Questões de Concurso Comentadas sobre concordância verbal, concordância nominal em português

Foram encontradas 8.298 questões

Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2019 - TJ-SP - Médico Judiciário |
Q967633 Português

         Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia


      Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida – não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma, o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.

      O que se pode afirmar é que o foco da atuação médica deve ser cada vez menos o controle sobre o destino do paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias, incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, que perdeu espaço para os exames e as máquinas, tende a recuperar cada vez mais sua importância.

     De meados do século 20 até agora, concomitantemente às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos laboratórios e também a dependência do médico em relação a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.

      O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica, claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os pacientes também.”

      Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro, os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo, dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia, mas com foco no paciente.”

      Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina mais técnica, preveem analistas.

      Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência artificial, tornando-a mais esperta.

      Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a realização de consultas e exames. Clínicas e médicos generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com laudos de especialistas situados em diferentes localidades; uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até a realização, a distância, de consultas propriamente ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.

      Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, por enquanto, nada de droides médicos à la Star Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.

                 (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)

A frase redigida com base nas ideias do oitavo parágrafo mantém o sentido do texto e atende à norma-padrão em:
Alternativas
Q967534 Português

                                     Assassinos culturais


      Sou um assassino cultural, e você também é. Sei que é romântico chorar quando uma livraria fecha as portas. Mas convém não abusar do romantismo – e da hipocrisia. Fomos nós que matamos aquela livraria e o crime não nos pesa muito na consciência.

      Falo por mim. Os livros físicos que entram lá em casa são cada vez mais ofertas – de amigos ou editoras.

      Aos 20, quando viajava por territórios estranhos, entrava nas livrarias locais como um faminto na capoeira. Comprava tanto e carregava tanto que desconfio que o meu problema de ciática é, na sua essência, um problema livresco.

      Hoje? Gosto da flânerie*. Mas depois, fotografo as capas com o meu celular antes de regressar para o psicanalista – o famoso dr. Kindle. Culpado? Um pouco. E em minha defesa só posso afirmar que pago pelos meus vícios.

      E quem fala em livrarias, fala em todo o resto. Eu também ajudei a matar a Tower Records e a Virgin Megastore. Havia lá dentro uma bizarria chamada CD – você se lembra?

      Hoje, com alguns aplicativos, tenho uma espécie de discoteca de Alexandria onde, a meu bel-prazer, escuto meus clássicos e descubro novos.

      Se juntarmos ao pacote o iTunes e a Netflix, você percebe por que eu também tenho o sangue dos cinemas e dos blockbusters nas mãos.

      Eis a realidade: vivemos a desmaterialização da cultura. Mas não é apenas a cultura que se desmaterializa e tem deixado as nossas salas e estantes mais vazias. É a nossa relação com ela. Não somos mais proprietários de “coisas”; somos apenas consumidores e, palavra importante, assinantes.

      O livro “Subscribed”, de Tien Tzuo, analisa a situação. É uma reflexão sobre a “economia de assinaturas” que conquista a economia global. Conta o autor que mais de metade das empresas da famosa lista da “Fortune” já não existiam em 2017. O que tinham em comum? O objetivo meritório de vender “coisas” – muitas coisas, para muita gente, como sempre aconteceu desde os primórdios do capitalismo.

      Já as empresas que sobreviveram e as novas que entraram na lista souberam se adaptar à economia digital, vendendo serviços (ou, de forma mais precisa, acessos).

      Claro que na mudança algo se perde. O desaparecimento das livrarias não acredito que seja total no futuro (e ainda bem). Além disso, ler no papel não é o mesmo que ler na tela. Mas o interesse do livro de Tzuo não está apenas nos números; está no retrato de uma nova geração para quem a experiência cultural é mais importante do que a mera posse de objetos.

      Há quem veja aqui um retrocesso, mas também é possível ver um avanço – ou, para sermos bem filosóficos, o triunfo do espírito sobre a matéria. E não será essa, no fim das contas, a vocação mais autêntica da cultura?

          (João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 28.08.2018. Adaptado)

* Flânerie: ato de passear, de caminhar sem compromisso.

Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q967236 Português

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na linha 5, estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “Estima‐se” estivesse flexionada na terceira pessoa do plural para concordar com a expressão numérica “7,2 milhões de mulheres”.

Alternativas
Q967167 Português

           

Alterando-se a expressão “o caramujo” para o plural (os caramujos), o texto do último quadrinho assumirá, em conformidade com a norma-padrão de concordância da língua portuguesa, a seguinte redação:
Alternativas
Q966525 Português

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir, conforme a norma-padrão da língua portuguesa.

Relacionamentos na terceira idade são _______________, pois afastam a solidão, um dos principais _______________ da velhice. Participar de grupos e atividades e ter relacionamentos é fundamental. Os relacionamentos afetivos _______________ um capítulo _______________ parte porque reavivam as pessoas.

(Revista Exame. Disponível em: https://exame.abril.com.br/negocios/ dino/idosos-apostam-na-tecnologia-para-se-relacionar-e- -abandonar-a-solidao/. Acesso em 16.11.2018. Adaptado)

Alternativas
Q965250 Português

       

  

A estrutura linguística dessa charge se apresenta com verbo no modo imperativo, concordando na 3ª pessoa do singular. Se o sujeito da sentença estivesse na 2ª pessoa do singular, a redação adequada ao padrão formal da língua seria:
Alternativas
Q965007 Português
Assinale a alternativa em que a frase apresenta um equívoco de concordância nominal:
Alternativas
Q964999 Português
A ocorrência de influências ___ -nos a concluir que ___ uma relação profunda entre o homem e mídia que os ___ mutuamente dependentes.
Alternativas
Q964998 Português
Já___anos,_____, neste local lagos e árvores. Hoje, só____prédios.
Alternativas
Q964770 Português
No excerto a seguir, o verbo “lembrar” aparece com o sentido de “trazer à lembrança” e “recordar-se”, acepção inclusive tratada por Cunha & Cintra (2017): “[...] lembramos muito mais de nomes do que de rostos.” (linha 5). De acordo com a norma-padrão, o excerto apresenta um desvio de:
Alternativas
Q964183 Português

“Seja como for, se os Estados Unidos decidissem retornar ao ‘fogo e fúria’, a rápida deterioração de suas relações com Pequim e Moscou praticamente impediria que a Rússia e a China os acompanhassem mais uma vez.” (linhas 41 a 45)

Em relação ao período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. No trecho, o verbo decidissem admite que seja flexionado também no singular.

II. Ocorre relação de atinência entre as cidades indicadas e os países elencados, respectivamente.

III. O como do período se classifica como conjunção subordinativa comparativa.

Assinale

Alternativas
Q963817 Português
Assinale a alternativa que se apresenta correta:
Alternativas
Q963812 Português
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q963807 Português

Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas da frase.


A biblioteca já informou ________ vezes que, para a retirada de livros e revistas ______ de seu acervo, é ___________ a apresentação de documento de identidade e de comprovante de endereço.

Alternativas
Q963678 Português
Considerando a norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA quanto às regras de concordância nominal:
Alternativas
Q963628 Português

Surdos: os bilíngues bimodais


Em 26 de setembro foi comemorado o Dia Nacional do Surdo (Lei nº 11.796/2008). Esse dia foi escolhido como homenagem à data de criação, no Rio de Janeiro, da primeira Escola de Surdos do Brasil, hoje conhecida como Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).

A história de criação do INES se confunde com a história de criação da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Aliás aproveitamos para explicar que Libras é uma língua e não uma linguagem. Porque é um idioma oficial, reconhecido por lei federal (Lei nº 10.436/2002) e contém estrutura e regras próprias - tendo sido regulamentada desde 2010 a profissão de tradutor e intérprete de Libras.

As crianças surdas adquirem a língua de sinais de forma natural e espontânea. Enquanto o acesso à língua portuguesa acontece formalmente. Esses fatos tornam a língua de sinais imprescindível ao desenvolvimento de uma linguagem para a criança surda. Porque línguas de sinais e línguas faladas são línguas em modalidades diferentes, assim, pode-se dizer que os surdos são bilíngues bimodais.

O termo 'bilíngue bimodal' foi usado mais recentemente por pesquisadores que lidaram com crianças e adultos ouvintes com uma língua de sinais e uma língua falada. Não obstante o reconhecimento da condição bilíngue dos surdos ter existido na educação das pessoas com perdas auditivas há muito mais tempo.

É importante que as crianças surdas, além do aprendizado da língua de sinais, sejam também alfabetizadas na língua portuguesa, pois que é justamente essa última, sua segunda língua, que vai ser usada com função social interativa, como elemento de comunicação escrita através das redes sociais por exemplo.

A língua portuguesa será usada ainda para ler notícias, fazer consultas, escrever para alguém ou ler as mensagens que receber, ao mesmo tempo em que usam a língua de sinais para conversar e, em algumas situações, até ler textos em sinais. Assim, os surdos podem ser considerados bilíngues bimodais, pois a modalidade da escrita, apesar de também ser visual, é gráfica, o que a diferencia da modalidade gestualvisual.

Ser bilíngue bimodal apresenta uma série de vantagens, pois além das pessoas estarem diante de duas identidades linguísticas diferentes que propicia vantagens de ordem sociocultural, tem-se ainda vantagens como: você pode falar à distância; enquanto mastiga; através de portas de vidro; em ambientes com muito barulho, como em discotecas e pode falar até debaixo d'água, além de valorizar o seu currículo e tornar a sociedade mais inclusiva, ou seja, vale a pena ser bilíngue bimodal.

Geraldo Nogueira. Subsecretário da Pessoa com Deficiência do Município do Rio de Janeiro Agência O Dia. Texto disponível em: https://odia.ig.com.br/opiniao/2018/11/5589537- surdos-os-bilingues-bimodais.html. Acesso em: 01 de novembro de 2018.


Considerando a sintaxe de concordância e regência, qual dos períodos abaixo NÃO está de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa.

Alternativas
Q963385 Português
Assinale a alternativa que indique corretamente a sequência de ações ordenada pelos grilos, quando passada para a forma de tratamento “vós”.
Alternativas
Q962198 Português

                   Marketing Multinível muda vidas e movimenta a economia


      Desde que iniciei minha jornada de negócios no setor de Marketing Multinível venho reafirmando minha paixão pelo sistema de vendas diretas. Esse é um setor que tem transformado milhares de vidas nos últimos anos, fazendo com que muitas pessoas consigam vencer os problemas financeiros, além de contribuir para que a economia do País seja impulsionada.

      Dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) mostram que o setor gera para o Brasil R$ 415 mil em impostos arrecadados para cada R$ 1 milhão investidos. Esse valor é maior que o gerado pela indústria e a agropecuária, por exemplo.

Em 2017, o setor de vendas diretas foi responsável pela comercialização de 1,9 milhões de itens (produtos e serviços) no Brasil, o que gerou um volume de negócios que ultrapassa os R$ 45 bilhões. São mais de 4,1 milhões de pessoas trabalhando como consultores diretos das empresas.

      O número deve crescer ainda mais nos próximos anos, uma vez que se trata de uma área que dá oportunidade de desenvolvimento pessoal aos mais variados perfis de pessoas, tanto para aqueles que estão começando, como para quem já tem experiência profissional. Sempre defendi a ideia que o Marketing Multinível é uma atividade inclusiva, que permite que pessoas com baixo poder aquisitivo, jovens ou idosos, com ou sem escolaridade, sejam empreendedores e tenham as suas vidas transformadas. Essa transformação não é apenas do ponto de vista financeiro, mas esse modelo de negócio contribui para a qualificação de seus membros, uma vez que as empresas líderes têm um foco muito grande no treinamento e capacitação de seus consultores.

      Os dados da ABEVD corroboram com essa ideia e revelam que, das pessoas que trabalhavam com vendas diretas em 2017, 56% eram mulheres, 44% homens; 62% casados. Além disso, 48% das pessoas têm idade entre 18 e 29 anos e 46% entre 30 e 55 anos; 53% possuem o ensino médio, enquanto 31% finalizaram o ensino superior. Diante desse aumento no número de pessoas envolvidas com o setor, o Brasil está entre os países que mais realizam vendas diretas em todo o mundo, ocupando a 6ª posição global e a 2ª nas Américas (Norte, Sul e Central), com 5% de participação nas vendas diretas de todo o mundo.

      Na convenção nacional Aloha realizada recentemente, afirmei que esse modelo de negócio está constantemente em busca de pessoas sem limite de idade, e sem experiência prévia no setor. O importante é que sejam pessoas determinadas, de boa vontade, e acima de tudo disciplinadas, com o objetivo de trabalhar firme para acabar com o sofrimento da alma do indivíduo causada pela ignorância e pobreza. Pois acredito firmemente, que esse modelo de negócio é a melhor forma de gerar e distribuir riquezas para todas as pessoas que o realizam de forma profissional.

      Dessa forma acredito que o sistema de Marketing Multinível cumpre, verdadeiramente, um papel social e é um caminho alternativo para quem quer empreender, e dispõe de poucos recursos para iniciar o próprio negócio, permitindo que milhares de pessoas conquistem a liberdade financeira.

Por Carlos Wizard Martins Disponível em: https://www.istoedinheiro.com.br/marketing-multinivel-muda-vidas-e-movimenta-a-economia/

Há desvio à Norma Padrão em relação à concordância nominal em:
Alternativas
Q2844522 Português

Quanto à concordância nominal, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(---) Anexo estão as imagens de que lhe falei.

(---) Para lidar com essa situação, é necessário sabedoria.

(---) Cuidado com o que você fala, não estamos só.

Alternativas
Q2821970 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


A TRISTEZA PERMITIDA


Se eu disser pra você que acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora, e o céu convidava para a farra de viver. Mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço, sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões — se eu disser que foi assim, o que você me diz”? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários Ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente — as razões têm essa mania de serem discretas.


“Eu não sei o que meu corpo abriga

nestas noites quentes de verão

e não importa que mil raios partam

qualquer sentido vago de razão

eu ando tão down...”


Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor — até que venha a próxima, normais que somos.

Martha Medeiros

Quanto à concordância entre os elementos linguísticos das frases, a opção correta conforme o padrão culto da língua é:

Alternativas
Respostas
4021: D
4022: C
4023: E
4024: E
4025: C
4026: B
4027: E
4028: A
4029: E
4030: E
4031: E
4032: A
4033: B
4034: E
4035: C
4036: C
4037: B
4038: B
4039: B
4040: B