Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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Leia o trecho a seguir.
“E o que eu quero e o que eu preciso nem se reconhecem quando se encontram na rua.”
(Black Alien – Carta para Amy)
Quanto aos verbos destacados nessa sentença, é incorreto afirmar:
Textos 1 e 2 para responder à questão.

Leia o texto a seguir.

Esse texto apresenta problemas no que diz respeito à sua
Leia a tira.

Sobre os recursos linguísticos utilizados para a construção de sentido do texto, analise as afirmativas.
I - O elemento coesivo isto, presente nos primeiro e último quadrinhos, é um pronome demonstrativo com função referencial anafórica.
II - O termo aqui exerce a função de elemento locativo, localizando o personagem no espaço físico.
III - Em termos de relações de sentido, aquém tem em além seu par sinonímico.
IV - Exercem função adjetiva no contexto da tira os termos alta-costura, camuflagem e estiloso.
Estão correto o que se afirma em
[Formas de ler]
Antigamente eu apanhava e largava um livro sem me preocupar com outra coisa que não as parcelas de realidade e de fantasia encerradas naquele maço de folhas impressas. Mais aberto à emoção, reparava menos na técnica; atraído pela obra, pouco me interessava pelo escritor.
A leitura profissional, os estudos de literatura e algumas incursões no campo da crítica acabaram com esse leitor irresponsável. Hoje, ao pegar um livro, penso no homem que se encontra atrás das frases, em suas ambições e seus objetivos, seus materiais e ferramentas. O que antes se me apresentava como a beleza imaterial de uma flor ou de uma nuvem, soltas no tempo e no espaço, depara-se-me como o produto de um artesanato e a manifestação de uma vontade inteligente.
Por isso dificilmente leio agora um livro isolado em si mesmo. Vem-me logo a vontade de percorrer outras obras do escritor, de aferrar nelas os traços de uma personalidade diferente das outras, de chegar ao canal misterioso que une a criação ao criador. Daí também uma curiosidade biográfica, como se a vida do autor necessariamente encerrasse um segredo, uma chave para a compreensão da obra.
(RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 137)
[Formas de ler]
Antigamente eu apanhava e largava um livro sem me preocupar com outra coisa que não as parcelas de realidade e de fantasia encerradas naquele maço de folhas impressas. Mais aberto à emoção, reparava menos na técnica; atraído pela obra, pouco me interessava pelo escritor.
A leitura profissional, os estudos de literatura e algumas incursões no campo da crítica acabaram com esse leitor irresponsável. Hoje, ao pegar um livro, penso no homem que se encontra atrás das frases, em suas ambições e seus objetivos, seus materiais e ferramentas. O que antes se me apresentava como a beleza imaterial de uma flor ou de uma nuvem, soltas no tempo e no espaço, depara-se-me como o produto de um artesanato e a manifestação de uma vontade inteligente.
Por isso dificilmente leio agora um livro isolado em si mesmo. Vem-me logo a vontade de percorrer outras obras do escritor, de aferrar nelas os traços de uma personalidade diferente das outras, de chegar ao canal misterioso que une a criação ao criador. Daí também uma curiosidade biográfica, como se a vida do autor necessariamente encerrasse um segredo, uma chave para a compreensão da obra.
(RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 137)
[O tempo sem rumo]
As datas deveriam nos fixar no tempo como as coordenadas geográficas nos fixam no espaço, mas a analogia não funciona. O tempo não tem pontos fixos, o tempo é uma sombra que dá a volta na Terra. Ou a Terra é que dá voltas na sombra. Nossa única certeza é que será sempre a mesma sombra – o que não é uma certeza, é um terror.
Na nossa fome de coordenadas no tempo nos convencemos até que dias da semana têm características. Que uma terça-feira, por exemplo, não serve para nada. Que terça é o dia mais sem graça que existe, sem a gravidade de uma segunda – dia de remorso e decisões – e o peso da quarta, que centraliza a semana. Gostaríamos que passar pelos dias fosse como passar por meridianos e paralelos, a evidência de estarmos indo numa direção, não entrando e saindo da mesma sombra. Não passando por cada domingo com a nítida impressão de que já estivemos aqui antes.
Já que não há coordenadas e pontos fixos no tempo, contentemo-nos com as metáforas fáceis. Este nosso milênio se estende como um imenso pergaminho à nossa frente, esperando para ser preenchido. Podemos escolher nosso destino, desenhar nossos próprios meridianos e paralelos e prováveis novos mundos. É verdade que a passagem do tempo não se mede apenas pelo retorno aos domingos, também se mede pela degradação orgânica, e que a cada domingo estaremos mais perto daquela sombra que nunca acaba... Nenhum de nós chegará muito longe neste milênio. Mas é bom saber que ele está, aqui, quase inteiro, sempre à nossa espera.
(Adaptado de VERISSIMO, Luis Fernando. Em algum lugar do paraíso. São Paulo: Objetiva, 2011, p. 7)
Estação de águas
Esta poética designação – estação de águas – nada tem a ver, como eu imaginava quando menino, com alguma estação de trem onde chovesse muito e tudo se inundasse. Em criança a gente tende a entender tudo meio que literalmente. “Estação de águas”, soube depois, indica aqui a época, a temporada ou mesmo a estância em que as pessoas se dispõem a um lazer imperturbado ou a algum tratamento de saúde baseado nas específicas qualidades medicinais das águas de uma região. Água para se beber ou para se banhar, conforme o caso. Tais estâncias associam-se, por isso mesmo, a lugares atrativos, ao turismo de quem procura, além de melhor saúde, a tranquilidade e o repouso que via de regra elas oferecem a quem as visita ou nelas se hospeda.
Em meio ao turbilhão da vida moderna ainda se encontra nessas paragens um oásis de sossego e descompromisso com o tempo. O desafio pode estar, justamente, em saber o que fazer com um longo dia de ócio, em despovoar a cabeça das imagens tumultuosas trazidas da cidade grande. Nessas pequenas estâncias, o relógio da matriz opera num ritmo lerdo e preguiçoso, em apoio à calmaria daquele mundo instituído para que nada de grave ou agitado aconteça. Os visitantes velhinhos dormitam no banco da praça, as velhinhas vão atrás de algum artesanato, os jovens se entediam, os turistas adultos se dividem entre absorver a paz reinante e planejar as tarefas da volta.
Não se sabe quanto tempo ainda durará essa rara oportunidade de paz. As informações do mundo de hoje circulam o tempo todo pelos nervosos celulares, a velocidade da vida digital é implacável e não tolera espaços de vazio ou tempos vazios. Mas enquanto não morrer de todo o interesse de se cultuar a vida interior, experiência possível nessas estâncias sossegadas, não convém desprezar a sensação acolhedora de pertencer a um mundo sem pressa.
(Péricles Moura e Silva, inédito)
Leia o trecho a seguir:
Por conseguinte (1), cabe à escola articular, com a comunidade e as famílias, laços de integração com a sociedade. A gestão dá-se em interação com o outro, destarte (2) implica sempre em muito diálogo, respeitando as peculiaridades e as finalidades da proposta pedagógica que considera, outrossim (3), a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a da comunidade escolar e local nos Conselhos Escolares. Indica, concomitantemente (4), o direito e o dever de garantir a participação dos sujeitos nos sistemas e nas escolas públicas, como está na lei.
(Adaptado de ANCIUTTI, M.C.R. A gestão escolar: materialização de uma política de gestão democrática. Revista de Administração Educacional, Recife, v. 9, n. 2, fev. 2019. ISSN 23591382. Disponível em:
<https://periodicos.ufpe.br/revistas/ADED/article/view/239952/31475>. Acesso em: 11 mar. 2019.)
As palavras ou expressões enumeradas poderão ser substituídas sem prejuízo do sentido do texto, pelas palavras ou expressões a seguir:
Os pronomes nos verbos de 1 a 5 se referem, respectivamente a:
Leia atentamente os trechos a seguir que servirão de base para a questão.
Trecho 1:
No ano de 1994 foi assinada a Declaração de Salamanca (inspirada para reafirmar o direito de todas as crianças à educação através da Declaração de Direitos Humanos em 1948). Ela aconselha que todas as escolas devem acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, emocionais, linguísticas ou outras. Devem incluir crianças deficientes e superdotadas, crianças de rua e crianças que trabalham, crianças de população nômade, crianças pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de grupos em desvantagem ou marginalizados.
Texto acessado em 05/02/2019 e adaptado de https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/compromisso-nova-abordagem-inclusao.htm
Trecho 2:
A inclusão não é só o ato de incluir e pronto. Inclusão é cooperação, é ajudar e estar lá auxiliando as pessoas. Também é respeito. Devemos respeitar as diferenças e facilitar as coisas para derrubar as barreiras da desigualdade. Inclusão é valorização das diferenças. Todos nós temos diferenças e sempre temos algo para aprender uns com os outros. Inclusão é melhoria, melhoria contínua para todos nós.
Texto acessado em 05/02/2019 e adaptado de http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/ um-novo-olhar-para-a-inclusao-social/94907/
Trecho 3:
A atuação do Ministério Público do Trabalho demonstrou a importância do esforço em prol da inscrição das pessoas com deficiência no trabalho. A lei brasileira, por estímulo constitucional, estabelece ação afirmativa categórica nesse sentido, fixando cotas de reserva de vagas, tanto na esfera pública quanto na privada. De outra parte, a condição de exclusão das pessoas com deficiência do convívio social é milenar e reveladora do quão distante estão estas pessoas de condições mínimas de cidadania erigidas desde o princípio da cultura ocidental.
Texto acessado em 05/02/2019 e adaptado de
http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2009-pdf/
2183-4-inclusao-social-juvenil-pdf/file
Analise e preencha, as lacunas da assertiva a seguir, com os pronomes demonstrativos.
Senhor Diretor
Em resposta ao memorando nº. 27/5/2019 d_______ Diretoria, quero comunicar-lhe que _______ Chefia não é responsável por _______ irregularidades a que Vossa Senhoria se refere.
Marque a opção que completa CORRETA e respectivamente as lacunas.
Numere a coluna B pela coluna A atendendo à CORRETA definição dos termos gramaticais.
COLUNA A
I. Inferência.
II. Polissemia.
III. Ambiguidade.
IV. Intertextualidade.
V. Coesão.
VI. Coerência.
COLUNA B( ) É uma possível conclusão que se tira do texto.
( ) Relação que se estabelece entre textos, um influenciando o outro.
( ) A mesma coisa que anfibologia.
( ) União íntima das partes de um texto.
( ) Um significante com vários significados de acordo com o contexto.
( ) Nexo e lógica entre as ideias do texto.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
No meme da página pernambucana Bode Gaiato, ocorre um efeito de linguagem articulado pela predicação do verbo “esperar”. Marque a opção que traz a(s) afirmação(ões) verdadeira(s) a respeito do fenômeno.

NA ENTREVISTA DE EMPREGO...
- CITE UMA QUALIDADE SUA
- EU SOU UM CABRA QUE TÁ SEMPRE PENSANDO NO FUTURO
- HUM, MUITO BOM! E O QUE O SENHOR ESPERA DESSE EMPREGO?
- AS FÉRIAS.
I. O emprego do verbo esperar é metafórico.
II. O emprego do verbo esperar é literal.
III. O verbo esperar se realiza com duplo sentido,
quais sejam, “ter esperança, expectativa”, quando
ocorre na fala do entrevistador; e “aguardar”, quando ocorre implicitamente na resposta do
entrevistado, “férias”.
Ao invés de serem jogadores de futebol somente, quer dizer, craques da bola, alguns boleiros aparecem antes de mais nada como craques da mídia, faturando alto tanto nos gramados como diante das câmeras.
Escolha a opção em que as expressões podem substituir, na mesma sequência, as locuções grifadas, sem ferir o sentido da frase.
“Ao invés de ser um atleta de comportamento correto dentro e fora dos gramados, quer dizer, um profissional que se define antes de mais nada por suas ações sensatas, o ídolo parece sucumbir a atitudes que acabam manchando sua imagem pública”.
Sem alterar o sentido do trecho, as expressões destacadas podem ser substituídas por uma das alternativas a seguir. Assinale-a.
No texto CG2A1-I, o termo “a questão”(l.14 e 15) remete à
Leia o texto a seguir e responda a questão.

