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Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

Questões Discursivas

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Q1033820 Português

Texto para  questão.


Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.

“o que” (linha 26) por o qual.
Alternativas
Q1033815 Português

Texto para  questão.


Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na linha 5, o pronome pessoal “ela” está empregado em referência à “evolução social e econômica”.

Alternativas
Q1032604 Português
Assinale a alternativa correta, quanto à flexão verbal e/ou nominal, levando em consideração as novas normas do acordo ortográfico:
Alternativas
Q1032039 Português

                                    Um silêncio que MATA

                                                                               Cláudia Maria França Pádua


      A agressividade é a arma que o indivíduo utiliza para manifestar seu ódio. Existem vários tipos de violência, e os estudos desse tipo de comportamento são constantes com o intuito de descobrir as causas que levam o ser humano a cometer tal infração e que causam indignação aos olhos atentos da sociedade.

      Inúmeras pesquisas mostram, há anos, a vergonhosa prevalência da violência contra as mulheres. Em 2013, 13 mulheres morreram, todos os dias, vítimas de feminicídio, isto é, assassinato em função de seu gênero. Cerca de 30% foram mortas pelo parceiro ou ex-companheiro (Mapa da Violência 2015). Outra pesquisa do Instituto Locomotiva, dessa vez de 2016, aferiu que 2% dos homens admitem espontaneamente ter cometido violência sexual contra uma mulher, mas, diante de uma lista de situações, 18% reconhecem terem sido violentos. Quase um quinto dos 100 milhões de homens brasileiros. E, curiosamente, um estudo recente revelou que 90% concorda que quem presencia ou toma conhecimento de um estupro e fica calado também é culpado. Um percentual relevante, mas por que ainda há tanto silêncio?

      Cinco tipos de violência enquadram todos esses estudos: 1 - violência psicológica: causa danos à autoestima da vítima, podendo ocorrer em casa, na escola, no trabalho, proporcionando humilhação, desvalorização, ofensa, chantagem, manipulação, constrangimento e outros; 2 - violência física: causa danos ao corpo da vítima, podendo ocorrer sob a forma de socos, pontapés, chutes, amarrações e mordidas, impossibilitando defesa; 3 - violência moral: qualquer conduta que proporcione calúnia, difamação ou injúria; 4 - violência sexual: esta não se limita somente ao estupro propriamente dito, mas a atos de violência proibitivos, como, por exemplo, não uso de contraceptivos, obrigação de práticas sexuais, "encoxada" nos transportes públicos, exploração do corpo de adolescentes e pedofilia; 5 - violência simbólica: utilização feminina como "objeto de desejo" (propagandas, outdoors etc.), traçando uma imagem negativa da mulher. O alerta que ecoa é que a violência é silenciosa. Ela ocorre nas residências, nos espaços públicos e em qualquer lugar onde a mulher é assediada.

      O assédio é um comportamento criminoso e deve ser severamente tratado como tal. Seu desenvolvimento relaciona-se com a carência emocional ou com a separação, na infância, do elo materno. A partir desse momento, criam-se, no indivíduo, condutas antissociais, um desajuste afetivo, que podem levá-lo ao cometimento de crimes para sentir prazer no sofrimento dos outros e gerar uma excitação cortical, causando-lhe grande satisfação da libido e de seu ego malformado por uma personalidade psicopática e doentia, na qual os impulsos do mal ganham lugar e ímpeto para cometer tais absurdos. Nesse exato momento, instaura -se o grau de periculosidade do agressor. Portanto, muitas vezes, senão na maioria delas, o agressor sabe que está cometendo um delito e sente, inclusive, prazer nesse comportamento.

      É necessário que as autoridades realizem emergencialmente políticas que inviabilizem esse avanço, para que esse crime não faça parte das principais estatísticas, em que 22 milhões das brasileiras com 16 anos ou mais relatam ter sofrido algum tipo de assédio em 2018. Vítimas com ensino médio e superior relatam, em seus depoimentos, terem sofrido algum tipo de assédio em maior número do que aquelas com ensino fundamental. O caso mais comum citado pela maioria das mulheres entrevistadas é o de comentários desrespeitosos na rua.

      Sabemos que, desde a Idade Média, a violência psicológica e moral contra as mulher es era muito comum, e a violência física se valia até mesmo dos mais diferentes instrumentos de tortura utilizados nas mulheres de forma cruel e sem condenação aos torturadores. O "estripador de seios", por exemplo, costumava ser utilizado para punir mulheres acusadas de realizar bruxaria, aborto ou adultério. As garras aquecidas por brasas eram usadas para arrancar-lhes os seios. E existiram tantos outros instrumentos cruéis que marcaram a história mundial e registraram como a mulher foi e ainda é tratada.

      No Brasil, a tortura se divide em duas fases: a primeira se estende do Brasil Império até a nossa Constituição Federal de 1988. A produção de prova se fazia, até aquela época, de forma brutal, e a escravatura, legalizada, tornava o ambiente adequado à violação da dignidade humana. O Código Criminal de 1830 previu o aumento da dor física, como agravante, e o termo "tortura", que aparece na Lei Penal Brasileira em 1940, quando é arrolada entre os meios cruéis que agravam o delito.

      A segunda fase se inicia com a Constituição de 1988, sob o desrespeito sistemático às liberdades fundamentais do homem, ocorrido nas décadas anteriores. Tipificada finalmente a tortura como crime em nossa legislação, espera-se que as formas mais silenciosas, como as violências psicológica, moral e simbólica, recebam um olhar atento para sua erradicação. Infelizmente, nosso país ainda caminha a passos lentos na recrudescência de leis mais efetivas, em que o respeito deveria permanecer como palavra-chave.

       As mulheres têm, sim, exercido sua voz, mas mergulham, por vezes, em um conformismo de cultura social que não deverá mais ser aceito e precisa urgentemente ser resolvido com políticas públicas adequadas e conscientização. Afinal, não se pode ficar inerte diante da violência que assola o país e gera incredulidade. Sabemos que as palavras têm a força da razão, enquanto a crueldade emana do poder do ódio e da anomia.

PÁDUA, Cláudia Maria França. Um silencia que mata. Psique, ciência e vida. São Paulo: Editora Escala, Ed. 158, abr. 2019. p. 18-19. [Adaptado].

As mulheres têm, sim, exercido sua voz, mas mergulham, por vezes, em um conformismo de cultura social que não deverá[1] mais ser aceito e precisa[2] urgentemente ser resolvido com políticas públicas adequadas e conscientização .


Sem alteração do sentido e com respeito à norma-padrão, o excerto está corretamente reescrito em:

Alternativas
Q1031355 Português
Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do texto 1A2-I, o vocábulo “onde”, no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos” (. 42 e 43), poderia ser substituído por
Alternativas
Q1031354 Português
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita que altera a pontuação do seguinte trecho do texto 1A2-I: “Não existe ética individual, existe ética de um grupo, de uma sociedade, de uma nação.” (ℓ. 11 e 12). Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção e os sentidos originais do texto.
Alternativas
Q1031353 Português
No texto 1A2-I, a forma pronominal isso, em “disso” (.16), remete a
Alternativas
Q1031352 Português
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto 1A2-I, o termo “Como”, no trecho “Como vivemos todos juntos” (ℓ.7), poderia ser substituído por
Alternativas
Q1031348 Português
Sem prejuízo à correção gramatical e aos sentidos do texto 1A1-II,o vocábulo “antes” (ℓ.23) poderia ser substituído por
Alternativas
Q1031345 Português
No texto 1A1-II, o vocábulo “isso” (ℓ.3) refere-se
Alternativas
Q1031343 Português
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto 1A1-I: “A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando. Lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.” (ℓ. 20 a 23). Assinale a opção em que a proposta apresentada preserva os sentidos do texto.
Alternativas
Q1030866 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


Na linha 18, as formas verbais “dadas” e “fornecem” referem‐se ao mesmo elemento textual na oração em que se inserem.

Alternativas
Q1030861 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


O vocábulo “as” (linha 9) retoma o termo “relações públicas” (linha 8), que, por sua vez, é retomado por “profissão” (linha 10).

Alternativas
Q1030860 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


A supressão das vírgulas nas linhas 1 e 3 e a mudança na flexão da forma verbal “é” para são mantêm a correção gramatical e os sentidos originais do texto.

Alternativas
Q1030749 Português

Considerando as estruturas linguísticas do texto, a correção gramatical e o emprego dos elementos de encadeamento textual, julgue o item.


Caso a palavra divina fizesse grandes frutos, ainda que os gerasse, não será culpa do ouvinte.

Alternativas
Q1030487 Português

Considerando as estruturas linguísticas do texto, a correção gramatical e o emprego dos elementos de encadeamento textual, julgue o item.


É preciso haverem três elementos para que um homem veja dentro de si: olhos, espelho e luz.

Alternativas
Q1030486 Português

Julgue o item quanto à estruturação gramatical do texto.


O trecho “Os pregadores deitam a culpa aos ouvintes” (linhas 23 e 24) poderia, sem prejuízo gramatical ou dos sentidos do texto, ser reescrito da seguinte forma: Os predicadores imputam aos ouvintes a culpa.

Alternativas
Q1030415 Português

“Quem critica a injustiça o faz não porque teme cometer ações injustas, mas porque teme sofrê-las”.


No caso desse pensamento de Platão, o verbo fazer substitui toda uma oração anterior (critica a injustiça); a mesma situação ocorre na seguinte frase:

Alternativas
Q1030412 Português
A frase abaixo em que o termo sublinhado repete ou se refere a um termo anterior é:
Alternativas
Q1030411 Português

“É natural desejar que se faça justiça”.


Se transformarmos a oração reduzida “desejar” em uma oração desenvolvida, a forma adequada será:

Alternativas
Respostas
4561: E
4562: E
4563: A
4564: D
4565: B
4566: B
4567: A
4568: A
4569: B
4570: C
4571: A
4572: C
4573: C
4574: E
4575: E
4576: E
4577: C
4578: C
4579: D
4580: A