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Questões de Concurso Sobre artigos em português

Foram encontradas 1.236 questões

Q1678218 Português
Leia o texto. Um poema de João Cabral de Mello Neto.

Antes da leitura, saiba que o poema é composto por estrofes que contêm versos (linhas). Este tem quatro estrofes com quatro versos cada uma delas.


O ovo da galinha

O ovo revela o acabamento
a toda mão que o acaricia
daquelas coisas torneadas
num trabalho de toda vida.

E que se encontra também noutras
que entretanto mão não fabrica:
nos corais, nos seixos* rolados
e em tantas coisas esculpidas

cujas formas simples são obra
de mil inacabáveis lixas
usadas por mãos escultoras
escondidas na água, na brisa.

No entretanto, o ovo e apesar
da pura forma concluída,
não se situa no final:
está no ponto de partida.
(*pedras)
Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q1675721 Português
Há uns que querem tomar a vacina, outros não. Um dos pontos mais importantes a considerar, em tal polêmica, é o fato de que vivemos no mundo com os outros.
Considerando o texto, a palavra tal é um
Alternativas
Q4166862 Português

A notícia sobre a mancha de óleo nas praias do Nordeste brasileiro pautou os noticiários da imprensa brasileira. Considerando esse assunto, leia o texto I para responder à questão:



Texto I 


Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema

Petróleo cru atinge 200 localidades em 78 municípios de 9 estados. Petrobras diz que óleo não é produzido nem comercializado pela companhia.


As manchas de petróleo em praias do Nordeste já atingiram 200 localidades em 78 municípios de 9 estados desde o início de setembro — o balanço mais recente do governo é desta segunda (21). A substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. O fenômeno tem afetado a vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas. A origem do material poluente está sob investigação [...]


1. Onde e quando o problema surgiu?

Inicialmente o Ibama divulgou que as primeiras manchas apareceram em 2 de setembro nas cidades de Ipojuca e Olinda, em Pernambuco. No entanto, em atualizações mais recentes, o instituto concluiu que os primeiros registros surgiram ainda em 30 de agosto na Paraíba, nas praias de Tambaba e Gramame, no município de Conde, e na Praia Bela, em Pitimbu.


2. Quantos estados foram atingidos?

O balanço de 21 de outubro aponta que 200 localidades em 78 municípios de 9 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.


3. Quem investiga?

As investigações são conduzidas pela Marinha em coordenação com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), a Polícia Federal, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a Força Aérea Brasileira. Participam ainda os governos de alguns estados e municípios afetados. O Ibama e a Capitania dos Portos solicitaram apoio da Marinha e da Petrobras na elaboração de laudos sobre a substância. Há ainda pesquisas sobre o material em andamento na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA).


4. O que dizem os órgãos?

O presidente Jair Bolsonaro disse suspeitar de um incidente criminoso e que a investigação é “bastante complexa”. Sem citar nome, afirmou que existe um país “no radar”. “Pode ser algo criminoso, pode ser um vazamento acidental, pode ser um navio que naufragou também. Agora, é complexo. Temos, no radar, um país que pode ser o da origem do petróleo e continuamos trabalhando da melhor maneira possível”, disse Bolsonaro [...]. “Cada petróleo teria entre aspas um DNA específico. Então, esse conteúdo de moléculas que está em cada amostra é que me permite diferenciar um petróleo do outro e correlacioná-los, buscar semelhanças ou diferenças. Então a gente, grosseiramente, pode dizer que cada petróleo tem um DNA diferente”, afirmou o geólogo Mário Rangel, gerente do laboratório de geo-química da Petrobras. Barris da empresa Shell foram encontrados com óleo que, segundo análise da Universidade Federal de Sergipe, eram a mesma substância identificada nas praias. Porém, a Shell afirmou que provavelmente seus barris foram reutilizadas por terceiros, pois os barris são de lubrificantes, ela mesma não faz esse tipo de reaproveitamento de embalagens e tampouco transporta barris em rotas transatlânticas. 


5. Quais as possíveis origens?

Até 21 de outubro, não havia conclusões sobre as origens do material. A Marinha está fazendo o monitoramento de navios para identificar a origem do petróleo. No dia 9, a Marinha anunciou que iria notificar 30 navios suspeitos na investigação. O presidente da Petrobras, Castello Branco, disse que ainda não é possível dizer de onde o óleo veio, mas aponta três hipóteses: um navio afundado; um acidente durante a passagem de óleo de um navio para outro; despejo criminoso. A primeira hipótese levantada por especialistas é que a contaminação seja de navios petroleiros, que poderiam ter efetuado uma limpeza em tanques e descartado os rejeitos no mar [...]. O resultado da análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reforça a teoria de que o óleo não veio boiando pelo oceano até atingir as praias, mas que estava submerso.


6. Quais os riscos para as pessoas?

O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminações variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. A substância é tóxica. É importante que a população evite contato direto com o material encontrado nas praias [...]. 


7. Quais os riscos para os animais?

Os animais marinhos podem ser afetados tanto pela ingestão da substância quanto pelo contato com líquido que gruda e compromete a locomoção. A oceanógrafa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Maria Christina Araújo alerta que o ecossistema do litoral brasileiro é frágil. “No manguezal, um ambiente com biodiversidade excepcional, é praticamente impossível remover o óleo. O dano pode ser irreparável e os ecossistemas levarão anos para se recuperar”, afirma [...].


8. O problema está diminuindo ou aumentando?

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou em 8 de outubro que é um “desastre muito preocupante” e não há sinais de que está retrocedendo. A impressão é confirmada por quem acompanha a situação nas praias: as manchas estão “cada vez maiores”, diz presidente do Instituto Biota de Conservação, Bruno Estefanis [...].


9. Já houve casos assim no Brasil?

Em abril, manchas de óleo surgiram na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, atingindo as praias de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. O acesso às praias chegou a ser interditado durante uma manhã para a retirada do material, de acordo com a Secretaria de Ambiente de Arraial do Cabo. Após análise, foi comprovado que as placas de óleo eram resíduos de operações da Petrobras. No atual caso, a Petrobras afirma que não tem ligação com o problema. 


(Disponível em https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/09/26/manchas-de-oleo-no-nordeste-o-que-se-sabe-sobre-o-problema.ghtml. Acesso em 27/09/19)

Do ponto de vista da classificação gramatical, considerando o emprego das palavras que formam a oração “A substância é tóxica”, a sequência que apresenta a CORRETA classificação é: 
Alternativas
Q2178182 Português
    Adaptado
    A terceira edição da pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção ouviu estudantes dos ensinos fundamental e médio e mostrou que 64% deles "consideram importante" ter psicólogo na escola para atendê-los.
    Os jovens querem profissionais de psicologia na escola "tanto no apoio para lidar com sentimentos, quanto para orientar sobre o que venham a fazer no futuro".
    "Há uma preocupação entre os alunos de que as escolas apoiem no desenho do futuro deles", destaca Tatiana Klix, diretora da Porvir, uma plataforma que produz conteúdos de apoio a educadores, que também esteve à frente da pesquisa.
    A atuação permanente de psicólogos nas escolas está prevista em projeto de lei (PL) aprovado pelo Congresso Nacional.
    A pesquisa ouviu 258.680 estudantes, de 11 a 21 anos, de todo o Brasil. A maior participação na pesquisa foi de estudantes da Região Sudeste (63,5%). A maioria passou a maior parte da vida escolar em escolas públicas (93,4%), tinha de 15 a 17 anos (58%), é formada de meninas (52%) e se define de cor parda (42%).

Fonte: https://www.metrojornal.com.br/foco/2019/11/30/maioriaestudantes-psicologo-escolas.htm
Leia o trecho: "Há uma preocupação entre os alunos de que as escolas apoiem no desenho do futuro dele", destaca Tatiana Klix, diretora da Porvir, uma plataforma que produz conteúdos de apoio a educadores, que também esteve à frente da pesquisa" e assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q2027775 Português
Assinale a alternativa que apresenta o correto artigo para preencher a lacuna na linha
Alternativas
Q1913553 Português

Analise as afirmativas a seguir:


I. Algumas palavras na Língua Portuguesa possuem a escrita ou pronúncia idênticas, mas carregam significados distintos. Esse é o caso de “censo” e “senso”.

II. Chama-se artigo definido ou simplesmente artigo (o, a, os, as) o termo que se antepõe a um substantivo, com reduzido valor semântico demonstrativo e com função precípua de adjunto desse substantivo.


Marque a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q1832078 Português
O desgaste das lives e a banalização da pandemia
Gregory Combat
    Desde o início da pandemia, o formato das lives se tornou grande alavanca do uso das redes com apresentações de todos os segmentos, com destaque para as atrações musicais que chegaram a alcançar mais de 3 milhões de pessoas em tempo real. De acordo com os dados da plataforma do Google Trends, que monitora as palavras-chave mais buscadas na internet, entre abril e maio, ocorreram picos de buscas pela palavra “live”.
    Marília Mendonça, que alcançou 3,31 milhões de espectadores simultâneos, e Jorge e Mateus, que tiveram 3,24 milhões, demonstram a potência do formato que começou a disputar em níveis de equidade a audiência em horário nobre da televisão aberta.
    Não só na música, como no teatro, literatura, dança, as lives possibilitaram novas formas de conexão e interação. Mas como isso tudo aconteceu em uma explosão e saída emergencial para toda uma cadeia produtiva, a saturação no número de transmissões começou a diluir o público. Pense, por exemplo, em milhares de canais tentando chamar a atenção do espectador para suas demandas.
    E não só do espectador que se vive uma live, muitas são pensadas para exibição dos patrocinadores, para exibirem suas marcas ou montarem a cenografia de acordo com seu conteúdo. Tudo evoluiu tão rápido que começamos a ter comerciais dentro das transmissões ao vivo. O nível de visibilidade e a nova forma de distribuição do mercado se reestruturaram nesse curto período de tempo.
    Já no último mês nos deparamos com um declínio agudo tanto no interesse do público e da busca pelas lives, como na produção dos próprios artistas nessa plataforma.
    Esse desinteresse reflete também a flexibilização e o processo de retorno gradual às atividades, depois de mais de 150 dias de confinamento. A meu ver, elas também estão ligadas a outro detalhe: quando surgiram, as lives tinham uma finalidade social de mobilização que unia as pessoas em um momento de exceção e dúvida, mas com o passar do tempo se tornaram apenas mais uma atração comum, mesmo para quem permanece em casa.
[..]
    O que precisamos insistentemente questionar é que todos esses processos estão ligados, em nosso país, a banalização da pandemia. Enquanto acontece a flexibilização, chegamos ao marco de mais de 100 mil mortes [...].
Quanto às classes de palavras, no trecho “as lives possibilitaram novas formas de conexão e interação”, as palavras destacadas podem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q1813024 Português
Leia o texto para responder a questão.

Cuidados com excesso de peso previnem problemas mentais
Mais de um quinto da população brasileira é obesa, segundo dados do Ministério da Saúde

    Janeiro é considerado o mês de conscientização e prevenção da Saúde Mental. Transtornos psíquicos, como a depressão, a bipolaridade e a esquizofrenia, podem estar relacionados a problemas digestivos, como a obesidade, doença que afeta 23,2% dos brasileiros, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para especialistas, políticas públicas e conscientização devem enfocar a prevenção e o tratamento adequado.
     “A obesidade - quando a divisão do peso do indivíduo pelo quadro de sua altura é igual ou superior a 30 - é um fator de risco para diversas doenças, como hipertensão, diabetes e diversos tipos de câncer, e tem ligação com transtornos psíquicos, como a depressão”, explica a Drª Elaine Moreira, médica da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
    Segundo o Dr. Adriano Segal, médico psiquiatra, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), a relação entre os transtornos psíquicos e os problemas digestivos é complexa, envolvendo características não apenas de saúde, mas morais, simbólicas, históricas, sociais e políticas.
    “Hoje podemos dizer que, em alguns casos, há aspectos causadores comuns, como estados inflamatórios e problemas de microbiota intestinal. Mas, em outros casos, há quadros mais associados ao excesso de peso, como os transtornos alimentares, e ao tratá-los, existe uma melhora psiquiátrica”, detalha Segal.
    Para a médica gastroenterologista, ter bons hábitos de vida e gerenciar o estresse é fundamental. “Desde a gestação se pode prevenir a obesidade. Há pesquisas que mostram que quando tem um familiar obeso a chance de a criança se tornar obesa é de 40%. E quando ela tem dois familiares, aumenta para 80%. Por isso, é importante prestar atenção nos alimentos que se leva para dentro de casa e na forma como se relaciona com a comida”.
    “Quando for necessário, vale procurar tratamento, pelo qual se busca uma redução racional do peso. A modificação dos hábitos de vida, como a mudança na alimentação e a prática de atividades físicas, não beber em excesso e não fumar são modos de prevenir a obesidade e as doenças relacionadas”, complementa o médico da ABESO.

Disponível em https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/1216892/cuida dos-com-excesso-de-peso-previnem-problemas-mentais
No segundo parágrafo, explica-se quem é Eliane Moreira, por meio de um
Alternativas
Q1809425 Português
Leia o texto para responder a questão.

O leão e o rato
   Certo dia, estava um leão tirando um cochilo quando um ratinho começou a correr por cima dele. O leão acordou, agarrou-o, abriu a boca e preparou-se para o engolir.
  - Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe um dia não precisarás de mim?
   O leão deu uma gargalhada bem alta com esta ideia, onde já se viu, um rato ajudar um leão forte e rápido, o leão achou tão engraçado que deixou o ratinho partir.
   Dias depois, o leão caiu numa armadilha. Como os caçadores queriam vender o leão vivo, e por isso, amarraramno a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.
   Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o leão se encontrava, roeu as cordas que o prendiam e libertou o leão dos caçadores.
   E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.
   Moral da história: não devemos subestimar os outros.
Adaptado de https://www.pensador.com/frase/ODEwNDAw/
Assinale a alternativa que apresenta um artigo.
Alternativas
Q1801815 Português
TEXTO 
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. - Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O Pequeno Príncipe, capítulo XXI. Tradução: Dom Marcos Barbosa. Editora Agir.
No trecho "Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo", os termos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q1797890 Português

Leia o texto para responder a questão


Slow fashion, uma tendência de moda sustentável – e

de empreendedorismo

A indústria fashion é a segunda que mais polui o meio ambiente.

Por isso, surge um movimento que prega o consumo

consciente de roupas e acessórios

Por Fernanda Colavitti  


        Quando criaram a marca Coletivo de Dois, em 2014, os estilistas Hugo Mor, de 33 anos, de Goiás, e o paulistano Daniel Barranco, de 42, queriam fazer roupas diferentes das que existiam no mercado. A ideia da dupla era criar usando materiais baratos, como sobras e tiras de tecido.

        Com isso na cabeça, eles juntaram 500 reais em retalhos e uma máquina de costura e criaram a primeira coleção, com 127 peças. “Enchemos uma mala e nos mudamos de Goiânia para São Paulo para participar de feiras e eventos”, afirma Hugo

       Na época, ambos sequer tinham ouvido falar na expressão slow fashion — tendência que aplica os conceitos de sustentabilidade e reutilização de materiais no mundo da moda. “Foi apenas quando aparecemos em uma reportagem sobre o movimento que percebemos que a marca se encaixava”, afirma Daniel.

        De lá para cá, o Coletivo de Dois abriu uma loja no centro de São Paulo e já produziu mais de 3.000 peças, reaproveitando, por ano, 150 quilos de tecido. Segundo os empresários, quase 1 tonelada de sobras deixou de ser descartada.

        O slow fashion (ou “moda lenta”, numa tradução literal) não é uma tendência exatamente nova. A expressão surgiu ainda na década de 1990, na Itália, e deriva de outro movimento, o slow food, que propõe uma forma mais consciente de se alimentar. Assim como o irmão da culinária, o slow fashion está atrelado a hábitos de consumo responsáveis, valorização de produtores locais e produção de itens com mais qualidade e durabilidade. “A tendência é um contraponto ao conceito de fast fashion, que dominou as décadas anteriores e consiste em grandes lojas de departamento produzindo coleções novas a cada semana”, diz José Luís de Andrade, professor de moda no Centro Universitário Senac, em São Paulo.

[...]

Disponível em https://vocesa.abril.com.br/empreendedorismo/slow-fashion-uma-tendencia-de-moda-sustentavel-e-de-empreendedorismo/

Analise: “A expressão surgiu ainda na década de 1990” e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos vocábulos em destaque.
Alternativas
Q1786736 Português

Ou agimos agora ou será tarde demais

O clima não espera: cientistas do IPCC alertam que combater

o aquecimento global exige mudanças sem precedentes,

mas ainda é possível se não perdermos tempo;

e nossas florestas são motivo para ter esperança

por Rodrigo Gerhardt


    O time mais robusto de cientistas do mundo, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), divulgou nesta segunda-feira, na Coreia do Sul, um novo relatório sobre o caminho para limitar o aquecimento global a 1.5 grau e assim cumprir o histórico Acordo de Paris. É uma tarefa que envolve escolhas difíceis e urgentes, e só poderá ser alcançada se não perdermos mais tempo. Para líderes politicos e corporativos, a mensagem é clara: “Ajam agora!”.

    Atualmente, já enfrentamos 1 grau Celsius de aquecimento. Para os cientistas da ONU, que revisaram mais de 6 mil estudos, estamos muito próximos de atingir 1.5º C e até mesmo chegar a 2º C de aquecimento já na primeira metade do século, ou seja, logo daqui trinta anos. Este é o nível mínimo seguro para a forma como vivemos no planeta. A única solução possível, diz o relatório, é reduzir pela metade até 2030 a emissão de gases que esquentam o planeta, para então zerá-las em 2050, além de absorver parte do carbono que já está na atmosfera. Neste caminho não bastam só novas tecnologias e energia limpa – as florestas também terão papel fundamental.

    “No cenário traçado pelo IPCC, o futuro da humanidade depende não apenas de eliminarmos os combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, e zerar o desmatamento em escala mundial para reduzir as emissões, mas também proteger florestas, savanas e outras formas de vegetação natural para capturar o excesso de CO2 que já está na atmosfera e o que ainda será emitido na fase de transição para uma economia neutra em carbono”, diz o estrategista internacional de Florestas do Greenpeace, Paulo Adário.

    Para ele, a melhor e mais aceitável forma de fazer isso é adotar um ambicioso programa de restauração das florestas degradadas em escala global. “Afinal, as árvores são ‘usinas’ naturais de captação de carbono desenvolvidas e testadas há milhões de anos”, afirma.

    No Brasil, líderes políticos e empresariais têm o dever de ampliar os compromissos já assumidos com a comunidade global e adotar as medidas necessárias para nos proteger dos impactos que já estão sendo sentidos, como secas severas prolongadas e tempestades com força recorde. “Além de acelerar a transição para uma matriz energética 100% limpa e renovável, o país tem o desafio de revolucionar o setor agropecuário – que responde por cerca de 70% das emissões brasileiras, incluído ao ‘pum’ dos rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento de novas áreas – e trazê-lo para um patamar sustentável”, afirma.


Disponível em https://www.greenpeace.org/brasil/blog/ou-agimos-agora-ou-sera-tarde-demais/?gclid=EAIaIQobChMI3tOxh57c6AIVRwmRCh00vQZTEAAYASAAEgI WhvD_BwE

Analise: “o futuro da humanidade depende não apenas de eliminarmos os combustíveis fósseis, como carvão e petróleo” e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos vocábulos em destaque.
Alternativas
Q1771348 Português
Leia o texto para responder a questão.

Dom Quixote
Miguel de Cervantes
Há aproximadamente quatrocentos anos, na aldeia de La Mancha, na Espanha, vivia um fidalgo de poucas posses materiais, mas muitos livros, e que adorava experimentar os desafios da vida e cujo passatempo era ler contos e mais contos de cavalaria.
Era este nobre senhor alto, magro, de cinquenta e poucos anos, queixo pontiagudo, cabelo grisalho desgrenhado e certo ar de loucura no olhar. De sobrenome Quixada ou Quesada, embora não rico, era muito conhecido pelos lavradores e tinha fala de boa pessoa entre os moradores da comunidade em que vivia. [...]
Em “Era este nobre senhor alto, magro, de cinquenta e poucos anos, queixo pontiagudo, cabelo grisalho, desgrenhado e certo ar de loucura no olhar”, as palavras destacadas pertencem a qual classe de palavras?
Alternativas
Q1771015 Português
Leia o texto para responder a questão.


Cerca de 900 mil pinguins-rei desapareceram do mundo
Uma das principais explicações para o desaparecimento das
aves é que elas migraram pela rota marítima e não voltaram
para a sua ilha de origem
   Pesquisadores estão querendo entender o que causou o desaparecimento de 900 mil pinguins-rei da ilha vulcânica Île Aux Cochons, que fica localizada entre Madagascar e a Antártica. Os profissionais realizaram uma expedição no local com o intuito de descobrir o que aconteceu. No entanto, nenhuma das hipóteses que haviam sido levantadas foi comprovada. 
   A expedição foi realizada no final de 2019 e garantiu a descoberta de diversos espaços vazios na ilha, que até então, segundo a revista Science, era a maior agregação da espécie do mundo nos últimos anos e a segunda maior colônia entre todas as 18 espécies de pinguins. Segundo os cientistas, uma das principais explicações para o súbito desaparecimento dos animais é que eles migraram pela rota marítima e não voltaram para a sua ilha de origem. O que leva a crer que foi dessa forma que a colônia foi dispersada, já que os animais não foram localizados em ilhas próximas.  
   No entanto, apesar da possível explicação, o mistério aumenta quando se coloca em evidência as características da espécie, já que normalmente os pinguins-rei são fieis ao local de nascimento e de primeira reprodução. 
   Durante a expedição, os cientistas instalaram na ilha armadilhas e câmeras de visão noturna para procurar gatos e ratos, conhecidos por se alimentarem de ovos de filhotes de aves marinhas. Os pesquisadores também coletaram amostras de sangue de pinguim e desenterram os ossos de alguns para identificar doenças ou mesmo mudanças na dieta que poderiam sugerir alguma pista, no entanto nada foi identificado.
   Sem qualquer evidência de erupção vulcânica ou tsunami, o desaparecimento causado por algum desastre ambiental também foi descartado. O fato é que muitos dados ainda precisam ser processados para que se saiba o que de fato ocorreu com as aves.
Disponível em https://espacoecologiconoar.com.br/cerca-de-900-mil-pinguins-reidesapareceram-do-mundo/
Assinale a alternativa que apresenta um artigo definido.
Alternativas
Q1758432 Português

Feita a leitura do fragmento textual abaixo exposto, responda à questão.


As novas engrenagens do trabalho

Processos industriais com máquinas cada vez mais inteligentes requerem qualificação da mão de obra que as opera


[Comparar a atual rotina de um cidadão comum com a de alguém que viveu há apenas 30 anos mostrará significativas diferenças. Percebe-se isso nas transações bancárias, cada vez mais eletrônicas. Nas opções de para alugar ou assistir a um filme, hoje a um clique de nossas mãos, assim como na forma de se comunicar com outras pessoas, intensamente mais instantânea. ]* [Esse cenário denota a profunda transformação pela qual o mundo vem passando e que não dá sinais de terminar, com reflexos diretos no mercado de trabalho, como a extinção de diversas profissões e o surgimento de novas, em processo que só tende a se acelerar.]*

    

      Um estudo da consultoria McKinsey chamado Jobs lost, Jobs gained: workforce transitions in a time of automation (“Empregos perdidos, empregos conquistados: transições da força de trabalho em um momento de automação”), de 2017, projeta que 60% das ocupações terão pelo menos 30% de suas atividades automatizadas até 2030. As tarefas recorrentes e repetitivas são as primeiras da fila. São consideradas atividades mais operacionais e que exigem menor qualificação do trabalhador.

    

    Segundo pesquisa do fórum Econômico Mundial denominada The future of Jobs (“O futuro dos empregos”), de 2018, a previsão é de que 75 milhões de ocupações podem desaparecer em decorrência do avanço tecnológico. Em compensação, 133 milhões de postos devem ser criados, ainda que com outras características, já adaptados à nova divisão de trabalho entre homens e máquinas. (Isto É, 05/02/20)


**O 1ºparágrafo contempla dois tópicos, daí a demarcação dos blocos entre colchetes.

Nas frases abaixo transcritas, está em destaque o item gramatical “a”. Analise o contexto das três ocorrências, de modo a indicar sua classificação.


I- Comparar a atual rotina de um cidadão comum com a de alguém que viveu há apenas 30 anos mostrará significativas diferenças.

II- Percebe-se isso [...] Nas opções de para alugar ou assistir a um filme, hoje a um clique de nossas mãos, [...]

III- Esse cenário denota a profunda transformação pela qual o mundo vem passando [...]


A classificação CORRETA do elemento é, respectivamente,

Alternativas
Q1756601 Português

Julgue corretamente o período abaixo quanto ao emprego dos artigos.


O jornal publicou uma matéria informando toda a população sobre os riscos do coronavírus.

Alternativas
Q1755517 Português

Faça uma análise morfossintática da seguinte frase:


As senhores caminhavam felizes.


Está correta a seguinte alternativa:

Alternativas
Q1747836 Português

A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la.


Ética nas redes sociais – Pratique!


    Quando navegamos na internet, criamos a ilusão de estarmos “imunes” às nossas publicações, textos, fotos, vídeos...

    Porém, muitos se esquecem de que podemos ser prejudicados dependendo do que postamos, pois sempre somos responsáveis por nossas ações online. Algumas situações podem até gerar processos por causa de uma leve brincadeira, isso sem contar demissões por justa causa, separações de casais, brigas entre amigos e etc., por isso é importante manter uma postura ética não só nas redes sociais, mas em toda internet. Na dúvida, não publique!

Todos nós sabemos que a internet abre possibilidades para nos expressarmos com mais liberdade, encontrarmos pessoas que pensam de maneira parecida (ou não), mas lembre-se: “O seu direito termina onde começa o direito do outro”.

    Já que a situação não é tão legal quando o prejudicado é você, então antes de escrever por impulso, pense um pouco, veja se não vai ofender ninguém, pois alguém pode um dia se deparar com alguma coisa que você escreveu e não gostar, daí o problema começa.

E lembre-se: por mais que você pense que não é monitorado, isso não é verdade, na internet tudo é rastreado sim, então não abuse e aja com ética e respeito! 

Fonte (adaptada): https://blogprnewswire.com/2013/01/21/ ética nas redes sociais pratique/


No trecho “Já que a situação não é tão legal quando o prejudicado é você, então antes de escrever por impulso, pense um pouco, veja se não vai ofender ninguém”. Os termos sublinhados são respectivamente:
Alternativas
Q1745937 Português
TEXTO

Seres humanos tóxicos nunca vão admitir que estão errados

Portal Raízes - 23 de setembro de 2020

    Você pode obter um pedido de desculpas de alguém tóxico, mas não será genuíno. A única vez que eles vão se desculpar é para te manipular para conseguirem o que eles querem, para fazer você acreditar que eles merecem perdão. Caso contrário, eles nunca vão admitir a transgressão. Eles nunca vão dizer “sinto muito” e deixar por isso mesmo. Sempre haverá algo mais na frase. Eles vão seguir justificando que a culpa nunca é realmente deles.
    Eles sempre tentarão colocar a culpa em outra pessoa porque não são maduros o suficiente para assumir a responsabilidade por suas próprias ações. Eles sentem que não podem estar errados. Eles se sentem forçados a forjar a realidade com suas circunstâncias passadas ou atuais, quando, na verdade, eles estão totalmente no controle de suas próprias decisões.
    Claro, eles nunca vão lhe dar as desculpas que você merece. Se eles se desculparem por te trair, eles vão dar detalhes sobre como isso nunca teria acontecido se a outra pessoa não tivesse se atirado para cima deles ou se você estivesse mais interesse na vida deles ou se eles não tivessem pedido aquela cerveja extra no bar… sempre haverá uma justificativa esfarrapada.
    E se você tiver a coragem de enfrentá-los, de afrontá-los jogando em cima deles todas as suas besteiras, eles vão mudar a situação completamente. Eles listarão todas as coisas boas que fizeram por você e o chamarão de ingrato. Eles vão mencionar que você também não é perfeito e que nunca usaram isso contra você. Eles vão tentar fazer você se sentir culpado, mesmo que tenham sido eles que estragaram tudo.
    Pessoas tóxicas nunca vão admitir que estão erradas. Elas nunca vão refletir sobre suas escolhas e chegar à conclusão de que precisam mudar. Não importa o que você faça ou o quanto você os ame, porque você nunca vai ganhar uma discussão com eles. Eles farão o possível para provar que são inocentes. Criarão mentiras, espalharão boatos, distorcerão a verdade para se encaixar em sua própria narrativa.
    Você pode gritar com eles, pode amaldiçoá-los ou pode calmamente apresentar os fatos a eles – mas isso não fará diferença. (...)
    Quando você está cara a cara com alguém tóxico, a melhor coisa que você pode fazer por si mesmo é ir embora, porque você nunca vai conseguir mudá-lo. Você nunca vai fazer com que ele veja a situação do seu ponto de vista. Você nunca vai fazer com que ele admita que foi longe demais. Os humanos tóxicos não pensam logicamente. Eles só pensam em si mesmos.

Texto de Holly Riordan, via Thought Catalog

Disponível em https://www.portalraizes.com/seres-humanos-toxicos-nunca-vaoadmitir-que-estao-errados/. Acesso em 26 set 2020.
No período “E se¹ você tiver a coragem de enfrentá-los², de afrontá-los jogando em cima deles todas as suas besteiras, eles vão mudar a³ situação completamente.”, os termos destacados exercem, respectivamente, função gramatical de
Alternativas
Q1733623 Português
Sexo e temperamento em três sociedades primitivas

  Nos anos 30, Margareth Mead comparou três sociedades primitivas da Nova Guiné, visando observar como as atitudes sociais se relacionavam com as diferenças sexuais. A partir dos resultados obtidos na pesquisa, concluiu que a crença, então compartilhada na sociedade americana, em um temperamento inato ligado ao sexo não era universal. Segundo ela, toda cultura determina de algum modo os papéis dos homens e das mulheres, mas não o faz necessariamente em termos de contraste entre as personalidades prescritas para os dois sexos nem em termos de dominação ou submissão.
  Entre os povos estudados por Mead, os montanheses Arapesh, agricultores e criadores de porcos, eram (homens e mulheres) maternais, cooperativos, sociáveis, pouco individualistas e orientados para as necessidades da geração seguinte. Em síntese, um povo com características “femininas”.
  Já os ferozes caçadores de cabeça Mundugumor, agricultores e pescadores, eram o extremo oposto. De acordo com a autora, desprezando o sexo como base para o estabelecimento de diferenças de personalidade, padronizaram o comportamento de homens e mulheres como “ativamente masculino, viril e sem quaisquer das características edulcoradas que estamos acostumados a considerar indiscutivelmente femininas”. Esse povo era formado por indivíduos implacáveis que se aproximavam de um tipo de personalidade que, na cultura americana, só se encontraria em homens indisciplinados e extremamente violentos.
  Nos Tchambuli, por sua vez, pescadores lacustres e amantes das artes, havia uma inversão das atitudes sexuais: a mulher seria o parceiro dirigente, dominador e impessoal, e o homem, menos responsável e emocionalmente dependente.
  Para Mead, o fato de que traços de temperamento tradicionalmente considerados femininos fossem, em uma tribo, erigidos como padrão masculino e, em outra, prescritos para a maioria das mulheres e dos homens demonstra não haver base para considerar tais aspectos comportamentais vinculados ao sexo. Essa conclusão seria reforçada pela inversão da posição de dominância entre os sexos no terceiro povo estudado.
(PISCITELLI, Adriana. Uma questão de gênero – Mente cérebro. São Paulo: Duetto Editorial, 2008. p. 24)
Os termos destacados nas passagens abaixo retiradas do texto desempenham o mesmo papel morfológico, EXCETO:
Alternativas
Respostas
701: C
702: B
703: A
704: E
705: C
706: A
707: A
708: D
709: A
710: C
711: A
712: B
713: B
714: A
715: D
716: A
717: C
718: A
719: A
720: C