Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 9.132 questões
Texto para a questão.
No âmbito do Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Piauí (Core‑PI), a atuação administrativa e jurídica exige comunicação clara, precisa e compatível com a natureza pública das atividades desempenhadas. A análise de processos, a elaboração de pareceres, o atendimento a profissionais registrados e a instrução de procedimentos administrativos dependem de registros escritos capazes de assegurar segurança jurídica, transparência e efetividade institucional.
A linguagem empregada nesses documentos não deve apenas transmitir informações. Ela também organiza fundamentos, delimita responsabilidades, orienta decisões e reduz riscos de interpretações equivocadas. Por isso, impropriedades gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações vocabulares podem comprometer a compreensão dos atos administrativos e afetar a confiança dos interessados na atuação do Conselho.
No exercício das atribuições do cargo de Assistente Jurídico, o domínio da norma‑padrão da língua portuguesa constitui instrumento essencial de trabalho. A correta articulação entre períodos, o emprego adequado de pronomes, a observância da concordância e da regência, o uso criterioso da pontuação e a seleção precisa de palavras contribuem para a produção de textos objetivos e juridicamente seguros.
Além disso, em comunicações institucionais, a impessoalidade e a formalidade devem ser preservadas, sem prejuízo da clareza. Um texto técnico eficiente não se caracteriza pelo excesso de termos complexos, mas pela capacidade de apresentar informações de modo ordenado, coeso e compreensível. Assim, a competência linguística do servidor fortalece a regularidade dos procedimentos, a credibilidade do órgão e a proteção do interesse público.
Fonte: BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 3. ed. Brasília: Presidência da República, 2018; Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 37 (com adaptações).
Texto para a questão.
No âmbito do Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Piauí (Core‑PI), a atuação administrativa e jurídica exige comunicação clara, precisa e compatível com a natureza pública das atividades desempenhadas. A análise de processos, a elaboração de pareceres, o atendimento a profissionais registrados e a instrução de procedimentos administrativos dependem de registros escritos capazes de assegurar segurança jurídica, transparência e efetividade institucional.
A linguagem empregada nesses documentos não deve apenas transmitir informações. Ela também organiza fundamentos, delimita responsabilidades, orienta decisões e reduz riscos de interpretações equivocadas. Por isso, impropriedades gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações vocabulares podem comprometer a compreensão dos atos administrativos e afetar a confiança dos interessados na atuação do Conselho.
No exercício das atribuições do cargo de Assistente Jurídico, o domínio da norma‑padrão da língua portuguesa constitui instrumento essencial de trabalho. A correta articulação entre períodos, o emprego adequado de pronomes, a observância da concordância e da regência, o uso criterioso da pontuação e a seleção precisa de palavras contribuem para a produção de textos objetivos e juridicamente seguros.
Além disso, em comunicações institucionais, a impessoalidade e a formalidade devem ser preservadas, sem prejuízo da clareza. Um texto técnico eficiente não se caracteriza pelo excesso de termos complexos, mas pela capacidade de apresentar informações de modo ordenado, coeso e compreensível. Assim, a competência linguística do servidor fortalece a regularidade dos procedimentos, a credibilidade do órgão e a proteção do interesse público.
Fonte: BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 3. ed. Brasília: Presidência da República, 2018; Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 37 (com adaptações).
Frequentemente, tem-se feito referência às habilidades dos falantes para distinguirem entre uma sequência aleatória de palavras e um texto. Parece inteiramente razoável admitir que, mesmo intuitivamente, tal discernimento tem em conta a forma como os elementos linguísticos se dispõem e se organizam na superfície do texto. Ou seja, distingue-se um texto de um nãotexto, também, pela sequência que as palavras assumem.
ANTUNES, Irandé. A coesão como propriedade textual: bases para o ensino do texto. Calidoscópio Vol. 7, n. 1, p. 62-71, jan/abr 2009. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/calidoscopio/article/view/4855/2113. Acesso em: 28 nov. 2025.
A organização dos elementos na superfície textual e as relações sequenciais que as palavras assumem são a base para a distinção entre um texto e um não-texto. O conceito que define o estabelecimento dessas relações formais e estruturais entre os elementos da superfície de um texto é denominado:
As pesquisas em leitura, principalmente na área da psicologia e da psicolinguística, são unânimes em afirmar que, na leitura proficiente, as palavras são lidas não letra por letra ou sílaba por sílaba, mas como um todo não analisado, isto é, por reconhecimento instantâneo e não por processamento analítico-sintético.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Leitura é uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza com base na relação entre o conhecimento que o leitor traz armazenado na memória e as informações veiculadas no texto.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. Escrever e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009.
Acerca da atividade de leitura, os textos concebem que a leitura proficiente é dada pela combinação do reconhecimento holístico da palavra com a interação entre texto e leitor. Dentre as diversas estratégias a serem mobilizadas para aumentar a competência leitora dos alunos, o professor de língua portuguesa pode priorizar
“A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns entre os brasileiros, e, justamente por isso, muitas vezes é ignorada. Mas nem toda dor é igual. Em alguns casos, ela deixa de ser um incômodo passageiro e passa a ser um verdadeiro sinal de alerta do organismo”.
“Além disso, a frequência também importa”.
Texto para responder à questão.
A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Texto para responder à questão.
A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Texto para responder à questão.
A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Texto para responder à questão.
Há uma sensação difusa no mundo contemporâneo que atravessa gerações, profissões e culturas: o futuro chega cada vez mais rápido. Tecnologias surgem, substituem-se e desaparecem em intervalos cada vez menores. Aplicativos envelhecem em poucos meses, linguagens digitais mudam a cada atualização e profissões inteiras são redefinidas pela automação e pela inteligência artificial. Nesse contexto acelerado, uma frase simples parece-me condensar uma experiência coletiva: o futuro chegou e parece que foi ontem.
Essa percepção costuma ser associada às pessoas mais velhas, como se o espanto diante da rapidez das mudanças fosse um privilégio da idade. Mas talvez essa seja uma leitura incompleta. A sensação de descompasso temporal tornou-se uma condição generalizada. Também os jovens vivem hoje sob o risco permanente da obsolescência: aprendem ferramentas que podem desaparecer em poucos anos, constroem identidades profissionais em ambientes tecnológicos instáveis e experimentam a pressão constante da atualização.
Disponível em: <https://jornal.usp.br/articulistas/paulo-nassar/o-velho-e-o-mar/> Acesso em: 20 mar. 2026.
Texto para responder à questão.
De acordo com a classificação Nova, alimentos ultraprocessados são definidos como formulações industriais resultantes de uma sequência de processos, incluindo fracionamento de alimentos inteiros em substâncias, modificação e/ou recombinação dessas substâncias, bem como uso de aditivos cosméticos e embalagens atrativas. Esses produtos são altamente duráveis, rentáveis por utilizarem ingredientes de baixo custo, prontos para o consumo, hiperpalatáveis e com potencial para substituir todos os outros grupos de alimentos. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a uma deterioração geral da qualidade nutricional das dietas, uma vez que está diretamente ligado ao consumo em excesso de energia e ao aumento do consumo de açúcares livres, gorduras totais e gorduras saturadas e diminução do do consumo de fibras, proteínas e vitaminas.
Disponível em: <https://rsp.fsp.usp.br/wp-content/uploads/articles_xml/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf-pt.pdf>. Acesso em 17 mar. 2026.
I.A prática diária da leitura contribui para que o aluno desenvolva maior fluência e capacidade de interpretação, uma vez que a constância é apontada como fator determinante para a melhoria do desempenho leitor.
II.Coesão e coerência operam em planos analíticos distintos: a coesão diz respeito aos mecanismos linguísticos de superfície que estabelecem relações entre os elementos do texto, ao passo que a coerência se refere à continuidade de sentido construída cognitivamente pelo leitor, podendo um texto prescindir de coesão formal e ainda assim ser coerente.
III.Segundo Ferreiro e Teberosky, o hábito de leitura torna-se pedagogicamente produtivo a partir do momento em que o estudante consolida o domínio do código alfabético, pois somente então o contato sistemático com textos gera avanços cognitivos mensuráveis.
IV.Koch & Travaglia estabelecem que a coerência textual, por depender de fatores cognitivos e contextuais, pressupõe minimamente a presença de algum recurso coesivo, seja de ordem referencial, seja de ordem sequencial, pois sem tal ancoragem linguística o leitor não dispõe de pistas formais suficientes para construir a continuidade de sentido.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.