Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 9.066 questões
Se a vida é um vale de lágrimas, por que não processar os pais por nos terem trazido ao mundo?
Se o leitor nunca pensou nessa hipótese, isso pode significar duas coisas. Primeiro, que é uma pessoa sã. Segundo, que nunca leu a saga do indiano Raphael Samuel, 27, que tentou processar os progenitores, segundo o jornal “The Guardian”.
Sim, Samuel confessa que tem uma excelente relação com eles. Mas há, digamos, um “pecado original” que o rapaz não pode perdoar: ele nasceu sem dar o seu consentimento. Uma indenização, ainda que simbólica, seria uma forma de fazer doutrina: quando queremos ter filhos, é importante ter o consentimento deles.
Por essa altura, o leitor inteligente que lê as minhas colunas já deve ter feito uma pergunta fundamental: como obter esse consentimento? E, já agora, em que fase?
A ciência terá aqui uma palavra importante. Mas, conhecendo o narcisismo da espécie e a tendência irresistível de marchar pelas causas mais improváveis, não é de excluir que adolescentes de todas as idades, frustrados com a vida e com a necessidade de escovar os dentes, encontrem em Raphael Samuel um modelo (de negócio).
Antigamente, os pais poupavam para a universidade dos filhos. Hoje, convém poupar primeiro para a indenização que eles nos vão pedir.
No limite, ver o filho a pedir uma indenização aos pais por ter nascido faz tanto sentido como pedir uma indenização ao filho por ele não querer estar cá. Quem disse que só o filho pode ter razões de queixa?
O problema dos cálculos meramente utilitaristas é que eles são dotados de uma espantosa flexibilidade. E da mesma forma que os filhos avaliam os seus danos por terem nascido, os pais podem atuar da mesma forma.
Investiram tudo no delfim – patrimônio genético, tempo, dinheiro, sanidade e expectativas legítimas de que ele seria um adulto.
Mas o ingrato, no fim das contas, ainda quer fazer contas. Se isso não é motivo para uma indenização pesada, só um anjo nos pode salvar.
(João Pereira Coutinho, Alô, filho, você quer mesmo sair?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br.
Acesso em: 15.11.2019. Adaptado)
Escolha a palavra adequada, colocada entre parênteses, de modo a estabelecer a correta coesão textual.
Para expressar uma condição:
(Quando/Se) vocês arrumarem o quarto,
terão uma surpresa.
Para expressar simples adição de ações:
Não quero saber de política (nem/apenas)
de entender de filosofia.
Para expressar oposição:
Meu colega aceitou o novo emprego,
(porquanto/porém) não está feliz.
Para expressar contradição:
(Embora/Ao passo que) estivesse atrasado,
parou para ver a cena.
Para estabelecer finalidade:
Fiz um sinal (afim de que/que) lhe calasse.
Assinale a alternativa que indica as palavras corretas, de cima para baixo.
Utilize o texto abaixo para responder a questão
Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que1 ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que2 o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que3 se não torce a nenhuma planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que4 o mel e era a castanha de caju, que5 abre feridas com seu azeite de fogo; ela era a cobra verde…
Aluísio Azevedo. O cortiço
Leia as frases abaixo.
I. E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular. (Renato Russo)
II. Só tenho medo da minha esperança, que não me ama. (Macalé e Capinan)
III. Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá. (Gonçalves Dias)
IV. As criaturas que me serviram durante anos eram bichos. (Graciliano Ramos)
V. Meu coração tropical está coberto de neve, mas ferve em seu cofre gelado. (João Bosco e Aldir Blanc)
Analise as afirmativas abaixo:
1. Todas as frases são períodos compostos por coordenação, em que a 2ª oração esclarece o sentido da oração principal.
2. Todas as frases têm como elemento coesivo um pronome relativo.
3. A palavra “que” em “IV” exerce a função sintática de sujeito, já que retoma o termo “as criaturas”.
4. O termo sublinhado em “V” é um adjunto adverbial.
5. A vírgula usada em “II” é optativa e não altera a semântica do período composto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Considere o seguinte conjunto de informações:
- Dez pacientes foram internados apresentando síndrome nefroneural aguda.
- A ingestão do composto químico dietilenoglicol leva a sintomas compatíveis com essa síndrome.
- Três entre os dez pacientes internados apresentaram esse composto no sangue.
Avalie as seguintes possibilidades de união dessas informações num único período:
1. Três pacientes, entre os dez internados, apresentaram no sangue sintomas compatíveis com a síndrome nefroneural aguda causada pelo composto químico dietilenoglicol após a sua ingestão.
2. O composto químico dietilenoglicol, cuja ingestão leva a sintomas compatíveis com a síndrome nefroneural aguda apresentada pelos dez pacientes internados, foi encontrado no sangue de três desses pacientes.
3. A síndrome nefroneural aguda apresentada pelos dez pacientes internados foi causada pela ingestão do composto químico dietilenoglicol encontrado no sangue de três desses pacientes.
4. A ingestão do composto químico dietilenoglicol, que foi encontrado no sangue de três dos dez pacientes internados, leva a sintomas compatíveis com a síndrome nefroneural aguda apresentada por todos os dez pacientes.
O sentido original é mantido no(s) período(s):
[...] Em suma, a política está colérica e os relacionamentos nas redes sociais ou mesmo fora delas são o seu retrato mais bem acabado. Um triste retrato de chorar lágrimas de esguicho. No ambiente amistoso ou não das mesas de bar não falávamos o que regurgitamos nesses ambientes. Conforme questionava Monteiro Lobato em A luz do baile, “como (o que mudou), se era a mesma gente?”. [...]
É necessário que ____________ ao inferno do autoconhecimento e ____________ a própria alma. É preciso que ____________ ao outro o que ____________ de receber. Mas nem as crianças, nem os idosos, nem os desvalidos, nem sequer o luto dos que sofrem, expressão máxima da dignidade humana, são respeitados mais. A urgência deve ser o amor ao próximo, não o ódio sem proximidade. A reação é do instinto humano, mas no ambiente álgido de hoje muitos contra-atacam sem serem importunados pelo simples prazer de atingir alguém. Ou mesmo por puro comportamento de manada – uma maneira estranha de ser aceito ou mesmo aplaudido em suas bolhas, em geral, formada por pessoas que abominam o contraditório. [...]
(Disponível em: https://istoe.com.br/o-maniqueismo-que-nos-alimenta--e-o-amor-que-nos-falta/. Adaptado.)
Em relação ao padrão ortográfico vigente da língua portuguesa, considere as seguintes sentenças:
1. No primeiro parágrafo, a expressão em destaque (“nesses ambientes”) refere-se a “mesas de bar”.
2. No primeiro parágrafo, o autor contrapõe comportamentos do passado e do presente.
3. No segundo parágrafo, a expressão máxima da dignidade humana é o respeito ao luto de quem sofre.
Assinale a alternativa correta.
Considere o seguinte trecho inicial de um texto extraído da revista Superinteressante (edição 408, out. 2019):
Sabemos pouco sobre os hábitos de amamentação dos seres humanos muito, muito antigos. Afinal, não é fácil inferir quanto tempo um ser vivo mamou no peito da mãe a partir de um fóssil.
Os trechos a seguir dão continuidade a essa ideia inicial, mas estão fora de ordem. Numere os parênteses, indicando a sequência que dá ordem lógica ao texto.
( ) A amamentação seguia por um intervalo enorme, durando entre três e quatro anos por criança. Os cientistas acreditam que estudos desse tipo ajudam a explicar os comportamentos diferentes desses hominídeos antigos – especialmente quando o assunto é estrutura familiar.
( ) Por isso, cientistas da Universidade de Bristol resolveram investigar a composição de 40 dentes de diferentes antepassados humanos. Isso porque a proporção de diferentes isótopos de cálcio nos dentes depende do tipo de comida que alguém consome ao longo da vida.
( ) A amamentação longa tende a promover intervalos maiores entre as gravidezes da mãe, favorecendo famílias menores – o que torna cada bebê especialmente valioso, já que é uma das poucas chances da mãe de passar seus genes adiante.
( ) Já no segundo grupo de dentes, de espécies antigas do gênero Homo que apareceram há mais ou menos 3 milhões de anos, o cenário se inverteu.
( ) Primeiro, eles estudaram a dentadura de australopitecos surgidos há cerca de 4 milhões de anos. A análise de cálcio indicou que, para eles, a amamentação era curta: poucos meses depois do nascimento, os filhotes comiam “comida de adulto”.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Trocando os pés pelas mãos
Usamos as mãos para quase tudo. Por isso, cada um dos nossos dedos possui uma região correspondente no cérebro. Esse mapeamento cerebral superespecífico torna o controle de todos os pedacinhos articulados da mão muito mais preciso. Mas o que acontece com quem não tem esses membros? Um estudo mostrou que, em pessoas que precisam usar os pés para tarefas diárias, como escovar os dentes (e até pintar, no caso de artistas), os dedos do pé acabam substituindo os das mãos, ocupando a mesma área cerebral. Mas só com muito treino: é preciso desenvolver a percepção sensorial de cada dedo do pé, individualmente.
(Revista Superinteressante, ed. 408, outubro 2019.)
Quanto à estrutura argumentativa do texto, considere as seguintes afirmativas:
1. No último período do texto, “é preciso desenvolver a percepção sensorial de cada dedo do pé, individualmente” constitui uma premissa, e “só com muito treino” é uma conclusão.
2. No segmento “Esse mapeamento cerebral superespecífico torna o controle de todos os pedacinhos articulados da mão muito mais preciso”, “mapeamento cerebral superespecífico” é uma premissa, e “controle de todos os pedacinhos articulados da mão muito mais preciso” é uma conclusão.
3. No segmento “Usamos as mãos para quase tudo. Por isso, cada um dos nossos dedos possui uma região correspondente no cérebro”, “cada um dos nossos dedos possui uma região correspondente no cérebro” é uma premissa, e “usamos as mãos para quase tudo” é uma conclusão.
Assinale a alternativa correta.
A “protuberância occipital externa” tem 2 cm e parece um chifre virado __________, na parte __________ da cabeça, logo __________ da nuca. Ela costuma aparecer em idosos, cuja musculatura enfraquecida deixa a cabeça inclinada __________ (o que força os ligamentos e tendões do pescoço, gerando essa saliência). Mas está cada vez mais comum em adultos. Isso foi constatado pela primeira vez em 2016, quando cientistas da Universidade de Sunshine Coast, na Austrália, examinaram 218 pessoas de 18 a 30 anos e viram que 41% delas tinham um esporão de 1 a 3 cm na base do crânio. Em 2018, refizeram o estudo com 1.200 participantes de 18 a 60 anos e constataram que o chifrinho havia se tornado mais comum em jovens do que entre os idosos. “Nossa hipótese é que a protuberância possa estar ligada à má postura associada com o uso de smartphones e tablets”, disse David Shahar, líder dos dois estudos.
(Revista Superinteressante, ed. 408, outubro 2019.)
Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.
A expressão “sua relevância” (l.8) refere-se a “rituais” (l.5).
Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.
A substituição da conjunção “porque” (l.3) pela locução
de modo que preservaria os sentidos originais do texto.
Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.
A substituição do trecho “se for considerado” (l.12) por
quando considerado preservaria a coerência e a correção
gramatical do texto.
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto precedente, julgue o item a seguir.
A substituição do conectivo “Afinal” (l.16) por Contudo
manteria os sentidos originais do texto.
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto precedente, julgue o item a seguir.
As formas pronominais “os quais” (l.9) e “a qual” (l.16) referem-se, respectivamente, a “portadores físicos” (l.8) e “situação” (l.15).
TEXTO II
O Ano Passado
Carlos Drummond de Andrade
O ano passado não passou,
continua incessantemente.
Em vão marco novos encontros.
Todos são encontros passados.
As ruas, sempre do ano passado,
e as pessoas, também as mesmas,
com iguais gestos e falas.
O céu tem exatamente
sabidos tons de amanhecer,
de sol pleno, de descambar
como no repetidíssimo ano passado.
Embora sepultos, os mortos do ano passado
sepultam-se todos os dias.
Escuto os medos, conto as libélulas,
mastigo o pão do ano passado.
E será sempre assim daqui por diante.
Não consigo evacuar
o ano passado.
Disponível em:<https://www.escritas.org/pt/t/10938/o-ano-passado>
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. No poema, diferentes palavras são utilizadas com o intuito de construir a ideia de ciclo repetitivo entre os anos que se sucedem, tais como “repetidíssimo, sempre, continua”.
II. A expressão “ano passado” repete-se no texto, constituindo uma falha para a continuidade das ideias.
III. Mesmo com a mudança de ano, é possível perceber a rotina em que o eu-lírico se insere, pois frequenta os mesmos locais e convive com as mesmas pessoas.
TEXTO I
Janeiro branco: campanha chama atenção para
saúde mental dos brasileiros
Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional
Marilia Marasciulo
O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.
Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.
A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.
Disponível em:<https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/ janeiro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros. html>
TEXTO I
Janeiro branco: campanha chama atenção para
saúde mental dos brasileiros
Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional
Marilia Marasciulo
O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.
Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.
A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.
Disponível em:<https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/ janeiro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros. html>
Considerando o excerto “[…] o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças.”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
I. O trecho “o período de fim de ano” relaciona-se a “a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas”.
II. O trecho “início de um novo” articula-se ao “anseio por mudanças”.
III. Em “pode causar ou aumentar a ansiedade”, pressupõe-se que todos já sofrem desse transtorno mental.
TEXTO I
Janeiro branco: campanha chama atenção para
saúde mental dos brasileiros
Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional
Marilia Marasciulo
O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.
Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.
A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.
Disponível em:<https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/ janeiro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros. html>
Considere o seguinte trecho inicial de um texto extraído da revista Superinteressante (ed. 408, outubro 2019):
Abelhas nascem tão inexperientes quanto qualquer bicho.
Os trechos a seguir dão continuidade a essa ideia inicial, mas estão fora de ordem. Numere os parênteses, indicando a sequência que dá ordem lógica ao texto.
( ) Isso porque abelhas vizinhas fazem “dancinhas” aéreas para sinalizar que acharam pontos ricos em néctar.
( ) Mas, conforme vão aprendendo atividades especializadas, seus neurônios se tornam visivelmente mais sensíveis.
( ) Quanto mais experiente a abelha, mais facilidade ela tem para encontrar o caminha certo até o alimento.
( ) E eles conseguiram entender o motivo: a mesma rede é acionada quando as abelhas precisam detectar pequenas vibrações no ar.
( ) Cientistas descobriram uma rede de neurônios que se altera fisicamente conforme as abelhas ficam mais experientes.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.

