Questões de Concurso
Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Sobre os erros de concordância, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Concordância verbal.
(2) Concordância nominal.
( ) Ele fazia checagens frequente no telefone.
( ) Ela conseguiu esconder um bilhete com um pedido de ajuda em meio à lição de casa de seus filho de 8 anos.
( ) A professora do menino acharam o bilhete dentro de um livro.
( ) A mulher relataram aos policiais os maus tratos que sofria.
Assinale a colocação do verbo na forma INCORRETA seguindo as normas de língua portuguesa:
(Texto)
1 O atentado no Paquistão no domingo de Páscoa, que deixou
pelo menos 72 mortos e mais de 340 feridos — a maioria
crianças e mulheres —, se soma à série recente de atos de
terrorismo e violência extrema. O ataque foi executado por um
5 homem-bomba num parque de Lahore, capital da província de
Punjab, e tinha como alvo não só a minoria cristã, mas
igualmente o projeto de abertura democrática do premier
Nawaz Sharif, defensor de um Paquistão mais "educado,
progressista e voltado para o futuro", incluindo mulheres e
10 minorias religiosas – hindus, cristãos e muçulmanos xiitas —
alvos frequentes do sectarismo étnico-religioso.
E, como os extremos se atraem, no domingo, a "Marcha contra
o medo" em Bruxelas, foi invadida por mais de 200 hooligans,
vestidos de preto, com cartazes anti-imigração e slogans
15 xenófobos, exigindo a atuação da polícia para dispersar os
mais violentos.
Esses manifestantes expressam um ódio cego, que tem forte
ressonância em governos conservadores e ultranacionalistas
europeus. Estes defendem o fechamento de fronteiras a
20 imigrantes e refugiados. Os radicalismos colidem, mas
também se alimentam mutuamente, estimulando uma espiral
de violência sem fim. Nos dois extremos estão exemplos das
forças que ameaçam as distintas expressões de civilização –
não apenas a Ocidental, mas todas aquelas com vocação
25 para a paz e a prosperidade.
(Adaptado de O Globo, 29/03/2016)
Em relação aos verbos do Texto, suas regências e concordâncias, assinale a alternativa correta:
Quanto às concordâncias verbal e nominal, leia os itens abaixo e assinale a alternativa correta:
I - Eu, o Pedro e o Lucas andamos a cavalo.
II - Mais de um deputado faltou à sessão.
III - Nenhum de nós irá à festa.
IV - Isso são apenas intrigas.
V - Eu sabia que o mais eram lorotas.
Quanto ao uso o uso do verbo, leia os itens e assinale a alternativa correta.
I - Haverá sessões contínuas.
II - Preparem-se! A prova será daqui há vinte dias.
III - Eu voltei faz três dias.
IV - Aqui houve alterações.
V - Faz dias belíssimos.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta problemas de concordância verbal.
I - Os linguistas estudam as línguas do ponto de vista científico; isso quer dizer que não se preocupam centralmente com erro e acerto, nem com julgamentos estéticos ou morais, mas com as regras tais como são empregadas pelos falantes.
II - Os linguistas estudam a aquisição da linguagem – incluindo a aquisição da escrita.
Assinalar a alternativa que apresenta a correção do que está escrito na placa abaixo:

I - A avaliação foi meia demorada, mas passei! II - Em nosso idioma, existe apenas três acentos. III - Integridade, força de vontade e perseverança devem fazer parte de nosso dia a dia.
Está(ão) CORRETO(S):
( ) Proponho que sintemos o perfume das flores. ( ) Tomara que não sintamos o peso da idade. ( ) Se você sentires falta dele, basta ligar. ( ) Ela instalou uma luminária de emergência caso sentisse medo do escuro.

Leve em conta os sentidos pretendidos pelo autor dos quadrinhos acima e, de acordo com a Norma Culta padrão escrita da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que poderia complementar corretamente o sentido da palavra "portadoras", presente no primeiro quadrinho.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: M. Fontes, 1970. p. 53.
Observe que o trecho de Vidas secas foi reescrito abaixo com modificações. Considerando aspectos da gramática normativa, assinale a alternativa na qual a reescrita não apresenta desvio da norma culta.
Leia o texto para responder à questão.
Vira e mexe alguns blogs maternos publicam textos sobre “As vantagens de ser mãe de menina” ou “Por que é bom ser mãe de menino”: “meninos não têm frescura”, “meninas são mais delicadas”, “eles são mais corajosos”, “elas são mais choronas” e por aí vai. Leio isso e tenho vontade de gritar por ver estereótipos de gênero tão pesados serem perpetuados sem nenhuma reflexão. Já pensou que seu filho é uma figura única e a infinidade de coisas que pode ser ou sentir não cabe em listas, caixas ou rótulos? Pior: que você definir como ele deve ser ou se comportar dependendo de seu gênero pode ser muito, muito cruel?
Aos meninos são permitidas vivências mais amplas. Eles podem subir muros, escalar os brinquedos do playground, enquanto as meninas não, veja bem, vai sujar seu sapato de princesa, filha, vai mostrar sua calcinha, não pega bem, filha, não é assim que uma menina brinca. E por isso, só por isso, que se perpetua a ideia de que os meninos são mais “aventureiros” e “danados” e as meninas mais “cuidadosas”. Fazemos as meninas mais infelizes, isso sim.
Ser menino também pode não ser fácil, principalmente se os pais acreditarem que podem definir o que ele deve sentir ou gostar. Meu filho adorava brincar com os carrinhos de boneca das meninas do playground do prédio. Só depois de eu dizer que “tudo bem” as mães ou babás ficavam à vontade em deixá-lo empurrar as bonecas ou carregá-las. Por que tanto receio? O que um menino pode virar depois de brincar de boneca? Um pai carinhoso e dedicado no futuro?
Uma vez, em uma loja de brinquedos, meu filho ficou empolgadíssimo ao ver uma pia que funcionava de verdade, com uma torneirinha de água. E pediu muito para que eu comprasse. As opções de cores deixavam claro para quem o brinquedo era fabricado: só havia pias rosa e lilás. “Esse brinquedo é de menina”, alertou a vendedora, cheia de boa vontade, como se eu estivesse me distraído e não percebido o “engano” ao considerar a compra. Eu disse para ela que na minha casa lavar louça é uma atividade unissex, que o pai do meu filho encara muito prato e panela suja e, por isso, brincar de casinha é uma brincadeira de menino sim. Meu filho saiu da loja feliz da vida com seu brinquedo rosa que, aliás, para ele é só uma cor, como outra qualquer. O avô estranhou o presente até eu levá-lo à reflexão: “Quantas pias de louça suja você lavou e lava na sua vida, para manter sua casa em ordem?” E só daí meu pai percebeu o tamanho da bobagem que fazia ao acreditar que lavar louça é uma atividade exclusivamente feminina.
E para quem gosta de listas, proponho uma única: “As vantagens de ser mãe de uma criança feliz.” É essa que eu espero estar escrevendo, no dia a dia, ao não determinar como meu filho pode ou não ser.
(Rita Lisauskas, A crueldade de dividir o mundo entre “coisas de menino” e
“coisas de meninas”. Disponível em: <vida-estilo.estadao.com.br>. Acesso
em 10-02-2016. Adaptado)