Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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“Fazem mais de quatro semanas que estou na estrada.” (Sá e Guarabyra)
Sobre o ouvir
O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.
Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é
aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo
fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso
próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos
coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o
umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que
não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de
verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo
do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que
provisoriamente, as nossas opiniões.
Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as
minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não
acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus
pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que
aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus
pensamentos pelos meus. É norma de boa educação
ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio
não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou
esperando que ele termine de falar para que eu, então,
diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a
sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que
penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em
silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é
estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem
sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer:
“Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim
mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você
disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria,
portanto está errado…”.
Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.
Texto para a questão.
Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média
Por André Biernath
INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes
de respondê-la.


(Disponível em: https://www.contioutra.com/a-dor-de-se-sentir-invisivel/ – texto adaptado
especialmente para esta prova.)

(Disponível em: https://www.contioutra.com/a-dor-de-se-sentir-invisivel/ – texto adaptado
especialmente para esta prova.)
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
Como Pantera Negra virou um filme importante na luta .................

(Disponível em: https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/como-pantera-negra-virou-um-filmeimportante-na-luta-................ – texto especialmente adaptado para esta prova.)
“Eu só fico imaginando o jovem adolescente negro, que pensa em cinema ou gosta de audiovisual, nunca se vê retratado em nada. De repente tem acesso __ uma superprodução dessas, com uma representação muito bem feita.”
Dadas as frases:
1. Pedro ainda não havia chego ao trabalho.
2. Marcos ainda não havia chegado ao posto de gasolina.
3. Os meninos tem muitos brinquedos.
4. Elas têm vários livros para leitura.
De acordo com a norma culta padrão da língua portuguesa, estão corretas:

(Disponível em: https://startupi.com.br/2019/03/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)

(Disponível em: https://startupi.com.br/2019/03/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
( ) O verbo “notar”, na linha 09, está introduzindo uma frase na voz passiva. ( ) Em “têm” (l. 10) e em “contêm” (l. 14), temos verbos conjugados na 3ª pessoa do plural. ( ) Se fosse substituído “um padrão” (l. 17) por “padrões”, teríamos que fazer ajustes em mais três vocábulos do período.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
INSTRUÇÕES: A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

Instrução: A questão de número refere-se ao texto abaixo.


(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-a-cegueira-e-voluntaria/ – Texto adaptado
especialmente para esta prova.)
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meireles

Elas ainda não têm discernimento para escolher como (e se) querem estar presentes no mundo virtual, mas sofrerão os efeitos do que está nas redes no futuro. Essa é uma situação à qual toda a sociedade está sujeita.

I. “No passado, havia uma separação muito clara entre a vida presencial e a digital. Hoje, isso não existe mais.”
II. “Se as pessoas estão presentes nas redes sociais, é natural que as crianças também estejam. Afinal, elas são parte da sociedade”
Na letra da música Socorro, de Arnaldo Antunes, percebe-se a presença da licença poética no trecho a seguir: “Meu coração já não bate, só apanha…”. Sabe-se que o coração não é capaz de bater ou apanhar, no entanto, com a utilização do recurso, o autor reforça que em sua vida afetiva está mais acostumado a sofrer do que a ter alegrias.