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Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 9.116 questões

Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Assistente Social | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Controlador de Município | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Farmacêutico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Coordenador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Médico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Nutricionista | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Orientador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Odontólogo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Ciências - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Educação Física | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de História - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Informática - Licenciatura em Computação | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Matemática - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Pedagogia - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Português - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Psicopedagogo |
Q3107794 Português
Leia as alternativas abaixo e assinale a que descreve, de forma mais precisa e detalhada, a função e a estrutura do tópico frasal em um parágrafo dissertativo, considerando sua relevância para a coesão textual e o desenvolvimento argumentativo.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Assistente Social | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Controlador de Município | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Farmacêutico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Coordenador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Médico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Nutricionista | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Orientador Pedagógico | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Odontólogo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Ciências - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Educação Física | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de História - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Informática - Licenciatura em Computação | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Matemática - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Pedagogia - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Professor de Português - Licenciatura | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Psicopedagogo |
Q3107788 Português
Uma dissertação é um tipo de texto argumentativo, estruturado de forma lógica, com introdução, desenvolvimento e conclusão, que busca expor e defender um ponto de vista.
Em relação à coesão textual em uma dissertação, analise as assertivas a seguir.
I. O autor deve repetir termos idênticos para evitar ambiguidades.
II. As ideias devem ser encadeadas logicamente, sem repetições desnecessárias.
III. O texto deve apresentar palavras complexas para garantir sofisticação.
IV. Deve-se manter um equilíbrio entre orações simples e complexas para manter o ritmo e evitar cansaço ao leitor.
V. Deve-se fazer o uso constante de pronomes pessoais para tornar o texto mais dinâmico.

Aponte a alternativa CORRETA
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Assistente Administrativo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Agente Comunitário de Saúde | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Agente de Contratação Pública (Pregoeiro) | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Atendente de Farmácia | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Tributos | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Posturas e Meio Ambiente | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Vigilância Sanitária | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Guarda de Endemias | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Psicólogo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Auxiliar de Saúde Bucal | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico Ambiental | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Contabilidade | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Enfermagem | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Informática | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Sistema Único de Assistência Social |
Q3107725 Português

Considere o seguinte trecho:


"Não há nada mais pesado do que a compaixão. Nem sequer a própria dor é tão pesada quanto a dor sentida com alguém, por alguém, para alguém, multiplicada pela imaginação, prolongada em mil ecos."


KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.


Com base nesse trecho, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de “coesão” e “coerência” no desenvolvimento das ideias.

Alternativas
Q3104976 Português
Texto VI


    O bife e o vinho compartilham a mitologia sanguínea. É o coração da carne, e qualquer um que a consuma assimila a força do touro. Obviamente, o prestígio do bife deve-se ao seu estado de semicrueza: nele o sangue é simultaneamente visível, denso, compacto e suscetível de ser cortado: imagina-se logo a ambrosia antiga sob a forma de uma matéria pesada que diminui entre os dentes, de modo a fazer com que se sinta ao mesmo tempo a sua força de origem e a sua plasticidade se expandirem no próprio sangue do homem.

    E assim como o vinho se transforma, para um bom número de intelectuais, em substância mediúnica que os conduz à força original da natureza, do mesmo modo o bife é para eles um alimento de redenção, graças ao qual tornam o seu cerebralismo mais prosaico e conjuram, pelo sangue e a polpa mole, a secura estéril de que são acusados.

    Tal como o vinho, na França, o bife é um elemento básico, mais nacionalizado do que socializado, estando presente em todos os cenários da vida alimentar; participa de todos os ritmos, desde a confortável refeição burguesa ao lanche boêmio do celibatário; é uma alimentação simultaneamente rápida e densa, que realiza a mais perfeita união entre a economia e a eficácia, a mitologia e a plasticidade do seu consumo. Além de tudo isso, é um produto eminentemente francês (é certo que se encontra circunscrito, hoje em dia, pela invasão dos steaks americanos). Sendo nacional, depende da cotação dos valores patrióticos: revigora-os em tempo de guerra, sendo a própria carne do combatente francês, o bem inalienável que só pode passar-se para o inimigo à traição. Associado geralmente às batatas fritas, o bife transmite-lhes o seu renome: elas são nostálgicas e patrióticas como o bife.


Roland Barthes. O bife com batatas fritas. In: Mitologias. 2010, p.79-80 (com adaptações).

Julgue (C ou E) o próximo item, relativos a aspectos linguísticos e ortográficos do texto VI.


No terceiro período do primeiro parágrafo, a expressão “de modo a” enfatiza o esforço empreendido pelo sujeito da ação expressa pelo verbo “fazer”, podendo ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e da coesão textual, pela expressão com o intuito de. 

Alternativas
Q3104951 Português
Texto II

   Um senhor que conheci fez-se uma celebridade em astronomia, com auxílio dos saraus que lhe eram oferecidos pelos amigos (...). E tudo isso com mais uns amigos dedicados a lhe oferecer bailes, por ocasião das suas portentosas descobertas nos céus ignotos, levaram o governo da Bruzundanga a nomeá-lo diretor (...).

   Para obviar tais inconvenientes, houve alguém que teve a ideia de “canalizar”, de “disciplinar” o entusiasmo do povo bruzundanguense, entusiasmo tão necessário às manifestações que lá há constantemente, e tão indispensáveis são ao fabrico de grandes homens que dirijam os destinos da grande e formosa República (...).

Lima Barreto. Os bruzundangas. Brasília: Editora Universidade de Brasília, Coleção Biblioteca Básica Brasileira, 2023, p. 106 (com adaptações).



No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto II, julgue (ou E) o item seguinte.


O termo “portentosas” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser substituído no texto, sem prejuízo da coerência de suas ideias, por assombrosas.


Alternativas
Q3103974 Português

        A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.


        O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pego.


        Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão.


        Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente”, ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas, por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir, também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.


Machado de Assis. Pai contra Mãe. In: Machado de Assis.

Relíquias da casa velha, 1906 (com adaptações).

Machado de Assis inicia o conto Pai contra Mãe — escrito em 1906 e publicado na coletânea Relíquias da casa velha —, mencionando “ofícios e aparelhos” da escravidão no Brasil. O conto aborda a história de Cândido Neves, personagem que trabalhava na captura de escravos fugidios. Considerando o fragmento desse conto apresentado anteriormente, julgue o item a seguir. 


No primeiro período do quarto parágrafo, a forma pronominal “lho” retoma os termos “Quem” e “escravo”. 

Alternativas
Q3103110 Português
Identidade brasileira beira o indecifrável aos estrangeiros

(Entrevista concedida por Valter Hugo Mãe)


Segundo um dos escritores mais influentes da língua portuguesa, a identidade do que é ser brasileiro ainda carrega uma “aura” quase indecifrável para boa parte dos povos europeus. Para muitos deles, o “Brasil é, sobretudo, uma espécie de festa contínua, um verão único e uma propensão a uma resistência e à sobrevivência dotada de alegria, ainda que desafiada pela pior das agruras”, declara Valter Hugo Mãe.

Hugo Mãe conta que a imagem “sedutora” que os portugueses carregam do brasileiro, “de um povo que não interrompe a sua solaridade”, ficou mais evidente para ele durante a primeira vez em que esteve no país.

“Passei um mês na Ilha da Conceição, em Niterói [RJ], um lugar com muita gente pobre, com muitas casas sem portas ou janelas de vidro. Mas aquelas pessoas, todas as tardes, vinham à rua e faziam um ‘festival de verão’. Elas pareciam todas muito mais felizes do que as que eu conheço em Portugal vivendo em belíssimos apartamentos, com ar-condicionado e aquecedor e com o carro do ano na garagem”, salienta. “Há qualquer coisa aqui que não se entende imediatamente na Europa; eles não têm um padrão para fazer caber o que é essa identidade brasileira. Eu tenho a sensação de que, aqui, se capitaliza muito mais o que é estar vivo.”

Para um europeu, que, geralmente, costuma contar sempre com organização e classificação definida do que são as pessoas e os lugares, chegar ao Brasil se torna desafiante. “Estar disponível para todos os sentidos e todos os caminhos é algo que está no radical do brasileiro. O cidadão brasileiro é um pouco impreciso. Aqui, a coisa é só tendente e isso está em tudo: um católico tem sua mãe de santo, que também é única para ele; para quem vem de uma perspectiva muito rigorosa e de uma concessão profundamente sacralizada, isso é uma libertação.”


(Entrevista em https://umbrasil.com/)
[Questão Inédita] “Passei um mês na Ilha da Conceição, em Niterói [RJ], um lugar com muita gente pobre, com muitas casas sem portas ou janelas de vidro. Mas aquelas pessoas, todas as tardes, vinham à rua e faziam um ‘festival de verão’. Elas pareciam todas muito mais felizes do que as que eu conheço em Portugal vivendo em belíssimos apartamentos, com ar-condicionado e aquecedor e com o carro do ano na garagem”, salienta. “Há qualquer coisa aqui que não se entende imediatamente na Europa; eles não têm um padrão para fazer caber o que é essa identidade brasileira. Eu tenho a sensação de que, aqui, se capitaliza muito mais o que é estar vivo.”

Em relação ao parágrafo acima, assinale a alternativa com a informação equivocada.
Alternativas
Q3102544 Português
Texto 2

Procedimentos pedagógicos


Não se aprende por exercícios, mas por práticas significativas.

Essa afirmação fica quase óbvia se pensarmos em como uma criança aprende a falar com os adultos com quem convive e com seus colegas de brinquedo e interação em geral. O domínio de uma língua é o resultado de práticas efetivas, significativas, contextualizadas.

A escola poderia aprender muito com os procedimentos “pedagógicos” de mães, babás e crianças. Duvido que alguém tenha visto ou ouvido falar de uma mãe que dá exercícios do tipo completar frases, dar listas de diminutivos, decorar conjugações verbais, construir afirmativas, negativas, interrogativas, etc. Crianças de alguns anos de idade utilizam-se, no entanto, de todas essas formas. Perguntam, afirmam, exclamam, negam sempre que lhes parecer relevante ou tiverem oportunidade. Como aprenderam? Ouvindo, dizendo e sendo corrigidas quando utilizam formas que os adultos não aceitam. Sendo corrigidas: isso é importante. No processo de aquisição fora da escola existe correção. Mas não existe reprovação, humilhação, castigo, exercícios, etc.

POSSENTI, Sírio. Sobre o ensino de português na escola. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto em sala de aula. São Paulo: Ática, 2011, p. 31.
Com base no Texto 2, assinale a alternativa correta quanto ao tipo de mecanismo de coesão utilizado na retomada estabelecida pelo enunciado em negrito Essa afirmação
Alternativas
Q3101549 Português
Texto 1

Língua e Identidade

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos da UNESCO, toda sociedade humana, estabelecida historicamente em um determinado espaço territorial, seja ele reconhecido ou não, identifica-se como um povo e desenvolve uma língua comum como meio de comunicação natural e de coesão cultural entre os seus membros. Portanto, a dominação de um idioma em um determinado território se dá a partir da constituição de uma comunidade historicamente estabelecida neste espaço.

Sob essa perspectiva, os surdos brasileiros, ao desenvolverem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de comunicação natural, constituem uma comunidade cujas especificidades não os alijam da sociedade brasileira, mas os identificam como membros de um das diversas comunidades linguísticas estabelecidas no território geográfico brasileiro.

Revista Língua Portuguesa e Literatura – edição 80, dezembro de 2020, São Paulo, ed. Escala, p. 28
Assinale a alternativa correta em relação aos elementos coesivos (destacados no Texto 1) apontados abaixo.
Alternativas
Q3101353 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01
É preciso entregar-se à vida
Débora Zanelato

    Uma das coisas de que mais gosto de fazer, quando estou arrumando a casa, é organizar o gabinete do banheiro. Incorporo a “personal organizer” que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos. Cremes para o cabelo, para o rosto, corpo etc. De tempos em tempos, revejo tudo o que tenho e descarto o que venceu. Venceu!? Pois dia desses, me dei conta: havia muitos produtos vencidos, o que me trouxe um grande pesar por ter desperdiçado aqueles cosméticos. Perdi o tempo certo para desfrutá-los.
    Eu poderia me justificar dizendo que o dia a dia é corrido (o que não deixa de ser verdade), ou que eu tinha mais coisas do que precisava (o que é mentira, porque não costumo comprar sem necessidade). Mas o que eu entendi ali, com uma clareza dada de bandeja, é que, com receio dos produtos acabarem, eu deixei de usá-los. E aí, eles venceram...E eu fiquei sem.
    A metáfora parece trivial. Produtos de banheiro. Mas pode explicar muito de um funcionamento que temos na vida. O que será que deixo de aproveitar, ou aproveito pouco, por medo de acabar? E quão contraditório é poupar certas coisas com medo que elas acabem se elas podem perder o prazo de validade? Bem, isso não é uma conversa sobre produtos de cabelo...
   Fato é que tudo na vida acaba. E, se a gente não aproveita, perdemos a chance de desfrutar com alegria daquelas oportunidades que chegaram até nós. Pode ser um trabalho, um momento de lazer entre pessoas queridas, ou até a breve infância de um filho. Tem coisas na vida que não dá pra economizar. Que não dá pra deixar pra depois.
   Isso não é um convite para que a gente se desespere e ache que tem que viver tudo aqui e agora, de forma desenfreada. Pelo contrário. É um chamado à consciência, ao momento presente. Ao que temos hoje, às chances de se alegrar e de se contentar com a vida agora. Nas sutilezas. Com presença, entendendo que tudo se transforma. E que não se economiza em afetos, em sorrisos, em telefonemas, em pôr do sol, em café da tarde com quem amamos e tantas outras coisas que, enfim, dão sentido à rotina e garantem um baú de boas memórias que vamos acessar muitos anos depois.
  Enquanto escrevia essas palavras, uma canção de que gosto muito veio ocupar meus pensamentos. É Fotografia, do Leoni. “E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudade o meu quarto, só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz.”
  Que você possa entregar-se à vida sem economizar no que ela oferece de mais bonito.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/e-preciso-entregar-se-a-vida/. Acesso em: 24 set. 2024. Adaptado.
Considere a seguinte passagem do texto: “Incorporo a ‘personal organizer’ que me habita e vou categorizando os tipos de produtos nos compartimentos certos.”
Analise as seguintes afirmativas, tendo em vista a estrutura linguística de construção dessa passagem.

I- As aspas assinalam o uso da ironia como recurso de expressão.
II- Os verbos “incorporo” e “habita” encontram-se em sentido figurado.
III- O termo “que” constrói coesão, pois retoma “personal organizer”.
IV- O verbo “categorizando” foi usado com significado de “separando”.
V- O uso da primeira pessoa comprova a presença de subjetividade.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3100385 Português
Quando alguém escreve um texto para defender uma opinião, o que é importante para a coesão?
Alternativas
Q3099785 Português

Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se referem.


Texto 01


Você lembra quando não existia internet?


Rossandro Klinjey


    Para aqueles que se lembram dos dias em que conversas espontâneas em lojas e sorrisos não solicitados eram a norma, a era pré-smartphone, quando a internet ainda era apenas um sonho, foi mágica. Se o auge da sua infância envolvia ouvir sua mãe gritando na rua: “tá na hora do jantar”, ou inventar aventuras apenas com sua imaginação, você provavelmente nutre uma relação de amor e ódio com seu “telefone inteligente”, esse dispositivo maravilhoso com conexão à internet que nos permite andar em cidades que não conhecemos, pedir comida ou comprar roupa com um clique. Enfim, como sobrevivíamos sem Waze e o delivery

    E, sim, eles podem encontrar quase tudo para nós, de um novo amor a uma refeição saborosa. Mas, por mais que tentem, ainda não conseguem substituir um abraço caloroso. Muito menos uma conversa olho no olho, ou entender as sutilezas do coração humano. Um brinde à ironia de um mundo onde podemos estar a um clique de tudo, exceto da genuína conexão entre gente de verdade. 

    Com a ascensão dos smartphones e das redes sociais, ultrapassamos as barreiras de tempo e espaço, inclusive na internet, reconectando-nos com amigos de infância, colegas de escola e parentes em outros países em tempo real. É uma viagem incrível quebrar as limitações do relógio e da geografia com apenas um toque. Quem poderia resistir a tal fascínio? Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento. [...]

    E assim ficamos presos, quase acreditando que havíamos perdido a capacidade de retornar à nossa humanidade. Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.

    Não por acaso, atualmente, observa-se uma busca por reconexão com o mundo real, uma tentativa de compensar o empobrecimento dos nossos relacionamentos, que se tornaram superficiais.

    Que venham esses novos/velhos tempos, e que venham logo, pois é estando presente que a gente vive o melhor de nós.


Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/voce-lembra-quando-nao-existia-internet/. Acesso em: 30 set. 2024. Adaptado.  

Considere a seguinte passagem do texto: “Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.”


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura morfológica e sintática dessa passagem.


I- A vírgula depois de “externas” foi usada, de acordo com a norma, para separar a expressão adverbial “Na busca por experiências externas”, que se encontra deslocada.


II- O uso do sinal indicativo de crase em “à nossa vida”, de acordo com a norma, é facultativo, tendo em vista a presença do pronome possessivo feminino “nossa”.


III- Os pronomes “aquela” e “que” são anafóricos uma vez que constroem coesão, pois retomam o termo “a convivência íntima”.


IV- O uso da próclise em “aquela que nos permite” de acordo com a norma, é obrigatório, pois a palavra “que” é atrativa.


V- Os termos “que” e “e” foram usados como conjunções subordinativas, uma vez que ligam orações e constroem a coesão.



Estão CORRETAS as afirmativas  

Alternativas
Q3099755 Português
Texto 01 


Você lembra quando não existia internet?



Rossandro Klinjey


       Para aqueles que se lembram dos dias em que conversas espontâneas em lojas e sorrisos não solicitados eram a norma, a era pré-smartphone, quando a internet ainda era apenas um sonho, foi mágica. Se o auge da sua infância envolvia ouvir sua mãe gritando na rua: “tá na hora do jantar”, ou inventar aventuras apenas com sua imaginação, você provavelmente nutre uma relação de amor e ódio com seu “telefone inteligente”, esse dispositivo maravilhoso com conexão à internet que nos permite andar em cidades que não conhecemos, pedir comida ou comprar roupa com um clique. Enfim, como sobrevivíamos sem Waze e o delivery?

      E, sim, eles podem encontrar quase tudo para nós, de um novo amor a uma refeição saborosa. Mas, por mais que tentem, ainda não conseguem substituir um abraço caloroso. Muito menos uma conversa olho no olho, ou entender as sutilezas do coração humano. Um brinde à ironia de um mundo onde podemos estar a um clique de tudo, exceto da genuína conexão entre gente de verdade.

   Com a ascensão dos smartphones e das redes sociais, ultrapassamos as barreiras de tempo e espaço, inclusive na internet, reconectando-nos com amigos de infância, colegas de escola e parentes em outros países em tempo real. É uma viagem incrível quebrar as limitações do relógio e da geografia com apenas um toque. Quem poderia resistir a tal fascínio? Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento. [...]

     E assim ficamos presos, quase acreditando que havíamos perdido a capacidade de retornar à nossa humanidade. Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.

      Não por acaso, atualmente, observa-se uma busca por reconexão com o mundo real, uma tentativa de compensar o empobrecimento dos nossos relacionamentos, que se tornaram superficiais.

     Que venham esses novos/velhos tempos, e que venham logo, pois é estando presente que a gente vive o melhor de nós. 



Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/voce-lembra-quando-nao-existia-internet/. Acesso em: 30 set.Adaptado.
Considere a seguinte passagem do texto: “Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.”
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura morfológica e sintática dessa passagem.

I- A vírgula depois de “externas” foi usada, de acordo com a norma, para separar a expressão adverbial “Na busca por experiências externas”, que se encontra deslocada.

II- O uso do sinal indicativo de crase em “à nossa vida”, de acordo com a norma, é facultativo, tendo em vista a presença do pronome possessivo feminino “nossa”.

III- Os pronomes “aquela” e “que” são anafóricos uma vez que constroem coesão, pois retomam o termo “a convivência íntima”.

IV- O uso da próclise em “aquela que nos permite” de acordo com a norma, é obrigatório, pois a palavra “que” é atrativa.

V- Os termos “que” e “e” foram usados como conjunções subordinativas, uma vez que ligam orações e constroem a coesão.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3099667 Português
Primeira impressão

Emoção e memória coordenadas influenciam encontro social.

        A primeira impressão é a que fica, já diz o jargão popular sobre o primeiro encontro entre duas pessoas desconhecidas. Buscar as razões pelas quais isso acontece foi o objetivo de cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, a partir de um experimento com ratos de laboratório. Entre os achados, verificou-se que emoção social e memória social estão intimamente ligadas nesse processo, e trabalham de forma coordenada.
        Testando os ratos, os pesquisadores verificaram que a emoção do encontro social com um rato estranho criou um alto nível de atividade rítmica sincronizada no cérebro, fator que parece facilitar a formação de memória social. Uma vez que os ratos estavam familiarizados uns com os outros, a excitação diminuía, e as áreas distintas do cérebro passavam a trabalhar de forma menos coordenada.
        Os cientistas também procuraram investigar se outras emoções em particular geravam essa sincronização de atividades cerebrais, mas isso não aconteceu. Emoções negativas como medo e mesmo emoções positivas, mas relacionadas a um ser inanimado, não provocam as mesmas reações. Os especialistas sugerem que o experimento seja repetido em humanos para que se confirme ser essa atividade sincronizada no cérebro o fator que nos faz lembrar mais fortemente dos primeiros momentos que tivemos com alguém.
(Psique, Ciência e Vida. Número 117-Ano IX. Em: 2020.)
No subtítulo “Emoção e memória coordenadas influenciam encontro social.”, é possível notar a ocorrência de: 
Alternativas
Q3099423 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa — e por que o atual é chamado Milton


Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) diz que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicar alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

"A prática de nomear tempestades (ciclones tropicais) começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos", afirma a OMM em seu site.

"Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade."

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas.

Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não são de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebem nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte Chris. E assim por diante.

Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos atrás, em 2019.

Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Quando um furacão ou ciclone é devastador demais e entra para história, seu nome é "aposentado" da lista, e outro nome é escolhido com aquela mesma inicial. É o que aconteceu nos casos das tempestades Mangkhut (Filipinas, 2018), Irma e Maria (Caribe, 2017), Haiyan (Filipinas, 2013), Sandy (EUA, 2012), Katrina (EUA, 2005), Mitch (Honduras, 1998) e Tracy (Darwin, 1974). 

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas — que é quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de 1º de junho a 30 de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de 15 de maio a 30 de novembro. 

Por que 'Milton'?

Mas quem é ou foi Milton? Ou Katrina? 

Antigamente, as tempestades recebiam nomes arbitrário, dados de acordo com as circunstâncias histórica. Por exemplo, uma tempestade no Atlântico em 1842 arrancou o mastro de um barco chamado Antje. Essa tempestade ficou então conhecida como furacão de Antje.

Mas hoje em dia, os nomes não têm mais significado.

Eles são selecionados por serem familiares às pessoas em cada região. A principal função do nome é que ele seja facilmente lembrado pelas pessoas que precisam se preparar para lidar com as tempestades.

Os nomes usados em 2024 para o Atlântico Norte, Golfo do México e Caribe são: Alberto, Beryl, Chris, Debby, Ernesto, Francine, Gordon, Helene, Isaac, Joyce, Kirk, Leslie, Milton, Nadine, Oscar, Patty, Rafael, Sara, Tony, Valerie e William.

Outras regiões não usam nomes como Alberto, Helene e Milton. Ciclones que surgiram no Pacífico Norte Oriental este ano nessa mesma ordem cronológica receberam outros nomes: Aletta, Hector e Miriam.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo adaptado)
"Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade."
Mantendo a coesão e coerência do trecho acima, a melhor rescrita está na alternativa:
Alternativas
Q3099219 Português
As camadas

        Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.
        A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.
(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Em: 2021. Fragmento.)
Em “[...] respeitando ou não o terreno que as recebe.” (2º§), o termo destacado se refere a:
Alternativas
Q3099084 Português
Brasil, terra de idosos

        Segundo projeções do IBGE, os brasileiros com 60 anos ou mais, que representavam 15,6% da população em 2023, serão incríveis 37,8% em 2070. Esse cenário pode soar catastrófico para alguns, mas ele também nos apresenta uma oportunidade única: a chance de transformar o Brasil em um país modelo de inclusão, acessibilidade e valorização das pessoas mais velhas. Mas o que devemos fazer?
        Comecemos pelas cidades, que precisam ser redesenhadas para essa nova realidade. Calçadas devem ser acessíveis, transporte público adequado e assentos prioritários e em quantidade suficiente. Espaços públicos devem ser repensados, permitindo caminhadas, exercícios e socialização. As casas devem ser adaptadas, e as pessoas precisam estar preparadas para morar com seus amigos, num conceito mais próximo das “repúblicas de estudantes”, uma vez que as famílias encolheram. Além de acolhedor, será mais barato dividir o espaço com conhecidos.
        A demanda por serviços de saúde aumentará, impactando tanto o SUS quanto a rede privada. Isso é óbvio. Mas o que também deveria ser óbvio é que o foco não deve estar apenas em curar doenças, mas em prevenir que elas aconteçam. A atenção primária e preventiva à saúde é essencial, através de programas de acompanhamento regular que incentivem o envelhecimento ativo, a prática de exercícios, dieta adequada e acompanhamento psicológico, incluindo programas e serviços que combatam a solidão e o isolamento social dos idosos.
        O mercado de produtos e serviços terá novas oportunidades de negócios para um público de 40% da população. De commodities a pacotes de turismo e serviços de cuidados para idosos, o mercado precisará se reinventar.
        Quanto ao emprego, as empresas devem começar a pensar em modelos de trabalho flexíveis, que permitam que pessoas mais velhas continuem ativas. Elas precisarão disso. E, para que tenham sucesso em suas jornadas, é necessário criar programas de educação continuada e de requalificação para quem desejar mudar de carreira.
        Do ponto de vista financeiro, é urgente a necessidade de reavaliação e adaptação dos sistemas de Previdência, assim como incentivar a educação financeira e o planejamento para a aposentadoria desde cedo, preparando os indivíduos para a velhice e criando meios para oferecer suporte e recursos para as famílias que cuidam de seus idosos, incluindo assistência financeira do governo e serviços de apoio.
        Tudo isso deve ser acompanhado de uma cultura de respeito aos mais idosos por meio de uma educação intergeracional que ajude a reduzir estigmas associados ao envelhecimento. Campanhas de conscientização, valorização das histórias de vida e da experiência dos idosos podem mudar a forma como a sociedade os vê.
        O Brasil de 2070 pode parecer distante, entretanto as sementes desse futuro devem ser plantadas agora. Com as ações certas, garantiremos que esse crescimento na população idosa não seja um fardo, mas uma oportunidade de criar um país mais inclusivo, saudável e próspero para todos. Afinal, muitos de nós – com sorte – estaremos lá para ver isso acontecer.
        Que tal começarmos já?

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. Acesso em: outubro de 2024.)
O uso adequado de elementos linguísticos permite uma ligação harmônica entre as partes do texto, fazendo-o todo coeso e facilitando, assim, a compreensão do que nele é dito. Considerando o excerto “[...] o foco não deve estar apenas em curar doenças, mas em prevenir que elas aconteçam.” (3º§), é correto afirmar que os elementos coesivos sublinhados são, respectivamente, exemplos de coesão:
Alternativas
Q3098726 Português

Cada uma das alternativas a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o último parágrafo do texto.

Assinale a alternativa em que a proposta apresentada é gramaticalmente correta e preserva a coerência das ideias originais do texto.

Alternativas
Q3098385 Português
De onde vem o erro?


    Desde o nascimento, a adaptação ao mundo exterior se dá por tentativa e erro. Isso prossegue ao longo da vida.

    O conhecimento não se constrói sem risco de erro. No entanto, esse desempenha papel positivo quando é reconhecido, analisado e superado. “O espírito científico se constitui com base num conjunto de erros retificados”, escrevia Bachelard.

   Os erros nos educam quando tomamos consciência deles, mas não nos ensinam suas fontes múltiplas e permanentes, não nos dizem seu papel enorme e muitas vezes nefasto. O erro geralmente é subestimado, por falta de consciência de que sua fonte está no próprio conhecimento e de que ele constitui uma ameaça em toda e qualquer vida e por toda a vida.

    O erro é inseparável do conhecimento humano, pois todo conhecimento é uma tradução seguida por uma reconstrução. Ora, toda tradução, como toda reconstrução, comporta risco de erro. A começar pelo conhecimento dos sentidos, como a percepção visual: nossa retina é estimulada por fótons e os traduz, segundo um código binário, numa mensagem que é transmitida pelo nervo óptico, reconstruída e logo transformada pelo cérebro em percepção.

    Ora, a percepção pode ser insuficiente (miopia, presbiopia, surdez), pode ser perturbada pelo ângulo de visão, pela distração, pela rotina e, sobretudo, pela emoção. Por exemplo, os testemunhos sobre um acidente de automóvel frequentemente são muito diferentes e até opostos. É assim que nossas melhores testemunhas, nossos sentidos, também podem se enganar.

   Ideias e teorias são reconstruções intelectuais que podem ser não só errôneas, mas ilusórias. Ademais, a memória é outra fonte de erro, porque reconstrução de uma construção que deixou sua marca cerebral. Quantos erros involuntários nas reminiscências e lembranças!

    A comunicação também é fonte de erro, como indicou Shannon. Entre o emissor e o receptor, o malentendido e o mal compreendido podem até se tornar origem de conflito.

    As decisões errôneas tomadas nas incertezas e nos riscos da vida podem provocar as piores consequências. A mentira é, evidentemente, fonte de erro quando nela se acredita. Mas a pior mentira, que só pode encontrar antídoto na mente autocrítica, é aquela que o inglês chama self deception, o autoengano: somos ao mesmo tempo enganadores e enganados. Esse fenômeno, muito corrente, esconde de nós mesmos verdades pouco lisonjeiras, vergonhosas ou incômodas.


Fonte: Revista Brasileira. 2024. Adaptado. 
Assinalar a alternativa em que há a CORRETA indicação sobre a qual palavra ou expressão faz referência o termo sublinhado abaixo.

“Mas a pior mentira, que só pode encontrar antídoto na mente autocrítica, é aquela que o inglês chama self deception, o autoengano: somos ao mesmo tempo enganadores e enganados. Esse fenômeno, muito corrente, esconde de nós mesmos verdades pouco lisonjeiras, vergonhosas ou incômodas”.
Alternativas
Q3098052 Português
Ainda sobre a simplificação da linguagem jurídica e o fim do 'juridiquês'



        (1§) No final do ano de 2023, o Conselho Nacional de Justiça divulgou o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, consistente na edição de medidas “com o objetivo de adotar linguagem simples, direta e compreensível a todas as pessoas na produção das decisões judiciais e na comunicação geral com a sociedade”, propondo, entre outras coisas, o “fomento ao uso de linguagem simples e direta nos documentos judiciais, sem expressões técnicas desnecessárias” e “a criação de manuais e guias para orientar cidadãos e cidadãs sobre o significado das expressões técnicas indispensáveis nos textos jurídicos”.

      (2§) Em texto publicado em 2020, este subscritor já defendia a necessidade de uma revolução na redação jurídica tradicionalmente adotada no País, com a superação do ultrapassado juridiquês, compreendido como uma “expressão cunhada para ironizar a forma de expressão comumente adotada pelos profissionais do Direito para se comunicarem em suas manifestações escritas ou orais, composta por formalismos ultrapassados, expressões difíceis, sinônimos incomuns, palavras em latim e termos até esdrúxulos”.

      (3§) Sempre que o tema da simplificação da linguagem jurídica vem (ou volta) à tona, enfrenta algumas críticas, sobretudo do meio acadêmico. As pessoas atribuem a ele ideias ou propostas que nunca foram defendidas. É a típica falácia do espantalho.

      (4§) Portanto, é preciso deixar claro que a defesa da simplificação da linguagem jurídica e do combate ao juridiquês não propõem:



A) o fim do uso dos termos técnicos: eles existem em todas as áreas de conhecimento e devem ser empregados adequadamente. Sentença é o ato judicial que decide a questão levada a julgamento e não pode jamais ser chamada de despacho. O mandado de segurança é impetrado. O recurso interposto, após conhecido, poderá ser provido ou desprovido. Furto e roubo são coisas bem diferentes. Denúncia e queixa são atos processuais próprios, e não o registro de uma ocorrência na polícia. Portanto, o uso adequado dos termos técnicos é indispensável para a elaboração de um texto bom, claro e preciso.

    O que se propõe é que eles sejam usados apenas quando necessários. Sem exibicionismo. E muito menos ainda substitui-los por expressões esdrúxulas e sem previsão legal. Se o termo técnico é petição inicial, por que escrever peça inaugural ou vestibular? Se é denúncia, por que se usar exordial acusatória ou peça incoativa? Teríamos vários exemplos para citar.

     Associado a isso, estimula-se a divulgação de materiais, explicando à pessoa leiga o sentido de tais termos técnicos, para que ela compreenda, por exemplo, que afirmar que o juiz é incompetente não é criticar a sua capacidade intelectual, mas apenas argumentar que, pelas regras processuais, seria outro juiz que deveria julgar o processo. Ainda, propõe-se, simultaneamente à edição da manifestação original, a elaboração de uma versão simplificada, para facilitar a compreensão pela sociedade em geral.

B) que se possa escrever errado ou de qualquer jeito: a observância da gramática e o uso correto das palavras são indispensáveis para um texto bem escrito, claro e objetivo. Curiosamente, o que se percebe no dia a dia é que, na tentativa de demonstrar-se culto, o jurista comete erros gramaticais básicos e dá a determinadas palavras sentidos diferentes do seu verdadeiro significado. Por exemplo, o uso incorreto de “mesmo” como substituto de pronome pessoal; da expressão “posto que” com o significado de “porque”, e não de oposição (apesar de que, embora, ainda que…); e da expressão “restou comprovado” com o significado de “ficou comprovado”.

C) a superficialidade na análise de fatos, provas e argumentos: desde pequeno, somos forçados a acreditar que precisamos escrever muito para demonstrar conhecimento. Nas escolas, as provas exigiam limite mínimo de linhas para desenvolvimento da resposta. Por que eu preciso escrever 20 linhas se entendo que 10 linhas são suficientes para responder a pergunta formulada? E essa visão é ainda mais estimulada após o ingresso no curso jurídico.

      (5§) O certo, porém, é que a simplificação do formato da mensagem em nada interfere na qualidade do seu conteúdo. Na verdade, o que muito se vê é a inserção de palavras, frases, expressões, dispositivos legais, citações doutrinárias e decisões judiciais desnecessárias com a finalidade de demonstrar a suposta qualidade do conteúdo da manifestação jurídica.

     (6§) Lanço um desafio ao leitor: examine a sua última peça processual (ou, caso não queira se torturar, examine a próxima peça processual que chegar às suas mãos) e conte quantos parágrafos iniciam-se por “trata-se”, “cuida-se”, “é importante destacar”, “é válido ressaltar”, “cumpre pontuar”, “é digno de nota” ou termos equivalentes. Se não todos, a grande maioria. Busque agora por expressões cafonas ou incomuns, que poderiam ser facilmente excluídas ou substituídas por palavras mais simples. Procure, por exemplo, por “noutro giro”, “lado outro”, “noutra banda”, “ademais”, “ulterior”, “com fulcro”, “com espeque”, “com supedâneo”, “com efeito”, “outrossim” etc.

       (7§) Após, faça um esforço mental, excluindo todas elas e reescrevendo o texto. Ao final, reflita sobre se foi difícil retirá-las e se isso alterou a essência da mensagem. Aposto que não. O resultado é que agora você tem a mesma mensagem, mas transmitida de forma simples, objetiva e direta.

      (8§) É preciso, de uma vez por todas, superar a falsa relação entre escrever difícil e ser erudito. Não é razoável alguém se achar culto por substituir resumo dos fatos por breve escorço factual; referir-se ao código de processo civil como código de ritos; em vez de escrever autos, citar fólios ou pergaminho processual; chamar cadeia ou presídio de ergástulo público; trocar habeas corpus por remédio heroico ou writ; ou usar a expressão parquet ao se referir ao Ministério Público etc.

     (9§) Sejamos sofisticados: simplifiquemos.



ASSUNÇÃO, Bruno de Barros. Ainda sobre a simplificação da linguagem jurídica e o fim do 'juridiquês'. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2024-jul-01/ainda-sobre-a-necessidade-de-simplificacao-dalinguagem-juridica-e-o-fim-do-juridiques/. Acesso em: 31 out. 2024.
A simplificação das terminologias, conforme apresentado no texto, é constatada quando
Alternativas
Respostas
941: B
942: D
943: C
944: E
945: C
946: C
947: D
948: A
949: B
950: A
951: D
952: C
953: C
954: C
955: A
956: C
957: D
958: B
959: D
960: C