Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.
No quarto período, a supressão das vírgulas que isolam a oração “que os fez maiores que os outros” prejudicaria a coerência das ideias que sustentam o texto, baseadas na fé católica.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Estariam mantidas as relações sintático-semânticas estabelecidas no último período do texto, bem como a coerência de suas ideias, caso se deslocasse, no trecho “E o valor reside não em ter tido experiências”, o vocábulo “não" para imediatamente depois da preposição “em”.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Das relações coesivas do quarto período do segundo parágrafo conclui-se que a forma pronominal “lo”, em “postá-lo”, retoma não um vocábulo específico, mas a ideia expressa na primeira oração do período, motivo por que “lo” se classifica, na oração em que ocorre, como um pronome demonstrativo.
A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.
No primeiro período do texto, a forma pronominal presente em “visualizá-la” retoma “a comunicação”.
Assinale a única opção totalmente adequada.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estudo citado por vinte e cinco anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado
Um estudo publicado há cerca de vinte e cinco anos, que afirmava que o agrotóxico glifosato não oferecia riscos à saúde humana nem causava câncer, foi excluído em dezembro da revista científica que o havia divulgado. O artigo, produzido no fim da década de 1990, tornou-se por décadas uma das principais referências para embasar decisões regulatórias favoráveis ao uso do produto.
O glifosato é um dos agrotóxicos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos. Amplamente associado ao cultivo de soja transgênica, o herbicida teve papel decisivo na expansão da produção agrícola brasileira e na consolidação do país como maior produtor mundial do grão.
Segundo comunicado da revista, a exclusão ocorreu devido a problemas considerados graves o suficiente para comprometer a integridade acadêmica do trabalho e a confiabilidade de suas conclusões. Entre as falhas apontadas estão a participação de funcionários da Monsanto na elaboração do artigo e o fato de ele se apoiar essencialmente em um único estudo produzido pela própria empresa, historicamente a principal fabricante do glifosato, comercializado sob a marca Roundup e hoje pertencente à Bayer.
A publicação reconheceu que o artigo exerceu influência significativa em decisões regulatórias relacionadas ao glifosato por décadas. A retratação foi justificada pela falta de transparência sobre a autoria de trechos do texto e pela incerteza quanto à independência das conclusões, especialmente na afirmação de que o glifosato não apresenta potencial cancerígeno. Também foram mencionadas decisões judiciais que indicam a possibilidade de compensação financeira aos autores, informação que não constava no artigo original.
No Brasil, em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu sua reavaliação toxicológica do glifosato e decidiu manter sua autorização de uso, alegando inexistência de evidências científicas conclusivas de que cause câncer, mutações genéticas ou má-formação fetal. Nos Estados Unidos, o produto segue considerado seguro pelas autoridades ambientais, com nova reavaliação prevista para 2026 após ações judiciais de entidades ambientais e de defesa de trabalhadores. Na União Europeia, a aprovação do glifosato foi renovada por mais dez anos em 2023.
Essas posições contrastam com a conclusão da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como "provavelmente cancerígeno" com base em ampla revisão de estudos científicos.
Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a indenizar um trabalhador que atribuiu o desenvolvimento de câncer ao uso de produtos à base de glifosato. Desde então, a Bayer firmou acordos bilionários para encerrar milhares de processos relacionados ao Roundup, sem admissão de culpa, e manteve a comercialização do herbicida.
O glifosato é o princípio ativo de diversos herbicidas. Introduzido no mercado na década de 1970, teve sua patente expirada em 2000 e passou a ser fabricado por diferentes empresas. É utilizado na agricultura, na silvicultura, em áreas industriais e em jardins, embora alguns países e cidades tenham restringido ou proibido seu uso em espaços públicos. Por ser não seletivo, elimina a maioria das plantas, o que levou ao desenvolvimento de culturas geneticamente modificadas para resistir à substância, como a soja. Sua aplicação costuma ocorrer antes do plantio, para reduzir a competição com plantas daninhas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko.adaptado.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa correta.
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I - A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar?
A vida moderna naturalizou a cobrança excessiva por produtividade e positividade; com tanta pressão por perfeição, saúde física e mental pedem a conta
Wanessa Ferrari - 3 Junho, 2021
“Já amanheci cansada.” O meme, que circula pela internet faz sucesso nas redes sociais ao resumir uma sensação que domina boa parte da sociedade adulta: o de que nem boas noites de sono são suficientes para restaurar o vigor e a disposição, por isso, não raramente amanhecemos cansados.
O que pouca gente sabe é que essa sensação permanente de exaustão tem explicação na filosofia: de acordo com o filósofo sulcoreano Byung-Chul Han, vivemos na sociedade do cansaço, que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta sociedade do cansaço performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta.
Ter um olhar crítico sobre esforços e objetivos, reconhecer-se imperfeito e buscar por tempo de qualidade longe de telas e de trabalho são algumas das alternativas para se blindar dessa patologia da sociedade moderna.
Entenda a sociedade do cansaço
Pare e reflita: quantas vezes você já se cobrou e se frustrou por não ter a produtividade que esperava em um determinado dia ou período de tempo? E quantas vezes você já se deparou com o perfil de um colega de faculdade no LinkedIn, observou a empresa onde ele trabalha ou a atual situação profissional dele, comparou com sua situação e se sentiu deprimido ou fracassado? Questionamentos e sentimentos como estes, que têm como pano de fundo a busca excessiva por produtividade, alta performance, desempenho e resultado são decorrentes da , um termo cunhado por Byung-Chul Han, que se dedicou a entender como o modelo de sociedade do cansaço produção da última fase do capitalismo tem interferido na vida das pessoas. Os resultados foram reunidos no livro Sociedade do Cansaço.
“Esse filósofo defende que a sociedade atual valoriza o desempenho, a alta performance, o resultado, a máxima produtividade. O problema é quando essas coisas não acontecem. As pessoas tendem a se sentir frustradas, deprimidas e fracassadas”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em educação pela Universidade de Campinas (Unicamp).
O cansaço extremo, por sua vez, na visão do filósofo, favorece o surgimento de patologias que afetam a saúde física e mental, como a hiperatividade, o déficit de atenção, o transtorno de personalidade borderline, a ansiedade, a melancolia, a depressão e a síndrome de burnout.
Outra característica marcante da sociedade do cansaço levantada pelo filósofo sul-coreano é a individualização e o isolamento. “As pessoas vivem cercadas por outras, mas estão isoladas dentro de si”, explica a psicoterapeuta.
A cobrança em excesso, somada ao surgimento de patologias e à individualização resulta ainda em um outro problema: o uso excessivo de medicamentos. “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.
Para o psicanalista clínico Diego Felipe Silva Cavalcante, da clínica Kaizen, excesso de estímulos e de informações, a globalização e o avanço tecnológico, a obsessão em querer atender às expectativas geradas pela sociedade e o esforço do indivíduo em ser produtivo, autêntico e inovador são alguns dos fatores que mais contribuem com a sociedade do cansaço.
Fonte: Ferrari, Wanessa. A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar? https://consumidormoderno.com.br/sociedade-cansaco-A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade blindar/[adaptado]. Acesso em: 23 out. 2025.
“Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.”
No fragmento, o termo em destaque "elas" tem função coesiva de:
As estruturas linguísticas orientam a produção de mensagens adequadas porque articulam escolhas sintáticas, semânticas e pragmáticas que condicionam a clareza, a coerência e a aceitabilidade do enunciado em situações comunicativas específicas (KOCH, 2011).
Considerando as estruturas linguísticas no processo de construção de mensagens adequadas, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estudo citado por vinte e cinco anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado
Um estudo publicado há cerca de vinte e cinco anos, que afirmava que o agrotóxico glifosato não oferecia riscos à saúde humana nem causava câncer, foi excluído em dezembro da revista científica que o havia divulgado. O artigo, produzido no fim da década de 1990, tornou-se por décadas uma das principais referências para embasar decisões regulatórias favoráveis ao uso do produto.
O glifosato é um dos agrotóxicos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos. Amplamente associado ao cultivo de soja transgênica, o herbicida teve papel decisivo na expansão da produção agrícola brasileira e na consolidação do país como maior produtor mundial do grão.
Segundo comunicado da revista, a exclusão ocorreu devido a problemas considerados graves o suficiente para comprometer a integridade acadêmica do trabalho e a confiabilidade de suas conclusões. Entre as falhas apontadas estão a participação de funcionários da Monsanto na elaboração do artigo e o fato de ele se apoiar essencialmente em um único estudo produzido pela própria empresa, historicamente a principal fabricante do glifosato, comercializado sob a marca Roundup e hoje pertencente à Bayer.
A publicação reconheceu que o artigo exerceu influência significativa em decisões regulatórias relacionadas ao glifosato por décadas. A retratação foi justificada pela falta de transparência sobre a autoria de trechos do texto e pela incerteza quanto à independência das conclusões, especialmente na afirmação de que o glifosato não apresenta potencial cancerígeno. Também foram mencionadas decisões judiciais que indicam a possibilidade de compensação financeira aos autores, informação que não constava no artigo original.
No Brasil, em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu sua reavaliação toxicológica do glifosato e decidiu manter sua autorização de uso, alegando inexistência de evidências científicas conclusivas de que cause câncer, mutações genéticas ou má-formação fetal. Nos Estados Unidos, o produto segue considerado seguro pelas autoridades ambientais, com nova reavaliação prevista para 2026 após ações judiciais de entidades ambientais e de defesa de trabalhadores. Na União Europeia, a aprovação do glifosato foi renovada por mais dez anos em 2023.
Essas posições contrastam com a conclusão da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como "provavelmente cancerígeno" com base em ampla revisão de estudos científicos.
Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a indenizar um trabalhador que atribuiu o desenvolvimento de câncer ao uso de produtos à base de glifosato. Desde então, a Bayer firmou acordos bilionários para encerrar milhares de processos relacionados ao Roundup, sem admissão de culpa, e manteve a comercialização do herbicida.
O glifosato é o princípio ativo de diversos herbicidas. Introduzido no mercado na década de 1970, teve sua patente expirada em 2000 e passou a ser fabricado por diferentes empresas. É utilizado na agricultura, na silvicultura, em áreas industriais e em jardins, embora alguns países e cidades tenham restringido ou proibido seu uso em espaços públicos. Por ser não seletivo, elimina a maioria das plantas, o que levou ao desenvolvimento de culturas geneticamente modificadas para resistir à substância, como a soja. Sua aplicação costuma ocorrer antes do plantio, para reduzir a competição com plantas daninhas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko.adaptado.
O texto organiza informações factuais e avaliativas por meio de conexões lógicas que garantem progressão temática, retomada de referentes e articulação entre causas, contrastes e consequências.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estudo citado por vinte e cinco anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado
Um estudo publicado há cerca de vinte e cinco anos, que afirmava que o agrotóxico glifosato não oferecia riscos à saúde humana nem causava câncer, foi excluído em dezembro da revista científica que o havia divulgado. O artigo, produzido no fim da década de 1990, tornou-se por décadas uma das principais referências para embasar decisões regulatórias favoráveis ao uso do produto.
O glifosato é um dos agrotóxicos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos. Amplamente associado ao cultivo de soja transgênica, o herbicida teve papel decisivo na expansão da produção agrícola brasileira e na consolidação do país como maior produtor mundial do grão.
Segundo comunicado da revista, a exclusão ocorreu devido a problemas considerados graves o suficiente para comprometer a integridade acadêmica do trabalho e a confiabilidade de suas conclusões. Entre as falhas apontadas estão a participação de funcionários da Monsanto na elaboração do artigo e o fato de ele se apoiar essencialmente em um único estudo produzido pela própria empresa, historicamente a principal fabricante do glifosato, comercializado sob a marca Roundup e hoje pertencente à Bayer.
A publicação reconheceu que o artigo exerceu influência significativa em decisões regulatórias relacionadas ao glifosato por décadas. A retratação foi justificada pela falta de transparência sobre a autoria de trechos do texto e pela incerteza quanto à independência das conclusões, especialmente na afirmação de que o glifosato não apresenta potencial cancerígeno. Também foram mencionadas decisões judiciais que indicam a possibilidade de compensação financeira aos autores, informação que não constava no artigo original.
No Brasil, em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu sua reavaliação toxicológica do glifosato e decidiu manter sua autorização de uso, alegando inexistência de evidências científicas conclusivas de que cause câncer, mutações genéticas ou má-formação fetal. Nos Estados Unidos, o produto segue considerado seguro pelas autoridades ambientais, com nova reavaliação prevista para 2026 após ações judiciais de entidades ambientais e de defesa de trabalhadores. Na União Europeia, a aprovação do glifosato foi renovada por mais dez anos em 2023.
Essas posições contrastam com a conclusão da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como "provavelmente cancerígeno" com base em ampla revisão de estudos científicos.
Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a indenizar um trabalhador que atribuiu o desenvolvimento de câncer ao uso de produtos à base de glifosato. Desde então, a Bayer firmou acordos bilionários para encerrar milhares de processos relacionados ao Roundup, sem admissão de culpa, e manteve a comercialização do herbicida.
O glifosato é o princípio ativo de diversos herbicidas. Introduzido no mercado na década de 1970, teve sua patente expirada em 2000 e passou a ser fabricado por diferentes empresas. É utilizado na agricultura, na silvicultura, em áreas industriais e em jardins, embora alguns países e cidades tenham restringido ou proibido seu uso em espaços públicos. Por ser não seletivo, elimina a maioria das plantas, o que levou ao desenvolvimento de culturas geneticamente modificadas para resistir à substância, como a soja. Sua aplicação costuma ocorrer antes do plantio, para reduzir a competição com plantas daninhas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko.adaptado.
O texto articula informações científicas, regulatórias e institucionais de modo a garantir continuidade temática, evitando ambiguidades referenciais e assegurando a progressão lógica do argumento ao longo dos parágrafos.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa correta.
I. No trecho “Agora, porém, o banco parecia maior, mais frio, e o espaço ao seu lado permanecia vazio — uma ausência tão presente que quase ganhava forma”, o emprego do conectivo “porém” estabelece uma relação de oposição entre o presente solitário e o passado compartilhado pela personagem, contribuindo para a progressão coerente da narrativa;
II. Em “No início, tentara convencer-se de que era normal”, o adjunto adverbial “No início” funciona como elemento de coesão temporal, retomando implicitamente eventos anteriores e marcando a mudança do estado emocional da personagem ao longo do tempo;
III. No trecho “E, embora ela continuasse a resistir, sentia-se cada vez mais como uma árvore à espera do último inverno”, a conjunção “embora” introduz uma relação de causa, explicando o motivo pelo qual a personagem se sente fragilizada;
IV. Em “Cada folha que caía era como uma memória arrancada ao tempo”, a expressão “ao tempo” funciona como mecanismo coesivo anafórico, retomando o ciclo temporal anteriormente mencionado e garantindo a coerência temática do texto.
Assinale a alternativa correta.
Essa orientação está diretamente relacionada ao uso de mecanismos de:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A força da ancestralidade e da renovação, com a posse de Ana Maria Gonçalves na ABL
Em uma noite histórica, a escritora mineira Ana Maria Gonçalves foi empossada, na sexta-feira (7), como nova imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela passa a ocupar a cadeira nº 33, que pertenceu ao linguista Evanildo Bechara, tornando-se a primeira mulher negra a integrar a instituição fundada em 1897 — e apenas a 13ª mulher a vestir o fardão acadêmico.
A cerimônia foi marcada por emoção e simbolismo. Ao iniciar seu discurso, Ana Maria fez um gesto de reverência às origens: "Benção, mãe. Benção, pai." A saudação à ancestralidade ecoou pelo salão, lembrando que a literatura, para além das letras, é também um espaço de memória e resistência. A escritora afirmou que sua entrada na ABL representa "não apenas uma conquista individual, mas o reconhecimento de histórias que por muito tempo foram silenciadas".
Autora do premiado romance "Um defeito de cor", lançado em 2006, Ana Maria Gonçalves construiu uma obra de grande fôlego narrativo e político. Seu livro, de quase mil páginas, conta a trajetória de Kehinde, uma mulher africana trazida como escravizada para o Brasil, e é hoje considerado um marco da literatura afro-brasileira contemporânea. A autora já afirmou em entrevistas que sua missão como escritora é "contar as histórias que o país tentou apagar".
Durante a cerimônia, a nova acadêmica foi saudada pela antropóloga Lilia Schwarcz, que destacou o papel de Ana Maria na "reconfiguração do cânone literário brasileiro, abrindo espaço para vozes plurais". [...]
Em seu discurso, Ana Maria defendeu uma literatura que dialogue com as múltiplas identidades do Brasil: "O que desejo é ampliar as vozes. Que a língua portuguesa, em sua beleza e complexidade, seja também abrigo para quem nunca foi convidado a falar." [...]
A entrada de Ana Maria Gonçalves na ABL simboliza mais do que uma conquista individual. Representa o movimento de renovação da literatura brasileira, abrindo espaço para narrativas até então marginalizadas. Em um país de tantas vozes e contrastes, sua presença na Academia reafirma que a tradição literária nacional só se fortalece quando reconhece sua diversidade.
Com esse gesto, Ana Maria se inscreve na história — não apenas como "imortal", mas como símbolo de um Brasil que começa a se enxergar em todas as suas cores, ritmos e memórias.
Assim, a posse de Ana Maria Gonçalves é mais do que uma cerimônia solene: é um gesto de continuidade e transformação, um capítulo vivo da literatura brasileira que se reescreve diante de nossos olhos — com coragem, beleza e ancestralidade.
(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/noticias/a-forca-da-ance stralidade-e-da-renovacao-com-a-posse-de-ana-maria-goncalves-na-ab l. Acesso em: 09 dez. 2025. Adaptado.)
A coesão textual é responsável pela articulação das ideias em um texto, de modo a possibilitar que o texto tenha referentes que ancoram as ideias novas, criando um todo claro e coeso. Assim, a coesão constrói a progressão do texto que pode ser referencial e sequencial. Ao longo de todo o texto, o autor lança mão de vários expedientes para retomar Ana Maria Gonçalves, evitando repetir o nome dela todo tempo, o que causaria um problema de coesão, e possibilitando ao leitor se situar a respeito do que é posto, tanto às ideias anteriores, quanto às novas ideias.
As sentenças a seguir tratam desse aspecto, então, com base na leitura cuidadosa do texto, analise-as e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Um dos recursos utilizados pelo autor foi o nome da escritora (Ana Maria) que é posto várias vezes, assim como seu nome completo.
(__) O autor do texto recorreu a substantivos relacionados com a profissão de Ana Maria Gonçalves para referir-se a ela: autora e escritora. Essa referência é estabelecida porque, no 1º parágrafo, o texto explicita que tratará da "escritora mineira Ana Maria Gonçalves", possibilitando que a coesão referencial se instaure a partir do uso da palavra "escritora" e do sinônimo "autora".
(__) Um recurso usado pelo autor foi a expressão "nova acadêmica". Cabe ao leitor estabelecer relações de sentido em sua leitura para compreender que a expressão se refere a Ana Maria Gonçalves. Essa compreensão é possível pelo contexto textual, o qual trata da posse dela na ABL.
(__) No 1º parágrafo, o autor, para construir sua progressão referencial e introduzir uma informação nova, lança mão do pronome pessoal "ela", que tem como referente "escritora mineira Ana Maria Gonçalves".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Leia o texto a seguir:
A professora Amy Hornbeck percebe que algo está errado assim que seus alunos entram na sala de aula. Antes, as crianças chegavam com os bolsos cheios de pedras, brinquedos e bugigangas coletadas durante aventuras ao ar livre. Agora, elas chegam com os olhos grudados nas telas dos celulares ou dos tablets. E isso é evidente em outras tarefas do dia a dia das crianças: elas não conseguem fechar o zíper dos casacos, virar as páginas de um livro ou até mesmo segurar uma colher corretamente.
[...] "É como se eles nunca tivessem visto um bloco de brinquedo de montar", diz Hornbeck, [...] descrevendo como as crianças se atrapalham quando solicitadas a empilhar apenas três blocos. "O que eles fazem com o bloco depois que você mostra o que fazer é impressionante."
As crianças de hoje estão perdendo habilidades motoras finas essenciais — os movimentos pequenos e precisos necessários para amarrar um cadarço, escrever com uma caneta ou construir uma torre. Especialistas apontam uma combinação complexa de tempo de tela, hábitos diferentes e uma mudança nas experiências da infância como os culpados. [...]
Como as telas estão substituindo as brincadeiras práticas e manuais dos pequenos?
O tempo passado diante das telas — sejam celulares, tablets, eBooks ou TV — é tempo que as crianças não se dedicam a atividades manuais, como brincar com blocos, bonecos, artesanato, desenho e construção. Embora aprender matemática ou criar arte digital possa ser educativo, isso não desenvolve o controle motor fino que vem da escrita à mão, do recorte ou de desenhar e colorir.
As brincadeiras ao ar livre, que são cruciais para o desenvolvimento motor fino e grosso, também estão diminuindo. [...] A conveniência na criação dos filhos também afetou o desenvolvimento de habilidades: calças elásticas sem zíperes ou botões economizam tempo nas manhãs agitadas, e lanches pré-embalados eliminam a bagunça — mas esses atalhos privam as crianças de oportunidades de praticar fechar zíperes, abotoar botões ou usar talheres.
As preferências das crianças por brinquedos também mudaram, afirma Hornbeck. Peças magnéticas, que se encaixam facilmente, substituíram quebra-cabeças e blocos de madeira, que exigem muito mais paciência e precisão. [...] a diminuição da capacidade das crianças de se concentrarem em uma tarefa, especialmente aquelas que exigem esforço, é um fator-chave para o declínio das habilidades motoras finas. Veja os quebra-cabeças, por exemplo. Para montar um, é preciso ter estratégia, virar as peças e tentar várias vezes até acertar. [...] "Muitas crianças simplesmente dizem 'Não'. Elas estão acostumadas a jogar no computador, que gira as peças para elas." Hornbeck acrescenta: "Os tablets oferecem muito mais apoio imediato do que a vida real."
(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/10/as-criancas-estao-perdendo-suas-habilidades-motoras-as-telas-podem-ser-as-culpadas. Acesso em: 08 nov. 2025. Adaptado.)
No processo de construção textual, recursos são usados para dar clareza às ideias, assim como possibilitar a progressão e a sequenciação delas, de modo que o texto se desenvolva. A esse respeito e considerando o texto como um todo, analise as sentenças a seguir:
I.Entre os recursos coesivos, está o paralelismo, que consiste na repetição sucessiva da mesma estrutura sintática, preenchida por elementos lexicais diferentes. É o que acontece no 1º parágrafo: "Antes, as crianças chegavam com os bolsos cheios de pedras, brinquedos e bugigangas coletadas durante aventuras ao ar livre. Agora, elas chegam com os olhos grudados nas telas dos celulares ou dos tablets".
II.A repetição ou recorrência de termos pode possibilitar a progressão textual, provocando um efeito argumentativo ao reforçar determinado termo. Nesse caso, a repetição não é um problema na construção do texto, mas um recurso coesivo. É o que acontece com a palavra "tempo" em: "O tempo passado diante das telas — sejam celulares, tablets, eBooks ou TV — é tempo que as crianças não se dedicam a atividades manuais, como brincar com blocos, bonecos, artesanato, desenho e construção".
III.A progressão referencial é importante na construção do texto, remetendo a referentes que já foram apresentados ao leitor, introduzindo informações novas e evitando repetições desnecessárias. Assim, garante a continuidade do texto. É o que acontece em: "E isso é evidente em outras tarefas do dia a dia das crianças: elas não conseguem fechar o zíper dos casacos, virar as páginas de um livro ou até mesmo segurar uma colher corretamente", com o uso dos pronomes demonstrativo (isso) e pessoal (elas).
É correto o que se afirma em:
I.Entre os recursos coesivos, está o paralelismo, que consiste na repetição sucessiva da mesma estrutura sintática, preenchida por elementos lexicais diferentes. É o que acontece no 1º parágrafo: "Antes, as crianças chegavam com os bolsos cheios de pedras, brinquedos e bugigangas coletadas durante aventuras ao ar livre. Agora, elas chegam com os olhos grudados nas telas dos celulares ou dos tablets".
II.A repetição ou recorrência de termos pode possibilitar a progressão textual, provocando um efeito argumentativo ao reforçar determinado termo. Nesse caso, a repetição não é um problema na construção do texto, mas um recurso coesivo. É o que acontece com a palavra "tempo" em: "O tempo passado diante das telas — sejam celulares, tablets, eBooks ou TV — é tempo que as crianças não se dedicam a atividades manuais, como brincar com blocos, bonecos, artesanato, desenho e construção".
III.A progressão referencial é importante na construção do texto, remetendo a referentes que já foram apresentados ao leitor, introduzindo informações novas e evitando repetições desnecessárias. Assim, garante a continuidade do texto. É o que acontece em: "E isso é evidente em outras tarefas do dia a dia das crianças: elas não conseguem fechar o zíper dos casacos, virar as páginas de um livro ou até mesmo segurar uma colher corretamente", com o uso dos pronomes demonstrativo (isso) e pessoal (elas).
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo
Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.
Adriano Wilkson
Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.
Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.
Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.
As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.
A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.
Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.
"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]
A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.
"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]
"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."
Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]
(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urbanas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:
"A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.
Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal. "
Analise as sentenças a seguir tendo como base o excerto e também o contexto a que ele pertence:
I.Observando a coesão textual do excerto, o pronome pessoal "eles" (parágrafo 1) se refere a "muitos moradores", evitando a repetição desnecessária do substantivo "moradores". O mesmo ocorre no parágrafo seguinte em que "ele" substitui "cozinheiro pernambucano".
II."A situação" se refere a todo o contexto de vulnerabilidade alimentar descrito no parágrafo anterior.
III.Em "esse cenário", tem-se uma coesão referencial, possibilitando ao leitor compreender que se trata do cenário da insegurança alimentar agravado pela pandemia, tratado anteriormente.
É correto o que se afirma em:
Literatura interativa para jovens leitores
"Outras versões de nós", da escritora espanhola Esperanza Luque, é um livro dedicado a reafirmar as possibilidades diversas do amor
Partindo das questões que cercam o "final feliz" das histórias de amor, a escritora espanhola Esperanza Luque convida o público jovem a embarcar em uma narrativa colaborativa pelo passado, presente e futuro de Charlotte, personagem principal de Outras versões de nós, sua obra mais recente.
Publicado no Brasil pela Mood, selo de literatura jovem do grupo Ciranda Cultural, o livro de Luque se apossa do gênero livro-jogo através do conceito de "escolha sua própria aventura". Popularizado nos Estados Unidos durante as décadas de 1980 e 1990, esse tipo de livro permite que os próprios leitores participem ativamente da construção da história através de escolhas que mudam o decorrer da narrativa.
De maneira geral, é bem simples. Após algumas páginas de leitura, o livro lhe dá diferentes escolhas sobre como a trama deve seguir e indica a página que deve ser lida em seguida, com base na sua escolha. Seguindo assim pelas diversas situações, o leitor pode escolher as versões da história de sua preferência, até chegar ao final. Depois, caso deseje, pode ler o livro tomando novas decisões e assim descobrir versões diferentes da anterior.
Em Outras versões de nós, a protagonista é Charlotte, uma artista de coração partido que encontra uma misteriosa vidente que lhe permite mudar decisões tomadas no passado. A partir desse cenário, os leitores podem percorrer até seis diferentes tramas que variam entre comédia romântica, história natalina e enredo escolar. Para somar ainda mais à experiência, fica na mão dos leitores se tudo isso vai se passar na Era Vitoriana, durante a Segunda Guerra Mundial ou outro período temporal.
Através de cada escolha é possível questionar definições e conceitos próprios, permitindo que o livro funcione como um espelho e assim, propor reflexões íntimas. Ao escrever uma obra interativa, Esperanza Luque passa aos seus leitores a mensagem de que não existe apenas um final feliz e sim, diversos caminhos a serem percorridos e vivenciados com autenticidade.
(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/noticias/literatura-interat iva-para-jovens-leitores. Acesso em: 30 out. 2025.)
Os fatores de coesão textual são aqueles que dão conta da estruturação da sequência superficial do texto, não se tratando de princípios meramente sintáticos, mas de uma espécie de semântica da sintaxe textual, ou seja, dos mecanismos formais de uma língua que permitem estabelecer entre os elementos linguísticos do texto, relações de sentido. A coesão não constitui condição necessária nem suficiente para que um texto seja um texto, porém, o uso de elementos coesivos dão ao texto maior legibilidade.
Tendo essa definição como referência, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Um dos recursos coesivos mais eficientes na construção de um texto é a progressão realizada por meio de expressões nominais. Um exemplo disso está nas expressões "literatura interativa" (no título), "narrativa colaborativa" (1º parágrafo), "esse tipo de livro" (2º parágrafo), "o livro" (3º parágrafo). Eles retomam o mesmo macro assunto (o gênero literário) e possibilitam, além da articulação das ideias, a progressão delas, apresentando ao leitor informações novas, mas retomando o que já fora tratado.
(__)No 5º parágrafo, a expressão "Ao escrever uma obra interativa" retoma não o gênero literário livro-jogo, mas a obra específica de Esperanza Luque, Outras versões de nós. Desse modo, é possível ao leitor saber quando o texto trata do gênero e quando trata da obra em si.
(__)No 3º parágrafo, a expressão "De maneira geral, é bem simples" tem papel importante no texto: estabelecer uma progressão sequencial, usando o recurso do parafraseamento, isto é, o autor do texto explica ou esclarece para o leitor algo que foi dito anteriormente. Nesse caso, o autor amplia o conceito ou a explicação do que seja gênero livro-jogo, tratado introdutoriamente no parágrafo anterior.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: