Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

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Q18759 Português
Imagem 007.jpg

Acerca das idéias e das estruturas lingüísticas do texto
acima, julgue os itens a seguir.
A oração desenvolvida Em que isso resulta? constitui um equivalente textualmente coerente e gramaticalmente correto da frase "Resultado concreto disso?" (Imagem 009.jpg. 4-5).
Alternativas
Q18753 Português
A supressão de "das" da expressão "uma das que" (Imagem 002.jpg.1) mantém a coerência das idéias do texto, sem prejudicar sua correção gramatical.
Alternativas
Q18651 Português
Imagem 022.jpg

A partir da organização das idéias e das estruturas lingüísticas do
texto acima, julgue os itens subseqüentes.
Seria mantida a correção gramatical do trecho "Os mercados não são perfeitos. São, isto, sim, poderosos" (Imagem 024.jpg10), caso ele fosse assim reescrito: Os mercados não são perfeitos; são, isto sim, poderosos.
Alternativas
Q18643 Português
Imagem 014.jpg

Julgue os seguintes itens, a respeito de redações alternativas para
termos e estruturas lingüísticas do texto acima.
O desenvolvimento das idéias do texto permite, também, a utilização gramaticalmente correta e textualmente coerente da forma verbal produz no lugar de "produza" (Imagem 016.jpg2).
Alternativas
Q18642 Português
Imagem 008.jpg

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias do
texto acima.
Preservam-se a correção gramatical e a coerência da argumentação do texto ao se substituir a expressão "se cumprirem" (Imagem 013.jpg.7) por forem cumpridas.
Alternativas
Q18641 Português
Imagem 008.jpg

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias do
texto acima.
Mantêm-se a coerência de idéias e a correção gramatical do texto ao se empregar o sinal indicativo de crase no "a", em "a internacionalização" (Imagem 012.jpg.6-7), situação em que esse termo seria empregado como objeto direto preposicionado.
Alternativas
Q18638 Português
Imagem 001.jpg

Em relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima,
julgue os itens a seguir.
A flexão de plural em "formas" (Imagem 006.jpg.12) indica que, se em lugar do verbo impessoal, em "Não há" (Imagem 007.jpg.11), for empregado o verbo existir, serão preservadas a coerência textual e a correção gramatical com a forma existem.
Alternativas
Q18539 Português
A eliminação de "do" em "mais do que" (Imagem 016.jpg.13) prejudica a correção gramatical do período.
Alternativas
Q18517 Português
Imagem 001.jpg

Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando
o atual cenário educacional brasileiro, julgue os itens que se
seguem.
Os pronomes "as" e "elas", ambos na linha 17, referem-se a "escolas estaduais de ensino médio de Pernambuco" (Imagem 008.jpg.7).
Alternativas
Q18515 Português
Imagem 001.jpg

Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando
o atual cenário educacional brasileiro, julgue os itens que se
seguem.
O termo "ali" (Imagem 007.jpg.9) refere-se ao antecedente "um grupo de escolas estaduais de ensino médio de Pernambuco" (Imagem 006.jpg.6-7).
Alternativas
Q18330 Português
Imagem 018.jpg

Considerando o texto acima, julgue os itens subseqüentes.
A substituição de primeira pessoa do plural em "aceitarmos" (Imagem 024.jpg.4) pela forma correspondente não-flexionada, aceitar, manteria coerente a argumentação, mas provocaria incorreção gramatical.
Alternativas
Q18327 Português
Imagem 011.jpg

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
lingüísticas e das idéias do texto acima.
A organização das idéias no texto mostra que, em suas duas ocorrências, o pronome "ele", na linha 17, refere-se textualmente a "agente" (Imagem 017.jpg.15).
Alternativas
Q18323 Português
Imagem 011.jpg

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
lingüísticas e das idéias do texto acima.
De acordo com as relações argumentativas do texto, se uma ação não for "virtuosa" (Imagem 013.jpg7), ela não resulta de decisão interior; se não for "ética" (Imagem 012.jpg6), ela não será consciente, livre e responsável.
Alternativas
Q18321 Português
Imagem 001.jpg

Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
acima, julgue os itens a seguir.
Como o último período sintático do texto se inicia pela idéia de possibilidade, a substituição do verbo "tem" (Imagem 010.jpg18) por tenha, além de preservar a correção gramatical do texto, ressaltaria o caráter hipotético do argumento.
Alternativas
Q10813 Português
Assinale a opção em que a palavra destacada está empregada INADEQUADAMENTE.
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CESGRANRIO Órgão: Caixa Prova: CESGRANRIO - 2008 - Caixa - Escriturário |
Q9554 Português
          José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
     alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
     balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
     com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
5   trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
     o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
     criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
     chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
     em que andava:
10        - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
     que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
     dentro...
           E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
     rapaz.
15       Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
     por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
     coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
     a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
     nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
20  mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
     justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
     dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
     Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
     os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
25  eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
     deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
     Mata dos Mineiros.
          De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
     sabia.
30       Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
     comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
     - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
     madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
     tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
     rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.
     
    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
José Olímpio, 1966. (Adaptado)
"... Seu Joaquinzão Carapina, [ ... ] sempre de ferramenta na mão - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando madeira. " (l. 30 - 33) A sucessão de gerúndios, no segmento acima, sugere a idéia de uma atividade
Alternativas
Q2954700 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

TEXTO 1

SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo


O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.

Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.

É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.

- Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.

O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.

Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.

Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:

- De Augustín Lara...

E gravam um bolero.

Talvez seja a única atitude sensata.




– "Tem gente que nem pensa nisso". O pronome sublinhado se refere:

Alternativas
Q2939379 Português

    Gilberto Freyre sugeriu certa vez que diferentes tipos de construção revelam algo importante sobre a cultura dentro da qual surgiram. “O século XIX criou o grande hotel assim como o século VI criou a catedral gótica”, disse ele.
    Qual seria o equivalente à catedral ou ao hotel em nossos tempos? O shopping center, com certeza. Ele é ao mesmo tempo uma resposta aos problemas urbanos, uma forma arquitetônica que molda nosso cotidiano e um símbolo da sociedade de consumo. No Brasil, o shopping parece ter sido uma inovação dos anos 1960 e, desde então, eles se multiplicaram. Converteram-se em centros de sociabilidade, tomando o lugar das ruas e das praças como lugares para passear, encontrar amigos, tomar um café e ir a restaurantes e cinemas. Poderíamos dizer que o shopping center se converteu num modo de vida, entre outras razões, porque garante um ambiente seguro.
    Os centros começaram como uma combinação de lojas, estacionamentos de veículos e áreas de pedestres, mas pouco depois ganharam o acréscimo de cafés, restaurantes, cinemas e agências bancárias, criando virtuais pequenas cidades, protegidas tanto das intempéries do clima quanto (graças aos agentes de segurança) da violência. Esses empreendimentos faziam e ainda fazem muito sentido econômico. Construídos em áreas de aluguel baixo, nas periferias das cidades ou até mesmo fora delas, dotados de amplo espaço de estacionamento, tinham como público as famílias que eram atraídas pelos cinemas ou restaurantes, mas ficavam ali para fazer compras (ou eram atraídas pelas lojas, mas ficavam ali mais tempo para comer ou ir ao cinema). Uma espécie de substitutos, em ambiente fechado, da vida das ruas, que se encontrava mais e mais ameaçada pela expansão das cidades, pelo uso crescente do automóvel e pelo conseqüente declínio das calçadas.
    Olhando em retrospectiva, os historiadores vão enxergar os shoppings como símbolos da sociedade de consumo, nos quais fazer compras − ou pelo menos olhar as vitrines sem comprar nada − se converteu numa forma importante de lazer. Eles oferecem um bom exemplo de como a arquitetura exprime os valores de uma época, como sugeriu Gilberto Freyre, mas também molda a vida social, incentivando o surgimento de novas rotinas cotidianas e novas formas de sociabilidade.

 (Adaptado de Peter Burke. Folha de S. Paulo, Mais!, 11 de março de 2007, p. 3)

Esses empreendimentos faziam e ainda fazem muito sentido econômico. (3o parágrafo)

A expressão que retoma o significado da frase transcrita acima é:

Alternativas
Q2939373 Português

    Gilberto Freyre sugeriu certa vez que diferentes tipos de construção revelam algo importante sobre a cultura dentro da qual surgiram. “O século XIX criou o grande hotel assim como o século VI criou a catedral gótica”, disse ele.
    Qual seria o equivalente à catedral ou ao hotel em nossos tempos? O shopping center, com certeza. Ele é ao mesmo tempo uma resposta aos problemas urbanos, uma forma arquitetônica que molda nosso cotidiano e um símbolo da sociedade de consumo. No Brasil, o shopping parece ter sido uma inovação dos anos 1960 e, desde então, eles se multiplicaram. Converteram-se em centros de sociabilidade, tomando o lugar das ruas e das praças como lugares para passear, encontrar amigos, tomar um café e ir a restaurantes e cinemas. Poderíamos dizer que o shopping center se converteu num modo de vida, entre outras razões, porque garante um ambiente seguro.
    Os centros começaram como uma combinação de lojas, estacionamentos de veículos e áreas de pedestres, mas pouco depois ganharam o acréscimo de cafés, restaurantes, cinemas e agências bancárias, criando virtuais pequenas cidades, protegidas tanto das intempéries do clima quanto (graças aos agentes de segurança) da violência. Esses empreendimentos faziam e ainda fazem muito sentido econômico. Construídos em áreas de aluguel baixo, nas periferias das cidades ou até mesmo fora delas, dotados de amplo espaço de estacionamento, tinham como público as famílias que eram atraídas pelos cinemas ou restaurantes, mas ficavam ali para fazer compras (ou eram atraídas pelas lojas, mas ficavam ali mais tempo para comer ou ir ao cinema). Uma espécie de substitutos, em ambiente fechado, da vida das ruas, que se encontrava mais e mais ameaçada pela expansão das cidades, pelo uso crescente do automóvel e pelo conseqüente declínio das calçadas.
    Olhando em retrospectiva, os historiadores vão enxergar os shoppings como símbolos da sociedade de consumo, nos quais fazer compras − ou pelo menos olhar as vitrines sem comprar nada − se converteu numa forma importante de lazer. Eles oferecem um bom exemplo de como a arquitetura exprime os valores de uma época, como sugeriu Gilberto Freyre, mas também molda a vida social, incentivando o surgimento de novas rotinas cotidianas e novas formas de sociabilidade.

 (Adaptado de Peter Burke. Folha de S. Paulo, Mais!, 11 de março de 2007, p. 3)

Ele é ao mesmo tempo uma resposta aos problemas urbanos... (2o parágrafo)

O segmento grifado acima refere-se, explicitamente, no texto,

Alternativas
Respostas
8701: E
8702: E
8703: C
8704: E
8705: C
8706: E
8707: E
8708: E
8709: C
8710: C
8711: E
8712: C
8713: E
8714: E
8715: C
8716: B
8717: C
8718: B
8719: A
8720: E