Questões de Concurso
Sobre colocação pronominal em português
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O juiz Luiz Fernando Migliori Prestes, da 22.ª Vara Criminal Central da Capital, julgou improcedente ação penal proposta contra frentista acusado de furto em seu local de trabalho.
Segundo consta da denúncia, A. L. A. R. teria permitido que W. F. O., cliente do posto de gasolina, usasse a máquina de cartões de crédito do local para fazer saques, mesmo sabendo que o cartão era roubado. Ele afirmou que desconhecia a origem ilícita do cartão.
Ao ser interrogado, W. F. O. caiu em contradição quando perguntado sobre a quantia paga ao funcionário para permitir as operações, fato que, no entendimento do magistrado, tornou o conjunto probatório frágil para embasar uma condenação. “Daí, insuficientes as provas produzidas para um decreto condenatório ante a falta de demonstração suficiente de que A. L. A. R. agiu com dolo, no que a improcedência da ação penal se impõe."
Com base nessa fundamentação, absolveu o frentista da acusação de furto qualificado.
(Disponível em http://www.tjsp.jus.br/Institucional/CanaisComunicacao/ Noticias/Noticia.aspx?Id=15378. Acesso em 22.08.2012)
Eu já te falei, que você não pode se comportar dessa forma.
I. Há falta de uniformidade no uso dos pronomes.
II. A pontuação está correta.
III. A colocação do pronome oblíquo da segunda pessoa não está correta.
Está correto o que se afirma somente em
A respeito dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
Na linha 15, a partícula “o” poderia ser corretamente deslocada para imediatamente depois da forma verbal “deixa” — escrevendo-se deixa-o —; na linha 17, entretanto, deslocamento semelhante — “o deixa” para deixa-o — acarretaria prejuízo para a correção gramatical do texto.

Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Para não esquecer. Extra Classe - SINPRO-RS, Ano 17, N.º 159 nov. 2011. Disponível em: <http://www.sinprors.org.br/extraclasse/nov11/verissimo.asp>
( ) O pronome as (L. 13) é empregado com a função de retomar quantas ideias (L. 12).
( ) O pronome seus (L. 20) é empregado com a função de retomar a expressão As espécies (L. 17).
( ) Em Conhece-te a ti mesmo (L. 42), o pronome te e a expressão a ti mesmo têm diferentes funções sintáticas.
( ) O artigo a empregado em a ideia (L. 43) serve para indicar a retomada de uma informação já veiculada pelo texto; por isso, não poderia ser substituído por um artigo indefinido.
A sequência que preenche, correta e respectivamente, os parênteses, de cima para baixo, é

Ainda com referência a aspectos gramaticais do texto, julgue
os itens subsequentes.
Esse desvio da norma-padrão ocorre também em:
TEXTO 1:
O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL
Moacyr Scliar
“MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.
Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.
Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.
Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.
Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.
Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.
De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?
Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.
No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.
Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.
De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”
Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008
Um exemplo de próclise obrigatória, segundo a chamada norma culta da língua, está em:
“Mesmo quando o filme estrear, os produtores franceses que recusaram o projeto nunca ________.”
I - Quero conhecer o cantor mais famoso dos Beatles.
Quero conhecer-lhe.
II - O filho perdoou aos seus pais pelos erros que cometeram.
O filho perdoou-os pelos erros que cometeram.
III - Eu paguei ao empregado o salário merecido.
Eu lhe paguei o salário merecido.
IV - Os candidatos fizeram suas inscrições para o concurso.
Os candidatos fizeram-nas.
V- Convencerei meu cliente de que a solução não será justa.
O convencerei de que a solução não será justa.
I. O fragmento “minhas duas filhas estão se preparando” pode ser substituído por “estão preparando-se”.
II. O fragmento “que se tratava de transposições” pode ser substituído por “se tratavam”.
III. O fragmento “Não vou me deter” pode ser substituído por “Não deter-me-ei”.
IV. A próclise, em “Aí tudo se torna” e “Já me deparei”, ocorre devido à presença de expressões indefinidas.
Está(ão) correta(s)
Ao redigir o texto 02, Jorge Amado infringiu uma das normas gramaticais vigentes. Isso é percebido na alternativa
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação e à colocação prononimal.











