Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Mesmo que, hoje, as imagens que você posta do seu filho não reverberem de forma negativa, no futuro, dependendo do teor, elas podem se tornar fonte de mal-estar, embaraço ou matéria para bullying.
I. Pelo fato de poderem reverberar de forma negativa no futuro, as imagens que você posta, atualmente, do seu filho podem trazer malestar, embaraço ou matéria para bullying, dependendo do teor.
II. Como podem refletir algo negativo no futuro, as imagens que você posta, hoje, do seu filho, dependendo do teor, podem trazer mal-estar, embaraço ou matéria para bullying.
III. Qualquer imagem que você posta do seu filho, independentemente de seu teor, pode fazer estragos em sua vida futura, tornando-se fonte de mal-estar, embaraço ou matéria para bullying.
IV. Não importa se reverberem de forma negativa atualmente, dependendo do conteúdo, no futuro, as imagens que você posta do seu filho podem propiciar mal-estar, embaraço ou matéria para bullying.
Quais preservam o sentido, a clareza e a correção do texto?

I. “No passado, havia uma separação muito clara entre a vida presencial e a digital. Hoje, isso não existe mais.”
II. “Se as pessoas estão presentes nas redes sociais, é natural que as crianças também estejam. Afinal, elas são parte da sociedade”
Não foram anunciados, ainda, quais serão os próximos lançamentos. Mas duas certezas: A Hora da Estrela encerra o projeto, em 10 de dezembro de 2020; e antes, em julho, para a Flip, onde Clarice já foi homenageada, sai a coletânea Todas as Cartas nos moldes dos outros dois volumes, de contos e crônicas, publicados pela Rocco.

Conceição Evaristo. Olhos D'água. Rio de Janeiro: Pallas, 2016, p.15-9.

Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fundação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM.20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).

Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fundação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM.20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).

Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fundação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM.20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).
COLUNA I. A- Correção. B- Concisão. C- Clareza. D- Precisão. E- Naturalidade. F- Originalidade. G- Harmonia. H- Colorido e elegância.
COLUNA II. (1) São virtudes que dão à obra literária o acabamento ideal e o toque da perfeição. Decorrem do uso criterioso das figuras e dos ornatos de estilo, exigem imaginação fértil, brilhante e o perfeito domínio da técnica literária.
(2) É uma qualidade inata ao falante ou escritor, um dom natural, que a arte não dá, mas pode estimular e aprimorar. Nasce de uma visão pessoal do mundo e das coisas. Contrapõem-se-lhe a imitação servil, o estilo postiço e a vulgaridade.
(3) É a obediência à disciplina gramatical, o respeito das normas linguísticas que vigoram na língua-padrão. Linguagem correta, portanto, é a que está livre dos vícios. Todavia, não deve ser considerada como um tabu. O purismo, ou a excessiva preocupação com “o que se não deve dizer”, garroteia a ideia e abafa a espontaneidade.
(4) Resulta da escolha acertada do termo próprio, da palavra exata para a ideia que se quer exprimir. A impropriedade dos termos torna a linguagem imprecisa e obscura.
(5) É o elemento musical da frase. Seu segredo está na boa escolha e na correta disposição das palavras, de tal maneira que o período se imponha pelo ritmo, equilíbrio e harmonia.
(6) Consiste em dizer muito em poucas palavras. A expressão concisa e sóbria se desenvolve no sentido retilíneo, evitando as digressões inúteis, as palavras supérfluas, a desmedida adjetivação e os períodos extensos e emaranhados.
(7) Sem deixar de ser correta e até mesmo original e colorida, a linguagem revestirá, no entanto, uma forma simples e espontânea, de tal maneira que não se note o esforço da arte e a preocupação do estilo. Ferem o uso sistemático dos termos difíceis, a frase rebuscada, a expressão empolada e pedante, enfim, tudo o que denota artificialismo e afetação.
(8) Juntamente com a correção, é qualidade primordial da expressão escrita ou falada. Reflete a limpidez do pensamento e facilita-lhe a pronta percepção. É coadjuvada pela concisão e a simplicidade da forma. Opõe-se-lhe a anfibologia e a obscuridade.
TEXTO IV
Conhecimento prévio
Entenda por que aquilo cada um já sabe é a ponte para saber mais
Elisângela Fernandes
Virou quase uma obrigação. Não há (ou pelo menos não deveria haver) professor que inicie a abordagem de um conteúdo sem antes identificar o que sua turma efetivamente conhece sobre o que será tratado. Apesar de corriqueira nos dias de hoje, a prática estava ausente da rotina escolar até o início do século passado. Foi Jean Piaget (1896-1980) quem primeiro chamou a atenção para a importância daquilo que, no atual jargão da área, convencionou chamar-se de conhecimento prévio.
As investigações do cientista suíço foram feitas sob a perspectiva do desenvolvimento intelectual. Para entender como a criança passa de um conhecimento mais simples a outro mais complexo, Piaget conduziu um trabalho que durou décadas no Instituto Jean-Jacques Rousseau e no Centro Internacional de Epistemologia Genética, ambos em Genebra, Suíça. Ao observar exaustivamente como os pequenos comparavam, classificavam, ordenavam e relacionavam diferentes objetos, ele compreendeu que a inteligência se desenvolve por um processo de sucessivas fases. Dependendo da qualidade das interações de cada sujeito com o meio, as estruturas mentais - condições prévias para o aprendizado, conforme descreve o suíço em sua obra - vão se tornando mais complexas até o fim da vida. Em cada fase do desenvolvimento, elas determinam os limites do que os indivíduos podem compreender.
Dessa perspectiva, fica claro que o cerne de sua investigação relaciona-se à capacidade de raciocínio. Por não estudar o processo do ponto de vista da Educação formal, Piaget não se interessava tanto pelo conhecimento como conteúdo de ensino. Na década de 1960, esse tema mereceu a atenção de outro célebre pensador da Psicologia da Educação, o americano David Ausubel (1918-2008). "Ele foi possivelmente um dos primeiros a usar a expressão conhecimento prévio, hoje consagrada entre os professores", diz Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do ensino de Ciências e Biologia do Instituto Oswaldo Cruz.
De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe - a ideia-âncora, na sua denominação - é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio. Para o americano, o conjunto de saberes que a pessoa traz como contribuição ao aprendizado é tão essencial que mereceu uma citação contundente, no livro Psicologia Educacional: "O fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-o de acordo".
Ao enfatizarem aspectos distintos do conhecimento prévio, as visões de Piaget e Ausubel se complementam. "Para aprender algo são necessárias estruturas mentais que deem conta de novas complexidades e também conteúdos anteriores que ajudam a assimilar saberes", diz Fernando Becker, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). (...)
Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/1510/conhecimento-previo. Acesso em 12/09/2020. (com adaptações)
“Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas”.
Ler a vida
(Marina Colasanti)
Quinta-Feira, 20 de agosto de 2020
Faço, toda manhã, exercícios respiratórios diante da janela aberta. E tenho o privilégio de ver o mar. Pois, manhã destas estava eu inspirando e expirando, quando reparei num barco de pesca parado em meio ao azul. Olhei para cima. Cormorões em bando revoluteavam. Pensei que os pescadores haviam lido aquelas asas e sabido através delas que um cardume nadava naquele exato ponto.
Toda manhã, tendo cumprido o dever dos exercícios, rego as plantas do terracinho do quarto e deixo o olhar escorrer sobre os prédios. Pois já fazem algumas manhãs que meus olhos encontram uma jovem mulher, de biquíni e grávida, andando em marcha apertada na laje do seu edifício. Calça tênis. Leio no seu andar o começo de uma devoção que nunca terminará, devoção ao filho que ainda nem nasceu. É por ele, para que nasça sadio apesar dela estar trancada em casa, que toda manhã toma o elevador e caminha, empenhada, sob o sol.
Tudo na vida é leitura, para quem tem olhos.
Num esforço de sobrevivência, os bebês precisam aprender a ler o mundo muito antes de identificar as letras. É preciso distinguir os objetos, identificar sua função e saber como essa função se encaixa no cotidiano. Interpretar o rosto dos outros humanos é imprescindível, sem o que corre-se o risco de confundir uma reprimenda com um carinho — e a reprimenda pode ser protetiva. É importante ler chama e gelo, chuva e vento, mar e floresta.
Sabemos que bebês que têm mais estímulos desenvolvem-se mais plenamente. O que são estímulos? São aulas de leitura da vida.
Pergunto-me como meu amigo Yllen Kerr, se vivo estivesse, leria o medonho incêndio do Pantanal. Foi premiado por uma série de reportagens sobre aquela imensa planície, inundada na maior parte do ano, seca somente durante quatro meses. Fotografou onças e aves, serpentes e jacarés para ilustrar as reportagens. Hoje choraria, tenho certeza, vendo os restos queimados de tantos animais. Não sei se leria nas chamas o aquecimento global, a alteração do regime de chuvas devido ao desmatamento, ou a pouca água dos rios permitindo a maior seca dos últimos 30 anos. Talvez, arguto que era, lesse esses três fatores juntos.
Cada um lê de acordo com os olhos que tem.
Vi em uma revista que Dior acabou de lançar novo modelo de bolsa. O modelo, dizia a legenda da foto, tem preços “a partir de 19 mil reais”. A revista listava o nome de três ou quatro proprietárias brasileiras desta joia. Certamente, elas leram a chegada da nova bolsa como um apelo de elegância desejável. Eu, ao contrário, li como extrema deselegância exibir bolsa deste preço em país tão miserável. Não importa quanto a pessoa ganha, importa quanto os outros não ganham. Não importa se a usuária já colabora de alguma maneira com obras beneficentes, o que mais importa é que 19 mil reais correspondem a 33 auxílios emergenciais.
(...)
Mas a leitura da vida não se faz só com os próprios olhos, entram na receita a sensibilidade e os conhecimentos que se têm.
FONTE: https://www.marinacolasanti.com/2020/08/ler-vida.html
O texto abaixo é um fragmento da entrevista do filósofo Zygmunt Bauman ao jornal espanhol El País:
(...) o diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.
FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html
Feita a leitura do fragmento textual abaixo exposto, responda à questão.
As novas engrenagens do trabalho
Processos industriais com máquinas cada vez mais inteligentes requerem qualificação da mão de obra que as opera
[Comparar a atual rotina de um cidadão comum com a de alguém que viveu há apenas 30 anos mostrará significativas diferenças. Percebe-se isso nas transações bancárias, cada vez mais eletrônicas. Nas opções de para alugar ou assistir a um filme, hoje a um clique de nossas mãos, assim como na forma de se comunicar com outras pessoas, intensamente mais instantânea. ]* [Esse cenário denota a profunda transformação pela qual o mundo vem passando e que não dá sinais de terminar, com reflexos diretos no mercado de trabalho, como a extinção de diversas profissões e o surgimento de novas, em processo que só tende a se acelerar.]*
Um estudo da consultoria McKinsey chamado Jobs lost, Jobs gained: workforce transitions in a time of automation (“Empregos perdidos, empregos conquistados: transições da força de trabalho em um momento de automação”), de 2017, projeta que 60% das ocupações terão pelo menos 30% de suas atividades automatizadas até 2030. As tarefas recorrentes e repetitivas são as primeiras da fila. São consideradas atividades mais operacionais e que exigem menor qualificação do trabalhador.
Segundo pesquisa do fórum Econômico Mundial denominada The future of Jobs (“O futuro dos empregos”), de 2018, a previsão é de que 75 milhões de ocupações podem desaparecer em decorrência do avanço tecnológico. Em compensação, 133 milhões de postos devem ser criados, ainda que com outras características, já adaptados à nova divisão de trabalho entre homens e máquinas. (Isto É, 05/02/20)
**O 1º parágrafo contempla dois tópicos, daí a demarcação dos blocos entre colchetes.
Acharge abaixo sinaliza, na superfície, para o fato de o desmatamento ser mais um dos fatores condicionantes da ocupação das ruas por pessoas sem amparo. Ao mesmo tempo, o texto conduz o leitor a refletir sobre os prejuízos ao planeta causados pelo desmatamento e o que se está fazendo para atenuar o problema.
Após uma leitura atenta, responda à questão.

(https://pt-static.z-dn.net/files/d00/89c03a291c5c50827df568698c39c3f8.jpg).
Do ponto de vista da estruturação linguística, avalie a veracidade das proposições com relação às estruturas oracionais.
( ) Três orações compõem a fala do primeiro personagem. Entre a segunda oração e a terceira, que é iniciada pelo conector E, depreende-se uma relação de causa e consequência. Quanto à relação entre a primeira e a terceira, é de adversidade.
( ) A versão escrita da fala do segundo personagem, seguindo o mesmo raciocínio da fala do primeiro personagem, resultaria em: “Eu trabalhava como segurança, protegendo a mata; mas, uma vez que veio o desmatamento, fiquei sem mata. Ou ainda: “Eu trabalhava como segurança, protegendo a mata; mas fiquei sem mata porque veio o desmatamento”.
( ) A versão escrita da primeira fala do personagem, conforme a lógica estabelecida – oração principal, oração adversativa, oração causal e consecutiva – resultaria em: “Eu trabalhava como segurança, mas, embora viesse a crise, perdi o emprego.” Ou, em outra ordem: “Eu trabalhava como segurança, mas perdi o emprego, embora viesse a crise”.
A sequêcia CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
“Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e, como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e fecha muito rápido.”
