Questões de Concurso
Comentadas sobre classificação dos verbos (regulares, irregulares, defectivos, abundantes, unipessoais, pronominais) em português
Foram encontradas 722 questões
O segundo tempo começou
Por Fernando Mantovani
- Se o ano passa rápido, o segundo semestre definitivamente voa. Por isso mesmo, esse é o
- momento ideal para que profissionais revejam os planos de carreira construídos para 2023,
- realizem os ajustes necessários e ________ em prática iniciativas dedicadas a acelerar sua
- evolução.
- Embalados pela Copa do Mundo Feminina, tal qual uma partida de futebol, é possível chegar
- a dezembro com bons motivos para comemorar. Isso depende, é claro, de muito esforço e foco
- na reta final. Como diz o ditado, não ____ terceiro tempo.
- Analisar o próprio desenvolvimento e agir no sentido de melhorá-lo é um grande desafio
- para qualquer profissional. Afinal, é muito mais fácil (e menos doloroso) enxergar os pontos
- positivos e negativos dos outros e dar bons conselhos do que investir em si mesmo, sem ter um
- chefe, cliente ou prazo para nos “empurrar” adiante.
- Para esse processo dar certo, o primeiro passo é ter um plano de carreira atualizado. No
- cenário ideal, esse documento foi feito no início do ano e será revisitado agora. É importante que
- ele contenha objetivos no curto, médio e longo prazo e a estratégia para alcançá-los. As
- informações do plano também devem ser apoiadas em uma reflexão sincera sobre a trajetória
- já realizada (experiência acadêmica e corporativa) e o perfil profissional (técnico, generalista,
- comunicativo, introvertido etc.).
- É necessário responder a algumas perguntas-chave antes de iniciar a atualização (ou
- elaboração, quem sabe) do seu plano de carreira. Uma delas é a clássica, porém não menos
- relevante, “aonde quero chegar?”, imaginando o tipo de empresa, cargo ou área desejada. Aqui,
- sonhar é válido; delirar, não tanto. Considero delírio almejar, por exemplo, uma ascensão a um
- nível hierárquico muito acima do atual em um curto prazo. A possibilidade de frustração é
- imensa.
- Outra questão básica é “como posso chegar lá?”. Essa resposta varia tanto quanto a
- criatividade e a disponibilidade de energia, bem como o tempo e a capacidade de investimento
- financeiro do profissional. Há muitas ações que contribuem para impulsionar o crescimento na
- carreira, tais como cursos de idioma, especializações, networking, mentoria, terapia, entre
- muitas outras. Até uma viagem ou hobby podem contribuir, a depender do objetivo de cada um.
- O principal é entender que iniciativas são relevantes para o propósito estabelecido. Se a
- rede de contatos profissionais e pessoais está bem nutrida, apostar em um curso pode ser mais
- interessante. Se o segundo idioma estiver em dia, um mentor talvez seja uma boa pedida. E
- assim por diante.
- Por fim, é fundamental identificar “quais recursos já tenho e quais preciso ter”. Aqui, me
- refiro às competências e às habilidades técnicas e socioemocionais. Essa resposta é o que fará o
- plano de carreira se tornar factível ou não. Simplesmente não é viável que alguém com inglês
- básico tenha como meta trabalhar em uma organização na Inglaterra ainda neste semestre.
- Entre o presente e o futuro, ____ degraus a serem galgados, e raramente se pula direto da base
- ao topo, lembre-se disso.
(Disponível em: exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/o-segundo-tempo-comecou – texto adaptado especialmente para esta prova).
O verbo “Considero” (l. 21) está conjugado na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Assinale a alternativa que apresenta a correta conjugação desse verbo na primeira pessoa do plural do mesmo tempo verbal.
Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada
Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.
Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.
Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.
Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.
Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.
Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.
Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.
(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)
Assinale a alternativa cujo verbo flexionado não indica uma ação habitual, ou seja, que não ocorre no ato da fala.
Sexismo linguístico
Antes de entender o movimento por uma linguagem neutra ou inclusiva, é preciso argumentar por que a linguagem do dia-a-dia não pode ser chamada de inclusiva. Segundo a professora Raquel Freitag, existe uma concepção de que a língua é sexista. “Uma língua não existe senão em uma sociedade. Se a sociedade é sexista, como o é a nossa, a língua apenas reflete esse sexismo”, explica. Nesse sentido também discursa Guilherme Ribeiro Colaço Mäder em seu artigo “Masculino genérico e sexismo gramatical”.
No português, assim como na grande maioria das línguas do mundo, o masculino é considerado o gênero não marcado, aquele utilizado como genérico para se referir a um grupo de várias identidades. Em oposição, o gênero feminino é considerado marcado, ou seja, só remete a pessoas que se identificam com o pronome feminino. Porém, como é avaliado no artigo, a própria convenção do masculino genérico é um reflexo do machismo na sociedade e, por isso, caracteriza um “falso” neutro.
Apesar disso, é comum o uso do feminino genérico em determinadas situações, principalmente de maneira pejorativa. Enquanto “médicos”, no masculino, é usado genericamente, “enfermeiras”, no feminino, tem sentido genérico. Isso também acontece com as palavras “executivo” e “secretária”, por exemplo. O comum, nessas situações, é que profissões consideradas mais importantes são referidas no masculino, enquanto outras, desvalorizadas, são expressas no feminino, reforçando estereótipos.
Na manchete do artigo publicado na Istoé, Enfermeiras e médicos, os ‘heróis’ da batalha contra o novo coronavírus, apesar do masculino ser usado como genérico para as palavras “médicos” e “heróis”, o termo feminino “enfermeiras” foge à regra e também é utilizado como genérico.
(Autora: Sarah Rabelo. Disponível em https://blogfca.pucminas.br/colab/linguagemneutra/)
Assinale a alternativa em que o termo destacado está no pretérito mais-que-perfeito:
Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.
“O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. Primeiro: é com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. Segundo: pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: ‘Você me desculpe, mas’... ‘Você não me leve a mal, mas’... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: ‘Eu vou lhe falar com toda a minha franqueza’. Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, podia-se organizar a ‘Semana da Felicidade’. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Pai e da Mãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na ‘Semana da Felicidade’ para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. E dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre o seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. Na criação da ‘Semana da Felicidade’, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia: federal ou municipal. Ou a que departamento de turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço apenas que não me tirem a alegria”. (Seja feliz e faça os outros felizes, de Antônio Maria, com adaptações).
No trecho “Pense em quantas vezes você teve que discutir”, o verbo “pense” está grafado no modo:
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, leia o trecho do conto “Sol nascente”
Ainda hoje, quando lanço o olhar ao mar, imagino a vida de meus avós como ilhas distantes, cercadas pela vastidão de um oceano de histórias (muitas delas guardadas na linha de um horizonte que não pode mais ser lido). No alto do Morro de São Sebastião, contemplo o sol nascente e me inspiro a iniciar estas linhas. Talvez elas não contenham toda a verdade, talvez haja imprecisões e deslizes históricos, mas foi assim que eu as recebi, pela boca dos que sobreviveram.
leiri-san inspecionava as conversas dos navios que nasciam no estaleiro que dirigia com disciplina. Há décadas os japoneses iniciaram a colonização da ilha de Taiwan, tomada da China após a guerra sino-japonesa. Para lá a família leiri emigrou para prosperar. Chiyoko, filha do patriarca leiri, cresceu entre finas bonecas de porcelana, tendo os melhores instrutores, tornando-se de pianista a carateca. Sempre ávida por conhecimento, aprendeu com seu tio diversos procedimentos, tais como a realização de partos e, sobretudo, a quiropraxia. Chiyoko se transformou em uma mulher extraordinária, nadando em alto-mar e, apesar de sua compleição esguia, aveniurando-se até a praticar sumô. Após aprender tantas coisas, não poderia ter se tomado outra coisa a não ser professora.
Naquele dia, apesar da triste guerra, Chiyoko estava feliz. Era o dia do aniversário de seu pai. Não importava a ela que seu otosan estivesse em um leito de hospital nem que o medo rondasse cada esquina. Ela tinha conseguido, a grande custo, algumas iguarias que seu pai gostava de comer. Era para comemorar a data, para celebrar a vida. E seus passos eram alegres quando a sirene tocou. E era alegre o dia quando as bombas caíram.
O hospital em que seu pai estava foi atingido. A vida naufragou. [...] Por ter aprendido tantas coisas com o tio médico, Chiyoko auxiliava os feridos durante a guerra, que estava para ser perdida.
(Adaptado de: KONDO, André. Origens. Editora do Brasil, 2019. Edição Eletrônica)
Há décadas os japoneses iniciaram a colonização da ilha de Taiwan
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Considere o discurso a seguir, proferido na Câmara dos Deputados, em homenagem póstuma ao presidente americano John Kennedy, para responder as próximas questões.
"Foi como se uma luz se tivesse apagado, de repente, no mundo. Foi como se uma noite de angústia e de soturnos íncubos tivesse baixado, repentinamente, sobre a face da Terra. Foi como se um pesadelo e uma delirante alucinação tivesse, inesperadamente, dilacerado nas suas garras de loucura o coração de milhões de homens. Eram aquelas horas mansas e preguiçosas, quando a tarde escorre, plácida, para os braços do crepúsculo, velho e cansado porteiro da noite; mas aquele dia, a noite se antecipou. la descer primeiro sobre os corações; depois, sobre o mundo. A noite com o seu mistério, a noite com os seus fantasmas, a noite com o seu pavor, a noite com a sua mentira, a noite com as suas armadilhas sagazes e as suas emboscadas traiçoeiras, a noite com os seus laços bem urdidos e os seus venenos sutis, com os seus gritos solitários e os seus uivos lancinantes, a noite que gela o coração e acoberta o crime, a noite que atrai vítima desprevenida e empresta à morte o seu regaço de sombra para a solerte tocaia; aquele dia, a noite chegou inesperada, trazendo no seu bojo a gargalhada sinistra que, num átimo - num átimo quase eterno, num átimo que fixou o tempo e estancou o fluxo da história -, ecoou pelos quatro cantos do mundo, como que desafiando a mais tenaz capacidade de crer, zombando da mais desesperada esperança e deixando escorrer a baba envenenada do ódio inimaginável, do ódio que se julgara proscrito, para sempre, da conveniência humana. Com os olhos vendados pela súbita escuridão e velados pelas primeiras lágrimas que nenhuma força humana consegue reter, homens e mulheres de todas as raças e de todas as crenças tentaram agarrar-se a alguma coisa que lhes permitisse não crer, que desmentisse as palavras sinistras que, àquela hora, já se atropelavam nas asas das ondas velozes por sobre montanhas e mares, cidades e vales, até a última fronteira do mundo. Mas, ai de nós, a verdade temida, a verdade terrível, a verdade jamais pressentida, era, desgraçadamente, a verdade verdadeira. A milhares de quilômetros, numa cidade embandeirada em festa, entre flores e aclamações, entre os gritos dos peões na pradaria sem fim, ao cheiro acre do petróleo brotando aos borbotões do solo esturricado, alguém fechara a derradeira porta à compreensão e à fraternidade, e uma janela se abrira ao ódio assassino, covarde e desvairado. Sobre ela a morte se debruçara paciente e tranquila, fria e calculada. Como quem sabe que a presa não lhe fugirá. Como quem não tem pressa, porque conhece a sua hora. Como o caçador previdente a quem o instinto não engana e sabe que a flecha da sua aljava é ligeira, e certeiro seu olho experimentado. Como o encenador que prepara a tragédia para que o herói caia, entre o céu e a terra, ao som das tubas gloriosas, ao rufar de místicos tambores, ante o espanto da multidão colhida de surpresa e as vozes do coro que justifica, soturno, a catástrofe."
(Deputado Padre Godinho, Homenagem póstuma a John Kennedy, 1963, com adaptações).
Na primeira oração do trecho selecionado, a expressão "de repente" pode ser classificada como:
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 5.
Quase todos os dias, quando era criança, Safico tinha como tarefa levar almoço para o pai no trabalho. O menino, então com cerca de 12 anos, ficava observando o pai pescar. Com a tarrafa em mãos, um tipo de rede circular com pesos distribuídos nas bordas, o homem esperava um sinal para jogá-la na água e pegar os peixes. O sinal vinha de golfinhos - também chamados de botos em algumas regiões do país - na forma de movimentos especialmente vigorosos, como uma batida na água com a cabeça ou a cauda, ou um nado rápido seguido de um mergulho. Em resposta, o pescador lançava a tarrafa e conseguia capturar as tainhas. Há mais de 50 anos, Safico, 71, pesca exatamente da mesma forma que o pai: com ajuda dos botos.
Pode parecer história de pescador, mas não aconteceu apenas com Wilson Francisco dos Santos - o Safico - e sua família. Boa parte das centenas de pescadores da região de Laguna, em Santa Catarina, pratica a pesca com botos. Segundo o relato das pessoas que vivem há muitos anos na área, a atividade ocorre há mais de 140 anos. A tradição é tão enraizada que os "animais ajudantes" são chamados de trabalhadores. [...] Safico e seus colegas de trabalho sabem exatamente como diferenciar cada um dos animais pela coloração ou forma como eles emitem o sinal que autoriza a "tarrafada".
Desde os anos 1980, pesquisadores da capital catarinense observam e tentam entender melhor essa interação entre os pescadores e os golfinhos nariz-de-garrafa. [...] A interação acontece em um espaço de tempo muito curto: são cerca de 7 segundos entre o sinal do boto e o movimento do pescador, que tem 17 vezes mais chances de capturar peixes quando sincroniza suas ações com as dos animais. Os pescadores também pescam quatro vezes mais peixes com ajuda dos "colegas de trabalho".
(Adaptado de: NAISA. Letícia. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br. 01/03/2023)
[o pescador] tem 17 vezes mais chances de capturar peixes quando sincroniza suas ações com as dos animais.
Transpondo-se o trecho sublinhado para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 5.
Quase todos os dias, quando era criança, Safico tinha como tarefa levar almoço para o pai no trabalho. O menino, então com cerca de 12 anos, ficava observando o pai pescar. Com a tarrafa em mãos, um tipo de rede circular com pesos distribuídos nas bordas, o homem esperava um sinal para jogá-la na água e pegar os peixes. O sinal vinha de golfinhos - também chamados de botos em algumas regiões do país - na forma de movimentos especialmente vigorosos, como uma batida na água com a cabeça ou a cauda, ou um nado rápido seguido de um mergulho. Em resposta, o pescador lançava a tarrafa e conseguia capturar as tainhas. Há mais de 50 anos, Safico, 71, pesca exatamente da mesma forma que o pai: com ajuda dos botos.
Pode parecer história de pescador, mas não aconteceu apenas com Wilson Francisco dos Santos - o Safico - e sua família. Boa parte das centenas de pescadores da região de Laguna, em Santa Catarina, pratica a pesca com botos. Segundo o relato das pessoas que vivem há muitos anos na área, a atividade ocorre há mais de 140 anos. A tradição é tão enraizada que os "animais ajudantes" são chamados de trabalhadores. [...] Safico e seus colegas de trabalho sabem exatamente como diferenciar cada um dos animais pela coloração ou forma como eles emitem o sinal que autoriza a "tarrafada".
Desde os anos 1980, pesquisadores da capital catarinense observam e tentam entender melhor essa interação entre os pescadores e os golfinhos nariz-de-garrafa. [...] A interação acontece em um espaço de tempo muito curto: são cerca de 7 segundos entre o sinal do boto e o movimento do pescador, que tem 17 vezes mais chances de capturar peixes quando sincroniza suas ações com as dos animais. Os pescadores também pescam quatro vezes mais peixes com ajuda dos "colegas de trabalho".
(Adaptado de: NAISA. Letícia. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br. 01/03/2023)
A frase cujo verbo pode ser flexionado em uma forma do plural, sem prejuízo para a correção e sem que nenhuma outra alteração seja feita, está em:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
Lei estadual garante suspensão de contrato de
fidelização por má prestação de serviço
O Procon de João Pessoa divulgou, neste sábado (9), o alerta de que a Lei Estadual 11.879/2021 garante ao consumidor paraibano a inclusão de cláusulas liberando a fidelização contratual junto às empresas de telefonia em suas várias modalidades (fixa, móvel e de banda larga), sem nenhum ônus ao cliente, caso fique constatada a má qualidade do serviço nos contratos de adesão a esses serviços.
O assunto costuma gerar dúvidas entre os clientes, conforme aponta o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Rougger Guerra. Segundo ele, o Procon-JP é acionado com frequência para tratar da execução da lei.
“A lei prevê que o cliente pode questionar o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária, inclusive com a liberação da fidelização”, crava.
De acordo com a legislação, o atendimento insatisfatório ficará caracterizado quando houver o expresso descumprimento de quaisquer das cláusulas contratuais ou de regras estabelecidas pela agência reguladora competente, no caso a Anatel, para esse tipo de serviço.
A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização’. A Lei também prevê que caberá às prestadoras de serviços o ônus da prova pelo não descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato ou pela não frustração das legítimas expectativas do contratante quanto à qualidade de prestação do serviço.
Rougger Guerra explica que, apesar da legislação federal considerar que a fidelização por desistência por parte do consumidor é legal e que pode até gerar multa para o cliente caso esteja previsto no contrato, a legislação estadual de 2021 regula que, se houver a constatação de má prestação do serviço, o cliente pode requerer o fim do contrato sem arcar com nenhum ônus.
A legislação estadual também regula as penalidades para a empresa que descumprir o contrato junto ao cliente, indicando o que está previsto na lei 8.078/1999 (Código de Defesa do Consumidor – CDC), pode ir de multas à suspensão temporária dos serviços.
https://portalcorreio.com.br. Em 09/09/2023.
“... o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária...”
Sobre o verbo haja, analise as assertivas a seguir e coloque (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO.
( ) É um verbo impessoal.
( ) É um verbo regular.
( ) Pode ser substituído por “existir” sem alterar o sentido do texto.
( )Está conjugado na 3ª pessoa do singular.
( ) Indica tempo já decorrido e está flexionado no subjuntivo, modo verbal que expressa certeza.
A sequência CORRETA é:
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta transposição do trecho a seguir para a voz ativa:
“Impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais de três décadas”.
TEXTO I
CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO
Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.
Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.
Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.
Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.
Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.
Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.
As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.
Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.
Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.
Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao-
atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/
Analise as afirmativas sobre o trecho “Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas” e assinale a alternativa correta.
I – “Resultados” é um substantivo masculino.
II – “Está” é um verbo.
III – “Os” é um artigo masculino.
Ruído de passos
Tinha oitenta e um anos de idade. Chamava-se dona Cândida Raposo.
Essa senhora tinha a vertigem de viver. A vertigem se acentuava quando ia passar dias numa fazenda: a altitude, o verde das árvores, a chuva, tudo isso a piorava. Quando ouvia Liszt se arrepiava toda. Fora linda na juventude. E tinha vertigem quando cheirava profundamente uma rosa.
Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo de prazer não passava.
Teve enfim a grande coragem de ir a um ginecologista. E perguntou-lhe envergonhada, de cabeça baixa:
– Quando é que passa?
– Passa o quê, minha senhora?
– A coisa. – Que coisa?
– A coisa, repetiu. O desejo de prazer, disse enfim.
– Minha senhora, lamento lhe dizer que não passa nunca. Olhou-o espantada.
– Mas eu tenho oitenta e um anos de idade!
– Não importa, minha senhora. É até morrer.
– Mas isso é o inferno!
– É a vida, senhora Raposo. A vida era isso, então? essa falta de vergonha?
– E o que é que eu faço? ninguém me quer mais… O médico olhou-a com piedade.
– Não há remédio, minha senhora.
– E se eu pagasse?
– Não ia adiantar de nada. A senhora tem que se lembrar que tem oitenta e um anos de idade.
– E… e se eu me arranjasse sozinha? o senhor entende o que eu quero dizer?
– É, disse o médico. Pode ser um remédio.
Então saiu do consultório. A filha esperava-a embaixo, de carro. Um filho Cândida Raposo perdera na guerra, era um pracinha. Tinha essa intolerável dor no coração: a de sobreviver a um ser adorado.
Nessa mesma noite deu um jeito e solitária satisfez-se. Mudos fogos de artifícios. Depois chorou. Tinha vergonha. Daí em diante usaria o mesmo processo. Sempre triste. É a vida, senhora Raposo, é a vida. Até a bênção da morte.
A morte.
Pareceu-lhe ouvir ruído de passos. Os passos de seu marido Antenor Raposo.
LISPECTOR, Clarice. A via crucis do corpo. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
A estrutura verbal em destaque no fragmento “Fora linda na juventude.” (2º parágrafo) está flexionada em determinado modo e tempo. Essa mesma flexão se repete no verbo destacado na alternativa:
Leia o texto a seguir:
Brasil tem 1.294 pesquisadores na lista dos cientistas com maior impacto do mundo
Número quase quadruplicou nos últimos cinco anos, saindo de 342 em 2017 para 1.294 neste ano
O Brasil tem 1.294 pesquisadores no ranking dos cientistas mais influentes do mundo. Alista é elaborada anualmente pelo professor John PA. loannidis com pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e classifica os cientistas em suas respectivas áreas de atuação. A quinta edição da "Updated science-wide author databases of standardized citation indicators" foi publicada recentemente pela Elsevier, a maior editora científica do mundo.
Alguns nomes citados na publicação são Paulo Hoff, presidente da Oncologia D'Or e colunista do GLOBO, a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, colunista do GLOBO e professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP, o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Lotufo e a pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical Ester Sabino.
O número representa um crescimento de 287% no número de pesquisadores brasileiros incluídos na lista desde sua primeira edição, em 2017. Naquele ano, apenas 342 cientistas nacionais foram mencionados.
Dos pesquisadores brasileiros incluídos na nova atualização, 528 (40,8%) são ligados a instituições paulistas e 482 integram quadros de universidades, segundo informações da USP. Dentre esses, 244 são pesquisadores da USP, 89 da Unicamp, 67 da Unesp, 26 da Unifesp, 16 da UFABC e 12 da UFSCar.
Outras instituições brasileiras que tiveram pesquisadores citados na publicação são: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Lavras (UFLA).
A seleção dos pesquisadores é feita por meio de uma análise de registros do Scopus, um dos mais importantes bancos de dados mundiais de resumos e citações científicas revisadas por pares, com mais de 85 milhões de publicações editadas por mais de sete mil editoras.
A metodologia utiliza o índice composto de citações (c-core), calculado com base em seis parâmetros:
- Número total de citações (exceto autocitações);
- Índice H (quantifica a produtividade e o impacto de artigos científicos mais citados);
- Índice de coautoria de Schreiber ajustado (índice Hm);
- Número de citações recebidas em trabalhos cujo pesquisador é um único autor;
- Número de citações recebidas em trabalhos cujo pesquisador é o único autor ou o primeiro autor;
- Número de citações recebidas em trabalhos cujo pesquisador é o único autor, o primeiro autor ou o último autor.
A seleção final inclui os 100 mil melhores cientistas com maior pontuação (c-score), mais os 100 mil cientistas classificados entre os 2% com maior pontuação (c-score) para cada subárea de conhecimento. Considerando os dois indicadores, a lista final contém 210.198 pesquisadores.
Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2023/10/20/brasil-tem-1294- pesquisadores-na-lista-dos-cientistas-com-maior-impacto-do-mundo. ghimi?utm source=Twitter&utm medium=Social&utm campaign=0OGlobo&fbcli d=IwAR3KDomyxLcpJiSsGSYAg6Evy63VuMdIsoouqgzDDa-hiyKvyUIt-4N43 vo. Acesso em: 15 nov. 2023.
Em “O número representa um crescimento de 287% no número de pesquisadores brasileiros incluídos na lista desde sua primeira edição, em 2017. Naquele ano, apenas 342 cientistas nacionais foram mencionados” (3º parágrafo), o verbo destacado está flexionado no:
Vida sedentária pode ser combatida com simples atividades diárias
01 O sedentarismo – passar longas horas sentado, seja na frente da TV, no trabalho ou no
02 ______, representa um real perigo para a saúde. Essa prática é associada a diversos problemas,
03 como obesidade, doenças cardíacas e até a morte precoce. No entanto, um estudo recente vem
04 para trazer uma nova perspectiva a esse cenário.
05 Uma pesquisa realizada pela Universidade Ártica da Noruega revelou que é possível reduzir
06 significativamente o risco de morte prematura causada pelo sedentarismo ao praticar apenas 22
07 minutos de atividades físicas diárias. O estudo foi divulgado em outubro de 2023 no The British
08 Medical Journal.
09 Os pesquisadores noruegueses apontaram que tais atividades sequer precisam ser
10 realizadas inteiramente de uma vez ou em um espaço especializado como a academia. Basta
11 incorporá-las em nossa rotina, como subir ______ de escada ou limpar a varanda.
12 Edvard Sagelv, um dos autores do estudo, afirmou ao jornal britânico The Guardian que
13 “Se você fizer 22 minutos ou mais por dia, não haverá risco ______ por conta do tempo
14 sedentário. E, se praticar mais de 22 minutos por dia, haverá um risco geral menor de morte
15 prematura. Basicamente, quanto mais, melhor”.
16 Para a pesquisa, foram analisados dados de quatro estudos internacionais, envolvendo
17 informações de saúde de 12 mil adultos com 50 anos ou mais. Durante apro....imadamente cinco
18 anos, os participantes utilizaram relógios ou pulseiras de monitoramento de suas atividades
19 diárias.
20 O estudo considerou fatores como sexo, índice de massa corporal (IMC), escolaridade,
21 consumo de álcool, tabagismo, histórico de doenças cardíacas, câncer e diabetes. Durante o
22 período da pesquisa, 805 participantes faleceram, o que evidenciou que permanecer sentado por
23 mais de 12 horas ao dia aumenta o risco de mortalidade em 38%, exceto para aqueles que
24 praticam ao menos 22 minutos de atividade física diária.
25 Embora se trate de um estudo ob....ervacional, onde não se pode determinar causalidade,
26 os resultados confluem com outros estudos que exploram a relação entre atividade física, tempo
27 sedentário e morte. Portanto, essas descobertas são e....tremamente importantes para a saúde
28 pública, visto que estimulam uma rotina mais ativa, contribuindo para a prevenção de diversas
29 doenças e até mesmo da morte precoce.
(Disponível em: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/vida-sedentaria-pode-ser-combatida-com-simples-atividades-diarias/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento “Essa prática é associada a diversos problemas, como obesidade, doenças cardíacas e até a morte precoce”, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação das palavras sublinhadas.
Luto antes da morte: um processo que ajuda a lidar com a perda
Por Gabriela Cupani
- Uma despedida nunca é fácil. Muito menos quando a partida é para sempre. Porém, ela
- pode se tornar um pouco mais leve se __ pessoa puder dar vazão aos sentimentos de perda
- mesmo antes da morte. Nesse sentido, a tristeza por uma doença prolongada e incurável pode
- ser uma oportunidade de encontrar a paz que muitas vezes falta a quem enfrentou um fim súbito.
- Encarar esse sofrimento é uma forma de sanar as pendências ▲ de não deixar nada por dizer ou
- fazer por aquela pessoa que está partindo.
- O chamado luto antecipatório, comum em pacientes que enfrentam doenças terminais e
- seus familiares, foi observado primeiramente em mulheres de soldados que iam para __ guerra
- e que passavam a se comportar como viúvas. Ainda assim, o conceito não é con...enso entre os
- especialistas e envolve muitas caracterizações, sugere um artigo recém-publicado no periódico
- científico Palliative Medicine. Na prática, ele também não é facilmente reconhecido pelos
- profissionais de saúde. “O luto antecipatório pode ser encarado como uma preparação para __
- processo de luto real e ocorre quando a morte é prevista, como numa experiência de doença
- grave”, observa Ana Claudia Arantes, médica geriatra do Hospital Albert Einstein com formação
- especializada em cuidados paliativos.
- Isso porque, diante da finitude, a pessoa transita por várias etapas que vão se alternando
- e que envolvem negação, raiva, barganha, depressão, aceitação – na maioria das vezes, sem
- uma ordem e um tempo determinado para cada etapa. “Poder vivenciar isso antes da morte
- facilita cumprir etapas, desenvolver coragem, força, resolver pendências, amar e se sentir
- amado”, continua Ana Claudia. Assumir a situação também permite que o paciente deixe
- orientações sobre suas vontades e seu legado, a forma como gostaria de ser lembrado.
- Por isso, a melhor forma de ajudar quem está vivendo esse processo é saber escutar. “Não
- se deve fugir ou negar a situação, mas, ao contrário, fazer perguntas, estimular que o outro
- e...presse seus sentimentos, medos e angústias”, orienta a médica. O objetivo é que ele possa
- encontrar as respostas que estão dentro de si mesmo. Caso não consiga superar esses
- sentimentos, vale recomendar um suporte psicológico especializado.
- Mesmo que a tristeza seja inevitável, o luto pode ser um podero...o recurso de
- transformação capaz de dar um novo significado àquela falta. “Trata-se de conseguir transformar
- a presença física que está partindo em uma presença simbólica, estar em paz com o legado
- afetivo, com a construção do relacionamento”, diz Ana. E perceber, depois do adeus, o quanto
- do amor pela pessoa querida ainda permanece aqui.
(Disponível em: www.istoe.com.br/luto-antes-da-morte-um-processo-que-ajuda-a-lidar-com-a-perda/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 16, a expressão “diante da” é uma locução:
Índia se torna o 1º país a pousar no polo sul da Lua em missão histórica
Em missão histórica nesta quarta-feira (23 de agosto), a Índia se tornou o 1º país a pousar no polo sul da Lua, região inexplorada que fica no lado escuro do satélite. Em transmissão ao vivo, os indianos exibiram uma representação gráfica da sonda descendo na Lua. “Conseguimos um pouso suave na Lua, a Índia está na Lua”, disse Sreedhara Panicker Somanath, presidente da Indian Space Research Organisation (ISRO), a “Nasa” indiana. O módulo foi lançado em 14 de julho e pousou na superfície lunar por volta das 9h33 desta quarta, horário de Brasília. “Este é um momento sem precedentes. Este é o momento para uma nova Índia em desenvolvimento”, comemorou Narendra Modi, primeiro-ministro do país.
Outros países tentaram pousar na Lua
O momento é histórico porque vários países tentam pousar no polo do sul da Lua. No domingo (20), a Rússia tentou ser o 1º país a pousar no lado escuro da Lua, com a missão Luna-25, mas a sonda saiu de controle e se chocou contra a Lua. Em abril deste ano, o Japão tentou enviar a sonda ispace, mas perdeu a comunicação minutos antes de completar o feito.
Características dessa parte da Lua
A superfície lunar, onde a sonda indiana desceu, é um terreno traiçoeiro com grandes crateras e encostas íngremes, além de não receber luz solar, levando a temperaturas extremamente baixas, que chegam a -203ºC. Essas características tornam muito difícil operar equipamentos de exploração na região. Dessa forma, um pouso suave significa que o módulo não foi destruído. A Índia busca explorar a Lua - com a missão chamada Chandrayaan-3 - porque a primeira viagem espacial desse projeto, que ocorreu em 2008, detectou a presença de água na superfície lunar. “Ainda precisamos de muito mais detalhes sobre onde e quanta água existe, e saber se toda ela está congelada”, explica Akash Sinha, professor de robótica espacial na Universidade Shiv Nadar University, perto de Delhi, à BBC. A exploração da superfície das regiões polares da Lua, compostas de rochas e solo, também pode dar respostas sobre a formação do Sistema Solar.
Missões anteriores
O objetivo do país se tornou explorar a Lua com o menor custo possível. Isso porque a segunda missão, que ocorreu em 2019 e deu errado (o foguete explodiu no pouso), custou US$ 140 milhões, enquanto a desta manhã foi de um pouco mais de US$ 80 milhões. A primeira, em 2009, custou em torno de US$ 79 milhões.
O ex-presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial K. Sivan disse que a viagem desta manhã será mais barata porque o módulo deve usar a atração gravitacional da Lua para levar a nave à órbita lunar. Além disso, outro ponto que reduz o preço da operação, segundo a BBC, é que, ao contrário da missão anterior, Chandrayaan-3 não inclui um novo orbitador — um satélite que fica em órbita.
Gl. (Adaptado). Disponível em
<https://g1 .globo.com/inovacao/post/2023/08/23/india-foguete-lua.chtml>
Observe as alternativas abaixo e assinale aquela que não contém um verbo pronominal.
Índia se torna o 1º país a pousar no polo sul da Lua em missão histórica
Em missão histórica nesta quarta-feira (23 de agosto), a Índia se tornou o 1º país a pousar no polo sul da Lua, região inexplorada que fica no lado escuro do satélite. Em transmissão ao vivo, os indianos exibiram uma representação gráfica da sonda descendo na Lua. “Conseguimos um pouso suave na Lua, a Índia está na Lua”, disse Sreedhara Panicker Somanath, presidente da Indian Space Research Organisation (ISRO), a “Nasa” indiana. O módulo foi lançado em 14 de julho e pousou na superfície lunar por volta das 9h33 desta quarta, horário de Brasília. “Este é um momento sem precedentes. Este é o momento para uma nova Índia em desenvolvimento”, comemorou Narendra Modi, primeiro-ministro do país.
Outros países tentaram pousar na Lua
O momento é histórico porque vários países tentam pousar no polo do sul da Lua. No domingo (20), a Rússia tentou ser o 1º país a pousar no lado escuro da Lua, com a missão Luna-25, mas a sonda saiu de controle e se chocou contra a Lua. Em abril deste ano, o Japão tentou enviar a sonda ispace, mas perdeu a comunicação minutos antes de completar o feito.
Características dessa parte da Lua
A superfície lunar, onde a sonda indiana desceu, é um terreno traiçoeiro com grandes crateras e encostas íngremes, além de não receber luz solar, levando a temperaturas extremamente baixas, que chegam a -203ºC. Essas características tornam muito difícil operar equipamentos de exploração na região. Dessa forma, um pouso suave significa que o módulo não foi destruído. A Índia busca explorar a Lua - com a missão chamada Chandrayaan-3 - porque a primeira viagem espacial desse projeto, que ocorreu em 2008, detectou a presença de água na superfície lunar. “Ainda precisamos de muito mais detalhes sobre onde e quanta água existe, e saber se toda ela está congelada”, explica Akash Sinha, professor de robótica espacial na Universidade Shiv Nadar University, perto de Delhi, à BBC. A exploração da superfície das regiões polares da Lua, compostas de rochas e solo, também pode dar respostas sobre a formação do Sistema Solar.
Missões anteriores
O objetivo do país se tornou explorar a Lua com o menor custo possível. Isso porque a segunda missão, que ocorreu em 2019 e deu errado (o foguete explodiu no pouso), custou US$ 140 milhões, enquanto a desta manhã foi de um pouco mais de US$ 80 milhões. A primeira, em 2009, custou em torno de US$ 79 milhões.
O ex-presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial K. Sivan disse que a viagem desta manhã será mais barata porque o módulo deve usar a atração gravitacional da Lua para levar a nave à órbita lunar. Além disso, outro ponto que reduz o preço da operação, segundo a BBC, é que, ao contrário da missão anterior, Chandrayaan-3 não inclui um novo orbitador — um satélite que fica em órbita.
Gl. (Adaptado). Disponível em
<https://g1 .globo.com/inovacao/post/2023/08/23/india-foguete-lua.chtml>
Considere a seguinte sentença: “Reintegraram-no ao pelotão sem mais perguntas”. O verbo "reintegrar", como consta na sentença dada, é:
Maioria dos CEOs considera prioritário investimento em inteligência artificial, revela pesquisa
01 Pesquisa com mais de 1.300 CEOs pelo mundo mostra que a grande maioria deles (72%)
02 considera que o investimento em inteligência artificial (IA) é prioritário, mas 81% temem
03 problemas éticos e com a falta de regulação sobre o uso da tecnologia. Os dados são do relatório
04 “CEO Outlook 2023”, da consultoria KPGM.
05 O levantamento também mostra que 90% dos CEOs consideram premiar funcionários que
06 optarem por trabalhar presencialmente, dando tarefas melhores, aumentos e promoções.
07 Segundo a KMPG, 62% dos executivos gostariam que o modelo presencial fosse adotado nos
08 próximos três anos. É uma grande mudança em relação a 2022, quando apenas 34% queriam
09 isso (então a expectativa neste ano quase dobrou). Para 34% dos CEOS, os funcionários devem
10 ficar no modelo híbrido e somente 4% defendem o trabalho de forma totalmente remota.
11 A pesquisa aponta para as mudanças que a difu...ão de inteligência artificial (IA)
12 generativa pode ter nos ambientes de trabalho. Entre eles, 81% dos CEOs ouvidos expressaram
13 preocupação sobre como a falta de regulação da IA pode impedir o sucesso de suas empresas.
14 Eles citam também problemas éticos e de custo como preocupações para o uso de IA. Mas 77%
15 dizem que o grau de regulação de IA deveria emular aquele utilizado para compromissos
16 climáticos.
17 “CEOs estão cada vez mais con...ientes dos riscos éticos e da evolução rápida das
18 regulações ligados à IA generativa. Muitos estão tomando atitudes proativas para enfrentar esses
19 pontos”, afirma Steve Chase, vice-presidente de IA e Inovação Digital da KPMG, em trecho do
20 relatório.
21 Do total, 72% dos CEOs dizem que o investimento nesse tipo de tecnologia é prioritário,
22 apesar de incertezas econômicas. A maioria aponta ainda que está investindo mais na compra
23 de novas tecnologias (57%) do que no desenvolvimento de habilidades e capacitação de pessoal
24 (43%). Quando questionados sobre as vanta...ens da implementação de IA em suas
25 organizações, os CEOs citam o aumento de lucro, oportunidades de crescimento e de criação de
26 novos produtos como alguns dos principais ganhos.
(Disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/maioria-dos-ceos-considera-prioritario-investimento-em-inteligencia-artificial-revela-pesquisa/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento “A pesquisa aponta para as mudanças”, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação das palavras sublinhadas.
Ambientes tóxicos: o papel do líder
Por Fernando Mantovani
01 É impossível sentir-se feliz todos os dias do ano, mas a sensação de bem-estar precisa
02 predominar em relação aos dias ruins. Não é necessário ser especialista para saber que, quando
03 o desânimo e o pessimismo tomam conta da rotina, abrimos portas para transtornos como
04 depressão, insônia, ansiedade, entre outros.
05 Quem não passou por isso certamente conhece alguém próximo que já passou. Isso
06 porque as questões de saúde mental nunca estiveram tão di__eminadas em nossa sociedade, e
07 boa parte desse cenário está relacionado ao estresse no trabalho.
08 A terceira edição do estudo Inteligência Emocional e Saúde Mental no Ambiente de
09 Trabalho, realizado pela The School of Life, em parceria com a Robert Half, ajuda .... clarear essa
10 questão. Ouvimos 774 profissionais empregados, de diferentes regiões do Brasil, com 25 anos
11 de idade ou mais e formação superior completa, sendo 387 líderes e 387 liderados. A pesquisa
12 revela que 42,86% dos liderados entrevistados, quase metade da amostra, consideram o
13 ambiente de trabalho tóxico como o principal fator para pedir demissão. Ou seja, mais do que
14 salário, benefícios ou perspectivas de a__ensão, sentir-se mal com o nível de pressão, os
15 conflitos ou prazos é o que realmente pesa contra um emprego atualmente.
16 Outras razões citadas pelos participantes foram: falta de reconhecimento (percepção de
17 13,43% dos entrevistados), imposição de trabalho 100% presencial (13,14%), ausência de plano
18 de carreira (8,86%) e pouco protagonismo (3,71%). É interessante observar a significativa
19 distância entre o primeiro e segundo motivos: quase 30 pontos percentuais.
20 Sair da empresa é uma medida extrema, mas, antes disso, surgem outras dificuldades.
21 De acordo com o estudo, nos últimos 12 meses, 44% dos líderes e 45% dos liderados afirmaram
22 que deixaram de produzir ou se manter engajados em algum momento por estar
23 emocionalmente abalados. A baixa performance foi indicada por 37,19% dos líderes como a
24 maior motivação para demissão.
25 Esse quadro mostra como se tornou importante zelar pelo bem-estar e qualidade de vida
26 dos times, tanto pela empatia ao próximo quanto pelos resultados dos negócios. E nesse ponto
27 surge mais um obstáculo identificado pela pesquisa: 61% dos liderados e 65% dos líderes
28 acreditam que os gestores das empresas em que atuam não estão capacitados para acolher
29 quem está com a saúde mental em __eque.
30 Um alento é saber que 19% dos gestores que indicaram essa falta de preparo disseram
31 que, em suas empresas, essa capacitação deve ser iniciada até o fim de 2024. Lideranças
32 sensíveis .... temperatura emocional do escritório não só podem ajudar as equipes como também
33 evitar gatilhos que levam uma empresa .... se tornar tóxica. Relações desequilibradas, metas
34 irreais ou regras excessivamente rígidas são alguns deles, entre tantos outros.
(Disponível em: https://exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/ambientes-toxicos-o-papel-do-lider/ –texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o fragmento adaptado “Relações desequilibradas, metas irreais ou regras excessivamente rígidas são alguns deles”, analise as asserções abaixo e a relação entre elas:
I. O sujeito da oração é classificado como inexistente.
PORQUE
II. A oração apresenta o verbo “ser” conjugado.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox
digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos
negativos que já foram amplamente descritos pelos
cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o
5 distanciamento dessas plataformas também pode
diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos
usuários.
Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a
reduzir as experiências negativas – como comparação
10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por
outro, o jejum também minora ações que trazem
sensações de recompensa social, como likes, crescimento
do número de seguidores e mensagens positivas.
O resultado surpreendeu os próprios cientistas
15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação
como inesperada.
"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos
positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de
experiências socialmente gratificantes das redes sociais",
20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é
professor do departamento de psicologia da Universidade
de Durham, no Reino Unido.
"As nossas descobertas sugerem que as redes
oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção
25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções
positivas, porque essas recompensas já não estão
disponíveis", diz o cientista.
O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na
revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda
30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que
avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a
questionários em que os próprios participantes mensuram
e descrevem seus sentimentos.
Em muitos dos trabalhados dessa área, a
35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta
para medir os efeitos psicológicos.
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por
mesclar esses questionários com diversas abordagens,
incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal
40 era captar certas consequências implícitas da abstinência
das redes.
"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma
realista, os efeitos da redução do consumo [das redes
sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um
45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.
Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus
smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma
avaliação mais naturalista do humor e dos
comportamentos", descreve Niklas Ihssen.
50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma
avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do
experimento, o grupo avaliado respondia a um
questionário mais abrangente.
Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer
55 visitas também a um laboratório da Universidade de
Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados
que mensuravam outras componentes, como percepção
temporal e de esforço e a reação a estímulos.
Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma
60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.
Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes
sociais e a desabilitarem as notificações, eles não
precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.
Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos
65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros
dispositivos para acessar as redes. Essa configuração
permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais
"recaídas" no uso das ferramentas.
No próprio experimento, aliás, vários participantes
70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51
envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios
durante os sete dias determinados. A maioria, porém,
reduziu drasticamente o uso.
A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi
75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o
recrutamento para o experimento.
"Os participantes precisavam estar preparados para
se absterem das redes sociais durante uma semana, e
muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os
80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO
[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em
inglês]", diz o autor.
Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total
tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode
85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,
saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de
30 minutos durante o experimento.
O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,
os participantes também não tiveram manifestações
90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de
abstinência.
"Em última análise, os nossos resultados implicam
que é possível reduzir substancialmente o uso das redes
sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e
95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,
parece difícil abster-se completamente", completa o
autor.
(Giuliana Miranda.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)
Assinale a alternativa em que não se encontre exemplo de voz passiva.