Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q2780097 Português

(Texto)

1 Os países europeus reagiram não só com previsíveis

condenações aos atentados de semana passada em

Bruxelas, nos quais morreram três dezenas de

pessoas, mas também com ações, algumas

5 anunciadas, outras já em curso, que sugerem o

endurecimento das normas de proteção de suas

fronteiras contra o terrorismo. A capital belga,

embora pareça ser um celeiro de terroristas, até aqui

não havia entrado na rota dos grandes ataques a

10 chamados "alvos brandos (instalações não

militares), mas agora junta-se a uma lista de cidades

que vivenciaram a insanidade das bombas que

produzem tragédias em larga escala. O horror belga

consolida uma certeza: não há lugar no mundo que se

15 possa considerar livre desse tipo de ação.

É ingênuo, portanto, o discurso de certos setores da

sociedade brasileira de que o Brasil não precisa se

resguardar, pela via de uma legislação especifica,

contra ameaças terroristas. O argumento de que o

20 Código Penal do pais já tipifica crimes contra a

segurança pública não se sustenta diante de uma

particularidade: o terrorismo é uma outra instância da

violência, e em grande escala, seja contra o Estado

ou tenha por alvo a sociedade civil.

(Adaptado de O Globo, 28/03/2016)

Sobre a relação das ideias do texto, sua coesão e real interpretação, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2779521 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.

O Brasil é minha morada

1 Permita-me que lhes confesse que o Brasil é a minha morada. O meu teto quente, a minha sopa fumegante. É casa da minha carne e do meu espírito. O alojamento provisório dos meus mortos. A caixa mágica e inexplicável onde se abrigam e se consomem os dias essenciais da minha vida.

2 É a terra onde nascem as bananas da minha infância e as palavras do meu sempre precário vocabulário. Neste país conheci emoções revestidas de opulenta carnalidade que nem sempre transportavam no pescoço o sinete da advertência, justificativa lógica para sua existência.

3 Sem dúvida, o Brasil é o paraíso essencial da minha memória. O que a vida ali fez brotar com abundância, excedeu ao que eu sabia. Pois cada lembrança brasileira corresponde à memória do mundo, onde esteja o universo resguardado. Portanto, ao apresentar-me aqui como brasileira, automaticamente sou romana, sou egípcia, sou hebraica. Sou todas as civilizações que aportaram neste acampamento brasileiro.

4 Nesta terra, onde plantando-se nascem a traição, a sordidez, a banalidade, também afloram a alegria, a ingenuidade, a esperança, a generosidade, atributos alimentados pelo feijão bem temperado, o arroz soltinho, o bolo de milho, o bife acebolado, e tantos outros anjos feitos com gema de ovo, que deita raízes no mundo árabe, no mundo luso.

5 Deste país surgiram inesgotáveis sagas, narradores astutos, alegres mentirosos. Seres anônimos, heróis de si mesmos, poetas dos sonhos e do sarcasmo, senhores de máscaras venezianas, africanas, ora carnavalescas, ora mortuárias. Criaturas que, afinadas com a torpeza e as inquietudes do seu tempo, acomodam-se esplêndidas à sombra da mangueira só pelo prazer de dedilhar as cordas da guitarra e do coração.

6 Neste litoral, que foi berço de heróis, de marinheiros, onde os saveiros da imaginação cruzavam as águas dos mares bravios em busca de peixes, de sereias e da proteção de Iemanjá, ali se instalaram civilizações feitas das sobras de outras tantas culturas. Cada qual fincando hábitos, expressões, loucas demências nos nossos peitos.

7 Este Brasil que critico, examino, amo, do qual nasceu Machado de Assis, cujo determinismo falhou ao não prever a própria grandeza. Mas como poderia este mulato, este negro, este branco, esta alma miscigenada, sempre pessimista e feroz, acatar uma existência que contrariava regras, previsões, fatalidades? Como pôde ele, gênio das 6 Américas, abraçar o Brasil, ser sua face, soçobrar com ele e revivê-lo ao mesmo tempo?

8 Fomos portugueses, espanhóis e holandeses, até sermos brasileiros. Uma grei de etnias ávidas e belas, atraída pelas aventuras terrestres e marítimas. Inventora, cada qual, de uma nação foragida da realidade mesquinha, uma espécie de ficção compatível com uma fábula que nos habilite a frequentar com desenvoltura o teatro da história.

(PIÑON, Nélida. Aprendiz de Homero. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p. 241-243, fragmento.)

A leitura correta do texto indica que o elemento de coesão textual destacado em cada fragmento abaixo está ERRONEAMENTE informado na opção:

Alternativas
Q2776642 Português

Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 04.


Texto 1


Março, 12

Tanto trabalho para redigir a carta de resposta a uma diretora de

serviço público que me mandou observações sobre uma crônica

que publiquei no Jornal do Brasil. Problema: achar o tom

adequado, a palavra justa, a expressão medida e insubstituível,

05 nem mais nem menos. Chego à conclusão de que escritor é

aquele que não sabe escrever, pois quem não sabe, escreve sem

esforço. Já Manoel Bandeira era de outra opinião: “Se você faz

uma coisa com dificuldade, é que não tem jeito para ela.” Duvido

(grifos meus).

ANDRADE, Carlos Drummond de. O observador no escritório: páginas de diário. Rio de Janeiro: Record, 1985.

Todo texto possui uma rede de retomadas pronominais, adverbiais ou lexicais que promovem a continuidade referencial e lhe emprestam unidade.


Esse processo está presente no seguinte fragmento

Alternativas
Q2774836 Português

A falsa liberdade e a Síndrome do “TER DE”


Lya Luft


Essa é uma manifestação típica do nosso tempo, contagiosa e difícil de curar porque se alimenta da nossa fragilidade, do quanto somos impressionáveis, e da força do espírito de rebanho que nos condiciona a seguir os outros. Eu tenho de fazer o que se espera de mim. Tenho de ambicionar esses bens, esse status, esse modo de viver – ou serei diferente, e estarei fora.

Temos muito mais opções agora do que alguns anos atrás, as possibilidades que se abrem são incríveis, mas escolher é difícil: temos de realizar tantas coisas, são tantos os compromissos, que nos falta o tempo para uma análise tranquila, uma decisão sensata, um prazer saboreado.

A gente tem de ser, como escrevi tantas vezes, belo, jovem, desejado, bom de cama (e de computador). Ou a gente tem de ser o pior, o mais relaxado, ou o mais drogado, o chefe da gangue, a mais sedutora, a mais produzida. Outra possibilidade é ter de ser o melhor pai, o melhor chefe, a melhor mãe, a melhor aluna; seja o que for, temos de estar entre os melhores, fingindo não ter falhas nem limitações. Ninguém pode se contentar em ser como pode: temos de ser muito mais que isso, temos de fazer o impossível, o desnecessário, até o absurdo, o que não nos agrada – ou estamos fora.

A gente tem de rir dos outros, rebaixar ou denegrir nem que seja o mais simples parceiro de trabalho ou o colega de escola com alguma deficiência ou dificuldade maior. A gente tem de aproveitar o mais que puder, e isso muitos pais incutem nos filhos: case tarde, aproveite antes! (O que significa isso?) [...]

A propaganda nos atordoa: temos de ser grandes bebedores (daquela marca de bebida, naturalmente), comprar o carro mais incrível, obter empréstimos com menores juros, fazer a viagem maravilhosa, ter a pele perfeita, mostrar os músculos mais fortes, usar o mais moderno celular, ir ao resort mais sofisticado.

Até no luto temos de assumir novas posturas: sofrer vai ficando fora de moda. Contrariando a mais elementar psicologia, mal perdemos uma pessoa amada, todos nos instigam a passar por cima. “Não chore, reaja”, é o que mais ouvimos. “Limpe a mesa dele, tire tudo do armário dela, troque os móveis, roupas de cama, mude de casa.” Tristeza e recolhimento ofendem nossa paisagem de papelão colorido. Saímos do velório e esperam que se vá depressa pegar a maquilagem, correr para a academia, tomar o antidepressivo, depressa, depressa, pois os outros não aguentam mais, quem quer saber da minha dor?

O “ter de” nos faz correr por aí com algemas nos tornozelos, mas talvez a gente só quisesse ser um pouco mais tranquilo, mais enraizado, mais amado, com algum tempo para curtir as coisas pequenas e refletir. Porém temos de estar à frente, ainda que na fila do SUS.

Se pensar bem, verei que não preciso ser magro nem atlético nem um modelo de funcionário, não preciso ter muito dinheiro ou conhecer Paris, não preciso nem mesmo ser importante ou bem-sucedido. Precisaria, sim, ser um sujeito decente, encontrar alguma harmonia comigo mesmo, com os outros, e com a natureza na qual fervilha a vida e a morte é apaziguadora.

Em lugar disso, porém, abraçamos a frustração, e com ela a culpa.

A culpa, disse um personagem de um filme, “é como uma mochila cheia de tijolos. Você carrega de um lado para o outro, até o fim da vida. Só tem um jeito: jogá-la fora”. Mas ela tem raízes fundas em religiões e crenças, em ditames da família, numa educação pelo excessivo controle ou na deseducação pela indiferença, na competitividade no trabalho e na pressão de nosso grupo, que cobra coisas demais. [...]

Nessa rede de complexidades, seria bom resistir à máquina da propaganda e buscar a simplicidade, não sucumbir ao impulso da manada que corre cegamente em frente. Com sorte, vamos até enganar o tempo sendo sempre jovens, sendo quem sabe imortais com nariz diminuto, boca ginecológica e olhar fatigado num rosto inexpressivo. Não nos faltam recursos: a medicina, a farmácia, a academia, a ilusão, nos estendem ofertas que incluem músculos artificiais, novos peitos, pele de porcelana, e grandes espelhos, espelho, espelho meu. Mas a gente nem sabe direito onde está se metendo, e toca a correr porque ainda não vimos tudo, não fizemos nem a metade, quase nada entendemos. Somos eternos devedores.

Ordens aqui e ali, alguém sopra as falas, outro desenha os gestos, vai sair tudo bem: nada depressivo nem negativo, tudo tem de parecer uma festa, noite de estreia com adrenalina e aplausos ao final.


Disponível em: http://www.contioutra.com/a-falsa-liberdade-e-a-sindrome-do-ter-de-lya-

luft/#ixzz4HMEDzQMU Acesso em 14 ago. 2016 (Adaptado)

Em “Em lugar disso, porém, abraçamos a frustração, e com ela a culpa.”, disso se refere a

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Q2771380 Português

Para responder às questões de 6 a 10, leia os quadrinhos abaixo.

(grandesdivas.wordpress.com)

No último quadrinho, aparece um período composto de duas orações conectadas entre si por um conectivo que indica adição. Qual é esse conectivo?

Alternativas
Q2765564 Português

Festa íntima


Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações amáveis e o elogio do aniversariante.

O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol. Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.

O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, amava-o com um amor de especialista, grave e sincero. Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.

Partimos emocionados. O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo-se de um filho.

Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco escandalosa. [...]

Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que adivinhavam.

E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal. [...]

E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!

Mas logo as distâncias o seduziam e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.

Carro tão sensato jamais houve: não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a temo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas pequenas crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.

E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele pára, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir. Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.

Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.


(MEIRELES, Cecília – Inéditos, 1968 – Literatura Comentada – Ed. Abril.)

O segmento do texto que NÃO apresenta estrutura aditiva realizada por meio de conectores desse tipo é:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFES Órgão: UFES Prova: UFES - 2016 - UFES - Médico - Clínico Geral |
Q2765442 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 8.


Poluição do ar tira R$ 15,8 bi anuais do Brasil com 62 mil mortes prematuras


1 Décadas atrás, quem dirigia pelas estradas brasileiras topava com placas de mensagens lúgubres

2 como “não faça do seu carro uma arma – a vítima pode ser você”.

3 As placas sumiram, mas as mortes no trânsito, não: são mais de 40 mil por ano, e crescendo. De 19

4 óbitos por 100 mil habitantes em 2009, o país passou para 23,4/100 mil em 2013, segundo relatório da

5 Organização Mundial da Saúde (OMS).

6 Correr demais ou usar o celular enquanto se dirige não são, porém, as únicas maneiras de fazer do

7 seu carro uma arma. São apenas as mais ruidosas, como sair dando tiros por aí. Basta ligar o motor

8 para fazer dele também uma arma química.

9 O cano de escapamento cospe uma série de compostos tóxicos, como os monóxidos de nitrogênio

10 (NO) ou de carbono (CO) e precursores de ozônio (O3). Dali sai também material particulado, com

11 destaque para a poeira fina (PM2,5) que penetra até os alvéolos dos pulmões e faz estragos neles.

12 Não faltam pesquisas a mostrar que a poluição do ar está diretamente relacionada com mortes

13 prematuras causadas por doença cardíaca isquêmica (enfarte), derrame, doença pulmonar obstrutiva

14 crônica, câncer de pulmão, infecção respiratória aguda e pneumonia. Velhos e crianças pequenas são

15 as maiores vítimas.

16 O Banco Mundial estima que 2,9 milhões morrem antes da hora no mundo, todos os anos, por causa

17 da poluição do ar. A maior parte por cozinhar dentro de casa com lenha e carvão, como fazem 2,8

18 bilhões de pessoas, principalmente na África e no Sul da Ásia. Fora daí, as mortes por poluição do ar

19 se dão por força das emissões veiculares.

20 As cifras acabrunhantes estão na publicação “O Custo da Poluição do Ar”, que teve lançamento na

21 semana passada. Em anos de vida produtiva perdidos, isso custou à economia global, em 2013, a

22 bagatela de estimados US$ 225 bilhões.

23 Outra medida feita pelo Banco Mundial diz respeito à perda de bem-estar. Aqui, o valor monetário do

24 prejuízo é calculado por meio de metodologia diversa – quanto cada pessoa se disporia a pagar para

25 livrar-se do risco de morrer por aquela causa. Neste caso, o montante sobe para US$ 5,1 trilhões.

26 Estima-se que 87% da população mundial viva em áreas acima do máximo de concentração de PM2,5

27 recomendado pela OMS, de 10 microgramas por metro cúbico. A de ozônio vem caindo no mundo,

28 mas Brasil, China, Índia, Paquistão e Bangladesh viram-na aumentar entre 10% e 20%.

29 No que toca ao PM2,5, a média do Brasil se encontrava ligeiramente abaixo do recomendado pela OMS

30 em 2009, com 9,68 micrograma/m3. Em 2013, contudo, esse valor já se encontrava em 16,5

31 micrograma/m3.

32 As mortes decorrentes, segundo a estimativa do Banco Mundial, subiram de 59,6 mil para 62,2 mil ao

33 ano no intervalo. Em matéria de produtividade perdida, o custo foi de US$ 4,9 bilhões em 2013, ou R$

34 15,8 bilhões na taxa de câmbio atual.

35 Com transporte de massa eletrificado, seria possível matar três coelhos com um único golpe de

36 progresso tecnológico: diminuir os acidentes fatais, abater as mortes prematuras por poluição e ainda

37 mitigar o aquecimento global, pois os motores a explosão também emitem gases do efeito estufa.

38 Não há por que continuar indefinidamente com essa insanidade de ênfase no deslocamento individual

39 propelido a combustíveis poluentes. Melhor seria retomar as placas dos anos 1970, com uma pequena

40 adaptação: “Não faça de seu carro uma arma – o fóssil pode ser você”.


(LEITE, Marcelo. Poluição do ar tira R$ 15,8 bi anuais do Brasil com 62 mil mortes prematuras. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2016/09/1812251-poluicao-do-ar-tira-r-158-bi-anuais-do-brasil-com-62-mil-mortes-prematuras.shtml>. Acesso em: 15 set. 2016.)

NÃO há elemento de coesão referencial anafórica em:

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Q2760536 Português

Marcuschi propõe “que se veja a Linguística do Texto, mesmo que provisória e genericamente, como o estudo das operações linguísticas e cognitivas reguladoreas e controladoras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial ao nível dos constituintes linguísticos, a coerênica conceitual ao nível semântico e cognitivo e o sistema de pressuposições e implicações a nível pragmático da produção do sentido no plano das ações e intenções. Em suma, a Linguística Textual trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado, deve preservar a organização linear que é o tratamento estritamente linguístico, abordado no aspecto da coesão e, por outro lado, deve considerar a organização reticulada ou tentacular, não linear; portanto, dos níveis do sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e funções pragmáticas” (1983, p. 12-13).

Coerência e coesão representam propriedades fundamentais para o estabelecimento de textualidade. Assinale a alternativa que apresenta somente termos relativos à coesão textual.

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Q2758385 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Casas mais ricas têm mais tipos de insetos, diz estudo


Por Helô D'Angelo



01 __Se você sonha em morar numa mansão com um jardim gigante, naquele bairro nobre da

02 cidade, pense duas vezes. Segundo um estudo da Academia de Ciências da Califórnia, essas casas

03 chiquérrimas têm duas vezes mais espécies de insetos do que as mais simples.

04__Os cientistas investigaram a presença de insetos em 100 casas na Carolina do Norte – 50

05 mansões e 50 lares mais pobres –, em bairros ricos e pobres. Eles descobriram que, nos casarões,

06 havia 100 espécies diferentes – entre elas, aranhas, mosquitos, centopeias e baratas. Já nas

07 casas mais modestas, os caras encontraram menos da metade dessa diversidade.

08__Veja bem: não é que as casas mais ricas tenham mais insetos – a diversidade de espécies

09 só é maior nesses casos. No começo, os cientistas achavam que isso acontecia porque as mansões

10 tinham jardins, mas só essa explicação não dava conta do mistério, já que as residências pobres

11 muitas vezes tinham jardins e hortas do mesmo tamanho ou até maiores do que os das casas

12 ricas.

13__Então, os pesquisadores acreditam que a concentração maior de espécies nos lares chiques

14 aconteça por causa do "efeito de luxo": em bairros nobres, geralmente há mais vegetação,

15 parques e praças, além dos jardins das casas em si, o que torna mais fácil para os insetos – e

16 outras espécies, como pássaros, lagartos e morcegos – se reproduzirem.

17__Com esse estudo, os caras concluíram que a urbanização tem um impacto ainda maior do

18 que se imaginava na biodiversidade das cidades – mas que manter áreas verdes dentro e fora

19 das casas pode ajudar a preservá-la.


(http://super.abril.com.br/ciencia/casas-mais-ricas-tem-mais-tipos-de-insetos-diz-estudo – texto adaptado para essa

prova.)

Sobre alguns pronomes do texto, analise as afirmações abaixo:


I. O pronome ‘essas’ (l. 02) se refere à ‘mansão (l. 01).

II. ‘Eles (l. 05) se refere a ‘Os cientistas’ (l. 04).

III. ‘elas’ (l. 06) se refere a ‘100 espécies diferentes’ (l. 06).


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2758127 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

O cérebro e a idade


  1. A partir de certo momento na vida, geralmente após o aniversário de 40 anos, a grande
  2. questão neurológica se resume a uma pergunta: onde diabos foram parar todos os nomes que
  3. esquecemos? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes
  4. que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar, no mar de neurônios, o nome do famoso
  5. marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu
  6. trabalho mais célebre. Você percebe que foi derrotado pela memória no almoço de domingo em
  7. que, diante da cara divertida de seus filhos, você tenta explicar: “Aquele filme, com aquela atriz
  8. australiana, casada com aquele outro ator...”.
  9. Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um
  10. cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de
  11. ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir agora, é que existe outro
  12. lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais que o tempo _______. “Conforme
  13. envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa
  14. reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch,
  15. autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro, recém-lançado no Brasil, reúne argumentos que
  16. fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora
  17. do que costuma ser.
  18. Barbara, que é editora de saúde do jornal The New York Times, um dos mais influentes dos
  19. Estados Unidos, resolveu investigar o que estava acontecendo com seu cérebro. Aos 56 anos,
  20. estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam
  21. comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava
  22. o cidadão. Queria entender a razão por que se pegava parada em frente a um armário sem saber
  23. o que tinha ido buscar. Ela não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de
  24. memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio
  25. igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo
  26. tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar
  27. sumindo na neblina da memória. Como pode ser?
  28. É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que
  29. chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado,
  30. ................. podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da
  31. expectativa de vida, a fase intermediária da vida (entre os 40 e os 68 anos) tornou-se uma espécie
  32. de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor restante da juventude .......... sabedoria da velhice
  33. que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro
  34. maduro. Este já não é o mesmo que costumava ser, mas as mudanças o transformaram num
  35. instrumento melhor.
  36. A nova ciência do envelhecimento, retratada por Barbara em seu livro, conseguiu decifrar
  37. o caráter das mudanças por ________ dessas percepções aparentemente contraditórias. Ou seja,
  38. se alguns neurônios podem ser danificados pelo tempo, há outros – até mesmo regiões inteiras
  39. do cérebro – que passam a funcionar melhor. “O raciocínio complexo, usado para analisar uma
  40. situação e encontrar soluções, é aprimorado”, diz o psiquiatra americano Gary Small, diretor do
  41. Centro de Envelhecimento da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.


Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245598-15257,00.html – texto especialmente adaptado para esta prova.

Assinale a alternativa que NÃO pode preencher corretamente as lacunas pontilhadas das linhas 30 e 32, respectivamente, pois desobedece à norma gramatical.

Alternativas
Q2757681 Português

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 5.


Tempos de resiliência


JORGE BARUDY LABRIN


1É a palavra da moda empregada por políticos,

2esportistas e gurus da autoajuda

3Resiliência designa a capacidade humana de superar traumas e feridas.

4Não é uma receita para a felicidade, mas uma atitude vital positiva que estimula a

5reparar os danos sofridos. As experiências de órfãos, crianças maltratadas ou

6abandonadas; de mulheres que sofreram com a violência machista de seus

7maridos; de vítimas de guerras, de tortura, de catástrofes naturais, ou de doenças

8permitiram constatar que muitas pessoas não se prendem a seus traumas a vida

9toda, mas contam com esse antídoto. Só precisam encontrar ambientes

10interpessoais e sociais que as ajudem a conhecer o valor terapêutico da

11solidariedade e do amor, porque são reconhecidos como afetados por

12experiências injustas e degradantes. Porque a resiliência dificilmente pode brotar

13na solidão. A confiança e a solidariedade de outras pessoas é condição

14imprescindível para que qualquer pessoa ferida por uma experiência traumática

15recupere a confiança em si mesma e na condição humana.

16O termo tem sua origem na Física. É a capacidade que um material tem

17de resistir a um impacto e recuperar sua forma original. Uma bola de borracha é

18um objeto resiliente, ao contrário do vidro de uma janela que, diante de um

19impacto, se estilhaça e não recupera sua forma anterior. Este fenômeno físico

20serviu de metáfora para o ser humano, que pode receber o impacto de um trauma

21e seguir adiante sem se destruir.


Disponível em:< http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/22/ciencia/1458660245_345067.html?rel=mas >.

Acesso em 18 abr. 2016.

Na enumeração dos traumas que as pessoas resilientes seriam, em tese, capazes de superar, o vocábulo que é omitido no início de cada elemento citado é

Alternativas
Q2757052 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

Um texto com coesão é aquele que apresenta conexão entre suas ideias. Para que essa ligação seja estabelecida de forma clara, podemos utilizar diversas ferramentas. Um importantíssimo processo coesivo: a COESÃO REFERENCIAL, cuja função é evitar indesejáveis repetições vocabulares.


No texto 4, os termos que exercem a coesão referencial são

Alternativas
Q2757026 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.

Texto 2

Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

lançamentos do ano passado.

[...]

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

Na frase “Mas se essa cidade ficou no passado [...]” (linha 14), o elemento coesivo sublinhado

Alternativas
Q2752738 Português

Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 05.


Texto 1


As tarefas da educação

Rubem Alves

colunista da Folha de S.Paulo


____ Resumindo: são duas, apenas duas, as tarefas da educação. Como acho que as

explicações conceituais são difíceis de aprender e fáceis de esquecer, eu

caminho sempre pelo caminho dos poetas, que é o caminho das imagens. Uma boa imagem é inesquecível. Assim,

em vez explicar o que disse, vou mostrar o que disse por meio de uma imagem.

5____ O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do trabalho, ele leva

uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração, ele leva uma caixa de

brinquedos. Ferramentas são melhorias do corpo. Os animais não precisam de ferramentas

porque seus corpos já são ferramentas. Eles lhes dão tudo aquilo de que necessitam para

sobreviver.

10____ Como são desajeitados os seres humanos quando comparados com os animais! Veja,

por exemplo, os macacos. Sem nenhum treinamento especial eles tirariam medalhas de ouro na

ginástica olímpica. E os saltos das pulgas e dos gafanhotos!

____ Já prestou atenção na velocidade das formigas? Mais velozes a pé, proporcionalmente,

que os bólidos de F-1! O voo dos urubus, os buracos dos tatus, as teias das aranhas, as

15 conchas dos moluscos, a língua saltadora dos sapos, o veneno das taturanas, os dentes dos

castores.

____ Nossa inteligência se desenvolveu para compensar nossa incompetência corporal.

Inventou melhorias para o corpo: porretes, pilões, facas, flechas, redes, barcos, jegues,

bicicletas, casas... Disse Marshall MacLuhan corretamente que todos os "meios" são extensões

20 do corpo. É isso que são as ferramentas, meios para viver. Ferramentas aumentam a nossa

força, nos dão poder. Sem ser dotado de força de corpo, pela inteligência o homem se

transformou no mais forte de todos os animais, o mais terrível, o maior criador, o mais

destruidor. O homem tem poder para transformar o mundo num paraíso ou num deserto.

____ A primeira tarefa de cada geração, dos pais, é passar aos filhos, como herança, a caixa

25 de ferramentas. Para que eles não tenham de começar da estaca zero. Para que eles não

precisem pensar soluções que já existem. Muitas ferramentas são objetos: sapatos, escovas,

facas, canetas, óculos, carros, computadores. Os pais apresentam tais ferramentas aos seus

filhos e lhes ensinam como devem ser usadas. Com o passar do tempo, muitas ferramentas,

muitos objetos e muitos de seus usos se tornam obsoletos. Quando isso acontece, eles são

30 retirados da caixa. São esquecidos por não terem mais uso. As meninas não têm de aprender a

torrar café numa panela de ferro, e os meninos não têm de aprender a usar arco-e-flecha para

encontrar o café da manhã. Somente os velhos ainda sabem apontar os lápis com um

canivete...

____ Outras ferramentas são puras habilidades. Andar, falar, construir. Uma habilidade

35 extraordinária que usamos o tempo todo, mas de que não temos consciência, é a capacidade

de construir, na cabeça, as realidades virtuais chamadas mapas. Para nos entendermos na

nossa casa, temos de ter mapas dos seus cômodos e mapas dos lugares onde as coisas estão

guardadas. Fazemos mapas da casa. Fazemos mapas da cidade, do mundo, do universo. Sem

mapas, seríamos seres perdidos, sem direção.

40____ A ciência é, ao mesmo tempo, uma enorme caixa de ferramentas e, mais importante

que suas ferramentas, um saber de como se fazem as ferramentas. O uso das ferramentas

científicas que já existem pode ser ensinado. Mas a arte de construir ferramentas novas, para

isso há de saber pensar. A arte de pensar é a ponte para o desconhecido. Assim, tão

importante quanto a aprendizagem do uso das ferramentas existentes — coisa que se pode

45 aprender mecanicamente — é a arte de construir ferramentas novas. Na caixa das ferramentas,

ao lado das ferramentas existentes, mas num compartimento separado, está a arte de pensar.

____ (Fico a pensar: o que as escolas ensinam? Elas ensinam as ferramentas existentes ou

a arte de pensar, chave para as ferramentas inexistentes? O problema: os processos de

avaliação sabem como testar o conhecimento das ferramentas. Mas que procedimentos adotar

50 para avaliar a arte de pensar?)

____ Assim, diante da caixa de ferramentas, o professor tem de se perguntar: "Isso que estou

ensinando é ferramenta para quê? De que forma pode ser usado? Em que aumenta a

competência dos meus alunos para cada um viver a sua vida?". Se não houver resposta, pode

estar certo de uma coisa: ferramenta não é.

55____ Mas há uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração. Essa caixa está cheia de

coisas que não servem para nada. Inúteis. Lá estão um livro de poemas da Cecília Meireles, a

"Valsinha" de Chico Buarque, um cheiro de jasmim, um quadro de Monet, um vento no rosto,

uma sonata de Mozart, o riso de uma criança, um saco de bolas de gude... Coisas inúteis. E, no

entanto, elas nos fazem sorrir. E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam

sorrir? Na próxima vez, a gente abre a caixa dos brinquedos...


Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u855.shtm>. Acesso em: 10 mar. 2016. (Adaptado)

“O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do trabalho, ele leva uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração, ele leva uma caixa de brinquedos. Ferramentas são melhorias do corpo. Os animais não precisam de ferramentas porque seus corpos já são ferramentas. Eles lhes dão tudo aquilo de que necessitam para sobreviver.” (linhas 5-9).


Sobre as palavras destacadas no trecho acima, é correto afirmar que


( ) O primeiro pronome “ele” e o segundo têm o mesmo referente: “corpo”. Já o pronome “lhes” se refere a “animais”.

( ) O primeiro pronome “ele” e o segundo têm referentes diferentes: respectivamente, “corpo” e “coração”. Já o pronome “lhes” refere-se a “animais”.

( ) O primeiro pronome “ele” e o segundo têm referentes diferentes: respectivamente, “trabalho” e “coração”. Já o pronome “lhes” refere-se a “corpos”.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2750450 Português

Texto para responder às questões 1 e 8.

1 A costa Atlântica, ao longo de milênios, foi percorrida

e ocupada por inumeráveis povos indígenas. Disputando os

melhores nichos ecológicos, eles se alojavam, desalojavam e

4 realojavam, incessantemente. Nos últimos séculos, porém,

índios de fala tupi, bons guerreiros, se instalaram,

dominadores, na imensidade da área, tanto à beira-mar, ao

7 longo de toda a costa atlântica e pelo Amazonas acima,

como subindo pelos rios principais, como o Paraguai, o

Guaporé, o Tapajós, até suas nascentes.

10 Configuraram, desse modo, a ilha Brasil,

prefigurando, no chão da América do Sul, o que viria a ser

nosso país. Não era, obviamente, uma nação, porque eles

13 não se sabiam tantos nem tão dominadores. Era, tão-só,

uma miríade de povos tribais, falando línguas do mesmo

tronco, dialetos de uma mesma língua, cada um dos quais,

16 ao crescer, se bipartia, fazendo dois povos que começavam

a se diferenciar e logo se desconheciam e se hostilizavam.

Se a história, acaso, desse a esses povos Tupi uns

19 séculos mais de liberdade e autonomia, é possível que

alguns deles se sobrepusessem aos outros, criando

chefaturas sobre territórios cada vez mais amplos e forçando

22 os povos que neles viviam a servi-los, os uniformizando e

desencadeando, assim, um processo oposto ao de expansão

por diferenciação.

25 Nada disso sucedeu. O que aconteceu, e mudou total

e radicalmente seu destino, foi a introdução no seu mundo

de um protagonista novo, o europeu.

Darcy Ribeiro. O povo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

No que se refere ao emprego dos pronomes no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2737091 Português

Analise o texto abaixo para responder às questões 09 e 10:


Aperte enter para terminar

‘Acabou’, dizia a mensagem que Mariana recebeu após 4 anos de namoro – ela nunca mais o viu. Na era da paquera no Tinder, o fim também é virtual


(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/226034- aperte-enter-para-terminar.shtml Acesso em 28/04/2016.)

No trecho “ela nunca mais o viu”, as palavras em destaque, respectivamente:

Alternativas
Q2737089 Português

Leia o título da matéria publicada no caderno TEC da Folha de São Paulo, para responder às questões de 06 a 08.


Recebeu, não leu…

WhatsApp passa a avisar usuários quando mensagem é lida e causa irritação e ansiedade; ‘recurso’ não pode ser desativado


(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/195002- recebeu-nao-leu.shtml acesso em 28/04/2016)

O título do texto da matéria apresenta duas orações, no entanto não há um elemento coesivo ou conjunção fazendo a ligação delas, são separadas pela vírgula. Nesse caso, a conjunção que ligaria as orações do título, substituindo a vírgula, sem alterar o valor semântico dele, seria:

Alternativas
Q2736700 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


A inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho: um panorama positivo para uma mudança necessária


Jaques Haber


01 ___ É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a

02 economia do Brasil. Além da geração de emprego, a inclusão dessas pessoas no mercado de

03 trabalho contribui para trazer-lhes dignidade. Ao incluí-las, não estamos apenas ofertando um

04 salário, mas também a oportunidade de se reabilitarem socialmente e psicologicamente.

05 ___ É sabido que o exercício profissional traz consigo a interação com outras pessoas, o

06 sentimento de cidadão produtivo, a possibilidade de fazer amigos, de encontrar um amor, de

07 pertencer a um grupo social. Até o status adquirido junto _____ própria família muda para

08 melhor, sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui

09 para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências

10 diversificadas.

11 ___ Ao incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, configura-se um novo grupo de

12 consumidores, até então excluído da economia. Com a geração de renda, esse grupo passa a

13 consumir avidamente, já que apresenta muitas carências, desde elementos essenciais, como o

14 acesso a planos e serviços de saúde, até a concretização de desejos não tão de primeira ordem,

15 como a compra de um tablet ou um smartphones, por exemplo. Com a renda, essas pessoas

16 passam a circular mais, e isso ................. maior convivência com pessoas sem deficiência, o

17 que desperta a atenção para oportunidades de se criarem mais produtos, serviços e ambientes

18 que atendam às necessidades específicas dessa parcela da população.

19 ___ Nessa perspectiva, a inclusão de profissionais com deficiência no ambiente de trabalho cria

20 oportunidades, também, para as empresas gerarem mais negócios. Uma pessoa que está

21 acostumada a enfrentar desafios diários por falta de acessibilidade ou sensibilização da

22 população, em geral, .............. se adapta ao mundo do trabalho. Nesse sentido, essa pessoa

23 está mais preparada para lidar com situações críticas e a resolver problemas, além de trazer uma

24 visão diferente para o grupo, o que contribui para o processo de criação ou tomada de decisões.

25 ___ Em relação _____ qualificação das pessoas com deficiência, podemos afirmar que segue

26 basicamente o mesmo padrão da população brasileira em geral, e é falacioso generalizar a falta

27 de qualificação desse grupo. É fato que, por questões de exclusão histórica, há uma maioria

28 pouco qualificada, mas essa baixa qualificação também incide no restante da população e não

29 significa que não existam pessoas com deficiência qualificadas. Por exemplo: no banco de

30 currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino

31 médio completo, e há muitos com graduação, mestrado e doutorado.

32 ___ Observamos, então, que o maior empecilho para a inclusão desses profissionais ainda é

33 cultural. Ou seja, as relações interpessoais ainda estão muito calcadas em estereótipos e

34 preconceitos, além do fato de as vagas oferecidas _____ essas pessoas ainda serem muito

35 operacionais e pouco atrativas. Os líderes e gestores das empresas ainda não consideram incluir

36 esses profissionais em cargos mais estratégicos, pois tendem a achar que são menos produtivos

37 ou geram mais custos com acessibilidade, o que não é verdade. Dessa forma, não é exagero

38 afirmar que a questão cultural ainda é o maior desafio. A falta de acessibilidade é reflexo da falta

39 de cultura inclusiva. Enquanto não transformarmos a mentalidade antiga de que as pessoas com

40 deficiência são menos qualificadas, menos produtivas e exigem muitos investimentos, não

41 daremos um salto de qualidade no processo de inclusão.


(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)


Considerando a necessidade de coerência nas ideias defendidas no texto, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 16 e 22.

Alternativas
Q2736699 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


A inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho: um panorama positivo para uma mudança necessária


Jaques Haber


01 ___ É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a

02 economia do Brasil. Além da geração de emprego, a inclusão dessas pessoas no mercado de

03 trabalho contribui para trazer-lhes dignidade. Ao incluí-las, não estamos apenas ofertando um

04 salário, mas também a oportunidade de se reabilitarem socialmente e psicologicamente.

05 ___ É sabido que o exercício profissional traz consigo a interação com outras pessoas, o

06 sentimento de cidadão produtivo, a possibilidade de fazer amigos, de encontrar um amor, de

07 pertencer a um grupo social. Até o status adquirido junto _____ própria família muda para

08 melhor, sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui

09 para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências

10 diversificadas.

11 ___ Ao incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, configura-se um novo grupo de

12 consumidores, até então excluído da economia. Com a geração de renda, esse grupo passa a

13 consumir avidamente, já que apresenta muitas carências, desde elementos essenciais, como o

14 acesso a planos e serviços de saúde, até a concretização de desejos não tão de primeira ordem,

15 como a compra de um tablet ou um smartphones, por exemplo. Com a renda, essas pessoas

16 passam a circular mais, e isso ................. maior convivência com pessoas sem deficiência, o

17 que desperta a atenção para oportunidades de se criarem mais produtos, serviços e ambientes

18 que atendam às necessidades específicas dessa parcela da população.

19 ___ Nessa perspectiva, a inclusão de profissionais com deficiência no ambiente de trabalho cria

20 oportunidades, também, para as empresas gerarem mais negócios. Uma pessoa que está

21 acostumada a enfrentar desafios diários por falta de acessibilidade ou sensibilização da

22 população, em geral, .............. se adapta ao mundo do trabalho. Nesse sentido, essa pessoa

23 está mais preparada para lidar com situações críticas e a resolver problemas, além de trazer uma

24 visão diferente para o grupo, o que contribui para o processo de criação ou tomada de decisões.

25 ___ Em relação _____ qualificação das pessoas com deficiência, podemos afirmar que segue

26 basicamente o mesmo padrão da população brasileira em geral, e é falacioso generalizar a falta

27 de qualificação desse grupo. É fato que, por questões de exclusão histórica, há uma maioria

28 pouco qualificada, mas essa baixa qualificação também incide no restante da população e não

29 significa que não existam pessoas com deficiência qualificadas. Por exemplo: no banco de

30 currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino

31 médio completo, e há muitos com graduação, mestrado e doutorado.

32 ___ Observamos, então, que o maior empecilho para a inclusão desses profissionais ainda é

33 cultural. Ou seja, as relações interpessoais ainda estão muito calcadas em estereótipos e

34 preconceitos, além do fato de as vagas oferecidas _____ essas pessoas ainda serem muito

35 operacionais e pouco atrativas. Os líderes e gestores das empresas ainda não consideram incluir

36 esses profissionais em cargos mais estratégicos, pois tendem a achar que são menos produtivos

37 ou geram mais custos com acessibilidade, o que não é verdade. Dessa forma, não é exagero

38 afirmar que a questão cultural ainda é o maior desafio. A falta de acessibilidade é reflexo da falta

39 de cultura inclusiva. Enquanto não transformarmos a mentalidade antiga de que as pessoas com

40 deficiência são menos qualificadas, menos produtivas e exigem muitos investimentos, não

41 daremos um salto de qualidade no processo de inclusão.


(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 07, 25 e 34.

Alternativas
Q2736169 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Psicologia da Internet: ................ nos tornamos outras pessoas na vida digital.

01 Há cerca de duas décadas foi criada a expressão “Psicologia da Internet” para explicar a

02 razão pela qual o comportamento das pessoas se altera tanto dentro dos ambientes virtuais.

03 Qualquer um que já navegou na web percebeu alguma modificação, ainda que mais leve, em sua

04 conduta ou ação. Por ser um espaço muito atípico e diferente de tudo que já experimentamos na

05 vida concreta, descobriu-se que a realidade paralela exerce um tipo de “dinamização” da

06 personalidade, o que coloca as pessoas em inclinação para atitudes de maior risco e de

07 descontrole calculado, se comparadas ao que se vive no nosso dia-a-dia.

08 A respeito desse fenômeno, criou-se um termo para melhor definir tais alterações

09 comportamentais: “efeito de ________ online”, explicita, portanto, a variação de padrões.

10 Pesquisas demonstraram que essas alternâncias da vida off-line para a vida online se baseiam nas

11 seguintes crenças:

12 (A) “Você não sabe quem eu sou e não pode me ver”: à medida que as pessoas navegam na

13 internet, obviamente que não podem ser “vistas”, no sentido literal da palavra – diferentemente

14 de como ocorre no mundo concreto -, conferindo então aos internautas a falsa percepção de que

15 eles estão anônimos e, por esta razão, não há limites ou regras associadas ao comportamento

16 online. Esse fato também é descrito na literatura psicológica como “desindividualização”, ou seja,

17 um estado de _________ da identidade real e que favorece o aparecimento de maior grau de

18 insubordinação, agressividade e sexualidade exacerbada, se comparado ao que ocorre na vida

19 concreta.

20 (B) “Até logo” ou “até mais”: a internet, querendo ou não, uma vez que permite aos seus

21 usuários escaparem facilmente das situações mais embaraçosas, leva-os a correrem mais riscos e

22 tolerarem melhor as situações de ameaça. Como não existe uma consequência imediata dessas

23 ações virtuais (na verdade “existe” uma consequência, todavia, ela é mais demorada para que os

24 resultados apareçam), as pessoas então se tornam mais flexíveis a respeito das transgressões.

25 (C) “É apenas um jogo”: esta ________ dá ao usuário a ilusão de que o mundo online opera,

26 na verdade, em condição de fantasia, e que ninguém, de fato, seria prejudicado pelas “aventuras”

27 realizadas no mundo digital. Assim, a linha divisória entre a ficção e a realidade torna-se

28 facilmente mais turva, uma vez que existem centenas de atividades que, na verdade, “não

29 existem” na realidade concreta.

30 (D) “Somos todos amigos”: cria a ilusão de que, na vida paralela da internet, somos todos

31 iguais ou amigos, uns com os outros e que, portanto, as regras que determinam as relações

32 adequadas entre os diferentes grupos (por exemplo, crianças, adolescentes e adultos) existentes

33 no mundo real podem ser simplesmente desconsideradas. Este princípio também tem o poder de

34 diluir as hierarquias existentes entre diferentes indivíduos na sociedade, favorecendo aos

35 comportamentos de maior desrespeito e falta de cuidado interpessoal que tanto se observa nas

36 redes sociais e nas comunicações entre funcionários de uma empresa.

37 Portanto, esse efeito descontrói os ambientes formais e mais rígidos da realidade concreta

38 para liberar o indivíduo ao trânsito nos espaços altamente permissivos, tornando as pessoas mais

39 condescendentes e altamente plásticas em relação às transgressões. Vamos lembrar que todo

40 esse processo já tem um nome e se chama “personalidade eletrônica” (e-personality).

41 Imagine então, as crianças e jovens ainda em processo de formação, o que o ambiente

42 virtual poderia fazer com a consolidação de sua personalidade (ainda) em definição? No final das

43 contas, pensam muitos pais desavisados: “é apenas videogame” ou, ainda, “eles só estão usando

44 uma rede social”, que problema haveria com isso? No passado não muito distante, o

45 desassossego familiar vinha das amizades inadequadas, hoje deriva do próprio indivíduo em sua

46 relação consigo mesmo no ambiente virtual.

47 Para se pensar, não acha?


(Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/ — texto adaptado)

Considerando o uso dos pronomes e as expressões retomadas, analise as assertivas abaixo:


I. ‘os’ (l.21) retoma ‘usuários’ (l.21).

II. ‘ela’ (l.23) retoma ‘consequência imediata’ (l.22).

III. ‘esse’ (l.37) retoma “efeito de ________ online” (l.09).


Quais estão corretas?

Alternativas
Respostas
9261: D
9262: D
9263: E
9264: A
9265: C
9266: D
9267: E
9268: C
9269: E
9270: E
9271: D
9272: A
9273: D
9274: A
9275: C
9276: A
9277: E
9278: E
9279: A
9280: E