Questões de Concurso
Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos, desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e 26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades, impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas, se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa. “Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)
Os números das pesquisas de mulheres que escolheram carreiras nas áreas de exatas, não se __________ os mesmos no decorrer da história. Cada época __________ características próprias. Espera-se que __________ muitos modelos a serem seguidos.
Sabe-se que, ao mesmo tempo que _________ mudanças no processo de formação, deu-se, também, transformação no mercado de trabalho.
__________ aos órgãos do poder público assegurar educação para todos.

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item seguinte.

Julgue os itens de 1 a 9, relativos à tipologia e às ideias do texto acima, bem como às estruturas nele empregadas.

Somos muito individualistas. Os grandes problemas do Brasil são coletivos e ____(A)____ ação de toda a sociedade. Assim _____(B)____ as conquistas da democracia, da estabilização econômica e da maior formalidade no trabalho da década passada. Ainda ____ (C)____ questões graves, como iniquidades na educação e no meio ambiente. O saneamento, por exemplo, ____ (D)____a chamada agenda ambiental verde e marrom, menos charmosa que a “agenda verde pura”. Entretanto, vejo positivamente as chances de o Brasil ____(E)____ por meio de um ciclo virtuoso de conquistas já obtidas e pela ampliação da nossa plataforma de políticas públicas.
(Adaptado da entrevista de Marcelo Neri. PLANETA, agosto de 2012.)
ABAIXO E ASSINALE
“CERTO” - (C) OU “ERRADO” - (E)
ABAIXO E ASSINALE
“CERTO” – (C) OU “ERRADO” – (E)

Com relação aos aspectos linguísticos do Texto 1, analise as questões de 1 a 12.
