Questões de Concurso Sobre artigos em português

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Q4406369 Português
Leia o trecho a seguir.
Depois da chuva, as pequenas ruas do bairro ficaram cobertas de folhas. Alguns moradores saíram de casa e começaram a limpeza, enquanto um caminhão municipal recolhia os galhos maiores.
Considerando o emprego dos artigos e dos adjetivos no trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4398383 Português
Texto para a questão


Desaprender é vital


   Para o CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, as empresas não devam ter medo de errar ao adotarem ferramentas de IA em seus processos.

  Inteligência Artificial é a expressão da moda em diversos setores, mas será que as companhias brasileiras estão prontas para a implantação de automação por meio dessa tecnologia em suas práticas do dia a dia? O CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, usou o seu conhecimento na área para escrever o livro “Mindset de IA” (Ed. Gente), no qual aponta que, mais do que mudanças operacionais, as empresas precisam mudar de mentalidade para não ficarem para trás e obterem sucesso quando o assunto é automação e o uso das IAs generativas. Para ele, as corporações precisam se permitir errar com a IA.

  “Os profissionais precisarão desaprender muitas das práticas que utilizaram até hoje e reaprender a extrair o verdadeiro potencial da tecnologia, entendendo como pode gerar valor contínuo para os processos e para o conhecimento da organização. A IA pensa, mas a decisão final e a responsabilidade continuam sendo humanas. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa”, afirma Horn.

   O que o seu livro traz de diferente do que vem sendo debatido sobre IA nas empresas?

  O grande diferencial está em focar no modelo mental (mindset) necessário para a implementação da IA, em vez de tratar o tema apenas como a adoção de uma nova ferramenta técnica. Em vez de se concentrar na simples operação de plataformas, o debate deve ser o que os líderes, executivos e empreendedores precisam desaprender de suas vivências passadas e o que devem reaprender para lidar com essa inovação.

  O principal objetivo do livro é ensinar como compreender o verdadeiro potencial da tecnologia para gerar valor real para o negócio, para os processos internos e para o conhecimento acumulado da organização. O sucesso com a IA não se resume a implementar ou adotar um sistema tecnológico, mas sim a uma necessidade profunda de transformar todo o negócio por meio da adoção de uma mentalidade adequada para usufruir de verdade de tudo o que essa tecnologia tem a oferecer.

 Muitos empresários e executivos ainda temem o uso de IA em processos mais elaborados nas empresas. O que você diria para essas pessoas?

  Executivos e empresários devem encarar o erro nessa implementação como uma parte absolutamente essencial do processo de experimentação com a Inteligência Artificial. Não devem ter medo de estimular ao máximo que as equipes experimentem a tecnologia. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa. O próprio Elon Musk [fundador da Tesla e da Space X, entre outros negócios, e primeiro financiador da OpenAI] comemorou a explosão de um de seus foguetes justamente pelo conhecimento valioso extraído daquele evento. À medida que a empresa treina e aprende com os próprios erros, ela adquire um ganho muito grande de maturidade. Os líderes precisam aceitar esse trade-off e entender que é natural testar diversas abordagens que talvez não tragam retorno financeiro imediato ou que acabem sendo descartadas mais tarde, mas apenas passando por essa fase prática é possível descobrir se realmente vale a pena usar a IA em determinados processos. Cultivar a experimentação contínua e a tolerância à falha é o conselho central para criar o modelo mental adequado e bem-sucedido na adoção dessa tecnologia. Mas claro que o elemento humano vai continuar sendo muito importante, porque a IA pensa, mas é o ser humano que decide. Assim como uma pessoa não deve seguir um aplicativo de rotas cegamente para dentro de uma área perigosa da cidade, as empresas precisam manter o controle final e a responsabilidade de avaliar as decisões da máquina. Essa habilidade é muito mais permanente do que as ferramentas em si.


Disponível em: https://revista.istoe.com.br/wp-content/ uploads/sites/30/2026/05/IstoE-Edicao-36.pdf. Acesso em 16 ago. 2026. 
Observe o trecho e analise as afirmações.

“O sucesso com a IA não se resume a implementar ou adotar um sistema tecnológico, mas sim a uma necessidade profunda de transformar todo o negócio por meio da adoção de uma mentalidade adequada para usufruir de verdade de tudo o que essa tecnologia tem a oferecer”

I. As quatro ocorrências de “a” no trecho se dão pela mesma explicação.
II. Em “a implementar” e “a oferecer”, a construção gramatical da língua segue a mesma lógica linguística.
III. “A uma necessidade” fere a construção da norma culta da língua que, nesse caso, deveria ser “à necessidade”.

Está(ão) CORRETAMENTE analisado(s) o(s) item(ns):
Alternativas
Q4394019 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?


A conexão com ambientes naturais proporciona diversos benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se todos podem colher os mesmos resultados.

Os impactos positivos da natureza em ambientes de saúde são observados há décadas. Na década de 1980, uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um dia antes caso pudessem ver árvores através da janela do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam mais observações negativas da equipe de enfermagem. Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa abordagem. A organização beneficente Maggie's mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que, para alguém em tratamento contra o câncer, o contato com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico. Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um estudo realizado na Snake River Correctional Institution, no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações violentas ao longo de um ano.

A explicação para tais efeitos fundamenta-se em diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia defende que os seres humanos possuem um impulso inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora pesquisas com gêmeos indiquem um componente genético, ainda não foi identificado um gene específico associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas formulam teorias sobre como o tempo passado no meio natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.

O professor associado e diretor do laboratório de meio ambiente e bem-estar da Universidade de Washington, Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A primeira é a hipótese da redução do estresse, que sustenta que ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda vertente é a teoria da restauração da atenção, que aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar distrações e focar na chamada atenção direcionada. Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam e esgotam essa atenção direcionada devido à necessidade constante de desviar de carros, trânsito e ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente, permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em suas pesquisas, Bratman observou melhorias na memória de trabalho em pessoas que caminharam na natureza por cinquenta minutos em comparação com aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a redução do estresse e a restauração da atenção não são teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma conjunta.

Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo japonês que comparou jovens em florestas e em ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso parassimpático, enquanto os outros apresentaram redução. Diante disso, pesquisadores investigam como diferentes tipos de ambientes naturais impactam diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El Paso, no Texas, participantes submetidos a uma situação estressante foram expostos a três cenários em realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem desértica e um ambiente de escritório como grupo de controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

O avanço das pesquisas indica que o contato com a natureza beneficia a saúde da população em geral. Diante do dado de que a maior parte da população mundial reside em vilas e cidades, segundo a Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos diários no humor possam parecer pequenos, a exposição repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no bem-estar ao longo do tempo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais.
No trecho apresentado, determinados vocábulos pertencem a diferentes classes de palavras. Os elementos abaixo estão dispostos fora da ordem correspondente à sequência: pronome → adjetivo → artigo → substantivo.

(__)Participantes
(__)Superior
(__)Os
(__)Que

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4384100 Português

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/161656/T1.png


(Disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/estudo-aponta-esgotamento-emocional-e-
burnout-de-medicos-de-uti – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego das palavras no contexto em que aparecem no texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

(  ) O vocábulo “O”, em “O estudo ouviu 2.338 profissionais em 26 estados e no Distrito Federal”, é um artigo definido que determina o substantivo “estudo”.
(  ) A palavra “elevada”, em “carga horária de trabalho elevada”, é um adjetivo.
(  ) O vocábulo “porque”, em “registra maior estresse, porque lida com um profissional”, é uma conjunção.
(  ) O termo “necessariamente”, em “tomadas de decisões necessariamente ágeis e precisas”, é um adjetivo que caracteriza o substantivo “decisões”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4379988 Português

O futuro nasce em Belém, mas só existe com a Amazônia viva


    Agora que a COP30 na Floresta Amazônica passou e deixou claro o quanto ainda temos de trabalho pela frente na adaptação climática, faço um convite: imagine o mundo sem a Amazônia. Para a ciência, esse cenário deixou de ser apenas uma hipótese distante. Pesquisadores alertam que, se cerca de 20% da floresta for destruída, o bioma pode atingir um ponto de não retorno, entrando em colapso e se transformando, de forma irreversível, em uma savana degradada.

    Não se trata apenas da perda de uma floresta, mas do colapso de um sistema que regula chuvas, estabiliza temperaturas, alimenta rios, garante energia e sustenta a agricultura em grande parte do país. A Amazônia é a infraestrutura invisível que sustenta a vida brasileira.

    Sem ela, o Brasil seria mais quente, mais seco, mais caro e muito mais vulnerável, enquanto o mundo enfrentaria eventos extremos ainda mais frequentes, da escassez de alimentos ao agravamento da crise climática global. Pensar nesse vazio também exige imaginar o destino de um território que hoje simboliza a possibilidade de um futuro diferente: Belém.

    Belém tornou-se um dos principais laboratórios vivos de inovação socioambiental do Brasil. A cidade consolidou um ecossistema onde ciência, cultura e saberes tradicionais se encontram para criar novos modelos de desenvolvimento. Sua vocação como porta de entrada da Amazônia se reafirma com iniciativas que integram clima, tecnologia e identidade territorial.

    Um exemplo é o Parque de Bioeconomia, concebido como um hub de pesquisa, negócios sustentáveis e transformação de ativos da floresta em oportunidades econômicas que respeitam o território. Ele mostra que a Amazônia não é sinônimo de atraso, mas de vanguarda, e que a floresta em pé pode gerar valor, renda e inovação.

    Sem a Amazônia, projetos como esse perderiam o sentido. A bioeconomia amazônica depende da floresta viva: dos compostos naturais que alimentam pesquisas, das cadeias produtivas baseadas em manejo sustentável, dos conhecimentos tradicionais que orientam a inovação e de uma biodiversidade que nenhum laboratório no mundo consegue reproduzir. Um país sem Amazônia seria também um país sem sua mais promissora plataforma de desenvolvimento do século 21.

    Estudos reunidos em “Soluções em Clima e Natureza do Brasil”, dos institutos Arapyaú e Itaúsa, mostram que o Brasil está entre os poucos países capazes de gerar soluções climáticas em escala, com agricultura tropical avançada, energia limpa, bioinsumos e restauração florestal. Nada disso se sustenta sem o equilíbrio climático moldado pela floresta, que garante umidade, energia e reduz o risco de eventos extremos. Sua perda eliminaria essas vantagens, elevaria custos e ampliaria prejuízos econômicos.

     A Amazônia também é um dos polos culturais mais vibrantes do país. A economia criativa amazônica, observada pelo mundo, combina arte, música, moda, gastronomia e narrativas profundamente ligadas ao território. Belém é um de seus epicentros. No Amazonas, Parintins expressa de forma clara como floresta, cultura e economia caminham juntas. O festival movimenta milhões, gera empregos e projeta narrativas amazônicas globalmente. Sem a floresta em pé, manifestações como essa deixariam de existir como são hoje.

    O mais contraditório é que as soluções já existem. O Brasil tem capacidade de restaurar áreas degradadas, fortalecer cadeias de baixo carbono, ampliar a bioeconomia e conectar inovação científica a saberes tradicionais. Belém exemplifica esse futuro possível. O que falta não é tecnologia, mas decisão política e continuidade.

    Pensar no que aconteceria sem a Amazônia não é especulação. É dimensionar a perda econômica, climática, cultural e estratégica que o país enfrentaria. A floresta é mais do que um bioma: é a base do presente e do futuro brasileiro. A pergunta, portanto, não é imaginar o mundo sem Amazônia, mas entender que, sem ela, não há futuro possível.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/. Acesso em: janeiro de 2026.)

Considerando as reescritas do trecho “[...] combina arte, música, moda, gastronomia e narrativas profundamente ligadas ao território.” (8º§), assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase foi empregado INCORRETAMENTE. 
Alternativas
Q4379426 Português
Assinale a alternativa em que a classificação do termo em destaque está INCORRETA.
Alternativas
Q4376751 Português
Livros escritos por inteligência artificial: qual o limite do uso?


     O avanço da inteligência artificial no mercado editorial deixou de ser uma questão futurista e tornou-se um desafio concreto para leitores, editoras e plataformas de publicação. A proliferação de livros gerados automaticamente por algoritmos já forçou grandes empresas a adotarem medidas restritivas para conter o fenômeno.

    O problema vai além da qualidade literária. Foram identificados e-books sobre coleta de cogumelos, publicados nessas plataformas de autopublicação, que indicavam espécies venenosas como se fossem comestíveis. O episódio ilustra como conteúdos gerados por IA sem supervisão adequada podem representar riscos concretos à saúde e à segurança das pessoas. A preocupação é que esse tipo de erro não fique restrito a guias de cogumelos, mas se expanda para obras de saúde e outros temas sensíveis, influenciando a forma como as pessoas pensam e o que consomem. 

    Diante desse cenário, cresce a discussão sobre a necessidade de rotular claramente o que foi produzido por inteligência artificial. A União Europeia já aprovou uma lei de regulamentação de IA que entra em vigor em agosto e exige que empresas identifiquem o que é ou não gerado por algoritmos. A proposta é que o leitor tenha o direito de escolher, sendo informado sobre a origem do conteúdo que consome. Para livros mais técnicos ou manuais, a presença da IA pode ser menos incômoda, mas no campo da literatura, a questão ganha outra dimensão.

    Os dados sobre o uso da inteligência artificial no Brasil reforçam a urgência do debate: 70% dos brasileiros afirmam utilizar IA no trabalho, índice superior à média global de 54%. Quase 30% dos colaboradores no país a utilizam diariamente. A distinção entre usar a IA como ferramenta de apoio — para corrigir erros ou auxiliar na escrita — e delegar a ela a criação integral de uma obra é apontada como um ponto central da discussão. Com o avanço tecnológico, surge ainda outra questão: em breve, será possível identificar se um texto foi escrito por um humano ou por uma máquina?


Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
Se a palavra “problema” fosse flexionada para o plural na frase “O problema vai além da qualidade literária.” (2º parágrafo), quantas outras palavras sofreriam alteração? 
Alternativas
Q4376527 Português
Na frase “A pesquisadora apresentou uma hipótese aos estudantes”, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4376425 Português
Em “A produção de alimentos continua importante”, a palavra destacada é: 
Alternativas
Q4376423 Português
No trecho “milhares de famílias brasileiras deixaram as áreas rurais”, a palavra destacada é: 
Alternativas
Q4368764 Português

Para responder à questão, teia o texto abaixo.



A tensão entre o universal e o local na implementação

dos Direitos Humanos



    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.

    O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.

    A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.

    Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.

    A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.



Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).

Com relação à estrutura sintática e à morfossintaxe da oração O documento estabeleceu um conjunto de direitos, analise as partes que seguem:



(1ª parte): O vocábulo O classifica-se moíologicamente como artigo definido e atua sintaticamente como adjunto adnominal do núcleo do sujeito documento. 


(2ª parte): A expressão de direitos exerce a função sintática de objeto indireto da oração, visto que é introduzida pela preposição de. 


(3ª parte): A oração encontra-se estruturada na voz atíva, visto que o sujeito O documento executa a ação expressa pelo verbo estabeleceu.



Pode-se afirmar que 

Alternativas
Q4357084 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa


Especialistas brasileiros, espanhóis e argentinos alertam contra generalizações e diretor de Observatório da Discriminação Racial no Futebol questiona: 'Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo?'

Por Lucas Altino
19/07/2026


Mais uma vez sem o Brasil na final da Copa do Mundo, torcedores passaram ___ reunir argumentos para escolher entre Argentina e Espanha na decisão de hoje. ___ rivalidade, ___ idolatria por Messi e ___ preferência por estilos de jogo somou-se uma questão mais profunda: o racismo. Casos protagonizados por argentinos alimentam ___ rejeição ___ seleção campeã mundial, enquanto a perseguição sofrida por Vini Jr. nos estádios espanhóis impede que o adversário seja tratado como uma escolha moralmente simples. Para especialistas, o debate pode ampliar ___ conscientização, mas se torna uma armadilha quando reduz um país inteiro ao comportamento de parte de sua população e transforma o racismo num problema sempre atribuído ao outro.

[...]

A discussão não se limita às arquibancadas. Depois do título da Copa América de 2024, Enzo Fernández transmitiu uma celebração de jogadores argentinos com um canto racista contra atletas franceses. O episódio ajuda a explicar por que a falta de manifestações mais contundentes de integrantes da seleção, especialmente Messi, passou a ser interpretada por brasileiros como omissão diante do problema. Nesta Copa, porém, não houve até agora acusação de ato racista praticado por jogadores argentinos.

Durante a fase de grupos, a Fifa identificou 89 mil mensagens ofensivas nas redes sociais, aumento de 33% em relação ao mesmo período da Copa de 2022. Segundo a entidade, 11% tinham caráter racista. Para Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, os números contrastam com a falta de informações sobre punições concretas.

[...]

— O grande problema é generalizar todo argentino como racista. Isso é perigoso e não contribui para o debate. No Brasil, o debate é mais avançado, enquanto na Argentina dizem que os atos racistas fazem parte do folclore. A diferença está nas ações das entidades — explicou.

A comparação com a Espanha reforça a contradição. Vini Jr. tornou-se alvo de uma das perseguições racistas mais televisionadas do futebol recente. Em 2023, os ataques provocaram uma reação diplomática e cobranças públicas do presidente Lula. No ano seguinte, três torcedores do Valencia foram condenados a oito meses de prisão e proibidos de frequentar estádios por dois anos. Foi a primeira condenação desse tipo na Espanha, seguida por outras punições. As medidas representam respostas concretas, mas não necessariamente uma mudança estrutural. Antumi Toasijé, historiador e professor da Universidade de Nova York em Madri, considera as condenações insuficientes porque não foram acompanhadas por alterações na legislação ou por novas políticas públicas.

[...]

Toasijé também criticou as declarações do ex-primeiro-ministro da Espanha Mariano Rajoy, que disse que a seleção francesa não seria composta por franceses.

— Esse tipo de declaração contribui para o crescimento do racismo. Ela expressa uma ideia presente em parte da sociedade de que uma pessoa não branca não pode ser europeia. A política está relacionada ao futebol e o esporte também está relacionado à política. Enquanto não houver medidas contundentes para enfrentar o racismo, esse tipo de incidente continuará acontecendo e tende a aumentar.


Olhar o próprio espelho

O historiador brasileiro Delton Aparecido Felipe, da Universidade Estadual de Maringá e coordenador de políticas de ações afirmativas dos pesquisadores negros, também rejeita a tentativa de eleger um país como símbolo único do problema. Embora reconheça diferenças entre as sociedades e considere o Brasil mais avançado na adoção de mecanismos de combate, ele defende que a comparação se concentre nas respostas institucionais.

— O racismo é uma estrutura de poder que perpassa todas as culturas nacionais. Eleger só um país como racista é perder o foco. O racismo atravessa as sociedades ocidentais, o Brasil, a Espanha, a Inglaterra, a Argentina. O foco da discussão tem que ser o que está sendo feito para combatê-lo institucionalmente, sejam os países ou os responsáveis pelos eventos — explica o especialista, que também criticou as generalizações — Na Argentina, por exemplo, existe movimento negro organizado. O Brasil, com suas estratégias e dispositivos de combate, está anos luz à frente da Argentina, mas não é verdade que todo argentino é racista.

Para Marcelo Carvalho, a facilidade de apontar o racismo estrangeiro também permite ao brasileiro evitar o próprio reflexo. A indignação despertada durante a Copa só terá consequência, diz, se sobreviver à competição e alcançar os casos registrados cotidianamente no futebol nacional:

— O brasileiro debate mais o racismo quando não é o nosso racismo, o racista é sempre o outro. Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo e discutir o racismo que existe aqui ou vamos nos silenciar de novo?

[...]


Fonte: Adaptado de O Globo. ALTINO, Lucas. Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa. 19 jul. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/07/19/espanha-x-argentinacomo-o-racismo-virou-argumento-e-armadilha-paradecidir-torcida-na-final-da-copa.ghtml. 
Considerando o emprego da crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do primeiro parágrafo:
Alternativas
Q4351817 Português

Leia o texto e responda a questão:


O menino maluquinho


A pipa que

o menino maluquinho soltava

era a mais maluca de todas

rabeava lá no céu

rodopiava adoidado

caía de ponta-cabeça

dava tranco e cabeçada

e sua linha cortava

mais que o afiado cerol.

E a pipa

quem fazia

era mesmo o menininho

pois ele havia aprendido

a amarrar linha e taquara

a colar papel de seda

e a fazer com polvilho

o grude para colar

a pipa triangular

como o papai

lhe ensinara

do jeito que havia

aprendido

com o pai

e o pai do pai

do papai...


(ZIRALDO. O menino maluquinho. 64. ed. Melhoramentos,1998. p.48-49. (fragmento)

Analise a citação
“A pipa que o menino maluquinho soltava era a mais maluca de todas”
Assinale a alternativa que corresponde a classificação das palavras em destaque.
Alternativas
Q4341883 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas das linhas 14, 15, 26 e 43, nesta ordem. 
Alternativas
Q4340344 Português
Com barreira do mercado chinês, exportação de carne bovina cai 22% em agosto
Depois de atingir o limite estipulado pela China, Brasil registra queda nas exportações de carne bovina

    O Brasil começa a sentir os efeitos da barreira comercial imposta pela China. Em agosto, as exportações totais de carne bovina brasileira somaram 233 toneladas. O volume é 22% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025. Em reais, houve queda de 15% na mesma comparação. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
    Para proteger os seus produtores locais que se sentem pressionados pelos preços do Brasil, a China criou no ano passado um limite de exportação da carne bovina brasileira. Até 1,1 milhão de tonelada, a alíquota é de 12%. Depois, há uma sobretaxa de 55%.
    O Brasil já atingiu a cota e para os pecuaristas brasileiros não vale a pena enviar com taxa extra. Em agosto, a China recebeu 19 mil toneladas de carne bovina brasileira, uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em receita, foram US$ 100 milhões – recuo de 88,6%.
     “Esse movimento já era esperado pelo setor. Houve uma antecipação importante dos embarques para a China no primeiro semestre e, com o esgotamento da cota, o fluxo naturalmente diminuiu. O desafio agora é continuar ampliando a presença brasileira em outros mercados”, afirma o presidente da ABIEC, Roberto Perosa.
    A China é o maior comprador de carne bovina do Brasil. Para amenizar a redução, pecuaristas buscam novos destinos ou reforço nos que já existem. É o caso dos Estados Unidos, cuja exportação registrou alta de 276% em relação a agosto de 2025.

Fonte: RIBAS, Raphaela. Revista Oeste. Com barreira do mercado chinês, exportação de carne bovina cai 22% em agosto. https://revistaoeste.com/economia/brasil-registra-quedanas-exportacoes-de-carne-bovina/ (adaptado). 
De acordo com as regras de Morfologia, assinale a alternativa cujo vocábulo em destaque esteja devidamente classificado. 
Alternativas
Q4327098 Português

TEXTO I


O homem, o menino e o burro



Um Homem e o seu filho iam um dia com o seu Burro para o mercado. Enquanto caminhavam ao lado do Burro, um homem do campo passou por eles e disse:


 - Seus tolos, para que serve um burro senão para montar? Então o Homem pôs o Menino em cima do Burro e seguiram o seu caminho. Mas logo passaram por um grupo de homens, um dos quais disse:


- Vejam aquele Menino preguiçoso, deixa o pai andar enquanto ele monta!


Então o Homem mandou o Menino descer e montou ele próprio. Mas ainda não tinham ido longe quando passaram por duas mulheres, uma das quais disse à outra:


- É uma vergonha para aquele preguiçoso deixar o seu pobre filho a passear.


O Homem não sabia o que fazer, então acabou por levar o Menino junto de si em cima do Burro. Por esta altura, já tinham chegado à cidade e os transeuntes começaram a troçar e a apontar para eles. O Homem parou e perguntou-lhes de que é que estavam a zombar. Os homens disseram-lhe:


- Não tens vergonha de sobrecarregar esse teu pobre Burro com teu peso e o de teu filho?


O Homem e o Menino desceram e tentaram pensar no que fazer. Pensaram e pensaram, até que finalmente cortaram uma árvore, ataram os pés do burro a ele e levantaram o poste e Burro aos ombros. Foram andando no meio das gargalhadas de todos os que os encontravam até chegarem à Ponte do Mercado, quando o Burro, soltando uma das patas, deu um coice e fez com que o Menino deixasse cair a ponta do galho. Na luta, o Burro caiu sobre a ponte e, com as patas dianteiras atadas, afogou-se.


- Isto vai ensinar-vos, disse-lhes um velho que os tinha seguido: - Agradai a todos e não agradareis a ninguém.



ESOPO. 82 Histórias. Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/fabulas-esopo com.html#google_vignette. 

Aponte a alternativa cuja indicação morfológica entre parênteses esteja correta em relação à palavra destacada. 
Alternativas
Q4315507 Português
Leia o período:
“Os servidores responderam muito rapidamente às questões da prova.”
Considerando a classificação morfológica tradicional das palavras destacadas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FADCT Órgão: CONSUD - PR Prova: FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Motorista |
Q4315314 Português
Assinale a alternativa em que a classificação dos artigos destacados está CORRETA.
Alternativas
Q4294841 Português
No trecho “...uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos.” (linha 02), o termo destacado classifica-se como:
Alternativas
Q4290983 Português

[...] Uma pesquisa do departamento de ciências agrárias da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) mostrou que a Caatinga é o bioma brasileiro com melhor desempenho na captura de gases do efeito estufa, especialmente em períodos chuvosos. Em alguns anos, o bioma — que é exclusivo do Brasil e corresponde a 11% do território nacional — foi responsável por cerca de 50% de toda a captura de gás carbônico no país.


O [mestre em agroecologia Carlos Magno] lamenta os falsos estigmas e o desconhecimento de grande parte da população acerca da Caatinga, sempre atrelado à pobreza, seca e sofrimento. "Essa é uma história que foi contada e na qual acreditamos por muitos anos. Há uma grande responsabilidade da mídia hegemônica sobre isso, porque ela contou essa história para as pessoas de outras regiões do Brasil e também para nós. Os outros passaram a vida inteira falando dos nossos problemas, mas é hora de falarmos de criatividade, inovação, geração de renda, dignidade, resiliência e adaptação climática a partir dos territórios e das comunidades onde as pessoas vivem", defende.          


(Disponível em: https://sl1nk.com/o825lj6. Acesso em: 30 jul. 2026. Adaptado.)

Há no texto três ocorrências da palavra "uma". Ela pode ser artigo indefinido ou numeral, o que dependerá do contexto em que está inserida. Identifique no texto a função exercida pela palavra "uma" e analise as sentenças a seguir. Assinale a alternativa em que a palavra destacada é um numeral:
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: B
4: B
5: D
6: C
7: B
8: A
9: D
10: C
11: C
12: A
13: D
14: B
15: E
16: B
17: A
18: C
19: B
20: B