Questões de Concurso
Sobre colocação pronominal em português
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I – Na ênclise, o pronome é colocado antes do verbo. II – Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo. III – Na próclise, o pronome é colocado depois do verbo.
O mercado de trabalho mudou
No Brasil, o ambiente de negócios é desafiador. Há burocracia, impostos elevados e alto custo de financiamento. Apesar disso, em função da mais profunda crise econômica da história e de uma transformação tecnológica e comportamental significativa, o mercado de trabalho se reconfigurou. Cada vez mais gente empreende e trabalha por conta própria. Atualmente, do total de trabalhadores na força de trabalho, apenas um em cada três possui carteira de trabalho. Se somarmos também os 65 milhões de pessoas sem trabalho, apenas um em cada cinco brasileiros é empregado formal. Os demais empreendem, trabalham por conta própria ou trabalham sem carteira.
Cada vez mais, o Brasil se assemelha a países desenvolvidos. Lá, há algum tempo, aumenta o trabalho por conta própria e o empreendedorismo, em função de novas tecnologias e mudanças na sociedade. No entanto, ao contrário de lá, aqui sobra empreendedorismo, mas falta uma legislação trabalhista que ajude a inovação a ocorrer. Mesmo com a recente Reforma Trabalhista, nossa legislação ainda precisa de muita modernização.
O mercado de trabalho se transformou completamente desde que a atual legislação foi criada, há quase um século. Na época, empregados eram a maioria absoluta dos trabalhadores. Hoje, são minoria. Na prática, nossa legislação trabalhista anacrônica e as interpretações ainda mais anacrônicas feitas pela Justiça do Trabalho deixam a grande maioria sem emprego ou desamparada. Com transformações tecnológicas aceleradas, o problema vai se agravar se não adaptarmos nossas leis. Para um mundo de inteligência artificial, robôs, transformação digital, indústria 4.0, economia compartilhada e tantas outras tecnologias revolucionárias, precisamos de uma Reforma Trabalhista 4.0.
Se o Brasil não se adaptar aos novos tempos, com uma legislação coerente, alijaremos os brasileiros do desenvolvimento das próximas décadas. Precisamos reduzir burocracias, aperfeiçoar a segurança jurídica, diminuir a complexidade tributária e facilitar o acesso aos novos mercados, abrindo a economia brasileira. Quem poderia parar um Brasil assim?
(Ricardo Amorim. Disponível em: istoe.com.br. 19.09.2019. Adaptado)

Internet: <emais.estadao.com.br>
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
Em 1999, a Assembleia Geral da ONU convocou um Movimento Global para uma Cultura de Paz, com o intuito de estancar a escalada da violência no mundo. Para a ONU, o conceito de cultura de paz parte do princípio de que a paz e a violência não são inerentes à humanidade. Por isso, a paz precisa ser ensinada e estimulada, para forjar um mundo mais digno, justo e harmonioso.
Dois conceitos são importantes para essa aprendizagem. O primeiro afirma que a cultura de paz é uma escolha e uma ação que se deseja concretizar. Portanto, não adianta falar apenas que a violência é algo que não se deseja, porque isso não vai resolver o problema. O outro conceito é o de que a construção da paz é um processo educativo: as pessoas precisam vivenciar, debater e concretizar ações, partindo do princípio de que, quando agimos apenas de acordo com nossa vontade, nossas ações afetam o outro. Achar que só as nossas vontades têm de prevalecer prejudica nossas relações com o outro. Daí a importância do diálogo, da tolerância e do acolhimento.
Se a paz é decisiva no nível do indivíduo, muito mais no nível coletivo. Por isso, os agentes da administração pública, da segurança, os da educação e da justiça são figuras imprescindíveis, para que o processo de paz se concretize na sociedade em geral. Não é difícil pôr em prática algumas ações que sustentam a paz, entre elas:
1. Respeitar a vida, sem discriminar nem prejudicar ninguém.
2. Rejeitar a violência em todas as suas formas, buscando proteger os mais fracos, como crianças, idosos e pessoas vulneráveis.
3. Ouvir para compreender, privilegiando a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo nem à maledicência.
4. Preservar o planeta promovendo um consumo responsável, protegendo todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta.
5. Redescobrir a solidariedade, a partir do respeito aos princípios democráticos, com o fim de criar modos mais fraternos de convívio entre as pessoas.
(http://www.comitepaz.org.br. Adaptado, acesso em 11.11.2019)

( ) Em “(...) mas agora se sabe que “todo o possível” não bastou.”, há próclise devido ao adjunto adverbial de tempo “agora”, não seguido de vírgula. ( ) No trecho “(...) onde se encontrava a barragem que estourou em Brumadinho)”, usou-se próclise, mas o correto, segundo a norma-padrão, seria usar ênclise em casos como esse, que requerem formalidade. Exemplo: “(...) onde encontrava-se a barragem que estourou em Brumadinho). ( ) Em “Como resultado desta omissão coletiva, dezenas, possivelmente centenas, de vidas perderam-se em Brumadinho.”, optou-se pelo uso formal de ênclise, já que não havia nenhuma palavra atrativa exigindo o uso de próclise.
Quanto à regência verbal e ao emprego e à colocação pronominal, o trecho “... mesmo quando o incomoda.” (2º parágrafo) estará corretamente reescrito, conforme a norma-padrão da língua, em:


Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª ed.
São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 138-41 (com adaptações).
Com relação às propriedades gramaticais e à coerência do texto 9A2-I, julgue o item a seguir.
No trecho “antes de se tornarem adultas” (l.23), ocorre próclise
pronominal, mas, nesse contexto, também seria correta a
ênclise: antes de tornarem-se adultas.
O ser humano revelou-se capaz de dividir o átomo, derrotar o câncer e produzir um “Dom Quixote”. Só não consegue dar um destino razoável ao lixo que produz. E não se contenta em brindar os mares, rios e lagoas com seus próprios dejetos. Intoxica-os também com garrafas plásticas, pneus, computadores, sofás e até carcaças de automóveis. Tudo que perde o uso é atirado num curso d’água, subterrâneo ou a céu aberto, que se encaminha inevitavelmente para o mar. O resultado está nas ilhas de lixo que se formam, da Guanabara ao Pacífico. De repente, uma boa notícia. Cientistas da Grécia, Suíça, Itália, China e dos Emirados Árabes descobriram em duas ilhas gregas um micróbio marinho que se alimenta do carbono contido no plástico jogado ao mar. Parece que, depois de algum tempo ao sol e atacado pelo sal, o plástico, seja mole, como o das sacolas, ou duro, como o das embalagens, fica quebradiço – no ponto para que os micróbios, de guardanapo ao pescoço, o decomponham e façam a festa. Os cientistas estão agora criando réplicas desses micróbios, para que eles ajudem os micróbios nativos a devorar o lixo. Haja estômago. Em “A Guerra das Salamandras”, romance de 1936 do tcheco Karel Čapek, um explorador descobre na costa de Sumatra uma raça de lagartos gigantes, hábeis em colher pérolas e construir diques submarinos. Em troca das pérolas que as salamandras lhe entregam, ele lhes fornece facas para se defenderem dos tubarões. O resto, você adivinhou: as salamandras se reproduzem, tornam-se milhões, ocupam os litorais, aprendem a falar e inundam os continentes. Passam a ser bilhões e tomam o mundo. Não quero dizer que os micróbios comedores de lixo podem se tornar as salamandras de Čapek. É que, no livro, as salamandras aprendem a gerir o mundo melhor do que nós. Com os micróbios no comando, nossos mares, pelo menos, estarão a salvo.
(Ruy Castro. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 31.05.2019. Adaptado)
… dividi-lo… / … descobriram-no em duas ilhas… / … aprendem a geri-lo…
Inspeções de segurança geram benefícios para empresas e trabalhadores — Por Paulo Ribeiro Neres
Uma das atividades mais comuns entre os profissionais de saúde e segurança do trabalho são as inspeções de segurança. Estas podem ser específicas, como por exemplo, em equipamentos de combate a incêndio ou gerais como: ordem, arrumação e limpeza. Normalmente, alguns de seus objetivos são: reconhecer e antecipar as condições ou procedimentos que se encontram abaixo dos padrões de segurança estabelecidos, ou ainda detectar situações perigosas que possam acarretar perdas materiais ou pessoais no ambiente ocupacional.
Seja qual for o propósito ou tipo das inspeções, de rotina ou periódica, é de extrema relevância que o próprio trabalhador, “aquele que põe a mão na massa”, participe dessas atividades e que sua opinião seja considerada e avaliada no momento da conclusão. Desta forma, espera-se aumentar o interesse e motivação dos trabalhadores com as questões de saúde e segurança no ambiente de trabalho e, paralelo a isso, desenvolver uma cultura que promova a ideia de que a prevenção de perdas seja de interesse de todos e não apenas uma responsabilidade do Departamento de Segurança, como é comum em diversas organizações. [...]
O melhor e mais vantajoso de tudo isso é que podemos usar o conhecimento e experiência prática de quem realmente sabe onde estão as condições perigosas e desvios que mais ocorrem naquele ambiente de trabalho. Geralmente, as inspeções de segurança são realizadas sem a participação dos trabalhadores do chão de fábrica. Precisamos quebrar esse paradigma. [...] Não será demérito para os profissionais do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) adicionar os trabalhadores nas suas inspeções de segurança. Para isso, será necessário capacitá-los, treiná- los e orientá-los para que sejam capazes de auxiliar na identificação e avaliação dos perigos. [...]
Se realizarmos inspeções com o auxílio dos próprios trabalhadores, é bem provável que as medidas de controle, que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados, sejam mais coerentes e próximas da realidade do dia a dia. Assim, o bom resultado prático virá pela união do conhecimento técnico do profissional da segurança com a opinião e visão de quem realmente fica exposto, que são os trabalhadores.
http://revistacipa.com.br/inspecoes-de-seguranca-geram-beneficios- para-empresas-e-trabalhadores/ acesso em 14/11/2019 (adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à regra utilizada para a colocação pronominal destacada no enunciado a seguir: “Para isso, será necessário capacitá-los, treiná-los e orientá-los”.
