Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 9.107 questões
Texto para o item.

Júlio Nasário et al. Jogos lúdicos: o relato de uma vivência.
2.a edição. Editora Unidavi, 2014 (com adaptações).
Com relação ao texto e a seus aspectos gramaticais, julgue o item.
No trecho “fazendo-a cair do outro lado” (linha 20) o
pronome ligado ao verbo retoma a palavra
“bola” (linha 19).
I- Na oração “Amavam, todavia brigavam o tempo inteiro”, o termo todavia pode ser substituído por “porque” sem nenhum prejuízo de sentido. II- Na oração “Não pude ir à festa porquanto tive uma crise de enxaqueca”, o termo “porquanto” pode ser substituído por “portanto”, sem nenhum prejuízo de sentido. III- Na oração “Maria ficou noiva, portanto vai se casar”, o termo “portanto” pode ser substituído por “logo”, sem prejuízo de sentido.
Dadas as relações de coesão do texto, conclui-se que, no segmento “menos ideias criativas do que as que” (linhas 8 e 9), o vocábulo “as” está empregado em referência a “ideias criativas”.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o trecho “Participar de reuniões de trabalho por meio de plataformas de vídeo como o Zoom e o Google Meet é prático. Não é necessário sair de casa e pode-se continuar de bermuda e chinelos” (linhas de 1 a 4) fosse assim reescrito: É muito prático participar de reuniões de trabalho por meio de plataformas de vídeo, como o Zoom e o Google Meet, pois não é necessário sair de casa e pode-se continuar de bermuda e chinelos.
Estariam mantidas as relações sintáticas e de sentido do texto, bem como a sua clareza, caso o trecho “que nos permitem ver da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico” (linhas de 2 a 4) fosse reescrito da seguinte forma: Que permitem-nos ver da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico.
A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas. (...)
SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, p. 20-45, 2006.
Quanto à coesão textual do parágrafo e aos sentidos mobilizados na compreensão do texto, assinale a alternativa correta.
Considerando a charge, acima, deduz-se que:
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
( ) No trecho “...que todo cidadão recebe do instrutor de autoescola: se não fosse assim, bastaria escutar.”, o substantivo “cidadão” estará flexionado no plural, de acordo com a norma-padrão, caso se escreva “cidadões”.
( ) Na frase “é porque você não entendeu o assunto direito ou ainda não o dominou.”, não há regra clara para a colocação do pronome oblíquo átono e, por isso, ele pode assumir uma das duas posições: antes ou depois do verbo.
( ) Em “A doação incluía uma boa quantia em dinheiro, mas essa se desvalorizou durante a 1ª Guerra Mundial”, o termo em destaque está empregado no contexto como pronome, retomando informação precedente.
( ) No período “O instituto só viria a ser criado em 1969, tornando-se um polo de atração para matemáticos do mundo todo.”, o trecho permanecerá redigido conforme a norma-padrão e com o sentido preservado, se o verbo em destaque for substituído por “caso se tornasse”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
A propósito dos conceitos de coesão e de coerência, NÃO é correto afirmar que a
Texto 1A1
A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo.
Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial.
A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futuros e não será necessariamente utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado.
Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado. Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou quando os interesses do Estado superarem os do particular.
Internet: <www.revistadoutrina.trf4.jus.br> (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue o item que se segue.
A coerência do primeiro parágrafo do texto seria mantida caso o segundo e o terceiro períodos fossem unidos em um só, empregando-se, entre eles, a conjunção portanto, da seguinte forma: A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas, portanto o foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo.
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue o item que se segue.
Estariam mantidas a coerência e a correção gramatical do
texto se, no último período do texto, a conjunção “pois”
fosse suprimida e, em seguida, a vírgula empregada após
“didáticas” fosse substituída por dois-pontos.
Neste caso, ele pode ser classificado como:
Texto para o item.

Internet: <cienciahoje.org.br>.
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“Outro aspecto importante dos serviços ecossistêmicos
de regulação é a evaporação da água do oceano, que
produz umidade na atmosfera que irá formar chuva, que
cairá na superfície terrestre” (linhas 12 e 13) por A
evaporação da água do oceano é um exemplo de
serviço sistêmico de regulação, pois a produção de
umidade na atmosfera forma a chuva, que,
consequentemente, cairá na superfície terrestre
Texto para o item.

Internet: <cienciahoje.org.br>.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Dadas as relações de coesão do texto, conclui-se que,
no segmento “Somados a esses problemas” (linha 21),
o vocábulo “esses” está empregado em referência às
orações anteriores: “a poluição excessiva por esgotos
das cidades litorâneas e despejos industriais, sem o
devido tratamento; a contaminação por plásticos; a
ocupação indevida de zonas costeiras importantes,
como mangues e restingas; a sobrepesca” (linhas
19 e 20).
Tecnologia
Para começar, ele nos olha nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige. Uma tela vazia, muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais, tudo bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado, ele diz “Errado”. Não diz “Burro”, mas está implícito. É pior, muito pior. Às vezes, quando a gente erra, ele faz “bip”. Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: “Bip!” “Olha aqui, pessoal: ele errou.” “O burro errou!” Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Sabe muito mais coisa e não tem nenhum pudor em dizer que sabe. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguentava os humanos por falta de coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior impaciência conosco, jamais faria “bip” em público. Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas letrinhas dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos com ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante. Agora compreendo o entusiasmo de gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic, sempre pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora, e que nele foi substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos sujará os dedos, mas acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos íntimos, mesmo porque ele não ia querer se rebaixar a ser meu amigo, mas retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que você pode concluir que eu só estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é sincero. Quando saí da redação do jornal depois de usar o computador pela primeira vez, cheguei em casa e bati na minha máquina. Sabendo que ela aguentaria sem reclamar, como sempre, a pobrezinha.
Luis Fernando Verissimo
Implantação do código de ética nas empresas



MARTINS,Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: https://acervo-digital.ufpr.br. Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
Implantação do código de ética nas empresas



MARTINS,Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: https://acervo-digital.ufpr.br. Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.

