Questões de Concurso
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Assinale a alternativa correta com relação às estruturas linguísticas do texto.
Para responder às questões de 6 a 10, leia a tirinha abaixo. Nela, interagem Cebolinha e seu amigo Cascão.
Em ''temos que tomar uma providência'', temos:
Luíz Fernando Veríssimo Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito: “Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes”. No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava: – Quem será que estava atrapalhando o meu progresso? – Ainda bem que esse infeliz morreu! Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, eles engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles. A pergunta ecoava na mente de todos: “Quem está nesse caixão”? No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. “SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA.” O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando “você muda”.
Adaptado de http://pensador.uol.com.br/frase/MTQ4Mjcw/
Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO é um artigo.
“A persistirem as explosões de violência que se seguem a elas, os protestos legítimos perderão cada vez mais o apoio da população.”
O termo destacado é um:
Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada. De cada década, consigo no máximo as mesmas fotos imaginárias, daquelas pequenas, de ocasiões que me parecem que não fazem diferença nenhuma na biografia de uma pessoa.
Viagens, alegrias, sofrimentos, gentes, cada um como um álbum do Facebook, daqueles que se começa e não se acaba, com flashes fora de propósito e sem pose, além de tudo.
Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tiaavó. Vovó Naná, esse título que me obrigavam a dar a ela já era uma fofoca familiar para incomodar a verdadeira neta que morava no Rio e que a visitava pouco. Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.
Uma velha senhora preta desbotada, que fora escrava, fazia par com ela, muda também, com as pernas cheias de varizes e chinelos de lã xadrez. Engraçado que, talvez por ser muito pequena, me lembro mais do acabamento inferior das pessoas, pernas e pés, e não os rostos que eu teria que quebrar o pescoço para observar.
O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.
A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.
Nem de comidas o inferno sem chamas era cheio. Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. Mas havia passeios a uma tal de Baleira Suíça, lugar sagrado na cidade com uma quantidade enorme de balas de sabores diferentes, escolhidas devagar pelo comprador e colocadas em saquinhos.
Tinha uma de coco queimado com fiapos de coco que iam aparecendo à medida que eram chupadas com cuidado.
Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos, balas boas, mas duras como pedras. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.
Disponível em: http://ninahorta.blogfolha.uol.com.br/2013/07/17/uma-tia-avo/ Acesso em: 07 ago. 2013.
Leia o título do texto.
“Uma tia-avó”
A palavra sublinhada é morfologicamente classificada, de acordo com o contexto, como
Nas frases abaixo, assinale se a palavra destacada é preposição (P) ou artigo (A).
( ) O Governo está se precavendo quanto a possível transtorno resultante da alteração da taxa de câmbio.
( ) A torcida dos brasileiros estava tão agitada quanto a dos argentinos.
( ) A partir daquele momento, todos compreenderam o esquema do time adversário.
( ) O estabelecimento abre de segunda a sexta.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.
___púbis;___cal;___ mascote.
Em concordância com o gênero das palavras apresentadas, assinale abaixo a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
A fragilidade da vida
A ideia de que a vida é frágil demais nos assusta .......... cada instante!
Remete-nos à reflexão importante sobre o modo de ser do homem contemporâneo. Este homem que trabalha, trabalha e trabalha e que nunca se encontra realizado profissionalmente, vivendo em uma busca constante, em sua __________ profissional e pessoal. Cada vez mais vivemos numa sociedade da técnica, sociedade esta, digitalizada, em que tudo parece previsível, passível de transformação numérica. E é justamente no íntimo dessa convicção sobre o exato, que o inesperado faz sua intromissão devastadora, deixando marcas na história da humanidade. Na forma brutal, de um acidente fatal, onde a morte aproxima-se no recôndito do corpo de pessoas que estavam em um avião, que se abate sobre um edifício, causando-nos tamanha perplexidade e um sentimento enorme de impotência.
O desenvolvimento científico dos últimos anos, em progressão geométrica, __________ criado condições para uma vida saudável e uma idade avançada, um prolongamento da expectativa de vida que não conhecíamos .......... alguns poucos decênios passados. Somos com isso induzidos a uma segurança absoluta. O __________ torna-se permanente até que o inesperado acontece e leva-nos .......... ter uma nova concepção de vida. O tempo tem nova dimensão na velocidade dos acontecimentos que passam por nós numa sucessão ininterrupta, tudo reduzindo ao instante presente como se fosse eterno. Os dias não __________ fim com o por do sol, prolongando-se pelas noites que se estendem até o raiar do sol.
No entanto, apesar de tudo isso, é terrível constatar que a vida humana é muito frágil. Nossos dias passam velozes. Não nos adianta toda a segurança do mundo, toda a riqueza e poder. Estamos sujeitos sempre aos incômodos, incluindo-se as doenças e .......... morte. Portanto, devemos viver nossos dias com sabedoria, pois, a vida é uma só, uma única e poderosa oportunidade para realizarmos projetos grandiosos e enobrecedores, capazes de produzir efeitos enriquecedores nos outros e principalmente em nós mesmos. Para isso, olhe ao seu redor, perceba o reflexo que causa nos demais, perceba como se sente perante os mesmos e todos os dias perante você próprio. Faça uma autoanálise de como está vivendo.
O que me fez ficar pensando hoje foi o fato de a vida ser tão frágil. Em um momento estamos aqui bem, e em outro, em um piscar de olhos, não estamos mais. Tal fato contribuiu e muito para que eu refletisse e decidisse a viver cada momento, aproveitar cada oportunidade, ficar junto de quem gosto o máximo de tempo possível. Sei que é difícil, mas acho que tenho que parar de esperar que as coisas melhorem, que o trabalho diminua, que eu tenha mais dinheiro, que eu encontre um grande amor para aproveitar o que a vida está me oferecendo agora.
Não sei se estarei aqui daqui a um dia, daqui a um mês, daqui a um ano. Estarei aqui o tempo que me for permitido e quero que esse seja o melhor tempo de todos.
(Marizete Furbino – disponível em www.portaldafamilia.org/artigos - adaptado)
Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.
Disse "pareciam", assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.
Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.
Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.
A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.
E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.
Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos.
A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios.
Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: "Mando-te uma carta qualquer dia desses".
Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.
O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla "enter".
(Souza, Josias de. A revolução digital. Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.)
(Disponível em http://www.mouroalthoff.com/poginas/cortoon/mauric...)
( ) quanto a visita (l. 03)
( ) que Alexandre Magno fez a Diógenes (l. 03-04)
( ) Foi a partir do depoimento (l. 08-09)
( ) não conseguiu diminuir a importância da cena (l. 13-14)
Assinale a alternativa que apresenta a sequência de preenchimento correta dos parênteses, de cima para baixo.
1. ..............drogas e ...............violência são uma séria ameaça ........vida.
2. O problema relativo ........... água deste bairro é .......... poluição.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
O emprego do artigo indefinido no trecho “Em uma visão contemporânea” (l.4-5) indica a possibilidade de existirem outras abordagens educacionais.
A utilização do acento grave indicativo de crase em “quanto às reformulações educacionais e às mudanças” (l.11-12) justifica-se pelo emprego da preposição a, requerida por “quanto” — quanto a —, e do artigo definido, no plural, as, que precede “reformulações” e “mudanças”.

