Questões de Concurso
Sobre classificação dos verbos (regulares, irregulares, defectivos, abundantes, unipessoais, pronominais) em português
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Assinale a alternativa cujo verbo esteja na voz passiva.
AS QUESTÕES 1 A 14 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 ____ A categoria povo se contrapõe às classes sociais. Em termos analíticos, povo não existe
2 como algo dado, previamente estabelecido. Povo é o resultado da articulação entre movimentos,
3 comunidades, agrupamentos humanos que romperam a situação de massa, inconsciente e sem
4 projeto próprio. Encontraram-se ao redor de uma consciência coletiva, de um projeto comum, de
5 práticas adequadas à consciência e ao projeto. Encontraram-se para construir uma história e uma
6 identidade próprias nos limites de um determinado território. Ao conceito de povo pertence a
7 superação dos interesses só classistas e a busca de um bem comum com a assunção de um projeto
8 participativo e igualitário para o conjunto da sociedade. Povo está sempre em construção contra
9 forças e grupos que querem reduzi-lo a massa.
10 ____ Povo, como se depreende, configura um valor: todos são chamados a ser povo, a deixar
11 para trás as relações dominador-dominado, massas-elites; todos são convidados a participar na
12 gestação de uma sociedade com relações de colaboração e não de concorrência. Portanto, de uma
13 democracia social, popular, solidária e includente de todos.
14 ____ Hoje vivemos uma fase nova da democracia, sua expressão planetária. Toda a
15 humanidade deverá ser povo, nas diferenças de suas tradições, mas na convergência de valores
16 humanitários e ecológicos que o fazem sujeito de uma história coletiva, história da humanidade.
17 ____ O povo organizado busca seu bem comum. Ele não é apenas humano, nacional e
18 terrenal. Inclui também todos os que compartem a aventura humana, como as plantas, os animais,
19 as águas, os solos, as paisagens. Numa palavra, o bem comum humano será somente humano,
20 social e planetário, se for também sociocósmico.
BOFF, Leonardo. O despertar da águia: o dia-bólico e o sim-bólico na construção da realidade.
Em, “Hoje vivemos uma fase nova da democracia” (L.14), a ação expressa pela forma verbal em destaque está corretamente indicada em:
INSTRUÇÃO: Leia a notícia abaixo e responda às questões 04 e 05.
Cientista voluntário
O prêmio do GLOBAL TEACHER PRIZE é US$ 1 milhão. Essa é a recompensa para o professor que “inspira alunos e a comunidade ao seu redor”. Em 2016, um brasileiro se destaca entre os 50 indicados ao “Nobel da Educação”: trata-se de Márcio de Andrade Batista, professor da Universidade Federal de Mato Grosso. O paulista se mudou em 2009 para o município de Barra do Garças, onde fica um dos campi da UFMT. Formado em Engenharia Química e especializado em Engenharia Mecânica, ele criou um programa de iniciação científica para estimular o desenvolvimento de projetos com alunos do Ensino Médio. E todo esse trabalho é voluntário. [...] Caso ganhe o grande prêmio, o professor quer investir o montante na construção de uma escolinha de soldadores em Barra do Garças – uma forma de qualificar os jovens da região.
(Revista Galileu, ed. 296.)
Em relação aos tempos e modos verbais utilizados na notícia, analise as afirmativas.
I - A forma verbal destaca, no presente do indicativo, expressa que a ação de destacar no texto é habitual.
II - A forma verbal ganhe está no modo subjuntivo, pois que indica uma ação de realização hipotética.
III - As formas verbais estimular e qualificar exercem funções típicas dos nomes, por isso são denominadas formas nominais.
IV - As formas verbais criou e mudou exemplificam o pretérito mais que perfeito do indicativo, indicando uma ação realizada no passado, anterior a outra também passada.
Estão corretas as afirmativas
Para responder às questões de 6 a 10, leia a tirinha a seguir.
(www.fotofrases.com.br)
A palavra “jacaré-de-papo-amarelo”:
Em uma matéria de teor jurídico sobre responsabilidade objetiva indireta, entendida como aquela em que alguém assume as consequências dos atos de alguém que está sob sua responsabilidade, lemos o seguinte título/chamada: “MEU FILHO QUEBROU A JANELA DO VIZINHO”.
Disponível em: <http://dcfreitasdireito.jusbrasil.com.br/artigos/323386067/meu-filho-quebrou-a-janela-do-vizinho>. Acesso em: 12 jul. 2016.
Na reescrita dessa oração para a voz passiva, evidencia-se que:
O verbo sublinhado em “A mulher relatou aos policiais os maus tratos que estava sofrendo.” está conjugado no modo indicativo, no tempo:
Empregando o subjuntivo em orações ele não pode exprimir:
Quanto ao modo imperativo:
I – Há no português dois imperativos: o afirmativo e o negativo.
II – Não se conjuga o imperativo na primeira pessoa do singular.
III – O imperativo exprime ordem, ou exortação.
O presente no modo subjuntivo é conjugado corretamente em qual opção?
Assinale a colocação do verbo na forma INCORRETA seguindo as normas de língua portuguesa:
(Texto)
1 O atentado no Paquistão no domingo de Páscoa, que deixou
pelo menos 72 mortos e mais de 340 feridos — a maioria
crianças e mulheres —, se soma à série recente de atos de
terrorismo e violência extrema. O ataque foi executado por um
5 homem-bomba num parque de Lahore, capital da província de
Punjab, e tinha como alvo não só a minoria cristã, mas
igualmente o projeto de abertura democrática do premier
Nawaz Sharif, defensor de um Paquistão mais "educado,
progressista e voltado para o futuro", incluindo mulheres e
10 minorias religiosas – hindus, cristãos e muçulmanos xiitas —
alvos frequentes do sectarismo étnico-religioso.
E, como os extremos se atraem, no domingo, a "Marcha contra
o medo" em Bruxelas, foi invadida por mais de 200 hooligans,
vestidos de preto, com cartazes anti-imigração e slogans
15 xenófobos, exigindo a atuação da polícia para dispersar os
mais violentos.
Esses manifestantes expressam um ódio cego, que tem forte
ressonância em governos conservadores e ultranacionalistas
europeus. Estes defendem o fechamento de fronteiras a
20 imigrantes e refugiados. Os radicalismos colidem, mas
também se alimentam mutuamente, estimulando uma espiral
de violência sem fim. Nos dois extremos estão exemplos das
forças que ameaçam as distintas expressões de civilização –
não apenas a Ocidental, mas todas aquelas com vocação
25 para a paz e a prosperidade.
(Adaptado de O Globo, 29/03/2016)
Em relação aos verbos do Texto, suas regências e concordâncias, assinale a alternativa correta:
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE conforme o tempo e modo verbais indicados no parênteses:
O treinador _______________ (pretérito perfeito do modo indicativo) os jogadores para o treino à tarde.
Numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª em relação às vozes verbais e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Voz ativa.
(2) Voz passiva.
(...) A escola acompanhará os alunos à exposição.
(...) As coreografias foram apresentadas pelos alunos.
(...) As árvores foram cortadas pela equipe de obras da Prefeitura.
Leia o seguinte poema, de autoria de Mário Quintana, para responder às questões 1 a 6:
“A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais…”
Em relação à palavra “ais”, que aparece no primeiro verso do poema, assinale a alternativa correta.
Leia o texto “Mãos à obra” para responder às questões de números 01 a 06.
Não é uma boa ideia aposentar a tradicional escrita à mão, com lápis e caderno, como ferramenta didática.
Estudos recentes mostram que tanto crianças que estão sendo alfabetizadas quanto adultos podem ter vantagens no aprendizado quando colocam as palavras no papel, à maneira antiga.
No caso dos pequenos, traçar as letras com lápis e caneta parece ser uma ginástica mental mais poderosa do que simplesmente procurá-las num teclado, além de potencializar o aprendizado do vocabulário e ser mais útil contra problemas como a dislexia. Para os jovens, anotações feitas em cadernos têm mais potencial para ajudá-los a fixar o conteúdo da aula.
Num estudo publicado na revista científica “Trends in Neuroscience and Education”, pesquisadoras observaram o que acontece no cérebro de crianças com idades entre quatro e cinco anos que estavam começando a ler.
Meninos e meninas foram divididos em três grupos. O primeiro era ensinado a traçar letras de fôrma manualmente; o segundo cobria uma linha pontilhada; o terceiro tinha de identificar a letra num teclado de computador.
Depois as crianças foram colocadas em aparelhos de ressonância magnética e reviam, lá dentro, as letras que tinham praticado.
As imagens de ressonância deram às cientistas uma ideia sobre o grau de ativação de cada região do cérebro das crianças. Tanto a diversidade de áreas cerebrais ativadas quanto a intensidade dessa ativação foram mais acentuadas nos pequenos que tinham sido treinados a escrever as letras “do zero”.
Para os autores, os achados apoiam a hipótese de que a escrita tradicional ajudaria o desenvolvimento mental infantil, em especial na capacidade de abstração.
O resultado desse processo pode ser percebido em alunos de universidades. Um artigo na revista “Psychological Science” mostrou que aqueles que anotavam o conteúdo de palestras à mão retiveram mais da aula do que os que usaram notebooks.
Ao anotar à mão, o aluno precisa reorganizar os dados da aula com sua própria lógica, o que o ajuda a entender melhor o que o professor está explicando.
“A grande vantagem na alfabetização é que, para as crianças, o ato de escrever está muito associado ao ato de desenhar, o que incentiva os alunos a manipular o lápis e a caneta”, diz Eloiza Centeno, coordenadora pedagógica de educação infantil.
“Mais tarde, a gente nota uma facilidade maior com o teclado quando a questão é ter fluência e velocidade para escrever”, conta. “Não acho que seja o caso de usar aqueles exercícios antigos de caligrafia, mas dá para trabalhar a fluência e a legibilidade na escrita à mão, até mesmo por ser uma habilidade ainda indispensável no vestibular.”
(Reinaldo José Lopes. Folha de S.Paulo, 08.07.2014. Adaptado)
Observe a frase reescrita a partir de trecho do nono parágrafo na qual o verbo anotar foi empregado no futuro do subjuntivo.
Se os alunos anotarem o conteúdo das palestras à mão, poderão reter com mais facilidade os assuntos vistos em aula.
O futuro do subjuntivo também está corretamente empregado na forma verbal destacada na alternativa:
Com referência à colocação verbal, leia os itens e assinale a alternativa correta:
I - Haja visto os insistentes apelos do povo, o prefeito fez a concessão tão esperada.
II - Como diz o velho ditado, “Deus ajuda quem cedo madruga.”
III - Só lhe desejo uma coisa: volte cedo para casa.
IV - O jornal anunciou que choverá amanhã.
V - Santo Deus! O que está acontecendo aqui?
A mulher do vizinho
Contaram-me que, na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército, morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
O delegado resolveu passar uma chamada no homem e intimou-o a comparecer à delegacia.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: duralex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
— Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
— Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general, ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
— Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
— Da ativa, Motinha! Sai dessa...
Fernando Sabino
“Em apenas uma das operações citadas pelos investigadores, os três teriam recebido, em 2010, US$ 23 milhões em bônus especiais para a Copa daquele ano, realizada na África do Sul.”
Sobre o trecho, assinale a afirmação correta.