Questões de Concurso
Comentadas sobre colocação pronominal em português
Foram encontradas 2.441 questões
Considere os seguintes excertos:
I. Onde me espetam, fico.
II. Deixe-me, senhora.
Em relação à colocação pronominal, as sentenças dadas apresentam, respectivamente:
I. Ele se calou diante do tribunal. II. Fizeram-lhe passar vergonha.
Em relação à colocação pronominal, observa-se, respectivamente:
Leia o texto para responder a questão.
Uma analogia frequentemente usada para falar de divulgação científica descreve o cientista como um ser enclausurado em uma torre de marfim isolada do resto da sociedade. A metáfora costuma ser a deixa para defender que ele tem o dever de descer da torre ou construir pontes para compartilhar o conhecimento produzido na academia com o cidadão comum. Essa história sempre me pareceu estranha por retratar a pesquisa acadêmica como uma torre de marfim: uma estrutura sólida, robusta e imaculada.
É óbvio que cientistas sabem algumas coisas com um grau muito alto de certeza. Computadores, celulares e bombas atômicas estão aí para provar o sucesso acachapante das leis da física em fazer previsões sobre a realidade. Da mesma forma, ninguém discutiria no meio médico que antibióticos são capazes de matar bactérias, ou que a insulina salvou a vida de milhões de diabéticos.
Ao mesmo tempo, porém, quase um século de estudos sobre nutrição não conseguiu responder a questões básicas, como saber se é melhor basear uma dieta em carboidratos ou lipídeos. Décadas de investimento na neurobiologia dos transtornos mentais tiveram um impacto raso na saúde mental das populações. E os bilhões de dólares investidos em pesquisa básica sobre Alzheimer que se converteram em praticamente nada de útil na clínica? Em algumas áreas da ciência, ao menos, a tal torre de marfim está mais para um castelo de cartas.
Os defensores da ciência serão rápidos em argumentar que o fracasso desses campos não se traduz necessariamente em uma mácula no currículo da pesquisa acadêmica. Alguns problemas são simplesmente difíceis, e é perfeitamente possível que, a qualquer momento, essas décadas de investimento em pesquisa comecem a trazer seu retorno para a sociedade.
Minha impressão é de que a pesquisa acadêmica tem muitos pontos a serem melhorados – e minha intenção, mais do que a propagandear, é me debruçar sobre suas mazelas. Que ninguém pense, porém, que estou descendo da torre de marfim para fazê-lo. Pelo contrário, sempre estive falando ao rés do chão: se há alguma torre nessa história, meu intuito é ajudar a construí-la.
(Olavo Amaral. Torres de marfim, castelos de cartas e telhados de vidro.
www.nexojornal.com.br, 23.08.2022. Adaptado)
A sentença “ninguém avisou-me” foge às regras gramaticais de colocação pronominal, devendo ser corrigida com o uso da próclise: “Ninguém me avisou”.
Na sentença “Se se fizer uma análise do problema, ver-se-ão causas diversas e interconectadas”, foram respeitadas todas as normas gramaticais de concordância, colocação pronominal e ortografia.
“Isto me limita. Isto me trava. Isto me corrói.”
Nas frases acima, o uso da próclise está correto porque




Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/unico.
Acesso em: 20 out. 2022. Adaptado.
O primeiro beijo
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme. – Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
– Sim, já beijei antes uma mulher.
– Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer. O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar- lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente, engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo. A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos. Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava… o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água. E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida… Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado. Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele… Ele se tornara homem.
Clarice Lispector
I. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? II. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe.
Em relação à colocação pronominal, observa-se em cada uma das sentenças, respectivamente:
Unesco nomeia 18 novos Geoparques Mundiais
Por Unesco

(Disponível em: https://www.unesco.org/pt/articles/unesco-nomeia-18-novos-geoparques-mundiais – texto
adaptado especialmente para esta prova).
I. Trata-se de uso de próclise. II. O pronome “que” justifica a colocação do pronome oblíquo átono. III. Alterando-se a ordem da oração, ficaria: “Se tem conhecimento de que os Ediacaranos foram os primeiros animais”.
Quais estão corretas?
( ) A próclise será de rigor quando antes do verbo houver, na oração, as seguintes palavras, expressões e orações que possam atrair o pronome átono: as expressões locativas, as orações imperativas e os vocativos.
( ) A mesóclise ocorrerá quando a forma verbal estiver flexionada no futuro do pretérito, independentemente de ocorrer qualquer palavra que preceda o verbo e que possa atrair o pronome.
( ) Os pronomes estarão em ênclise nos períodos iniciados pelo verbo (que não seja o futuro), pois, na língua culta, não se abre frase com o pronome oblíquo; nas orações reduzidas de gerúndio, quando nelas não houver palavras atrativas; e nas orações imperativas afirmativas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia a tira para responder à questão.

(Bill Watterson. O mundo é mágico: as aventuras de Calvin e Haroldo, 2010)
I- Me dói falar em bebê Bebê era como eu chamava você...
II- Não me atenda Se acaso de madrugada... Chegar algum volta para mim
III - Hackearam-me, hackearam-me [...] Composição: Tierry.
Considerando as regras gramaticais, quanto ao uso dos pronomes oblíquos, encontramos o uso adequado em:
1. Quando sentiu-se enganado, foi embora dali imediatamente. 2. Era para mim finalizar o acordo. 3. Não se esqueça do celular!
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


