Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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No trecho a seguir, retirado do texto, se a palavra “efeito” for flexionada no plural, quantas outras alterações serão necessárias para manter a correção gramatical do texto?
“Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão, ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações”.
I. “Resgatam-se uns períodos mentais de liberdade gustativa...”
II. “Precisa-se de uns períodos mentais de liberdade gustativa...”
Em relação à concordância verbal na frase original e nas reescritas I e II, é correto afirmar que na frase original:
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
A Ética na Era Digital: Formando Cidadãos Conscientes e Responsáveis
Celso Niskier
Presidente do Conselho de Administração da Abmes
Membro do Conselho Nacional de Educação e Reitor do Centro Universitário UniCarioca.
Vivemos uma época em que as fronteiras entre o mundo físico e o digital se tornaram quase imperceptíveis. A internet, as redes sociais e as tecnologias inteligentes transformaram profundamente nossas formas de comunicar, aprender, trabalhar e conviver. Diante dessas mudanças, a educação enfrenta um desafio urgente e inadiável: formar cidadãos éticos para um mundo digital.
A ética digital não diz respeito apenas ao uso correto da tecnologia. Trata-se de um compromisso profundo com os valores que sustentam a convivência em sociedade – como o respeito, a responsabilidade, a empatia e a justiça – aplicados agora a contextos cada vez mais complexos. Em um universo onde dados, imagens e ideias circulam em tempo real, a consciência sobre os impactos de nossas ações ganha nova dimensão. Muitas vezes, jovens e adultos acessam e compartilham conteúdos sem refletir sobre suas consequências. Notícias falsas, discursos de ódio, cyberbullying, vazamentos de dados e manipulações algorítmicas são sintomas de um mundo digital ainda carente de maturidade ética. E é na escola que essa consciência precisa ser cultivada, com diálogo, reflexão crítica e formação de valores sólidos.
A educação ética no ambiente digital começa com a alfabetização digital crítica. Os estudantes devem ser preparados para identificar informações confiáveis, compreender o funcionamento das plataformas, questionar as narrativas dominantes e reconhecer os riscos associados à superexposição e à desinformação. Saber usar a tecnologia com segurança é apenas o ponto de partida.
As discussões sobre privacidade, consentimento, liberdade de expressão e responsabilidade digital devem fazer parte do cotidiano escolar. A formação ética não se dá apenas por meio de regras e orientações, mas pela vivência e pelo exemplo. Professores e gestores precisam criar espaços seguros para o debate, promovendo uma cultura de respeito, escuta e corresponsabilidade.
Além disso, é essencial estimular a empatia digital. Ensinar os alunos a se colocarem no lugar do outro também no ambiente virtual é uma forma de humanizar a tecnologia. A convivência digital exige as mesmas qualidades da convivência presencial: gentileza, diálogo, tolerância às diferenças e capacidade de resolver conflitos de forma não violenta.
A ética na era digital é também uma questão de cidadania. O uso consciente da tecnologia fortalece a democracia, promove o bem comum e combate desigualdades. Os estudantes precisam compreender que são agentes ativos nesse processo: suas escolhas importam, suas vozes têm poder e sua atuação pode contribuir para uma internet mais segura, justa e inclusiva.
Formar cidadãos éticos para o mundo digital é formar seres humanos completos para a vida. Não se trata de resistir à tecnologia, mas de guiar sua utilização com sabedoria e responsabilidade. Em tempos de transformação acelerada, é a ética que nos dá rumo. E é a educação que nos dá as ferramentas para praticá-la com profundidade, consistência e coragem.
Fonte:https://abmes.org.br/blog/detalhe/18952/a-etica-na-era-digital-formando-cidadaos-conscientes-e-responsaveis Acesso em 18 abr. 2026
No trecho abaixo, retirado do texto, se a palavra “concepções” for flexionada no singular, quantas outras alterações serão obrigatoriamente necessárias para manter-se a correção gramatical?
“Essas antigas concepções filosóficas continuam despertando novas reflexões sobre o amor”.
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.
O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.
Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.
Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.
Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6. Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
A- “Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas” (4º parágrafo)
B- “Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas” (4º parágrafo).

No trecho abaixo, retirado do texto, se a palavra “gaivotas” for flexionada no singular, quantas outras alterações serão obrigatoriamente necessárias para manter a correção gramatical?
“E as gaivotas prestaram atenção se estavam sendo observadas ou não”.
Leia o texto a seguir, para responder à questão.
“Um homem na estrada recomeça sua vida
Sua finalidade, a sua liberdade
Que foi perdida, subtraída
E quer provar a si mesmo que realmente mudou
Que se recuperou e quer viver em paz
Não olhar para trás
Dizer ao crime: nunca mais!
Pois sua infância não foi um mar de rosas, não
Na FEBEM, lembranças dolorosas, então
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim
Muitos morreram sim, sonhando alto assim
Me digam quem é feliz
Quem não se desespera
Vendo nascer seu filho no berço da miséria?
Um lugar onde só tinham como atração
O bar, e o candomblé pra se tomar a bênção
Esse é o palco da história que por mim será contada
Um homem na estrada [...]
(Um homem na estrada, Racionais MC’S, 1993)
( ) Vimos fotos e pinturas antigos.
( ) Venderam bastantes produtos.
( ) A mochila é amarelo.
Como é o trabalho de encontrar dinossauros?
Por Redação National Geographic Brasil

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/11/como-e-o-trabalho-de-encontrar-
dinossauros-um-paleontologo-revela-os-passos-de-uma-descoberta-pre-historica – texto adaptado
especialmente para esta prova).
“O paleontólogo propõe uma abordagem meticulosa para superar os desafios durante uma expedição paleontológica”.
Leia o texto a seguir
para responder à questão.
Gaiolas
e passarinhos
Leio
uma crônica publicada há algum tempo em um grande jornal catarinense e um
trecho me saltou aos olhos: "Que pena que as gaiolas estão estragadas, podias
ter passarinhos só para ti." Alguém disse isso porque o cronista tirou as
portas das gaiolas para que os passarinhos viessem comer quando quisessem, sem
prendê-los.
Infelizmente,
ainda há muitos "seres humanos" que pensam como quem proferiu a frase
que transcrevi, da crônica do Amílcar. Chamou-me a atenção o tema, porque ainda
esta semana, ao pintar o muro da casa da minha cunhada, cuidei para não
incomodar o morador de uma casinha de passarinho pendurada perto do portão. Não
vi se havia ovos, mas acho que havia, pois a passarinha aparecia de vez em
quando e ela e outro passarinho cantavam maviosamente, a todos os pulmões.
Poderia haver ovos ou, quem sabe, filhotes.
Para
que prender os passarinhos, se eles vêm cantar para a gente, graciosamente, se
respeitarmos o seu direito de voarem, livres? Na minha casa, eles vêm cantar no
telhado, no jardim, nas calhas, na porta da cozinha. Até entram, às vezes, se
não houver ninguém à vista, para pegar os restos da comida da Xuxu, nossa
pinscher de dezenove anos, que está cega e surda e acaba espalhando a comida
para fora do prato.
De
manhã, é uma cantoria só. Moramos na cidade, mas às vezes dá a impressão de que
a gente está no sítio. Como ter coragem de prender passarinhos assim?
Bem a
propósito, estava, hoje, na casa de minha tia, no Estreito, e meu primo
apareceu lá, também, com seu filho. E ele trazia o que, com ele? Uma gaiola com
um curió, que ele leva a todos os lugares aonde vai. E o passarinho cantava,
como cantava. Maviosamente, maravilhosamente. Eu não falei nada, mas me
lembrei das gaiolas "estragadas" do Amílcar, e uma tristeza imensa
invadiu-me.
Será
que há quem pense que os pássaros cantam por estarem felizes, dentro de uma
gaiola? Que terá feito aquela pequena e bela criatura para merecer a prisão?
Sei que o primo não faz por mal, ele é um bom menino, a intenção deve ser
proteger o pássaro, até. Mas não se pode tirar a liberdade de um ser vivo,
assim, sem mais nem menos. O ser humano é complicado. Por que tolher a
liberdade de passarinhos inocentes? Apenas porque cantam magistralmente?
SILVA, Cristiano. Gaiolas
e passarinhos. O Estado. Disponível
em <https://oestadoce.com.br/opiniao/gaiolas-e-passarinhos/>.
"Até entram, às vezes, se não houver ninguém à vista"
Trocando a palavra destacada na frase acima por "pessoas", assinale a alternativa em que as duas formas reescritas do trecho ficariam corretas.
“Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos, perdas, desejos e mistérios”.
I. “Perguntas, medos, perdas, desejos e mistérios” exerce o papel de sujeito paciente na oração.
II. A substituição de “profundezas” por “abismos” alteraria também o gênero de “feitas” na segunda oração.
III. A substituição de “profundezas” por sua forma no singular causaria a alteração obrigatória de outras três palavras no período, a fim de manter a concordância.
Quais estão corretas?


