Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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Carlos Drummond de Andrade
02 (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio
03 despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o
04 percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.
05 Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes
06 melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
07 Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília
08 Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer
09 a fineza:
10 – Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar ____ passageiros, oferecendo-lhes música e
11 não barulho e crimes.
12 – Não tem de quê. O senhor também aprecia? 13 – O quê? 14 – Strauss. É um dos meus prediletos.
15 – Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
16 – Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava
17 ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
18 – E já lhe aconteceu desligar?
19 – Ih, tantas vezes. Fico observando ____ fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não
20 dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço. O senhor já pensou: chamar
21 Tchaikovski de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava
22 se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovski perturbava a concentração.
23 – Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
24 – Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
25 – Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
26 Olhou-me admirado:
27 – Como é que o senhor viu?
28 – Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
29 Virou-se com tristeza na voz?
30 – Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a
31 gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este
32 ano...
33 – Melhoram. As coisas __________ melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
34 – Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta
35 vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a
36 alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
37 – Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o
38 mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.
39 – Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente.
40 Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por
41 dia.
42 – O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de 43sobra.
44 – Lá isso ta certo.
45 – Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra
46 comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida. 47 Seu rosto iluminou-se.
48 – Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que
49 arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas
50 um sonho __________. Sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor
51 desculpe. Agora a sua palavra _______ tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é _________ que gostem de
52 mim, que ela goste de mim. Obrigado ao senhor
53 Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
54 – Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!
(Boca de Luar, 6ª ed., págs. 69-71, Editora Record, Rio, 1987)
Sob o argumento da proteção ambiental, 13 comunidades, 11 delas localizadas na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, serão cercadas por muros de 3,4 metros de altura, em média. É mais que óbvio para todos a importância que proteger a Mata Atlântica tem nos dias atuais. É claro que o poder público deve se apropriar dessa pauta, a fim de resolver problemáticas como as do desmatamento. Entretanto, ao analisarmos a eficácia e a legitimidade desse projeto, podem-se concluir alguns equívocos, que contribuem para a formação de limites sociais, e não ecológicos.
Tomando como referência a formação desses limites sociais, pode-se aferir a exasperação dos conflitos entre os moradores dessas comunidades e os moradores de classe média, já que a sensação de "segurança" é relacionada diretamente à construção do muro, que, por sua vez, pode aprofundar diversos estigmas que são projetados à população das favelas.
Quando um muro é construído para separar pessoas, nenhuma outra questão está colocada, a não ser a produção de segregação social e espacial. Não podemos esquecer as políticas de sanitarização do século 19, que contribuíram para a visão da pobreza como doença, sujeira e outras coisas mais. Essas políticas, além de moverem os moradores de baixa renda para locais distantes, no caso os subúrbios, estão diretamente relacionadas ao empreendedorismo imobiliário cujo público alvo era as elites emergentes.
A inquietação com o crescimento das favelas deve ter como centro o combate à pobreza, o acesso a direitos e uma política habitacional adequada. Não deve, de forma alguma, ser tratada de forma imediatista, expressando assim o caráter eleitoreiro de nossas políticas públicas. Além do mais, todas as pesquisas relacionadas ao tema nunca contam com a participação de associações de moradores e plebiscitos que são realizados nas comunidades.
(http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/05/26/os-...
( ) Por analogia, o termo foi empregado para designar outros tipos de cuidados, como o cuidado com a criança, ou puericultura, o cuidado com os deuses, ou culto etc.
( ) Para a manutenção desse cuidado, eram necessárias a preservação da memória e a transmissão de como deveria se processar esse cuidado, daí o vínculo com a educação e o cultivo do espírito.
( ) Cultura era então o cuidado com tudo que dissesse respeito aos interesses do homem, quer fosse material ou simbólico.
( ) O termo cultura vem do verbo latino colere, que originalmente era utilizado para designar o cultivo ou cuidado com a planta.
( ) O homem culto teria, portanto, uma interioridade cultivada para a verdade e a beleza, inseparáveis da natureza e do sagrado.
( Itens adaptados de Marilena Chauí. Conformismo e resistência:
aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1994.)
A sequência correta é:
( l.8), escrevendo- se É dobrável .
O fato de haver vacinação compulsória, foi apenas mais um dos elementos para que a população do Rio, insatisfeita com o “bota-abaixo” e insuflada pela imprensa, se revoltasse.
Assinale a alternativa em que a sequência numérica corresponde à reestruturação correta do trecho.
(1) Alfabetizado em braile numa escola estadual comum que tinha professores especiais, encara sua rotina profissional com grande naturalidade.
(2) Sempre tive claro para mim que queria ser advogado e consegui.
(3) “Nunca senti preconceito, mas tinha dúvidas sobre como seria minha carreira.
(4) Empregado desde 2002, ano em que terminou o curso de direito, o rapaz utiliza um programa especial, chamado Virtual Vision, para ler e escrever no computador.
(5) Inscrevi-me pelo site e fiz um curso de um mês.
(6) Estou sempre à procura de coisas diferentes e desafiadoras.”
(7) Um dos alunos formados no curso da Serasa é o advogado Marcos Rodrigues, de 28 anos.
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando
fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena
pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente
no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento,
quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de
acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa
reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer
num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção
pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que
parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento
é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao
estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
(Martha Medeiros)
As diversas formas de manipulação da linguagem parecem indicar que existem duas realidades bastante diferentes: a realidade objetiva e a realidade reconstruída pelo discurso da comunicação.
A comunicação supostamente mais objetiva, como a notícia jornalística, não é mais que a “reconstrução” da realidade pelo repórter. Os eventos, com efeito, são percebidos pelo repórter que, além de selecionar apenas os aspectos que lhe parecem relevantes, deixando de fora outros, ainda projeta seus próprios significados conotativos sobre o evento. Ao escrever, a estrutura do discurso – isto é, a sequência dos fatos reportados – introduz sua própria paralinguagem. E a posição da matéria no jornal – primeira página, última página, ângulo superior direito, ângulo inferior esquerdo, etc. – agrega seu quinhão de valorização do evento. O resultado é um produto parcialmente denotativo e parcialmente conotativo, mas reconstruído.
Na informação sobre o ataque da Inglaterra aos argentinos que defendiam as ilhas Geórgia do Sul, a versão inglesa era que os argentinos “se renderam”, enquanto a versão argentina dizia que se “haviam retirado taticamente” para continuar a resistência.
Os meios que manejam signos visuais e auditivos, tais como o cinema e a televisão, possuem ainda maior margem de reconstrução da realidade do que os meios escritos. Eles podem chegar a criar uma “atmosfera” (romântica, de terror, de comicidade) que predispõe o público a perceber a realidade da maneira desejada pelo diretor.
(Juan E. Díaz Bordenave. O que é comunicação. Ed. Brasiliense / fragmento)
Mas a natureza não mata apenas com enchentes, deslizamentos, terremotos e tsunamis. Mata pela mão dos humanos, o que pode parecer um fato em escala menor, mas é bem mais preocupante. Homens, mulheres e meninos-bomba quase diariamente se explodem levando consigo dezenas de vidas inocentes: pais de família, mães ou crianças, mulheres fazendo a feira, jovens indo para a escola. Bandidos incendeiam um ônibus com passageiros dentro: dois morrem logo, outros vários curtem em hospitais o grave sofrimento dos queimados. Não tinham nada a ver com a bandidagem, estavam apenas indo para o trabalho, ou vindo dele. Assaltantes explodem bancos em cidades do interior antes tranquilas. Criminosos sequestram casais ou famílias inteiras e os submetem aos maiores vexames e terror. Como está virando costume, a gente agradece por escapar com vida.
Duas mães deixam num barraco imundo cinco crianças, algumas com menos de 6 anos. Sem comida, sem força, sem presença, sem a menor higiene. O policial que as encontra leva duas menorzinhas para casa, onde sua mulher lhes dá banho e comida. As crianças, de tão fracas, mal conseguem se alimentar. O homem chora: tem três filhos pequenos, e há algum tempo perdeu uma filhinha. A maldade humana agride até esse homem que com ela deve ter frequente contato.
Temos a intenção de atormentar, torturar, matar, mesmo que em vários casos seja uma consciência em delírio – estamos tão drogados que achamos graça de tudo. Mas somos responsáveis por nos termos drogado.
De modo que, como me dizia um amigo, o ser humano não tem jeito, não. Ou: esse é o nosso jeito, a nossa parte na natureza. De um lado, os cuidadores, que vão de pais e mães até médicos e enfermeiras; do outro lado, os destruidores, que são os bandidos, mas também (que tristeza) eventualmente pais e parentes. E contra eles, tanto ou mais do que contra a natureza não humana, somos impotentes. O que faz a criança diante do abandono materno? Em relação ao pai, tio ou irmão estuprador? O que fazem passageiros de um ônibus, pacíficos e cansados, diante do terror imposto por bandidos? Nada. Migalhas humanas soterradas por maldade e frieza, como num terremoto ou tsunami somos soterrados pela lama, pelos destroços, pelas águas.
Resta filosofar um pouco: de que vale a vida, quanto vale a minha, e como a usamos, se é que pensamos nisso? Pensar pode ser meio chato, e ainda por cima traz alguma inquietação. A natureza poderosa, encantadora e cruel também somos nós: que a gente não fique do lado dos animais assassinos, como a orca, que depois de matar três pessoas continua, como foi anunciado, “fazendo parte do time”, no parque americano.
Antes de usar um adesivo “salve as baleias”, eu quero um adesivo “salve as pessoas, que são parte da natureza”.
TEXTO I:
É bastante comum ouvir leigos falarem sobre línguas primitivas, repetindo até o mito já desacreditado de que há certos povos cujas línguas consistem apenas de umas poucas palavras complementadas por gestos. A verdade é que todas as línguas até hoje estudadas, não importa o quanto primitivas as sociedades que as utilizavam nos possam parecer sob outros aspectos, provaram ser, quando investigadas, um sistema de comunicação complexo e altamente desenvolvido. (...)
Todas as línguas vivas, pode-se presumir, são por natureza sistemas eficientes de comunicação. À medida que se modificam as necessidades de comunicação de uma sociedade, também se modificará a língua por ela falada, para atender às novas exigências. O vocabulário será ampliado, seja tomando emprestadas palavras estrangeiras, seja criando-as a partir de seus próprios vocábulos já existentes.
(Lyons, John. Língua(gem) e linguística: uma introdução. Rio de Janeiro: Zahar Edirotes, 1982 / com adaptações)I. A expressão “aquela” (4º§) promove a coesão textual por retomar termo(s) anteriormente registrado(s).
II. A expressão “esses equívocos” (5º§) se refere à inapetência ou desapreço dos políticos pelo cumprimento do dever.
III. A expressão “essa problemática” (5º§) se refere ao fato de os políticos não promoverem a segurança da população.
IV. O termo destacado em “... que atuam no atacado...” (6º§), é um elemento coesivo, uma vez que se refere a termos anteriormente registrados.
V. O termo “o” em “o compõem” (7º§) retoma a expressão “esse quadro complexo” (7º§).
Estão corretas apenas as afirmativas:
TEXTO II:
O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Porém, vamos pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra.
O grande chefe de Washington pode confiar no que o chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que os nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas − elas não empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é-nos estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água. Como podes então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo.
(Trecho da carta do chefe indígena Seattle ao presidente norte-americano Franklin Pierce, em 1854 / com adaptações)
Último dia de aula na escola Walt Whitman. Situada em Bethesda, um bairro intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC), é uma das melhores dos Estados Unidos. O pimpolho volta para casa. Poderia estar sonhando com três meses de vadiagem, longe dos livros. Mas o sonho duraria pouco. Ao fim da tarde, chega o pai judeu, carregando uma sacola de livros recém-comprados. Chama o filho, esparrama os livros na mesa da sala e começa a montar o cronograma de leituras, incluindo a cobrança periódica do que terá sido lido. Ignoro quantos pais judeus passaram também nas livrarias. Mas imagino que não foram poucos. (...)
Tais ideias abrem caminho para muitas linhas de atividade. Pais interessados e comprometidos com a educação dos seus filhos podem fazer o mesmo que os judeus de Bethesda. Mas, vamos nos lembrar, se livro fosse cultura, os cupins seriam os seres mais cultos do globo. Só livro lido é cultura. Portanto, cobranças sem dó nem piedade. Mas seria só empurrar livros e mais livros goela abaixo dos filhos? Jamais! É preciso desenvolver o prazer da leitura, e o bom exemplo é essencial. À força, pode sair o tiro pela culatra. Que livros? Não adianta comprar Hegel, Spinoza ou Camões, se as leituras favoritas ainda não passaram muito da Turma da Mônica. É fracasso garantido. Os livros devem andar muito próximo do interesse e da capacidade de compreensão dos leitores, sempre puxando um pouco para cima.
Observando os elementos que proporcionam a coesão textual, assinale a opção que indica a melhor sequência para o texto seguinte, que está desordenado, cujo título é “Sobre livros e bebês” (Revista Língua Portuguesa, set. 2010. p. 8).
1. De acordo com David Dickinson, especialista em
alfabetização pela Universidade de Harvard, não se
trata exatamente de ler narrativas como as de fadas
para bebês com menos de um ano, mas dar-lhes livros
com imagens para que folheiem.
2. Comprovou-se que crianças com menos de 3 anos, cuja família possui hábito de leitura, demonstram aos 10 anos um desempenho escolar melhor.
3. Dickinson apresentou na última edição da Bienal do Livro de São Paulo estudos que relacionam a leitura precoce ao desenvolvimento da linguagem.
4. Estudos provam que essa prática, feita com regularidade desde a tenra infância, pode melhorar o desempenho escolar das crianças.
5. Quem pensa que ler para bebês é perda de tempo pode
estar redondamente enganado.

I. A palavra sua (linha 3) tem como referente a expressão verbo ser. (linha 3)
II. O emprego do pronome demonstrativo dessas em vez de destas (linha 3) se justifica, porque está retomando o referente.
III. Os termos além de (linha 3) e também (linha 5) não possuem o mesmo valor semântico.
IV. As vírgulas em “[...] um julgamento, uma apreciação, uma opinião [...] isolam palavras de idêntica função sintática.
verifica-se que estão corretas
