da miséria. Nem nos causa estranheza que nossos ministros sejam fritados ou a liberação de recursos para a saúde e a educação seja eternamente cozinhada em fogo brando e mantida em banho-maria. Aliás, quem é que não sabe que tudo acaba em pizza?
     No Brasil, fast-food e alopatia convivem na boa com a mamadeira, a canjica, os chás de erva-cidreira e erva-doce. Geleia global. Tudo bem que os americanos tenham o seu “piece of cake”, designativo das coisas fáceis de obter. Houve tempo em que eles só souberam da fartura e não sentiram na carne o que é ter de descascar um abacaxi, resolver um pepino, encarar uma batata quente e enfrentar o angu de caroço que é o nosso dia a dia. Afinal, mesmo em crise, eles ainda ganham em dólar. E comem como poucos...
     Essas e outras tantas expressões, todo brasileiro sabe. Conhecê-las faz parte de nossa educação; desconhecê-las é menosprezar as motivações que têm alimentado nossa alma.

(José Paulo Oliveira. https://groups.google.com/forum/#!topic/mensagens-especiais/0TtDv7GSxKA. Acesso em 22.05.2018. Adaptado.)
Considere a frase elaborada a partir das ideias do texto.
O nosso dia a dia, _______ em um país com tanta fartura, é marcado pela luta pela sobrevivência, _______ muitos os brasileiros sem acesso às riquezas produzidas no país.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas dessa frase devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q2048869 Português
No princípio era a fome

   Nosso falar mole e descansado vem conservando, perante a comida, um respeitoso vínculo, profundo e quase umbilical.
   Vítima da miséria secular, a gente brasileira encontrou nas metáforas ligadas à alimentação uma forma genuína de expressar-se, de representar e recriar o mundo.
    Em um país de tanta abundância e tão pouca oportunidade para tantos, sabe-se que apenas alguns estão destinados a ficar por cima da carne seca e tirar a barriga da miséria. Nem nos causa estranheza que nossos ministros sejam fritados ou a liberação de recursos para a saúde e a educação seja eternamente cozinhada em fogo brando e mantida em banho-maria. Aliás, quem é que não sabe que tudo acaba em pizza?
     No Brasil, fast-food e alopatia convivem na boa com a mamadeira, a canjica, os chás de erva-cidreira e erva-doce. Geleia global. Tudo bem que os americanos tenham o seu “piece of cake”, designativo das coisas fáceis de obter. Houve tempo em que eles só souberam da fartura e não sentiram na carne o que é ter de descascar um abacaxi, resolver um pepino, encarar uma batata quente e enfrentar o angu de caroço que é o nosso dia a dia. Afinal, mesmo em crise, eles ainda ganham em dólar. E comem como poucos...
     Essas e outras tantas expressões, todo brasileiro sabe. Conhecê-las faz parte de nossa educação; desconhecê-las é menosprezar as motivações que têm alimentado nossa alma.

(José Paulo Oliveira. https://groups.google.com/forum/#!topic/mensagens-especiais/0TtDv7GSxKA. Acesso em 22.05.2018. Adaptado.)
Assinale a alternativa correta a respeito das expressões adverbiais destacadas. 
Alternativas
Q2047569 Português
As aventuras de Pi
(Fragmento)

    A história do meu nome não acaba com ele. Quando alguém se chama Bob, ninguém lhe pergunta “Como é que se escreve?”. Não é o que acontece com Piscine Molitor Patel.
    Alguns achavam que era P. Singh; deduziam que eu fosse *sique e ficavam se perguntando por que não estaria usando um turbante.
    Na época da faculdade, fui uma vez a Montreal com uns amigos. Certa noite, eu é que tive de pedir as pizzas.
    Já não aguentava mais aquela gente que falava francês cair na gargalhada ao ouvir o meu nome, portanto, quando o sujeito ao telefone perguntou “O seu nome, por favor?”, respondi “Sou quem sou”. Meia hora mais tarde, chegaram duas pizzas para um tal de “Soul Ken Soul...
    É verdade que as pessoas que conhecemos podem nos modificar, e, às vezes, de uma forma tão profunda que, depois disso, não somos mais os mesmos, nem com relação ao nosso nome. O apóstolo Simão que passa a se chamar Pedro; Mateus, também chamado Levi; Nataniel que é também Bartolomeu; Judas, não o Iscariotes, que assumiu o nome de Tadeu; Simeão que ficou conhecido como o negro; Saulo que passou a ser Paulo.
    O meu soldado romano estava parado no pátio da escola, uma manhã, quando eu tinha doze anos. Eu tinha acabado de chegar. Ele me viu e um lampejo de gênio do mal se acendeu na sua mente estúpida. Erguendo o braço, apontou para mim e, aos berros, gritou meu nome acentuando a primeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa:
     -Olha aí o Piscine Patel!
    Resultado: o que se ouviu foi pissing, “mijando” em inglês, a língua que todos falávamos ali.
     Num segundo, todo mundo estava rindo. Fiquei para trás quando fizemos fila para ir para a sala. Fui o último a entrar, envergando a minha coroa de espinhos.
     [,..]0 meu plano era melhor que isso.
    Resolvi botá-lo em prática já no meu primeiro dia de colégio, e na primeira aula. Ali na sala, havia outros ex-alunos do St. Joseph. A aula começou como todas elas começam: pela apresentação, íamos dizendo o nosso nome do nosso lugar, seguindo a ordem das carteiras em que estávamos sentados.
     [...]
    Tinha chegado a minha vez [...] Medina, me aguarde...
    Levantei do meu lugar e fui direto ao quadro-negro. Antes que o professor pudesse dizer uma palavra que fosse, peguei um giz e fui dizendo, enquanto escrevia:
     O meu nome é Piscine Molitor Patel conhecido como (sublinhei duas vezes as duas primeiras letras do meu nome) Pi Patel.
    Só por precaução, acrescentei π =3,14 e tracei um grande círculo que, depois, dividi em dois com a linha de diâmetro, para evocar a lição mais elementar da geometria.
     O silêncio foi total. O professor ficou olhando para o quadro. Eu prendi a respiração. Então, ele disse:
    -Tudo bem, Pi. Pode ir se sentar. Da próxima vez, peça permissão para sair da sua carteira.
-Sim, senhor.
MARTEL, Yann. As aventuras de Pi. Extraído do site: www.maismac.net/yannmartel_-_as_aventuras_de_pi.pdf.

*Sique: que ou quem segue o siquismo (religião monoteísta da índia). 
Considere as seguintes afirmações sobre aspectos da construção do texto:
I. Na frase “Ali na sala, havia outros EX-ALUNOS do St. Joseph.”, o termo destacado, pela nova ortografia, deveria ter sido escrito sem hífen: “EXALUNOS". II. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A destacado, no segmento “gritou meu nome acentuando Aprimeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa”, deveria ser acentuado se estivesse no plural. III. Na frase “dividi em dois com a linha de diâmetro, PARA evocar a lição mais elementar da geometria.”, a palavra destacada poderia ser substituída por A FIM DE, fazendo-se as modificações necessárias.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q2046444 Português
Em relação à frase: ‘O transporte também pode ocorrer em outros modais alternativos ao dutoviário’, avalie as afirmações abaixo, assinalando V, se verdadeiro, ou F, se falso.

( ) O verbo ‘dever’ substituiria adequadamente ‘poder’, inalterando-se o sentido do fragmento. ( ) O vocábulo ‘modais’ é cognato de ‘parâmetros’. ( ) Ao se pluralizar o vocábulo ‘transporte’, apenas a forma verbal ‘pode’ deve sofrer alteração a fim de manter a correção da frase. ( ) A supressão de ‘também’ implica alteração de sentido. ( ) ‘dutoviário’ é formado pelo processo de derivação.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2046435 Português
Relativamente à frase: ‘Há limites máximos para inertes (N2+ CO2), dióxido de carbono e oxigênio’, retirada do texto, afirma-se que:


  I. Caso o verbo haver fosse substituído pelo existir, implicaria necessidade de flexioná-lo na 3ª pessoa do plural, a fim de estabelecer a correta concordância.  II. Considerando o padrão culto da Língua Portuguesa, para que o período fosse considerado gramaticalmente correto, o verbo ‘’ deveria ser colocado imediatamente após ‘limites máximos’. III. O verbo ‘haver’, no contexto mencionado, flexionado no futuro do presente do indicativo, assumiria a forma ‘haverão’.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2045852 Português
Caso a palavra ‘tubulações’ (l.14) fosse passada para o singular, quantos outros vocábulos deveriam, obrigatoriamente, sofrer alteração visando à correção da frase? 
Alternativas
Q2043850 Português
Analise as afirmativas e marque a opção CORRETA quanto à conjugação verbal.
Alternativas
Q2042456 Português
As Boas Coisas da Vida
Rubem Braga

Uma revista mais ou menos frívola pediu a várias pessoas para dizer as “dez coisas que fazem a vida valer a pena”. Sem pensar demasiado, fiz esta pequena lista:

- Esbarrar às vezes com certas comidas da infância, por exemplo: aipim cozido, ainda quente, com melado de cana que vem numa garrafa cuja rolha é um sabugo de milho. O sabugo dará um certo gosto ao melado? Dá: gosto de infância, de tarde na fazenda.

- Tomar um banho excelente num bom hotel, vestir uma roupa confortável e sair pela primeira vez pelas ruas de uma cidade estranha, achando que ali vão acontecer coisas surpreendentes e lindas. E acontecerem.

- Quando você vai andando por um lugar e há um bate-bola, sentir que a bola vem para o seu lado e, de repente, dar um chute perfeito – e ser aplaudido pelos serventes de pedreiro.

- Ler pela primeira vez um poema realmente bom. Ou um pedaço de prosa, daqueles que dão inveja na gente e vontade de reler.

- Aquele momento em que você sente que de um velho amor ficou uma grande amizade – ou que uma grande amizade está virando, de repente, amor. - Sentir que você deixou de gostar de uma mulher que, afinal, para você, era apenas aflição de espírito e frustração da carne – essa amaldiçoada.
- Viajar, partir…
- Voltar.

- Quando se vive na Europa, voltar para Paris, quando se vive no Brasil, voltar para o Rio. - Pensar que, por pior que estejam as coisas, há sempre uma solução, a morte – o assim chamado descanso eterno.

Texto adaptado de BRAGA, R., As Boas Coisas da Vida, 1988. 
Observe as correspondências entre os tempos do verbo manter.
Como usei a rolha de sabugo, a garrafa ____ um sabor de infância. Se eu não usasse o sabugo, ela não _____ o sabor de infância. Vou adorar, se ela ______ o sabor da infância.

A opção que completa, corretamente, as três lacunas é: 
Alternativas
Respostas
5601: E
5602: A
5603: A
5604: E
5605: A
5606: D
5607: A
5608: C
5609: A
5610: E
5611: B
5612: E
5613: D
5614: A
5615: D
5616: D
5617: A
5618: B
5619: C
5620: D