Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.
Na linha 4, a forma “quando” pode ser substituída por
enquanto, sem que isso prejudique a correção
gramatical e os sentidos originais do texto.
Leia o texto para responder a questão.
O essencial
Há certas coisas que são essenciais na vida. Muitos poderão achar que exagero, que a vida segue sua marcha sem a necessidade delas. Discordo. Viver a vida sem elas é coisa de gente atrasada, de gente que ainda não descobriu como separar o bom do ruim.
Veja as lágrimas. Assistia a um filme bobinho e num certo momento elas despencaram; até tentei segurá-las, mas incrivelmente não foi possível. Um instante mágico, na visão de Adélia Prado1 , um momento de acarinhar eternidades* guardadas na memória. Se você não se deixa emocionar por coisas bobinhas, um filme, uma música, um livro, você não está vivendo bem, está desperdiçando momentos preciosos de sua existência; ou carece de eternidades, o que é muito pior.
* eternidades: tudo o que você viveu e que a memória gravou, porque valeu a pena.
(Sergio Geia. www.cronicadodia.com.br. Adaptado)
1 Adélia Prado: escritora brasileira.
Leia o texto para responder à questão
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Ogro filipino
Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, já xingou a mãe do americano Barack Obama, amaldiçoou a União Europeia e ameaçou declarar guerra ao Canadá.
O líder filipino também pede a eliminação física de traficantes e usuários de drogas – e vem sendo atendido. O número de assassinatos extrajudiciais de pessoas envolvidas com entorpecentes no país disparou depois que o presidente chegou ao poder, em 2016.
A oposição fala em 20 mil mortos; outras fontes, talvez mais confiáveis, mencionam a cifra de 5.000.
Duterte não é um tirano que conquistou o poder pela força – e isso só torna seu caso mais assustador. Ele foi eleito democraticamente e conta com apoio de 79% do eleitorado, segundo pesquisas.
Pode-se atribuir grande parte da aprovação ao desempenho da economia, que vem crescendo a um ritmo de mais de 6% anuais, com inflação e desemprego sob controle. A prosperidade encoraja filipinos a relativizar as manifestações absurdas de seu presidente.
As perspectivas futuras não se mostram animadoras em termos de democracia e direitos humanos. O Senado era a única instituição que ainda fazia algum contraponto ao poder de Duterte – o Judiciário já se encontra manietado.
Depois de conquistar recentemente a maioria na Casa legislativa, o líder filipino poderá dar continuidade a projetos mais polêmicos, como a introdução da pena de morte para traficantes.
Teme-se também que ele vá tentar uma fórmula de perpetuar-se no poder, seja diretamente, seja através da filha Sara Duterte-Carpio, hoje prefeita de Davao, a quarta cidade mais populosa do país.
(Ogro filipino. Editorial. Folha de S.Paulo, 06.06.2019. Adaptado)
Leia a tira para responder à questão.

(Fernando Gonzales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 11.06.2019)
TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]
Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.
No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais.
O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]
FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: <https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/10633/Rastros-de-uma-nova-era-inteligencias-artificiais-reproducoes-assistidas-vidas-virtuais-chips-na-pele-e-fisica-quantica>
“Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual.”.
TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]
Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.
No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais.
O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]
FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: <https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/10633/Rastros-de-uma-nova-era-inteligencias-artificiais-reproducoes-assistidas-vidas-virtuais-chips-na-pele-e-fisica-quantica>
Assinale a alternativa que apresenta os conectivos que substituem adequadamente os termos em destaque no seguinte excerto:
“Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego [...]”.
TEXTO III
1943 – Região do Jalapão
A primeira campanha do Programa Goiás Bahia teve como objetivos o reconhecimento geográfico da região onde se encontra a Lagoa do Veredão; a determinação do divisor de águas entre as Bacias dos Rios São Francisco e Tocantins; o estudo da Bacia Hidrográfica do Rio Preto; o levantamento de coordenadas geográficas, topográfico e de altitudes; e os estudos de Geomorfologia e de Geografia. No artigo publicado na Revista Brasileira de Geografia, v. 5, n. 4, p. 574-622, out./dez. 1943, o chefe da expedição, Gilvandro Simas Pereira, expõe como foi projetada, organizada e conduzida a expedição ao Jalapão, região do Brasil Central ainda pouco conhecida. Ao descrever tudo que observou, o autor revela também as dificuldades encontradas e os sacrifícios dos expedicionários no cumprimento do programa que foi feito no curto prazo de cinco meses, atravessando sempre zonas semidesertas, onde todos os recursos eram difíceis ou impossíveis de se obter.
Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101574.pdf>
Em “[...] o chefe da expedição, Gilvandro
Simas Pereira, expõe como foi projetada,
organizada e conduzida a expedição
ao Jalapão [...]”, o verbo em destaque,
mantendo a regência e o sentido do
texto, pode ser substituído por
TEXTO II
[4 de novembro de 1855]
Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores.
Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação.
Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.
Com efeito, o que é um ponto de interrogação?
Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos.
Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara.
Vede: ?
É um pequeno anzol.
Ora, para que serve o anzol?
Para pescar.
Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.
Exemplo:
1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua:
– Meu amigo, será verdade o que me disseram, que andas apaixonado?
2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente:
– O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?
3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol:
– Uma só palavra: tu me amas?
É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita.
Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente:
– Empresta-me trezentos mil réis?
Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir.
Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes.
Assim, ou dizem:
– Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol).
Ou então empregam o segundo meio:
– Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis?
No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.
Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião.
Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol.
O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […]
Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada
por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Considerando o fato de que as pessoas do discurso “tu” e “vós” têm sido substituídas atualmente pelo uso do “você(s)”, assinale a alternativa que reescreve adequadamente o seguinte excerto, mantendo-lhe o sentido e a correção gramatical:
“Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos.”.
“Um erro de cálculo pode explicar o desabamento de um edifício. Mas por que não pensar também na rebelião das paredes contra o que se passa entre elas?”
Se substituíssemos o termo sublinhado por uma oração desenvolvida, a forma adequada seria
“Adoro crianças, principalmente quando choram – porque aí alguém sempre as leva embora.”
Sobre os componentes dessa frase, assinale a única afirmativa inadequada.
“Argumentar com uma criança é bom desde que você compreenda os argumentos dela sem destruir os seus”.
O conector sublinhado pode ser adequadamente substituído por
“Antes de casar, eu tinha três teorias sobre como educar crianças. Agora eu tenho três crianças e nenhum teoria.”
A oração reduzida “Antes de casar” pode ser adequadamente substituída pela seguinte oração desenvolvida:
“O esporte é o único meio de conservar no homem as qualidades do homem primitivo”.
A forma de reescrever essa frase que altera o seu sentido original é:
“A saúde é o estado no qual as funções necessárias se cumprem insensivelmente ou com prazer”.
Se, nessa frase, empregássemos o paralelismo no segmento destacado e mantivéssemos o sentido original, a forma adequada seria:
“Na verdade, o cuidado e as despesas de nossos pais visam apenas a enriquecer nossas cabeças com ciência; quanto ao juízo e à virtude, as novidades são poucas".
Se transformássemos a frase sublinhada em uma forma
nominal, a forma adequada seria
Nessa frase, os conectores mas e caso podem ser adequadamente substituídos por

